Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador Anexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anexo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 158. - OBSESSORES. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                        SEARA DOS MÉDIUNS.

                                     OBSESSORES.

                Reunião pública de 21-03-15. – L. M. Questão n º.249.

                    Obsessor, em sinonímia correta, quer dizer “aquele que importuna”.
            E “aquele que importuna” é, quase sempre, alguém que nos participou a convivência profunda, no caminho do erro, a voltar-se contra nós, quando estejamos procurando a retificação necessária.
            No procedimento de semelhante criatura, a antipatia com que nos segue é semelhante ao vinho do aplauso convertido no vinagre da crítica.
            Daí, a necessidade de paciência constante para que se regenerem as atitudes.
·          
            Considerando, desse modo, que o presente continua o pretérito, encontramos obsessores reencarnados, na experiência mais íntima.
            Muitas vezes, estão rotulados com belos nomes...
            Vestem roupa carnal e chamam-se pai ou mãe, esposo o esposa, filhos ou companheiros familiares na lareira doméstica.
            Em algumas ocasiões, surgem para os outros na apresentação de santos, sendo para nós benemerentes verdugos.
            Sorriem e ajudam na presença de estranhos e, a sós conosco, dilaceram e pisam, atendendo, sem perceberem, ao nosso burilamento.
            E, na mesma pauta, surpreendemos desafetos desencarnados que nos partilham a faixa mental, induzindo-nos à criminalidade em que ainda persistem.
            Espreitam-nos a estrada, à feição de cúmplices do mal, inconformados com o nosso anseio de reajuste, recompondo, de mil modos diferentes, as ciladas de sombra em que venhamos a cair, para reabsorver-lhes a ilusão ou a loucura.
·          
            Recebe, pois, os irmãos do desalinho moral de ontem com espírito de paz e de entendimento.
            Acusá-los, seria o mesmo que alargar-lhes a ulceração com novos golpes.
            Crivá-los de reprimendas, expressaria indução lamentável a que se desmereçam ainda mais.
            Revidar-lhes a crueldade, significaria comprometer-nos em culpas maiores.
            Condená-los, é o mesmo que amaldiçoar a nós mesmos, de vez que nos acompanham os passos, atraídos pelas nossas imperfeições.
            Aceita-lhes injúria e remoque, violência e desprezo, de ânimo sereno, silenciando e servindo.
            Nem brasa de censura, nem fel de reprovação.
            Obsessores visíveis e invisíveis são nossas próprias obras, espinheiros plantados por nossas mãos.
            Endereça-lhes, assim, a boa palavra ou o bom pensamento, sempre que preciso, mas não lhes negues paciência e trabalho, amor e sacrifício, porque só a força do exemplo nobre levanta e reedifica, ante o sol do futuro.

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 13 de julho de 2015

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADES. - ANEXO N ª. 145. - EM TAREFA ESPÍRITA. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                        SEARA DOS MÉDIUNS.

                        EM TAREFA ESPÍRITA.

              Reunião pública de 05-02-1960. – L. M. Questão n º. 30.

            Abraçando na Doutrina Espírita o clima da própria fé, lembra-te de Jesus, à frente do povo a que se propunha servir.
            Não se localiza o Divino Mestre em tribuna garantida por assessores plenamente identificados com os seus princípios.
            Ele é alguém que caminha diante da multidão.
            Chama açoitada pela ventania das circunstâncias adversas...
            Árvore sublime batida pelas varas da exigências incessante...
            Ninguém o vê rodeado de colaboradores completos, mas de problemas a resolver.
            E, renteando com os doentes e aflitos que lhe solicitam apoio, todas as personalidades que lhe cruzam a senda representam atitudes diversas, reclamando-lhe paciência.
            João Batista duvida.
            Natanael questiona.
            Nicodemos indaga.
            Zaqueu observa.
            Caifás conspira.
            Judas deserta.
Pedro nega.
            Pilatos finge.
            Ântipas escarnece.
            Tomé desconfia.
            Apesar de tudo. Ele passa, sozinho e imperturbável, como sendo o amor não-amado, ensinando e ajudando sempre.
                                                           *
            Assim também, na instituição em que transitas, encontrarás em quase todos os companheiros oportunidades de aprender ou de auxiliar.
            A cada passo, encontrarás os que te pedem amparo...
            Os que te rogam alívio...
            Os que te suplicam consolo...
            Os que esperam entendimento...
            Não te faltarão, contudo, igualmente, os que te desafiam a calma...
            Os que te zombam dos ideais...
            Os que te complicam as horas...
            Os que te criam dificuldades...
            Os que te ferem o coração...
            Entretanto, se conheces o caminho exato, é preciso ajudes aos que transviam; se te equilibras, é preciso socorras os que se perturbam; se te manténs firme, é preciso sustentar os que caem, e, se já entesouraste leve migalha de luz, é preciso auxiliares os que se debatem nas trevas.
            Desse modo, não te falas distraído quanto á orientação que nos é comum, porquanto o espírita verdadeiro, diante do mal, é invariavelmente chamado fazer o bem.                  

