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quarta-feira, 3 de julho de 2019

- MENSAGEM SOBRE A CRIANÇA. - N º. 280. - MANIFESTAÇÕES DE CÓLERA NA CRIANÇA. - Dra. MARIA JULIA P. DE MORAES P. PERES..


MANIFESTAÇÕES DE CÓLERA NA CRIANÇA.

                                     Dra. Maria Julia P. de Moraes P. Peres

            A cólera é um instrumento pela qual a criança reage contra um ambiente ameaçador, geralmente formado, pela própria família ou pessoas do seu círculo social.
            Na sua forma primitiva é um auxílio da autodefa. Significa que há algum problema em alguma situação, que deve ser solucionado. Indica embaraços na vida emocional da criança, que poderiam passar despercebidos, pois a sua cólera brota de dificuldades de sua vida interior.
            O Espiritismo nos esclarece que tais criatura são colocadas em nossa vida sempre com uma finalidade útil, tanto para a nossa aprendizagem, como para a aquisição de experiências e conhecimentos materiais e morais. Em ambos os casos, a nossa responsabilidade é imensa em tentar orientar esses seres, que são postos em nosso caminho com ligações espirituais e emocionais anteriores a esta vida. É nosso dever estudá-los, compreendê-los e dar-lhes o que de melhor formos capazes.
            No caso da cólera na criança, temos a tendência de encará-la como uma afronta ao nosso orgulho, repelindo-a, muitas vezes, com manifestações da nossa própria ira, envolvendo-a, não raras vezes, em conflitos íntimos que podem marcá-la para toda existência. Por esse motivo faz-se mister conhecer os principais fatores desencadeantes dessa cólera, para abordá-la cuidadosamente de modo a melhorar aquele ser com o qual talvez tenhamos contraído dívidas no passado. Esses fatores podem ser provocados pela nossa interferência em suas atividades físicas e emocionais. Isto se manifesta desde a mais tenra idade: quando se enrola um recém-nascido em cobertores ou faixas, tolhendo-se-lhe os movimentos; quando não se cuida de trocar-lhe as fraldas e, convinientemente, de alimentá-lo de maneira adequada ou de colocá-lo em posição confortável. antes de um ano de idade as manifestações de cólera são no sentido de remover um obstáculo. Aos dois e três anos é freqüente a criança encolerizada fazer ameaças com desejo de vingança, manifestados muitas vezes por atitudes de revide, como derrubar móveis, agressão por mordedura, pontapés, etc. Aos quatro anos há crianças que ameaçam fugir, matar, ferir, machucar, como formas indiretas de sua agressividade. Outras dirigem sua cólera contra si mesmas, entregando-se à auto-agressão física, como morder-se e atirar-se ao chão. São crianças mais suscetíveis à cólera as crianças inquietas, com sono, em convalescença, cansadas, famintas.
            A freqüência é maior nos lares em que os pais apresentam desajustamento emocional.  Daí, mais uma vez a necessidade imperiosa da prática da reforma íntima, a partir do próprio lar, com sentimentos de tolerância e compreensão entre os conjugues, para proporcionar um ambiente salutar, condicionador do equilíbrio psíquico dos Espíritos que, por determinações superiores, estão encarnados em uma mesma família.

                        RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

- MENSAGEM SOBRE A CRIANÇA. - N º. 252. - MANIFESTAÇÕES DE CÓLERA NA CRIANÇA. - MARIA JULIA P. DE MORAES P. PERES

MANIFESTAÇÕES DE CÓLERA NA CRIANÇA.

