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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - DO ÚLTIMO DIA. - ALBERTO DE OLIVEIRA. (CHICO XAVIER.)


                                               DO ÚLTIMO DIA.

            O homem, no último dia, abatido em seu horto,
            Sente o extremo pavor que a morte lhe revela;
            Seu coração é um mar que se apruma e encapela,
            No pungente estertor no peito quase morto.

            Tudo o que era vaidade, agora é desconforto,
            Toda nau da ilusão se destroça e esfacela
            Sob as ondas fatais da indômita procela,
            Do pobre coração, que é naufrago sem porto.

            Somente o que venceu nesse mundo mesquinho,
            Conservando Jesus por verdade e caminho,
            Rompe a treva do abismo enganoso e perverso!

            Onde vais, homem vão? Cala em ti tudo alarde,
            Foge dessa tormenta antes que seja tarde;
            Só Jesus tem nas mãos o farol do Universo.

                                                                             - ALBERTO DE OLIVEIRA.

            Fluminense, nascido em Palmital de Saquarema, em 1859, e falecido em Petrópolis em 1937. Farmacêutico, dedicou-se principalmente ao Magistério. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, parnasiano de escol, foi tido como Príncipe dos Poetas de sua geração.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                               RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

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