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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. 113.e) - ALLAN kARDEC.

           O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                CAPÍTULO VI.

                 TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.e) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Nossa explicação é boa? Nós a damos pelo que pode valer à falta de outra, e, querendo-se, a título de simples hipótese à espera de melhor. Tal como é, dá a razão de todos os casos de visão? Certamente que não, e exclusivo, que resolva todos os casos; porque quando pronunciaram suas palavras sacramentais de superexitação e de exaltação, nada disseram; portanto, se todas as teorias da alucinação são insuficientes para exemplificarem todos os fatos, é que há outra coisa além da alucinação propriamente dita.  Nossa teoria seria falsa se a aplicássemos a todos os casos de visão, porque alguns viriam contradizê-la; pode ser justa se a restringimos a certos casos.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.d) - ALLAN KARDEC

                O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                 SEGUNDA PARTE.

                                       CAPÍTULO VI.

                      TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.d) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Como se vê, nos inteiramos dessas anomalias por uma lei fisiológica bem conhecida, a das impressões cerebrais, mas sempre nos foi necessário fazer a alma intervir; ora, se os materialistas não podem ainda dar uma solução satisfatória desse fenômeno, é porque não querem admitir a alma; também dirão que nossa explicação é má, porque colocamos como princípio o que é contestado. Contestado por quem? Por eles, mas admitido pela imensa maioria, depois, que há homens sobre a Terra, e a negação de alguns não pode fazer lei.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.c) - ALLAN KARDEC.

               O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                  TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.c) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
As imagens chegadas ao cérebro pelos olhos aí deixam, pois, uma impressão, que faz com que se lembre de um quadro como se ele estivesse diante de si, mas sempre isso não é senão uma questão de memória, porque não se o vê mais; Ora, em um certo estado de emancipação, a alma vê no cérebro e reencontra essas imagens; sobretudo aquelas que mais o impressionaram segundo a natureza das preocupações ou disposições do espírito, e é assim que reencontra a impressão de cenas religiosas, diabólicas, dramáticas, mundanas, de figuras de animais bizarros que viu em uma ou outra época, em pintura ou mesmo em narrações, porque as narrações também deixam impressões. Assim, a alma vê realmente, mas vê apenas uma imagem daguerreotipada no cérebro. No estado normal essas imagens são fugidias e efêmeras, porque todas as partes cerebrais funcionam livremente; mas, no estado de enfermidade; o cérebro está sempre mais ou menos enfraquecido, não existe equilíbrio entre todos os órgãos, alguns somente conservam sua atividade, enquanto que outros estão de alguma sorte paralisados; daí a permanência de certas imagens que não são mais apagadas, como no estado normal, pelas preocupações da vida exterior. Aí está a verdadeira alucinação e a causa primeira das idéias fixas.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.b) - ALLAN KARDEC.

               O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                 SEGUNDA PARTE.

                                        CAPÍTULO VI.

                      TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.b) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Consta que a memória é o resultado das impressões conservadas pelo cérebro; por qual singular fenômeno essas impressões tão variadas, tão múltiplas, não se confundem? Aí está um mistério impenetrável, mas que não é mais estranho do que as ondas sonoras que se cruzam no ar e não ficam menos distintas. Em um cérebro sadio e bem organizado, essas impressões são nítidas e precisas; em um estado menos favorável, se apagam e se confundem; daí a perda da memória ou a confusão das idéias. Isso parece ainda menos extraordinário se se admite, como em frenologia, uma distinção especial a cada parte, e mesmo a cada fibra do cérebro.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113.a) - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                           SEGUNDA PARTE.

                                 CAPÍTULO VI.

                TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.a) Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:
Podem-se considerar como sendo aparições as figuras e outras imagens que se apresentam, frequentemente, no semi-sono, ou simplesmente quando se fecham os olhos?
Desde que os sentidos se entorpecem, o Espírito se desliga e pode ver ao longe ou perto aquilo que não podia ver com os olhos. Amiúde, essas imagens são visões, mas podem ser também um efeito de impressão que a visão de certos objetos deixou no cérebro que lhes conservou os traços como conserva os sons. O Espírito liberto vê, então, em seu próprio cérebro, as impressões que nele se fixaram como sobre uma chapa de daguerreotipia. Sua variedade e sua mistura formam os conjuntos bizarros e fugidios que se apagam quase que imediatamente, malgrado os esforços que se façam para retê-los. A uma causa semelhante é preciso atribuir certas aparições fantásticas que nada têm de real e que, frequentemente, se produzem no estado de enfermidade.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 113. - ALLAN KARDEC

               O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

                                      CAPÍTULO VI.

