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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

- A ARTE DE VIVER COM... - EXISTINDO COM ELE. - Dr. HUMBERTO. (Dr. Carlos.)


                  EXISTINDO COM ELE.

 “... n’Êle vivemos (isto é, temos vitalidade), nos movimentamos (temos energia dinâmica) e temos nosso ser (atingimos a perfeição)”. Lucas. (Atos 17:28).

            Todos desejam uma vida digna e com todas as vossas necessidades pessoais supridas, como alegria, saúde, felicidade, prosperidade, paz e harmonia.
            Mas, no vosso dia a dia sempre passam por experiências que vos proporcionam oportunidades de aprendizados e de provas em vossa capacidade pessoal.
            Num determinado momento, começam a sentir um cansaço físico, mental, falta-lhes força para seguirem a viver realizando vossas tarefas diária, pensam que não suportarão as pressões impostas pela vida. Sentem que lhes falta vitalidade, começam a diminuir a execução das vossas tarefas, pois, demonstram sinais de estarem fixados no mesmo lugar, chegam ate a pensar que se desconhecem devido esta fase de suas vidas.
            Entre tanto encontram pessoas ao seu lado que lhe servem de exemplos, pois, estão vivendo de forma altiva enfrentando suas provas e expiações com energia, alegria, entusiasmo, felizes, e em harmonia com o mundo ao seu derredor.
            Muitas vezes vos perguntam a si mesmo: “qual a diferença entre eu e aqueles que possuem uma vida ativa, alegre e feliz?
            A resposta e simples. São pessoas que habilmente praticam em suas vidas os ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo, Modelo de vida a ser seguido por nós.
            Todos aqueles que vivem com o Cristo estão alimentados de uma energia vital especial, motivada pela Fé raciocinada de que, crendo n’Ele tudo suportam e tudo conseguem conforme o merecimento e no tempo apropriado.
            Andar com o Cristo no dia-a-dia é estar fortalecido e consciente de que receberão o que lhes é devido. Praticando “o fazer aos outros o que quereis que vos façam”.
             A fé energiza o vosso ser, tornando-vos mais fortes e dando-lhes uma aptidão maior para se movimentarem em busca dos seus objetivos reais. Viver com Ele, é viver as práticas evangélicas que Ele vos ensinou, habilitando-os alcançarem a evolução tão almejada para os Espíritos encarnados.

                                                                                              Dr. Humberto

(Mensagem recebida em Piracicaba, SP, em 23 de Fevereiro de 2017, às 15,19 horas, pela Psicografia Intuitiva do Médium, Dr. Carlos).

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 5 de junho de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 245. - UMA VIDA COM AMOR XXXIII. - MISSÃO CUMPRIDA IX. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

   UMA VIDA COM AMOR XXXIII.

            MISSÃO CUMPRIDA IX.

                                         UBIRATAN MACHADO.

         Cavalo e cavaleiros à parte, o que mais impressiona em Chico Xavier é a sua humildade. E a sua paciência, que, certamente daria para competir com a de Jó. Essas qualidades humanas. Tão raras, seduzem e desconcertam tanto quanto a sua simplicidade, apesar de viver há mais de meio século no pódio da fama. Uma simplicidade de tão contundente que chega até admitir que, esporadicamente, deixa escapar uma mentira:
         “Pois, como diz Emmanuel, às vezes é preciso adiar uma verdade”.
         Já vimos como o espíritas de todo o mundo acreditam numa futura missão civilizadora do Brasil, baseado no amor e no cumprimento do espiritismo evangélico a brasileira. Hoje, essa concepção, que não nasceu de um impulso de ufanismo, espalha-se cada vez mais por todo o mundo.
         Uma estudiosa estrangeira, a norte-americana Alice A. Bailey, salienta que o Brasil, no futuro, será “uma civilização vinculadora e interpretativa, baseada no desenvolvimento da consciência abstrata, mescla de intelecto e intuição, que revela a sabedoria do amor em toda a sua beleza.”
         De maneira que – como escreveu o Argentino Humberto Mariotti – não será arriscado supor que no país do Cruzeiro do Sul esta sendo gerada uma nova filosofia religiosa e espiritualista, que será sem dúvida, o ideal da Nova Era.”
         Se assim for, Chico Xavier terá sido, sem dúvida, o grande apóstolo dessa Nova Era. O homem que se autodefine como “um animal a serviço dos espíritos, uma tomada entre os dois mundos.” E muito mais que isso.
         E nem importa se os espíritos existem ou não, se eles se comunicam o não com os vivos. Isso depende da fé individual. Mas qe o independe de crenças, o que ninguém pode negar, é o extraordinário exemplo de amor e abnegação humanos dados por Chico. Tal um cometa num límpido céu de uma noite de verão, ele passa pela Terra deixando um imenso rastro de luz.         
(Nota. -Fonte: Chico Xavier – Uma vida com Amor, Instituto de Difusão Espírita, Araras, SP, 1992.)

