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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 208. - ALIANÇA ESPÍRITA.- EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)



                          SEARA DOS MÉDIUNS.

                    ALIANÇA ESPÍRITA.

Reunião pública de 7/10/60 . - Questão nº 334

Aliando as sociedades espíritas para salvaguardar a pureza e a simplicidade dos nossos princípios, é forçoso considerar o Imperativo da aproximação, no campo de nós mesmos.
Decerto, ninguém pode exigir que o próximo pense com cabeça diversa da que possui.
Cada viajante vê a paisagem da posição em que se coloca e toda posição renova as perspectivas.
União, desse modo, para nós, não significa imposição do recurso interpretativo, mas, acima de tudo, entendimento mútuo de nossas necessidades, com o serviço da cooperação atuante, a partir do respeito que devemos Uns aos outros.
*
Iniciemos, assim, a nossa edificação de concórdia aposentando a lâmina da crítica.
Zurzir os irmãos de luta é retalhar-lhes a própria alma, exaurindo lhes as forças.
Se o companheiro fala para o bem, ainda que sejam algumas frases por dia,
Estende-lhe concurso espontâneo para que enriqueça o próprio verbo; se escreve para construir, ainda que seja uma página por ano, encoraja lhe o esforço nobre; se consagra energias no socorro aos doentes, ainda que seja vez por outra, incentiva-lhe o trabalho; se consegue dar apenas migalha no culto da assistência aos que sofrem,
Auxilia-lhe
o passo começante nas boas obras; se vive afastado das próprias obrigações, ora por ele, em vez de açoitá-lo, e, se está em erro, ampara-lhe o esclarecimento, através da colaboração digna, lembrando que a azedia agrava a distância.
Educarás ajudando e unirás compreendendo.
Jesus não nos chamou para exercer a função de palmatórias na instituição universal do Evangelho, e, sim, foi categórico ao afirmar: “os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”.
E Allan Kardec, explanando sobre a conveniência da multiplicação dos grupos espíritas, asseverou claramente, no item 334, do capitulo XXIX, de O LIVRO DOS MÉDIUNS, que “esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem formar, desde já, o núcleo da grande família espírita que um dia consorciará todas as opiniões e reunirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã”.

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

-MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES. - N º. 031. - VIBRAÇÕES. - ALIANÇA EVANGÉLICA.

MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES. (CHICO XAVIER.)

