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terça-feira, 15 de outubro de 2019

- POEMAS ESPÍRITAS. PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - JESUS. - MARTA. (CHICO XAVIER.)


                                JESUS.

Jesus foi na Terra
A mais perfeita encarnação do Amor Divino.
E ainda hoje,
Nos dias amargurados que transcorrem,
É para a Humanidade
A promessa da Paz,
O manto protetor
Que abriga os aflitos e os infelizes,
O pão que sacia os esfomeados das verdades eternas,
A fonte que desaltera todos os sofredores.
Apegai-vos a Ele, cheios de confiança!

Ele é a misericórdia personificada,
O Jardineiro Bendito
Que jorra no coração
Dos transviados do caminho do Bem,
As sementes do arrependimento
Que hão de florir na Regeneração
E frutificar na perfeita felicidade espiritual.

Ouvi a sua voz
No silêncio da consciência que vos fala
Do cumprimento austero
De todos os deveres cristãos!
E um dia
Descansareis reunidos,
Ligados pelos liames inquebrantáveis
Da fraternidade além da morte,
A sombra da árvore luminosa
Das boas ações que praticastes,
Longe das lágrimas
Do orbe obscuro,
Dos prantos e das provações remissoras!...

                                                  Marta

ESTE Espírito não pôde ou não quis identificar-se. Aqui o incluímos, porém, de justiça, atenta a magnitude do seu estro.


            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 20 de agosto de 2019

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XVI. - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON. - PRESERVAR-SE DA AVAREZA. - JESUS EM CASA DE ZAQUEU. - ITEM N º. 4. - ALLAN KARDEC.


EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                  CAPÍTULO XVI.

NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON. .

               PRESERVAR-SE DA AVAREZA.

                JESUS EM CASA DE ZAQUEU.

4. Tendo Jesus entrado em Jericó, passava pela cidade e havia ali um homem chamado Zaqueu, chefe dos publicanos e muito rico, o qual, desejoso de ver a Jesus, para conhecê-lo, não o conseguia devido à multidão, por ser ele de estatura muito baixa. Por isso, correu à frente da turba e subiu a um sicômoro, para o ver, porquanto Ele tinha de passar por ali. Chegando a esse lugar, Jesus dirigiu para o alto o olhar e, vendo-o, disse-lhe: “Zaqueu, dá-te pressa em descer, porquanto preciso que me hospedes hoje em tua casa.” — Zaqueu desceu imediatamente e o recebeu jubiloso.
Vendo isso, todos murmuravam, a dizer: “Ele foi hospedar-se em casa de um homem de má vida.” (Veja-se: Introdução, artigo Publicanos.)
Entretanto, Zaqueu, pondo-se diante do Senhor, disse-lhe: “Senhor, dou a metade dos meus bens aos pobres e, se causei dano a alguém, seja no que for, indenizo-o com quatro vezes mais.” — Ao que Jesus lhe disse: “Esta casa recebeu hoje a salvação, porque também este é filho de Abraão; visto que o Filho do Homem veio para procurar e salvar o que estava perdido.” (Lucas, 19:1 a 10.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 22 de maio de 2019

- PRECES ESPÍRITAS. - JESUS. - ALBERTO DE OLIVEIRA. (CHICO XAVIER.)


                                      JESUS.

                        Quanta vez, neste mundo, em rumo escuro e incerto,
                        O homem vive a tatear na treva em que se cria!
                        Em torno, tudo é vão, sobre a estrada sombria,
                        No pavor de esperar a angústia que vem perto!...

                        Entre as vascas da morte, o peito exangue e aberto,
                        Desgraçado viajor rebelado ao seu guia,
                        Desespera, soluça, anseia e balbucia
                        A suprema oração da dor do seu deserto.

                        Nessa grande amargura, a alma pobre, entre escombros,
                        Sente o Mestre do Amor que lhe mostra nos ombros
                        A grandeza da cruz que ilumina e socorre;

                        Do mundo é a escuridão, que sepulta a quimera...
                        E no escuro bulcão só Jesus persevera,
                        Como a luz imortal do amor que nunca morre.

