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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

- MENSAGEM ESPECIAL -. AULA DE COMPAIXÃO. - MEIMEI. (CHICO XAVIER.)



              AULA DE COMPAIXÃO.

            E o Mentor, finalizando a aula valiosa, falou com simplicidade:
            - Para auxiliar com segurança nas trilhas humanas, é necessário que a compaixão se nos faça base em qualquer atitude.
            Nenhuma exasperação conduz à beneficência.
            Qualquer apontamento destrutivo é agente perturbador no campo das boas obras.
            Entreguemo-nos à sementeira do amor, sem aguardar qualquer tributo de gratidão.
            Os espíritos reencarnados trazem por si pesada carga de tribulações, para que nos seja lícito atormentá-los com admoestações e censuras.
            Quase sempre, todos eles sofrem e choram...
            Esse apresenta alto nível de vigor, no entanto, carrega as desvantagens da precipitação; aquele que atingiu a segurança econômica, mas transporta enfermidade oculta a frenar-lhe os movimentos; outro acumulou enorme fortuna, contudo, lastima o desequilíbrio dos descendentes;outros muitos que ontem se mostravam despreocupados, hoje lamentam a perda de criaturas inesquecíveis; esse conquistou a fama, entretanto, se vê relegado a solidão; aquele que obteve influência e poder sobre milhares de pessoas, todavia, precisa apoiar-se em algum coração amigo, a fim de não cair sob o peso das próprias obrigações; outro é sábio, mas necessita escorar-se em alguém, de modo a não sucumbir ante as exigências da vida comunitária; e outros muito se destacam em campeonatos de beleza e inteligência, no entanto, acalentam consigo os impulsos negativos que se aproximam da doença e da morte.
            Misericórdia para todos é o que nos pede o Senhor da Vida.
            O Instrutor dera por terminadas as elucidações, mas um companheiro abeirou-se dele e perguntou:
            _ Professor, existirá, porventura, algum processo pelo qual passamos instalar facilmente a compaixão por dentro de nós?
            O interpelado sorriu com bondade e rematou:
            - Amigo, a compaixão é fruto do discernimento. Quantos de nós, que nos achamos neste recinto, já atravessamos as estradas humanas, e, por isso, conhecemos quanto custa trabalhar pelo bem nos constrangimentos e dificuldades do Plano Físico. Em razão disso, recordemos a lição de Jesus:”aquele de nós que houver passado pelo caminho dos homens, com a grandeza dos anjos, atire a primeira pedra”.

                                                                                  MEIMEI. (Chico Xavier).

Fonte: Livro “Deus Aguarda” - MEIMEI - F. C. Xavier - 1. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo. SP - 1980.

                                   RHEDAM. (rhedma@gmail.com)

sábado, 26 de outubro de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO. N º. 91. - MÉDIUM INESQUECÍVEL. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                           MÉDIUM INESQUECÍVEL.

                                                                                              Emmanuel.

            Estudando mediunidade e ambiente, recordemos um dos médiuns inesquecíveis dos dias apostólicos: Paulo de Tarso.
            Em torno dele tudo era contra a luz do Evangelho.
            A sombra do fanatismo e da crueldade não se instalara apenas no Sinédrio, onde se lhe situava a corte dos membros e amigos, mas também nele próprio, transformando-o em perigos instrumento de perseguição e de morte.
            Feria, humilhava e injuriava a todos os que não pensassem pelos princípios que lhe norteava a ação.
            Mas, desabrochava-lhe a mediunidade inesperadamente.

