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terça-feira, 22 de outubro de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 285. - 1.ONDAS E PERCEPÇÕES. - SONS PERCEPTÍVEIS.- ANDRÉ LUIZ. (WALDO VIEIRA.)


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.

1.ONDAS E PERCEPÇÕES.

SONS PERCEPTÍVEIS.

Aumente-se a freqüência das ondas, nascidas do movimento incessante do Universo, e o homem alcançará a escala dos sons perceptíveis, mais exatamente qualificáveis nas cordas graves do piano.
Nesse ponto, penetraremos a esfera das percepções sensoriais da criatura terrestre, porquanto, nesse grau vibratório, as ondas se transubstanciam em fontes sonoras que afetam o tímpano, gerando os “tons de Tartini” ou “tons de combinação”, com efeitos psíquicos, segundo as disposições mentais de cada indivíduo.
Eleva-se o diapasão.
Sons médios, mais altos, agudos, superagudos.
Na fronteira aproximada de pouco além de 15.000 vibrações por segundo, não raro, o ouvido vulgar atinge a zona-limite.15
Há pessoas, contudo, que, depois desses marcos, ouvem ainda.
Animais diversos, quais os cães, portadores de profunda acuidade auditiva, escutam ruídos no “ultra-som”, para além das 40.000 vibrações por segundo.
Prossegue a escala ascendente em recursos e proporções inimagináveis aos sentidos vinculados ao mundo físico.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 8 de outubro de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 284. - MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. - 1. ONDAS E PERCEPÇÕES. - CONTINENTE DO “INFRA-SOM”. - ANDRÉ LUIZ (WALDO VIEIRA.)


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.

1. ONDAS E PERCEPÇÕES.

CONTINENTE DO “INFRA-SOM”.

Ajustam-se ouvidos e olhos humanos a balizas naturais de percepção, circunscritos aos implementos da própria estrutura. Abaixo de 35 a 40 vibrações por segundo, a criatura encarnada, ou que ainda se mostre fora do corpo físico em condições análogas, movimenta-se no império dos “infra-sons”14, porquanto 14 Outros Autores admitem que estes infra-sons começam abaixo de 18 vibrações por segundo. (Nota do Autor espiritual.) os sons continuam existindo, sem que disponha de recursos para assinalá-los.
A ponte pressionada por grande veículo ou a locomotiva que avança sobre trilhos agita a porta de residência não distante, porta essa cuja inquietação se comunica a outras portas mais afastadas, em regime de transmissão “infra-som”.
Nesse domínio das correntes imperceptíveis, identificaremos as ondas eletromagnéticas de Hertz a se exteriorizarem da antena alimentada pela energia elétrica e que, apresentando freqüência aumentada, com o emprego dos chamados “circuitos oscilantes”, constituídos com o auxílio de condensadores, produzem as ondas da telegrafia sem fio e do rádio comum, começando pelas ondas longas, até aproximadamente mil metros, na medida equivalente à freqüência de 300.000 vibrações por segundo ou 300 quilociclos, e avançando pelas ondas curtas, além das quais se localizam as ondas métricas ou decimétricas, disciplinadas em serviço do radar e da televisão.
Em semelhantes faixas da vida, que a ciência terrestre assinala como o continente do “infra-som”, circulam forças complexas; contudo, para o Espírito encarnado ou ainda condicionado às sensações do Plano Físico, não existe nessas províncias da Natureza senão silêncio.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 23 de julho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO.- AULA N . 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 283. - - 1. ONDAS E PERCEPÇÕES. - HOMENS E ONDAS. - ANDRÉ LUIZ. (WALDO VIEIRA.)


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.

      1. ONDAS E PERCEPÇÕES.

               HOMENS E ONDAS.