                                                                      EMMANUEL.

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 142. - SEARA DOS MÉDIUNS. - COMPANHEIROS. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)


                        SEARA DOS MÉDIUNS.
               
    Reunião pública de 25-01-1960. – L. M. Questão n º. 28 - 1.º, 2.º e 3.º.

                             COMPANHEIROS.

            Há muitos companheiros realmente assim...
            Declaram-se espíritas.
            Proclamam-se convencidos, quanto a sobrevivência.
            Relacionam casos maravilhosos.
            Exibem apontamentos inatacáveis.
            Referem-se, freqüentemente, aos sábios que pesquisaram as forças psíquicas.
            Andam de experiência em experiência.
            Fitam médiuns como se vissem animais raros.
            Não alimentam dúvidas quanto aos fatos inabituais no seio da própria família, mas desconfiam das observações nascidas no lar de outrem.
            Conservadores primorosos.
            Mas não mostram mudança alguma.
            São na convicção o que eram na negação.
            Nobres expoentes de cultura intelectual, não estendem migalha de conhecimento superior a quem quer que seja.
            Detentores de vantagens humanas, não se dignam ajudar a ninguém.
                                                           *
            Felizmente, contudo, temos os companheiros da luta incessante.
            Afirmam-se também espíritas.
            Mas compreendem que o fenômeno, diante da verdade, pode ser considerado à afeção de casca de fruto.
            Têm os médiuns como pessoas comuns, necessitadas de entendimento e auxílio.
            Sabem que a existência na Terra é como estágio na escola.
            E, por isso, não perdem tempo.
            Moram no trabalho constante.
            Indulgentes para com todos e severos para consigo mesmos.
            Aceitam a justiça perfeita, através da reencarnação,e acolhem no sofrimento o curso preciso ao burilamento da própria alma.
            Verificam que o erro dos outros podia ser deles próprios e, em razão disso, não perdem a paciência.
            Reconhecendo-se imperfeitos, perdoam, sem cavilar, as imperfeições alheias.
            E vivem a caridade como simples dever, aprendendo e servindo sempre.
            São esses que Allan Kardec, em sua palavra esclarecida, define como sendo “ os espíritas verdadeiros ou, melhor, os espíritas-cristãos”.

                                                                                  EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA. Nº. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO. Nº. 61. - TODOS SOMOS MÉDIUNS. - ODILON FERNANDES. (CARLOS A BACCELLI.)


                                    –TODOS SOMOS MÉDIUNS.

            “Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, por isso mesmo, é médium”. (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. XIV)