            No artigo publicado sobre o titulo “Manifestações de Cólera na Criança”, nas páginas 9 e 10, da Revista o Reformador Nº. 1.855, de Outubro de 1983 . A autora, a Dra. Maria Julia P. de Moraes P. Peres, nos esclarece muito bem sobre o tema, escrevendo o seguinte: - A cólera é um instrumento pela qual a criança reage contra um ambiente ameaçador, geralmente formado, pela própria família ou pessoas do seu círculo social.
            Na sua forma primitiva é um auxílio da autodefesa. Significa que há algum problema em alguma situação, que deve ser solucionado. Indica embaraços na vida emocional da criança, que poderiam passar despercebidos, pois a sua cólera brota de dificuldades de sua vida interior.
            O Espiritismo nos esclarece que tais criatura são colocadas em nossa vida sempre com uma finalidade útil, tanto para a nossa aprendizagem, como para a aquisição de experiências e conhecimentos materiais e morais.
Em ambos os casos, a nossa responsabilidade é imensa em tentar orientar esses seres, que são postos em nosso caminho com ligações espirituais e emocionais anteriores a esta vida. É nosso dever estudá-los, compreendê-los e dar-lhes o que de melhor formos capazes.
            No caso da cólera na criança, temos a tendência de encará-la como uma afronta ao nosso orgulho, repelindo-a, muitas vezes, com manifestações da nossa própria ira, envolvendo-a, não raras vezes, em conflitos íntimos que podem marcá-la para toda existência. Por esse motivo faz-se mister conhecer os principais fatores desencadeantes dessa cólera, para abordá-la cuidadosamente de modo a melhorar aquele ser com o qual talvez tenhamos contraído dívidas no passado. Esses fatores podem ser provocados pela nossa interferência em suas atividades físicas e emocionais. Isto se manifesta desde a mais tenra idade: quando se enrola um recém-nascido em cobertores ou faixas, tolhendo-se-lhe os movimentos; quando não se cuida de trocar-lhe as fraldas e, convenientemente, de alimentá-lo de maneira adequada ou de colocá-lo em posição confortável. Antes de um ano de idade as manifestações de cólera são no sentido de remover um obstáculo. Aos dois e três anos é freqüente a criança encolerizada fazer ameaças com desejo de vingança, manifestados muitas vezes por atitudes de revide, como derrubar móveis, agressão por mordedura, pontapés, etc. Aos quatro anos há crianças que ameaçam fugir, matar, ferir, machucar, como formas indiretas de sua agressividade. Outras dirigem sua cólera contra si mesmas, entregando-se à auto-agressão física, como morder-se e atirar-se ao chão. São crianças mais sucetíveis à cólera as crianças inquietas, com sono, em convalescença, cansadas, famintas.
            A freqüência é maior nos lares em que os pais apresentam desajustamento emocional.  Daí, mais uma vez a necessidade imperiosa da prática da reforma íntima, a partir do próprio lar, com sentimentos de tolerância e compreensão entre os cônjuges, para proporcionar um ambiente salutar, condicionador do equilíbrio psíquico dos Espíritos que, por determinações superiores, estão encarnados em uma mesma família.
            Quando uma criança obtém o que quer com sua ira, esta é bem-sucedida, dando por conseguinte motivos a outras crises semelhantes; quando, pelo contrário, a criança não obtém o que deseja através de sua irritação, terá menos razão para recorrer à cólera como meio de solução dos seus problemas.     
            Os pais devem ser ponderadamente tolerantes e enérgicos, e analisar cuidadosamente seus filhos, a fim de encára-los com objetividade não só a respeito do que fazem no presente, como do que fizeram provavelmente em vidas anteriores, as quais os levaram agora a estar unidos para a evolução comum.
            A disciplina coerente é o método mais adequado, ao invés do rigor excessivo ou da brandura nos processos disciplinares.                         
            Atitudes comodistas dos pais, como suborno (promessas de prêmios) ou deixar que a criança faça o que quiser, podem debelar uma explosão colérica, mas preparam o terreno para outras explosões semelhantes.
            É necessário o devido cuidado dos pais, professores e de outras pessoas que tenham contato com a criança, que exercem autoridade sobre elas, para que elas não desencadeiem episódios de cólera que muitas vezes deixaram marcas duradouras em seu comportamento futuro.
            Na adolescência elas podem apresentar manifestações desviantes de cólera, como palavras de escárnio, indiretas, zombarias, menosprezo, prazer com os infortúnios alheios, atitudes de revolta política e sócio-economica, de vandalismo, furto e outros atos anti-sociais.
            Uma maneira de mostrar a cólera, amistosamente, é demonstrar-se preocupado pelo bem estar de alguém, por quem tem aversão. Muitas vezes na sociedade apresentam-se com uma falsa polidez, porém, superficiais, como uma indiferença que vai até o ódio.                     
Outra manifestação de cólera é aquela dirigida contra terceiros, ou seja, uma criança que recebe certas repreensões não tem coragem de revidá-las e descarrega então sua ira em um irmão, empregada ou outra pessoa de suas relações.
            A. Gesell, psicólogo americano, considera a cólera como uma das manifestações do ciúme, incluído sentimentos de vingança e autocomiseração e pesar. Todas essas manifestações coléricas trazem-nos a evidência a dificuldade que temos em tratar habilmente uma criança irritada,  pois este modo provoca a ira da pessoa contra qual a cólera é dirigida.
            André Luiz, em “Conduta Espírita” diz que: - “a orientação da infância é profilaxia do futuro, e que os pais respondem espiritualmente como cicerone dos que ressurgem no educandário da carne.”
            Diante destas considerações, não se pode afastar o estudo dos fatores espíritas desencadeantes da cólera, aliado aos fatores emocionais de reivindicação e insegurança que podem acarretá-la. O equilíbrio moral, no relacionamento pais e filhos, auxilia muito a atitude de compreensão, análise e combate às frustrações que conduzem às crises de cólera. O estudo objetivo da personalidade da criança orienta qual a melhor maneira de agir em cada caso, com suas nuanças e particularidades.
            Conhecidos os fatores desencadeantes da cólera, cumpre-nos afastá-los, recorrendo a recursos psicológicos, físicos, educativos, religiosos (o grifo é nosso) e tantos quantos forem necessários, pelo bem da evolução espiritual da criança e do desempenho eficiente de nossa própria missão.(26)

