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segunda-feira, 20 de maio de 2019

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XIV. - HONRAI A VOSSO PAI E A VOSSA MÃE. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.- A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOES DE FAMÍLIA. - ITEM N º. 9. - ALLAN KARDEC


 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                  CAPÍTULO XIV.

  HONRAI A VOSSO PAI E A VOSSA MÃE.

                 Instruções dos Espíritos

A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOS DE FAMÍLIA.

 9. A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos, mas a dos filhos para com os pais apresenta caráter ainda mais odioso. É, em particular, desse ponto de vista que a vamos considerar, para lhe analisar as causas e os efeitos. Também nesse caso, como em todos os outros, o Espiritismo projeta luz sobre um dos grandes problemas do coração humano.
Quando deixa a Terra, o Espírito leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza e se aperfeiçoa no Espaço, ou permanece estacionário, até que deseje receber a luz. Muitos, portanto, se vão cheios de ódios violentos e de insaciados desejos de vingança; a alguns dentre eles, porém, mais adiantados do que os outros, é dado entrevejam uma partícula da verdade; apreciam então as funestas consequências de suas paixões e são induzidos a tomar resoluções boas. Compreendem que, para chegarem a Deus, uma só é a senha: caridade. Ora, não há caridade sem esquecimento dos ultrajes e das injúrias; não há caridade sem perdão, nem com o coração tomado de ódio.
Então, mediante inaudito esforço, conseguem tais Espíritos observar os a quem eles odiaram na Terra. Ao vê-los, porém, a animosidade se lhes desperta no íntimo; revoltam-se à ideia de perdoar, e, ainda mais, à de abdicarem de si mesmos, sobretudo à de amarem os que lhes destruíram, quiçá, os haveres, a honra, a família. Entretanto, abalado fica o coração desses infelizes. Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contrários.
Se predomina a boa resolução, oram a Deus, imploram aos bons Espíritos que lhes deem forças, no momento mais decisivo da prova.
Por fim, após anos de meditações e preces, o Espírito se aproveita de um corpo em preparo na família daquele a quem detestou, e pede aos Espíritos incumbidos de transmitir as ordens superiores permissão para ir preencher na Terra os destinos daquele corpo que acaba de formar-se.
Qual será o seu procedimento na família escolhida? Dependerá da sua maior ou menor persistência nas boas resoluções que tomou. O incessante contato com seres a quem odiou constitui prova terrível, sob a qual não raro sucumbe, se não tem ainda bastante forte a vontade. Assim, conforme prevaleça ou não a resolução boa, ele será o amigo ou inimigo daqueles entre os quais foi chamado a viver. É como se explicam esses ódios, essas repulsões instintivas que se notam da parte de certas crianças e que parecem injustificáveis. Nada, com efeito, naquela existência há podido provocar semelhante antipatia; para se lhe apreender a causa, necessário se torna volver o olhar ao passado.
Ó espíritas! Compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do Espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda? Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.
Não escorraceis, pois, a criancinha que repele sua mãe, nem a que vos paga com a ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu.
Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio
para perdoar ou para expiar. Mães! Abraçai o filho que vos dá desgostos edizei com vós mesmas: Um de nós dois é culpado. Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e bendizer. Mas, oh! muitas dentre vós, em vez de eliminar por meio da educação os maus princípios inatos de existências anteriores, entretêm e desenvolvem esses princípios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e, mais tarde, o vosso coração, ulcerado pela ingratidão dos vossos filhos, será para vós, já nesta vida, um começo de expiação.
A tarefa não é tão difícil quanto vos possa parecer. Não exige o saber do mundo. Podem desempenhá-la assim o ignorante como o sábio, e o Espiritismo lhe facilita o desempenho, dando a conhecer a causa das imperfeições da alma humana.
Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixar se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranquila a consciência. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. (Cap. XIII, item 19.)
Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade. Com efeito, quantos há que, em vez de resistirem aos maus pendores, se comprazem neles. A esses ficam reservados o pranto e os gemidos em existências posteriores. Admirai, no entanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Vem um dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho afinal abatido, Deus abre os braços para receber o filho pródigo que se lhe lança aos pés. A  provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus. É um momento supremo, no qual, sobretudo, cumpre ao Espírito não falir murmurando, se não quiser perder o fruto de tais provas e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus o ensejo que vos proporciona de vencerdes, a fim de vos deferir o prêmio da vitória. Então, saindo do turbilhão do mundo terrestre, quando entrardes no mundo dos Espíritos, sereis aí aclamados como o soldado que sai triunfante da refrega.
De todas as provas, as mais duras são as que afetam o coração. Um, que suporta com coragem a miséria e as privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, pungido da ingratidão dos seus. Oh! Que pungente angústia essa! Mas, em tais circunstâncias, que mais pode, eficazmente, restabelecer a coragem moral do que o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se bem haja prolongados despedaçamentos da alma, não há desesperos eternos, porque não é possível seja da vontade de Deus que a sua criatura sofra indefinidamente? Que de mais reconfortante, de mais animador do que a ideia que de cada um dos seus esforços é que depende abreviar o sofrimento, mediante a destruição, em si, das causas do mal? Para isso, porém, preciso se faz que o homem não retenha na Terra o olhar e só veja uma existência; que se eleve, a pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a Justiça infinita de Deus se vos patenteia, e esperais com paciência, porque explicável se vos torna o que na Terra vos parecia verdadeiras monstruosidades. As feridas que aí se vos abrem, passais a considerá-las simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família se vos apresentam sob seu aspecto real. Já não vedes, a ligar-lhes os membros, apenas os frágeis laços da matéria; vedes, sim, os laços duradouros do Espírito, que se perpetuam e consolidam com o depurarem-se, em vez de se quebrarem por efeito da reencarnação.
Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Esses mesmos Espíritos, em suas migrações terrenas, se buscam, para se gruparem, como o fazem no Espaço, originando-se daí as famílias unidas e homogêneas.
Se, nas suas peregrinações, acontece ficarem temporariamente separados, mais tarde tornam a encontrar-se, venturosos pelos novos progressos que realizaram. Mas como não lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre eles, a fim de receberem conselhos e bons exemplos, a bem de seu progresso. Esses Espíritos se tornam, por vezes, causa de perturbação no meio daqueles outros, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar.
Acolhei-os, portanto, como irmãos; auxiliai-os, e depois, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo alguns náufragos que, a seu turno, poderão salvar outros. – Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 13 de maio de 2019

