Powered By Blogger

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 222. - UMA VIDA COM AMOR XVI. - FAMA E HUMILDADE V. - UBIRATAN MACHADO.



 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XVI.
                                                          
            FAMA E HUMILDADE V.



                                                UBIRATAN MACHADO.
  
            Ao falecer, em 1934, Humberto de Campos era o escritor brasileiro mais popular de sua geração. Na mocidade, escrevera contos fesceninos, adotando o pseudônimo de Conselheiro XX. Com a maturidade, e sobre tudo com a doença, tornou-se uma espécie de conselheiro sentimental dos leitores. Suas crônicas, escritas num tipo de linguagem clássica, repletas de alusões históricas e mitológicas, eram disputadas pelos principais jornais da época.
            Anos depois, precisamente em 1939, o médium Chico Xavier passou a psicografar trabalhos de Humberto de Campos. Os livros atribuídos ao escritor maranhense se sucediam: Reportagem do Além-Túmulo; Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho; Novas Mensagens e outros. Morto Humberto vendia tanto, ou talvez mais, do que quando estava vivo. Passava-se os anos e a família do escritor nada reclamava.
            Um dia, talvez estimulada pelo enorme sucesso dos livros atribuídos a seu falecido marido, D. Catarina Vergolino de Campos ingressou na justiça com uma ação reclamatória contra a Federação Espírita Brasileira e o médium Francisco Cândido Xavier.
            Através do seu advogado, a viúva de Humberto de Campos alegava para o caso havia somente duas soluções;os livros eram realmente do escritor maranhense ou tratava-se de um abusivo de seu nome. No primeiro caso, a família teria direito a percentagem na venda dos livros, correspondente aos direitos autorais. No outro caso, tais livros deviam ter sua vendagem impedida e o público esclarecido.
            Naquele 1944 cheio de dificuldades, com o mundo inteiro abalado pela II Guerra Mundial, o assunto insólito logo virou manchete. Jornais e revistas descobriram um admirável filão. Gastou-se muita tinta. A imprensa lembrava que se tratava , realmente, de um caso estranho, no qual todos podiam expor suas razões, menos aquele que era a cauda de tudo. A justiça não aceitava, obviamente, o depoimento de um morto. E, se, aceitasse, estaria reconhecendo a realidade do fenômeno psicográfico. 
            Enquanto isso, a Federação Espírita Brasileira nomeava para defendê-la o advogado Miguel Timponi, auxiliado por Nelson Martins Paixão e Francisco Nogueira. A minuciosa defesa de Timponi foi reunida em livro intitulado O Caso Humberto de Campos (A Psicografia ante os Tribunais).
            A justiça, recusando-se a aceitar os argumento de D. Catarina de Campos, reconhecia nada haver para levar adiante a ação proposta. Não haveria maneira, pois, de se provar ao certo quem era o autor dos livros. Concluindo, o juiz Dr. João Frederico Mourão Russell decidiu que os direitos de qualquer cidadão começa no seu nascimento e terminou com sua morte. Desta maneira, não se justifica recorrer a justiça para reclamar direitos de uma pessoa por fatos ocorridos depois de sua morte.
            Para todos os efeitos legais, o autor dos livros atribuídos ao espírito de Humberto de Campos era o médium Francisco Cândido Xavier. A partir daí, no entanto, como fizera na Terra, o escritor maranhense passou assinar suas mensagens do Além com um pseudônimo de Irmão X.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

Nenhum comentário:

Postar um comentário