            Fonte: Revista o Reformador Nº. 1.855, de Outubro de 1983.- páginas 9 e 10, - autora, Dra. Maria Julia P. de Moraes P. Peres

                        RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 110. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                      CAPÍTULO VI.

                    MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

110.   Estamos longe de considerar a teoria que damos como absoluta, e como sendo a última palavra, ela será, sem dúvida, completada ou retificada mais tarde por novos estudos, mas, por incompleta ou imperfeita que seja hoje, pode sempre ajudar a entender a possibilidade dos fatos por causas que não têm de sobrenatural; se é uma hipótese não se lhe pode recusar o mérito da racionalidade e da probabilidade, e vale tanto como todas as explicações que dão os negadores para provar que tudo não é senão ilusão, fantasmagoria e subterfúgio nos fenômenos espíritas.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 109. - ALLAN KARDEC.

           O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                  CAPÍTULO VI.

                  MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

109.     O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações; seu conhecimento deu a chave de uma multidão de fenômenos e um passo imenso à ciência espírita, abrindo-lhe um caminho novo, tirando-lhe todo o caráter maravilhoso. Encontramos, pelos próprios Espíritos, porque, notai bem, foram eles que nos colocaram no caminho, a explicação da ação dos espíritos sobre a matéria, do movimento dos corpos inertes, dos ruídos e das aparições. Aí encontraremos, ainda, a de vários outros fenômenos que nos restam a examinar, antes de passarmos ao estudo das comunicações propriamente ditas.Tanto melhor se as compreenderá quando melhor nos dermos conta das causas primeiras. Se se compreendeu bem esse princípio, far-se-á por mesmo a sua aplicação aos diversos fatos que poderão se apresentar ao observador.

Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 108. - ALLAN KARDEC.