Simplificando conceitos em torno da escala das ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama, através de inumeráveis combinações.
Assim é que entre as ondas da corrente alternada para objetivos industriais, as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que definem os raios cósmicos e as que se superpõem além deles, não existe qualquer diferença de natureza, mas sim de freqüência, considerado o modo em que se exprimem.
E o homem, colocado nas faixas desse imenso domínio, em que a matéria quanto mais estudada mais se revela qual feixe de forças em temporária associação, somente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser.
Temo-lo, dessa maneira, por viajante do Cosmo, respirando num vastíssimo império de ondas que se comportam como massa ou vice-versa, condicionado, nas suas percepções, à escala do progresso que já alcançou, progresso esse que se mostra sempre acrescentado pelo patrimônio de experiência em que se gradua, no campo mental que lhe é característico, em cujas dimensões revela o que a vida já lhe deu, ou tempo de evolução, e aquilo que ele próprio já deu à vida, ou tempo de esforço pessoal na construção do destino. Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cérebro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando os recursos do seu cabedal de conhecimento e das quais se deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 5 de julho de 2019

- ROTEIRO INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 282. - 1.ONDAS E PERCEPÇÕES. - TIPOS E DEFINIÇÕES. - ANDRÉ LUIZ. (WALDO VIEIRA.)



MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.

        1.ONDAS E PERCEPÇÕES.

             TIPOS E DEFINIÇÕES.

As ondas são avaliadas segundo o comprimento em que se expressam, dependendo esse comprimento do emissor em que se verifica a agitação.
Fina vara tangendo as águas de um lago provocará ondas pequenas, ao passo que a tora de madeira, arrojada ao lençol líquido, traçará ondas maiores.
Um contrabaixo lançá-las-á muito longas.
Um flautim desferi-las-á muito curtas.
As ondas ou oscilações eletromagnéticas são sempre da mesma substância, diferenciando-se, porém, na pauta do seu comprimento ou distância que se segue do penacho ou crista de uma onda à crista da onda seguinte, em vibrações mais ou menos rápidas, conforme as leis de ritmo em que se lhes identifica a freqüência diversa.
Que é, no entanto, uma onda?
À falta de terminologia mais clara, diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece.
Partindo de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam, de acordo com as oscilações que emite.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 2 de julho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO - AULA N º. 17. - MÉDIUM MEDIUNIDADE. -ANEXO N º. 281.- MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. - 1. ONDAS E PERCEPÇÕES. - AGITAÇÃO E ONDAS. - ANDRÉ LUIZ. (WALDO VIEIRA..)


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.
1    
                        1. ONDAS E PERCEPÇÕES.
  
               AGITAÇÃO E ONDAS.



Em seguida a esforços persistentes de muitos Espíritos sábios, encarnados no mundo e patrocinando a evolução, a inteligência do século XX compreende que a Terra é um magneto de gigantescas proporções, constituído de forças atômicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações multiformes, compondo o chamado campo eletromagnético em que o Planeta, no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na Imensidade Cósmica.
Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em que a matéria em expansão lhe forma o clima peculiar, a vida desenvolve agitação.
E toda agitação produz ondas.
Uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra criam ondas sonoras.
Liguemos o aquecedor e espalharemos ondas caloríficas.
Acendamos a lâmpada e exteriorizaremos ondas luminosas.
Façamos funcionar o receptor radiofônico e encontraremos ondas elétricas.
Em suma, toda inquietação se propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos da Natureza.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 26 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 280. - ANTE A MEDIUNIDADE. - ANDRÉ LUIZ.(WALDO VIEIRA.)





 MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.




ANTE A MEDIUNIDADE.



