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quinta-feira, 6 de junho de 2019

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 315. - CONCERNENTES AO ESPIRITISMO - 17 DE JANEIRO DE 1857. - PRIMEIRA NOTÍCIA DE UMA NOVA ENCARNAÇÃO - ALLAN KARDEC.

CONCERNENTES AO ESPIRITISMO.

Manuscrito composto com especial cuidado por Allan Kardec e do qual nenhum capítulo fora ainda publicado.

                         17 de janeiro de 1857.
      (Em casa do Sr. Baudin; médium: Srta. Baudin)

PRIMEIRA NOTÍCIA DE UMA NOVA ENCARNAÇÃO

O Espírito prometera escrever-me uma carta por ocasião da entrada do ano. Tinha, dizia, qualquer coisa de particular a me dizer. Havendo-lha eu pedido numa das reuniões ordinárias, respondeu que a daria na intimidade ao médium, para que este ma transmitisse. É esta a carta:
“Caro amigo, não te quis escrever terça-feira última diante de toda a gente, porque há certas coisas que só particularmente se podem dizer.
“Eu queria, primeiramente, falar-te da tua obra, a que mandaste imprimir. (O Livro dos Espíritos entrara para o prelo.) Não te afadigues tanto, da manhã à noite; passarás melhor e a obra nada perderá por esperar.
“Segundo o que vejo, és muito capaz de levar a bom termo a tua empresa e tens que fazer grandes coisas. Nada, porém, de exagero em coisa alguma. Observa e aprecia tudo judiciosa e friamente. Não te deixes arrastar pelos entusiastas, nem pelos muito apressados. Mede todos os teus passos, a fim de chegares ao fim com segurança. Não creias em mais do que aquilo que vejas; não desvies a atenção de tudo o que te pareça incompreensível; virás a saber a respeito mais do que qualquer outro, porque os assuntos de estudo serão postos sob as tuas vistas.
“Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.
“Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição: não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.
‘Lembras-te de que, há um ano, prometi a minha amizade aos que, durante o ano, tivessem tido um proceder sempre correto? Pois bem! declaro que és um dos que escolhi entre todos.”
Teu amigo que te quer e protege. — Z.

NOTA - Já tive ocasião de dizer que Z. não era um Espírito superior, porém muito bom e muito benfazejo. Talvez fosse mais adiantado do que o deixava supor o nome que tomara. Legitimavam essa suposição o caráter sério e a sabedoria de suas comunicações, conforme as circunstâncias. Sob a capa daquele nome, ele se permitia usar de uma linguagem familiar apropriada ao meio onde se manifestava e dizer, como freqüentemente sucedia, duras verdades, sob a forma leve do epigrama. Como quer que seja, dele guardei sempre grata recordação e muito reconhecimento pelas boas advertências que sempre me deu e pelo devotamento que me testemunhou. Desapareceu com a dispersão da família Baudin, dizendo que em breve reencarnaria.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 29 de maio de 2019

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 273. - UMA SESSÃO ESPÍRITA COM CHICO XAVIER. - CEZAR CARNEIRO DE SOUZA.


UMA SESSÃO ESPÍRITA COM CHICO XAVIER.


