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quinta-feira, 23 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N . 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 271. - HUMILDADE SEM PRETENSÃO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  HUMILDADE SEM PRETENSÃO.

A humildade é uma virtude singular nas hostes da Doutrina Espírita, principalmente quando ela é intercalada com a função mediúnica, desde que não leve a marca da pretensão. Convém que todos nós, encarnados e desencarnados, estudemos com mais interesse os dons que Deus nos concedeu, para que possamos sentir na cidade da alma os objetivos dos trabalhos mediúnicos, na sua extensão infinita do amor.
Notamos que, na Terra, o anseio pelo alcance do céu é muito grande, sem que seja notado, pelos que buscam os planos superiores, que esse ambiente se encontra bem mais perto do que eles pensam: dentro das criaturas. No entanto, mesmo o céu existindo em nós, ele pode nos parecer longínquo, se não encontrarmos os caminhos que nos esperam sob a forma de vias de luz, que nos aprimoram e nos despertam em todas as nossas qualidades espirituais.
Uma dessas estradas que nos assegura o bem-estar e que nos dá segurança na senda da verdade é a humildade, sem ambição, sem pretender o que ela pode gerar. Em todos os casos, temos de esquecer sempre o eu, em benefício de todos os semelhantes. Podemos chamar a verdadeira humildade de humildade cristã e, dentro desta qualificação mais pura, procurar vivê-la em todas as suas nuances, sem esperar os frutos porque, quando plantamos uma semente, não é necessário ficarmos ansiosos pelo crescimento da árvore; disso se encarrega a natureza, sob as bênçãos de Deus, nosso Pai e Senhor.
Estamos falando de uma virtude extraordinária, capaz de elevar o homem às regiões sublimadas da vida. No entanto, a vaidade pode deturpá-la, se a vigilância esquecer a disciplina dos sentimentos.
O médium que desconhece a humildade cristã está à beira de um abismo, sem o perceber. Está se aproximando da morte na ilusão de vida, porque onde falta a modéstia, prolifera o orgulho, a prepotência e a dureza de coração.
A Doutrina Espírita está cada vez mais se agigantando; mas isso, por determinação dos planos superiores. É, pois, um movimento de luz para espancar as trevas do mundo e dos homens. Ela abrange todas as classes, nos seus fundamentos religiosos, abraça todos os humildes, pela força da posição que ocupam, assiste à classe média, na sua grandiosa filosofia e atinge com segurança a cúpula intelectual, pela sua força científica. Torna-se um rio grande no mundo, senão o próprio mar de idéias benfeitoras, onde todas as outras, por lei, haverão de desaguar, fundindo seus empenhos para que surja um só Pastor e um só rebanho.
A doutrina dos Espíritos não descobriu a mediunidade. Ela já estava descoberta e já era conhecida de todos os povos do mundo, mas carecia de educação, na regência da disciplina. Foi o que fez AIlan Kardec, buscando os recursos no Evangelho de Jesus, por indução dos Espíritos superiores, para a formação de uma escola, onde os médiuns pudessem compreender suas missões e cumprir seus deveres, como instrumentos de luz para o bem-estar dos homens. Todavia, essa mesma doutrina é progressiva. Por ordem superior, descem dos céus, constantemente, instruções novas e aprimoradas, de acordo com o despertar dos próprios homens.
Essa mesma humildade de que estamos falando e de que nos regozijamos, toma proporções maiores e atinge o estado de pureza, de acordo com o ambiente gerador. O cuidado que deves ter no cultivo da humildade é quando esse esforço encontra o suposto direito dos homens de praticarem certos hábitos e determinados vícios. E o perigo maior é quando o desculpismo forma sua área favorecendo o erro. A chave da portada humildade verdadeira é a conduta reta ou, pelo menos, o esforço constante dessa busca. Mas lembremo-nos de que nunca fazemos esse trabalho sozinho. Dependemos dos outros, como os outros dependem de nós. Somos uma grande corrente e os elos entrelaçados fornecem uns aos outros a vida que, circulando, forma o céu, onde Deus fica visível para todos os que manifestam esse amor.
O medianeiro enfatuado dos seus poderes lança em torno de si uma atmosfera de dúvida, comprometendo seu próprio ministério e se acomodando com as trevas. Quem respira ar poluído, dificilmente encontra oxigênio puro. Estamos nos aproximando do terceiro milênio, e devemos saudá-lo todos reformados em Cristo. Esse é o nosso grande desejo: o desejo de estar bem com a nossa consciência, de encontrar Deus, nos encontrando; de conhecera Cristo, conhecendo a nós mesmos.
Certamente que pregamos a submissão, mas aquela alimentada pelo Evangelho, onde nunca falta o equilíbrio de todas as atitudes enobrecedoras. E, para os médiuns, tornamos a lembrar que devem cultivar a humildade sem pretensão. Que as suas mãos de almas mansas se tornem luzes, onde os que sofrem achem guarida, os desesperados sintam alegria e os tristes, esperanças no futuro da própria vida.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 22 de maio de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - PERDÃO E HUMILDADE. - CAMILO CHAVES. (GIVA F. TEIXEIRA OLIVEIRA.)