                                                                                  ALBERTO DE OLIVEIRA.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                               RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 18 de maio de 2019

- PRECES ESPÍRITAS. - TEMOS JESUS. - ABEL GOMES. (CHICO XAVIER.)


                        TEMOS JESUS.

                        Desaba o Velho Mundo em treva densa
                        E a guerra, como lobo carniceiro,
                        Ameaça a verdade e humilha a crença,
                        Nas torturas de um novo cativeiro.

                        Mas vós, no turbilhão da sombra imensa,
                        Tendes convosco o Excelso Companheiro,
                        Que ama o trabalho esquece a recompensa
                        No serviço do bem ao mundo inteiro.

                        Eis que a Terra tem crimes tiranos,
                        Ambições, desvarios, desenganos,
                        Asperezas dos homens da caverna;

                        Mas vós tendes Jesus em cada dia.
                        Trabalhemos na dor ou na alegria,
                        Na conquista de luz da Vida Eterna.


            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO – ABEL GOMES - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                               RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 8 de maio de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - COM JESUS. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)


                            COM JESUS.

            A renúncia será um privilégio para você.

            O sofrimento glorificará sua vida.

            A prova dilatará seus poderes.

            O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.

            O Sacrifício sublimará seus impulsos.

            A enfermidade do corpo será remédio salutar para sua alma.

            A calúnia lhe honrará a tarefa.

            A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.

            A angústia purificará suas esperanças.

            O mal convocará seu espírito à prática do bem.

            O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos do amor.

            A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.

Fonte: Agenda Cristã - André Luiz - Francisco C. Xavier - Editora FEB - Rio de Janeiro RJ.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 15 de dezembro de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - JESUS À FRENTE. - BATUÍRA. (CHICO XAVIER.)


                    JESUS À FRENTE.

            Diante de quaisquer desafios da perseguição façamos um sorriso bom e otimista para a caravana das trevas... E sigamos avante.
            Disse-nos Jesus: - “Eis que vou adiante de vós...”
            O eterno Amigo vai à nossa frente e aplainará para nós, como sempre, todos os caminhos. Basta nos disponhamos a segui-lo, trabalhando...

            Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 27 de julho de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - JESUS VELA. - BATUÍRA. (CHICO XAVIER.)


                           JESUS VELA.

            Ouvidos são dois para que haja possibilidade de se libertar, através de um deles, o lodo que nos atirem pelo outro.
            Quando palavras contundentes nos procurem o pensamento, à feição do veneno, esqueçamos e esqueçamos... não tentemos absorver semelhantes tóxicos da alma, como quem aduba espinheiros no coração. É necessário saber não passar recibo às injúrias. Calúnias e sarcasmos são naturalmente restituídos pela vida aos que lhe dão origem no campo da evolução.
            Jesus vela.
            Guardemos a certeza disso e sirvamos sempre.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 7 de julho de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - JESUS EM NÓS. - BATUÍRA. (CHICO XAVIER.)


                           JESUS E NÓS.

            A Justiça Divina jamais dorme. Não permitamos que pensamentos de tristeza e desesperação nos penetrem a cidadela interior. Ainda que todas as organizações materiais, que representam igualmente envoltórios da alma, se modifiquem, é forçoso lembrar que Jesus em nós é Sol eterno, cabendo-nos fitar a luz da vida, cada manhã, com entendimento mais alto e bom ânimo inexaurível.
            Nós somos nós e Jesus é Jesus. E sendo a Seara do Bem de Jesus e não nossa, a Ele empenhemos vida e esperança, na certeza de que o Senhor fará sempre o melhor.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 28 de junho de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - MEDIUNIDADE COM JESUS. - BATUÍRA.(CHICO XAVIER.)


     MEDIUNIDADE COM JESUS.

         Mediunidade com Jesus e, acima de tudo, serviço aos semelhantes.
         É no trabalho com Jesus que restauraremos as próprias forças. Não estranhem a nossa palavra.
         Somos poucos na extensão do serviço a fazer. E precisamos velar uns pelos outros, à maneira de irmãos responsáveis pelo compromisso de todos a parcelar-se em cada um.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. NAS MÃOS DE JESUS. - BATUÍRA. (CHICO XAVIER.)