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 26 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER . - N º. 244. - UMA VIDA COM AMOR XXXII. - MISSÃO CUMPRIDA VIII. - UBIRATAN MACHADO.

 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

      UMA VIDA COM AMOR XXXII.

             MISSÃO CUMPRIDA VIII.

                                            UBIRATAN MACHADO.

         Chico não é apenas o maior best-seller nacional. Como autor teatral, obteve sucesso marcante, nestes tempos de vacas magras para o teatro. A peça Além da Vida, coletânea de textos extraídos de obras de Chico Xavier e Divaldo Franco, teatralizados por Augusto Cesar Vannucci, Hilton Gomes e Paulo Figueiredo, ficou durante oito meses (de janeiro a agosto) em cartaz no Rio de Janeiro. Com um detalhe pelo menos durante seis  meses com casa lotada (o teatro tem cerca de 420 lugares).
         Sucesso em livro, no teatro e na televisão, faltava apenas Chico atingir uma das mais populares formas de comunicação dessa época o disco. Mas no ano passado, uma gravadora lanço quatro elepês, nos quais Chico lia algumas de suas mensagens. Ou melhor, mensagem dos espíritos, pois, como ele mesmo gosta de insistir:
         “Não sou autor de livros. Os autores são os espíritos amigos. So apenas o cavalo usado para o transporte. Os cavaleiros não aparecem.”

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 17 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 243. - UMA VIDA COM AMOR XXXI. - MISSÃO CUMPRIDA VII. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XXXI.

                MISSÃO CUMPRIDA VII.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         Com ou sem Nobel, a vida continua. Chico prossegue psicografando, de preferência ao som de música. O médium garante que um dos espíritos que com mais freqüência se utiliza de suas mãos adora a Sinfonia Fantástica, de Berlioz. Independente do ritmo musical, sua mediunidade apresenta fenômenos raros, como a chamada psicografia cruzada, que consiste no fato de dois (ou mais) médiuns receberem trechos de uma mensagem, que, unidos, encaixam-se perfeitamente, formando seqüência.
         Desta forma, foi recebido integralmente o livro Evolução em Dois Mundos, ditado pelo espírito de André Luiz. Chico recebia os capítulos pares e Waldo vieira que morava a mais de 500 km de Chico os impares.
         Reunidos, encaixaram-se perfeitamente, valendo lembrar que, pelo assunto e terminologia utilizada, é livro de acesso limitado a um escasso público.
         Em seu livro No Mundo de Chico Xavier, o médico Elias Barbosa reduz a atividade do médium mineiro a uma curiosa estatística. Os números, para em 1967, data da primeira edição. Dezessete anos depois, obviamente, tais números se tornaram obsoletos, sem perder o c´rater de exemplo admirável. Por isso, resolvemos atualizá-los, no possível, levando em consideração a diminuição gradativa das atividades de Chico, em conseqüência da enfermidade e da marcha inexorável da idade.
         Tomando por base só os 40 anos de atividade de Chico, Elias Barbosa concluiu que, durante esse período, ele participou de 6.240 reuniões, tendo atendido a mais de um milhão de pessoas. O tempo empregado no serviço psicográfico e mediúnico ascendia a 73 mil horas. Isso significa que Chico, até então, havia passado 8 anos, 12 dias e 10 horas em transe.
         O número de livros psicografados era de 92, sendo que, destes, 7 de parceria com Waldo Vieira. Total de páginas: 17.119, sem computar as mensagens pessoais e as recebidas em língua estrangeira, o que, segundo Elias Barbosa, talvez dobrassem esses números. Naqueles 40 anos, Chico psicografara 21.772 versos.
         Hoje, 17 anos depois, chegamos aos seguintes resultados, que, admitimos, sido perfeitamente contestáveis. Neste ano da graça de 1984, com 57 anos de trabalhos mediúnicos, Chico deve tr participado de cerca de 8900 reuniões. O número de pessoas atendidas fica ao redor de m milhão e meio.
         O tempo despendido no serviço mediúnico equivale a aproximadamente 105 mil horas. Isso equivale a dizer que Chico, até a presente data, passou cerca de 11 anos em estado de transe.
Os livros psicografados são 212, sendo de 9,5 milhões o número de exemplares vendidos. O Total de páginas deve se aproximar de 30 mil, cabendo a mesma ressalva feita por Elias Barbosa: neste total, não figram as mensagens pessoais e em língua estrangeira. Os autores psicografados oscilam ao redor de 400. - (Até junho de 1992, já havia Chico Xavier alcançado a expressiva cifra de 353 livros publicados. Nota da Editora IDE)    

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 242. - UMA VIDA COM AMOR XXX. - MISSÃO CUMPRIDA VI. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XXX.