Depois de um século de mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, com inequívocas provas da sobrevivência, nas quais a abnegação dos Mensageiros Divinos e a tolerância de muitos sensitivos foram colocadas à prova, temo-la, ainda hoje, incompreendida e ridicularizada.
Os intelectuais, vinculados ao ateísmo prático, desprezam-na até agora, enquanto os cientistas que a experimentam se recolhem, quase todos, aos palanques da Metapsíquica, observando-a com reserva. Junto deles, porém, os espíritas sustentam-lhe a bandeira de trabalho e revelação, conscientes de sua presença e significado perante a vida. Tachados, muitas vezes, de fanáticos, prosseguem eles, à feição de pioneiros, desbravando, sofrendo, ajudando e construindo, atentos aos princípios enfeixados por Allan Kardec em sua codificação basilar.
Alguém disse que “os espíritas pretenderam misturar, no Espiritismo, ciência e religião, o que resultou em grande prejuízo para a sua parte científica”. E acentuou que “um historiador, ao analisar as ordenações de Carlos Magno, não pensa em Além- Túmulo; que um fisiologista, assinalando as contrações musculares de uma rã não fala em esferas ultraterrestres; e que um químico, ao dosar o azoto da lecitina, não se deixa impressionar por nenhuma fraseologia da sobrevivência humana”, acrescentando que, “em Metapsíquica, é necessário proceder de igual modo, abstendo-se o pesquisador de sonhar com mundos etéreos ou emanações anímicas, de maneira a permanecer no terra-a-terra, acima de qualquer teoria, para somente indagar, muito humildemente, se tal ou tal fenômeno é verdadeiro, sem o propósito de desvendar os mistérios de nossas vidas pregressas ou vindouras”.
Os espírita, contudo, apesar do respeito que consagram à pesquisa dos sábios, não podem abdicar do senso religioso que lhes define o trabalho. Julgam lícito reverenciá-los, aproveitando-lhes estudos e equações, qual nos conduzimos nestas páginas, tanto quanto eles mesmos, os sábios, lhes homenageiam o esforço, utilizando-lhes o campo de atividade para experimentos e anotações.
Consideram os espíritas, que o historiador, o fisiologista e o químico podem não pensar em Além-Túmulo, mas não conseguem avançar desprovidos de senso moral, porquanto o historiador, sem dignidade, é veículo de imprudência; o fisiologista, sem respeito para consigo próprio, quase sempre se transforma em carrasco da vida humana, e o químico, desalmado, facilmente se converte em agente da morte.
Se caminham atentos à mensagem das Esferas Espirituais, isso não quer dizer se enquistem na visão de “mundos etéreos”, para enternecimento beatifico e esterilizante, mas para se fazerem elementos úteis na edificação do mundo melhor. Se analisam as emanações anímicas é porque desejam cooperar no aperfeiçoamento da vida espiritual no Planeta, assim como na solução dos problemas do destino e da dor, junto da Humanidade, de modo a se esvaziarem penitenciarias e hospícios, e, se algo procuram, acima do “terra-a-terra”, esse algo é a educação de si mesmos, através do bem puro aos semelhantes, com o que aspiram, sem pretensão, a orientar o fenômeno a serviço dos homens, para que o fenômeno não se reduza a simples curiosidade da inteligência.