            O que, a seguir, vai relatado ocorreu na Comunhão Espírita-Cristã, numa das muitas reuniões das segundas e sextas feiras, que freq6uentei, ali colaborando nos comentários evangélicos.
            18:45 horas – Entramos na sala de reunião pública, acompanhando o Chico, que, havendo necessidade, fazia alguns apontamentos com respeito à orientação dos trabalhos.
            19:00 horas – Abriram-se as portas para o público.
            Começando do médium, que, solícito, atendia de pé, num canto mesa, pessoas procedentes de todas as camadas sócias, formou-se enorme fila a se estender muito além do local da reunião. Esse atendimento verbal durou uma hora.
            No outro lado da mesa, Da Elza e Da. Elite (irmã, esta, de Eurípedes Barsanulfo) recolhiam nomes de pessoas que solicitavam receitas e orientações por via mediúnica. Naquela época, tais pedidos atingiam o expressivo número de duas, três ou mais centenas.
            20:00 horas – Encerrou-se o atendimento à fila. Sentou-se o médium a cabeceira da mesa, ao lado da presidente dos trabalhos, Da. Dalva Borges.
            Tomando do “Evangelho Segundo O Espiritismo” e do “Livro dos Espíritos, abriu-os ao acaso, folheando-os até encontrar um trecho que lhe agradasse. Foram extraídas uma mensagem do “Evangelho” e uma pergunta do “Livro dos Espíritos”, como base para os comentários a serem feitos.
            Nesse instante, a diretoria, auxiliada pelo Chico, nomeou os comentaristas, os quais foram chamados para formarem a mesa. Sempre notamos que os primeiros a usarem da palavra eram indicados pelo médium.
            Composta a mesa, Da. Dalva proferiu a prece inicial, fazendo, logo em seguida, a leitura dos textos escolhidos, em voz alta.
            20:10 horas – O médium ausenta-se da sala pública e, acompanhado do casal Weaker e Da. Zilda, isola-se em pequeno compartimento destinado ao receituário psicográfico.
            São iniciados os comentários, os quais se estendem até que o médium retorne do receituário.
            Noutro pequeno cômodo, abre-se a câmara de passes para o público. Observei que os médiuns passistas ali se reuniam, para a preparação, uns vinte minutos antes do atendimento. Após o passe, cada paciente recebe pequeno copinho com água fluidificada. Inúmeras garrafas de água foram ali colocadas para serem fluidificadas.
            21:00 horas. – As primeiras receitas saíram porta do cômodo onde o Chico psicografava e, depois de serem dobradas pelas mesmas senhoras que sentadas à mesa, haviam recolhido os nomes dos interessados, eram entregues a alguém que, no exterior do recinto, as distribuía.
            22:30 horas – Prosseguiam os comentários. Outro leva de receitas e orientações foi distribuída.
            23:30 horas – Novo pacote com receitas foi enviado pelos auxiliares do médium.
            0:30 horas – Surge o Chico, trazendo nas mãos o restante dos pedidos de orientação mediúnica. Encerram-se os comentários evangélicos da noite.
            A presidente releu os textos que haviam sido escolhidos para as explanações, após o que pediu a todos os presentes alguns momentos mais de silêncio, meditação e prece, até que a reunião atingisse o seu final.
            O Chico, mediunizado, começou a psicografar mensagens de Benfeitores Espirituais, incluindo uma comunicação familiar.
            2:00 horas – Finda-se o interrupto serviço psicográfico.
            O Chico, ainda mediunizado, toma uma folha, dobra-a pelo meio e Emmanuel grafa pequena frase de agradecimento nos seguintes termos: “Meu filho, podemos encerrar a reunião, com as bençãos de Jesus”. Esse bilhete é entregue à presidente dos trabalhos, que solicita de alguém a prece de encerramento.
            Usando a palavra, depois de tanto tempo exclusivamente dedicado à psicografia, o Chico pede que se chame os familiares presentes do comunicante da noite e, com permissão deles, lê a mensagem de público, entregando-a depois, em seus originais, a quem de direito. Em seguida, é lida uma mensagem evangélica dada por Emmanuel.
            2:30 horas – O movimento em torno do médium faz-se intenso e, assim, ele atende informalmente muitíssimas pessoas, dedica livros que lhe são apresentados, conta casos, ouve casos, ri e conversa, orientando indiretamente muita gente.
            3:30 horas – a convite do Chico, todos que ali ainda se encontram vão para as dependências da cozinha, e em grandes bules são servidos chá e café acompanhados de pequenas fatias de pão e rosca.
            Em momento algum o Chico deixa de estar rodeado por amigos solicitantes.
            4:00 – No portão de saída, já no passeio da Rua Eurípedes Barsanulfo, presencie ainda muita conversa edificante e descontraída. O Chico despede-se com muito carinho de um por um, com beijos na face e abraços.
            4:30 – Eu formava parte do pequeno grupo de retardatários, os últimos a deixarem o médium na calçada da Comunhão. Retirando-nos, ainda pude observar o dedicado irmão a nos acenar, desejando-nos uma boa noite.
            - Vão com Deus... – dizia. Vão com Deus...

Fonte: Livro “ENCONTROS COM CHICO XAVIER” - autor CEZAR CARNEIRO DE SOUZA - 1a. Edição. - UBERABA, MG. - 1986.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

- MENSAGEM PARA OS JOVENS. - N º. 260. - ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS! - QUAL ATITUDE CRISTÃ DIANTE DE UMA GUERRA? - REVISTA INFORMAÇÃO.


 ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS!

  QUAL ATITUDE CRISTÃ DIANTE DE UMA GUERRA?
           
Qual deveria ser nossa atitude cristã, no caso de sermos convocados para uma guerra? Deveríamos matar nosso semelhantes em nome de divergências de governantes?

