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domingo, 8 de julho de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO 3. - NOTAS HISTÓRICAS. (PEAGEIROS. FARISEUS)


                                                   INTRODUÇÃO.

                                                                   3

                                                 NOTAS HISTÓRICAS.

                        PEAGEIROS:

            Eram os cobradores de baixa categoria encarregados principalmente da cobrança dos pedágios nas entradas das cidades. Suas funções assemelham-se às dos alfandegários e cobradores de taxas sobre as mercadorias. Sofriam a reprovação dirigida aos publicanos em geral. É por esta razão que, no Evangelho, encontra-se frequentemente o nome de publicano associado ao de pessoa de má vida. Esta classificação não se refere a pessoas devassas ou aos vagabundos; era um termo de menosprezo, sinônimo de pessoas de má companhia, indignas de se relacionar com pessoas de bem.

                        FARISEUS: (Do Hebraico parasch, divisão, separação.).
           
            A tradição constituía uma parte importante da teologia judaica consistia na reunião das sucessivas interpretações dadas sobre o significado das Escrituras e que haviam se tornados artigos de dogma. Entre os doutores, isso era motivo de intermináveis discussões, falando-se na maioria das vezes de simples questões de palavras ou de formas, parecida com as discussões teológicas e com a sutileza da escolástica da classe média. Surgiram das diferentes seitas, e cada uma pretendia ter a exclusividade da verdade e, como quase sempre acontece, detestando-se cordialmente umas às outras.
            Entre essas seitas, a mais influente era a dos fariseus, que teve por chefe Hilel, doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola célebre que se ensinava que a fé só era dada pelas escrituras. Sua origem remonta 180 ou 200 a.C. Os fariseus foram perseguidos em diversas épocas, notadamente sob os domínios de Hircano, sumo pontífice e rei dos judeus. Aristóbulo e Alexandre, reis da Síria. Entretanto, este último, tendo devolvido suas honras e seus bens, em com que eles retomassem o poder, conservando-o até a ruína Jerusalém, no ano de 70 da era cristã, época em que os fariseus desapareceram em consequência da dispersão do povo israelita.
            Os fariseus tinham um papel ativo nas discussões religiosas. Cumpridores rigorosos das práticas exteriores do culto e das cerimônias, cheios de um zelo ardente de partidarismo, inimigos dos inovadores, eles fingiam ter uma grande severidade de princípios, mas, sob as aparências de uma devoção miraculosa, escondiam costumes corruptos, muito orgulho e, acima de tudo, um desejo excessivo de dominação. Para eles, a religião era mais um meio de vencer na vida que um objeto de fé sincera. Possuíam apenas aparência e a orientação de virtude, mas, naquela época, exerciam uma grande influência sobre o povo, aos olhos do qual passavam por santos personagens. Eis porque eram muito poderosos em Jerusalém.
            Acreditavam, ou pelo menos diziam acreditar, na Providência, na imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos. (Ver Cap. Nº 4:4.) Jesus, que, acima de tudo, ensinava a simplicidade e as qualidades do coração, que preferia da lei o Espírito que vivifica à letra que mata, esforçou-se durante toda a sua missão em desmascarar essa hipocrisia e criou, consequentemente, inimigos enfurecidos entre eles, razão pela qual se uniram aos príncipes dos sacerdotes para amotinar o povo contra Ele e crucificá-lo.  

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

- MENSAGEM PARA O DIA 17 DE JUNHO.


                            Mensagens do Mês de Junho Dia:  17

“Sofrendo incompreensão e dificuldade nas lutas rudes que te marcam interiormente, inquire ao amor qual a solução; sentirás o impulso da caridade iluminar-se os sentimentos.”

          JOANNA DE ÂNGELIS.


                                                          FARISEUS.

            “Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus”. - Jesus. (Lucas, 12:1.)

            Fariseu ainda é todo homem presunçoso, dogmático, exclusivo, pretenso privilegiado das Forças Divinas.
            O orgulhoso descendente dos doutores de Jerusalém ainda vive. Atravessa todas as organizações humanas. Respira em todos os templos terrestres. Acredita-se o herdeiro único da Divina Bondade. Nada aprecia senão pelo prisma do orgulho pessoal. Traça programas caprichosos e intenta torcer as próprias leis universais, submetendo-as ao ponto de vista que escapou na sua escola ou no seu argumento sectarista.
            Jamais comparece, ante a bênção do Senhor, na condição de alguém que se converteu em instrumento de seus amorosos desígnios, mas como crente orgulhoso, cheio de propósitos individualistas, declarando-se detentor de considerações especiais.
            Os aprendizes fiéis necessitam acautelar-se contra o lêvedo de tais enfermos do espírito.
            Toda ideia opera fermentações mentais.
            Certamente que o mestre não determinou a mortes dos fariseus, mas recomendou cautela em se tratando influenciarão deles.
            Exigências farisaicas constituem perigosas moléstias da alma. Urge auxiliar o doente e extinguir a enfermidade. Todavia, não conseguiremos a realização, provocando tumultos, e sim usando a cautela na antiga recomendação de vigilância.

                                                                       Emmanuel. (Chico Xavier).

Fonte: Livro “VINHA DE LUZ” - EMMANUEL - Psicografado Por FRANSCICO C. XAVIER - 10º. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro - 1982


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)