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terça-feira, 31 de julho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. -PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - CONCLUSÃO. - Dr. HUMBERTO.- (Dr. Carlos.)


PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                      MENSAGEM Dr. HUMBERTO.               

                                                        CONCLUSÃO.

            Em todos os relatos bíblicos sobre as curas de Jesus, tomamos conhecimentos que dois fatores foram necessários e estão interligados para alcançarem dentro do vosso merecimento as graças de Deus, através do Cristo Jesus e da Espiritualidade Superior, nada mais são que a “Fé e a Prece”.
            Disse-nos Jesus: “E tudo que pedires ao Pai em meu nome, com fé recebereis”.
            A melhor maneira de vos se ligarem a Jesus é através da prece, ela fortifica, ampara, esclarece e fortalece a vossa paciência e resignação diante da vontade de Deus.
            Por muitas experiências vividas ficaram conscientes que a prece somada a fé, move obstáculos de toda a ordem em vosso favor, principalmente quando ela é feita com emoção e com sentimentos altruístas, favorecendo o apoio de Espíritos Superiores.
            Muitas histórias que conhecem sobre o valor da prece ilustram a vossa vida. Isso ocorre desde os confins da Terra até o Eterno Infinito, ela faz com que forças energéticas positivas movimentem-se em vosso auxílio, beneficiando-vos. Para que isso ocorra precisam estar ligados ao Pai com respeito e muita gratidão.
            A Espiritualidade Superior atua em benefício dos encarnados conforme o grau das suas necessidades. Assim, quando recebem as rogativas, os pedidos, avaliam conforme o objetivo individual, o merecimento e a evolução que realizam, desprendendo-se dos fatores matérias, e, indo à busca da conquista das virtudes espirituais através do vosso modo ação para a prática do bem.
            A vida é imprescindível para a evolução do homem, e, a fé somada a Prece é insubstituível para vida homem.
            Como devem proferi-la? É a vossa consciência vos cobrando esclarecimentos, devem fazê-la com recolhimento íntimo, em silêncio abrindo o vosso coração invisível, o do vosso Espírito. Recolhendo-vos para vossa verdadeira vida, a vida interior, espiritual, elevando todos os vossos pensamentos ao Alto em forma de prece, com a certeza de que haverão de conquistar tudo que necessitam, desde que, sejam merecedores, desse modo, a Espiritualidade Mensageira Divina poderá captá-la e levá-la até Ele, o Mestre.
            Façam prece pela manha ao acordar, e em qualquer situação em que estejam no transcorrer do dia, com uma prece sincera os fluidos energéticos trabalharão a vosso favor, sem derrogar a Lei do Cristo. A todo o momento poderão orar, a Deus e a Jesus para que vos protejam hoje e sempre.
            A noite é a hora de elevarem a vossa prece espiritual a Deus, observado vossas atitudes de gratidão ao Alto que embelezam vossas maneiras de bem viver.
            Orai e Vigiai, para não caírem em tentação do mal, atrapalhando a vossa evolução.
            Façam vossas Preces, e, pacientemente aguardem os seus resultados, esperançosos de que obterão os resultados positivos esperados.

Amor, Equilíbrio, Fé, Harmonia, e Paciência vos tornarão melhores.

Muita Luz através da Prece.

                                                                                 Dr. Humberto.

           (Mensagem recebida em Piracicaba, SP, na noite de 30 de julho de 2012, 21, 47 horas, pelo médium Dr. Carlos.).

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 24 de julho de 2012

- APOLOGIA DA PRECE. - PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - MENSAGEM DO Sr. HUMBERTO.



           PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                      MENSAGEM Dr. HUMBERTO.               

                 “Eu vim para que tenham vida, vida em abundância”.

                                                                                                         JESUS.

                        “Eu vim a este mundo para um juízo, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos”.
                       
                                                                       JESUS. (João, 9:39-40.)