            - Não há dúvida que tirar a vida do semelhante e transgredir a lei natural. Entretanto, não devemos desconsiderar que, muitas vezes, o homem pode ser constrangido a agir contra sua vontade e submeter a forças superiores que a sociedade lhe impõe. Se for levado a participar da guerra, segundo o “Livro dos Espíritos”, questão 749, não será culpável das mortes que provocar, mas o será no caso de agir com crueldade; sua humanidade, porém, será sempre levada em conta. Quando a atender ou não uma convocação para a guerra, parece-nos uma questão de foro íntimo, diante  das circunstâncias e peculiaridade próprias da situação bélica criada, porque não podemos esquecer também que o cidadão tem deveres expressos para com a sociedade onde vive.                                                                    

Fonte: Revista Informação - No. 84. - Novembro de 1983.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 5 de junho de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 245. - UMA VIDA COM AMOR XXXIII. - MISSÃO CUMPRIDA IX. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

   UMA VIDA COM AMOR XXXIII.

            MISSÃO CUMPRIDA IX.

                                         UBIRATAN MACHADO.

         Cavalo e cavaleiros à parte, o que mais impressiona em Chico Xavier é a sua humildade. E a sua paciência, que, certamente daria para competir com a de Jó. Essas qualidades humanas. Tão raras, seduzem e desconcertam tanto quanto a sua simplicidade, apesar de viver há mais de meio século no pódio da fama. Uma simplicidade de tão contundente que chega até admitir que, esporadicamente, deixa escapar uma mentira:
         “Pois, como diz Emmanuel, às vezes é preciso adiar uma verdade”.
         Já vimos como o espíritas de todo o mundo acreditam numa futura missão civilizadora do Brasil, baseado no amor e no cumprimento do espiritismo evangélico a brasileira. Hoje, essa concepção, que não nasceu de um impulso de ufanismo, espalha-se cada vez mais por todo o mundo.
         Uma estudiosa estrangeira, a norte-americana Alice A. Bailey, salienta que o Brasil, no futuro, será “uma civilização vinculadora e interpretativa, baseada no desenvolvimento da consciência abstrata, mescla de intelecto e intuição, que revela a sabedoria do amor em toda a sua beleza.”
         De maneira que – como escreveu o Argentino Humberto Mariotti – não será arriscado supor que no país do Cruzeiro do Sul esta sendo gerada uma nova filosofia religiosa e espiritualista, que será sem dúvida, o ideal da Nova Era.”
         Se assim for, Chico Xavier terá sido, sem dúvida, o grande apóstolo dessa Nova Era. O homem que se autodefine como “um animal a serviço dos espíritos, uma tomada entre os dois mundos.” E muito mais que isso.
         E nem importa se os espíritos existem ou não, se eles se comunicam o não com os vivos. Isso depende da fé individual. Mas qe o independe de crenças, o que ninguém pode negar, é o extraordinário exemplo de amor e abnegação humanos dados por Chico. Tal um cometa num límpido céu de uma noite de verão, ele passa pela Terra deixando um imenso rastro de luz.         
(Nota. -Fonte: Chico Xavier – Uma vida com Amor, Instituto de Difusão Espírita, Araras, SP, 1992.)

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 26 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER . - N º. 244. - UMA VIDA COM AMOR XXXII. - MISSÃO CUMPRIDA VIII. - UBIRATAN MACHADO.

 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

      UMA VIDA COM AMOR XXXII.

             MISSÃO CUMPRIDA VIII.

                                            UBIRATAN MACHADO.

         Chico não é apenas o maior best-seller nacional. Como autor teatral, obteve sucesso marcante, nestes tempos de vacas magras para o teatro. A peça Além da Vida, coletânea de textos extraídos de obras de Chico Xavier e Divaldo Franco, teatralizados por Augusto Cesar Vannucci, Hilton Gomes e Paulo Figueiredo, ficou durante oito meses (de janeiro a agosto) em cartaz no Rio de Janeiro. Com um detalhe pelo menos durante seis  meses com casa lotada (o teatro tem cerca de 420 lugares).
         Sucesso em livro, no teatro e na televisão, faltava apenas Chico atingir uma das mais populares formas de comunicação dessa época o disco. Mas no ano passado, uma gravadora lanço quatro elepês, nos quais Chico lia algumas de suas mensagens. Ou melhor, mensagem dos espíritos, pois, como ele mesmo gosta de insistir:
         “Não sou autor de livros. Os autores são os espíritos amigos. So apenas o cavalo usado para o transporte. Os cavaleiros não aparecem.”

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 17 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 243. - UMA VIDA COM AMOR XXXI. - MISSÃO CUMPRIDA VII. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XXXI.