- CONHECENDO OS ANIMAIS A LUZ DO ESPIRITISMO. - DA MEDIUNIDADE ENTRE OS ANIMAIS. - QUESTÃO N º.235. - LIVRO DOS MÉDIUNS. - ALLAN KARDEC.


 DA MEDIUNIDADE ENTRE OS ANIMAIS.

235.     Seja como for em relação as experiências descritas na questão 234, a questão principal não ficou menos intacta em relação a um outro ponto de vista; porque do mesmo modo que a imitação do sonambulismo não impede a faculdade de existir, a imitação da mediunidade por meio dos pássaros não provou nada contra a possibilidade de uma faculdade análoga entre eles ou entre outros animais. Trata-se de saber, pois, se os animais são aptos, como os homens, para servirem de intermediários aos Espíritos para suas comunicações inteligentes. Parece mesmo bastante lógico supor um ser vivo, dotado de uma certa dose de inteligência, seja mais apropriado para esse efeito do que um corpo inerte, sem vitalidade, como uma mesa, por exemplo, não obstante, é o que não ocorre.

Fonte: “O Livro dos Médiuns” - Allan Kardec - 18a. Edição - Editora IDE - Araras, SP - Abril 1991.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

- A ARTE DE VIVER COM... - PEDINDO E OBTENDO. - n º. 312. - Dr. HUMBERTO. (Dr. Carlos.)


         PEDINDO E OBTENDO

         “Por isso vos digo que tudo que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis”. Jesus ( Marcos, 11:24).