Quanto mais investiga a Natureza, mais se convence o homem de que vive num reino de ondas transfiguradas em luz, eletricidade, calor ou matéria, segundo o padrão vibratório em que se exprimam.
Existem, no entanto, outras manifestações da luz, da eletricidade, do calor e da matéria, desconhecidas nas faixas da evolução humana, das quais, por enquanto, somente poderemos recolher informações pelas vias do espírito.
Prevenindo qualquer observação da crítica construtiva, lealmente declaramos haver recorrido a diversos trabalhos de divulgação científica do mundo contemporâneo para tornar a substância espírita deste livro mais seguramente compreendida pela generalidade dos leitores, como quem se utiliza da estrada de todos para atingir a meta em vista, sem maiores dificuldades para os companheiros de excursão. Aliás, quanto aos apontamentos científicos humanos, é preciso reconhecer-lhes o caráter passageiro, no que se refere à definição e nomenclatura, atentos à circunstância de que a experimentação constante induz os cientistas de um século a considerar, muitas vezes, como superado o trabalho dos cientistas que os precederam.
Assim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao acervo de informações e deduções dos estudiosos da atualidade terrestre, valem aqui por vestimenta necessária, mas transitória, da explicação espírita da mediunidade, que é, no presente livro, o corpo de idéias a ser apresentado.
Não podemos esquecer a obrigação de cultuar a mediunidade e acrisolá-la, aparelhando-nos com os recursos precisos ao conhecimento de nós mesmos.
A Parapsicologia nas Universidades e o estudo dos mecanismos do cérebro e do sonho, do magnetismo e do pensamento nas instituições ligadas à Psiquiatria e às ciências mentais, embora dirigidos noutros rumos, chegarão igualmente à verdade, mas, antes que se integrem conscientemente no plano da redenção humana, burilemos, por nossa vez, a mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, que revive a Doutrina de Jesus, no reconhecimento de que não basta a observação dos fatos em si, mas também que se fazem indispensáveis a disciplina e a iluminação dos ingredientes morais que os constituem, a fim de que se tornem fatores de aprimoramento e felicidade, a benefício da criatura em trânsito para a realidade maior.
A convite do Espírito André Luiz, os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam os textos deste livro em noites de quintas e terças-feiras, na cidade de Uberaba, Estado de Minas Gerais.
O prefácio de Emmanuel e os capítulos pares foram recebidos pelo médium Francisco Cândido Xavier, e o prefácio de André Luiz e os capítulos ímpares foram recebidos pelo médium Waldo Vieira. (Nota dos médiuns.)