            Vê Jesus redivivo e escuta-lhe a voz.
            Aterrado, reconhece os enganos em que vivera.
            Entretanto, não perde tempo em lamentações inúteis.
            Não sucumbe desesperado.
            Não se confia à volúpia da auto-condenação.
            Não foge à luta pela renovação íntima.
            Percebe que não pode recolher, de pronto, a simpatia de família espiritual de Jesus, mas não se sente fracassado pó isso.
            Observa a expressão dos próprios erros, mas não se entrega ao remorso vazio.
            Empreende, com sacrifício, a viagem da própria renovação.
            Para tanto, não reclama a cooperação alheia, mas dispõe-se, ele mesmo, a colaborar com os outros.
            Encontra imensas dificuldades para a iluminação da alma; no entanto, não esmorece na luta.
            Segundo a palavra fiel do Novo Testamento, é açoitado e preso, várias vezes, pelo amor com que ensinava a verdade mas, em contraposição, na Letônia e na Macedônia, foi tido como sendo “Mercúrio” encarnado e “Serviço do Pai altíssimo”.
            Não se sente, todavia, esmagado pela flagelação ou confundido pelo êxito.
            Tolera assaltos e elogios como o pagador correto, interessado no resgate das próprias contas.
            Diz ainda a Boa Nova que “Deus operava maravilhas pelas mãos dele”; entretanto, ele próprio declara trazer consigo “um espinho na carne”, que o obriga a viver em provação permanente.
            E, quando o corpo lhe permite, da testemunho da realidade espiritual, combatendo ignorância e superstição, maldade e orgulho, tentação e vaidade.
            Nem ouro fácil.
            Nem privilégios.
            Nem cidadela social.
            Nem apoio político.
            Ele e o tear que o ajudava a sustentar-se ficaram, através dos séculos, como símbolo perfeito de influência pessoal e meio adverso, ensinando-nos a todos, principalmente a nós outros, encarnados e desencarnados de todos os tempos, que podemos pedir orientação, falar em orientação mas que, acima de tudo, precisamos ser a própria orientação em nós mesmos.

    Fonte: “SEARA DOS MÉDIUNS” , psicografado por F. C. Xavier, edição FEB.


                                               RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA. N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 90. - MEDIUNIDADE E MISTIFICAÇÃO. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)


                 MEDIUNIDADE E MISTIFICAÇÃO.

                                                               Livro dos Espíritos - Questão 303.

            Compreendendo-se que na experiência humana exameiam espíritos desencarnados de todos os estalões, seja lícito comparar os médiuns, tão-somente médiuns, aos instrumentos de comunicação usados pelos homens, no trato com os próprios homens.

            Médiuns de Transporte.

            Vejamos o guindaste que opera por muitos estivadores.

            Tanto pode manejá-lo um chefe culto, quanto o subordinado irresponsável.

            Médiuns falantes.

            Observemos o aparelho de gravação.

            O microfone que transmitiu mensagem edificante assinala com a mesma precisão um recado indesejável.

            Médiuns escreventes.

            Analisemos o apetrecho da escrita.

            O mesmo lápis que atendeu à feitura de um poema serve à fixação de anedota infeliz.

            Médiuns sonâmbulos.

            Estudemos a hipnose.

            Na orientação de um paciente, tanto consegue estar um magnetizador digno que o sugestiona para a verdade, quanto outro, de formação moral diferente, que o induza à paródia.

                  A força mediúnica resulta sempre das companhias espirituais a que o médium se afeiçoe.

            Evidentemente, o médium é chamado a garantir-se na sinceridade com que se conduza o na abnegação com que se entregue ao trabalho dos Bons Espíritos que, em nome do Senhor, se encarregam do bem de todos.

            Em tais condições, nada pode o médium temer, em matéria de embustes, porque todos aqueles que se consagram e se sacrificam pelo bem dos semelhantes, jamais mistificam, por se resguardarem na tranqüilidade da consciência, convictos de que não lhes compete outra atitude senão a de perseverar no bem, acolhendo quaisquer embaraços por lições, a fim de aprenderem a servir o bem com mais segurança, já que o merecimento do bem cabe ao senhor e não a nós.

            Fácil reconhecer, assim, que não se carece tanto de ação da mediunidade no Espiritismo, mas em toda parte e com qualquer pessoa, todos temos necessidades urgente do espiritismo na ação da mediunidade.

                                                                                         ANDRÉ LUIZ.