            Todos são médiuns – uns mais, outros menos.
            Mas nem todos renascem para uma tarefa específica na mediunidade.
            A mediunidade é exercitada no dia a dia, das mais variadas formas.
          Como o tato e a visão, que foram desenvolvendo-se no curso dos milênios, a mediunidade vem-se desenvolvendo na criatura, desde tempos remotos.
          Em algumas pessoas, a mediunidade, de usando em quando, da sinal de sua presença, através de pressentimentos, visões, sonhos reveladores.
      Outras podem atravessar a experiência física, sem perceberem em si nenhuma manifestação medinanímica digna de nota.
            A telepatia entre os homens, ou a chamada “telegrafia humana” é uma das nuances da mediunidade. Atentassem os encarnados para o referido fenômeno, e a mediunidade se lhes desenvolveria de forma mais completa.
          Existem pessoas que, seja pelo seu débito cármico, seja pelo seu merecimento, trazem a mediunidade “a flor da pele”... elas tiveram no passado um tipo de vida que lhes possibilitou o progresso nesse sentido. Aprenderam a exercitar a mente, viveram de forma solitária, foram vampirizados por entidades espirituais que lhes “precipitaram” as forças de natureza psíquica.
            Esses irmãos a que nos referimos – pelo menos a grande maioria – são os que trabalham como médiuns nos Centros espíritas, no exercício da caridade legítima. Às vezes, enfrentam dificuldades no que tange à disciplina e à perseverança, já que a mediunidade, embora seja uma conquista, não significa, em si mesma, atestado de evolução moral.
            Raros medianeiros reencarnaram investidos de mandato mediúnico, ou seja, raros Têm uma missão especial a desempenhar na mediunidade.
            Ter mediunidade a desenvolver não significa que a pessoas esteja preparada para ser médium na atual encarnação.
            P dirigente espírita, ou o responsável pela orientação mediúnica no Centro Espírita, deve abster-se de dizer a qualquer um que precisa desenvolver a mediunidade, nos termos pelos quais a maioria entende esse desenvolvimento. É preciso que ele tenha um conhecimento razoável da doutrina e esteja sintonizado com os bons Espíritos, para que, através da intuição, possa promover uma espécie de triagem nos inúmeros candidatos que se apresentam para sentarem-se ao redor de uma mesa.
           É necessário explicar-se que nem todos os médiuns têm a obrigação de “receber Espíritos”. Poderão trabalhar no passe, na visita a enfermos, nas diferentes áreas de serviço de assistência, na oratória...
           Afirmou Paulo de Tarso que há diversidade de dons espirituais e, parafraseando-o, diríamos que há infinitas maneiras de exercer-se a mediunidade.
             Pode acontecer que, seja mais médium quem não recebe Espíritos do que quem recebe.
        Quantos não são convidados para uma reunião mediúnica e desistem, logo nos primeiros dias? Quantos não pensam que a mediunidade lhes substituirá o esforço que cada um deve fazer por si mesmo para progredir? Quantos não são atraídos pelo maravilhoso, pelo sobrenatural, achando que a mediunidade seja um parque de diversões?!...
          Convidamos os companheiros espíritas a refletirmos juntos sobre o assunto, já que observamos muitos amigos que, mal batendo às portas do Centro Espírita, vão logo escutando: - “Você tem que desenvolver a mediunidade...” E a pessoa fica desorientada ou traumatizada, quando não incrédula.

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA. Nº. 17. MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO. Nº.57. - RUMO CERTO. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)


                                                     RUMO CERTO.

            Cremos não emprestar qualquer pretensão de ordem pessoal no título deste livro. (Foi organizado pelo Autor espiritual.)
            Rumo Certo sim, não porque as idéias nele contidas sejam nossas.
            Integramos também com as falhas que nos caracterizam individualmente a legião dos espíritos que evoluem nos climas cultural da Terra, tão falíveis ainda quanto quaisquer outros.
            E, qual ocorre milhões de viajores do Planeta, encarnados e desencarnados, observamos não apenas os caminhos da existência física, mas igualmente, em muitos maiores proporções, os caminhos da vida espiritual.
            Estradas de todos os feitios se desdobram à visão.
            Avenida do ideal, flamejantes de luz.
            Senda de laboriosas realizações.
            Alamedas de sonhos e alegrias.
            Carreiros de serviço construtivo, talhados nas rochas do esforço máximo.
            Veredas de provações edificantes.
            Trilhos de socorro ou de regeneração, através de pântanos e lágrimas.
            Atalhos de sofrimento.
            Corredores de privações educativas.
            Túneis de perigosas experiências.
            E em todas essas vias reconhecemos o impositivo do conhecimento e do autoconhecimento, para que o erro ou desequilíbrio não nos compliquem a romagem ou atrasem a marcha.
            Eis por que, livremente associados à obra benemérita da Doutrina Espírita que, na atualidade, restaura para nós outros os ensinamentos do Cristo, solicitamos permissão para entregar-lhe, nestas páginas simples, a bússola das lições evangélicas que nos têm servido à própria recuperação íntima, na viagem para a Vida Superior.
            São estas notas, por isso mesmo, reflexos da lâmpada acesa que o Senhor misericordiosamente nos permitiu empunhar por deve, a fim de que conhecemos as próprias deficiências, de maneira a trata-lãs e extingui-las. Carregando semelhante luz nós mesmos, ofertamo-La aos companheiros encarnados do Mundo, na forma de anotações para rumo certo, a benefício de nós todos, os que já nos reconhecemos necessitados da paz interior, com a vitória sobre nós mesmos, com vistas à nossa definitiva integração em Jesus, de modo a viver e saber viver com Jesus e por Jesus.

                                                                                  EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

Fonte: Livro Rumo Certo - Emmanuel - F. C. Xavier - 2. Edição - FEB - Rio de Janeiro -RJ - 1977.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº 55. RESGUARDE-SE. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)


                                               RESGUARDE-SE.

