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terça-feira, 14 de julho de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - DEVE-SE PÔR UM FIM PROVAS DO PRÓXIMO. - São Luiz – Paris, 1860. - ITEM N º. 31. - ALLAN KARDEC.

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO V.

       BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

DEVE-SE PÔR UM FIM PROVAS DO PRÓXIMO

                                 São Luiz – Paris, 1860.

31. Aqueles que aceitam o seu sofrimento com resignação, por submissão à vontade de Deus, e visando à sua felicidade futura, não trabalham apenas para si mesmos? Podem tornar seus sofrimentos proveitosos aos outros?   

            Esses sofrimentos podem ser proveitosos aos outros, material e moralmente. Materialmente se, pelo trabalho, privações e os sacrifícios a que se impõem, contribuem para o bem-estar material do seu próximo. Moralmente, pelo exemplo que dão com a sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os infelizes a resignação, salva-los do desespero e de suas conseqüências desastrosas para o futuro.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - DEVE-SE PÔR UM FIM PROVAS DO PRÓXIMO. - ITEM N º. 27. - ALLAN KARDEC.

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO V.

          BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

      DEVE-SE PÔR UM FIM PROVAS DO PRÓXIMO.

            Bernardin, Espírito Protetor - Bordeaux – Paris 1863.

                27.          Deve-se pôr um fim às provas do próximo, ou é preciso, por respeito às vontades de Deus, deixá-las seguir o seu curso?
                Dissemos e repetimos muitas vezes que estais na Terra de expiação para concluir vossas provas e tudo o que vos acontece é uma conseqüência de vossas existências anteriores, é o peso e obrigação da dívida que tendes a pagar. Mas este pensamento provoca reflexões em algumas pessoas, idéias as quais é necessário combater, pois poderiam ter conseqüências desastrosas.
                Alguns pensam que, a partir do momento em que se está na Terra para expiar, é preciso que as provas sigam o seu curso. Existem mesmo os que até acreditam que não somente é preciso não fazer nada para atenuá-las, mas que, ao contrario, é preciso contribuir para torná-las mais  proveitosas, agravando-as. É um grande erro. Sim, vossas provas devem seguir o curso que Deus lhes traçou, mas conheceis esse curso? Sabeis até que ponto elas devem ir, ou se o vosso Pai Misericordioso não disse ao sofrimento deste ou daquele de vossos irmãos: “Não iras mais além?” Sabeis se a providência não vos escolheu, não como um instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o alívio de consolação que deves cicatrizar as chagas que Sua justiça tinha aberto? Quando virdes, pois, um de vossos irmãos feridos, não deveis dizer: “É a  justiça de Deus, é preciso que ela siga o seu curso”; mas dizei, ao contrário: “Vejamos que meios nosso Pai Misericordioso colocou em meu poder para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se minhas consolações morais, meu apoio material, meus conselhos não poderão ajudá-lo a transpor esta prova com ânimo, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não colocou em minhas mãos os meios de fazer parar esse sofrimento, se não me foi dado também os meios de fazer parar esse sofrimento; se não me foi dado também como prova, ou expiação, deter o mal e substituí-lo pela paz”.
                Ajudai-vos uns aos outros, sempre, em vossas provas. Nunca vos torneis instrumento de tortura para ninguém. Este pensamento deve revoltar todo homem de bom coração, principalmente os espíritos, pois estes devem entender o alcance infinito da bondade de Deus. O Espírita deve pensar que toda a sua vida tem de ser um ato de amor e dedicação, e que qualquer coisa que faça não contrariará, não causará embaraços às decisões do Senhor, não alterará o curso da Justiça Divina. Pode, sem receio, usar todos os seus esforços para suavizar a amargura da expiação do seu próximo, mas somente Deus pode detê-la ou prolongá-la, segundo julgue necessário.
                Não haveria um extremo orgulho por parte do homem ao se acreditar no direito de remexer, por assim dizer, a lâmina na ferida? Se aumentar a dose da amargura no peito daquele que sofre, sob o pretexto de que isso é sua expiação? Olhai-vos sempre como um instrumento escolhido para fazê-la parar. Resumamos desse modo,; Estais todos na Terra para expiar; mas todos, sem exceção, deveis empregar todos os vossos esforços para suavizar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei de amor e de caridade.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - PROVA VOLUNTÁRIAS. O VERDADEIRO CILÍCIO. - Um Anjo Guardião – Paris 1863. - ITEM N º. 26. - ALLAN KARDEC

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                        CAPÍTULO V.

       BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.
    
 PROVA VOLUNTÁRIAS. O VERDADEIRO CILÍCIO

                       Um Anjo Guardião – Paris 1863.