Fonte: Livro Opinião Espírita - Emmanuel e André Luiz - Francisco C Xavier e Waldo Vieira - 5. Edição - Edições CEC- Uberaba MG - 1982.


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 89. - DECÁLOGO PARA MÉDIUNS. - ALBINO TEIXEIRA. (CHICO XAVIER.)

               DECÁLOGO PARA MÉDIUNS.

            Não afastar-se dos deveres e compromissos que abraçou na vida, reconhecendo que é impossível manter intercâmbio espiritual claro e constante com o Plano Superior, sem base na consciência tranqüila.

            Não descuidar-se do autodomínio, a fim de controlar as próprias faculdades.Não ignorar que desenvolvimento mediúnico, antes de tudo significa educar-se o médium a si mesmo para ser útil.

            Não desejar fazer tudo, mas fazer o queve e possa em auxílio aos outros.

            Não recusar críticas ou discussões e sim aceitá-las de boa vontade por testes de melhoria e aperfeiçoamento dos próprios recursos.

            Não guardar ressentimentos.

            Não fugir do estudo, nem da disciplina para discernir e agir com segurança.

            Não relaxar a pontualidade, somente faltando às tarefas que lhe caibam por motivo de reconhecida necessidade.

            Não olvidar pessoas nos benefícios que preste.

            Não olvidar que o melhor médium para o Mundo Espiritual, em qualquer tempo e em qualquer circunstância, será sempre aquele que estiver resolvido abufelar-se, decidido a instruir-se disposto a esquecer-se e pronto a servir.

                                                                                              ALBINO TEIXEIRA.         

            Fonte: Paz e Renovação - Espíritos Diversos - Francisco Cândido Xavier - Edição CEC - Uberaba MG - 1972.


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 21 de setembro de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. -AULA. N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 88. - MEDIUNIDADE E VOCÊ. - ANDRÉ LUIZ.(CHICO XAVIER.)

                        MEDIUNIDADE E VOCÊ.

            INTUIÇÃO - Exerça a faculdade da percepção clara e imediata, mas, para ampliar-lhe a área de ação, procure alimentar bons pensamentos de maneira constante.

            CLARIVIDÊNCIA - Agradeça a possibilidade de ver no plano espiritual no entanto, no esforço do dia-a-dia, detenha-se no lado bom das situações e das pessoas, para que os seus recursos não se comprometam com o mal.

            CLAURIADIÊNCIA - Regozije-se por escutar os desencarnados; todavia, aprenda a ouvir no cotidiano para construir a felicidade do próximo, defendendo-se contra a queda nas armadilhas da sombra.

            PSICOFONIA - Empreste suas forças para que os Espíritos falem com os homens; contudo, na experiência comum, selecione palavras e maneiras, a fim de que o seu verbo não se faça veículo para a influência das trevas.    

            PSICOGRAFIA - Escreva com as entidades domiciliadas fora do mundo físico, mas habitue-se a escrever em benefício da paz e da edificação dos semelhantes, impedindo que a sua própria inteligência se faça canal de perturbação.

            MATERIALIZAÇÃO - Dê corpo ás formações do plano extra físico; entretanto, acima de tudo, concretize as boas obras.

            CURAS - aplique passes e outros processos curativos, em favor dos enfermos; no entanto, conserve as suas mãos na execução dos deveres e tarefas que o Senhor lhe confiou.

            TRANSPORTES - colabore com os seus recursos psíquicos, no trazimento de objetos sem toque humano, mas carregue a caridade consigo para que ela funcione, onde você estiver.

            PREMONIÇÃO - Rejubile-se com a responsabilidade de prever acontecimentos; todavia, busque sentir, pensar e realizar o melhor ao seu alcance, na movimentação de cada, para que a sua conversa não se transforme em trombeta de pessimismo e destruição.

            MEDIUNIDADE EM GERAL - Qualquer mediunidade serve a fim de cooperar no parque de fenômenos para demonstrações da existência do Espírito, mas não se esqueça de que a condução dos valores mediúnicos, para o bem ou para o mal, é assunto que está em você e depende de você em qualquer circunstância e em qualquer lugar.