            Para muitos de nós que somo cegos para as causas e fatos espirituais, damos origem para uma série de infortúnios a nós mesmos.
            Muitos dissabores não apresentam resultados positivos em soluções necessárias, devido ao grau e a extensão do nosso desequilíbrio que ocasionou tais eventos.
            Isso ocorre muito com a nossa saúde, uma leve enfermidade nos causa um transtorno físico grave como efeito dos nossos abusos e desajustes psíquico-espiritual. Dificultando até o tratamento médico.
            Em outros fatos, sofremos de insônia, medo, ansiedade, aflições chegando até uma depressão que vai vaiar o seu grau de leve a profunda conforme a nossa maneira de nos tratarmos, como nos sentimos.
            Há casos em que a Medicina procura transtornos físicos cerebrais e não encontra nada, o órgão em questão encontra-se em sua mais perfeita ordem e funcionabilidade. Eis, o cientista diante de uma causa de enfermidade desconhecida, neste caso ela nada tem a ver com o Ser orgânico, a causa interna é subjetiva, recalques, frustrações, mágoas, rancores, ódios, orgulho ferido, egoísmo exacerbado, como não existem equipamentos científicos para o Médico descobrir causas subjetivas, deverá ele seguir a sua experiência, associada a sua intuição e num relâmpago de inspiração descobrir o fator responsável pela enfermidade, que é totalmente proveniente de fatos íntimos, ou seja, da alma (espírito) para o físico.
           Os maiores especialistas sobre o assunto, ficam espantados com o resultado dos tratamentos empregados não terem alcançados os objetivos esperados.
            Em muitos pacientes quem sabe faltou um exame a ser realizado, este, somente ele poderá fazer, que nada mais é que o “Exame de Consciência”.
            Depois de muitas idas e vindas os familiares resolvem levá-los a um “Centro Espírita”, como a tábua de salvação. Querem que ocorra o tal “milagre” da cura, eis, dizem eles, recorremos a todos os “Santos” de outro credo que nada mais são que Espíritos Superiores, e não o curaram.
Aqui, no Espiritismo eles vão curar o nosso ente querido?
Quando ouvem um – não – como resposta, ficam espantados.
O que farão?
Com auxílio do próprio espírito do enfermo, procuraremos mostrar o caminho para que ele se redescubra, conheça a si mesmo, e possa mudar sua maneira de pensar, de agir, de viver, combater os seus maus hábitos e os seus excessos.
Mas como e quando isso ocorrerá?
Bem, como? – Através da frequência ao Centro nos dias de palestras evangélicas doutrinária, tomando vibrações e passes, muita água fluidificada, esforçando-se nas mudanças de hábitos, preces pela manha e a noite de gratidão, fazer boas ações sem esperar nada em troca, aplicando a prática do Evangelho no Lar, com o passar do tempo colaborando com as atividades da casa que frequenta.
Mas em quanto tempo conseguira a cura?
O tempo será determinado por ele, quanto mais assíduo for aos ensinamentos da doutrina, mais intensamente vais sentir-se melhor.  
Ocorrerá uma surpresa que ao voltar no Médico, ambos, ele e o cientista observarão que o problema físico é de fácil solução.
Para que não mais ocorra esses sintomas basta seguir os princípios da Doutrina Espírita, justiça, amor e caridade.
Não temas os cépticos, os que zombam de você por fazer suas preces. Tenha piedade deles, pois, são enfermos do espírito e infelizes de sentimentos. Inclua-os em suas preces com muita devoção.  

                                                                                  Dr. Humberto.

           (Mensagem recebida em Piracicaba, SP, na manha de 25 de julho de 2012, 0,50 horas, pelo médium Dr. Carlos.).
  
                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. - SEGUNDA PARTE. - PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - Nº. 4. - ALFREDO MIGUEL.


                                                       SEGUNDA PARTE.

               PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                                                         4

            O ATOR DÁ NOTÍCIA DA SUA MEDIUNIDADE “SUI-GENERIS” E CONTA O QUE TEM CONSEGUIDO PELA PRECE.
                  Como agem os Espíritos inferiores sobre aqueles aquém se agarram.          
          Tragédia impressionante preparada por um por um malfeitor desencarnado onde se confunde sonambulismo com subjugação (possessão) espiritual.