            Resguarde-se
                        Dos tentáculos do desânimo, com a prece sincera;
                        Das arremetidas da sombra, com a vigilância efetiva;
                        Dos ataques do medo, com a luz da meditação;
                        Dos miasmas do tédio, com o serviço incessante;
                        Das nuvens da ignorância, com a bênção do estudo;
                        Das labaredas da revolta, com a fonte da confiança;
                        Das armadilhas do fanatismo, com a fé raciocinada;
                        Das águas mortas do estacionamento, com o trabalho constante e desinteressado do bem.

                                                           *

            Cada espírito traz em si forças ofensivas do mal e os recursos defensivos do bem, n marcha da evolução.
            A vitória do bem, conquanto seja fatal, depende, pois do livre-arbítrio de cada um.
            Assim sendo, para sua felicidade, resguarde-se de toda contemporização com os enganos que nascem em você mesmo.

                                                                                  André Luiz.(Chico Xavier.)

Fonte: Livro “ESTUDE E VIVA“ - Pelos Espíritos de EMMANUEL e ANDRÉ LUIZ, - Médiuns Francisco C. Xavier e Waldo Vieira. - 12a. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro, RJ. - 2006.

                  RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

domingo, 28 de outubro de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDODO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. -MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 52. - INCREDULIDADE. - ODILON FERNANDES. (CARLOS A BACCELLI.)



                                               VII – INCREDULIDADE.

                        “Os ateus e os materialistas não são, a cada instante, testemunhas dos efeitos do poder de Deus e do pensamento? Isso não os impede de negar a Deus e a alma. Os milagres de Jesus converteram todos os seus contemporâneos? – ( O Livro dos Médiuns – segunda Parte – Cap. V)

            Muitos se aproximam do Espiritismo, pedindo provas.
            Querem tocar a realidade, como Tomé pediu para tocar as chagas do Cristo
            Esquecem-se, no entanto, de que a convicção também é uma conquista.
            Os próprios médiuns, às vezes, oscilam entre a crença e a descrença.
            Atribuem o que produzem mediunicamente a si mesmos.
            Isto acontece quando o medianeiro é pouco dado à reflexão e ao estudo.
            Se todo médium estudasse um pouco mais e refletisse sobre a vida procurando orar para fugir à influência perniciosa daqueles espíritos que desejam vê-lo estacionar, não se transformaria ele mesmo num obstáculo para os Espíritos que estimariam vê-lo progredir.
O Evangelho nos conta o caso do pai de um menino lunático a quem implacável obsessor perseguia. Nem os apóstolos puderam curá-lo. O pai, aflito, suplicava: “Senhor, eu creio; ajuda a minha incredulidade”...
Dizem os evangelistas que, indo a Nazaré, cidade onde fora criado, Jesus “não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles”.
Não encontramos uma só passagem em todo o Novo Testamento, onde o Mestre se tenha preocupado em convencer alguém pelo fenômeno, e o fariseus viviam pedindo-lhe “um sinal do Céu”...
Já em Cafarnaum, vemos o Senhor exaltando a fé do centurião que lhe rogava a cura de seu servo, dizendo pela boca dos amigos que ela enviara à divina presença: “Senhor, nãote incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa.
“Por isso eu mesmo não julguei digno de ir ter contigo: porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.
“Porque também eu sou o homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e o outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faz isto, e ele o faz”.
A incredulidade é uma prova que cada um deve superar sozinho.
O Espiritismo não se dirige aos olhos do corpo, mas aos da alma.
Os que crerem nele o farão pelo raciocínio, de vez que o fenômeno em si estará sempre sujeito a questionamentos de toda ordem.
Porventura, os soviéticos não criaram a chamada Parapsicologia sem Alma para explicar fenômenos que a escola norte-americana começa a admitir como sendo provocados por uma força extracorpórea? A Psicologia não atribui tudo à própria alma encarnada?
Vejamos que, por muito tempo ainda, o homem lutará contra o cepticismo. É que a incredulidade, estando na raiz de todos os males que assolam a Humanidade, interessa sobremodo às inteligências encarnadas e desencarnadas que pelejam por mantê-lo encarcerado à ignorância.
Quando o homem vencer a barreira da incredulidade, nada mais o deterá na senda do progresso espiritual.
A sua mente se abrirá para O Universo e ele resplandecerá a feição de um sol imenso, brilhando na escuridão.
O espírita, pois, pode ser comparado a alguém que se esforça diuturnamente para romper os últimos grilhões que o prendem ao jugo da matéria.
O espírita verdadeiro não apenas crê: sabe; não apenas acredita: tem certeza.
A razão é o invencível argumento. E o médium, quando sincero, tem, no mínimo, ao seu alcance, dois motivos para a incredulidade não lhe embarace os passos: primeiro, porque é espírita; segundo, porque é médium.