              MISSÃO CUMPRIDA VI.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         Em 1981, o nome de Chico Xavier foi lançado candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Não houve grande mobilização. Algumas reportagens, moções de apoio, e só.
         No ano seguinte, se nome voltava a ser lembrado. Desta vez, o movimento seria mais bem estruturado. Os defensores da idéia, através do programa Fantástico, da TV globo, procuraram monopolizar a opinião pública, congregando espíritas e não-espíritas. O objetivo não seria premiar o seguidor de Kardec, mas a admirável figura humana que vive com uma modesta pensão do Estado, quando apenas os direitos  atorais de seus livros lhe permitiriam adquirir várias fazendas de gado em Uberaba. Com absolto desprendimento, no entanto, Chico prefere dividir esse dinheiro entre cerca de 2 mil instituições de caridade, localizadas no Brasil e no exterior.
         A campanha dirigida por Augusto Cesar Vannucci, encontrou extraordinária receptividade, sendo endossada por mais de 10 milhões de brasileiros, que assinaram a manifestação, enviaram telegramas e cartas de apoio.
         O deputado Freitas Nobre, durantes meses empenhou-se em recolher toda a documentação possível sobre Chico. O resultado passou de longe toda a expectativa. O material reunido somava 140 quilos. Desse peso bruto, extraiu-se o fino, os casos mais extraordinários, realçando as admiráveis qualidades humanas de Chico. O resumo de tudo, foi encaminhado ao presidente do Instituto Nobel, na Noruega, Dr. Swerderup, que fez questão de revelar sua admiração.
         Por outro lado, a candidatura Chico Xavier expandia-se também no exterior, tendo obtido o apoio de pessoas e instituições de 28 países das Américas, Europa, Ásia e África.
         Em meio a toda essa mobilização ao redor de seu nome, Chico mantinha a mesma humildade.
         Dizia não saber se a merecia. E nem podia nada prever. Os dois outros candidatos eram figuras marcantes; o papa João Paulo II e o lider sindical polonês Lech Walesa, que saíram vitoriosos.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 5 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER . - N º. 241. - UMA VIDA COM AMOR XXIX - MISSÃO CUMPRIDA V. - UBIRATAN MACHADO.


  CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

        UMA VIDA COM AMOR XXIX.

                  MISSÃO CUMPRIDA V.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         História talvez única nos anais da Justiça brasileira foi aquela ocorrida em Goiana, Goiás, em julho de 1979. Se necessitássemos de um título fantástico, com uns toques à la Gabriel Garcia Márquez, não hesitaríamos em optar por A Incrível História de um Réu Absolvido pela Mensagem de um Morto.
         O caso começou três anos antes, quando, sem qualquer motivo, um estudante de 18 anos assassinou seu melhor amigo. O crime provocou polêmica. Parecia a todos bárbaro e frio. O assassino, porém, jurava sua absoluta inocência. Era primário. E sempre fora um jovem de boa conduta.
         Para complicar as coisas, o crime ocorrera sem testemunhas. Afinal, marcou-se a data do julgamento. Nesse entretempo, chegou ao juiz encarregado do processo uma mensagem psicografada por Chico Xavier. Nela o rapaz assassinado, Mauricio Garcez Henrique, isentava o amigo de qualquer culpa. O disparo fora acidental. E os dados eram tão preciosos, com detalhes tão irrefutáveis, que o juiz absolveu o réu, numa decisão provavelmente inédita no pais – e talvez no mundo.
                              
            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                    RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 240. - UMA VIDA COM AMOR XXIX. - MISSÃO CUMPRIDA IV. - UBIRATAN MACHADO.


CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

      UMA VIDA COM AMOR XXIX.

              MISSÃO CUMPRIDA IV.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         Com ou sem alopecia, de boina ou sem boina, Chico prosseguiu de maneira incansável em seu trabalho mediúnico. Algumas pessoas, em seu arrebatamento, chegam a classificá-lo de fazedor de milagres. O que não agrada o médium mas é o que afirma, com toda a convicção, a advogada e professora Darci Sodré Fuentes, residente em Franca, estado de São Paulo.
         Dona Darci achava-se com um sério problema de saúde, que os médicos não conseguiam determinar. Correu ceca e meca, sem resultado. A princípio, pensava que o problema fosse de vesícula. Feitos os exames, nada. Desesperada, resolveu ir a Uberaba. Assim que viu, sem nada lhe perguntar, Chico recomendou-lhe:
         “Volte para Franca um especialista o Dr. Fernando Ruas. Ele poderá orientá-la.”
         Chico nunca ouvira falar no Dr. Fernando, que, realmente, constatou que dona Darci sofria de um problema congênito dos rins.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 239. - UMA VIDA COM AMOR XXIX. - MISSÃO CUMPRIDA III. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XXIX.