            Em qualquer situação que a pessoa se encontrar, principalmente na hora de dormir, no estado de quase sono, ou seja, entre a vigília e o sono, em podem surgir, visões ou sentir a presença de espíritos inferiores, quando comunicar-se ou subjugar a pessoa em questão, ou seja, o médium, não tendo ninguém aquém possa requerer auxílio para conversar e ou doutrinara entidade presente, têm-se como recurso a Prece. A Prece é o remédio heroico que não falha nunca.
            Devemos fazê-la oral ou mental, tantas quantas vezes sofrermos as investidas desses irmãos necessitados, muitas vezes em intervalos curto de tempo. Rogando em nome de Deus e Jesus Cristo, que as equipes de socorro de higienização e energização os encaminhe para o lugar que lhes é devido, para serem tratados conforme as suas necessidades. E que as equipes de socorro, com o nosso Anjo de Guarda e Mentores espirituais nos protejam, não nos deixando cair em suas tentações.
            A Prece encaminha-os, e, nos auxilia a conquistarmos a paz, a coragem e a fé para repousar o nosso corpo e liberarmos o nosso espírito para a continuidade de nosso aprendizado.
            Devemos fazer a “Prece Matinal” ao acordarmos agradecendo pela ótima noite, e rogando um maravilhoso dia. A “Prece Noturna” deve se r de agradecimento pelo dia, pelos deveres cumpridos, pela família, pelo repouso que empreenderemos e por bela estadia do nosso Espírito na espiritualidade.
            Os espíritos nossos inimigos, são os mesmos que quando encarnados também eram inimigos, antipáticos, nossos contraditores. Agora sem a veste carnal aproveitam-se da invisibilidade para atuarem sobre as nossas mentes fracas, nos tornam autômatos e muitas vezes nos levam a ruína, Pois, na grande maioria das vezes estamos e somos indefesos de seus ataques.
            Na grande maioria atacam os espíritos encarnados que são ignorantes dos ensinamentos do espiritismo, obsediando até o ponto de subjugação, podendo levá-los a loucura.
São instigadores de muitas tragédias sócias que os policias não podem investigar, se comprazem em ver suas prezas praticarem o mal e serem responsabilizados, isso é uma forma de se vingarem dos antigos desafetos..
            Muitas vezes essas tragédias vem sendo demoradamente preparada metodicamente, muito paciente e calculada, há muito tempo pelo espírito obsessor, na maioria das vezes ela não é instantânea.
            O obsessor começa agir impregnando sua preza com fluidos perniciosos, subjugando-a a realizar o seu intento fatal.
            Após a ocorrência dos fatos insanos, o autor faz algumas declarações que no momento do ato esta fora de si, não sabia o que estava realizando. Quando cai em si, observa o hediondo ato que cometeu contra alguém, nesse momento muito vão ao fim da ação cometendo o suicídio.
            O diagnóstico medico através do ato da pessoa envolvida é de neurastenia, psicose grave, que não possuem cura pela Medicina. Nós espíritas e todos os estudantes do psiquismo, apontamos uma causa extraorgânica, não física denominada obsessão.
            O antídoto, a prevenção destas influências perniciosas que ninguém está imune de sofrer, é a Prece fervorosa, participar de reuniões evangélicas, conhecer-se, perdoar e pedir perdão, fazer muitas preces pelos inimigos oculto, frequentar os Centros Espíritas, realizar o Evangelho no Lar, e vigiar-se.

Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a. Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972. 

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. - ALFREDO MIGUEL. - SEGUNDA PARTE. - PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - Nº. 3.


                                                     SEGUNDA PARTE.

              PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                                                         3

            O Dr. CARLOS IMBASSAHY E O SEU DEPOIMENTO SOBRE A PRECE. – “AH! PUDERAM MAIS DO QUE EU, DESTA VEZ”.
            A PODER DE PRECE PODEM SER EXPELIDOS. COMO ATUOU A PRECE NUM CASO EM QUE O AUTOR FOI VÍTIMA.

            No livro ”A RELIGIÃO”, O Dr. Carlos Imbassahy, descreve um estudo que fez sobre a Prece, e descreve fatos por ele mesmo observados. Acompanhamos o escritor:
            “Numa sessão, alias teórica, falávamos sobre pontos evangélicos, quando uma jovem presente toma o aspecto de uma louca furiosa e quer rasgar-se.
            “Depois investe contra os assistentes. Houve pânico que aumentou quando a vimos quere atirar-se de uma janela.
            “Uns a seguravam; outros a davam passes; outros traziam-lhe coisas para cheirar; cada qual alvitrava em meio, todos inteiramente inúteis, todos lamentavelmente anódinos.
            “Fizemos que se retirassem os curiosos, e nós, cercado de um grupo de médiuns, procurávamos dar passes na possessa. Estes pareceram com o privilégio de enfurecê-la ainda mais; ela se lançava a nós, dizendo-nos os maiores impróprios, arranhava-nos, esbofeteava-nos.
            Já estávamos exaustos.
            “Os amigos entreolhavam-se pasmos desanimados. Era preciso chamar a Assistência.
            “Mas seria o escândalo. Seria a confissão completa da falência de todos os nossos processos.
            “As lágrimas vieram-nos aos olhos. Compreendemos, então, a extensão imensa de nossas fraquezas. E apelamos para o Pai. E oramos.
            “E orávamos e chorávamos. Por que negar a nossa fragilidade? Éramos o responsável pela reunião. Chorávamos e orávamos.
            “E quando o portador já is descer as escadas, em busca de telefone, diz a moça, com voz mudada, com tibre másculo: “Ah! Puderam mais do que eu, desta vez!”
            “E acalmou. E acordou. E perguntou-nos sorridente, ingênua, ignotante de tudo que se passara: - “que foi? Que houve?...
            “Estava curada. Estava curada pela prece.
            O que nos disse Jesus: “ Está casta de Espíritos só se consegue expelir à força de oração e jejum”. (Marcos, 9:14-29) (Mateus, 17:14-21)
            Desconhecendo ainda a enorme influência da Prece (Lucas, 11:1), nas situações difíceis em que o homem vê fracassar as suas energias, os discípulos deram de si tudo o que era possível, num baldado esforço para libertar o moço da entidade tenebrosa que o obsediava.
            A vitória do grupo aconteceu pela invocação do Pai em auxilio da jovem obsediada.
            O autor, Alfredo Miguel, pelos idos de 1928, era assediado por um espírito rancoroso e vingativo. Queria transformá-lo em joguete de ação maléfica.
            Por muito tempo esse pobre irmão ignorante lançou obstáculos no nosso caminho. Atormentou-nos bastante, especialmente à noite, a perturbar-nos o sono. Reabilitou-se sem que o levássemos, ao menos uma vez, a um Centro Espírita. Quiséramos nós mesmos doutrina-lo; e o fizemos tão somente pela prece assídua, consuetudinária, até nos vermos completamente livre de sua vexação.

Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a.Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972. 

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. - SEGUNDA PARTE. - PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - Nº. 2. - ALFREDO MIGUEL.


                 SEGUNDA PARTE. 

PROVAS CONCRETAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                               2

A PRECE É UMA REALIDADE TANGÍVEL. - SOLUÇÃO ENCONTRADA NA PRECE PARA UMA SITUAÇÃO ANGUSTIANTE. - O CASO DO PROF. LEOPOLDO MACHADO. - EFEITO MIRACULOSO DA PRECE TESTEMUNHADO POR UM MISSIONÁRIO EVANGÉLICO.

“O Espiritismo e as Ciências Psíquicas nos ajudam a compreender que o Cristo falava de uma realidade tangível, quando insistia na importância da prece” - diz, com autoridade de quem longamente se ocupou destas questões o Ver. Haraldur Nielssen, antigo professor de Teologia na Universidade de Islândia.
A prece é, de fato, uma realidade que se pode tocar, haja vista as maravilhas que se operam nos instantes críticos da nossa vida, quando levantamos para os céus os olhos marejados de lágrimas,sem nada podemos esperar das possibilidades humanas. Quem tiver dúvida a este respeito, habitue-se a orar, porque orando, o homem aproxima-se de Deus e a sua vida torna-se mais fecunda. Não é possível mesmo que a oração seja uma coisa vã, uma quimera, quando vemos que a cultivam, também, os nossos maiores da Espiritualidade, ora elevando-a em ação de graças ao Altíssimo, ora deprecando consolação e luzes para as almas desventuradas. Isto é uma verdade que ressalta da leitura dos livros de André Luiz, o eminente Espírito que, por intermédio do psicógrafo Francisco Candido Xavier, tão preciosas lições nos tem dado acerca do Mundo Espiritual e das condições da vida após a morte. Desnecessária, ou inócua, não há de ser a prece, quando das alturas siderais baixam Mensageiros Divinos para dizer-nos da sua importância, como no caso do anjo que em pleno dia se apresentou, em forma visível e palpável, ao centurião de Cesaréia, dirigindo-se-lhe de início por estas palavras - “Cornélio, as tuas orações e as tuas esmolas têm subido para lembranças diante de Deus”.
Nós, que vimos fazendo o elogio da Prece, disto provavelmente não cuidaríamos se não fossemos testemunha presencial de sucessos admiráveis oriundos de sua ação dinamizadora, acrescidos do quanto, individualmente, por meio dela, temos conseguido.
No ano de 1948 fomos convidados para participar de um congresso de jovens espíritas, na capital de Sergipe, e lá ficamos hospedados no lar do distinto confrade Francisco Oliva.
Uma tarde, de volta de uma reunião de congressistas, fomos encontrar o Chico e seus familiares em apuros para expelir de casa uma pobre insana. Ela morava por ali, era conhecida, e num acesso da doença, projetava-se porta fora, vindo penetrar na casa do nosso hospedeiro. Um quarto que encontrava aberto, com a chave na parte interna engastada na fechadura, servia-lhe de esconderijo.
Fazia mais de uma hora que a louca se trancará naquele cômodo e não havia rogos, nem estratagemas, em ameaças que a fizessem arredar dali.
A situação era a mais incômoda, causando em todos uma verdadeira angústia.
Num dado momento, Francisco Oliva deixa-nos com as outras pessoas e vai isolar-se em outra dependência da casa. Cinco minutos não se tinham ainda escoado após a sua saída e eis que alienada faz ranger nervosamente a chave na fechadura, e, com rapidez e passos largos, lança-se daí para fora, ganhando a rua. Com as duas mãos aperta contra o peito um objeto que não identificamos. Quase ao mesmo instante, oliva aparece. Tem um leve sorriso nos lábios e os olhos úmidos de pranto. E quando lhe perguntamos o que era aquilo, foi com a voz firme e emocionada que ele respondeu “Graças a Jesus, que Ele atendeu a minha súplica”!
O objeto a que se agarrar a demente era uma imagem de “Nossa Senhora”, conservada por Oliva como lembrança de uma família amiga, que lhe ofertara no dia do seu casamento.
Está visto que ninguém apela em vão para Deus na hora da necessidade extrema, justamente porque nesta hora é que a sua misericórdia mais se faz sentir àqueles que n’Ele confiam.