                                                                       ANDRÉ LUIZ. (Chico Xavier.)

Fonte: Paz e Renovação - Espíritos Diversos - Francisco Cândido Xavier - Edição CEC - Uberaba MG - 1972.


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA. N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO. N º. 87. - FENÔMENO E DOUTRINA. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                         FENÔMENO E DOUTRINA.

            Até hoje, os fenômenos mediúnicos que se desdobram à margem do apostolado do Cristo se definem como sendo conjunto de teses discutíveis, mas os ensinamentos e atitudes do Mestre constituem o maciço de luz de inatacável do evangelho, amparando os homens e orientando-lhes o caminho.
                Existe que recorra à idéia da fraude piedosa para justificar a transformação de água em vinho, nas bodas de Canáa.
               Ninguém cavila, porém, quanto à grandeza moral de Jesus, ao traçar os mais avançados conceitos de amor ao próximo, ajustando teoria e prática, com absoluto esquecimento de si mesmo em benefício dos outros, num meio em que o espírito de conquista legitimava os piores desvarios da multidão.
             Invoca-se a psicoterapia para basear a cura do cego Bartimeu.
             Há, todavia, consenso unânime, em todos os lugares, com respeito a  visão superior do Mensageiro Divino, que dignificou a solidariedade como ninguém, proclamando que “o maior no Reino dos Céus será sempre aquele que se fizer o servidor de todos na Terra”, num tempo em que o egoísmo categorizava o trabalho à conta de extrema degradação.
             Fala-se em hipnose para explicar a multiplicação dos pães.
        O mundo, no entanto, a uma voz, admira a coragem do Eterno Amigo que se consagrou aos sofredores e aos infelizes que se consagrou aos sofredores e aos infelizes sem qualquer preocupação de posse terrestre, conquanto pudesse escalar os pináculos econômicos, numa época em que, de modo geral, até mesmo os expositores de virtudes viviam de bajular as personalidade influentes e poderosas do dia.
              Questiona-se em torno do reaviva mento de Lázaro.
            Entretanto, não há quem negue respeito incondicional ao Benfeitor Sublime que revelou suficiente desassombro para mostrar que o perdão é alavanca da renovação e vida, num quadro social em que o ódio coroado interpretava a humildade por baixeza.
            Debate-se, até agora, o problema  da ressurreição dele próprio.
            No entanto, o mundo inteiro reverencia o Enviado de Deus, cuja figura renasce, dia a dia, das cinzas do tempo, indicando a bondade e a concórdia, a tolerância e a abnegação por mapas da felicidade real, no centro de cooperadores que se multiplicam, em todas as nações, com a passagem dos séculos.
            Recordemos semelhantes lições na doutrina espírita.
           Fenômenos mediúnicos serão sempre motivos de experimentação e de estudo, tanto favorecendo a convicção, quando nutrindo a polêmica, mas educação evangélica e exemplo de serviço, definição e atitude, são forças morais irremovíveis da orientação e da lógica, que resistem à dúvida em qualquer parte.

                                                                       EMMANUEL (CHICO XAVIER.)

Fonte: Livro “MEDIUNIDADE E SINTONIA” - EMMANUEL (Francisco C. Xavier.) - Editora CEU - São Paulo, SP. - 1986.


                                   RHEDAM.(rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 86. - FUNÇÃO MEDIÚNICA. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                                        


                                                FUNÇÃO MEDIÚNICA.

                               Livro dos Médiuns - Questão 226.

            Mediunidade é igual ao trabalho: acessível a todos.

            Entretanto, qual ocorre ao trabalho, é forçoso que o servidor dela seja leal ao próprio dever, para que a obra alcance os fins em vista.

            O mais humilde utensílio tem qualidades polimórficas.

