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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 105. - ALLAN KARDEC.

 O LIVRO DOS MÉDIUNS.
  
                                  SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                     MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

       ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

105.     Pela sua natureza e em seu estado normal, o perispírito e invisível, e tem isso em comum com uma porção de fluidos que sabemos existir, mas jamais vimos; mas pode também, como certos fluidos, sofrer modificações que o tomam perceptível à visão, seja por uma espécie de condensação, seja por uma alteração na sua disposição molécula; é quando nos aparece sob uma forma vaporosa. A condensação (e não é preciso tomar esta palavra ao pé da letra, de vez que empregamos na falta de outra e a tipo de comparação), a condensação, dizíamos, pode ser tal que o perispírito adquire as propriedades de um corpo sólido e tangível; mas pode, instantaneamente, retomar o seu estado etéreo e invisível. Podemos nos inteira deste efeito pelo vapor, que pode passar da invisibilidade ao estado brumoso, depois líquido, depois sólido e vice-versa. Estes diferentes aspectos do perispírito resultam da vontade do Espírito, e não como uma causa física exterior como o nosso gás. Quando nos aparece é porque colocou seu perispírito no estado necessário para torná-lo visível; mas para isso sua vontade não basta, porque a modificação do perispírito se opera pela sua combinação com o fluido próprio do médium; ora, esta combinação não é sempre possível, o que explica a visibilidade dos Espíritos não é geral. Assim, não basta que o Espírito queira se mostrar não basta, também, que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam se combinar, que haja entre eles uma espécie de afinidade; pode ser também que a emissão do fluido da pessoa que seja bastante abundante para operar a transformação do perispírito, e provavelmente existam ainda outras condições que nos são desconhecidas; é preciso, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer ver a tal pessoa, o que não lhe é sempre concedido ou não o é sendo em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sábado, 23 de junho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. - ALFREDO MIGUEL. - PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - PRIMEIRA PARTE. Nº. 4.


                                               PRIMEIRA PARTE.

                      PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                                                4

            GRANDES NOTABILIDADES PRONUNCIAM-SE A FAVOR DA PRECE. O QUE DIZEM ABRAHÃO LINCOLN, BAUDELAIRE EMME, CHIANG-KAI-SCHEK. OS ILUMINADOS E OS VIDENTES. SIMBOLOS QUE EXPRIMEM O PODER DA PRECE. OS EFEITOS DA PRECE SOBRE OS ESPÍRITOS PERTURBADOS E ENDURECIDOS. APOLOGIA DA PRECE FEITA POR ALLAN KARDEC. A PALAVRA DE EMMANUEL. JUSTOS E PECADORES PEDEM E ALCANÇAM.

            À semelhança de Aléxis Carrel, que, também no seu livro ”O Homem, esse desconhecido”, exalta o maravilhoso poder da prece, outras notabilidades no mundo da política e das letras, a favor dela têm-se manifestado, trazendo as provas da sua eficiência, obtidas de um modo pessoal ou indireto.
            Neste ponto os testemunhos fidedignos são numerosos, de sorte que a dúvida a tal respeito só pode porvir dos que não sabem orar ou dos que hajam excluído Deus de suas cogitações.
            À parte dos inscritos nesta última categoria todos os indivíduos espiritualmente esclarecidos admitem a necessidade da prece e veem nela um sustentáculo nas horas amargas da provação.
            “Não raro – Abrahão Lincoln – tenho caído de joelhos ante a convicção iniludível de que não me resta outro recurso”.
            Vê-se por estas palavras do antigo presidente dos Estados Unidos, que ele costumava, implorar aos céus quando sentia a falência dos recursos humanos, inclusive os que promanavam a sua autoridade.
            Também o poeta Frances Baudelaire acreditava que se podia haurir proteção e segurança na prece, pois é de sua pena este enunciado:
            “O homem que faz a sua oração à noite, é capitão que põe sentinela. Pode dormir”.
            A esposa do generalíssimo Chuang-Kai-Schek, cuja vida na década de cinquenta do século passado, foi pontilhada de lances dramáticos em virtude da invasão comunista na sua pátria, traz certamente o fruto da sua experiência individual nestes tópicos que sublinhamos em um artigo de imprensa:
            “Deus me fala – diz ela – quando rezo. A oração não é um antihiponitismo. É mais que a simples meditação, e, nesta, a força brota do nosso próprio ser. Porém, quando se reza, vai-se a uma fonte de força muito maior que a nossa própria”.
            Os grandes iluminados, os videntes, eram crentes no poder da prece e nelas captavam as energias que dilatavam e mantinham os seus dons extraordinários.
            Bem significativos são os membros de cera em exposição nos templos católicos. Eles simbolizam a fé e o agradecimento dos que alcançaram favores pela prece.
            Todos os bons Espíritos a recomendam e os imperfeitos pedem-na como meio de aliviar os seus sofrimentos. Os efeitos balsâmicos da prece tornam-se patente nas sessões espíritas. Sobre os desencarnados, quer a presença deste acuse uma conturbação da memória, consequente da transição, quer assinale a persistência num propósito rancoroso. A oração, é o divino magnetismo que envolve em atmosfera de calma e lhes desperta a consciência
            Leia-se, a propósito, a magnífica bibliografia de André Luiz, Espírito, que a transmitiu pelo lápis de Francisco Candido Xavier, numa sequência de 8 volumes que tem início no que se intitula “Nosso Lar”.
            Em todos aqueles livros, que desvendam um mundo de conhecimentos novos, surpreendentes pelo ineditismo, a prece é enfaticamente encarecida e praticada pelos instrutores da mais alta hierarquia espiritual. Aniceto, Espírito dotado de grande bondade e sabedoria se expressa dessa maneira: “Nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração. O homem que ora, traz consigo inalienável couraça”.
            Allan Kardec, que recolheu e coordenou os ensinos dos Mensageiros do Alto, vendo como eles enaltecem a excepcional importância da prece, faz dela uma tocante apologia, nos três últimos capítulos de “o Evangelho segundo o Espiritismo”. Nos demais livros da Codificação Espírita, ela é do mesmo modo engrandecida e recomendada como a terapêutica específica para todos os males espirituais.
            Assevera Emmanuel, o sábio Espírito, guia e protetor do famoso médium Francisco Candido Xavier, em mensagem por este psicografada, que “na Terra, ninguém pode imaginar o valor, a extensão e a eficácia de uma prece nascida na fonte viva do sentimento”.
            Não resta, pois, a menor duvida de que “muito pode a suplica fervorosa do justo”, como declara o apóstolo Tiago no capítulo quinto de sua epístola universal.
            E não apenas os justos, podemos afirmar, à vista dos fato que vamos aduzir, numa demonstração impressionante de que também são ouvidos os pecadores.

            Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a. Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972. 

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 9 de junho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. -PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - ALFREDO MIGUEL. - TERCEIRA PARTE.



                                               TERCEIRA PARTE.

                PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                                                     3

        FÓRMULAS DE PRECE. NENHUMA FÓRMULA ABSOLUTA É PRESCRITA. RENUNCIARA À PRECE É DESDENHAR A BONDAD DE DEUS. ALEXIS CARREL E A PRECE.


            Não é fora de propósito aludirmos aqui as fórmulas de orações. Elas não são de todo inúteis, compreende-se; mas em face do que atrás ficou dito, vemos que é bem precário o seu valor. A gente culta, principalmente, subestima os modelos de preces, reconhecendo que melhor é improvisá-las sempre de acordo com as circunstâncias e as solicitações do momento. Isto não apenas em se tratando de cerimônias ou atos públicos, de caráter religioso, mas em casa, também quando procuramos pôr-nos em sintonia com a Providência Divina. “A linguagem da prece, ensina um conhecido escritor, deve variar segundo as necessidades, segundo o estado do espírito humano. É um grito, um lamento, uma efusão, um cântico de amor, um manifesto de adoração, ou exame dos seus atos, um inventário moral que se faz sob as vistas de Deus, ou ainda um simples pensamento, uma lembrança, um olhar erguido para o céu.” (Léon Denis.).
            O Allan Kardec disseram os comunicantes do Além: “A forma nada significa, o pensamento é tudo. Cada um ore de conformidade com as suas convicções e da maneira que mais lhe toque o íntimo. Um bom pensamento vale mais do que um grande número de palavras, com as quais nada tenha de comum com o coração”.
            “Nenhuma fórmula absoluta de prece nos prescrevem os Espíritos." Quando nos dão algumas é com o objetivo de nos despertar idéias, e, sobretudo, com o chamar a atenção para certos princípios da Doutrina Espírita. É também com intuito de vir em auxílio daqueles que se sentem embaraçados para exprimir suas idéias, pois muitos há que não acreditam ter orado realmente, desde que não sabiam orar. Pedindo-Lhe um deles que Lho ensinasse, o Mestre ditou então aquelas palavra que todo mundo cristão conhece pelo nome de Pai Nosso. (Lucas, 11:1-4).
            Porém, será que em todas as ocasiões de recorrer à divindade, tenhamos de repetir o Pai Nosso ou a Prece de Cáritas, quando não outra fórmula qualquer?
            Pelo menos em dadas circunstâncias, isto é inteiramente impossível.
            Quando, por exemplo, um mal ou um perigo nos está à vista, e, aflitos, procuramos conjurá-lo para nos pouparmos às suas consequências, tempo e calma não nos restam para recitar qualquer espécie de oração. Só nos ocorre, de súbito, erguer nos céus o nosso angustiado brado de socorro. E porque parte do coração com toda a força do sentimento, o grito da aflição no instante pressagio é uma grande prece de efeito quase sempre imediato.
            Talvez porque nunca tenham observado isto, os “os espíritos fortes” acham poder passar muito bem sem orar.
             "Renunciar a prece – escreve o Codificador do Espiritismo – é desconhecer a bondade de Deus, é renunciar à assistência e ao bem que pode alcançar aquele que ore, assim como aquele por quem se ore”.
            Sábios e pensadores de renome perceberam esta verdade. O grande Aléxis Carrel teve a franqueza de se pronunciar nestes termos:
            “A oração é uma força tão real como a da gravidade terrestre." Na qualidade de médico, tenho observado doentes (a propósito de cujos males falharam todas as demais terapêuticas) que se restabeleceram, libertando-se de suas enfermidades e melancolias, mediante o sereno influxo da oração. É o único poder no mundo que parece vencer as chamadas “leis da Natureza”.
            Estas expressões do famoso cirurgião e biologista francês constam de um artigo de sua autoria em Seleções do Reader’s Digest, artigo que o autor conclui com estes períodos:
            “Em regra, para plasmar personalidades, a oração deve tornar-se um hábito. Nada vale orar pela manha e passar o dia como um bárbaro. Verdadeira oração é o modo de Viver. A verdadeira vida é o transcurso de uma oração. As melhores preces são as naturais e improvisadas, tais como as conversações amistosas entre as pessoas que se querem. Não obedece a fórmula. A oração, pois, como exercício fundamental do espírito, precisa ser ativamente praticada em nossa vida particular. A alma humana deve tornar-se bastante forte para salvar-se mais uma vez”.

               Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a.Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972. 


                                    RHEDAM. (rhedam@gmail.com)