             MISSÃO CUMPRIDA III.

                                                UBIRATAN MACHADO.

         Um outro fato que deu motivo a muito comentário é a peruca de Chico. Há várias versões a respeito. O que existe de certo é que, até certa época, usava boina. Os crentes, porém, no excesso do entusiasmo, passaram a lhe roubar as boinas, com a mesma habilidade com que rasgam, por exemplo, a roupa de um cantor. Apenas, aqui, entrava principalmente a credulidade. Pensavam que a boina podia fazer milagres, curar doenças, salvar da crise econômica, etc.
         Seja como for, dizem alguns que a peruca lhe foi aconselhada por Emmanuel. O médium, careca, estava muito feio. E, podendo-se evitar, não se deve mostrar aos outros uma aparência desagradável. Essa versão, porém, parece apenas folclórica. Pois o próprio Chico conto a um repórter uma história bem mais natural.
         “há alguns anos, tive uma sinusite. Essa moléstia começou a me criar problemas no olho doente. Trabalho todos os dias até a madrugada. Noites frias, as vezes, saio com chuva. No meu caso,  a calvície é uma enfermidade que está catalogada em qualquer dicionário. Chama-se alopesia.”

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 238. - UMA VIDA COM AMOR XXIX. - MISSÃO CUMPRIDA II. - UBIRATAN MACHADO.

CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

     UMA VIDA COM AMOR XXIX.

              MISSÃO CUMPRIDA II.

                          UBIRATAN MACHADO.

         Solteiro. Chico nada tem de misantropo. Ou de misógino. Apenas sua missão é mais alta. Puro sacerdócio. Como tal, indispensável por de lado outras preocupações. Conta-se qe, certa vez, um grpo de senhoras de Uberaba sugeriu-lhe casar-se, Chico preocupou-se muito. Afinal, um amigo aconselhou: “Compreenda a lição do perfume em seu vidro. Enquanto está ali, beneficia apenas o vaso que o prende. Fora dali, perfuma e agrada a todos”.
         Chico ouviu, meditou e hoje está convencido de que Deus e os seus orientadores espirituais privaram-no do amor físico para que ele se dedique ao amor para todos. A família é exclusivista. A um réporter que insistiu neste ponto, Chico respondeu, sem mágoa e com bastante humor:
         “Se eu estivesse insistido nesse problema, talvez tivesse me definido. Com a morte de minha madrasta, no entanto, fiquei tomando conta dos seis filhos dela... Por outro lado, a mediunidade começou a se manifestar muito cedo. Ao todo, éramos 14 pessoas, que eu devia amparar. Então por muito qe o sexo me requisitou, não pde decidir. Resisti aos impulsos, mas não foi fácil. Outro dia, a grande poetisa goiana Cora Coralina dizia a um réporter que os velhos, mesmo os velhos, têm direito aos sonhos eróticos. Sonhos maravilhosos...”
         Chico não namorou e nem casou. Mas adotou uma imensa família em todo o país. Como todo homem solteiro, porém, já foi vítima das mais torpes calúnias a respeito de sua conduta sexual. Além da condição de celibatário, contribuem para isso seu modo de falar e a maneira delicada, quase feminina, de seus gestos.
         A propósito, contam que há pouco tempo uma moço, impressionada, olhava-o. Ainda não haviam trocado qualquer palavra quando, de repente, Chico surpreende-a, ao se dirigir a ela, de maneira cortês, mais incisiva.
         “O que você está pensando de mim não procede. Nunca tive relações sexuais, muito menos com homem.”

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER . - N º. 237. - UMA VIDA COM AMOR XXVIII. - MISSÃO CUMPRIDA I. - UBIRATAN MACHADO.


                        CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

                                UMA VIDA COM AMOR XXVIII.

                                    MISSÃO CUMPRIDA I.

                                                                       UBIRATAN MACHADO.

