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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. 113.e) - ALLAN kARDEC.

           O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                CAPÍTULO VI.

                 TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.e) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Nossa explicação é boa? Nós a damos pelo que pode valer à falta de outra, e, querendo-se, a título de simples hipótese à espera de melhor. Tal como é, dá a razão de todos os casos de visão? Certamente que não, e exclusivo, que resolva todos os casos; porque quando pronunciaram suas palavras sacramentais de superexitação e de exaltação, nada disseram; portanto, se todas as teorias da alucinação são insuficientes para exemplificarem todos os fatos, é que há outra coisa além da alucinação propriamente dita.  Nossa teoria seria falsa se a aplicássemos a todos os casos de visão, porque alguns viriam contradizê-la; pode ser justa se a restringimos a certos casos.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.d) - ALLAN KARDEC

                O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                 SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                      TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.d) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Como se vê, nos inteiramos dessas anomalias por uma lei fisiológica bem conhecida, a das impressões cerebrais, mas sempre nos foi necessário fazer a alma intervir; ora, se os materialistas não podem ainda dar uma solução satisfatória desse fenômeno, é porque não querem admitir a alma; também dirão que nossa explicação é má, porque colocamos como princípio o que é contestado. Contestado por quem? Por eles, mas admitido pela imensa maioria, depois, que há homens sobre a Terra, e a negação de alguns não pode fazer lei.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.c) - ALLAN KARDEC.

               O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                  TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.c) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
As imagens chegadas ao cérebro pelos olhos aí deixam, pois, uma impressão, que faz com que se lembre de um quadro como se ele estivesse diante de si, mas sempre isso não é senão uma questão de memória, porque não se o vê mais; Ora, em um certo estado de emancipação, a alma vê no cérebro e reencontra essas imagens; sobretudo aquelas que mais o impressionaram segundo a natureza das preocupações ou disposições do espírito, e é assim que reencontra a impressão de cenas religiosas, diabólicas, dramáticas, mundanas, de figuras de animais bizarros que viu em uma ou outra época, em pintura ou mesmo em narrações, porque as narrações também deixam impressões. Assim, a alma vê realmente, mas vê apenas uma imagem daguerreotipada no cérebro. No estado normal essas imagens são fugidias e efêmeras, porque todas as partes cerebrais funcionam livremente; mas, no estado de enfermidade; o cérebro está sempre mais ou menos enfraquecido, não existe equilíbrio entre todos os órgãos, alguns somente conservam sua atividade, enquanto que outros estão de alguma sorte paralisados; daí a permanência de certas imagens que não são mais apagadas, como no estado normal, pelas preocupações da vida exterior. Aí está a verdadeira alucinação e a causa primeira das idéias fixas.

            Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.b) - ALLAN KARDEC.

               O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                 SEGUNDA PARTE.

                                        CAPÍTULO VI.

                      TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.b) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Consta que a memória é o resultado das impressões conservadas pelo cérebro; por qual singular fenômeno essas impressões tão variadas, tão múltiplas, não se confundem? Aí está um mistério impenetrável, mas que não é mais estranho do que as ondas sonoras que se cruzam no ar e não ficam menos distintas. Em um cérebro sadio e bem organizado, essas impressões são nítidas e precisas; em um estado menos favorável, se apagam e se confundem; daí a perda da memória ou a confusão das idéias. Isso parece ainda menos extraordinário se se admite, como em frenologia, uma distinção especial a cada parte, e mesmo a cada fibra do cérebro.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.a) - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                 CAPÍTULO VI.

                TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.a) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Podem-se considerar como sendo aparições as figuras e outras imagens que se apresentam, frequentemente, no semi-sono, ou simplesmente quando se fecham os olhos?
Desde que os sentidos se entorpecem, o Espírito se desliga e pode ver ao longe ou perto aquilo que não podia ver com os olhos. Amiúde, essas imagens são visões, mas podem ser também um efeito de impressão que a visão de certos objetos deixou no cérebro que lhes conservou os traços como conserva os sons. O Espírito liberto vê, então, em seu próprio cérebro, as impressões que nele se fixaram como sobre uma chapa de daguerreotipia. Sua variedade e sua mistura formam os conjuntos bizarros e fugidios que se apagam quase que imediatamente, malgrado os esforços que se façam para retê-los. A uma causa semelhante é preciso atribuir certas aparições fantásticas que nada têm de real e que, frequentemente, se produzem no estado de enfermidade.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113. - ALLAN KARDEC

               O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                      CAPÍTULO VI.