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 51. - MEDIUNIDADE INCONSCIENTE. - ODILON FERNANDES. (CARLOS A. BACCELLI. )


                                   VI – MEDIUNIDADE INCONSCIENTE.

            “O Espírito pode agir sem o concurso de um médium?

            - Pode agir com desconhecimento do médium; quer dizer que muitas pessoas servem de auxiliares dos Espíritos para certos fenômenos, sem disso desconfiarem. O Espírito toma delas, como de uma fonte, o fluido animalizado de que tem necessidade; é assim que o concurso de um médium, tal como entendes, não é necessário, e é o que tem lugar, sobretudo, nos fenômenos espontâneos”. – (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. IV)

            Para manifestar-se aos homens, o Espírito não pode agir sem o concurso do médium, o qual lhe é imprescindível. Sejam manifestações físicas ou intelectuais, em variada formas.
            Na maioria dos casos, há participação consciente do médium.
            A mediunidade inconsciente – repetimos – é rara, e preciso é que haja uma grande afinidade do médium com o Espírito, afinidade conquistada na convivência estreita, em vidas anteriores.
            Na mediunidade inconsciente, há como uma acoplagem de mentes entre o espírito comunicante e o médium. Referimos-nos às comunicações intelectuais, porque, nas físicas ou materiais, há apenas uma junção de fluidos, para a produção do fenômeno.
            Verdadeiramente, porém, entendemos por mediunidade inconsciente a sintonia natural estabelecida entre os homens e os Espíritos no cotidiano da vida. Explicamo-nos.
            Quantos agem no mundo impulsionados pelos pensamentos dos Espíritos, sem o saberem?
            Quantos chegam a repetir frases inteiras que lhe são como que “sussurradas” pelos desencarnados, sem que disso se deem conta?
            Esse tipo de mediunidade inconsciente está bem próximo da intuição.
            Quantos não registra ideias que lhes “brotam” aparentemente do nada, abrindo-lhes novas perspectivas?
            De onde fluíram esses pensamentos? Do inconsciente? Mas, às vezes, as pessoas que os têm precisam valer de outras para as auxiliarem na decodificação da mensagem que recebem. E, não raro, têm que consultar livros que nunca manusearam.
            O que se chama “presença de espírito”, ante esta ou aquela situação embaraçosa, pode ser a presença de um Espírito Amigo agindo com presteza.
            Muitos querem a mediunidade inconsciente, mas não pensam nela por esse prisma que apresentamos. O curioso é que desejam estar conscientes da própria inconsciência no ato do fenômeno.
            Não estamos fazendo jogo de maneira consciente, todavia posso registrar-lhe a surpresa crescente à medida que vamos escrevendo. A ideia, originalmente, flui do meu cérebro para o dele, mas acompanhando-lhe o cuidado em escolher as palavras que as represente no papel com a maior fidelidade possível. E anoto-lhe a frustração, quando não consegue.  E lamento quando precisamos parar, a fim de que o dicionário seja consultado, porque a mente mediúnica muitas vezes se me mostra refratária, principalmente quando desejo empregar termos que lhe fogem o domínio.
            Que os médiuns se conscientizem e estudem. Assim, grande parte dos obstáculos que nos separam serão removidos e os nossos caminhos aplainados, de modo que a nossa mensagem não chegue à Terra tão entrecortada e “cheia de ruídos”, a semelhança da comunicação telefônica de longa distância, efetuada sob tempestade.
            Nota do Autor Espiritual – Como exemplo de mediunidade absolutamente inconsciente, temos os casos de obsessão, em que a “vítima”, em avançado grau de vacinação ou então, já subjugada, age sem nenhum controle sobre si mesma, sem reter, quando consegue retornar a realidade, nenhuma lembrança do que lhe ocorreu, ou se recorda de alguma cousa, essa recordação, fixando-se em seu consciente, são “sequelas obsessivas” que somente o tempo poderá afastar em definitivo.

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE.- ANEXO Nº. 50. - EVOLUÇÃO. - ODILON FERNANDES. (CARLOS A. BACCELLI.)


                                               V – EVOLUÇÃO.