O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                   MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

    ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

108. Acrescentaremos às considerações precedentes o exame de alguns efeitos de ótica que deram lugar ao singular sistema dos Espíritos glóbulos.
O ar nem sempre é de uma limpidez absoluta, e há tais circunstâncias nas quais as correntes de moléculas aeriformes e sua agitação produzidas pelo calor são perfeitamente visíveis. Algumas pessoas tomaram isso por montões de Espíritos se agitando no espaço; basta assinalar esta opinião para refutá-la. Mas, eis um outro gênero de ilusão, não menos bizarro, contra a qual, igualmente, é bom estar prevenido.
            O humor aquoso dos olhos oferece pontos dificilmente perceptíveis que perderam sua transparência. Esse pontos são como corpos opacos em suspenção no líquido do qual seguem os movimentos. Produzem no ar ambiente, e à distância, pelo efeito do aumento e da refração, a aparência de pequenos discos, variando de um a dez milímetros de diâmetro e que parece flutuar na atmosfera. Vimos pessoas tomarem estes discos por Espíritos que lhe seguiam e acompanhavam por toda parte, e, em seu entusiasmo, tomarem por figuras as nuances da irisação, o que é mais ou menos tão racional como ver uma figura na lua. Uma simples observação, fornecida por elas mesmas, vai conduzi-las ao terreno da realidade.
            Estes discos ou medalhões, dizem elas, não somente as acompanham, mas seguem todos os seus movimentos; vão à direita, à esquerda, ao alto, em baixo, ou se detêm, segundo o movimento da cabeça. Isto não é de admirar, uma vez que a sede da aparência está no globo ocular e deve seguir-lhe os movimentos. Se fossem Espíritos, seria precioso convir que estariam constrangidos a um papel muito mecânico para seres inteligentes e livres; papel bem fastidioso mesmo para os Espíritos inferiores, e com maior razão, incompatível com a idéia Espíritos superiores. Alguns, é verdade, tomam por maus Espíritos os pontos negros ou moscas amauróticas. Estes discos, ao igual das manchas negras, têm um movimento ondulatório que não escapa jamais da amplitude de um certo ângulo, e o que se acrescenta à ilusão é que não seguem bruscamente os movimentos de linha visual. A razão é bem simples. Os pontos opacos do humor aquoso, causa primeira do fenômeno, o dissemos, são como mantidos em suspensão e têm sempre uma tendência a descer; quando sobem, é porque são solicitados pelo movimento do olho de baixo para cima; mas, é chegados a uma certa altura, se se fixa o olho , vêem-se os discos descerem e depois imperceptível do olho para fazê-lo mudar de direção e percorrer toda a amplitude do arco no espaço onde se produz a imagem. Enquanto não se possa provar que uma imagem possui um movimento próprio, espontâneo e inteligente, não se pode nisso ver senão um simples fenômeno ótico ou fisiológico.
            Ocorrem o mesmo com as centelhas que se produzem algumas vezes em maços eu em feixes mais ou menos compactos pela contração  dos músculos do olho, e que são, provavelmente, devidos à eletricidade fosforescentes da íris, uma vez que geralmente, são circunscritas  na circunferência do disco do órgão.
            Semelhante ilusões não podem ser senão o resultado de uma observação incompleta. Quem quer que tenha estudado seriamente a natureza dos Espíritos, por todos os meios proporcionados pela ciência prática, compreenderá tudo o que têm de pueril. Do mesmo modo que combatemos as teorias são baseadas na ignorância dos fatos, também devemos procurar destruir as idéias falsas que provam mais entusiasmo do que reflexão e que, por isso mesmo, fazem mais mal do que bem junto aos incrédulos, já tão dispostos a procurarem o lado ridículo.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 107. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                               SEGUNDA PARTE.

                                     CAPÍTULO VI.

                    MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

     ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

107. As aparições no estado de vigília não são nem raras e nem novas; houve em todos os tempos e a história relaciona um grande número delas; mas sem remontar tão longe, em nossos dias são muito freqüentes; em muitas pessoas que as tiveram, tomaram-na de inicio o que se convencionou chamar de alucinações. São freqüentes, sobretudo, nos casos de morte de pessoas ausentes que vem visitar seus parentes ou amigos. Frequentemente, não têm um objetivo bem determinado, mas pode-se dizer que, em geral, os Espíritos que assim aparecem são atraídos pela simpatia. Que cada um interrogue suas lembranças, e se verá que são poucas as pessoas que não tenham conhecimento de alguns fatos deste gênero cuja autenticidade não poderia ser posta em dúvida.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. ITEM N º. 106. - ALLAN KARDEC.

                       O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                             SEGUNDA PARTE.