ANDRÉ LUIZ

Uberaba, 11-8-59.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 22 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º.17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º.279. - MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. - MEDIUNIDADE (MENSAGEM DE EMMANUEL.) - (CHICO XAVIER..)


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.

MEDIUNIDADE.

Acena-nos a antiguidade terrestre com brilhantes manifestações mediúnicas, a repontarem da História.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com um dos seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos, freqüentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.
Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no Cristianismo nascituro.
Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se lhe mantiveram leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes, quando, associadas as suas forças, por se acharem “todos reunidos”, os emissários espirituais do Senhor, através deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas, simultaneamente, para os israelitas de procedências diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta.
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar e pela imposição das mãos.
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais vampirizavam.
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para outro, vê o próprio Cristo, às portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções.
E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus, condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede-lhe socorro para o companheiro que encetava a tarefa.
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais prestam contínua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antioquia, a mediunidade opera serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome Agabo, incorpora um Espírito benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a Paulo e Barnabé.
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um varão, em Espírito, a pedir-lhe concurso fraterno.
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar de guardarem consigo a Bênção Divina, experimentavam injustiça e perseguição. Quase por toda a parte, padeciam inquéritos e sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhes dizem respeito, vêem-se Pedro e João segregados no cárcere. Estêvão é lapidado. Tiago, o filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada.Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires cristãos, sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação por impositivos de ordem política. Apenas há alguns séculos, vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos; Lutero transitando entre visões; Teresa d’Ávila em admiráveis desdobramentos; José de Copertino levitando ante a espantada observação do papa Urbano 8º, e Swedenborg recolhendo, afastado do corpo físico, anotações de vários planos espirituais que ele próprio filtra para o conhecimento humano, segundo as concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui, colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da conjugação de ondas mentais, além de, com isso, demonstrar que a força magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram, medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem e concluem, argumentam e esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.

EMMANUEL

Uberaba, 6 de agosto de 1959.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 18 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 278. - REGISTRO DE ALLAN KARDEC. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE.

         Registros de Allan Kardec.

No estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados, ou não encarnados, comunicação que se estabelece pelo contacto dos fluidos, que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio elétrico.
“O Livro dos Espíritos” – Pág. 233. FEB, 27ª edição.
* * *
Salvo algumas exceções, o médium exprime o pensamento dos Espíritos pelos meios mecânicos que lhe estão à disposição e a expressão desse pensamento pode e deve mesmo, as mais das vezes, ressentir-se da imperfeição de tais meios.
“O Livro dos Médiuns” – Pág. 229. FEB, 26ª edição.
* * *
A mediunidade não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos; faltando estes, já não há mediunidade.
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Pág. 311. FEB, 48ª edição.
* * *
Por toda a parte, a vida e o movimento: nenhum canto do Infinito despovoado, nenhuma região que não seja incessantemente percorrida por legiões inumeráveis de Espíritos radiantes, invisíveis aos sentidos grosseiros dos encarnados, mas cuja vista deslumbra de alegria e admiração as almas libertas da matéria.
1 Designados pelo Autor espiritual.
 “O Céu e o Inferno” – Página 34. FEB, 18ª edição.
* * *
São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de acordo com as circunstâncias. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado, como no magnetismo ordinário; doutras vezes é rápida, como uma corrente elétrica.
“A Gênese” – Pág. 279. FEB, 13ª edição.

