MEDIUNIDADE
E TRABALHO.
Reunião pública de 5/12/1960 - Questão nº 301 Parágrafo 10º
Diante das obrigações naturais que a mediunidade impõe em sua
prática, muitos companheiros trazem à baila desculpas diversas que lhes
justifiquem a fuga, embora demonstrem vivo Interesse na aquisição de poderes
psíquicos.
Afirmam que a tarefa exige muito trabalho; entretanto, ninguém
consegue cultivar viçoso canteiro de couves sem dispensar-lhe assistência
contínua.
Alegam que o assunto é quase sempre tumultuado por muitas
criaturas ignorantes, esquecendo-se de que eles mesmos, sem os benefícios da
escola, estariam compulsoriamente entre elas.
Asseveram que a realização reclama longo tempo; contudo, a
obtenção de um título especial, em qualquer profissão, solicita a experiência
de anos a fio.
Queixam-se de que o serviço atrai o sarcasmo de muita gente, mas
se o homem foge de semear, porque a lama da gleba lhe macule superficialmente
os braços, ninguém lavraria a terra.
Clamam que a obra grava pesados tributos em disciplina; no
entanto, apagado trapezista, para impressionar favoravelmente num parque de
diversões, é compelido a ginástica e exercícios incessantes.
Dizem que o mandato pede excessiva renúncia; no entanto, sem o
sacrifício dos operários do progresso, as máquinas poderosas, que assinalam a
civilização da atualidade, não existiriam no mundo.
*
Não admitas possa haver construção útil sem estudo e atividade,
atenção e suor.
O diamante é habitualmente retirado de terreno agressivo.
Humilde folha de alface, para servir anônima, cresce fazendo
força.
Mediunidade na lavoura do espírito é igual a planta nobre na
lavoura comum.
Deus dá a semente, mas, para que a semente produza, não prescinde
do esforço de nossas mãos.
Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado
por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro,
RJ, - Abril de 2000.

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