            26. Perguntais se é permitido ao homem suavizar suas próprias provas? Essa questão lembra estas outras: É permitido àquele que se afoga procurar se salvar? Àquele que tem um espinho encravado, retirá-lo? As provas tem por objetivo exercitar a inteligência, a paciência e a resignação. Um homem pode nascer numa posição humilde e difícil, precisamente para obrigar a procurar os meios de vender as dificuldades. O mérito consiste em suportar sem lamentação as conseqüências dos males que não se podem evitar, em continuar na luta, em não se desesperar se não for bem sucedido, sem nunca, porém, agir com displicência, o que seria antes preguiça do que virtude.
            Essa questão conduz naturalmente  a uma outra, uma vez que Jesus disse: Bem-aventurados os aflitos, há mérito em procurar aflições, agravando suas provas com sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: sim, há um grande mérito quando os sofrimentos e as provações tem por objetivo o bem do próximo, pois Istoé a caridade por meio de sacrifício. Não, quando visa apenas favorecer a si mesmo, porque é egoísmo vaidoso.
            Aqui, há uma grande distinção a se fazer: para vós, pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos envia e não aumenteis a carga por vezes já tão pesada; aceitai-as sem lamentações e com fé, é tudo o que Ele vos pede. Não enfraqueçais vosso corpo é transgredir a Lei de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e fortificá-lo; enfraquecê-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis: esta é a lei. O abuso das melhores coisas traz sua punição, que acarreta conseqüências inevitáveis.
            Outra coisa são os sofrimentos que alguém impõe a si próprio em favor de outrem. Se suportais o frio e a fome para reanimar e alimentar aquele que tem necessidade do alimento e do agasalho, e se vosso corpo padece em conseqüências disso, eis o sacrifício que é abençoado por Deus. Vós, que deixais vossos aposentos perfumados para ir a uma habitação miserável levar a consolação, que sujas vossas mãos delicadas cuidando de chagas, que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que apenas é vosso irmão em Deus, enfim, vós que usais vossa saúde na prática das boas obras, eis vosso sacrifício abençoado, pois as alegrias do mundo ressecaram vosso coração; não adormeceste em meio aos prazeres ilusórios da riqueza, mas vos fizestes anjos consoladores dos pobres abandonados.
            Mas vós, que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento, que utilidade tendes na Terra? Onde está vossa coragem nas provas, uma vez que fugis da luta e desertai do combate? Se quiserdes um sacrifício, aplicai-o sobre vossa alma e não sobre vosso corpo; mortificai vosso Espírito e não vossa carne; castigai vosso orgulho, recebei as humilhações sem vos lamentardes; pisai em vosso amor-próprio; resisti à dor das ofensas e à calúnia mais torturante que a dor física. Eis a verdadeira penitência, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão vossa coragem e vossa submissão à vontade de Deus.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. V. - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - A MELANCOLIA. - François de Genève – Bordeaux. - ITEM N º. 25. - ALLAN KARDEC.

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                       CAPÍTULO V.

       BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

                             A MELANCOLIA.

                               François de Genève – Bordeaux.

            25.       Sabeis por que uma certa tristeza se apodera, às vezes, de vossos corações e vos faz achar a vida tão amarga? É o vosso Espírito que anseia pela liberdade e felicidade e, no corpo, que lhe serve de prisão, esgota-se em esforços inúteis para dele sair. Mas, ao ver que não consegue, cai em desânimo, e o corpo sofre uma influência com o enfraquecimento, o abatimento e uma espécie de indiferença que se apoderam de vós, e julgai-vos infelizes.
            Acreditai em mim, resisti com energia a essas impressões que enfraquecem a vontade. Esses desejos a uma vida melhor são próprios do Espírito de todos os homens, mas não a procureis aqui na Terra. Neste momento, quando Deus vos envia seus Espíritos para vos instruir sobre a felicidade que vos reserva, esperai pacientemente o anjo da libertação que deve vos ajudar a romper os laços que mantêm vosso Espírito cativo. Lembrai-vos do que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão, e não duvideis nunca, seja na dedicação à vossa família, seja no cumprimento dos diversos deveres que Deus vos confiou. Se, no decorrer dessa prova, ao desempenhar vossa tarefa, virdes os deveres, as preocupações, os desgostos investido contra vós, sede fortes e corajosos para os suportar. Enfrentai-os corajosamente; são de curta duração e devem vos conduzir para perto dos amigos por quem chorais, que se alegrarão com vossa chegada entre eles e vos estenderão os braços para vos conduzir a um lugar onde os desgostos da Terra não existem.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - A VERDADEIRA INFELICIDADE. - Delphine de Girardin - Paris. 1861. - ITEM N º. 24. - ALLAN KARDEC.

 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                         CAPÍTULO V.

        BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

            A VERDADEIRA INFELICIDADE.

                                   Delphine de Girardin - Paris. 1861.