                                                  CAPÍTULO VI.

                               MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

               ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

106.     Uma outra propriedade do perispírito, e que diz respeito à sua natureza etérea, é a penetrabilidade. Matéria nenhuma lhe é obstáculo, ele as atravessa todas como a luz atravessa os corpos transparentes. É por isso que não há recinto fechado que se possa opor à entrada dos Espíritos, vão visitar o prisioneiro em seu cárcere tão facilmente como ao homem que está no meio dos campos.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 105. - ALLAN KARDEC.

 O LIVRO DOS MÉDIUNS.
  
                                  SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                     MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

       ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

105.     Pela sua natureza e em seu estado normal, o perispírito e invisível, e tem isso em comum com uma porção de fluidos que sabemos existir, mas jamais vimos; mas pode também, como certos fluidos, sofrer modificações que o tomam perceptível à visão, seja por uma espécie de condensação, seja por uma alteração na sua disposição molécula; é quando nos aparece sob uma forma vaporosa. A condensação (e não é preciso tomar esta palavra ao pé da letra, de vez que empregamos na falta de outra e a tipo de comparação), a condensação, dizíamos, pode ser tal que o perispírito adquire as propriedades de um corpo sólido e tangível; mas pode, instantaneamente, retomar o seu estado etéreo e invisível. Podemos nos inteira deste efeito pelo vapor, que pode passar da invisibilidade ao estado brumoso, depois líquido, depois sólido e vice-versa. Estes diferentes aspectos do perispírito resultam da vontade do Espírito, e não como uma causa física exterior como o nosso gás. Quando nos aparece é porque colocou seu perispírito no estado necessário para torná-lo visível; mas para isso sua vontade não basta, porque a modificação do perispírito se opera pela sua combinação com o fluido próprio do médium; ora, esta combinação não é sempre possível, o que explica a visibilidade dos Espíritos não é geral. Assim, não basta que o Espírito queira se mostrar não basta, também, que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam se combinar, que haja entre eles uma espécie de afinidade; pode ser também que a emissão do fluido da pessoa que seja bastante abundante para operar a transformação do perispírito, e provavelmente existam ainda outras condições que nos são desconhecidas; é preciso, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer ver a tal pessoa, o que não lhe é sempre concedido ou não o é sendo em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 104.- ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                      MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

          ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

104.   O Espírito protetor quer ou pode aparecer revestido, algumas vezes de uma forma ainda mais nítida, tendo todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de produzir uma ilusão completa e fazer crer que esta diante de um ser corporal. Em alguns casos, enfim, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, quer dizer, se o pode tocar, apalpar, sentir a mesma resistência, o mesmo calor como da parte de um corpo vivo, o que não impede de desvanecer com rapidez do relâmpago. Então, não é mais pelos olhos que se constata a presença, mas pelo toque. Se se podia atribuir à ilusão, ou a uma espécie de fascinação, a aparição simplesmente visual, não é mais permitida a dúvida quando se pode agarrá-la, palpar, quando ela mesma nos agarra e nos aperta. Os fatos de aparições tangíveis são os mais raros; ma aqueles que ocorreram nestes últimos tempos, pela influência de um médium poderoso, e que têm toda autenticidade de testemunhos irrecusáveis, provam e explicam os que a história relaciona a respeito de pessoas que se mostram, depois da morte, com todas as aparências da realidade. Além disso, como dissemos, por extraordinários sejam semelhantes fenômenos, todo o maravilhoso desaparece que longe de serem uma derrogação das leis da Natureza, são delas apenas uma nova aplicação.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. SEGUNDA PARTE. CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. ITEM N º. 100. -N ºs. 29, 29 A e 30. - ALLAN KARDEC.


                      O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                     CAPÍTULO VI.