                     TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

113.  Os fatos provam que há verdadeiras aparições, as quais a teoria espírita explica perfeitamente, e que só podem ser negadas por aqueles que nada admitem fora do organismo; mas, ao lado das visões reais, há alucinações no sentido ligado a essa palavra? Isso não é duvidoso. Qual é sua origem? São os Espíritos que vão nos colocar na pista, porque a explicação nos parece inteiramente contida nas respostas dadas às questões seguintes:   
            As visões são sempre reais ou, algumas vezes são o efeito da alucinação? Quando se vê, em sonho ou de outro modo, o diabo, por exemplo, ou outras coisas fantásticas que não existem, isso não é produto da imaginação? 
            Sim, algumas vezes, quando se está impressionado por certas leituras ou por histórias de feitiçaria que impressionam, se se as recorda, pode-se crer ver o que não existe. Mas dissemos também que o Espírito, sob seu envoltório semimaterial, pode tomar todas as espécies de formas para se manifestar. Um Espírito zombeteiro pode, pois, aparecer com chifres e garras se isso lhe apraz, para se divertir com a credulidade, com um bom Espírito pode se mostrar com assas e uma figura radiosa.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 112. - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO VI.

                   TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

112. A causa dos sonhos jamais foi explicada pela ciência; atribuem-na a um efeito da imaginação; mas não diz o que é a imaginação, nem como produz essas imagens tão claras e tão nítidas que algumas vezes nos aparecem; é explicar uma coisa que não conhecida por uma outra também desconhecida e a questão permanece toda inteira. É, diz-se, uma lembrança das preocupações da vigília; mas, admitindo mesmo esta solução, que não o é, restaria ainda saber qual é esse espelho mágico que assim conserve as impressões das coisas; como explicar, sobretudo, essas visões de coisas reais que jamais se viram no estado de vigília, e aquelas mesmo em que jamais se pensou? Só o desapercebido por causa da própria vulgaridade, como todas as maravilhas da Natureza que calcamos sob nossos pés.
Os sábios desdenharam de ocuparem-se com a alucinação; seja ela real ou não, não deixa de ser um fenômeno que a fisiologia deve poder explicar, sob pena de reconhecer sua insuficiência. Se um dia um sábio empreender dar-lhe, não uma definição, entendemo-nos bem, mas um a explicação fisiológica, veremos se sua teoria resolve todos os casos; que não omita, sobretudo, os fatos tão comuns de aparições de pessoas no momento de sua morte; que diga de onde vem a coincidência da aparição com a morte da pessoa; se fosse um fato isolado, poder-se-ia atribuí-lo ao acaso; mas, como é muito freqüente, o acaso não tem essas reincidências. Se aquele que vê a aparição ainda tivesse a imaginação impressionada pela idéia de que a pessoa deve morrer, seja; mas, freqüentemente, a que aparece é aquela com quem ele menos sonha; portanto, a imaginação nada tem com isso. Pode-se explicar ainda menos pela imaginação as circunstâncias da morte da qual não se tem nenhuma idéia. Os alucinacionistas dirão que a alma (se tanto é que admitem uma alma) tem momentos de superexcitação em que suas faculdade estão exaltadas? Estamos de acordo; mas quando aquilo que ela vê é real, não é, pois, uma ilusão. Se na sua exaltação, a alma vê uma coisa que não está presente, é, portanto, que ela se transporta; mas se nossa alma pode se transportar até uma pessoa ausente, por que a alma dessa pessoa não se transportaria até nós? Que, em sua teoria da alucinação, queiram ter em conta estes fatos, e não se esqueçam de que uma teoria à qual se pode opor fatos contrários é, necessariamente, falsa ou incompleta.
À espera de suas explicações, vamos tentar emitir algumas idéias a esse respeito.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - TEORIA DA ALUCINAÇÃO. - ITEM N º. 111. - ALLAN KARDEC.

             O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                    CAPÍTULO VI.

                 TEORIA DA ALUCINAÇÃO.