            Qualquer médium também é suscetível de ser mobilizado, na produção de fenômenos múltiplos, favorecendo pesquisas e observações, com algum proveito, mas se quisermos rendimento medi anímico, seguro e incessante, na composição doutrinária do Espiritismo, cada tarefeiro da mediunidade, embora pronto a colaborar, seja onde for, no levantamento do bem, é convidado logicamente a consagra-se à própria função, conquanto possua faculdades diversas, amando-a, estudando-a, desenvolvendo-a e praticando-a, no mesmo serviço ao próximo, que será sempre serviço a nós mesmos.

            Se formos chamados a ensinar, através da palavra falada, aprimoremos a emoção e selecionemos a frase, para que os instrutores da Vida Maior nos utilizem o verbo, por agente de luz, construindo esclarecimento e consolação nos que ouvem; se designados a escrever,façamos em nós bastante silêncio interior, a fim de que a voz do mundo espiritual se manifeste por nossas mãos, instruindo a quem lê; se indicados ao labor curativo, sustentemos o magnetismo pessoal tão limpo quanto possível, para que os emissários celestes nos empreguem as energias no socorro aos doentes; se trazidos a cooperar na desobsessão, mantenhamos o pensamento liberto de idéias preconcebidas, a fim de que os benfeitores desencarnados nos encontrem capazes da enfermagem precisa, no amparo aos companheiros desorientados e sofredores, sem criar-lhes problemas...

            Mero ferrolho, deve estar no lugar próprio, pata atender a serventia que se lhe roga dentro de casa.
            Simples fio, para canalizar os préstimos da eletricidade, necessita ajustar-se à ligação correta, de modo a garantir a passagem da força.
            Sobretudo, é imperioso recordar que todos podem ser medianeiros do bem, sob a inspiração de Jesus, honorificado encargos e responsabilidades, em posição certa, no plano de construção da felicidade geral. É por isso que ele, o Cristo de Deus, não nos disse que o maior reino dos Céus será quem saiba fazer tudo, mas sim àquele que se fizer o servo leal de todos.

                                                                       EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

            Fonte: Livro Opinião Espírita - Emmanuel e André Luiz - Francisco C Xavier e Waldo Vieira - 5. Edição - Edições CEC- Uberaba MG - 1982.

                                               RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - ROTEIRO DE INICIAÇÃO AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 85. - MEDIUNIDADE E EVANGELHO. - A SERVIÇO DO CRISTO. - Dr. ODILON FERNANDES. (CARLOS A BACCELLI.)

                                     

                        MEDIUNIDADE E EVANGELHO.

                                   A SERVIÇO DO CRISTO.

                        “12. Compreendemos que os Espíritos superiores não se ocupam de coisas que estão abaixo deles; mas, perguntamos se, em razão de serem mais desmaterializados, teriam a força de fazê-lo, se tivessem disso vontade?

                        “Eles têm a força moral como os outros têm a força física: quando têm necessidade dessa força, servem-se daqueles que a possuem. Não nos foi dito que se servem dos Espíritos inferiores como fazeis com os carregadores?” (Cap. IV – Segunda Parte – item 74)