                MISSÃO CUMPRIDA VII.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         Com ou sem Nobel, a vida continua. Chico prossegue psicografando, de preferência ao som de música. O médium garante que um dos espíritos que com mais freqüência se utiliza de suas mãos adora a Sinfonia Fantástica, de Berlioz. Independente do ritmo musical, sua mediunidade apresenta fenômenos raros, como a chamada psicografia cruzada, que consiste no fato de dois (ou mais) médiuns receberem trechos de uma mensagem, que, unidos, encaixam-se perfeitamente, formando seqüência.
         Desta forma, foi recebido integralmente o livro Evolução em Dois Mundos, ditado pelo espírito de André Luiz. Chico recebia os capítulos pares e Waldo vieira que morava a mais de 500 km de Chico os impares.
         Reunidos, encaixaram-se perfeitamente, valendo lembrar que, pelo assunto e terminologia utilizada, é livro de acesso limitado a um escasso público.
         Em seu livro No Mundo de Chico Xavier, o médico Elias Barbosa reduz a atividade do médium mineiro a uma curiosa estatística. Os números, para em 1967, data da primeira edição. Dezessete anos depois, obviamente, tais números se tornaram obsoletos, sem perder o c´rater de exemplo admirável. Por isso, resolvemos atualizá-los, no possível, levando em consideração a diminuição gradativa das atividades de Chico, em conseqüência da enfermidade e da marcha inexorável da idade.
         Tomando por base só os 40 anos de atividade de Chico, Elias Barbosa concluiu que, durante esse período, ele participou de 6.240 reuniões, tendo atendido a mais de um milhão de pessoas. O tempo empregado no serviço psicográfico e mediúnico ascendia a 73 mil horas. Isso significa que Chico, até então, havia passado 8 anos, 12 dias e 10 horas em transe.
         O número de livros psicografados era de 92, sendo que, destes, 7 de parceria com Waldo Vieira. Total de páginas: 17.119, sem computar as mensagens pessoais e as recebidas em língua estrangeira, o que, segundo Elias Barbosa, talvez dobrassem esses números. Naqueles 40 anos, Chico psicografara 21.772 versos.
         Hoje, 17 anos depois, chegamos aos seguintes resultados, que, admitimos, sido perfeitamente contestáveis. Neste ano da graça de 1984, com 57 anos de trabalhos mediúnicos, Chico deve tr participado de cerca de 8900 reuniões. O número de pessoas atendidas fica ao redor de m milhão e meio.
         O tempo despendido no serviço mediúnico equivale a aproximadamente 105 mil horas. Isso equivale a dizer que Chico, até a presente data, passou cerca de 11 anos em estado de transe.
Os livros psicografados são 212, sendo de 9,5 milhões o número de exemplares vendidos. O Total de páginas deve se aproximar de 30 mil, cabendo a mesma ressalva feita por Elias Barbosa: neste total, não figram as mensagens pessoais e em língua estrangeira. Os autores psicografados oscilam ao redor de 400. - (Até junho de 1992, já havia Chico Xavier alcançado a expressiva cifra de 353 livros publicados. Nota da Editora IDE)    

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 242. - UMA VIDA COM AMOR XXX. - MISSÃO CUMPRIDA VI. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XXX.

              MISSÃO CUMPRIDA VI.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         Em 1981, o nome de Chico Xavier foi lançado candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Não houve grande mobilização. Algumas reportagens, moções de apoio, e só.
         No ano seguinte, se nome voltava a ser lembrado. Desta vez, o movimento seria mais bem estruturado. Os defensores da idéia, através do programa Fantástico, da TV globo, procuraram monopolizar a opinião pública, congregando espíritas e não-espíritas. O objetivo não seria premiar o seguidor de Kardec, mas a admirável figura humana que vive com uma modesta pensão do Estado, quando apenas os direitos  atorais de seus livros lhe permitiriam adquirir várias fazendas de gado em Uberaba. Com absolto desprendimento, no entanto, Chico prefere dividir esse dinheiro entre cerca de 2 mil instituições de caridade, localizadas no Brasil e no exterior.
         A campanha dirigida por Augusto Cesar Vannucci, encontrou extraordinária receptividade, sendo endossada por mais de 10 milhões de brasileiros, que assinaram a manifestação, enviaram telegramas e cartas de apoio.
         O deputado Freitas Nobre, durantes meses empenhou-se em recolher toda a documentação possível sobre Chico. O resultado passou de longe toda a expectativa. O material reunido somava 140 quilos. Desse peso bruto, extraiu-se o fino, os casos mais extraordinários, realçando as admiráveis qualidades humanas de Chico. O resumo de tudo, foi encaminhado ao presidente do Instituto Nobel, na Noruega, Dr. Swerderup, que fez questão de revelar sua admiração.
         Por outro lado, a candidatura Chico Xavier expandia-se também no exterior, tendo obtido o apoio de pessoas e instituições de 28 países das Américas, Europa, Ásia e África.
         Em meio a toda essa mobilização ao redor de seu nome, Chico mantinha a mesma humildade.
         Dizia não saber se a merecia. E nem podia nada prever. Os dois outros candidatos eram figuras marcantes; o papa João Paulo II e o lider sindical polonês Lech Walesa, que saíram vitoriosos.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 5 de maio de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER . - N º. 241. - UMA VIDA COM AMOR XXIX - MISSÃO CUMPRIDA V. - UBIRATAN MACHADO.


  CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

        UMA VIDA COM AMOR XXIX.

                  MISSÃO CUMPRIDA V.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         História talvez única nos anais da Justiça brasileira foi aquela ocorrida em Goiana, Goiás, em julho de 1979. Se necessitássemos de um título fantástico, com uns toques à la Gabriel Garcia Márquez, não hesitaríamos em optar por A Incrível História de um Réu Absolvido pela Mensagem de um Morto.
         O caso começou três anos antes, quando, sem qualquer motivo, um estudante de 18 anos assassinou seu melhor amigo. O crime provocou polêmica. Parecia a todos bárbaro e frio. O assassino, porém, jurava sua absoluta inocência. Era primário. E sempre fora um jovem de boa conduta.
         Para complicar as coisas, o crime ocorrera sem testemunhas. Afinal, marcou-se a data do julgamento. Nesse entretempo, chegou ao juiz encarregado do processo uma mensagem psicografada por Chico Xavier. Nela o rapaz assassinado, Mauricio Garcez Henrique, isentava o amigo de qualquer culpa. O disparo fora acidental. E os dados eram tão preciosos, com detalhes tão irrefutáveis, que o juiz absolveu o réu, numa decisão provavelmente inédita no pais – e talvez no mundo.
                              
            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                    RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 240. - UMA VIDA COM AMOR XXIX. - MISSÃO CUMPRIDA IV. - UBIRATAN MACHADO.


CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

      UMA VIDA COM AMOR XXIX.

              MISSÃO CUMPRIDA IV.

                                                 UBIRATAN MACHADO.

         Com ou sem alopecia, de boina ou sem boina, Chico prosseguiu de maneira incansável em seu trabalho mediúnico. Algumas pessoas, em seu arrebatamento, chegam a classificá-lo de fazedor de milagres. O que não agrada o médium mas é o que afirma, com toda a convicção, a advogada e professora Darci Sodré Fuentes, residente em Franca, estado de São Paulo.
         Dona Darci achava-se com um sério problema de saúde, que os médicos não conseguiam determinar. Correu ceca e meca, sem resultado. A princípio, pensava que o problema fosse de vesícula. Feitos os exames, nada. Desesperada, resolveu ir a Uberaba. Assim que viu, sem nada lhe perguntar, Chico recomendou-lhe:
         “Volte para Franca um especialista o Dr. Fernando Ruas. Ele poderá orientá-la.”
         Chico nunca ouvira falar no Dr. Fernando, que, realmente, constatou que dona Darci sofria de um problema congênito dos rins.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 239. - UMA VIDA COM AMOR XXIX. - MISSÃO CUMPRIDA III. - UBIRATAN MACHADO.


 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

       UMA VIDA COM AMOR XXIX.

             MISSÃO CUMPRIDA III.

                                                UBIRATAN MACHADO.

         Um outro fato que deu motivo a muito comentário é a peruca de Chico. Há várias versões a respeito. O que existe de certo é que, até certa época, usava boina. Os crentes, porém, no excesso do entusiasmo, passaram a lhe roubar as boinas, com a mesma habilidade com que rasgam, por exemplo, a roupa de um cantor. Apenas, aqui, entrava principalmente a credulidade. Pensavam que a boina podia fazer milagres, curar doenças, salvar da crise econômica, etc.
         Seja como for, dizem alguns que a peruca lhe foi aconselhada por Emmanuel. O médium, careca, estava muito feio. E, podendo-se evitar, não se deve mostrar aos outros uma aparência desagradável. Essa versão, porém, parece apenas folclórica. Pois o próprio Chico conto a um repórter uma história bem mais natural.
         “há alguns anos, tive uma sinusite. Essa moléstia começou a me criar problemas no olho doente. Trabalho todos os dias até a madrugada. Noites frias, as vezes, saio com chuva. No meu caso,  a calvície é uma enfermidade que está catalogada em qualquer dicionário. Chama-se alopesia.”

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 238. - UMA VIDA COM AMOR XXIX. - MISSÃO CUMPRIDA II. - UBIRATAN MACHADO.

CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

     UMA VIDA COM AMOR XXIX.

              MISSÃO CUMPRIDA II.

                          UBIRATAN MACHADO.

         Solteiro. Chico nada tem de misantropo. Ou de misógino. Apenas sua missão é mais alta. Puro sacerdócio. Como tal, indispensável por de lado outras preocupações. Conta-se qe, certa vez, um grpo de senhoras de Uberaba sugeriu-lhe casar-se, Chico preocupou-se muito. Afinal, um amigo aconselhou: “Compreenda a lição do perfume em seu vidro. Enquanto está ali, beneficia apenas o vaso que o prende. Fora dali, perfuma e agrada a todos”.
         Chico ouviu, meditou e hoje está convencido de que Deus e os seus orientadores espirituais privaram-no do amor físico para que ele se dedique ao amor para todos. A família é exclusivista. A um réporter que insistiu neste ponto, Chico respondeu, sem mágoa e com bastante humor:
         “Se eu estivesse insistido nesse problema, talvez tivesse me definido. Com a morte de minha madrasta, no entanto, fiquei tomando conta dos seis filhos dela... Por outro lado, a mediunidade começou a se manifestar muito cedo. Ao todo, éramos 14 pessoas, que eu devia amparar. Então por muito qe o sexo me requisitou, não pde decidir. Resisti aos impulsos, mas não foi fácil. Outro dia, a grande poetisa goiana Cora Coralina dizia a um réporter que os velhos, mesmo os velhos, têm direito aos sonhos eróticos. Sonhos maravilhosos...”
         Chico não namorou e nem casou. Mas adotou uma imensa família em todo o país. Como todo homem solteiro, porém, já foi vítima das mais torpes calúnias a respeito de sua conduta sexual. Além da condição de celibatário, contribuem para isso seu modo de falar e a maneira delicada, quase feminina, de seus gestos.
         A propósito, contam que há pouco tempo uma moço, impressionada, olhava-o. Ainda não haviam trocado qualquer palavra quando, de repente, Chico surpreende-a, ao se dirigir a ela, de maneira cortês, mais incisiva.
         “O que você está pensando de mim não procede. Nunca tive relações sexuais, muito menos com homem.”

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER . - N º. 237. - UMA VIDA COM AMOR XXVIII. - MISSÃO CUMPRIDA I. - UBIRATAN MACHADO.


                        CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

                                UMA VIDA COM AMOR XXVIII.

                                    MISSÃO CUMPRIDA I.

                                                                       UBIRATAN MACHADO.