111.     Os que não admitem o mundo incorpóreo e invisível, creem tudo explicar com a a palavra alucinação. A definição dessa palavra é conhecida. Um erro, uma ilusão de uma pessoa que crê ter percepções que, realmente, não tem (do latim hallucinari, erro feita de ad lucem); mas os sábios, que saibamos, ainda não deram a sua razão fisiológica.
A ótica e a fisiologia, não parecendo se lhes ter mais segredos, como ocorre que não tenham ainda explicado a natureza e a origem das imagens que se oferecem ao espírito em certas circunstâncias?
Querem tudo explicar pelas leis da matéria, seja; que doem pois, por essas leis, uma teoria da alucinação; boa ou má, será sempre uma explicação.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sábado, 13 de dezembro de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO IV. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - ITEM N º. 95. - ALLAN KARDEC.

                   O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                        SEGUNDA PARTE.

         DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                              CAPÍTULO IV.

 TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

                       Continuação da pergunta n º. 95:

95.       Entrevista com o Espírito perturbador da rua de Noyers.

            11.       Se não os tivesse encontrado, terias podido fabricá-los?
            Teria sido mais difícil; mas a rigor, misturam-se as matérias, e isso faz um todo qualquer.

            12.       Agora, diga-nos, como os lançou?               
            Ah! Isso é mais difícil de dizer; fui ajudado pela natureza elétrica da jovem, junto à minha menos material; nós dois podemos transportar, assim, essas diversas matérias.

            13.       Penso que gostarias de nos dar algumas informações sobre tua pessoa. Dize-nos, pois, de início, se faz muito tempo que morreste.  
            Faz bastante tempo, há bem cinqüenta anos.

            14.       Que eras quando vivo?
            Pouca coisa de bom. Recolhia objetos nas ruas deste bairro, e me diziam, por vezes, tolices porque gostava muito do licor vermelho do bom homem Noé; por isso, queria fazê-los todos fugirem.

            15.       Foste tu mesmo, e de plena vontade, quem respondeu nossas perguntas?
               Tinha um instrutor.

            16.       Qual é esse instrutor?
            Vosso bom rei Luís.

            Nota: Esta pergunta foi motivada pela natureza de certas respostas que pareceram ultrapassar a capacidade deste Espírito, pelo fundo das idéias e mesmo pela forma da linguagem. Não há nada, pois a admirar pelo fato de ter sido ajudado por um Espírito mais esclarecido, que queria aproveitar esta ocasião para nos dar uma instrução. Este é um fato muito comum, mas uma particularidade a ser notada nesta circunstância, de vez que a influência de outro Espírito se faz sentir na própria escrita; as respostas nas quais interveio são mais regulares, mais fluentes; a do trapeiro é angulosa, grosseira, irregular, frequentemente pouco legível, e tem em tudo outro caráter.

            17.       Que fazes tu agora; te ocupas com o teu futuro? 
            Não ainda, eu erro. Pensa-se tão pouco em mim sobre a Terra, que ninguém ora por mim; porque não sou ajudado, não trabalho.

            Nota: Ver-se-á mais tarde o quanto se pode contribuir para o adiantamento e o alívio de espíritos inferiores, pela prece e conselho.

            18.       Qual era o seu nome quando vivo?
            Jeannet.

            19.       Muito bem! Jeannet, oraremos por ti. Diga-nos se nossa evocação te causou prazer ou contrariedade.
            Antes prazer, porque sois bons, alegres viventes, embora um pouco austeros; pouco importa, me escutastes e estou contente.
                                                                                                          Jeannet.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO IV. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - ITEM/ N º. 95. - ALLAN KARDEC.

                  O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                      SEGUNDA PARTE.

         DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                           CAPÍTULO IV.

TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

95.       Entrevista com o Espírito perturbador da rua de Noyers.
1. Evocação.
Que quereis para me chamar? Quereis que vos apedreje? Então se veria um lindo salve-sequem-puder, malgrado vosso ar de bravura.
2. Ainda que nos atirásseis pedras aqui, isso não nos amedrontaria e pedimos mesmo, positivamente, que as arremesse.
 Aqui, não poderia talvez; tendes um guardião que vela bem sobre vós.
3. Na rua Noyers, havia uma pessoa que te servia de auxiliar para facilitar as más voltas que pregavas nos habitantes da casa?
Certamente, encontra um bom instrumento, e nenhum Espírito douto, sábio e virtuoso pata impedir-me; porque sou alegre e amo, as vezes, me divertir.
4. Qual foi a pessoa que te servia de auxiliar?
Uma criada.
5. Era sem saber uqe te servia de auxiliar?
 Oh! sim, pobre moça! era a mais amedrontada.
            6. Agias com um fim hostil?
            Não tinha nenhum fim hostil; mas os homens, que se apoderam de tudo, o farão tornar em sua vantagem.
            7. Que entes por isso? Não te compreendemos.
            Procurava divertir-me; mas vós estudareis a coisa e tereis um fato a mais para mostrar que existimos.
            8. Dizes que não tinha finalidade hostil, e, entretanto, quebraste todos os vidros do apartamento; causaste, assim, um prejuízo real.
            É um detalhe.
            9. Onde procuraste os objetos que lançaste?
            São bastante comuns; encontrei-os no pátio e nos jardins vizinhos.
            10. Encontrou-os todos, ou fabricastes alguns? (Veja em seguida o capítulo VIII).
            Não criei nada, nada compus.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, páginas 57 e 58, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO V. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - ITEM N º. 94. ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                  SEGUNDA PARTE.

        DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                         CAPÍTULO V.

 TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

94.       Não citaremos, a esse respeito, senão o diálogo provocado a propósito dos fatos que se passaram, em junho de 1860, na rua de Noyers, em Paris. Encontrar-se-ão os detalhes na Revista Espírita, número agosto de 1860.

1. (A São Luís) Teríeis a bondade de nos dizer se os fatos que diz terem se passado na rua de Noyers são reais? Quanto a possibilidade não duvidamos.

Sim, sim esses fatos são verdadeiros; somente a imaginação dos homens aumentarão, seja por medo, seja por ironia, mas repito que são verdadeiros. Estas manifestações são provocadas por um Espírito que se diverte um pouco às custas dos habitantes do lugar.

2. Há nessa casa, uma pessoa que seja a causa destas manifestações?

São sempre causadas pela presença da pessoa à qual sempre se ataca; é que o Espírito perturbador, vendo o habitante do lugar onde está quer fazer traquinices, ou mesmo procurar desalojá-lo.

3. Perguntamos se, entre os habitantes da casa, há algum que seja a causa destes fenômenos por uma influência espontânea e voluntária?

É bem necessário; sem ele o fato não poderia ocorrer. Um Espírito habita um lugar de sua predileção; fica inativo até que uma natureza que lhe seja conveniente, se apresente nesse lugar; quando essa pessoa chega, se diverte o quanto pode.

            4. A presença dessa pessoa nos próprios lugares é indispensável?

            É o caso mais comum, e este o fato que citais; por isso disse que sem isso o fato não ocorreria; mas não quis generalizar; há casos que a presença imediata não é necessária.

            5. Esses Espíritos, sendo sempre de uma ordem inferior, a aptidão a lhes servir de auxiliares é uma presunção desfavorável para a pessoa? Isso anuncia uma simpatia com os seres dessa natureza?

            Não precisamente, porque essa aptidão se prende a uma disposição física; entretanto, anuncia, muito freqüentemente, uma tendência matéria que seria preferível não ter; porque quanto mais se está elevando moralmente; mais se atrai os bons Espíritos, que afastam necessariamente os maus.

            6. Onde o Espírito vai apanhar os projéteis dos quais se serve?

            Esses diversos objetos, o mais frequentemente, são apanhados nos próprios lugares ou na vizinhança; uma força vinda de um Espírito os lança no Espaço, e caem num lugar designado por este Espírito.

            7. Uma vez que as manifestações espontâneas são frequentemente permitidas e mesmo provocadas com o objetivo de convencer, parece-nos que se certos incrédulos delas fossem pessoalmente objeto, seriam mais forçados a se renderem à evidência. Queixam-se algumas vezes de não poderem ser testemunhas de fatos concludentes; não dependeria dos Espíritos o fazer-lhes dar alguma prova possível?