            “(...) se negligenciaram as mesas girantes, foi para ocuparem-se das consequências muito mais importantes em seus resultados: trocaram o alfabeto pela ciência (...) – (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. II)

            No princípio, os Espíritos se sujeitaram ao fenômeno das “mesas girantes” porque se fazia mister chamar a atenção dos homens para a realidade espiritual.
            Recordemo-nos de que o Senhor iniciou a sua divina missão no mundo transformando a água em vinho, nas Bodas de Canaã,
            Ainda hoje esporadicamente, ocorrem manifestações físicas, no intuito  de manter acesa a crença de que existe algo além túmulo, subtraindo a mente humana das ocupações materiais em que vive excessivamente mergulhada.
            De quando em quando,despontam medianeiros realizando – digamos – verdadeiros prodígios, no caso de cirurgias psíquicas, com ou sem uso de instrumentos cortantes, e mobilizando a opinião pública. Esses companheiros, muito deles autênticos mártires da mediunidade, trabalham num campo difícil e quase sempre, quando não se valem do apoio da Doutrina, terminam os seus dias em situação lastimável.
            Mas compreendemos que a comprovação científica da sobrevivência científica da sobrevivência não é tarefa específica do Espiritismo. Caberá à ciência materialista proclamar a veracidade das teses espíritas. Novos Williams Crookes haverão de surgir. Já não vemos, nos próprios países da “cortina de ferro”, médiuns não –espíritas estudados exaustivamente nos laboratórios, como se fossem autênticas cobaias humanas?
            Os médiuns do Espiritismo são chamados a atuar num campo mais elevado, de vez que lhes cabe, junto aos Espíritos Superiores, prosseguir na obra de construção do imenso edifício doutrinário.
            Em vão, esperar-se-ão nos Centros Espíritas reuniões espetaculares quais as do século passado, nos salões de Paris.
            Se o homem não estiver preparado para receber mais do Alto ao invés de beneficiar-se, ele se comprometerá. Aqui, evocamos a imagem forte da palavra atribuída ao Senhor: Não atires pérolas aos porcos...”
                Porventura, não se exercitam, na atualidade, os poderes da mente para fins belicistas?
            Se o homem, de uma maneira geral, ainda não crê ser ele mesmo um Espírito, atribuindo a sua inteligência a “uma espécie de secreção das células do cérebro”, como acreditar que outros o possuam?
         Todo o esforço da Espiritualidade Superior resume-se em orientar o homem para a autoconhecimento, ensinando-o a crescer interiormente a fim de de que ele encontre dentro de si as verdades que anseia por descobrir.
                    No Espiritismo, o tempo do Pentecostes já passou... Já não há necessidade de ver para crer.
          Por outro lado, Espíritos preocupados com o atraso moral da Humanidade – Espíritos comprometidos com outras faixas do pensamento religioso – têm-se feito manifestar, ostensivamente, neste final de milênio, valendo-se da mediunidade latente dos profitentes das religiões de massa, numa tentativa de arrancá-los do marasmo mental em que vivem, despertando-os da hipnose secular a que foram submetidos. E muitos dos Espíritos que lhe “aparecem”, tomando a forma de figuras veneráveis por todo o mundo cristão, são os mesmos que, no passado, se responsabilizaram por tal estado de coisas.
            Compreendamos tudo e sigamos adiante.
            Saibamos manter-nos em equilíbrio no degrau da escala da evolução em que nos encontramos, até o momento de dar o próximo passo acima...

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA. Nº. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 48.- FÉ RACIOCINADA. - ODILON FERNADES. (CARLOS A BACELLI.)


                                               III - FÉ RACIOCINADA.

            “Os meios de convicção variam extremamente segundo os indivíduos; o que persuade alguns, não produz nada nos outros; tal é convencido por certas manifestações materiais, tal outro por comunicações inteligentes, a maioria pelo raciocínio”. (O Livro dos Médiuns - Primeira Parte - Cap. III)