                                               VIBRAÇÕES

            Encontramos na Apostila do Curso de Iniciação Espírita, da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, da Aliança Espírita Evangélica, da Editora Aliança, na página 80, uma mensagem sobre Vibrações.
            Transcrevemos alguns trechos de uma mensagem do Dr. Bezerra de Menezes, recebida no princípio da década de 60, versando sobre as sessões de Vibrações.
            ... A transcendência do trabalho foge ao nosso alcance, pois, às vezes, não desejais vislumbrar mais longe, ou vos acomodais na condição de simples espectadores dos fatos.
            Atraidos para tal realização da seara espiritualista, estão ao vosso lado centenas de núcleos espirituais, orientados diretamente por Ismael, preposto de Jesus no Brasil.
            ... É imprescindível, pois, que em cada um de vós haja a dedicação devida, para que possamos desenvolver paulatinamente este serviço, dando-lhe uma maior amplitude, que trará, por certo, consequências benéficas par vós e principalmente para o campo espiritual, onde as vibrações serão aproveitadas ao máximo.
            Este trabalho de vibração realiza-se no espaço da seguinte forma:
            1º. grupo. - doentes que sofrem de enfermidades graves;
            2º. grupo. - doentes, cujo estado não apresenta gravidade, mas requer alivio imediato;
            3º. grupo - doentes afligidos por males psíquicos;
            4º. grupo - lares que demandam pacificação e ajustamentos.
            Para esses grupos são destacados companheiros que exercem função de orientadores e que têm a seu cargo, conforme as exigências do momento, dois , três ou quatro mil colaboradores.
            Cada um desses orientadores recebe a lista dos irmãos a serem beneficiados e respectivos endereços, os quais são atendidos individualmente. Temos, então como vemos, um amigo espiritual para cada necessitado.
            Ás dezoito horas, esses milhares de servidores espirituais já estão a postos neste recinto, impregnando a própria atmosfera de elementos sutis e bênçãos curadoras.
            Após as dezenove horas, inicia-se o ingresso dos irmãos encarnados e à porta d entrada é destacada para cada um deles, uma entidade espiritual que o acompanha até o seu lugar.
            Ao se ouvir a prece cantada é considerarmos o trabalho iniciado, e no momento em que vossas almas se elevam junto a melodia, caem sobre vós, em abundância, elementos curadores e confortadores que o irmão encarnado retém em maior ou menor quantidade, conforme a sua receptividade.
            Iniciam-se então as vibrações que podem, como já sabeis, cor, perfume e densidade e que são recolhidas em receptáculos e distribuídas pelo salão.
            O amigo espiritual que vos acompanha, estabelece convosco uma corrente, mantendo-a em contato mútuo e constante até os receptáculos, que vão se enchendo e se iluminando rapidamente, ou não, consoante a capacidade vibratória de cada um.
            Em seguida entram em ação os trabalhadores dos quatro grupos já citados; exercendo o seu mister de conformidade com a necessidade, retiram do receptáculo a quantidade de elementos que precisam para suas tarefas, segundo o grupo a que pertencem.
            A seguir afastam-se para o cumprimento de suas obrigações.
            Entram, após, grandes grupos, formados por 600 a 800 amigos espirituais, para as vibrações coletivas, durante as quais vibram também convosco os irmãos desencarnados que vos acompanham desde o início.
            O que vemos então é um espetáculo grandioso todo o ambiente se reveste de intensa luz e, ao vibrarem, os vossos pequeninos corações fazem o papel de um refletor e então, iluminando e riscando o espaço vemos luzes das mais variadas tonalidades e intensidades e esses grupos de irmãos, com os braços estendidos para vós, recebem o presente carinhoso do vosso coração para ser levado aos mais distantes setores da Terra, enquanto que ao serem enumeradas as fraternidades, já então de regresso de suas tarefas, perfilam-se os espíritos à vossa frente, envolvendo-vos na carícia do Amor Fraternal.
            Por fim, quando o espírito destacado para a exortação evangélica encerra o trabalho, de esferas mais altas jorram sobre vós as bênçãos do Amor do Pai e ao vos retirardes, apesar de muito terem dado os vossos organismos físicos, retornais ao lar saturados de elementos revitalizadores em muito maior quantidade do que aquela despendida por vós.
            Tudo isto, queridos irmãos, no pequeno espaço de tempo em que privais conosco nesse trabalho dignificante que são as radiações. 

                                                                                              Bezerra de Menezes.

            Fonte: Apostila do Curso de Iniciação Espírita, da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, da Aliança Espírita Evangélica, da Editora Aliança, pág. 80, São Paulo, SP.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO. - Nº. 8. - ALLAN KARDEC.


                                                              Capítulo I.

                                          NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                                             AS TRÊS REVELAÇÕES.

                              ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO.


            8. A ciência e a Religião são duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material a outra do mundo moral. Ambas as leis, tendo no entanto mesmo princípio que é Deus, não podem contradizer-se, visto que, se uma contradizer a outra, uma terá necessariamente a razão enquanto que a outra não aterá, já que Deus não destruiria sua própria obra. A falta de harmonia e coerência que se acreditou existir entre essas duas ordens de idéias baseia-se num erro de observação e nos princípios exclusivistas de uma e de outra parte. Daí resultou uma luta e uma colisão de idéias que deram origem à incredulidade e à intolerância.
            São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber seu complemento; em que o véu propositadamente deixado sobre algumas partes desses ensinamentos deve ser erguido. A Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; a Religião deve reconhecer as juntas, apoiando-se uma na outra, se ajudarão mutuamente. A Religião, não sendo mais desmentida pela Ciência, adquirirá um poder inabalável, estará de acordo com a razão, já não podendo mais se opor à irresistível lógica dos fatos.
            A ciência e a Religião não puderam se entender até os dias atuais pois, cada uma examinando as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Seria preciso alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as que regem o mundo espiritual e da sua afinidade e harmonia com o mundo corporal, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Estas afinidades, uma vez constatadas pela experiência, fazem surgir uma nova luz: a fé se dirigiu à razão, a razão não entrou nada de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam para trás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir ao invés de o acompanhar. É toda uma revolução moral que se opera neste momento e que trabalha e aperfeiçoa os espíritos. Após ser elaborada durante mais de dezoito séculos, ela chega à sua plena realização e vai marcar uma nova era da humanidade. As conseqüências dessa revolução são fáceis de se prever: deve trazer para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém poderá se opor, porque estão na vontade de Deus e resultam da lei do progresso, que é sua Lei.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)