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terça-feira, 21 de novembro de 2017

- MENSAGEM ESPECIAL. - ALGO POR ELES. - MEIMEI. (CHICO XAVIER.)

                       ALGO POR ELES.

            Compadece-te de todos aqueles que não podem ou não sabem esperar.
            Estão eles em toda parte.
            Quase sempre são vítimas da inquietação e do medo.
            Observa quantos já transpuseram a linha da própria segurança.
            São casais que não se toleram nas primeiras rusgas do matrimônio e desfazem a união em que se compromissaram, abraçando riscos pelos quais, em muitas circunstâncias, cedo se encaminham para o sofrimento maior; são mães que rejeitam os filhos que carregam no seio, entregando-se à prática do aborto, recusando a presença de criaturas que se lhes fariam instrumentos de redenção e reconforto no futuro, caindo, às vezes, em largas faixas de doença ou desequilíbrio; são homens que repelem os problemas inerentes as tarefas que lhes dizem respeito, escapando para situações duvidosas, sob alegação de que procuram distração e repouso, quando apenas estão dilapidando a estabilidade das obras que, mais tarde, lhes propiciariam refazimento e descanso; são amigos doentes ou desesperados que se rebelam contra os supostos desgostos da vida e se inclinam para o suicídio, destruindo os recursos e oportunidades que os transportariam para a conquista da vitória e da paz em si mesmos; são jovens, famintos de liberdades e prazer que, impedidos ao acesso a satisfações imediatas, se engolfam no abuso dos alucinógenos, estragando as faculdades com que o tempo os auxiliaria na construção da felicidade porvindoura.
            Façamos algo por eles, os nossos irmãos que ignoram ou que não querem aceitar os benefícios da serenidade e da esperança.
            Pronuncia algumas frases de otimismo e encorajamento; escreve algum bilhete que os reanime para a bênção de viver e servir;estende simpatia em algum gesto espontâneo de gentileza; repete consideração e concurso amigo nos diálogos que colaborem na sustentação da paz e da solidariedade.
            Não te declares sem possibilidade de contribuir,nem digas que tens todas as tuas horas repletas de encargos e serviços dos quais não te podes distanciar.
            Faze algo, no erguimento do bem.
            Nas realizações de fraternidade, quem ama faz o tempo.

                                                                                  MEIMEI. (Chico Xavier).

Fonte: Livro “Deus Aguarda” - MEIMEI - F. C. Xavier - 1. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo. SP - 1980.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 209. - ELES SAVEM - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)



                             ELES SABEM.

Reunião pública de 10/10/1960. - Questão nº 279

Quando à frente do companheiro que sofre, determina a verdadeira superioridade moral, te imagines no lugar dele, a fim de que a tua palavra lhe sirva de refrigério e lição.
Excetuando as criaturas deliberadamente enfurnadas na ignorância ou bestializadas no crime, que reclamam a compaixão da Providência Divina, ninguém se aprisiona em armadilhas do erro, agindo de própria vontade.
Aqui, alguém abraçou a delinquência, admitindo que afeto seja capricho.
Ali, há quem padeça escárnio na praça pública, por haver acreditado cegamente naqueles que lhe zombaram da confiança.
*
Perante os que lutam e choram nas consequências das próprias quedas, sejam encarnados ou desencarnados, arma-te de humildade e entendimento se aspiras a auxiliar.
Convence-te, sobretudo, de que o necessitado é o primeiro a conhecer-se.
O doente sabe em que ponto do corpo se lhe encrava a enfermidade e não aguarda acusações porque se desgoverna nos momentos de crise.
Pede socorro e medicação.
O mutilado sabe que peça lhe falta no carro orgânico e não aguarda acusações porque exibe forma imperfeita.
Pede auxilio e recurso.
O faminto sabe que tem o estômago torturado e não aguarda acusações porque se aflige em descontrole.
Pede um prato de pão.
O sedento sabe que carreia consigo o tormento da secura e não aguarda acusações pelos esgares que mostra.
Pede um copo de água fria.
Assim também, os que tombaram na culpa conhecem, por si mesmos, o labirinto de sombra em que jazem situados e não aguardam acusações maiores que as da própria consciência, em se vendo dementados e cegos, humilhados e infelizes.
*
Diante, pois, do irmão que caiu em remorso e rebeldia, azedume ou desespero, não lhe batas nas chagas.
Se queres efetivamente reajustá-lo, deixa que o teu amor apareça e lhe tanja as cordas do coração.

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 155. - SEARA DOS MÉDIUNS. - ELES TAMBÉM. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                      SEARA DOS MÉDIUNS.

                               ELES TAMBÉM.
                                  
              Reunião pública de 11-03-1960. – L. M. Questão n º. 217.

            Compadece-te dos médiuns de todas as procedências, mas, notadamente, daqueles que abraçam no serviço a estrada do aprimoramento e da redenção.
            Sabes que a existência te pede o exato desempenho das próprias obrigações.
            Eles também.
            Compreendes que é preciso disciplinar o tempo, a fim de que não caias no descrédito de ti mesmo.
            Eles também.
            Não estimarias explorar a bolsa alheia, quando podes e deves viver à custa do próprio esforço.
            Eles também.
            Não ignoras que tentarias, debalde, ensinar a outrem o acesso à virtude sem base no bom exemplo, começando na tua própria casa.
            Eles também.
Sofrerias, decerto, se alguém te exilasse do trabalho digno, lançando-te à zombaria e ao desapreço.
            Eles também.
Não podes dar o tempo todo ao ideal, porquanto não te encontrarás livre de compromissos ante as rotas humanas.
            Eles também.
            Vives num corpo, suscetível de queda na enfermidade, muita vez carecente de remédio e socorro e sempre necessitado de higiene e alimentação.
            Eles também.
            Percebendo que não podes satisfazer irrestritamente e reconhecendo que a construção do bem é sementeira e seara de todos, agradece, feliz, a desculpa espontânea do próximo, diante de tuas faltas involuntárias.
            Eles também.
                                                           *
            Ajudemos aos companheiros da mediunidade em nossos tempos de confraternização e de amor.
            Qual nos acontece, eles também trazem consigo às raízes profundas do pretérito sombrio, afrontados por enigmas do sentimento a lhes desafiarem a fé.
            Eles também são seres humanos, em conflito consigo mesmos.
            Também lutam.
            Também choram.
            Também erram.
            Também sofrem.
            Como nós mesmos, não precisam de elogios e homenagens, mas sim de apoio e compreensão para que venham a caminhar entre sombras menores, já que todos nós, encarnados e desencarnados, em atividade na Terra, respiramos ainda muito distantes da Grande Luz.
            Auxiliemos-nos, assim, na execução  dos próprios deveres, dentro dos moldes da disciplina e da ordem, do trabalho correto e do respeito à consciência tranquila, que desejamos para nós mesmos, porque o fruto perfeito não é obra sublime apenas da vigilância e da obediência da árvore, mas também do carinho e da paciência que brilham nas mãos do cultivador.

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)