         Fonte:  - Livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE. – pelo Espírito de André Luiz.- Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB. Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. -MÉDIUM E MEDIUNIDADE. ANEXO N º.277.- O MÉDIUM E A ORAÇÃO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


        O MÉDIUM E A ORAÇÃO.

Não pode existir mediunidade que desconheça a oração, força viva que desabrocha o celeiro das faculdades mediúnicas. A prece consubstancia recursos em variados pontos do suprimento maior, dotando o médium de capacidades benfeitoras, que podem e devem ser usadas em favor da coletividade. A oração acorda, em quem ora, energias sublimadas, desatando fontes de grandes poderes, que poderão ser dirigidas pela mente, na educação que a própria mediunidade com Jesus favoreceu, por misericórdia.
O médium que se esquece da oração está sujeito a envolver-se com as trevas, e as conseqüências dessa aliança serão desastrosas. A prece deve ser para o mediador como a higiene e a alimentação para o corpo: imprescindíveis. Se o corpo físico precisa das vestes para se compor, a alma carece das vestes tecidas pela oração, coadjuvante indispensável para todas as tarefas do Espírito. A súplica tem várias dimensões e uma das mais importantes
O iniciado aprende a falar sem concurso do verbo e aprende a ouvir sem usar os ouvidos da carne. A vida espiritual é a perfeição de todos os métodos que os anjos compreendem. Eles trabalham para nos ensinar pelo processo das virtudes, que usam sem constrangimento, dentro da maior simplicidade, como ação natural das suas vidas. Ao contrário, nós outros, para conquistarmos algumas delas, haveremos de fazer um esforço descomunal, sofrendo a rejeição de todos os corpos que usamos, por nos faltar afinidade com esse modo de vida. Todas as mudanças nos trazem desarmonia, pelo menos a princípio: o preparo do terreno para o plantio, a remoção de uma casa velha para construir uma nova, as mudanças de canalizações em ruas, etc.
O homem que deseja elevar-se em todos os cambiantes da evolução, deve entregar-se às lutas na mesma correspondência das necessidades, e ele encontra contrastes dentro de si em maior quantidade do que em todas as guerras e infortúnios externos.
O médium deve ser um desses homens que precisam e devem lutar para o seu progresso e, para tanto, não podem se esquecer da oração, mecanismo poderoso que os ajuda a vencer as tempestades externas e as revoltas internas, que certamente surgirão. Não estamos, encarnados e desencarnados, na atmosfera da Terra para cruzarmos os braços sem tomar decisões. Nossa meta é avançarmos em todas as direções da vida e conquistarmos todo o bem que a vida nos propõe. Pedimos a Deus e a Jesus que nos ajudem a nos ajudar a nós mesmos porque, depois desse preparo, poderemos auxiliar os outros com maior segurança.
Vamos pedir aos benfeitores da espiritualidade maior que nos assistam, a fim de despertarmos para o bem e que a caridade cristã nos desperte para o amor.
Pedimos ao médium para não se esquecer da oração cotidiana, como alimento indispensável aos segredos da alma.
Se quiseres comunicar-te com os que já passaram para a espiritualidade, exercita a prece, nos moldes que Jesus te ensinou, e que todos nós usamos como fonte de forças e combustível cósmico em todos os tipos de andanças no Universo, porque o Pai Celestial ora constantemente na feição da harmonia estabelecida na criação. Ele usa a palavra em todas as dimensões: é o verbo de luz na criação permanente de todas as coisas.
Podes ver e sentir os poderes da prece, pelo que abaixo se segue:
A prece é o empenho da alma em ascensão.
Não existe alegria pura sem oração.
Toda súplica manifesta em si algo de superior.
Quem ora está saindo de si para entrar em Deus.
A prece é o socorro que Deus nos ensinou a pedir nas dificuldades.
Orar é penetrar no desconhecido, dentro de nós.
A prece é um jeito divino de nos mostrar o céu na alma.
Quem ora e confia na prece, encontra forças para lutar.
A prece é um modo de encontrar as soluções dos problemas.
Orar é acender uma luz maior no coração da vida.
Quem ora, orienta a si mesmo.
O ato de orar é gratidão e reverência ao fato de viver.
A prece e uma fonte de luz que alimenta e supre as necessidades do Espírito.
Quem não ora, desconhece as belezas da vida.
A oração conforta e abre os caminhos de esclarecimentos para o Espírito.
*
A súplica é forca de Deus, que pode nascer na força do homem.
Se a prece é luz, por que não a acendemos em nós?
Quem costuma orar com eficiência faz nascer o Cristo no coração.
A oração com Cristo é uma usina onde não faltam energias para a vida.
Quem ora em favor dos outros, cria paz para si mesmo.
Quem tem o hábito de orar, sente a felicidade em sorrir.
Pedimos e aconselhamos a todos os médiuns para não se esquecerem da prece antes de qualquer trabalho espiritual, pois ela é uma segurança mediúnica que nos conforta e nos dá vida na vida do Cristo, sob as bênçãos de Deus.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 8 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO.- AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 276. - O MÉDIUM E O ESPIRITISMO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  O MÉDIUM E O ESPIRITISMO.