         Ninguém escapa dos desgastes do corpo. Assim aconteceu com France, assim ocorre com Chico Xavier. A medida que o médium foi avançando na estrada da vida, foram surgindo os males. Quanto mais quilometragem, mais doenças. Pequenas e grandes, contornáveis e irremediáveis. Todas suportadas com admirável estoicismo. Como o progresso lento da moléstia dos olhos, iniciada mais ou menos em 1931, e que o deixou praticamente cego.
         Naquela época, Chico julgava que seria salvo milagrosamente, mediante uma intervenção cinematográfica dos espíritos. Ledo engano. Emmanuel advertiu-o para as inevitáveis imperfeições do corpo, e recomendou-lhe que não menosprezasse a medicina, que “está no mundo m nome da Divina providência”.
         O médium conformou-se. Conta-se que Zé Arigó, lá pelos idos dos anos 60, quando se achava no auge, ofereceu-se para operá-lo a vista. Chico teria se esquivado, delicadamente. Verdade ou não, o fato é que Chico, hoje está praticamente cego do olho esquerdo – sujeito a constantes sangramentos – e com apenas 50 % de visão na vista direita. Mas o médium acha que todo esse sofrimento lhe fora benéfico.
         “Transcorridos tanos anos daquele diálogo com Emmanuel, agradeço ao Senhor a bendita doença que carrego nos olhos, sempre tratada por médicos amigos e por Amigos Espirituais, pois ela tem sido em todo esse tempo um agente providencial, induzindo-me à reflexão e ensinando-me a respeitar os sofrimentos dos outros.”  
         A doença dos olhos, porém, é apenas um capítulo de um quadro mais amplo. Em 1976, Chico sofreu a primeira crise de angina no peito. A última ocorreu em março de 1983. Já teve dois enfartes. A insuficiência coronariana lhe produz dores fortíssimas no peito. Ao menor esforço visual, Vê-se obrigado a repousar os olhos num quarto escuro. Ingere 12 medicamentos diários. E a cada 15 dias viaja para São Paulo, a fim de submeter-se a um tratamento de acupuntura. Apesar de todos os pesares, continua trabalhando.
         “É o melhor paciente do mundo. Quando precisa desobedecer, me pede licença”, depõe o Médico Eurípides Vieira, que o assiste.
         O trabalho apenas deixou de ser intenso, como era, por exemplo, em 1961. Conta-se que naquele ano, faleceu num hospital de São Paulo um jovem operado de úlcera. O rapaz, Anélio Gilbertoni, saíra de sua cidade, Taquaritinga, no interior paulista, especialmente para ser operado na capital.
         Diante do resultado desastroso da operação, falou-se muito da imperícia do operador. A noiva do rapaz, Marina, foi uma das pessoas que defenderam essa tese com maior ardor. Afinal, dizia, Anélio era m rapaz tão forte...
         Três meses após a operação, Marina, que morava em Poços de Caldas, Minas Gerais, decidiu pedir um conselho a Chico Xavier. Sentia-se arrasada, sem forças para continar vivendo, incapaz de livrar-se da imagem do noivo.
         Chegada em Uberaba, dirigiu-se à Rua Eurípedes Barsanulfo. Após longa espera na fila, conseguiu afinal, aproximar-se do médim. Eram quase 11 horas da noite. E, para seu espanto, no final da reunião, recebeu das mãos de Chico uma mensagem, reproduzida pela a imprensa à époce.
         Nela, Anélio lembrava certos fatos íntimos de que só eles sabiam e inocentava o médico que o operara.
         Casos como esse aconteceram aos milhares com Chico. Estão documentados em dezenas de livros, sacralizados pela assinatura das pessoas que o viveram. E todos sabem a certeza com que ele diz o nome de pessoas qe nunca havia visto antes. Já vimos o ocorrido com David Nasser e Jean Manzon. A respeito desse dom, o escritor Ramiro Gama (Lindos Casos de Chico Xavier) conta o seguinte:
         “Certa vez, fomos em visita a um casal amigo, Lauro e Dayse Pastor Almeida. Ambos são admiradores sinceros de Chico Xavier e conhecem muitos casos do médium. Por isso resolvemos visitá-los. E Dona Dayse contou qe a primeira vez que viu Chico pessoalmente foi durante a Semana do Livro Espírita em Belo Horizonte.”
         Ela e Lauro estavam parados, conversando, quando o médium se aproximou deles e, numa atitude simples e fraterna, perguntou: “Como vai, Dona Dayse? Ela ainda lhe corrigiu delicadamente a pronuncia, pois ele aportuguesara, dizendo Daise em vez de Deise. Com toda a polidez, ele se justificou: “É que estou lendo seu nome como ele é escrito.”
         Caso mais impressionante aconteceu com João Guignone, presidente da Federação Espírita do Paraná. Concluída a sessão, João entrou na fila, a fim de cumprimentar e abraçar Chico. Qual não foi sua surpresa quando, ao chegar junto do médium, este lhe disse:
          “Sabe quem está ao seu lado, bastante emocionada e querendo abraça-lo? Sua mãe!”
         Ao sair dali, João Guignone comentou com um amigo:
         “Veja só o Chico não está regulando bem. Minha mãe esta viva em Curitiba.”
         Assim que chegou ao hotel, porém, recebem um telefonema interurbano. Era do Paraná e lhe anunciava a morte de sua mãe.
         Os fatos são irrespondíveis.
         Mas as explicações variam muito. Elas vão desde a tese espírita, que reconhece o dom mediúnico de ver e dialogar com os mortos, até de alguns psicanalistas mais radicais, que negam simplesmente tais fenômenos, considerando-os perigosa e doentia ilusão dos sentidos.
         A moderna parapsicologia, no entanto, interessa-se cada vez mais pelos fenômenos insólitos e pelos médiuns. A transmissão de pensamentos, por exemplo é unanimemene aceita por parapsicólogos de todas as correntes. Esse dom começa a interessar até as técnicas de espionagem. Na União Soviética, há espiões que recebem treinamento especial para desenvolver seus dons paranormais. A ficção científica, que se projeta no futuro, está cheia de superdetetives capazes de captar o pensamento alheio. Citamos tais fatos apenas para mostrar que o impossível, a manifestação diabólica de uma época , será o normal tempos depois. Durante anos o hipnotismo foi condenado pela Igreja, considerado manifestação diabólica. Hoje, é verdade cientifica irrefutável.
         Mas Chico não hipnotiza e nem faz espionagem. Seus dotes paranormais, no entanto, ultrapassam em muitos os conhecimentos atuais da parapsicologia. Foi por tudo isso, para acender uma luzinha neste mistério, que, em 1978, a NASA mandou um cientista a Uberaba. Durante seis dias, o engenheiro-pesqisador Paul Hild estudou a mediunidade de Chico. Como bom americano, Hild trouxe uma sofisticadíssima aparelhagem eletrônica e câmeras de circuito interno. Sabemos que as nossas impressões são subjetivas e enganam. Mas as máqinas, pelo contrário, nunca se deixam iludir. E os resultados preliminares, fornecidos pela eficácia fria da máquinas, deixaram o cientista americano desconcertado.
         O que pensaria, então, Paul Hild se Chico lhe contasse o caso do espírito atirador?
         “Certo dia, eu estava trabalhando com um colega, no escritório da seção do Ministério da Agricultura. De repente, percebi a chegada de dois espíritos perturbados. Fazia algum tempo que ambos vinham me fazendo ameaças. Daquela vez, porém, um deles estava armado com um revólver. Ele começou a me dirigir desaforos, dizendo que ia me matar. Meu colega de trabalho não viu e nem ouvia nada. Acontece que o tal espírito atirou mesmo. Desviei o corpo e a bala raspou o meu ombro. Ao me ver empalidecer e cair, meu colega correu para ajudar-me, partindo em seguida em bsca de socorro médico”.  
           
Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 2 de abril de 2018

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER; - N º. 236. - UMA VIDA COM AMOR XXVII. - UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO VIII. - UBIRATAN MACHADO.


                CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

                      UMA VIDA COM AMOR XXVII.

 UBERABA, A CAPITAL DO ESPIRITISMO VIII.

                                                                       UBIRATAN MACHADO.

         Foi mais ou menos por essa época que uma vidente paulista predisse    a morte de Chico em breve.
         “Não me preocupei nem um pouco com essa previsão. Infelizmente, certas pessoas gostam de sensacionalismo. Não temos a menor idéia do dia de nossa partida, a menos que haja alta concessão do Mundo Espiritual...”
         Exatamente por não saber nem o dia e nem a hora da sua desencarnação foi que Chico, homem sujeito a fraquezas como qualquer mortal, apavorou-se até o pânico durante uma viagem de avião de Uberaba para Belo Horizonte.
         Até Araxá a viagem transcorreu normalmente. Céu limpo, vôo sereno. Mas, a partir dali, o avião começou a trepidar como m possesso. Parecia descontrolado. Os passageiros começaram a revelar temor. Diante disso, tranqüilo, o comandante saiu da cabina e foi explicar o que não havia motivo para pânico. Tudo estava sob controle, o aparelho em perfeitas condições. Aqueles movimentos bruscos eram devidos que se denomina vento de cauda.
         Por alguns instantes, a serenidade voltou a reinar a bordo. Pouco depois, os movimentos se acentuaram. Muitas pessoas começaram a rezar em voz alta. As crianças choravam. Dominado pela emoção, Chico pôs-se a rezar, quase aos gritos: “Oh! Meu Deus, tende piedade de nós”. Quando sua vós subiu o tom, viu Emmanuel entrar no avião. O Espírito aproximou-se dele e perguntou-lhe o porque daquela cena.
         “Estamos em perigo”, responde Chico. “ Será que chegou a hora de eu morrer?”
         Emmanuel, sereno, disse-lhe:
         “Não posso saber se o Senhor resolveu determinar a sua desencarnação agora. Mas, se você julga que vai morrer, porque pelo menos morrer com educação, sem aumentara aflição dos outros”.
         Depois disso, Chico voltou a se controlar. Logo em seguida, o avião deixava de trepidar, seguindo em tranqüilo navegar.
         Essa história contada por Chico na televisão, provocou boas risadas. Para os que, depois dos risos, pensaram um pouco, demonstrou que o médium é um homem excepcional, exatamente por ser feito do mesmo barro que tdos nós. Esse programa, aliás, levado ao ar pela TV Tupi em 28 de julho de 1971, ficou nos anais da televisão brasileira. Durante quatro horas, o médium respondeu a centenas de perguntas de telespectadores e dos organizadores do Pinga Fogo. O programa, que ó terminou às três horas da madrugada, quebrou todos os índices de audiência da época.
         Dias depois, procurado por m jornalista, Chico diria, humildemente:
         “Não tenho e nada fiz de especial para que a imprensa dedique suas páginas a biografia deste apegado servidor. Mesmo porque a idade avançada na vida física e tantos anos de trabalho mediúnico fazem de mim, hoje, apenas um velho enfermo.”
         Engano de Chico, que continuaria trabalhando com a mesma avidez de fazer o bem até este início de 1984.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)