            24.       Todos falam da infelicidade, já a sentiram alguma vez e acreditam conhecer seus vários aspectos. Eu venho vos dizer que quase todas as pessoas se enganam e que a verdadeira não é aquilo que os homens, ou seja, os infelizes, supõem. Eles a vêem na miséria, na lareira sem fogo, no credor exigente, no berço vazio do anjo que sorria, na lágrimas, no caixão que se acompanha com a fronte descoberta e o coração partido, na angústia da traição, na miséria do orgulhoso que gostaria de se vestir de ouro e que esconde com dificuldade sua nudez nos farrapos da vaidade. Tudo isso e ainda muitas outras coisas dá-se o nome de infelicidade na linguagem humana. Sim, é a infelicidade para aqueles que vêem o presente; mas a verdadeira infelicidade está mais nas conseqüências de um fato do que ele próprio. Dizei-me se o acontecimento mais ditoso por um momento, mas seguido de conseqüências funestas, não será realmente maior infelicidade do que o que cause a princípio uma forte contrariedade, as acabe por produzir o bem. Dizei-me se a tempestade que parte as árvores, mas saneia a atmosfera, dissipando os miasmas insalubres que pudessem causar a morte, não será antes uma felicidade que uma infelicidade.
            Para julgar as coisas é mister ver-lhe as consequências; assim é que, para apreciar o que benéfico ou maléfico para o homem, preciso é que nos transportemos acima desta vida, porque lá é que os efeitos se fazem sentir. Ora, tudo quanto se chama infelicidade, consoante a vossa estreita visão, cessa com a vida e encontra compensação na existência futura.
            Vou revelar-vos a infelicidade sob novo aspecto, através de uma bela e agradável forma, que acolhereis e desejareis com todas as veras d vossa alma ludibriada. A infelicidade está na alegria, no prazer, no rumor, na agitação leviana, na louca satisfação dessa vaidade que sufoca a consciência, oprime a atividade do pensamento e atordoa o homem com relação a seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento, que atraís com todas as energias.
            Esperai vós que chorais! Tremei vós outros que rides, porque já satisfizestes o corpo! Não se pode iludir a Deus, nem se escapa do destino, e as vossas provações, credoras mais impiedosas que a malta açulada pela miséria, espreitam a vossa ilusória tranquilidade para vos lançar subitamente na agonia da verdadeira infelicidade, surpreendendo-vos a alma afrouxada pela indiferença e pelo egoísmo.
            Oxalá que o espiritismo vo esclareça e reponha no seu legítimo foco a verdade e o erro, tão estranhamente desfigurados pela vossa cegueira! Então agireis como bravos soldados, que, longe de fugir ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados, à paz que lhes não pode conferir nem glórias, nem progresso. Que importa ao soldado perder na escaramuça as armas, as mochilas, o fardamento, desde que dali saia vencedor e glorioso? Que importa a quem tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a fortuna e o indumento de carne, de vez que a sua alma entre radiosa no reino celeste?

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - OS TORMENTOS VOLUNTÁRIOS. - Féneleon - Lyon, 1860. - ITEM N º. 23. - ALLAN KARDEC

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO V.

       BEM -AVENTURADOS OS AFLITOS.

OS TORMENTOS VOLUNTÁRIOS.

                                   Féneleon – Lyon, 1860

23. O homem está incessantemente a procura da felicidade que lhe foge sem parar, pois a felicidade pura não existe na Terra. Entretanto, apesar dos sofrimentos que formam o desfile inevitável desta vida, ele poderia pelo menos desfrutar de uma felicidade relativa se não condicionasse essa felicidade as coisas perecíveis e sujeitas as mesmas contrariedades, ou seja, aos prazeres materiais, ao invés de procurá-la nos prazeres da alma, que são uma antecipação dos prazeres celestes imperecíveis. Ao invés de procurar a paz do coração única felicidade real aqui na Terra, é ávido por tudo aquilo que pode agitá-lo e perturbá-lo e, coisa curiosa, parece criar propositadamente tormentos que dependia só dele evitar.
Haverá maiores tormentos do que aqueles causados pela inveja e pelo ciúme? Para o invejoso e o ciumento não há repouso: estão sempre excitados pelo desejo, o que eles não têm e outros possuem causa-lhes insônia. O sucesso de seus rivais lhes dá vertigem; seu único interesse é de menosprezar os outros, toda a sua alegria está em excitar, nos insensatos como eles, a ira do ciúme de que estão possuídos. Pobres insensatos, de fato, nem sonham que talvez amanhã será preciso deixar todas as futilidades cuja cobiça envenena suas vidas! Não é para eles que se aplicam estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois serão consolados, visto que suas preocupações não tem recompensa no Céu.
De quantos tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe se contentar com o que tem, que Vê sem inveja aquilo que não é seu, que não procura parecer mais do que é. Ele está sempre rico, pois, se olha abaixo de si, ao invés olhar acima, verá sempre pessoas que tem menos. É calmo, pois não cria necessidades ilusórias e não é a calma, em si mesma, uma felicidade em meio as tempestades da vida?