                          Podereis perguntar: O que somos?
                          - Somos eternos pedintes.
                   Olhamos ao nosso derredor e observamos os que os outros possuem, e, como seres normais nos desperta um desejo de querermos algo que não temos. Pedimos, na maioria das vezes nada do que estamos pedindo é necessário para nós. Criamos necessidades desnecessárias, ao invés de agradecermos por tudo que possuímos, tudo o que nos foi alcançado por Deus..
                   Mas, quando realmente necessitamos de algo, pedimos de uma forma errada, sem termos paciência necessária para cada situação, se for doença queremos a cura imediata, se é alguma necessidade de ordem material queremos instantaneamente o seu suprimento, se for um desengano amoroso esperamos a solução imediata e o aparecimento de um novo amor.
                   Esquecemos que o Poder Superior não é um serviçal de nossa exclusividade, mas, sim um Criador Inteligente do Universo que através de suas leis naturais deu-nos várias oportunidades para chegarmos até aqui, e conquistarmos pelo mérito tudo que almejamos.
                   Sua grandiosidade é imensa, ele ainda nos orientou dizendo-nos, -”tudo que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis”. Essa certeza chega-nos através da Fé raciocinada, amparada na virtude do mérito, pois, Ele não poderia nos dar tudo o que quissemos sem que façamos a nossa parte e merecer.
                   O que nos cabe fazer?
                   Buscar. Buscar através do esforço, da dedicação, da melhora dos nossos sentimentos, esquecendo-nos de nós mesmos e fazendo algo pelos mais angustiados e necessitados do que nós. Mantendo a vontade de querer, o desejo de conquistaremos tudo o que a Sua soberana vontade reservar para nós, deste modo, empregando o esforço próprio haveremos de conquistar os nossos sonhos. Pois, Ele sabe o que é melhor para a nossa vida nesta existência terrena.
                   Resignados, amorosos e pacientes, alcançaremos o que pedimos. Porém, antes de recebermos deveremos doar, doar muito, como nos disse Paulo, - “De do que tens e não do que deténs”.
                   Mas, o que temos para doar, se estamos pedindo?
                   Temos muito para doar aos outros, a nossa beneficência para aqueles que vivem em condições físicas, mentais, morais e espirituais piores do que nós. Quando nos detemos por um momento prestando atenção, para ouvirmos os lamentos dos necessitados, despertamos da vida de ilusão. Quem sabe doamos um sorriso para iluminar esses rostos com a luz da esperança, ou ainda estendendo a mão para suportá-los, não os deixando cair no despenhadeiro do desespero e da revolta.
                   Façamos isso. Quem sabe é a hora de descobrirmos a riqueza interior da fé que possuímos e poderemos doar tudo dela para esses desafortunados da sorte. Desse modo, lembremo-nos o que Ele nos disse,: - “... quando fizeres a um desses pequeninos, foi a mim que o fizestes.” - Jesus.

                   (Mensagem recebida em Piracicaba, 13 Fevereiro de 2006, às 17,35 horas. Pela Mediunidade Intuitiva do médium Dr. Carlos.)

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA E AMIGOS? - PROCURE O NAR-ANON! - / - Nº.263. - APOIO FRATERNO. - CAPÍTULO. I. - PRINCÍPIOS DO APOIO FRATERNO. - 8 º. Princípio: A CRISE. - GRUPO APOIO FRATERMO.

                APOIO FRATERNO.

       Auxiliando Almas a Vencer a Dependência Química.

                                 CAPÍTULO. I.

              PRINCÍPIOS DO APOIO FRATERNO.

                8 º. Princípio: A CRISE.

            De uma crise bem administrada surge a possibilidade de uma verdadeira mudança. Mas é preciso ter coragem e disposição para mudar.

            Daqui para a gente deve haver mais perseverança. Os familiares devem estar alertas e serem capazes de amar seus dependentes, de modo a fazer por eles o que precisa ser feito, sem pena deles ou de si próprios.

            “É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vítimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender: Quando estiverem cansados de sofre devido ao mal, procurarão remédio no em. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. É assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas mais ou as escórias.“ (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Escândalos. Se a vossa mão é motivo de escândalo, cortai-a; capítulo VIII, item 14)
           
            Este momento é de extrema importância para o sucesso da proposta do Apoio Fraterno.

            Na administração da crise, sugerem-se as seguintes etapas:

1)   Definir o alvo:
a – conhecer o problema, buscando informações, atualizando-se e instruindo-se;
b – Analisar tudo com ponderação e objetividade, sem raiva, sem desequilíbrio emocional, buscando ajuda ou orientação de grupos com tais propósitos.

2) Fixar prioridades:

            a – Tirar a venda dos olhos, não se deixar manipular ou iludir;

            b – Os familiares devem ser um só, ter o mesmo direcionamento quando tratam de recuperação dependente;

            c – É preciso participar de um grupo de apoio e autoajuda;
           
            Feito isso, a próxima etapa é enfrentar o desafio de ajudar o dependente.