A mediunidade está ligada, de certa maneira, à doutrina dos Espíritos, por ser o instrumento pelo qual se sustenta essa filosofia religiosa, de conseqüências científicas. Quando se fala em Espiritismo, lembra-se imediatamente da mediunidade. São duas forças inseparáveis. A doutrina dos Espíritos surgiu pelos fenômenos dos dons espirituais, analisados e testados, e colocados à luz pelos mais cultos Espíritos da época, fazendo com que se cumprisse a profecia de Jesus, citada em João, capítulo catorze, versículo dezesseis:
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. De fato, enviou o Consolador, sob a forma de uma doutrina, por um dos seus discípulos mais lúcidos no entendimento das leis espirituais. E esse Consolador não veio somente na forma de consolar, mas trouxe a misericórdia de instruir também, mostrando à humanidade o mesmo cristianismo primitivo, com o mesmo perfume espiritual do Cristo de Deus.
A doutrina dos Espíritos veio igualmente valorizar a mediunidade, colocá-la no mais alto esplendor da função de um ministério: o de fazer materializar-se junto aos homens as mais belas páginas de moral filosófica e mesmo científica, que antes estavam ocultas pela ignorância dos próprios homens. Podemos considerar que, com o advento do Espiritismo no mundo, registraram-se chuvas e mais chuvas de livros mediunicos, que ora percorrem muitas nações levando a palavra de vida, senão a palavra de Deus, a todas as criaturas, como o Evangelho manifestado na mais intensa luz de amor e de caridade.
O médium desligado da Doutrina Espírita está sujeito ao desvio da sua missão, por não encontrar as bases da sua formação mediunica e ser influenciado pelas sutilezas das trevas, como já aconteceu com vários deles. Mesmo sendo animados por bons sentimentos, faltava-lhes o conhecimento das obras que se estenderam, por favor do Cristo, como escola dos primeiros saberes, onde poderiam formar o caráter dos intermediários dos Espíritos. O Espiritismo é, pois, a árvore e os médiuns são os seus galhos. Por lei, não devem estar separados, para que os frutos se consolidem na eternidade do amor. E desses galhos poderão nascer outros, sob o empuxo do progresso. As lições da doutrina são contínuas; não pode haver interrupção nelas, por serem de caráter evolutivo, trazendo luz para os homens, de acordo com o progresso dos mesmos.
Se és médium, deves escutar e atender os convites dessa doutrina, que reuniu várias experiências em livros e aprendeu através do tempo a consolidar múltiplos conselhos em favor dos seus profitentes. E os Espíritos encarregados desse Consolador prometido pelo Cristo cumprem a vontade do Senhor, mandando lições imortais por intermédio dos dons mediúnicos, para consolação e instrução da humanidade.
O pastor nunca abandona suas ovelhas. Jesus está à frente do Evangelho redivivo, que deverá ser restaurado em toda a parte para todas as criaturas, manifestando o reino de Deus, a terra da promissão, vista e visualizada por Moisés.
A Doutrina Espírita, tornamos a dizer, é um gigante de luz, como um sol magnético que deverá absorver todos os sistemas filosóficos e religiosos, selecionar suas diretrizes, limpar suas metas e, fundindo todos, transformará tudo em um mar de sabedoria, um só campo onde todas as ovelhas poderão pastar juntas o alimento do amor, e todos os pastores entregarão seus bastões a Cristo, como o único Pastor de todo o rebanho.
Eis o fim das provações humanas e o princípio da felicidade na Terra. O Espiritismo é uma doutrina diferente, porque não impõe seus conhecimentos. Ele espera a maturidade dos companheiros, nada teme, por saber que a verdade não é temerosa e quem está no leme dos destinos da humanidade é Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca falhou, nem sairá dos caminhos de Deus. Toda agremiação espírita deve ser uma escola onde não faltem livros e aulas, esclarecimentos e trabalhos, o cultivo da prece e a cura dos enfermos. Cristo nos pede que nos demos as mãos, fracos e fortes, doentes e sadios, pobres e ricos, intelectuais e ignorantes, santos e párias, na manifestação do amor, para que a fraternidade se estenda por toda a parte, provando, assim, que aprendemos o que Ele nos ensinou.
E bom que o médium escute: se tens o dom da palavra, ajuda aos que sofrem, falando com eles da bondade de Deus e da misericórdia de Jesus, da intervenção dos Espíritos e da manifestação dos mesmos em todas as atividades humanas. Se tens o dom da alegria pura, faze com que ela seja uma fonte onde todos os desesperados bebam, sem que a exigência atrapalhe suas faculdades. Se te compadeces dos que sofrem a fome e a nudez, trabalha por eles, com o dom da caridade, porque ela sempre se manifesta através do amor. Se a tua mediunidade é escrevente, escreve em nome de Deus, consolando e instruindo as criaturas e, nesse seguimento, não deves parar. Avança com todas as faculdades que possuíres para a paz e a saúde de todos os seres, que é assim que podemos registrar a volta do Senhor nas nuvens dos corações, a nos dizer:
Estou feliz por amar eles a todos como eu vos amei.
E o instrumento dessa renovação espiritual pode será mediunidade, mas ligada ao Espiritismo, dirigido por Cristo.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º 275. - A MEDIUNIDADE E O HOMEM. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  A MEDIUNIDADE E O HOMEM.