O escritor e jornalista Leopoldo Machado, ao tempo em que dirigíamos o periódico “Bahia-Espírita”, mandou-nos um excelente artigo de colaboração intitulado “A significação da Prece nas Reuniões Espíritas”, trabalho este que inserimos, com o merecido destaque, no número de setembro de 1939 do nosso jornal.  Desenvolvendo argumento magistral e salientando o poder insuperável da prece, contou aquele culto e saudoso confrade um episódio que se passará consigo mesmo, no distante ano de 1918
Estava de veraneio na fazenda de uns parentes, e no começo da tarde encaminhara-se à farmácia situada na vila próxima. Não tendo um companheiro nessa digressão, resolvera o professor Leopoldo, à indicação de segundos, traçar um mapa dos caminhos, mapa esse que ele perdera no povoado, seguindo dali por errado trilho, já ao escurecer. Quando deu pelo seu engano, estava embrenhado na selva. “E metido na mata - depõem o distinto publicista - o animal empacado, dentro da selva apavorante, a pensar no possível ataque das feras, voltáramos, nós que já éramos iniciado na Doutrina, para o alto. Pedindo iluminação do alto, com humildade e confiança, através de sentida prece. Mal concluíramos, sentimos como que vitalizarão nova, e animal, por si mesmo, encaminhou-se para a fazenda”.
Quer dizer, então, do que passou com um missionário evangélico, em serviço de catequese na Bolívia? 
  Ele mesmo, e por igual, um bom católico, qualificaria a ocorrência como um estupendo milagre da prece, dando o imediatismo e a rapidez do socorro que ela movimentou em defesa de alguns filhos de Deus na iminência de um horrível massacre.
O relato encontramos nas páginas 107/8 de uma brochura intitulada “Lições da Vida”, de autoria do escritor Armelindo Martins de Castro.
 O pastor protestante F. A. Stahl, no seu livro “No País dos Incas”, narra um episódio ocorrido em uma de suas missões entre os índios em território boliviano, demonstrando um autêntico fenômeno de materialização de Espíritos.
Indo a Quenhani, sua caravana obtendo ótima acolhida nas pregações, despertou em outra missão evangelizadora, porém católica, uma certa aversão, que os padres com auxílio de aguardente, excitou os indígenas seus companheiros que fossem atacar a missão protestante.
Os silvícolas não sabiam no erro que estavam cometendo, contra humildes pacíficos pregadores do mesmo Evangelho Cristão a eles apresentados, atacaram em fúria, dirigidos pelos próprios sacerdotes católicos, com intuito de massacrar a pequena reunião protestante, gritando agarrem-nos e queimem-nos”
O grupo encurralado numa pequena choça coberta de palha orava disposto ao testemunho da fé, achando-se o pastor já ferido por um pedrada, abrindo uma brecha em sua cabeça, era Cegado pelo sangue que escorria..
“Perdida estava qualquer esperança de libertação e socorro.”
Quando iniciariam o derradeiro momento, deitar fogo a choça, os padres e os índios bateram em retirada, fugindo o mais rápido possível.
Sem entender o que tinha acontecido, o pastor Stahl interrogou um assustado indígena que lhe respondeu: - “Não vedes a multidão de índios armados correndo em nossa defesa?”
O pastor declara: - “Mas, eu não via índio algum. Perguntei a minha esposa se via algum índio sua resposta foi negativa.
O indígena insistiu que vinha um exército em nosso auxílio. Olhamos em torno e nada vimos. Agora compreendemos que Deus enviou seus anjos por esta forma para nos salvar. Não se pode dar outra solução ao que aconteceu.

          Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2ª.Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972.  

RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 23 de junho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. - ALFREDO MIGUEL. - PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - PRIMEIRA PARTE. Nº. 4.


                                               PRIMEIRA PARTE.

                      PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                                                4

            GRANDES NOTABILIDADES PRONUNCIAM-SE A FAVOR DA PRECE. O QUE DIZEM ABRAHÃO LINCOLN, BAUDELAIRE EMME, CHIANG-KAI-SCHEK. OS ILUMINADOS E OS VIDENTES. SIMBOLOS QUE EXPRIMEM O PODER DA PRECE. OS EFEITOS DA PRECE SOBRE OS ESPÍRITOS PERTURBADOS E ENDURECIDOS. APOLOGIA DA PRECE FEITA POR ALLAN KARDEC. A PALAVRA DE EMMANUEL. JUSTOS E PECADORES PEDEM E ALCANÇAM.