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - SE FOSSE UM HOMEM DE BEM TERIA MORRIDO. - Féneleon – Sens, 1861. - ITEM N º. 22. - ALLAN KARDEC

      EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                             CAPÍTULO V.

              BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

SE FOSSE UM HOMEM DE BEM TERIA MORRIDO.

                                      Féneleon – Sens, 1861

            22. Dizeis, muitas vezes, referindo-se a um homem mau que esacapa de um perigo: Se fosse um homem bom teria morrido. Pois bem, ao dizer isso podeis até estar com a verdade. Muitas vezes, Deus dá efetivamente a um Espírito, ainda jovem nos caminhos do progresso, uma prova mais longa do que a um homem bom, o qual poderá receber, como recompensa de seu mérito, o favor de uma prova tão curta quanto possível. De qualquer forma, quando dizeis: Se fosse um homem de bem, teria morrido, estais cometendo uma ofensa.
            Se um homem de bem morre e se o vizinho da casa ao lado é um malvado, dizeis: Seria melhor que este se fosse. Acontece que estais julgando erroneamente, pois aquele que parte acabou sua tarefa, e aquele que fica talvez nem ateria começado. Por que gostaríeis, então, que o mau não tivesse tempo de terminá-la e que o outro ficasse ligado à gleba terrena? Que direis de um prisioneiro que, tendo cumprido o tempo de sua pena, permanecesse na prisão e fosse dada a liberdade a um outro que não tivesse esse direito? Sabei, pois, que a verdadeira liberdade está na libertação dos laços corporais, e, enquanto estiverdes na Terra, estareis em cativeiro.
            Habituai-vos a não julgar aquilo que não podeis compreender e acreditai que Deus é justo em todas coisas. Muitas vezes o que vos parece um mal é um bem; mas vossas capacidade são tão limitas que o conjunto do grande todo escapa aos vossos rudes sentidos. Esforçai-vos para deixar, pelo pensamento, vossa mesquinha visão, e, à medida que vos elevardes, a importância da vida material diminuirá aos vossos olhos e apenas vos parecerá um incidente, na duração infinita da vossa existência espiritual, a única existência verdadeira.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO V. - MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - FENÔMENOS DE TRANSPORTE. - ITEM N º. 99. - ALLAN KARDEC.

              O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                              SEGUNDA PARTE.

                                     CAPÍTULO V.

  MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

            FENÔMENOS DE TRANSPORTE.

99. Continuação... Este fenômeno oferece uma particularidade bastante singular, e é que certos médiuns não obtém senão no estado sonambúlico, e isso se explica facilmente. Há, no sonambulismo, um desprendimento natural, uma espécie de isolamento do Espírito e do perispírito, que deve facilitar a combinação dos fluidos necessários. Tal é o caso dos transportes, dos quais fomos testemunha. As questões seguintes foram endereçadas ao Espírito que os havia produzido, mas suas respostas, por vezes, de sua insuficiência; nós as submetemos ao Espírito Erasto, muito mais esclarecido do ponto de vista teórico, e que as completou com observações muito judiciosas. Um é o artesão, o outro o sábio, e a própria comparação dessas duas inteligências é um estudo instrutivo, porque prova que não basta ser Espírito para tudo compreender.
            18. Como introduzistes esses objetos, outro dia, pois o quarto estava fechado?
Fi-los entrarem comigo, envolvidos, por assim dizer, na minha substância;quanto a vos dizer mais, isso não é explicável. 
            19. Como fizestes para tornar visíveis esses objetos que estavam invisíveis um instante antes?
            Retirei a matéria que os envolvia.

            Nota de Erasto. Não é a matéria, propriamente dita, que os envolve, mas um fluido tomado metade do perispírito do médium, metade do Espírito que opera.

            20. (A Erasto). Um objeto pode ser transportado num lugar perfeitamente fechado, em uma palavra, O Espírito pode espiritualizar um objeto material, de maneira que possa penetrar a matéria?
            Esta questão é complexa. Para os objetos transportados, o Espírito pode torná-los invisíveis, mas não penetráveis; não pode romper a agregação da matéria, o que seria a destruição do objeto. Tornando invisível esse objeto, pode transportá-lo quando quiser, e não apartar-se dele senão no momento conveniente para fazê-lo aparecer. Ocorre de outra forma para aqueles que nós o compomos; como não introduzimos senão os elementos da matéria e como esses elementos são essencialmente penetráveis; e como penetramos, nós mesmos, e atravessamos os corpos mais condensados, com tanta facilidade como os raios solares atravessamos as vidraças, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar, por mais fechado que seja; mas é somente neste caso.  

            Nota. Veja-se, adiante, para a teoria da formação espontânea dos objetos, o capítulo intitulado: Laboratório do mundo invisível.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - PERDAS DAS PESSOAS AMADAS. MORTES PREMATURAS. - ALLAN KARDEC.

 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                        CAPÍTULO V.

       BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

 PERDAS DAS PESSOAS AMADAS. MORTES PREMATURAS.

