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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

- POEMAS ESPÍRITAS. - MORTE. - CRUZ E SOUZA (CHICO XAVIER).

             MORTE.

Longe do sentimento limitado
Da matéria em seus átomos finitos,
No limite de um mundo ignorado
Celebra a morte seus estranhos ritos.

Hinos e vozes, lágrimas e gritos
Do espírito que outrora encarcerado,
Contempla a luz dos orbes infinitos,
Bendizendo a amargura do Passado!

Ó Morte, a tua espada luminosa,
Formada de uma luz maravilhosa
É invencível em todas as pelejas!...

És no Universo estranha Divindade,
Ó operaria divina da Verdade,
Bendita sejas tu! Bendita sejas!...

                             CRUZ E SOUZA.

             Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda de dores.

               (Palavras do Infinito, Francisco C. Xavier, soneto recebido em Pedro Leopoldo a 21 de julho de 1935, 5a. edição, Lake, São Paulo, SP, 1978. P. 72.)

                Fonte. Revista “O REFORMADOR”. - No. 2.156 - Novembro 2008. - Editora FEB. - Rio de janeiro, RJ.


                                                         RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

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