            À semelhança de Aléxis Carrel, que, também no seu livro ”O Homem, esse desconhecido”, exalta o maravilhoso poder da prece, outras notabilidades no mundo da política e das letras, a favor dela têm-se manifestado, trazendo as provas da sua eficiência, obtidas de um modo pessoal ou indireto.
            Neste ponto os testemunhos fidedignos são numerosos, de sorte que a dúvida a tal respeito só pode porvir dos que não sabem orar ou dos que hajam excluído Deus de suas cogitações.
            À parte dos inscritos nesta última categoria todos os indivíduos espiritualmente esclarecidos admitem a necessidade da prece e veem nela um sustentáculo nas horas amargas da provação.
            “Não raro – Abrahão Lincoln – tenho caído de joelhos ante a convicção iniludível de que não me resta outro recurso”.
            Vê-se por estas palavras do antigo presidente dos Estados Unidos, que ele costumava, implorar aos céus quando sentia a falência dos recursos humanos, inclusive os que promanavam a sua autoridade.
            Também o poeta Frances Baudelaire acreditava que se podia haurir proteção e segurança na prece, pois é de sua pena este enunciado:
            “O homem que faz a sua oração à noite, é capitão que põe sentinela. Pode dormir”.
            A esposa do generalíssimo Chuang-Kai-Schek, cuja vida na década de cinquenta do século passado, foi pontilhada de lances dramáticos em virtude da invasão comunista na sua pátria, traz certamente o fruto da sua experiência individual nestes tópicos que sublinhamos em um artigo de imprensa:
            “Deus me fala – diz ela – quando rezo. A oração não é um antihiponitismo. É mais que a simples meditação, e, nesta, a força brota do nosso próprio ser. Porém, quando se reza, vai-se a uma fonte de força muito maior que a nossa própria”.
            Os grandes iluminados, os videntes, eram crentes no poder da prece e nelas captavam as energias que dilatavam e mantinham os seus dons extraordinários.
            Bem significativos são os membros de cera em exposição nos templos católicos. Eles simbolizam a fé e o agradecimento dos que alcançaram favores pela prece.
            Todos os bons Espíritos a recomendam e os imperfeitos pedem-na como meio de aliviar os seus sofrimentos. Os efeitos balsâmicos da prece tornam-se patente nas sessões espíritas. Sobre os desencarnados, quer a presença deste acuse uma conturbação da memória, consequente da transição, quer assinale a persistência num propósito rancoroso. A oração, é o divino magnetismo que envolve em atmosfera de calma e lhes desperta a consciência
            Leia-se, a propósito, a magnífica bibliografia de André Luiz, Espírito, que a transmitiu pelo lápis de Francisco Candido Xavier, numa sequência de 8 volumes que tem início no que se intitula “Nosso Lar”.
            Em todos aqueles livros, que desvendam um mundo de conhecimentos novos, surpreendentes pelo ineditismo, a prece é enfaticamente encarecida e praticada pelos instrutores da mais alta hierarquia espiritual. Aniceto, Espírito dotado de grande bondade e sabedoria se expressa dessa maneira: “Nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração. O homem que ora, traz consigo inalienável couraça”.
            Allan Kardec, que recolheu e coordenou os ensinos dos Mensageiros do Alto, vendo como eles enaltecem a excepcional importância da prece, faz dela uma tocante apologia, nos três últimos capítulos de “o Evangelho segundo o Espiritismo”. Nos demais livros da Codificação Espírita, ela é do mesmo modo engrandecida e recomendada como a terapêutica específica para todos os males espirituais.
            Assevera Emmanuel, o sábio Espírito, guia e protetor do famoso médium Francisco Candido Xavier, em mensagem por este psicografada, que “na Terra, ninguém pode imaginar o valor, a extensão e a eficácia de uma prece nascida na fonte viva do sentimento”.
            Não resta, pois, a menor duvida de que “muito pode a suplica fervorosa do justo”, como declara o apóstolo Tiago no capítulo quinto de sua epístola universal.
            E não apenas os justos, podemos afirmar, à vista dos fato que vamos aduzir, numa demonstração impressionante de que também são ouvidos os pecadores.

            Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a. Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972. 

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 9 de junho de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. -PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE. - ALFREDO MIGUEL. - TERCEIRA PARTE.



                                               TERCEIRA PARTE.

                PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

                                                                     3

        FÓRMULAS DE PRECE. NENHUMA FÓRMULA ABSOLUTA É PRESCRITA. RENUNCIARA À PRECE É DESDENHAR A BONDAD DE DEUS. ALEXIS CARREL E A PRECE.