               NAS MÃOS DE JESUS.

            As mão de Jesus guiarão nossas mãos e, quando a tormenta estiver rugindo por fora, acendamos a flama da prece e ouviremos jntos o Senhor de nossas vidas. Calma e segurança, paciência e fé viva!
            Estejamos com o Divino Mestre, tanto quanto o Divino Mestre esta conosco.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - NA SEARA DE JESUS. - BATUÍRA. ( CHICO XAVIER.)


                  NA SEARA DE JESUS.

            A tarefa do Evangelho não pode ser diferente, hoje, quando confrontada com os empeços de que se constituía nos tempos passados.

            Temos companheiros e companheiros.
           
            Alguns chegam inflamados de zelo apostólico ao campo d serviço, trazendo a força do exemplo e o lume da inspiração para o erguimento geral: outros surgem necessitados do socorro e cooperação, a fim de se levantarem, no espírito, para a desincumbência dos compromissos com que o mundo os honorifíca; outros ainda aparecem tocados de bons desejos misturados de provações, exigindo paciência para que se equilibrem no plano de ação em que se situam; muitos repontam na coletividade portando votos e promessas brilhantes que não conseguem cumprir; e alguns outros igualmente se destacam, na passagem do tempo, à maneira de amigos dos interesses próprios, buscando vantagens pessoais que não compadecem com os deveres que assumem.

            Todos, porém, são filhosde Deus e tutelados de Jesus – irmãos nossos – cuja presença é fator importante em nosso proveito.

            Cada companheiro da seara do bem é oportunidade de trabalho que não nos será justo menosprezar.
            Aquele que sabe muito é capaz de ensinar-nos, tanto quanto o portador de talentos sublimes se expressa por luz a guiar-nos na frente; o mais equilibrado é coluna básica no serviço a efetuar-se, amparando-nos a próprias necessidades; aqueles, no entanto, eu se revelam menos felizes se erigem como sendo testes à nossa fé para que a caridade do Senhor se manifeste por nosso coração e por nossas mãos.

            Auxiliar-nos, sim, e sempre.
            As assembleias cristãs que sobrevivem, acima de todas as limitações e circunstâncias da vida, são aquelas em cujo cerne a chama de amor e do perdão não se extingue.
            Jesus nos solicita concurso em seu apostolado de redenção e tão-só venceremos amando e servindo-nos uns aos outros, tanto quanto Ele nos ama e serve sempre.
           


Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier – 4 a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.


                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 26 de março de 2018

- MENSAGEM PARA OS JOVENS. - N º. 233. - ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS! - FATOS DA VIDA DE JESUS. - REVISTA INFORMAÇÃO.


ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS!

                      FATOS DA VIDA DE JESUS.

            Fala o Evangelho de Lucas, Capítulo IV, que Jesus foi lebvado pelo espírito ao deserto, foi tentado pelo demônio três vezes. Isso realmente aconteceu ou é apenas uma alegoria do Evangelho? 

            Os escritos evangélicos são muito antigos e não existe, na verdade, um consenso em relação a fatos da vida de Jesus. Ademais, ao que nos parece, os Evangelhos não se propunham mesmo a apresentar uma biografia de Jesus, mas a divulgar a sua Doutrina. Allan Kardec explicou, na introdução de “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, que entrar na discussão desses fatos é criar uma grande polêmica, que não leva para a muita coisa, do ponto de vista prático da vida. O episódio da tentação, no sentido exclusivamente moral da narrativa, afigura-se-nos como recurso pedagógico dos mais eficazes, porquanto mostra como funciona o mecanismo da tentação no ser humano. Repare que são três as tentações a que Jesus é submetido. A primeira delas é a tentação econômica, quando o demônio desafia Jesus a transformar pedra em pão. A segunda é a tentação política, quando o demônio pede adoração a Jesus em troca de poder sobre todos os reinos da Terra. E, finalmente, a terceira é a tentação ideológica, quando o demônio tenta experimentar Jesus na sua fé, dizendo-Lhe salte do alto do Templo de Jerusalém, pois seria sustentado pelos anjos de Deus. Como podemos perceber, trata-se de uma alegoria muito bem elaborada, em que as propostas mexem com o “ego” do indivíduo, procurando insuflar seu orgulho e seu egoísmo. Diariamente, em menor proporção, todos estamos sendo submetidos a essas tentações em relação aos nossos bens, ao nosso poder e à nossa fé. Sem perceber, muitas vezes, nos deixamos arrastar por esses convites, que vêm de todos os lados e de todas as maneiras, desafiando nossas convicções e colocando-as em confronto com nossas vontade. No episódio narrado por Lucas, Jesus saiu-se bem demonstrando a predominância do bem sobre o mal. E nós, como estamos nos comportando?