   Sansão, antigo membro da sociedade Espírita de Paris – Paris, 1863.

            21. Quando a morte se faz presente nas nossas famílias, levando sem critério os jovens antes dos velhos, dizei muitas vezes: “Deus não é justo, já que sacrifica aquele que é forte, e com um futuro pela frente, para conservar aqueles que já viveram longos anos cheios de decepções; leva aqueles são úteis e deixa aqueles que não servem mais para nada; parte o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que fazia toda a sua alegria.
            Criaturas humanas, é nisso que tendes necessidade de vos elevar acima do plano terreno da vida, para compreender que o bem está muitas vezes a onde se acredita ver o mal, a sábia previdência, justiça divina pelo valor da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos mundos queira, por um simples capricho, vos impor penas cruéis? Nada se faz sem um objetivo inteligente e tudo o que acontece tem sua razão de ser. Se meditásseis melhor o porquê  das dores que vos atingem, encontraríeis melhor o porquê das dores que vos atingem, encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e vossos míseros interesses seriam uma consideração secundária que desprezaríeis ao último plano.

            Acreditai em mim, a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a essas desordens vergonhosas que desolam famílias honradas, cortam o coração de uma mãe e fazem branquear os cabelos dos pais, antes do tempo. A morte prematura é muitas vezes um grande benefício que Deus dá aquele que se vai, e que se encontram assim poupado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à sua perdição. Aquele que morre na flor da idade não é vítima da fatalidade; é que Deus julga que não lhe é útil passar maior tempo na Terra.
            È um terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperança seja cortada tão cedo! De quais esperanças quereis falar? Das da Terra, onde aquele que se foi teria brilhado, trilhado seu caminho e feito fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue se elevar acima da matéria! Acaso sabeis qual seria o destino dessa vida tão cheia de esperanças, segundo pensais,? Quem vos garante que ela não poderia ter sido cheia de amarguras? Acaso considerais nulas as esperanças da vida futura, preferindo as vida passageira que arrastais na Terra? Pensais, então, que vale mais ter uma posição entre os homens do que entre os Espíritos bem aventurados?
            Alegrai-vos ao invés de vos lamentar quando Deus quiser retirar um de seus filhos desse vale de misérias. Não há egoísmo em desejar que ele permanecesse aí, para sofrer convosco? Essa dor compreende-se entre aqueles que não te e que vêem na morte uma separação eterna; porém vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor livre de seu envoltório corporal. Mães, sabeis que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão bem perto; seus corpos fluídicos vos rodeiam, seus pensamentos vos protegem, e a lembrança que tendes deles os enche de felicidade; assim como também vossas dores insensatas os perturbam, pois elas denotam uma falta de fé e são uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós que entendeis a vida espiritual, fazei vibrar as pulsações de vosso coração em favor desses entes bem-amados, e, se pedirdes a Deus que os abençoe, sentireis em vós aquelas consolações poderosas que secam as lágrimas, aquela fé consoladora que vos mostrará o futuro prometido pelo soberano Senhor.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 19 de maio de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. SEGUNDA PARTE. CAPÍTULO V. MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. FENÔMENOS DE TRANSPORTE. 99.

            O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                            SEGUNDA PARTE.

                                   CAPÍTULO V.

  MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

           FENÔMENOS DE TRANSPORTE.

99. Continuação... Este fenômeno oferece uma particularidade bastante singular, e é que certos médiuns não obtém senão no estado sonambúlico, e isso se explica facilmente. Há, no sonambulismo, um desprendimento natural, uma espécie de isolamento do Espírito e do perispírito, que deve facilitar a combinação dos fluidos necessários. Tal é o caso dos transportes, dos quais fomos testemunha. As questões seguintes foram endereçadas ao Espírito que os havia produzido, mas suas respostas, por vezes, de sua insuficiência; nós as submetemos ao Espírito Erasto, muito mais esclarecido do ponto de vista teórico, e que as completou com observações muito judiciosas. Um é o artesão, o outro o sábio, e a própria comparação dessas duas inteligências é um estudo instrutivo, porque prova que não basta ser Espírito para tudo compreender.
            15. Algumas vezes, há desaparecimento de objetos cuja causa é ignorada, e que seria obra dos espíritos?
            Isso acontece muito freqüentemente, com mais freqüência do que pensais, e isso poderia ser remediado pedindo ao Espírito para trazer de volta o objeto desaparecido.

            16. Há efeitos que se consideram como sendo fenômenos naturais e que são devidos à ação de certos Espíritos?
            Vossos dias estão repletos desses fatos que não compreendeis, porque não os haveis sonhado, e que um pouco de reflexão vos faria ver claramente.
             Nota de Erasmo. Não atribuais aos Espíritos o que é obra da humanidade; mas crede na sua influência oculta, constante, que faz nascer, ao vosso derredor, mil circunstâncias, mil incidentes necessários ao cumprimento dos vossos atos, da vossa existência.
            17. Entre os objetos transportados há os que podem ser fabricados elos Espíritos; quer dizer, produzidos espontaneamente pelas modificações que os Espíritos podem impor ao fluido ou ao elemento universal?  
            Não por mim, porque não tenho permissão para isso; só um Espírito elevado pode fazê-lo.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO. - François Nicolais-Madeleine – Cardeal Morlot, paris, 1863. - ITEM N º. 20. - ALLAN KARDEC.