            O trabalho da construção do Reino Divino na Terra permanece sob a orientação de Jesus Cristo, o Governador Espiritual de orbe que nos serve de moradia entre as múltiplas moradas da Casa do Pai.
            Conforme Espíritos superiores nos têm dito também a nós, os companheiros desencarnados domiciliados nas regiões próximas ao planeta-, Jesus tomou a Terra sob a sua responsabilidade desde quando ela desprendeu-se da nebulosa solar... Foi Ele que orientou e que orienta, de Mais Alto, todas as iniciativas que objetivam o progresso da Humanidade.
            Os grandes missionários, quais Rama, Buda, Lao-Tsé, Sócrates e tantos outros que, de tempos em tempos, corporificam-se no orbe terrestre, são seus enviados abrindo caminhos para a vitória do Evangelho.
            Foi ele que dialogou com Moisés em várias oportunidades e o próprio Decálogo pode ser considerado como de sua autoria. Era ele que falava pela boca dos Profetas e foi Ele ainda que, cumprindo a promessa, providenciou a vida do Consolador através do Espírito de Verdade.
            Entre o Senhor e os homens, no entanto, existem milhares de intermediários, qual se fosse, cada um deles, os degraus de uma imensa escada, cujo ápice abençoado se encontra situado em alguma parte do firmamento estrelado...
            Assim como “tudo se encadeia no Universo”, até mesmo o mal concorre na obra de espiritualização das criaturas, sendo utilizado para exaltar a força do Bem. Somos, todos, “instrumentos” de aperfeiçoamento uns dos outros, aprendendo a duras penas o que nos compete saber.
            Em todos os reinos da Natureza, existem Espíritos que se responsabilizam pelos elementos que os constituem. No reino vegetal, por exemplo, verdadeiro laboratório de experimentos, há Espíritos que se entregam à criação de novas espécies de árvores, plantas, flores e frutos, promovendo, com o concurso valioso do tempo, o “cruzamento” das espécies em extinção, a ciência está sempre descobrindo novos tipos de vida vegetal.
            Este preâmbulo em nossas considerações é para afirmarmos que todos os Espíritos, de uma forma ou de outra, mesmo agindo de maneira inconsciente, estão a serviço do Cristo, qual se fossem as notas musicais de uma Excelsa Sinfonia, cuja orquestração permanece nas Mãos do Maestro Divino.
            Dentro de nossas reflexões, recordemo-nos das palavras inspiradas que lhe dirigiu, em Cafarnaum, o centurião que rogava-lhe a cura de seu próprio servo: “ Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.
            Pois também eu sou homem sujeito a autoridade, tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai, e a outro: Vem, e ele vem: e ao meu servo: Faze isto, e ele faz.”
            Os Espíritos, mesmo aqueles que se ocupam dos assuntos humanos mais triviais, submetendo-se ao capricho de quantos lhes evocam a presença, estão cumprindo uma tarefa da qual, na maioria das vezes, eles próprios não suspeitam. Creem estar agindo por si mesmos, quando, na realidade, agem sob o “impulso” da Lei que rege os nossos destinos.
            Quando chega o momento de que algo aconteça, tornamo-nos os “instrumentos” da ação que deve se desencadear. Lembrando o que nos disse Jesus: “... é necessário que venham escândalos: mas aí do homem por quem o escândalo venha”, entendamos que o mal, se corrige quem o recebe, não deixa de voltar-se contra o seu agente, transfigurando-se em bem tanto para um quanto para outro, à luz da Lei de Ação e Reação.
            Quando a Codificação da Doutrina, precedendo a Falange do Espírito de Verdade, vieram os Espíritos “batedores” que faziam as mesas girar, promovendo os mais insólitos fenômenos de natureza física. Abertas as “picadas”, os Espíritos esclarecidos deram, então, início à tarefa de aplainar os caminhos, contando com o valioso concurso do mestre lionês e tantos outros que lhe secundaram esforços.

Fonte: Livro Mediunidade e Evangelho - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 6o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP – Janeiro/2008..


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

domingo, 28 de julho de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 84. - EXERCÍCIO CONSCIENTE DA MEDIUNIDADE. - EURÍPEDES BARSANULFO. (DIVALDO PEREIRA FRANCO.)

                     

       EXERCÍCIO CONSCIENTE DA MEDIUNIDADE.
  
            A palpitante questão do exercício consciente da mediunidade continua merecendo apontamentos e estudos que auxiliem o servidor honesto, no mistério do bem a que se dedica.

            Libertada das conotações deprimentes a que pretenderam atá-la a intolerância religiosa e o preconceito científico, no passado, a pouco e pouco vão se firmando os valores, passando a merecer inevitável respeito cultural.

            Não obstante, ainda teimam algumas áreas do conhecimento em arregimentar opiniões destituídas de fundamente, mediante as quais pretende negá-la, situando os fatos observados na faixa das alucinações psicológicas, do inconsciente individual ou coletivo, ou dos modernos agentes theta, em vãs arremetidas para destruir ou obscurecer os fatores causais do fenômeno, que são os Espíritos imortais.