                   MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            29.       Que pensar da crença que atribui os fogos fátuos à presença de almas ou espíritos?
            Superstição resultante da ignorância. A causa física dos fogos fátuos é bem conhecida.
            29. a)   A chama azul que apareceu, diz-se, sobre a cabeça do mesmo Servius Tullius, é uma fábula ou uma realidade?    
            Era real, foi produzida pelo Espírito familiar que queria advertir a mãe. Essa mãe, médium vidente, havia percebido uma irradiação do Espírito protetor de seu filho. Todos os médiuns escreventes não escrevem todos a mesma coisa. Enquanto essa mãe não via senão uma chama, um outro médium teria podido ver o próprio corpo do Espírito.
            30. Os Espíritos poderiam se apresentar sob a forma de animais? 
            Pode ocorrer mas, são sempre Espíritos muito inferiores que tomam essas aparências. Isso não seria, em todo caso, senão uma aparência momentânea; porque seria absurdo crer que um animal verdadeiro qualquer possa ser a encarnação de um Espírito. Os animais são apenas animais e nenhuma outra coisa.

            Nota: só a superstição pode fazer crer que certos animais são animados por Espíritos; é necessária uma imaginação bem complacente ou muito impressionada para ver alguma coisa de sobrenatural nas circunstâncias um pouco bizarras nas quais, algumas vezes, ele se apresentam; mas o medo faz ver o que existe. O medo nem sempre é a fonte dessa idéia; conhecemos uma dama, muito inteligente de resto, que se afeiçoou em excesso por um grande gato negro, porque o acreditada de uma natureza sobre-animal; mas não havia jamais ouvido falar do Espiritismo; se o tivesse conhecido, lhe faria compreender o ridículo da causa de sua predileção, provando-lhe a impossibilidade de uma tal metamorfose.
                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

ESTUDANDO - O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM Nº. 100.- N ºs. 27, 28 e 28. A. - ALLAN KARDEC.

O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                               SEGUNDA PARTE.

                                    CAPÍTULO VI.

                  MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            27. Pode-se provocar a aparição dos Espíritos?
            Isto se pode algumas vezes, mas muito raramente; ela é quase sempre espontânea. É Necessário, para faz~e-lo, estar dotado de uma faculdade especial.

            28. Os Espíritos podem se tornar visíveis sob uma aparência diversa da forma humana? 
            A forma humana é a forma normal; o Espírito pode variar-lhe a aparência, mas é sempre o tipo humano.

            28. a) Não pode se manifestar sobre a forma de chama? 
            Podem produzir chamas, clarões, como muitos outros efeitos, para atestarem sua presença; mas não são os próprios Espíritos. A chama, fequentemente, é apenas uma miragem, ou uma emanação do perispírito; em todos os casos, não é senão uma parte deles; o perispírito não aparece por inteiro senão nas visões.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 13 de julho de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 100. - 25, 26 e 26 a. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                      MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            25. – Todo mundo está apto para ver os Espíritos? 
            No sono sim, mas não no estado de vigília. No sono, a alma vê sem intermediários; na vigília, é sempre mais ou menos influenciada pelos órgãos; por isso, as condições não são sempre as mesmas.

            26. – A que se prende a faculdade de ver os Espíritos durante a vigília? 
            Essa faculdade depende do organismo; prende-se a facilidade maior ou menor que tem o fluido do vidente para se comunicar com o fluido do Espírito. Assim, não basta ao Espírito querer se mostrar, é preciso ainda que encontre, na pessoa à qualquer se fazer ver, a aptidão necessária.

            26. a) – Essa faculdade pode se desenvolver pelo exercício?    
            Ela o pode, como todas as outras faculdades; mas é uma daquelas nas quais é melhor esperar o desenvolvimento natural do que provocá-lo, por temor de superexcitar a imaginação. A visão geral e permanente dos Espíritos é excepcional e não está nas condições normais do homem.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - N º. 100. - 22, 23 e 24. - ALLAN KARDEC.

                        LIVRO DOS MÉDIUNS.

                            SEGUNDA PARTE.

                                  CAPÍTULO VI.

                MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            22. O Espírito, própriamente dito, pode se tornar visível ou não pode senão com a ajuda do perispírito? 
            No vosso estado material, os Espíritos não podem se manifestar senão com a Judá do seu envoltório semi-material; é o intermediário através do qual age sobre os vossos sentidos, É sob este envoltório que eles aparecem, às vezes, com um forma humana, ou outra diversa, seja nos sonhos, seja mesmo no estado de vigília, tanto na luz como na obscuridade.