Pergunta elaborada por: Ederaldo Martins Filho. – Duartina SP.

Fonte: Revista Informação – Ano XVI – Nº. 192. - Novembro de 1992.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 8 de março de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 271. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VII. - VII — PREDIÇÃO DOS PROFETAS, COM RELAÇÃO A JESUS. - ALLAN KARDEC.


O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VII. 

VII — PREDIÇÃO DOS PROFETAS, COM RELAÇÃO A JESUS.

Além das afirmações de Jesus e da opinião dos apóstolos, há um testemunho cujo valor os crentes mais ortodoxos não poderiam contestar, pois que o apontam constantemente como artigo de fé: é o do próprio Deus, isto é, o dos profetas falando por inspiração e anunciando a vinda do Messias. Ora, aqui vão as passagens da Bíblia consideradas como predição desse grande acontecimento.
“Eu o vejo, porém não agora; olho-o, porém não de perto; uma estrela proveio de Jacob e um cetro se elevou de Israel e traspassará os chefes de Moab e destruirá todos os filhos de Seth.” (Números, 24:17.)
“Eu lhes suscitarei um profeta, como tu, dentre seus irmãos e porei na sua boca as minhas palavras e ele dirá o que eu lhe houver ordenado. E dar-se-á que àquele que não escutar as palavras que ele houver dito em meu nome, a esse pedirei contas.” (Deuteronômio, 18:18 e 19.)
 “Acontecerá, pois, quando chegarem os dias de te ires com teus pais, que farei levantar-se a tua posteridade depois de ti, um de teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Ele me construirá uma casa e eu firmarei o seu trono para sempre. Ser-lhe-ei pai e ele me será filho e dele não retirarei a minha misericórdia, como a retirei daquele que foi antes de ti, e o estabelecerei na minha casa e no meu reino para sempre e seu trono se afirmará para sempre.” (Paralipômenos, 17:11 a 14.)
“Eis por que o Senhor mesmo vos dará um sinal: uma virgem ficará grávida e parirá um filho e ele se chamará Emmanuel.” (Isaías, 7:14.)
“Pois o menino nos nasceu, o Filho nos foi dado e o império foi posto sobre seus ombros e chamar-se-lhe-á, seu nome, o Admirável, o Conselheiro, o Deus forte, o Poderoso, o Pai da Eternidade, o Príncipe da paz.” (Isaías, 9:5.)
“Aqui está meu servidor, eu o sustentarei; é meu eleito, minha alma pôs nele sua afeição; nele pus o meu Espírito; ele exercerá a justiça entre as nações.
“Ele absolutamente não se retirará, nem se precipitará, até que eu haja estabelecido a justiça na terra e os seres se submeterão à sua lei.” (Isaías, 42:1 a 4.)
“Ele gozará do trabalho de sua alma e dele se fartará; e meu servo justo a muitos justificará, pelo conhecimento que terão dele e ele próprio lhes arrebatará as iniqüidades.” (Isaías, 53:11.)
“Rejubila-te ao extremo, filha de Sião; solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei a ti virá, justo e salvador humilde e montado num jumento, sobre o potro de uma jumenta.
E eu farei desaparecer os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém e o arco do combate também desaparecerá e o rei falará de paz às nações. E sua dominação se estenderá de um mar a outro mar e do rio aos extremos da terra.” (Zacarias, 9:9 e 10.)
“E ele (o Cristo) se manterá e governará pela força do Eterno e com a magnificência do nome do Eterno seu Deus. E eles voltarão e agora ele será glorificado até às extremidades da terra e será ele quem fará a paz.” (Miquéias, 5:4.)
A distinção entre Deus e seu futuro enviado se acha aí caracterizada do modo mais formal. Deus o designa por seu servidor, conseguintemente por seu subordinado. Nada há, em suas palavras, que implique a idéia de igualdade de poder, nem de consubstancialidade entre os dois seres.
Ter-se-ia Deus enganado e teriam visto com mais exatidão do que ele os homens que vieram três séculos depois de Jesus-Cristo? Tal parece ser a pretensão deles.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 269. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO V. - V - DUPLA NATUREZA DE JESUS. ALLAN KARDEC.