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                         CAPÍTULO V.

       BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

    A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO.

            François Nicolais-Madeleine - Cardeal Morlot, paris, 1863

            20. Não sou feliz! A felicidade não existe para mim, exclama geralmente o homem, em todas as posições sociais. Isso, meus queridos filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis a verdade deste ensinamento do Eclesiastes: “a felicidade não é deste mundo”. De fato, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor são condições suficientes para a felicidade. Digo-vos mais: nem mesmo juntas essas três condições tão desejadas o são, uma vez que se escutam constantemente, no meio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas idades lamentarem-se amargamente da condição de suas existências.
            Por isso, é difícil entender como é que as classes trabalhadoras e ativas invejem com tanta cobiça a posição daqueles que a fortuna parece ter favorecido. Aqui na Terra, qualquer que seja a posição da criatura, cada um tem a sua parte de trabalho e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções. Devido a isso, é fácil chegar a conclusão de que a Terra é um lugar de provas e expiações.
            Sendo assim, aqueles que pregam que a Terra é a única morada do homem, que somente nela, e numa única existência, lhes é permitido alcançar o mais alto grau da felicidade que a vida lhes possa proporcionar, iludem-se, e enganam aqueles que os escutam. Está demonstrado, pela experiência dos séculos, que este globo, só em raríssimas ocasiões, oferece as condições necessárias à felicidade completa ao indivíduo.
            No sentido geral, pode-se afirmar que a felicidade é uma utopia, uma ilusão, na busca da qual gerações se lançam sucessivamente, sem poder jamais alcançá-la, pois, se o homem sábio é uma raridade na Terra, o homem totalmente feliz não se encontra nunca.
            Aquilo em que consiste a felicidade na Terra é algo de tal modo passageiro para quem não é guiado pela sabedoria que, por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da vida se esgota numa sucessão de amarguras e decepções. Notai, meus queridos filhos, que falo aqui dos felizes da Terra, dos que são invejados pelas multidões.
            Conseqüentemente, se a morada terrena é destinada às provas e expiações, é lógico se admitir que em outros lugares existem moradas mais favorecidas, onde o Espírito do homem, mesmo ainda aprisionado num corpo material, possui em toda a plenitude os prazeres ligados à vida humana. Foi por isso que Deus semeou em vossos sistemas planetários esses belos planetas superiores, para os quais vossos esforços e vossas tendências vos levarão um dia, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
            Contudo, não se deduza das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária; certamente que não! Dos progressos já realizados podeis facilmente deduzir os progressos futuros, e dos melhoramentos sociais já conquistados, novos e mais ricos melhoramentos surgirão. Esta é a grandiosa tarefa que deve realizar a nova doutrina que os Espíritos revelam.
            Assim sendo, meus queridos filhos, que um santo estímulo vos anime e que cada um dentre vós se liberte energicamente do homem velho. Consagrai-vos à divulgação do Espiritismo, que já começou a vossa própria regeneração. Cumpre-vos o dever de fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada. Mãos à obra, meus queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações se elevem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações futuras, um mundo onde a felicidade não será mais uma palavra sem valor.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO V. - MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - FENÔMENOS DE TRANSPORTE. ITEM N º. 99. - ALLAN KARDEC.

            O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                          SEGUNDA PARTE.

                                 CAPÍTULO V.

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

         FENÔMENOS DE TRANSPORTE.

99. Continuação... Este fenômeno oferece uma particularidade bastante singular, e é que certos médiuns não obtém senão no estado sonambúlico, e isso se explica facilmente. Há, no sonambulismo, um desprendimento natural, uma espécie de isolamento do Espírito e do perispírito, que deve facilitar a combinação dos fluidos necessários. Tal é o caso dos transportes, dos quais fomos testemunha. As questões seguintes foram endereçadas ao Espírito que os havia produzido, mas suas respostas, por vezes, de sua insuficiência; nós as submetemos ao Espírito Erasto, muito mais esclarecido do ponto de vista teórico, e que as completou com observações muito judiciosas. Um é o artesão, o outro o sábio, e a própria comparação dessas duas inteligências é um estudo instrutivo, porque prova que não basta ser Espírito para tudo compreender.
            11. A produção do fenômeno de transporte, causa-vos alguma dificuldade, um embaraço qualquer? 
            Não nos causa nenhuma dificuldade quando para isso temos permissão; poderia causar-nos, e muito grande, se quiséssemos produzir estes efeitos sem estarmos para isso autorizados.
            Nota de Erasto. Não quer admitir sua dificuldade, embora seja real, uma vez que está forçado a fazer uma operação, por assim dizer, material.

