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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO.- SOFRE. - CRUZ E SOUZA. (CHICO XAVIER.)



                                      SOFRE.

Toda a dor que na vida padeceres,
Todo o fel que tragares, todo o pranto,
Ser-te-ão como trevas, e, entretanto,
Serás pobre de luz se não sofreres.

É que dos sofrimentos nasce o canto
De alegria dos mundos e dos seres,
Pois que a dor é a saúde dos prazeres,
O hino da luz, misterioso e santo.

Doma o teu coração, e, no silêncio,
Foge à revolta, humilha-o, dobra-o, vence-o,
Chorando a mesma dor que o mundo chora;

Abre a tua consciência para as luzes
E, no mundo que o mal encheu de cruzes,
Do Bem encontrarás a eterna aurora.

Cruz e Souza

CATARINENSE. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

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