            O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO V.

§ V — DUPLA NATUREZA DE JESUS

Poder-se-ia objetar que, em virtude da dupla natureza de Jesus, suas palavras exprimiam seu sentir como homem e não como Deus. Sem, neste momento, examinarmos por que encadeamento de circunstâncias chegaram, muito mais tarde, à hipótese dessa dupla natureza, admitamo-la, por um instante, e vejamos se, em vez de elucidar a questão, ela não a complica ainda mais, ao ponto de torná-la insolúvel.
O que, em Jesus, haveria de humano era o corpo, a parte material. Deste ponto de vista, compreende-se que ele haja podido sofrer e tenha mesmo sofrido como homem.
A alma, o Espírito, a mente, numa palavra, a parte espiritual do Ser é o que haveria nele de divino. Se ele sentia e sofria como homem, como Deus é que pensaria e falaria.
Falava como homem ou como Deus? Eis uma questão importante, pela autoridade excepcional dos seus ensinamentos.
Se falava como homem, suas palavras são passíveis de controvérsia; se falava como Deus, são indiscutíveis e temos de aceitá-las e de com elas conformar-nos, sob pena de deserção e de heresia. O mais ortodoxo será aquele que mais se aproximar delas.
Dir-se-á que, sob o seu envoltório corporal, Jesus não tinha consciência da sua natureza divina? Mas, se fosse assim, ele não teria, sequer, pensado como Deus, sua natureza divina houvera permanecido em estado latente; só a natureza humana teria presidido à sua missão, aos seus atos morais, como aos seus atos materiais. É, pois, impossível abstrair-se da sua natureza divina durante a sua vida, sem se lhe enfraquecer a autoridade.
Mas, se ele falou como Deus, por que esse incessante protesto contra a sua natureza divina que, em tal caso, ele não podia ignorar? Ter-se-ia então enganado, o que seria pouco divino, ou teria cientemente enganado o mundo, o que ainda o seria menos. Parece-nos difícil sair desse dilema.
Se se admitir que falou ora como homem, ora como Deus, a questão se complica, pela impossibilidade de distinguir- se o que vinha do homem e o que procedia de Deus.
Dado que ele tivesse motivos para dissimular sua verdadeira natureza durante a missão que desempenhava, o meio mais simples teria sido não falar dela, ou exprimir-se, como o fez noutras circunstâncias, de modo vago e parabólico, sobre os pontos cujo conhecimento estava reservado ao futuro. Ora, este não é aqui o caso, pois que as palavras acima nenhuma ambigüidade apresentam.
Enfim, se, apesar de todas estas considerações, ainda se pudesse supor que, quando vivo, ele ignorava a sua verdadeira natureza, outro tanto já não se pode admitir se desse, depois da sua ressurreição, visto que, quando aparece a seus discípulos, já não é o homem quem fala, é o Espírito desprendido da matéria, que já havia de ter recobrado a plenitude de suas faculdades espirituais e a consciência do seu estado normal, da sua identificação com a divindade. Entretanto, foi então que disse: Subo para meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus!
A subordinação de Jesus é ainda indicada pela sua qualidade mesma de mediador, que implica a existência de uma pessoa distinta. É ele quem intercede junto a seu Pai; quem se oferece em sacrifício para remissão dos pecadores.
Ora, se ele é o próprio Deus, ou se fosse em tudo igual a este, não precisaria interceder, porquanto ninguém intercede junto a si mesmo.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 268. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IV. - IV PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DE SUA MORTE - ALLAN KARDEC.