         Ninguém escapa dos desgastes do corpo. Assim aconteceu com France, assim ocorre com Chico Xavier. A medida que o médium foi avançando na estrada da vida, foram surgindo os males. Quanto mais quilometragem, mais doenças. Pequenas e grandes, contornáveis e irremediáveis. Todas suportadas com admirável estoicismo. Como o progresso lento da moléstia dos olhos, iniciada mais ou menos em 1931, e que o deixou praticamente cego.
         Naquela época, Chico julgava que seria salvo milagrosamente, mediante uma intervenção cinematográfica dos espíritos. Ledo engano. Emmanuel advertiu-o para as inevitáveis imperfeições do corpo, e recomendou-lhe que não menosprezasse a medicina, que “está no mundo m nome da Divina providência”.
         O médium conformou-se. Conta-se que Zé Arigó, lá pelos idos dos anos 60, quando se achava no auge, ofereceu-se para operá-lo a vista. Chico teria se esquivado, delicadamente. Verdade ou não, o fato é que Chico, hoje está praticamente cego do olho esquerdo – sujeito a constantes sangramentos – e com apenas 50 % de visão na vista direita. Mas o médium acha que todo esse sofrimento lhe fora benéfico.
         “Transcorridos tanos anos daquele diálogo com Emmanuel, agradeço ao Senhor a bendita doença que carrego nos olhos, sempre tratada por médicos amigos e por Amigos Espirituais, pois ela tem sido em todo esse tempo um agente providencial, induzindo-me à reflexão e ensinando-me a respeitar os sofrimentos dos outros.”  
         A doença dos olhos, porém, é apenas um capítulo de um quadro mais amplo. Em 1976, Chico sofreu a primeira crise de angina no peito. A última ocorreu em março de 1983. Já teve dois enfartes. A insuficiência coronariana lhe produz dores fortíssimas no peito. Ao menor esforço visual, Vê-se obrigado a repousar os olhos num quarto escuro. Ingere 12 medicamentos diários. E a cada 15 dias viaja para São Paulo, a fim de submeter-se a um tratamento de acupuntura. Apesar de todos os pesares, continua trabalhando.
         “É o melhor paciente do mundo. Quando precisa desobedecer, me pede licença”, depõe o Médico Eurípides Vieira, que o assiste.
         O trabalho apenas deixou de ser intenso, como era, por exemplo, em 1961. Conta-se que naquele ano, faleceu num hospital de São Paulo um jovem operado de úlcera. O rapaz, Anélio Gilbertoni, saíra de sua cidade, Taquaritinga, no interior paulista, especialmente para ser operado na capital.
         Diante do resultado desastroso da operação, falou-se muito da imperícia do operador. A noiva do rapaz, Marina, foi uma das pessoas que defenderam essa tese com maior ardor. Afinal, dizia, Anélio era m rapaz tão forte...
         Três meses após a operação, Marina, que morava em Poços de Caldas, Minas Gerais, decidiu pedir um conselho a Chico Xavier. Sentia-se arrasada, sem forças para continar vivendo, incapaz de livrar-se da imagem do noivo.
         Chegada em Uberaba, dirigiu-se à Rua Eurípedes Barsanulfo. Após longa espera na fila, conseguiu afinal, aproximar-se do médim. Eram quase 11 horas da noite. E, para seu espanto, no final da reunião, recebeu das mãos de Chico uma mensagem, reproduzida pela a imprensa à époce.
         Nela, Anélio lembrava certos fatos íntimos de que só eles sabiam e inocentava o médico que o operara.
         Casos como esse aconteceram aos milhares com Chico. Estão documentados em dezenas de livros, sacralizados pela assinatura das pessoas que o viveram. E todos sabem a certeza com que ele diz o nome de pessoas qe nunca havia visto antes. Já vimos o ocorrido com David Nasser e Jean Manzon. A respeito desse dom, o escritor Ramiro Gama (Lindos Casos de Chico Xavier) conta o seguinte:
         “Certa vez, fomos em visita a um casal amigo, Lauro e Dayse Pastor Almeida. Ambos são admiradores sinceros de Chico Xavier e conhecem muitos casos do médium. Por isso resolvemos visitá-los. E Dona Dayse contou qe a primeira vez que viu Chico pessoalmente foi durante a Semana do Livro Espírita em Belo Horizonte.”
         Ela e Lauro estavam parados, conversando, quando o médium se aproximou deles e, numa atitude simples e fraterna, perguntou: “Como vai, Dona Dayse? Ela ainda lhe corrigiu delicadamente a pronuncia, pois ele aportuguesara, dizendo Daise em vez de Deise. Com toda a polidez, ele se justificou: “É que estou lendo seu nome como ele é escrito.”
         Caso mais impressionante aconteceu com João Guignone, presidente da Federação Espírita do Paraná. Concluída a sessão, João entrou na fila, a fim de cumprimentar e abraçar Chico. Qual não foi sua surpresa quando, ao chegar junto do médium, este lhe disse:
          “Sabe quem está ao seu lado, bastante emocionada e querendo abraça-lo? Sua mãe!”
         Ao sair dali, João Guignone comentou com um amigo:
         “Veja só o Chico não está regulando bem. Minha mãe esta viva em Curitiba.”
         Assim que chegou ao hotel, porém, recebem um telefonema interurbano. Era do Paraná e lhe anunciava a morte de sua mãe.
         Os fatos são irrespondíveis.
         Mas as explicações variam muito. Elas vão desde a tese espírita, que reconhece o dom mediúnico de ver e dialogar com os mortos, até de alguns psicanalistas mais radicais, que negam simplesmente tais fenômenos, considerando-os perigosa e doentia ilusão dos sentidos.
         A moderna parapsicologia, no entanto, interessa-se cada vez mais pelos fenômenos insólitos e pelos médiuns. A transmissão de pensamentos, por exemplo é unanimemene aceita por parapsicólogos de todas as correntes. Esse dom começa a interessar até as técnicas de espionagem. Na União Soviética, há espiões que recebem treinamento especial para desenvolver seus dons paranormais. A ficção científica, que se projeta no futuro, está cheia de superdetetives capazes de captar o pensamento alheio. Citamos tais fatos apenas para mostrar que o impossível, a manifestação diabólica de uma época , será o normal tempos depois. Durante anos o hipnotismo foi condenado pela Igreja, considerado manifestação diabólica. Hoje, é verdade cientifica irrefutável.
         Mas Chico não hipnotiza e nem faz espionagem. Seus dotes paranormais, no entanto, ultrapassam em muitos os conhecimentos atuais da parapsicologia. Foi por tudo isso, para acender uma luzinha neste mistério, que, em 1978, a NASA mandou um cientista a Uberaba. Durante seis dias, o engenheiro-pesqisador Paul Hild estudou a mediunidade de Chico. Como bom americano, Hild trouxe uma sofisticadíssima aparelhagem eletrônica e câmeras de circuito interno. Sabemos que as nossas impressões são subjetivas e enganam. Mas as máqinas, pelo contrário, nunca se deixam iludir. E os resultados preliminares, fornecidos pela eficácia fria da máquinas, deixaram o cientista americano desconcertado.
         O que pensaria, então, Paul Hild se Chico lhe contasse o caso do espírito atirador?
         “Certo dia, eu estava trabalhando com um colega, no escritório da seção do Ministério da Agricultura. De repente, percebi a chegada de dois espíritos perturbados. Fazia algum tempo que ambos vinham me fazendo ameaças. Daquela vez, porém, um deles estava armado com um revólver. Ele começou a me dirigir desaforos, dizendo que ia me matar. Meu colega de trabalho não viu e nem ouvia nada. Acontece que o tal espírito atirou mesmo. Desviei o corpo e a bala raspou o meu ombro. Ao me ver empalidecer e cair, meu colega correu para ajudar-me, partindo em seguida em bsca de socorro médico”.  
           
Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 26 de março de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 235. - UMA VIDA COM AMOR XXVI. - UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO VII. - UBIRATAN MACHADO.


         CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

                UMA VIDA COM AMOR XXVI.

UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO VII.

                                                              UBIRATAN MACHADO.

         Além das rosas e de seus bichos, Chico quase nada possui. Gosta de andar a pé. Sua rotina inclui uma caminhada diária, de casa até a praça principal de Uberaba. Ali, no Bar 1001, toma um cafezinho. Na ótica ao lado, pára e conversa alguns minutos com o proprietário, seu Otávio. Em seguida, ruma para o Correio, em busca de correspondências – mais de 50 por dia.
         “almoço ao meio dia. Refeição comum do interior do Brasil. Nas horas da tarde, ocupo-me da correspondência usual e em datilografar as páginas escritas pelos Benfeitores Espirituais por nosso intermédio. Isso, depois do trabalho com os Amigos espirituais, psicografando ou revendo com eles as páginas da autoria deles mesmos, sempre com a assistência de Emmanuel. Aos domingos, dedico-me aos trabalhos de correspondência mais íntima. Durmo sempre depois das duas horas da madrugada. Sem jantar. Deixe de jantar quando completei 40 anos. E minha única noite de folga, aquela que dedico apenas ao descanso do meu corpo, já doente, é a noite de domingo”.
         Apenas a doença, de fato consegue afastá-lo dessa rotina operosa. Aos poucos, à piora progressiva de seus olhos vieram a juntar-se outros males, pequenos e grandes. Em 1969, foi operado da próstata, em São Paulo.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 19 de março de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 234. - UMA VIDA COM AMOR XXIV. - UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO VI. - UBIRATAN MACHADO.


         CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

                UMA VIDA COM AMOR XXIV.

 UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO VI.

                                                               UBIRATAN MACHADO.

         Uma rotina que, trabalho mediúnico à parte, não difere de milhões de brasileiros. Uma rotina que começa cedo na pequena casa cheia de rosas e bichos. A um repórter que certa vez lhe indagou se gostava de rosas, Chico explicou:
         “Os espíritos me pediram que plantasse, ao redor da casa, um certo número de flores. Como gosto de rosas, plantei rosas. Os espíritos explcam que as flores têm um corpo dinâmico que vai até o perfume, embora só vejamos as pétalas. O perfume, cria uma atmosfera balsâmica, propiciando mais recursos para a permanência dos espíritos em nosso meio”.
         Cachorros, gatos e coelhos fazem parte da realidade cotidiana de Chico, que muito os estima. Quem se interessa pela doutrina de Kardec sabe que os espíritos acreditam que os animais têm uma alma. Não tão complexa quanto a do bicho-homem, é lógico. Mas destinada também a ascender numa escala infinita de progresso.
         Se assim for o cachorro Lorde, que Chico possuía ainda em Pedro Leopoldo, tinha uma alma muito especial. Dizia-se que ele, como seu dono, “possuía até dons mediúnicos”. Bastava olhar as pessoas qe visitavam Chico para saber quais os aproveitadores, os sinceros e os simples curiosos. De acordo com o caso, latia com insistência ou abanava a cauda.
         Chico dizia que, na hora da oração matinal, Lorde era seu companheiro infalível. Punha as patas dianteiras em cima da mesa, abaixava a cabeça, parecendo rezar em estado de profunda concentração. Nos momentos de prece mais ardente, o cão olhava para Chico com indisfarçada ternura e chegava a chorar.
         Houve um outro cachorro,também em Pedro Leopoldo, que deixou muita saudade ao médium. Chamava-se Dom Negrito. Era pretinho, peludo, charmoso, Vira-lata espiritualizado, freqüentava o Centro São Luiz Gonzaga, nas noites de sessão, das oito da noite às duas da madrugada. Nunca faltava, ar concentrado, respeitoso, como se fosse também rezar.
         Em certa ocasião, um repórter encontrou em sua casa um coelho. Conversa vai, conversa vem, Chico demonstrando seu fino humor mineiro, sem malícia e sem grosseria, disse ao jornalista.
         “Este coelho não é muito honrado. Outro da, dois de meus gatos vieram denunciá-lo. Arranharam-me as mãos, praticamente me puxaram até o seu canto. Fui. O coelho estava comendo a ração de carne. Os coelhos são herbívoros Mas este, estragado pela escravidão, virou carnívoro”.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 12 de março de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 233. - UMA VIDA COM AMOR XXIV. - UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO V. - UBIRATAN MACHADO



         CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

               UMA VIDA COM AMOR XXIV.

 UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO V.

                                                                       UBIRATAN MACHADO.