            3) Formulação do plano:

            a – O grupo de apoio vai ajudar a avaliar a situação e auxiliar no novo rumo das coisas. Muitas cabeças pensam melhor que uma. O grupo anima, da força e chega mais depressa a resultados positivos;

            b – O Apoio Fraterno sugere que se façam duas listas: uma das qualidades outra dos defeitos de cada membro da família. As qualidades devem ser trabalhadas, valorizadas, ressaltadas, fortalecidas e os defeitos corrigidos, falando deles o menos possível. É importante ter consciência de que precisa ser mudado e começar a agir, iniciando pelas coisas mais simples, mais fáceis de conseguir.

            c – Com pensamentos e atitudes de amor, tranquilidade, disciplina familiar, autodomínio, administrar a crise sem medo; não voltar atrás naquilo que foi estabelecido e lembrar-se de controlar e solicitar o cumprimento de cada regra, de cada limite estabelecido. É importante chamar à responsabilidade aquele que não cumpre as regras, determinando alguma punição a ele. Devemos ter o cuidado de não estabelecer responsabilidades difíceis de serem cumpridas, mas tarefas realizáveis. Cumprida esta, retorne ao descumpridor o seu direito.

            “A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, seos vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se, a malevolência os descobre, tem sempre pronto uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção”.

            A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, vetados. Quando criticais, que consequências se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, vistoque estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó homens! Quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?

            Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! Tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.

            Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita”. (O Evangelho segundo o Espiritismo. A indulgência; capítulo X, item 16)

            4) Execução do plano

            Só há uma saída: agir, fazer a sua parte para chegar à solução do problema, mas deixando que o responsável aprenda, sofrendo as consequências do que fez. Nunca esquecer a crise. Ir em frente, lutar, tentar com todas as forças de ser feliz.

            “Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo. A paciência, capítulo IX, item 7)

            Fonte: Livro APOIO FRATERNO - Edson Luis dos Santos Cardozo e Autores Diversos - 3ª edição - Grupo Espírita Seara Do Mestre - Santo Ângelo, RS - Julho 2010.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

- A ARTE DE VIVER COM... CONTENTAMENTO. - N º. 160. - Dr. HUMBERTO. (Dr. Carlos.)

                           CONTENTAMENTO

                   “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. Paulo (Filipenses, 4:11.)

                   Muitas vezes em qualquer situação desfavorável que ocorre em nossa existência, perdemos o ânimo, a alegria de viver, com isso debilitamos o nosso estado saudável do nosso organismo.
                   Na busca incessante do ter, corremos por destinos muitas das vezes incertos, sem um objetivo específico e claro que norteie os nossos esforços para as nossas conquistas.
                   No constante andar encontramos pessoas sorridentes vestindo máscaras de felicidades, por possuírem bens materiais que os confortam de uma maneira falsa, quando não suprem suas necessidades espirituais.
                   Mas, o que lhes falta para viverem em completa felicidade?
                   O entendimento de que necessitam voltarem-se para Deus, o Deus verdadeiro que ampara, ilumina, esclarece nas horas escuras que surgem em nossas vidas e que muitas vezes são as causas dos nossos desequilíbrios. Falta-lhes o entendimento que vivemos eternamente sobre a vontade do Criador do Universo com regras específicas das Leis da Natureza.
                   Em outras andanças observamos homens e mulheres simples, na labuta diária erguendo-se todos os dias ao acordar envoltos no manto da fé em Cristo, satisfeitos com a sua situação e modo de viver, muitas vezes resignam-se diante das intempéries do cotidiano, buscando forças e entusiasmo na alegria de serem filhos de Deus.
                   Todos esses cidadãos bem dizem o Salvador elevam seus pensamentos e preces às alturas em gratidão, pela oportunidade de estarem vivendo em paz, redobram esforços, persistem na satisfação de serem filhos de Deus, cantam hinos de Hosana por conquistarem através de seus esforços o que lhe és devidos pelos seus merecimentos;                   Persistem. Perseveram. Fortalecem a sua fé, aprimorando seus conhecimento de seres que estão evoluindo através da prática dos exemplos do Mestre do Amor, Jesus Cristo.
                   Não deixam sua satisfação vacilar, agradecidos, entregam-se a Deus, com o silêncio do amor, com o prazer da busca incessante de uma vida melhor, pacienciosos, esperam o tempo ideal até que se cumpra a vontade do Pai.
                   Eis aí a diferença daqueles que vivem em perfeita comunhão com a Luz do Cristo. Sorridentes perpetuam o seu contentamento à todos os infelizes da sorte que infelizmente não estão vivendo dentro dos mesmos princípios Cristãos.
                   Por tanto vivamos em perfeita harmonia com Jesus, pois, Ele ainda é a principal fonte das nossas alegrias, em todos os estágios da nossa vida.
                                  