            Sob outro aspecto, em face da evidência das comunicações, que se multiplicam generosamente em abundância, grupos de decididos militantes informam que estatística por eles bem elaboradas demonstra que somente ínfima percentagem atesta a procedência legítima dos Espíritos desencarnados - ainda passível de meticulosas observações e exames - nos fenômenos, sendo a quase totalidade uma decorrência anímica, quando se tratando de pessoas honestas, em última análise, fraudes verdadeiras, quiçá inconscientes.

            Novas correntes de meticulosos experimentadores pretendem concluir que o intercambio genérico com os padecentes da Espiritualidade inferior deve ser compreendido como fenômenos de autocomunicação em que são agentes os próprios médiuns, que retirariam da memória do inconsciente profundo as reminiscências de reencarnações transatas, cujos componentes os tornam atônitos, neuróticos, perturbados, em alienações diversas.

            Propõem-se outros investigadores a transferir o inconsciente de expressivo número de alienados para os sensitivos, que os captam, entrando no registro das aflições desses pacientes, que passariam a dialogar com as suas personalidades atormentadas, liberando-se, desse modo, dos fatores alienantes, sem se darem conta da ingerência de entidades desencarnadas em tais processos, comprazendo-se em produzir mais sutis e graves aflições...

            Recorre-se à nomenclatura moderna, cada vez mais para fugir-se à denominação kardequiana, sem, no entanto, conseguir-se anular a causa espiritual, mediante a qual são servidas as lições do Cristo, atualizadas, a ética moral do comportamento e a salutar filosofia existencial, que propiciam a felicidade humana.

            No pretérito, nos dias da Metapsíquica, os eminentes pesquisadores criavam após cada experiência uma hipótese nova, evitando a teoria espírita, que na investigação futura refundiam, diante dos resultados então obtidos, que anulavam a arquitetada e audaciosa concepção anterior.

            Porque os eminentes investigadores se negavam a aceitar a sobrevivência da alma - embora a sempre crescente evidência e documentação probatória - o tempo fez ruir os alicerces das conceituações aventadas e a doutrina Metapsíquica tombou no olvido.

            Há pouco, quando do surgimento da Parapsicologia, novas técnicas de exames foram elaboradas, mais severos critérios têm sido estabelecidos, mais exigentes cálculos são buscados, estatísticas rigorosas são consideradas na razão direta em que a mediunidade, resistindo a tudo e todos, reafirma a sobrevivência da vida à morte do corpo, conclamando o homem a religião do amor e do perdão para uma excelente vivência da caridade...

            ...E quando o sol da imortalidade começa as sombras dominantes, irisando de alegrias e esperança as mentes indagadoras, os mais renitentes propõem outros métodos, através de mais recentes disciplinas como a Psicobiofísica, a Psicotrópica, repetindo os processos e passos já percorridos em mais caprichosos e sofisticados mecanismos de apreciação e pesquisa.

            São credores de consideração e respeito todos os esforços honestos que levam o homem a buscar a verdade.

            Imprescindível, no entanto, que o autêntico estudo não se encontre armado de idéias e opiniões preconcebidas, antes coloque suas concepções diante dos fatos arrolados, com a coragem de abandoná-las, quando necessário, aceitando os resultados já obtidos.

            Não o fizeram, porque aferrados a ultrapassado e injustificável preconceito, que adversário da atitude científica. No entanto, não sendo invulnerável à morte, vadearam o rio da desencarnação, e, defrontando a sobrevivência, pretenderam trazer aos pósteros tal afirmação, sem de darem conta de que já não há ouvidos para eles, quanto eles se negaram aos que os precederam no mesmo empreendimento.

              São inegáveis, no fenômeno mediúnico, as interferências da mente do médium, quanto são inevitáveis ao virtuose a harmonia ou as deficiências do instrumento musical de que se utiliza.