               Equivocam-se quantos acreditam que o fenômeno possa convencer mais do que o raciocínio.
               O fenômeno é um meio e não um fim em si mesmo.
             Os que se convencem pelo fenômeno poderão vir a reconsiderar a própria crença, ao passo que nada conseguirá abalar a convicção dos que se fundamentam nos alicerces inamovíveis da razão.
            Os fenômenos ditos mediúnicos são de todos os tempos. Manifestações de espíritos sempre ocorreram e nunca lograram mais do que convencer momentaneamente as pessoas. Passado o primeiro entusiasmo, a dúvida volta com todo o seu rigor.
             Por isso o Espiritismo dirige a sua mensagem àqueles que, antes de crer, desejam compreender.
            Embora as manifestações de caráter ostensivo continuem todo o seu lugar, hoje vivemos a fase das comunicações inteligentes, mesmo porque, em seu dinamismo natural, a Doutrina carece de estar acompanhando a marcha do progresso da Humanidade.
            O médium espírita não deve preocupar-se em ser um instrumento de convicção para quem quer que seja.
            A fé é fruto que amadurece na época certa; acontece de dentro para fora e não de fora para dentro.
            Os médiuns que desejam fazer proselitismo acabam prestando um desserviço ao Espiritismo. No fundo, é preciso que o médium pergunte a si mesmo qual é a sua verdadeira intenção na mediunidade, por que muitos desejam simplesmente autopromover-se.
            Os médiuns levianos pululam na atualidade e, de certa forma, chegam a comprometer o trabalho dos médiuns sérios, fornecendo uma imagem distorcida da Doutrina para aqueles que ainda não possuem o desejável discernimento.
            Hoje, infelizmente, há uma preocupação muito grande com a quantidade dos adeptos e não com a qualidade. Mas perguntaríamos: todos os que são atraídos pelo fenômeno se tornarão espíritas? Todos os que recebem passes ou seus benefícios de algum modo no Centro Espírita de elevada freqüência estarão sendo esclarecidos quanto aos reais objetivos da Terceira revelação?
            Pode-se questionar o fenômeno, e até o próprio médium, o que ocorre até certa freqüência mas a grandeza cristalina da filosofia espírita é inquestionável.
            Ao longo de mais de um século, médiuns tem sido flagrados na má-fé, no entanto, o Espiritismo continua a sua trajetória, porque nem mesmo os espíritas invigilantes conseguem impedir o seu avanço, assim com os adulteradores do Evangelho não conseguiram obstruir a mensagem cristã!
            Que os médiuns cumpram, silenciosamente, o seu dever, recordado-se das palavras de Paulo, em sua Primeira Carta aos coríntios: “Eu plantei! Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus”.

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

- ROTEIRO DE INICIÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA. - AULA Nº. 17. MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 47. - ESTUDO. - ODILON FERNANDES. ( CARLOS A BACCELLI.)


                                                           II - ESTUDO.

            “A explicação dos fatos admitidos pelo Espiritismo, suas causas e suas consequências morais, constituem toda uma ciência e toda uma filosofia, que requerem um estudo sério, perseverante e aprofundado”. - (O Livro dos Médiuns - Primeira Parte - Cap. II)

            Mediunidade sem estudo pode ser comparável a uma locomotiva correndo fora dos trilhos.
            O primeiro e mais importante dever do médium é, sem dúvida o de estudar.
            Não basta ser médium para deter o conhecimento espírita, assim como não basta ser espírito liberto da matéria para possuir toda a sabedoria acerca do Mundo Espiritual. Existem Espíritos tão ou mais ignorantes do que os médiuns dos quais se servem.
            Afora a necessidade de tomar parte nas reuniões de estudos o Centro Espírita a que esteja vinculado, o médium deve estudar por conta própria, procurando ampliar os seus conhecimentos, permutando ideias com os companheiros mais experientes da jornada humana.
            Mediunidade é intercâmbio, e o intermediário deve aprimorar-se quanto possível, para não deturpar a mensagem de que deseje fazer-se o estafeta.
            Não raro, o que pertence ao Espírito comunicante são a ideia e a emoção; ao medianeiro cabe materializa-lãs através de seus recursos intelectuais.
            Quanto mais consciente o médium, maior a sua participação na mensagem e, consequentemente, maior a sua responsabilidade.
            Os médiuns chamados mecânicos, ou inconscientes, são difíceis de encontrar. No caso deles, os Espíritos têm que, praticamente, fazer todo o trabalho; por isso, preferem trabalhar com os médiuns que, conscientemente, lhes sucedem os esforços. O exemplo que podemos citar nesse sentido é o do próprio Cristo, que foi o Médium Consciente de Deus. Ele representa a mediunidade no que ela tem de mais sublime. A sua identificação com o Pai era de tal ordem, que disse:”Eu e o Pai somos um”.
            Sendo um sentido psíquico, a mediunidade está sujeita à evolução, assim como os demais sentidos do homem. À medida que evolui, ela caminha para o campo da intuição pura, que é o seu ápice. Por isso, não vemos motivo para que os médiuns desejem operar na inconsciência, como se isso lhes fosse garantia contra o animismo ou problemas semelhantes.
            Quando se trata do bem genuíno, não existe animismo e nem tampouco mistificação, no sentido literal da palavra.
            Quando enfatizamos a necessidade de estudo do médium, não estamos nos referindo apenas de caráter doutrinário. Quanto mais o médium se torna e se informa, maior será a sua colaboração ao Espírito comunicante. Sim, porque muitos espíritos precisam do médium, não apenas como uma ponte de que se servem para atravessar o abismo dimensional que os separa da Terra, mas igualmente, para suprir-lhes a falta de recursos intelectuais e a sua total inabilidade para lidarem com o intercâmbio em si.
            Portanto julgamos de bom alvitre que o médium se dispa-se de seus escrúpulos excessivos e procure estudar e estudar sempre.
            A mente mediúnica assemelha-se a um computador que precisa estar devidamente programado, para funcionar a contento.
            O exercício da mediunidade não se compadece com a ignorância do instrumento. Aliás, a rigor, não há um só médium que não coloque algo se si mesmo na mensagem que transmite. Se assim é, que o médium participe positivamente e não negativamente.
            Que o  médium seja sincero e bem intencionado e obterá o aval dos Espíritos superiores; caso contrário, precipitar-se-á, mais cedo ou mais tarde, na vara escura do desequilíbrio.