            Não é fora de propósito aludirmos aqui as fórmulas de orações. Elas não são de todo inúteis, compreende-se; mas em face do que atrás ficou dito, vemos que é bem precário o seu valor. A gente culta, principalmente, subestima os modelos de preces, reconhecendo que melhor é improvisá-las sempre de acordo com as circunstâncias e as solicitações do momento. Isto não apenas em se tratando de cerimônias ou atos públicos, de caráter religioso, mas em casa, também quando procuramos pôr-nos em sintonia com a Providência Divina. “A linguagem da prece, ensina um conhecido escritor, deve variar segundo as necessidades, segundo o estado do espírito humano. É um grito, um lamento, uma efusão, um cântico de amor, um manifesto de adoração, ou exame dos seus atos, um inventário moral que se faz sob as vistas de Deus, ou ainda um simples pensamento, uma lembrança, um olhar erguido para o céu.” (Léon Denis.).
            O Allan Kardec disseram os comunicantes do Além: “A forma nada significa, o pensamento é tudo. Cada um ore de conformidade com as suas convicções e da maneira que mais lhe toque o íntimo. Um bom pensamento vale mais do que um grande número de palavras, com as quais nada tenha de comum com o coração”.
            “Nenhuma fórmula absoluta de prece nos prescrevem os Espíritos." Quando nos dão algumas é com o objetivo de nos despertar idéias, e, sobretudo, com o chamar a atenção para certos princípios da Doutrina Espírita. É também com intuito de vir em auxílio daqueles que se sentem embaraçados para exprimir suas idéias, pois muitos há que não acreditam ter orado realmente, desde que não sabiam orar. Pedindo-Lhe um deles que Lho ensinasse, o Mestre ditou então aquelas palavra que todo mundo cristão conhece pelo nome de Pai Nosso. (Lucas, 11:1-4).
            Porém, será que em todas as ocasiões de recorrer à divindade, tenhamos de repetir o Pai Nosso ou a Prece de Cáritas, quando não outra fórmula qualquer?
            Pelo menos em dadas circunstâncias, isto é inteiramente impossível.
            Quando, por exemplo, um mal ou um perigo nos está à vista, e, aflitos, procuramos conjurá-lo para nos pouparmos às suas consequências, tempo e calma não nos restam para recitar qualquer espécie de oração. Só nos ocorre, de súbito, erguer nos céus o nosso angustiado brado de socorro. E porque parte do coração com toda a força do sentimento, o grito da aflição no instante pressagio é uma grande prece de efeito quase sempre imediato.
            Talvez porque nunca tenham observado isto, os “os espíritos fortes” acham poder passar muito bem sem orar.
             "Renunciar a prece – escreve o Codificador do Espiritismo – é desconhecer a bondade de Deus, é renunciar à assistência e ao bem que pode alcançar aquele que ore, assim como aquele por quem se ore”.
            Sábios e pensadores de renome perceberam esta verdade. O grande Aléxis Carrel teve a franqueza de se pronunciar nestes termos:
            “A oração é uma força tão real como a da gravidade terrestre." Na qualidade de médico, tenho observado doentes (a propósito de cujos males falharam todas as demais terapêuticas) que se restabeleceram, libertando-se de suas enfermidades e melancolias, mediante o sereno influxo da oração. É o único poder no mundo que parece vencer as chamadas “leis da Natureza”.
            Estas expressões do famoso cirurgião e biologista francês constam de um artigo de sua autoria em Seleções do Reader’s Digest, artigo que o autor conclui com estes períodos:
            “Em regra, para plasmar personalidades, a oração deve tornar-se um hábito. Nada vale orar pela manha e passar o dia como um bárbaro. Verdadeira oração é o modo de Viver. A verdadeira vida é o transcurso de uma oração. As melhores preces são as naturais e improvisadas, tais como as conversações amistosas entre as pessoas que se querem. Não obedece a fórmula. A oração, pois, como exercício fundamental do espírito, precisa ser ativamente praticada em nossa vida particular. A alma humana deve tornar-se bastante forte para salvar-se mais uma vez”.

               Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a.Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador Bahia - 1972. 


                                    RHEDAM. (rhedam@gmail.com)


sexta-feira, 18 de maio de 2012

- PRECES ESPÍRITAS. - APOLOGIA DA PRECE. - PROVAS TEÓRICAS EFICIÊNCIA DA PRECE. - PRIMEIRA PARTE.


                   APOLOGIA DA PRECE.

                                   PRIMEIRA PARTE. 

  PROVAS TEÓRICAS DA EFICIÊNCIA DA PRECE.

1

UMA PERGUNTA CURIOSA, A COMUNHÃO COM DEUS. PATENTE NA PRECE A MUNIFICIÊNCIA DIVINA. PESSOAS QUE DESDENHAM A PRECE. PEDIR E SABER PEDIR.