            12.  Quais são as dificuldades que encontrais?   
            Nenhuma outra a não ser as más disposições fluídicas que podem nos ser contrárias.
            13. Como transportais o objeto; os prendeis com as mãos?  
            Não, nós o envolvemos em nós.
            Nota de Erasto. Ele não explica claramente sua operação, porque não envolve o objeto com sua própria personalidade; mas, como seu fluido pessoal é dilatável, penetrável e expansível, combina uma parte desse fluido com uma parte do fluido animalizado do médium, e é nessa combinação que ele esconde e transporá o objeto motivo do transporte. Não é, pois, justo dizer que o envolve nele.
            14. Transportaríeis com a mesma facilidade um objeto de um peso considerável, de 50 quilos, por exemplo?     
            O peso não é nada para nós; transportamos flores porque isso pode ser mais agradável do que um peso volumoso.
            Nota de Erasto. É justo: pode transportar cem ou duzentos quilos de objetos, porque a gravidade que existe para vós, está anulada para ele; mas, ainda aqui, não se rende contado que se passa. A massa dos fluidos combinados é proporcional à massa dos objetos, em uma palavra, a força deve estar em razão da resistência; de onde se segue que, se o Espírito não transporta senão uma flor ou um objetoleve, freqüentemente, é porque não encontra no médium, ou nele mesmo, os elementos necessários para um esforço mais considerável.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - O MAL E O REMÉDIO. - Santo Agostinho - Paris, 1863. - ITEM N º. 19. - ALLAN KARDEC.

   EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                        CAPÍTULO V.

      BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

                 INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                             O MAL E O REMÉDIO.

                          Santo Agostinho – Paris, 1863.

19.  Será a Vossa Terra um lugar de alegrias, um paraíso de delícias? Não reboa mais aos ossos ouvidos a voz do profeta? Não clamou ele que haveria choro e ranger de dentes para aqueles que nascessem nesse vale de lágrimas? Vós outros, que viestes aí viver, afeiçoa-vos ao amargor das lágrimas e às penas acerbas, e quando as dores forem mais profundase percucientes, erguei os olhos ao céu e bendizei o Senhor por vos haver querido experimentar. Oh, homens, não reconhecereis o poder do nosso Pai senão quando ele houver curado as chagas do vosso corpo e recompensado os vossos dias com a bem-aventurança e a alegria. Só reconhecereis o seu amor quando ele vos tiver adornado o corpo com todas as glórias e lhe houver restituído o seu fulgor e alvura. Imitai a esse que foi dado conhecer para exemplo, e que, chegado ao último grau de abjeção e miséria, lançou-se a um monturo e disse a Deus: “Senhor, eu conheci todas alegrias da opulência, e todavia tu me reduziste a mais profunda miséria. Obrigado, obrigado, meu Deus, por quereres tão bem experimentar o teu servo”. Até quando os vossos olhares se deterão nos horizontes assinalados pela morte? Quando é que a vossa alma quererá enfim alçar-se para além dos limites do túmulo? Embora choreis e sofrais a vida inteira, que é lá isso ao lado da eternidade de glórias reservadas àqueles que houverem experimentado as provações com fé, amor e resignação? Buscai consolações às vossas mágoas no futuro que Deus vos prepara, e a causa dos vossos males no passado, e considerai-vos bem aventurados da terra, os que mais padecerdes.
No estado de desencarnados, quando ainda no espaço, escolhestes a prova, porque vos julgastes bastante que pedistes a riqueza e a glória, foi para sustentar a luta da tentação e vencer; e vós, que desejastes lutar de corpo e espírito contra o mal moral e físico, é que sabíeis que, quanto mais forte fosse a provação, mais gloriosa seria a vitória, e que, se saísseis triunfante, a vossa carne seria lançada no esterquilínio, e na morte real devia deixar evolar-se uma alma radiante de alvura e purificada pelo batismo da expedição e do sofrimento.
Que remédios então dar aqueles que são atingidos por obsessões cruéis e males agudos? Só há um infalível, é a fé, é o levantar os olhos ao céu. Se no auge dos mais cruéis padecimentos, entoardes louvores ao Senhor, um anjo, à vossa cabeceira, vos dará o sinal da salvação e apontará o sítio que haveis um dia de ocupar. A fé é o bálsamo para o sofrimento, rasgando sempre os horizontes ensombrados do presente. Não nos pergunteis, portanto, qe medicamento empregar para lenir tal úlcera ou tal chaga, esta ou aquela provação. Lembrai-vos que aquele que crêestá fortificado com o tônico da fé, e aquele que duvida um segundo da sua eficiência, é punido no mesmo instante, porque desde logo sente as percucientes angústias da aflição.
O Senhor assinalou com o seu divino selo aqueles que nele creem. O Cristo vos disse que com a fé se transporta montanhas, e acrescentou que, quem sofrer e houver a fé por sustentáculo, será colocado sob sua proteção e não mais padecerá. Os momentos de mais lancinantes dores ser-lhe-ão as primeiras notas no júbilo na eternidade. A sua alma se desligará do corpo, de tal sorte que, enquanto este aqui se estorcer em convulsões, ela adejará nas regiões celestes, com os anjos entoando hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor.
Bem-aventurados os que sofrem e choram. Alegrem-se essas almas, porque serão cumuladas de bênçãos por Deus.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO V. - MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS. - FENÔMENOS DE TRANSPORTE. - ITEM N º. 99. - ALLAN KARDEC.