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17.- MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO. Nº. 46. - MEDIUNIDADE. - ODILON FERNANDES. (CARLOS A. BACCELLI.)


                                                       - MEDIUNIDADE.


            “Por que o Espírito livre não poderia se comunicar com O Espírito cativo, como o homem livre com o que está aprisionado?”

            (O Livro dos Médiuns - Allan Kardec - IDE - Primeira Parte - Cap. I)

            Com a codificação Espírita, efetuada por Allan Kardec, a mediunidade passou a ser mais bem compreendida. Antes, os próprios médiuns não tinham esclarecimento sobre o fenômeno em que se observavam envolvidos. Agiam como meros instrumentos, não raro tornando-se joguetes de Espíritos infelizes.

            A partir dos estudos de Kardec, a compreensão da mediunidade tornou-se possível a todos os homens. Os médiuns passaram a atuar com conhecimento de causa. As barreiras existentes entre os mundos visível e invisível transformaram-se em pontes, interligando os dois planos da vida. Os Espíritos contavam agora com a parceria consciente dos sensitivos, superando enormes dificuldades no intercâmbio.

            Com esse trabalho conjunto, O Espiritismo pode expandir-se e houve, por assim dizer, uma maior integração entre a Terra e o Mundo Espiritual.

            Hoje, a mediunidade difundiu-se a tal ponto, que é impossível ao homem de bom-senso duvidar da sobrevivência da alma após a morte.

            Ser médium não é privilégio dos espíritas, de vez que esse sentido psíquico é inerente a todos e encontramos a mediunidade na base de tudo. A Bíblia é um repositório de fatos mediúnicos incontestes. Os gênios da Humanidade foram, antes de tudo, grandes medianeiros.

            Todavia a consciência espírita dota o médium de recursos mais amplos para o trabalho que lhe compete desenvolver para o bem comum. Eis a diferença fundamental entre um médium espírita e outro que não o seja. O médium espírita aprende a sintonizar com os Espíritos esclarecidos, evitando a problemática da obsessão, ao passo que o médium fora do conhecimento espírita atua sem o discernimento necessário, podendo tornar-se num foco de perturbação, conforme exemplos inumeráveis que a história registra.

            O médium espírita sabe que deve esforçar-se pela renovação íntima, e a mediunidade lhe é prestimosa auxiliar na senda do progresso espiritual.

            O médium espírita sabe, ainda, que a mediunidade se desenvolva a cada dia com desenvolvimento do Espírito e, por isso mesmo, procura cultivar a humildade e a disciplina no clima da oração e do trabalho, do estudo e da vigilância.

            Herdeiro da Fé Raciocinada, o médium espírita procura ser fiel à Verdade, trazendo sempre direcionado para a Luz o espelho dos próprios sentimentos, através do qual os pensamentos divinos se refletirão em benefício de todos, iluminando os que se demora nas sombras do fanatismo e da violência!

            A tendência da mediunidade é a generalizar-se ainda mais, no entanto, a tarefa de evangelização das almas está apenas começando. Um grande caminho está para ser percorrido.

            Que os médiuns presentemente a serviços na Doutrina Espírita não se distraiam, deixando-se empolgar pelas novidades parapsicológicas, ciência a cujo estudo procurei igualmente dedicar-me na Terra, mas porque o Espiritismo nos oferece um campo de trabalho vinculado ao Cristo, eu nos recomenda “dar de graça o que de graça recebemos”.

Fonte: Livro Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 1o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP - 1990.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)