            Os ateus e os materialistas não são, a cada instante, testemunhas dos efeitos do poder de Deus e do pensamento? Isso não os impede de negar a Deus e a alma. Os milagres de Jesus converteram todos os seus contemporâneos?
            Os Fariseus que lhe diziam: “Mestre, faze-nos ver algum prodígio”, não se parecem com os de vosso tempo que pedem que lhes façais ver menos estariam quando os próprios espíritos lhe aparecessem da maneira menos equivocada, porque seu orgulho os torna como cavalos empacadores. As oportunidades de ver não lhes faltariam se as procurassem de boa fé, e é por isso que Deus não julga conveniente fazer por eles mais do que faz para aqueles que procuram sinceramente se instruir, porque não recompensa senão aos homens de boa vontade. Sua incredulidade não impedirá que se cumpra a vontade de Deus; vede bem que ela não impediu a expansão da doutrina. Cessai, pois, de vos inquietar por sua oposição, que está para a doutrina como a sombra está para o quadro, e lhe dá maior realce. Que méritos teriam se fossem convencidos pela força? Deus lhes deixa toda a responsabilidade por sua teimosia, e essa responsabilidade será mais terrível do que pensais. Bem-aventurados os que crêem sem terem vistos, disse Jesus, porque estes não duvidam do poder de Deus.

            8. Acreditas que seria útil evocar esse Espírito para pedir-lhes algumas explicações?

            Evocai-o, se quereis; mas é um Espírito inferior que não vos dará senão respostas bastantes insignificantes.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO IV. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - ITEM N º. 93. - ALLAN KARDEC.

                  O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                      SEGUNDA PARTE.

          DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                          CAPÍTULO IV.

 TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

93.       A intervenção voluntária de uma pessoa dotada de uma aptidão para a produção desses fenômenos, parece ser necessária na maioria dos casos, embora haja os que o Espírito parece agir sozinho; mas então ele poderia tirar o fluido animalizado alhures do que de uma pessoa presente. Isso explica porque os Espíritos que nos rodeiam sem cessar, não produzem, a cada instante, perturbações. É necessário, primeiro, que o Espírito o queira, que tenha um objetivo, um motivo, sem isso não faz nada, Frequentemente, é necessário, em seguida, que encontre, precisamente no lugar em que gostaria de agir, uma pessoa apta a secundá-lo, coincidência que se encontra muito raramente. Essa pessoa sobrevindo inopinadamente, dela se aproveita. Malgrado a reunião das circunstâncias favoráveis, poderia ainda disso ser impedido por uma vontade superior que não lhe permitisse agir à sua vontade. Pode não lhe ser permitido fazê-lo senão em certos limites, e no caso em que essas manifestações seriam julgadas úteis, seja como meio de convicção, seja como prova para a pessoa que delas é objeto.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO V. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - ITEM N º. 92. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                SEGUNDA PARTE.

       DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                     CAPÍTULO V.

TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

92.       A explicação dada quanto ao movimento dos corpos inertes, se aplica, naturalmente, se aplica a todos os efeitos que acabamos de ver. Os ruídos, embora mais fortes que as pancadas na mesa, têm a mesma causa; os objetos lançados ou deslocados o são pela mesma força que ergue um objeto qualquer. Uma circunstância vem mesmo aqui em apoio dessa teoria. Poder-se-ia perguntar onde está o médium nessa circunstância. Os Espíritos nos disseram que, em semelhante caso, há sempre alguém cujo poder se exerce com o seu desconhecimento. As manifestações espontâneas se produzem muito raramente nos lugares isolados; é quase sempre nas casas habitadas que elas ocorrem, e pelo fato da presença de certas pessoas que exercem uma influência sem o querer; essas pessoas são verdadeiros médiuns que ignoram a si mesmos, e que nós chamamos, por essa razão, médiuns naturais; eles são para os outros médiuns os que os sonâmbulos naturais são para os sonâmbulos magnéticos, e do mesmo modo interessantes para se observar.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

domingo, 10 de agosto de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO IV. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS. - ITEM N º. 81. - ALLAN KARDEC.

                               SEGUNDA PARTE.

       DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                      CAPÍTULO IV.

               TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS.