O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IV.

IV — PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DE SUA MORTE

“Jesus lhe respondeu: Não me toques, porquanto ainda não subi a meu Pai; vai, porém, ter com meus irmãos e dize-lhes de minha parte: Subo a meu Pai e vosso Pai, a MEU DEUS e vosso Deus.” (S. João, 20:17. Aparição a Maria Madalena.)
“Mas, aproximando-se, Jesus lhes falou assim: Todo o poder me foi dado no céu e na terra.” (S. Mateus, 28:18. Aparição aos Apóstolos.)
 “Ora, sois testemunhas destas coisas. — Vou enviar-vos o dom de meu Pai, que vos foi prometido.” (S. Lucas, 24: 48 e 49. Aparição aos Apóstolos.)
Tudo, pois, nas palavras de Jesus, quer as que ele disse em vida, quer as de depois de sua morte, acusa uma dualidade de entidades perfeitamente distintas, assim como o profundo sentimento da sua inferioridade e da sua subordinação em face do Ente supremo. Pela sua insistência em afirmá-lo espontaneamente, sem a isso ser constrangido ou provocado por quem quer que fosse, parece ter querido protestar de antemão contra o papel que, segundo a sua previsão, lhe seria atribuído. Se houvesse guardado silêncio sobre a sua personalidade, o campo teria ficado aberto a todas as suposições, como a todos os sistemas. A precisão, porém, da sua linguagem afasta todas as incertezas.
Que autoridade maior se pode pretender, do que a das suas próprias palavras? Quando ele diz categoricamente: eu sou ou não sou isto ou aquilo, quem ousaria arrogar-se o direito de desmenti-lo, embora para colocá-lo mais alto do que ele a si mesmo se coloca? Quem pode racionalmente pretender estar mais esclarecido do que ele sobre a sua própria natureza? Que interpretações podem prevalecer contra afirmações tão formais e multiplicadas como estas: “Não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é o único Deus verdadeiro. — Foi de sua parte que vim. — Digo o que vi junto a meu Pai. — Não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o preparou. — Vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu. — Por que me chamas bom? Bom não há senão somente Deus. — Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer. — A doutrina que prego não é minha, mas daquele que me enviou. — A palavra que tendes ouvido não é minha, mas de meu Pai que me enviou. — Nada faço de mim mesmo; digo unicamente o que meu Pai me ensinou. — Nada posso fazer de mim mesmo. — Não cuido de fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. — Tenho-vos dito a verdade que aprendi de Deus. — Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou. — Tu que és o único Deus verdadeiro e Jesus-Cristo a quem enviaste. — Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma. — Meu Pai, se for possível, faze que de mim se afaste este cálice. — Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”.
Quando se lêem tais palavras, fica-se a perguntar como há podido vir, sequer, à mente de alguém a idéia de atribuir-lhes sentido diametralmente oposto ao que elas exprimem tão claramente, de conceber uma identificação completa, de natureza e de poder, entre o Senhor e aquele que se declara seu servidor. Neste grande processo, que dura há quase quinze séculos, quais as peças de convicção? Os Evangelhos — não há outras —, os quais, no ponto em litígio, não dão lugar a qualquer equívoco. A documentos autênticos, que não se podem contestar, sem argüir de falsa a veracidade dos evangelistas e do próprio Jesus, documentos que se apóiam em testemunhos oculares, que é que contrapõem? Uma doutrina teórica puramente especulativa, nascida, três séculos mais tarde, de uma polêmica travada sobre a natureza abstrata do Verbo, doutrina essa rigorosamente combatida durante muitos séculos e que só prevaleceu pela pressão de um poder civil absoluto.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)