          PERDÃO E HUMILDADE.

            Podemos, sem que nos seja interdito, manejar as armas da irritação e da cólera, em resposta ao insulto ou agressão; ninguém, entretanto, nos impedirá o gesto de humildade, em silenciando frente à ofensa.
            Nada, realmente, nos proibirá a ação rebarbativa, quando nos sintamos lesados pela ignorância do semelhante; mister, todavia, ponderar que está em nós anular os efeitos do mal, acionando a bênção da tolerância.
            Retribuir a afronta ou o apodo às nossas atitudes de boa fé, será façanha que, no entendimento de muitos, cabe-nos perfeitamente realizar; as experiências da vida, porém, estão a apontar-nos o perdão e o entendimento, como as melhores alternativas em nosso caminho.
            Irmãos, se desejamos atingir mais rapidamente os patamares felizes da paz íntima, aprendamos com Jesus a ação simples e imorredoura do perdão e da humildade, a fim de que a vida nos responda com a segurança e a alegria, a harmonia e a saúde, aqui e alhures, onde estivermos hoje e sempre.

            Fonte: Livro Caminhemos Junto. - CAMILO CHAVES - Médium Giva F. Teixeira Oliveira - 2a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG. - novembro 2003.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 227.. - UMA VIDA COM AMOR XVIII. - FAMA E HUMILDADE X. - UBIRATAN MACHADO.-



  CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

        UMA VIDA COM AMOR XVIII.

               FAMA E HUMILDADE X.
                                                          
                                                 UBIRATAN MACHADO.

         1958. Chico Xavier, autor de 61 livros, famoso em todo o mundo, considerado o maior psicografado vivo, continuava vivendo na humildade casa térrea em Pedro Leopoldo. Respeitado mesmo pelos que não acreditavam nos seus dons mediúnicos. O que ninguém colocava em dúvida era a sua boa fé, sua admirável honestidade.
         Julho de 1958. Jornais de todo o Brasil reproduziam declarações de Amauri Pena, sobrinho de Chico. Amauri era filho de Maria da conceição, a irmã que conduzira Chico involuntariamente ao espiritismo. Amauri procurara a redação de um jornal de Belo Horizonte, e ali fizera revelações sensacionais que, segundo uma manchete da época, “desmascaravam Chico Xavier”.
         Segundo as declarações de Amauri, as obras psicografadas por ele (Camões lhe teria ditado um novo Lusíadas), como pelo tio, não passavam de mistificações. E acusava:
         “Estou aqui para proclamar em alto e bom som que tudo que tem escrito até agora, apesar das diferenças de estilo, foi criado pela minha própria imaginação, sem que para isso houvesse qualquer interferência de almas do outro mundo, ou qualquer outro fenômeno miraculoso. Assim como tio Chico, tenho uma enorme facilidade para fazer versos, imitando qualquer estilo de grandes autores. Como ele, descobri isso muito cedo. Tio Chico é inteligente, lê muito e, com ou sem auxílio do outro mundo, vai continuar escrevendo seus versos e SUS livros.”
         A imprensa explora fartamente as declarações de Amauri. Chico Xavier evitou qualquer alusão ao assunto. Algum tempo depois, seu sobrinho morreu, em plena loucura. Deixara de trabalhar e começava a beber sem medida. Nunca das raras vezes em que se dispôs a tocar no assunto, Chico admitiu que Amauri fizera aquele escândalo todo motivado pelo dinheiro.
*
            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 20 de janeiro de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 226. - UMA VIDA COM AMOR XVIII. - FAMA E HUMILDADE IX. - UBIRATAN MACHADO.

   CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

         UMA VIDA COM AMOR XVIII.

               FAMA E HUMILDADE IX.
                                                          
                                                   UBIRATAN MACHADO.

         Contestado pela igreja, Chico tornou-se amigo de vários padres, seguidores de um ecumenismo mais largo que o atual, que exclui os espíritas. Certa vez, o médium seguia de ônibus para Belo Horizonte. Na poltrona ao lado viajava um sacerdote.
         Cumprimentaram-se, de acordo com a velha polidez mineira, e, cada um por seu lado, começaram a ler. Em certo trecho da viagem, passaram por um arraial embandeirado. Comemorava-se o dia de São Pedro e São Paulo.
         “Que coincidência – comentou o padre – Imagine o senhor que estou lendo a história de São Paulo, e o autor do livro lhe dá proeminência sobre São Pedro. Não se pode concordar com isso, Jesus entregou as chaves da Igreja a São Pedro.”
         Chico deu a sua opinião.O diálogo se estabeleceu e o padre ficou surpreso com os conhecimentos teológicos do desconhecido.
         “O senhor estudou teologia?”
         Não. Cursei apenas até o quarto ano primário. Mas sou médium...”
         “O Senhor é o Chico Xavier de Pedro Leopoldo?”
         O padre perguntou se poderia lhe escrever, Chico anuiu ao seu desejo. Pouco depois iniciava-se uma correspondência que duraria anos.
*
         Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                            RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 224. - UMA VIDA COM AMOR XVIII. - FAMA E HUMILDADE VIII. - UBIRATAN MACHADO.


   CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

         UMA VIDA COM AMOR XVIII.

             FAMA E HUMILDADE VIII.
                                                          
                                                       UBIRATAN MACHADO.

         Apesar de sua clarividência e de seus constantes diálogos com o Além, muitas vezes Chico Xavier deixou-se surpreender e emocionar pela presença dos mortos. Foi assim com o poeta Jésus Gonçalves. Gravemente doente, Jésus vivia em Pirapitingui, SP. Através de amigos comuns, começou a se corresponder com Chico. No meio da correspondência, envia-lhe retratos. E dizia que ao partir da Terra, não deixaria de se comunicar com o médium. E, quando morreu, cumpriu realmente a promessa.
         Em fevereiro de 1947, chegaram a Pedro Leopoldo, provinientes de São Paulo, dois amigos de Chico: Francisco de Paula Cardoso e o dr. Raul Soares. Sem programa determinado, os três resolveram reunir-se no Centro Luiz Gonzaga, a fim de orar.
         Chico sentou-se entre os dois companheiros. Pouco depois, Emmanuel apresentava-se, dava a sua mensagem e despedia-se. O médium ainda se achava concentrado quando viu a porta de entrada iluminar-se com uma luz suave. Surgiu, então, um espírito “em condições admiráveis”, diz Chico. “Além da aura de brilho pálido que o circundava, trazia luz não ofuscante, mas clara e bela, a envolver-lhe.”
         Pela linguagem universal do pensamento, o médium indagou quem de quem se tratava. O espírito aproximou-se e respondeu em voz calma:
         “Sou Jésus Gonçalves, Chico. Estou cumprindo minha promessa, Vim Vê-los”.
         Emocionado, o médium começou a chorar de maneira incontrolável. Notando a preocupação dos amigos, Chico a muito custo, perguntou-lhes se sabiam da morte de Jésus. Ambos desconheciam o fato. O espírito ditou ainda dois sonetos, no final da reunião. No dia seguinte, os dois amigos, seguiram para Pirapitingui, a fim de averiguar o que acontecera com Jésus. Ao chegar lá, souberam que o poeta havia falecido alguns dias antes.  
*
            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 224.. - UMA VIDA COM AMOR XVIII. - FAMA E HUMILDADE VII. - UBIRATAN MACHADO.



   CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

         UMA VIDA COM AMOR XVIII.

               FAMA E HUMILDADE VII.
                                                          
                                                  UBIRATAN MACHADO.

         Em 1946, Chico adoeceu de novo. O caso era grave. O corpo achava-se debilitado pelos constantes trabalhos. Sentia-se fraco, sem ânimo para nada. O diagnóstico médico era de tuberculose.
         Conta Ramiro Gama que, em uma certa manhã de sol, ao ver o médium tão triste, sentado à porta da casa Emmanuel pôs-lhe a mão no ombro e disse:
         “Procure reagir. Sua enfermidade é tanto do corpo como do espírito. Não desanime. Se Deus quiser, vai ficar bom. Ao dormir, lembre-se de mim. Vou levar seu Espírito a um lugar muito lindo. Lá, ele será medicado.”
         Ao deitar-se, Chico não se esqueceu do compromisso com o amigo. amigo. Adormecendo,viu-se passeando em Espírito por um jardim maravilhoso, com flores, como nunca vira na Terra.
         Lá no fim, sentado num banco e envolto muita luz alaranjada, estava um menino delicado. Emmanuel fez a apresentação. E, para surpresa do médium, o garoto segurou-o no colo com extrema felicidade. Passou as pequenas mãos luminosas pelo corpo de Chico, acariciou-o, apertou-o de encontro ao peito, e depois lhe disse sorrindo:
         “Pronto, está medicado”.
         No regresso para casa, ainda no espaço, Emmanuel explico-lhe:
         “Você recebeu um remédio de que estava necessitado: transmissão de fluidos. Pela manha, vai acordar bem melhor, mais forte, sem cansaço e sem febre”.
         A partir daí, o médium começou a melhorar, sarando rapidamente.

         Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret  Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

- CHICO XAVIER. - N º. 223. - UMA VIDA COM AMOR XVII. - FAMA E HUMILDADE VI. - UBIRATAN MACHADO

  CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

          UMA VIDA COM AMOR XVII.

               FAMA E HUMILDADE VI.
                                                          
                                               UBIRATAN MACHADO.

            Com o processo, a fama de Chico cresceu. Entrevistá-lo era o sonho de todo jornalista. Mas o médium fora proibido por seu chefe no Ministério da Agricultura de conceber qualquer entrevista. A dupla David Nasser e Jean Manzon, porém não era de desistir, Resolveram que entrevistariam o homem. E rumaram para Minas.
         Ao chegar a Pedro Leopoldo, sentiram que a matéria dificilmente sairia. Resolveram, então, fazer-se passar por norte-americanos. Natividade, piloto do avião que os levara até lá, seria o intérprete. Convém observar que, aquela altura, a dupla de jornalistas estava iniciando a sua carreira, sendo ilustres desconhecidos.
         Após uma conversa, Chico assentiu. Concluída a longa entrevista, o médium disse:
         “Emmanuel quer que eu autografe livros para os senhores”.
         Já no Rio de Janeiro, David Nasser, que não abriu o livro recebido do médium, comentou com a esposa:
         “Ontem iludimos o Chico”.
         E narrou a astúcia empregada.
         “iludiram coisa nenhuma – respondeu a esposa. – Olha aqui a dedicatória: “Ao meu irmão David Nasser, com o abraço do Chico Xavier”.
         Desconcertado o repórter ligou para o colega que o acompanhara. O fotógrafo correu, abriu o exemplar e lá encontrou a dedicatória: “Ao meu caro Jean Manzon...”
         A reportagem quase não foi publicada, pois as fotos de Chico eram meio irreverentes. Por fim, saiu, se bem que o repórter omitisse esse fato, sob a alegação de que a “verossimilhança é mais importante do que a verdade”.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)