81. Faz um momento, falamos do aumento possível do peso; com efeito, é um fenômeno que se produz algumas vezes, e que nada tem de mais normal do que a prodigiosa resistência da campana sob a pressão da coluna atmosférica. Viram-se, sob a influência de certos médiuns, objetos bem leves oferecendo a mesma resistência, depois, de repente, cederem ao menor esforço. Na experiência acima, a campana não pesa, na realidade, por si mesma, nem mais nem menos, mas parece mais pesada pelo efeito exterior da causa exterior que age sobre ela, provavelmente, o mesmo ocorre aqui. A mesa tem sempre o mesmo peso intrínseco, porque sua massa não amentou, mas uma força estranha se opõe ao seu movimento, e esta causa pode estar nos fluidos ambientes que a penetram, como que aumenta ou diminui o peso aparente da campana que está no ar. Fazei a experiência da campana pneumática diante de um camponês ignorante e, não compreendendo que é o ar que não vê, que age, não será difícil persuadi-lo de que é o diabo.
Dir-se-á, talvez, que sendo esse fluido imponderável, seu acumulo não pode aumentar o peso de um objeto: de acordo; mas notai que, se nos servimos da palavra acúmulo foi por comparação e não por assimilação absoluta com o ar; ele é imponderável, seja; entretanto, nada a prova; sua natureza íntima nos é desconhecida, e estamos longe de conhecer-lhe todas as propriedades. Antes que se tivesse experimentado o peso do ar, não se suspeitava do peso desse mesmo ar. A eletricidade está também alinhada entre os fluidos imponderáveis; entretanto, um corpo pode ser detido por uma corrente elétrica, e oferecer uma grande resistência àquele que queira levantá-lo; é, pois, que se tornou aparentemente mais pesado. Porque não se ve o suporte, seria ilógico concluir que não existe. O Espírito pode ter, pois, alavancas que não são desconhecidas a Natureza nos prova, todos os dias, que sua força não se detém no testemunho dos sentidos.
Não se pode explicar, senão por uma causa semelhante, o fenômeno singular, do qual se viram muitos exemplos, de uma pessoa jovem, débil e delicada, levantando com dois dedos, sem esforço e como uma pluma, a um homem forte e robusto com o assento em que estava. O que prova uma causa estranha à pessoa, são as intermitências da faculdade.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, 18º. edição, abril de 1991, Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO I. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS. - ITEM N º. 80. - ALLAN KARDEC.

                         SEGUNDA PARTE.

 DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                               CAPÍTULO IV.

       TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS.

80. Voltemos à teoria do movimento das mesas. Se, pelo meio indicado, o Espírito pode levantar uma mesa, pode levantar qualquer outra coisa; uma poltrona, por exemplo. Se pode levantar uma poltrona, pode também, com uma força suficiente, levantar, ao mesmo tempo, uma pessoa sentada nela. Eis, pois, a explicação desse fenômeno que o Sr. Home produziu cem vezes, em si mesmo e sobre outras pessoas; ele o renovou durante uma viagem a Londres, e, a fim de provar que os espectadores não eram joguete de uma ilusão de ótica, fez no teto uma marca com um lápis, e passo sob ela. Sabe-se que o Sr. Home é um poderoso médium para os efeitos físicos; era, nesse caso, a causa eficiente e o objeto.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, 18º. edição, abril de 1991, Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


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terça-feira, 29 de abril de 2014

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS. - CAPÍTULO IV. - TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS. - QUESTÃO N º. 79. - ALLAN KARDEC

                                SEGUNDA PARTE.

     DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS.

                                      CAPÍTULO IV.

            TEORIA MANIFESTAÇÕES FÍSICAS.

79. Quando se faz o vácuo sob a campana da maquina pneumática, esta campana adere com uma tal força que é impossível levantá-la por causa do peso da coluna de ar que pesa sobre ela. Que se deixe entrar o ar, e a campana se levanta com a maior facilidade, porque o ar de baixo faz contrapeso com o ar de cima, entretanto, abandona a si mesma, ficará sobre o prato em virtude da lei da gravidade. Agora, que o ar de baixo seja comprimido, que tenha uma densidade maior que a de cima, e a campana será erguida mal grado a lei da gravidade; se acorrente de ar for rápida e violenta, poderá ser sustentada no espaço sem nenhum apoio visível, a maneira desses bonecos que se faz voltear sobre um jato de água. Por que, pois, o fluido universal, que é o elemento de toda a matéria, estando acumulado ao redor da mesa, não teria a prioridade de diminuir-lhe ou aumentar-lhe o peso específico relativo, como o ar o faz com a campana da máquina pneumática, como o gás de hidrogênio o faz com os balões, sem que sejam, por isso, derrogadas as leis da gravidade? Conheceis todas as propriedades e toda a força desse fluido? Não; muito bem! Não negueis, pois, um fato porque não podeis explicá-lo.

            Fonte: Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, páginas 57 e 58, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


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