             O fenômeno puro, total, cristalino, é tão impossível quanto o raio de sol, ao ser passado pela lâmina de vidro, libera-se da tonalidade que essa lhe empresta, ao ser traspassada pela luz...

             Mediunidade é instrumento, é meio de que se utilizam os agentes espirituais para confirmar o prosseguimento da realidade, após o túmulo.

            Por ela transitam as informações da vida, no mistério da edificação de vidas.

            Urge que os sinceros discípulos do Evangelho se dediquem com afã à mediunidade socorreste, estabelecendo ligações felizes com o Mundo Espiritual, atendendo aos deveres da solidariedade humana e da caridade, sem se preocuparem com outra coisa que não seja servir, amar e passar adiante, como servidor consciente das suas responsabilidades que, pondo as mãos na charrua não olha para trás.

            Cada minuto é valiosa concessão para a edificação do reino de Deus nas mentes e nos corações.

            Se, todavia, o ácido da crítica, ou a borra da zombaria, a mordacidade venenosa ou a dúvida sistemática lhe chegar ás portas da alma, ameaçando-lhe a estabilidade íntima, recorde-se o sincero trabalhador da mediunidade que mesmo Jesus, quando ressuscitado, não mereceu crédito de alguns dos companheiros que O amavam, por não aceitarem a informação mediúnica daquele que O vira e com Ele conversara, sendo necessário testemunhá-lo, Ele próprio, convidando o incrédulo a que O tocasse, e invitando outros a que constatassem ser Ele...

            Enquanto isso, que o exercício consciente da mediunidade espírita cristã continue, na Terra, fazendo o bem com uma mão sem que a outra tome conhecimento, nestes dias tumultuados e aflitos que se vivem, prenunciando a hora ditosa da paz com Jesus.

                                                                       EURÍPEDES BARSANULFO.

            (Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 1./11/1979, na cidade de Sacramento - MG.)

Fonte: O REFORMADOR - N. 1812 - Pág. 34 e 35 - MARÇO DE 1980 - Editora FEB Rio de Janeiro RJ.

                                    RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO - AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 83. - MEDIUNIDADE E ESCRÚPULO. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                        MEDIUNIDADE E ESCRÚPULO.

            Freqüentemente, encontramos muitos médiuns retardados em serviço, sob escrúpulos infundados. Afirmam-se receosos de auxiliar.

            Qual se os espíritos benevolentes e sábios devessem tratá-los à conta de máquinas, com evidente desrespeito à liberdade de cada um, incompreensível, esperam pela inconsciência, a fim de serem úteis.

            Os servos da luz e da verdade, no entanto, aspiram a encontrá-los na condição de companheiros de trabalho e não como sendo robôs ou fantoches sem noção de responsabilidade nos encargos que assumem.

            Que dizer do escriturário que permanecesse no posto, incessantemente e nas mínimas circunstâncias, à espera que o diretor do escritório lhe insensibilizasse a cabeça, a fim de atender às próprias obrigações? Do enfermo que só obedecesse na atividade assistencial aos doentes, quando o chefe do hospital lhe impusesse os constrangimentos da hipnose?

            Convençamo-nos em doutrina Espírita que estamos todos reunidos na Seara do Bem; que os imperativos do trabalho e da fraternidade se repartem na equipe; que os nossos ideais e compromissos se nos continuam uns nos outros; e que a Obra da Redenção pertence fundamentalmente ao Cristo de Deus e não a nós. Compreendido isso, perceberemos, para logo, que ajudar aos irmãos em dificuldades e provas idênticas ou maiores que as nossas é simples dever e que, em matéria de escrúpulo, a preocupação só é válida quando nos entregamos aos arrastamentos do mal, com esquecimento de que estamos convidados, aceitos, engajados e mobilizados no serviço do bem aos outros, que redundará invariavelmente em nosso próprio bem.

                                                                       EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

Fonte: Paz e Renovação - Espíritos Diversos - Francisco Candido Xavier - Edição CEC - Uberaba MG - 1972.

                        RHEDAM. (rhedam@gmail.com)