Vale a pena orar?
Esta pergunta nos fez um homem bastante instruído, mas em quem o problema religioso não despertara ainda nenhum interesse. 
Nós lhe respondemos: Vale a pena, sim; vale a pena orar.
A prece é uma elevação da alma para Deus. É o meio de comunicação entre a criatura e o Criador. Tudo que o homem possa realizar de mais sublime, não se compara ao ato da prece, pelo qual, nesse maravilhoso instante, ele se põe em comunhão com Aquele que lhe deu o ser, ”Quem, pois ora com fervor e com fé, quem ora compreendendo o alto significado e o extraordinário valor da prece, realiza o mais belo, o mais fecundo e o mais completo fim do pensamento”.
Em muitas ocasiões, torna-se palpável a mimificência de Deus, quando a alma necessitada a Ele se dirige com unção e humildade. Fatos numerosos confirmam os efeitos tangíveis da prece, e, esses fatos, alguns dos quais relataremos, rebatem e esmagam completamente o arrazoado dos que a julgam desnecessária.
Realmente, há homens que desdenham a prece, que a acham banal e ridícula. “Esses - observa Léon Denis - jamais oraram, ou talvez nunca tenham sabido orar. Ah! Sem dúvida, se só se trata de padre-nossos proferidos sem convicção, de responsos tão vãos quanto intermináveis, de todas essas orações classificadas e numeradas, que os lábios balbuciam, mas nas quais o coração não toma parte, podem-se compreender tais críticas; porém nisto não consiste a prece”.
Veremos mais adiante como se deve orar.
Por outro lado, não são poucos os que em vão têm batido, e continuam a bater às portas do Céu. Desiludidos, já não acreditam no socorro que possa vir através da prece, e mesmo assim sentem-se presos a um velho hábito que adquiriram na infância.
Esses não oram - rezam, com os lábios como quem despreocupadamente canta um samba. - pedem e não obtêm, diz São Tiago, porque não sabem o que pedem ou desejam obter para dissipar nos seus deleites... (Tiago, 4:2-4)
Na verdade, Deus é a Providência Suprema, razão pela qual os pedidos Lhe dirigimos deixam de ser desferidos, quando nossos desejos são insensatos. Convenhamos que uma coisa é pedir e outra é saber pedir. E coisa mais importante a ainda é saber o que se deve pedir, para que, por falta de conteúdo, nossas rogativas não fique sem resposta. Estulto, por exemplo, é quem roga lhe sejam concedidos os tesouros da terra e o remédio que o isente da dor. Ora, a dor é necessária ao desenvolvimento de nossa inteligência e à elevação do nosso espírito. “Os males que desejaríamos afastar de nós - escreve judiciosamente um filósofo Frances - são muitas vezes a condição necessária do nosso progresso. Se fossem suprimidos, o efeito disso seria tornar estéril a nossa vida. De outro modo, como poderia Deus atender a todos os desejos que os homens exprimem nas suas preces? A maior parte destes seria incapaz de discernir o que convém, o que é proveitoso. Alguns perdem a riqueza, ignorando que esta, dando um vasto campo às suas paixões, seria uma desgraça para eles”. Peça, pois, cada qual a Deus que lhe infunda bom ânimo e resignação para não vir a sucumbir sob o fardo de suas provas. Quantos nas suas orações solicitam riqueza, glórias, bem estar, saúde, colocam o que é material e perecível acima do que é espiritual e duradouro!   
Para Prentice Mulford, a melhor oração será a que pedir acima de tudo a maior dose de sabedoria, pureza e elevação da alma, e, sobretudo, a maior caridade. É evidente que Deus só concede aos seus filhos o que é merecido e útil. Negando-lhes algumas coisas, é que estas não lhe trariam proveito real. Nós mesmo, a despeito de nossa ignorância e atraso no terreno do bem, obramos da mesma maneira em relação aos nossos familiares. Naturalmente não satisfazemos a todas as vontades dos nossos filhinhos, embora lhes causemos desgosto e pranto, justamente por preservá-los de sofrimentos que a satisfação de seus gostos acarretaria. Por espírito de previdência, devemos evitar os prazeres que causam dor. Qual o pai ajuizado que anuiria ao pedido de seus filhos em idade infantil, para se banharem num rio caudaloso? Ou os deixaria livres de brincar em frente à residência onde houvesse intenso trânsito de veículos? Os infantes, coitadinhos, não sabem o que pedem a seus pais humanos, e nós, adultos, também somos quais crianças sem juízo a encher de pedidos frívolos ou insensatos ao Pai Celestial que tudo prevê e provê para o nosso bem.

Fonte: Livro Apologia da Prece - autor Alfredo Miguel - 2a.Edição - Livraria Espírita “Alvorada” Editora - Salvador, Bahia - 1972.


RHEDAM .(rhedam@gmail.com)