A mediunidade no homem é uma oportunidade de servir, principalmente no campo espiritual. A comunicação entre encarnado e desencarnado, ou vice-versa, proporciona meios diversos de restaurar os sentimentos em desacerto, quando essa faculdade se firma nos princípios do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Podemos dizer que a mediunidade cristã se alimenta na alvorada do amor. Se buscas o desenvolvimento dos teus dons mediúnicos, não te esqueças de fazer uma revisão interior, vê e sente o que vens fazendo da vida. E se não estiveres dentro dos princípios da moral evangélica, trabalha em ti mesmo, acertando pensamentos e corrigindo idéias, aprimorando sentimentos e educando a fala, no sentido de que a tua vida trilhe as linhas do amor, e de que esse amor inspire a caridade, que te possa levar a paz ao coração. Começa atenuando os inconvenientes dos teus impulsos inferiores e passa a dominar os instintos em desencontro com a moralidade, cauterizando as chagas abertas pelo ódio, abençoando os ofensores com a força do amor, expurgando os inimigos do ciúme e da inveja, alimentando a confiança e o desprendimento dentro da moderação, que nasce sempre da humildade.
Toda mediunidade em exercício cria sensibilidade maior, que poderá ser desviada, recepcionando forças das trevas. Para evitar isso, não deves esquecer da segurança mediúnica, da vigilância dos teus dons que mencionamos nestas páginas. Este livro servirá de inspiração para o que deves fazer quando agredido pelas forças inferiores. Intenta, quantas vezes for preciso, reformas de todos os tipos. Regenera-te em todos os sentidos, fundindo e refundindo os valores da alma na alma do Mestre, porque quem anda com Ele, está seguro nas suas caminhadas e jamais perde a direção da vida.
O médium inteligente e que valoriza as virtudes, cultiva-as, deixa morrer nele o homem velho e renascer o homem novo, diante de todas as idéias, atualizando sempre suas atitudes referentes ao bem. Não perde tempo; onde estiver, procura ajudar, servindo sempre de canal para a verdadeira paz.
Em tudo o que fizeres, não te esqueças do aperfeiçoamento e da formação das idéias. Seleciona todas elas, para que a boca não sirva de motivo de escândalo.Que a tua presença a ninguém incomode.
O homem, quando começa a esforçar-se para melhorar, inicia o despertar dos dons e os dons despertados, abrem a senda do companheiro para novas luzes da espiritualidade.
O homem encarnado, mesmo o intelectual, ou o que se ligou à ciência, ou aquele que já considera o amor como caminho da libertação, ainda desconhece a função mediúnica. Ela escapa às deduções humanas, por ser sutil às pesquisas físicas. Apóia-se no físico, mas está radicada no Espírito, avançando para o infinito, integrando-se nele como filho do incognoscível. A mediunidade liga os dois mundos e vive nas duas dimensões, em pleno vigor.
As criaturas espiritualistas estão começando a compreender as primeiras letras dos dons espirituais, enraizadas na consciência.
Com o que já leste deste livro, das nossas simples anotações sobre a mediunidade, que queres fazer das tuas faculdades? Vê que todas elas estão ligadas aos centros mais sensíveis do teu ser, sob certo comando da vontade, que surge na mente. Aproveita a liberdade que tens e usa-a com discernimento, para no amanhã não vires a arrepender-te do que fizeste dos talentos que o Senhor da Vida te deu. Aprende a ser um bom semeador, por ser a colheita nas mesmas nuanças da semeadura.
Ninguém engana a verdade. Ela vibra qual o sol ao meio-dia, para as criaturas de Deus. A justiça é uma lei e existe qual o vento e a água que nos protegem e nos castigam, quando não respeitamos seus direitos de nos ajudar. O preguiçoso é castigado pelas próprias necessidades e o que trabalha em demasia sofre as conseqüências da própria desarmonia. A moderação é o caminho mais acertado, em todos os trabalhos que encetamos para viver e o discernimento nos leva à amplitude da alegria e do bem-estar. O homem recebeu os dons mediúnicos, não para abuso de poderes, mas para refazer suas forças, ajudando os semelhantes com assistência espiritual. Ajuda, mas aprende a ajudar. Serve, mas aprende a servir, porque quem dá o que não tem fica devendo a própria dádiva.
Quando exercitas a mediunidade, muitas estações de energias se movimentam em teu corpo físico, e muitos centros espirituais se encadeiam sob o comando da tua vontade. Pensa bem no que estás fazendo com esses dons e se duvidas onde está o caminho certo, ora e procura o Mestre dos mestres, que Ele, mesmo aparentemente distante de ti, tem recursos para orientar-te com segurança, porque ninguém fica órfão do Seu amor.
O homem com a mediunidade em Cristo sentirá a glória de Deus.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)