                                                                                                          Dr. Humberto.

(Mensagem recebida em Piracicaba, 29 de março de 2012, às 18,55 horas. Médium Dr. Carlos).


                                    RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

domingo, 14 de outubro de 2012

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA OU AMIGOS? - PROCURE O NAR-ANON!. - / - Nº. 52. - APOIO FRATERNO. - CAPÍTULO I. PRINCÍPIOS DO APOIO FRATERNO. - 12 º. PRINCÍPIO: O AMOR. - GRUPO APOIO FRATERNO.


                                             APOIO FRATERNO.


                        Auxiliando Almas a Vencer a Dependência Química.

                                               CAPÍTULO. I.

                           PRINCÍPIOS DO APOIO FRATERNO.

            12 º. Princípio: O AMOR.

            O que é o amor?

            Amor é um sentimento de doação, de bondade, de desprendimento.
            Em português conhecemos duas palavras: gostar e amar.
            GOSTAR vem do latim “gustare” e significa gosto, sabor ou diferentes formas de prazer e é normalmente usado no sentido de estimar, achar bom, sentir prazer.
            AMAR significa querer muito bem, ter afeição, apreciar muitíssimo, sentir ternura, ter amor, dedicação.
            Amar faz parte da evolução espiritual, da eternidade. Possui um sentido de perfeição, de disciplina, de cobrança e de dedicação;nunca de um prazer superficial ou passageiro.
            O amor possui compromisso com valores maiores do que a satisfação de desejos.
            Amar é ajudar o outro a crescer como ser humano; ajudá-lo a perceber e a reconhecer em si mesmo tudo aquilo que ele tem de melhor, transformando em realidade o que já existe potencialmente e moralmente de bom no indivíduo.
            Amar é auxiliar a outra pessoa a realizar tudo aquilo que Deus planejou para ela; é agir corretamente para consigo mesmo, para com Deus e para com os filhos e a família.
            Amar o filho e nesse sentido amar o dependente não é fazer tudo por ele ou dar-lhe tudo o que é possível. Amá-lo é, essencialmente, indicar o melhor caminho, para si próprio e para os outros, pois só assim ele se sentirá seguro, realizado e feliz.
            Cada vez que fazemos por uma pessoa o que ela mesma pode fazer, roubamos dela a possibilidade de realização. E esse roubo de realização não pode ser amor.
            Quando se tem um familiar em dificuldade, tudo parece ainda mais complicado e amar torna-se um grande desafio, ma é um desafio perfeitamente possível de se vencer.
            O amor deve vir antes da exigência e deve ser um amor aberto, pronto para dar sem preocupar-se em receber, traduzido gestos, em atitudes de paciência, compreensão e respeito; sem egoísmo, nem comodismo.
            Quem ama, apoia, orienta e educa.

            Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, tal como Jesus entendia? 

            “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

            O amor e caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos que nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: amai-vos uns aos outros como irmãos. (...)” (O Livro dos Espíritos, questão 886)

            “Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam: fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes.

            Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu mau grado, cede. É um imã a que não lhe é possível resistir. O Contato desse amor vivifica e fecunda os germens que dele existem, em estado latente, nos vossos corações. A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificado por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifico, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João, o Evangelista. Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice o obrigaram a suspender o curso de suas prédicas, limitava-se a repelir estas suavíssimas palavras: Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. A lei de amor; capítulo XI, item 9.)

            Fonte: Livro APOIO FRATERNO - Edson Luis dos Santos Cardozo e Autores Diversos - 3ª edição - Grupo Espírita Seara Do Mestre - Santo Ângelo, RS - Julho 2010.

                        RHEDAM. (rhedam@gmail.com)