                       O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                        SEGUNDA PARTE.

                                                CAPÍTULO V.

           MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS.

                        FENÔMENOS DE TRANSPORTE.

99. Continuação... Este fenômeno oferece uma particularidade bastante singular, e é que certos médiuns não obtém senão no estado sonambúlico, e isso se explica facilmente. Há, no sonambulismo, um desprendimento natural, uma espécie de isolamento do Espírito e do perispírito, que deve facilitar a combinação dos fluidos necessários. Tal é o caso dos transportes, dos quais fomos testemunha. As questões seguintes foram endereçadas ao Espírito que os havia produzido, mas suas respostas, por vezes, de sua insuficiência; nós as submetemos ao Espírito Erasto, muito mais esclarecido do ponto de vista teórico, e que as completou com observações muito judiciosas. Um é o artesão, o outro o sábio, e a própria comparação dessas duas inteligências é um estudo instrutivo, porque prova que não basta ser Espírito para tudo compreender.

            7. Mas os anéis tem um valor; onde os tomastes? Isso não prejudicou àquele de quem tirastes?
            Apanhei em lugares desconhecidos a todos, de maneira que ninguém possa ter algum prejuízo.

            Nota de Erasto. Creio que o fato está explicado de um modo insuficiente em razão da capacidade do Espírito que respondeu. Sim; pode isso ter causado um mal real; mas o Espírito não quis passar por ter subtraído alguma coisa. Um objeto não pode ser substituído senão por um outro objeto idêntico, da mesma forma, do mesmo valor; consequentemente, se um Espírito tinha a faculdade de substituir um objeto com o que toma, não teria motivos para tomá-lo, e deveria dar aquele que serve para substituir.

            8. É possível trazer flores de outro planeta? 
            Não, isso não é possível.

            (A Erasto) Outros Espíritos teriam esse poder? 
            Não, isso não é possível em razão do meio ambiente.

            9. Poderíeis transporta flores de outro hemisfério, dos trópicos por exemplo?
            Desde o momento que estejam na Terra, eu o posso.

            10. Os objetos que transportastes, poderíeis fazê-lo desaparecer e trazê-los de volta.
             Assim como os trouxe, posso levá-los à minha vontade.

            Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - BEM E MAL SOFRER. - Locardaire - Havre, 1863. - ITEM N º.18. - ALLAN KARDEC.

        EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO V.

       BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

                        INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                                   BEM E MAL SOFRER.

                                   Locardaire – Havre, 1863.

18.       Quando o Cristo disse; Bem-aventurados os aflitos, pois deles é o reino dos Céus, não se referia àqueles que sofrem em geral, pois todos os que estão na Terra sofrem, estejam ou num trono, ou na extrema miséria. Mas poucos sabem sofrer, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir o homem ao reino de Deus. Jesus vos disse muitas vezes que não se colocava um fardo pesado sobre ombros fracos, e sim que o fraco é proporcional às forças, como recompensa será tão mais generosa quanto mais difícil tiver sido a aflição. Mas é preciso merecer a recompensa e é por isso que a vida está cheia de tribulações.
            O militar que não é enviado à frente de batalha não fica feliz, pois o descanso no acampamento não lhe proporciona promoção. Sede como o militar e não desejes um descanso que enfraqueceria vosso corpo e entorpeceria vossa alma. Ficai satisfeitos quando Deus vos envia à luta. Essa luta não é o fogo da batalha, mas as amarguras da vida, em que algumas vezes é preciso mais coragem do que num combate sangrento, pois aquele que se manteria firme diante do inimigo poderá fracassar sob a pressão de um sofrimento moral. O homem não tem recompensas por esse tipo de coragem, mas Deus lhe reserva coroas e um lugar glorioso. Quando vos atinge um motivo de dor ou de contrariedades, esforçai-vos para superar isso, e quando chegardes a dominar os ataques da impaciência, da raiva ou do desespero, podeis dizer com uma justa satisfação: “Fui o mais forte”.
            Bem-aventurados os aflitos pode traduzir-se assim: Bem-aventurados aqueles que têm a ocasião de provar a sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão cem vezes a alegria que lhes falta na Terra, e depois do trabalho virá o descanso.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – 3 a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)