         Os cronistas esportivos exaltam o Brasil como a terra do futebol. O povo diz que Deus é brasileiro. Já os espíritos consideram nosso pais como a terra da Boa Nova. Daqui estaria destinado a partir um novo conceito de civilização, baseado no amor, mas tendo a filosofia espírita por base.  Pode-se duvidar disso. Mas o que ninguém pode negar é a crescente difusão do espiritismo brasileiro em países vizinhos, como o Uruguai e a argentina por exemplo.
         Nestes países, também aceita-se a predestinação histórica do Brasil. O número de maio/junho de 1963 da revista argentina Conocimento de la Nueva Era foi inteiramente dedicado ao nosso espiritismo. Significativamente, intitulava-se El Milagro Espiritual del Brasil. Num dos artigos da revista, Humberto Mariotti, então vice-presidente da Confederacion Espiritista Argentina, diz:
         “De fato, a nação brasileira está representando o mesmo papel histórico desempenhado pela antiga Israel por ocasião da vinda do Cristo. É este fato que nos permite compreender o progresso espiritualista naquele país e a causa de tantos feitos metapsíquicos e mediúnicos que estão comovendo, em primeiro lugar, a ciência positivo-materialista e, em seguida, as diversas escolas espirituais e religiosas de diversas correntes. Hoje, o Brasil é o país eleito para a Nova Revelação. Dali partem já poderosas irradiações psíquicas que estão influenciando a maioria dos países latino-americanos, como também a América do Norte.”
         E este fato segundo o articulista, foi reconhecido pela famosa Helen Blavatsky, e confirmado pela International Spiritualist Federation, de Londres, e pela Revue Spirite fundada por Allan Kardec. Essa crença seria mais uma vez reafirmada durante a longa viagem empreendida por Chico Xavier em 1965.
         Em maio daquele ano, Chico partiu para os Estados Unidos. Viagem de recreio, de difusão e para tratamento de saúde. Com o agravamento do problema da vista, o médium iria unir o indispensável ao agradável, consultando um centro oftalmológico em Nova Iorque e difundindo o espiritismo à brasileira nos Estados Unidos.
         Baseado no sadio princípio de que sempre temos algo a ensinar e muito a aprender, Chico e seus companheiros (entre os quais fgrava o médium Waldo Vieira), mal chegado aos Estados Unidos, resolveram visitar um Centro Espírita, lá denominado de Templo Espiritualista. Dirigiram-se ao Templo Espiritualista dos Dois Mundos e, como convinha a desconhecidos que chegavam a um ambiente estranho, sentaram-se no último banco.
         “Foi uma das experiências que mais me comoveram. Éramos quatro brasileiros, e chegamos sem qualquer aviso prévio à The Chuech of The Two Worlds, sediada em 3038 Q Street, em Washington, e dirigida pelo médium ministro Gordon Burroughs. Quando chegamos, o serviço estava começando. Ninguém ali nos conhecia.”
         No final da reunião a médium encarregada de transmitir as mensagens ao público subiu a tribuna. Começou dirigindo-se ao publico. Em seguida, indicou os quatro brasileiros, dizendo que eles, irmãos de um outro país, estavam ali para levar aos Estados Unidos uma tarefa de renovação espiritual e de aproximação fraterna.
         “A médium acrescentou que o trabalho iniciado reclamava tempo e sacrifício, mas que deveríamos prosseguir, que não faltaria amparo de Jesus e seus enviados.”
         Pouco depois em transe, a médium anunciava a presença, ao lado dos brasileiros, de um professor e um médico. Tratava-se de Emmanuel e André Luiz, cuja presença Chico e Waldo Vieira já havia captado.
         Dias depois, os brasileiros seguiram para a Pensilvânia, onde conheceram o Campo Espiritualista de Silver Belle, e dela para Nova Iorque, onde foram recebidos no Templo Benéfico Espiritualista, e no Templo Espiritualista Universal.
         Desde logo, constatou-se a imensa diferença entre o espiritismo norte-americano e o brasileiro. Ora, parte essencial da missão de Chico e seus companheiros era difundir lá o espiritismo evangélico, tal como se pratica no Brasil. O kardecismo nos Estados Unidos estava apenas engatinhando. Por isso, Chico e Waldo fundaram em Washington o Christian Spirit Center, destinado a manter os serviços iniciais de difusão da Doutrina Espírita, como é entendida e praticada nos Brasil. Nessa infiltração, estaria um primeiro passo rumo à concretização daquela crença que vê o Brasil predestinado a difundir um novo conceito de civilização?
         Imediatamente, o Christian Spirit Center iniciou seus trabalhos, dirigindo impressos com mensagens psicografadas no Brasil. Nas sessões realizadas, Chico psicografou várias mensagens em inglês, mais tarde reunidas em livro no Brasil e publicadas com o título de Entre Irmãos de Outras Terras.
         O fruto mais importantes da viagem de Chico, porém, foi o lançamento do tradução norte-americana do Ideal Espírita. Editado pela Philosophical Library, de Nova Iorque, com o título de The World of the Spirit, numa tiragem de 50 ml exemplares, o livro esgotou em menos de um mês. Logo depois, via edição inglesa, seria traduzido para o árabe. O romance Paulo e Estevão, ditado por Emmanuel, tambem fo traduzido pouco depois.
         O espiritismo evangélico a brasileira, implantado no Christian Spirit Center, encontrava imediata receptividade nos Estados Unidos. Em Nova Iorque foram fundados dois cultos de Evangelho, e na cidade de Elon College, na Carolina do Norte, surgiria o núcleo mais promissor, graças à dedicação e à extraordinária mediunidade de Mrs. Phyllis Haddad.
         O fato mais pitoresco (para a imprensa) da viagem de Chico ocorreu quando o médium psicografo a entrevista realizada pelo espírito de Humberto de Campos (irmão X) com Marilyn Monroe, no cemtério Memorian Park, de Hollywood. Na entrevista, bastante difundida na época, a atriz defendia-se da acusação de suicídio que lhe faziam, fato que parece ter sido confirmado por pesquisas posteriores.
         A viagem prosseguiu até a Europa, incluindo no roteiro Portugal, França e Inglaterra, onde Chico e seus companheiros mantiveram contato com espíritas daqueles países. Em seguida, a volta a Uberaba e à rotina de todos os dias.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)