            23. Pode-ser-ia dizer que é pela condensação do perispírito que o Espírito se torna visível?
            Condensação não é a palavra; é antes uma comparação que pode ajudar-vos a fazer compreender o fenômeno, porque não há realmente condensação. Pela combinação dos fluidos, se produz no perispírito uma disposição particular, que não tem analogia para vós, e que o torna perceptível.

            24. Os Espíritos que aparecem são sempre inapreensível e inacessíveis ao tato? 
            Inapreensíveis como num sonho, em seu estado normal; entretanto, podem fazer impressões sobre o tato e deixar traços de sua presença, e mesmo, em certos casos, tornam-se momentaneamente tangíveis, o que prova que entre eles e vós há uma matéria.   

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 100. - 19, 20 e 21. - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                 CAPÍTULO VI.

               MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            19.       A visão dos Espíritos se produz no estado normal ou somente em estado de êxtase?
            Pode ocorrer em condições perfeitamente normais; entretanto, as pessoas que os veem, bastante frequentemente, estão num estado particular, vizinho do êxtase, que lhes dá uma espécie de dupla vista. ( O Livro dos Espíritos, n º. 447.)

            20.       Aqueles que veem os Espíritos, os veem pelos olhos?
            Eles o creem, mas, na realidade, é a alma quem vê, e, o que o prova, é que se pode ver com os olhos fechados.

            21.       Como o Espírito pode se tornar visível?
            O principio é o mesmo de todas as manifestações, e prende-se às propriedades do períspirito, que pode sofrer diversas modificações à vontade do Espírito.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sábado, 20 de junho de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 100.- ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                  MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            16.       Por que certas visões são mais freqüentes no estado de enfermidade?  
            Também ocorrem no estado de saúde perfeita; mas, na enfermidade, os laços materiais estão frouxos; a fraqueza do corpo dá mais liberdade ao Espírito, que entra, mais facilmente, em comunicação com os outros Espíritos.

            17.       As aparições espontâneas parecem ser mais freqüentes em certos países. É que certos povos são melhores dotados do que outros para ter esses tipos de manifestações?  
            Levantais um processo verbal de cada aparição? As aparições, os ruídos, todas as manifestações, enfim, estão igualmente espalhados sobre toda a Terra, mas apresentam caracteres distintos segundo os povos nos quais ocorre. Entre aqueles, por exemplo, nos quais a escrita está pouco disseminada, não há médiuns escreventes, entre outros existem muitíssimos; além de que, o mais freqüentemente, há mais ruídos e movimentos do que comunicações inteligentes, porque estás estão menos preferidas e procuradas.

            !8.        Por que as aparições ocorrem mais à noite Não seria um efeito do silêncio e da obscuridade sobre a imaginação? 
            É pela mesma razão que vos faz ver, durante a noite, as estrelas que não vedes em pleno dia. A grande claridade pode apagar uma aparição pouco nítida; mas é um erro crer que a noite nisso sirva para alguma coisa. Interrogai todos aqueles que já tiveram aparições e vereis que a maioria as tiveram de dia.

                Nota. Os fatos das aparições são muito mais freqüentes e mais gerais do que se crê; mas muitas pessoas não se confessam por medo do ridículo, de outros atribuí-los à ilusão. Se parecem mais multiplicados entre certos povos, isto ocorre porque eles conservam mais cuidadosamente as tradições verdadeiras ou falsas, quase sempre amplificadas pelo atrativo do maravilhoso, ao qual se presta mais ou menos o aspecto das localidades; s credulidade, então, faz ver efeitos sobrenaturais nos fenômenos mais vulgares: o silêncio da solidão, o escarpamento dos barrancos, o rugido da floresta, as rajadas da tempestade, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo, enfim, que se presta à ilusão por imaginações simples e ingênuas, que contam de boa fé o que viram e o que acreditaram ver. Mas, ao lado da ficção, há realidade; é para livra-la de todos os acessórios ridículos da superstição que estudo sério do Espiritismo conduz.  

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)