                     TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.  Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:   
            As visões são sempre reais ou, algumas vezes são o efeito da alucinação? Quando se vê, em sonho ou de outro modo, o diabo, por exemplo, ou outras coisas fantásticas que não existem, isso não é produto da imaginação? 
            Sim, algumas vezes, quando se está impressionado por certas leituras ou por histórias de feitiçaria que impressionam, se se as recorda, pode-se crer ver o que não existe. Mas dissemos também que o Espírito, sob seu envoltório semimaterial, pode tomar todas as espécies de formas para se manifestar. Um Espírito zombeteiro pode, pois, aparecer com chifres e garras se isso lhe apraz, para se divertir com a credulidade, com um bom Espírito pode se mostrar com assas e uma figura radiosa.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 112. - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                   TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

112. A causa dos sonhos jamais foi explicada pela ciência; atribuem-na a um efeito da imaginação; mas não diz o que é a imaginação, nem como produz essas imagens tão claras e tão nítidas que algumas vezes nos aparecem; é explicar uma coisa que não conhecida por uma outra também desconhecida e a questão permanece toda inteira. É, diz-se, uma lembrança das preocupações da vigília; mas, admitindo mesmo esta solução, que não o é, restaria ainda saber qual é esse espelho mágico que assim conserve as impressões das coisas; como explicar, sobretudo, essas visões de coisas reais que jamais se viram no estado de vigília, e aquelas mesmo em que jamais se pensou? Só o desapercebido por causa da própria vulgaridade, como todas as maravilhas da Natureza que calcamos sob nossos pés.
Os sábios desdenharam de ocuparem-se com a alucinação; seja ela real ou não, não deixa de ser um fenômeno que a fisiologia deve poder explicar, sob pena de reconhecer sua insuficiência. Se um dia um sábio empreender dar-lhe, não uma definição, entendemo-nos bem, mas um a explicação fisiológica, veremos se sua teoria resolve todos os casos; que não omita, sobretudo, os fatos tão comuns de aparições de pessoas no momento de sua morte; que diga de onde vem a coincidência da aparição com a morte da pessoa; se fosse um fato isolado, poder-se-ia atribuí-lo ao acaso; mas, como é muito freqüente, o acaso não tem essas reincidências. Se aquele que vê a aparição ainda tivesse a imaginação impressionada pela idéia de que a pessoa deve morrer, seja; mas, freqüentemente, a que aparece é aquela com quem ele menos sonha; portanto, a imaginação nada tem com isso. Pode-se explicar ainda menos pela imaginação as circunstâncias da morte da qual não se tem nenhuma idéia. Os alucinacionistas dirão que a alma (se tanto é que admitem uma alma) tem momentos de superexcitação em que suas faculdade estão exaltadas? Estamos de acordo; mas quando aquilo que ela vê é real, não é, pois, uma ilusão. Se na sua exaltação, a alma vê uma coisa que não está presente, é, portanto, que ela se transporta; mas se nossa alma pode se transportar até uma pessoa ausente, por que a alma dessa pessoa não se transportaria até nós? Que, em sua teoria da alucinação, queiram ter em conta estes fatos, e não se esqueçam de que uma teoria à qual se pode opor fatos contrários é, necessariamente, falsa ou incompleta.
À espera de suas explicações, vamos tentar emitir algumas idéias a esse respeito.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 111. - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                    CAPÍTULO VI.

                 TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

111.     Os que não admitem o mundo incorpóreo e invisível, creem tudo explicar com a a palavra alucinação. A definição dessa palavra é conhecida. Um erro, uma ilusão de uma pessoa que crê ter percepções que, realmente, não tem (do latim hallucinari, erro feita de ad lucem); mas os sábios, que saibamos, ainda não deram a sua razão fisiológica.
A ótica e a fisiologia, não parecendo se lhes ter mais segredos, como ocorre que não tenham ainda explicado a natureza e a origem das imagens que se oferecem ao espírito em certas circunstâncias?
Querem tudo explicar pelas leis da matéria, seja; que doem pois, por essas leis, uma teoria da alucinação; boa ou má, será sempre uma explicação.

            Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 110. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                      CAPÍTULO VI.

                    MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

110.   Estamos longe de considerar a teoria que damos como absoluta, e como sendo a última palavra, ela será, sem dúvida, completada ou retificada mais tarde por novos estudos, mas, por incompleta ou imperfeita que seja hoje, pode sempre ajudar a entender a possibilidade dos fatos por causas que não têm de sobrenatural; se é uma hipótese não se lhe pode recusar o mérito da racionalidade e da probabilidade, e vale tanto como todas as explicações que dão os negadores para provar que tudo não é senão ilusão, fantasmagoria e subterfúgio nos fenômenos espíritas.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 109. - ALLAN KARDEC.

           O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                  CAPÍTULO VI.

                  MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

109.     O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações; seu conhecimento deu a chave de uma multidão de fenômenos e um passo imenso à ciência espírita, abrindo-lhe um caminho novo, tirando-lhe todo o caráter maravilhoso. Encontramos, pelos próprios Espíritos, porque, notai bem, foram eles que nos colocaram no caminho, a explicação da ação dos espíritos sobre a matéria, do movimento dos corpos inertes, dos ruídos e das aparições. Aí encontraremos, ainda, a de vários outros fenômenos que nos restam a examinar, antes de passarmos ao estudo das comunicações propriamente ditas.Tanto melhor se as compreenderá quando melhor nos dermos conta das causas primeiras. Se se compreendeu bem esse princípio, far-se-á por mesmo a sua aplicação aos diversos fatos que poderão se apresentar ao observador.

Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 108. - ALLAN KARDEC.

O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                   MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

    ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

108. Acrescentaremos às considerações precedentes o exame de alguns efeitos de ótica que deram lugar ao singular sistema dos Espíritos glóbulos.
O ar nem sempre é de uma limpidez absoluta, e há tais circunstâncias nas quais as correntes de moléculas aeriformes e sua agitação produzidas pelo calor são perfeitamente visíveis. Algumas pessoas tomaram isso por montões de Espíritos se agitando no espaço; basta assinalar esta opinião para refutá-la. Mas, eis um outro gênero de ilusão, não menos bizarro, contra a qual, igualmente, é bom estar prevenido.
            O humor aquoso dos olhos oferece pontos dificilmente perceptíveis que perderam sua transparência. Esse pontos são como corpos opacos em suspenção no líquido do qual seguem os movimentos. Produzem no ar ambiente, e à distância, pelo efeito do aumento e da refração, a aparência de pequenos discos, variando de um a dez milímetros de diâmetro e que parece flutuar na atmosfera. Vimos pessoas tomarem estes discos por Espíritos que lhe seguiam e acompanhavam por toda parte, e, em seu entusiasmo, tomarem por figuras as nuances da irisação, o que é mais ou menos tão racional como ver uma figura na lua. Uma simples observação, fornecida por elas mesmas, vai conduzi-las ao terreno da realidade.
            Estes discos ou medalhões, dizem elas, não somente as acompanham, mas seguem todos os seus movimentos; vão à direita, à esquerda, ao alto, em baixo, ou se detêm, segundo o movimento da cabeça. Isto não é de admirar, uma vez que a sede da aparência está no globo ocular e deve seguir-lhe os movimentos. Se fossem Espíritos, seria precioso convir que estariam constrangidos a um papel muito mecânico para seres inteligentes e livres; papel bem fastidioso mesmo para os Espíritos inferiores, e com maior razão, incompatível com a idéia Espíritos superiores. Alguns, é verdade, tomam por maus Espíritos os pontos negros ou moscas amauróticas. Estes discos, ao igual das manchas negras, têm um movimento ondulatório que não escapa jamais da amplitude de um certo ângulo, e o que se acrescenta à ilusão é que não seguem bruscamente os movimentos de linha visual. A razão é bem simples. Os pontos opacos do humor aquoso, causa primeira do fenômeno, o dissemos, são como mantidos em suspensão e têm sempre uma tendência a descer; quando sobem, é porque são solicitados pelo movimento do olho de baixo para cima; mas, é chegados a uma certa altura, se se fixa o olho , vêem-se os discos descerem e depois imperceptível do olho para fazê-lo mudar de direção e percorrer toda a amplitude do arco no espaço onde se produz a imagem. Enquanto não se possa provar que uma imagem possui um movimento próprio, espontâneo e inteligente, não se pode nisso ver senão um simples fenômeno ótico ou fisiológico.
            Ocorrem o mesmo com as centelhas que se produzem algumas vezes em maços eu em feixes mais ou menos compactos pela contração  dos músculos do olho, e que são, provavelmente, devidos à eletricidade fosforescentes da íris, uma vez que geralmente, são circunscritas  na circunferência do disco do órgão.
            Semelhante ilusões não podem ser senão o resultado de uma observação incompleta. Quem quer que tenha estudado seriamente a natureza dos Espíritos, por todos os meios proporcionados pela ciência prática, compreenderá tudo o que têm de pueril. Do mesmo modo que combatemos as teorias são baseadas na ignorância dos fatos, também devemos procurar destruir as idéias falsas que provam mais entusiasmo do que reflexão e que, por isso mesmo, fazem mais mal do que bem junto aos incrédulos, já tão dispostos a procurarem o lado ridículo.

            Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 107. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                               SEGUNDA PARTE.

                                     CAPÍTULO VI.

                    MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

     ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

107. As aparições no estado de vigília não são nem raras e nem novas; houve em todos os tempos e a história relaciona um grande número delas; mas sem remontar tão longe, em nossos dias são muito freqüentes; em muitas pessoas que as tiveram, tomaram-na de inicio o que se convencionou chamar de alucinações. São freqüentes, sobretudo, nos casos de morte de pessoas ausentes que vem visitar seus parentes ou amigos. Frequentemente, não têm um objetivo bem determinado, mas pode-se dizer que, em geral, os Espíritos que assim aparecem são atraídos pela simpatia. Que cada um interrogue suas lembranças, e se verá que são poucas as pessoas que não tenham conhecimento de alguns fatos deste gênero cuja autenticidade não poderia ser posta em dúvida.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. ITEM N º. 106. - ALLAN KARDEC.

                       O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                             SEGUNDA PARTE.

                                                  CAPÍTULO VI.

                               MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

               ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

106.     Uma outra propriedade do perispírito, e que diz respeito à sua natureza etérea, é a penetrabilidade. Matéria nenhuma lhe é obstáculo, ele as atravessa todas como a luz atravessa os corpos transparentes. É por isso que não há recinto fechado que se possa opor à entrada dos Espíritos, vão visitar o prisioneiro em seu cárcere tão facilmente como ao homem que está no meio dos campos.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 105. - ALLAN KARDEC.

 O LIVRO DOS MÉDIUNS.
  
                                  SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                     MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

       ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

105.     Pela sua natureza e em seu estado normal, o perispírito e invisível, e tem isso em comum com uma porção de fluidos que sabemos existir, mas jamais vimos; mas pode também, como certos fluidos, sofrer modificações que o tomam perceptível à visão, seja por uma espécie de condensação, seja por uma alteração na sua disposição molécula; é quando nos aparece sob uma forma vaporosa. A condensação (e não é preciso tomar esta palavra ao pé da letra, de vez que empregamos na falta de outra e a tipo de comparação), a condensação, dizíamos, pode ser tal que o perispírito adquire as propriedades de um corpo sólido e tangível; mas pode, instantaneamente, retomar o seu estado etéreo e invisível. Podemos nos inteira deste efeito pelo vapor, que pode passar da invisibilidade ao estado brumoso, depois líquido, depois sólido e vice-versa. Estes diferentes aspectos do perispírito resultam da vontade do Espírito, e não como uma causa física exterior como o nosso gás. Quando nos aparece é porque colocou seu perispírito no estado necessário para torná-lo visível; mas para isso sua vontade não basta, porque a modificação do perispírito se opera pela sua combinação com o fluido próprio do médium; ora, esta combinação não é sempre possível, o que explica a visibilidade dos Espíritos não é geral. Assim, não basta que o Espírito queira se mostrar não basta, também, que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam se combinar, que haja entre eles uma espécie de afinidade; pode ser também que a emissão do fluido da pessoa que seja bastante abundante para operar a transformação do perispírito, e provavelmente existam ainda outras condições que nos são desconhecidas; é preciso, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer ver a tal pessoa, o que não lhe é sempre concedido ou não o é sendo em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar.

            Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO VI. - O CRISTO CONSOLADOR. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - O ADVENTO DO ESPÍRITO DE VERDADE. - ITEM N º. 8. - ALLAN KARDEC.

 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                     CAPÍTULO VI.

             O CRISTO CONSOLADOR.

                       INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.
      
   O ADVENTO DO ESPÍRITO DE VERDADE.

                       O Espírito de Verdade – Havre, 1863.

8. Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou Ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito. – O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES. - ITEM N º. 104.- ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                      MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

          ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

104.   O Espírito protetor quer ou pode aparecer revestido, algumas vezes de uma forma ainda mais nítida, tendo todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de produzir uma ilusão completa e fazer crer que esta diante de um ser corporal. Em alguns casos, enfim, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, quer dizer, se o pode tocar, apalpar, sentir a mesma resistência, o mesmo calor como da parte de um corpo vivo, o que não impede de desvanecer com rapidez do relâmpago. Então, não é mais pelos olhos que se constata a presença, mas pelo toque. Se se podia atribuir à ilusão, ou a uma espécie de fascinação, a aparição simplesmente visual, não é mais permitida a dúvida quando se pode agarrá-la, palpar, quando ela mesma nos agarra e nos aperta. Os fatos de aparições tangíveis são os mais raros; ma aqueles que ocorreram nestes últimos tempos, pela influência de um médium poderoso, e que têm toda autenticidade de testemunhos irrecusáveis, provam e explicam os que a história relaciona a respeito de pessoas que se mostram, depois da morte, com todas as aparências da realidade. Além disso, como dissemos, por extraordinários sejam semelhantes fenômenos, todo o maravilhoso desaparece que longe de serem uma derrogação das leis da Natureza, são delas apenas uma nova aplicação.

                        Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO VI. - O CRISTO CONSOLADOR. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - O ADVENTO DO ESPÍRITO DE VERDADE. - ITEM N º. 7. - ALLAN KARDEC.

     EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                              CAPÍTULO VI.

                    O CRISTO CONSOLADOR.

                            INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.
      
          O ADVENTO DO ESPÍRITO DE VERDADE.

                                              O Espírito de Verdade – Bordeaux, 1861.

7. Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos. Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais. Que, no futuro, humildes e O Cristo Consolador submissos ao Criador, pratiqueis a sua Lei divina. Amai e orai; sede dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo de vossos corações. Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: “Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes.” – O Espírito de Verdade. (Bordeaux, 1861.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.- ITEM N º. 103. - ALLAN KARDEC.


                    O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                    CAPÍTULO VI.

         ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES.

103. Dissemos que a aparição tem qualquer coisa de vaporosa, em certos casos, poder-se ia compará-la à imagem refletida num espelho sem aço e que, malgrado sua nitidez, não impede de se ver através dela os objetos que estão por detrás. A miúdo é assim que se distinguem os médiuns videntes; vêem-nas, virem, entrarem em um apartamento ou dele saírem, circular entre a multidão dos vivos, tendo ares de, pelo menos para Espíritos vulgares, tornar parte ativa em tudo o que faz ao seu derredor e se interessar por tudo e escutar o que se diz. Comumente, se as vê se aproximarem de uma pessoa, lhe soprarem idéias, a influenciarem, consolá-la se são boas, escarnecendo-as se são malignas, mostrando-se tristes ou contentes do resultado que obtêm; em uma palavra, são o forro do mundo corporal. Tal é esse mundo oculto que nos rodeia, no meio do qual vivemos sem desconfiarmos mais no meio de miríades do mundo microscópico. O microscópio nos revelou o mundo dos infinitamente pequenos que não supúnhamos; o Espiritismo, com a ajuda dos médiuns videntes, nos revelou o mundo dos Espíritos, que é também uma das forças ativas da Natureza. Com a ajuda dos Médiuns videntes, nos revelou o mundo dos Espiritismo, com a ajuda dos médiuns videntes, podemos estudar o mundo invisível, iniciar-nos em seus hábitos, como um povo de cegos poderia estudar o mundo visível com a ajuda de alguns homens que gozassem da visão. (Ver adiante no capítulo dos médiuns, o artigo concernente aos médiuns videntes.

            Fonte, “Livro dos Médiuns“, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)