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quinta-feira, 14 de março de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - APRENDA COM A NATUREZA. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)

   APRENDA COM A NATUREZA.

            Resplandece o Sol no alto, a fim de auxiliar a todos.

            As estrelas agrupam-se em ordem.

            O céu tem horários para a luz e para a sombra.

            O vegetal abandona a cova escura, embora continue ligado ao solo, buscando claridade, a fim de produzir.

            O ramo que sobrevive à tempestade cede à passagem dela, mantendo-se, não obstante, no lugar que lhe é próprio.

            A rocha garante a vida do vale, por resignar-se a solidão.

            O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.

            A ponte serve ao público sem exceções, por afirmar-se contra o extremismo.

            O vaso serve ao oleiro, após suportar o clima do fogo.

            A pedra brilha, depois de sofrer as laminas do lapidário.

            O canal preenche as suas finalidades, por não perder o acesso ao reservatório.

            A semeadura rende sempre, de acordo com os propósitos do semeador.

Fonte: Agenda Cristã - André Luiz - Francisco C. Xavier - Editora FEB - Rio de Janeiro RJ.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 20 de março de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 273. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IX. - IX — O FILHO DE DEUS E O FILHO DO HOMEM - ALLAN KARDEC.

O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO.     

    IX — O FILHO DE DEUS E O FILHO DO HOMEM

O título de Filho de Deus, longe de implicar igualdade, é, muito ao contrário, indício de uma submissão. Ora, ninguém é submetido a si mesmo, mas a alguém.
Para que Jesus fosse, em absoluto, igual a Deus, fora preciso que ele existisse, como Deus, de toda a eternidade, isto é, que fosse incriado. Ora, o dogma diz que Deus o gerou desde toda a eternidade; mas quem diz gerou diz criou. Fosse ou não desde toda a eternidade, ele não deixa por isso de ser uma criatura e de estar, como tal, subordinada ao seu Criador. É a idéia que implicitamente se contém no termo Filho.
Nasceu Jesus no tempo? Ou, por outra: houve um tempo, na eternidade passada, em que ele não existia? ou é ele coeterno com o Pai? Tais as sutilezas sobre que disputaram durante séculos. Em que autoridade se apóia a doutrina da coeternidade, que passou ao estado de dogma? Na opinião dos homens que a engendraram. Mas, esses homens em que autoridade fundaram semelhante opinião? Não foi na de Jesus, pois que este se declara subordinado; não foi na dos profetas que o anunciam como o enviado e o servo de Deus. Em que documentos desconhecidos, mais autênticos do que os Evangelhos, encontraram eles tal doutrina? Parece que só na consciência e na superioridade de suas próprias luzes.
Deixemos, pois, essas discussões vãs, que a nada conduzem e cuja própria solução, fosse esta possível, não tornaria melhores os homens. Digamos que Jesus é Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus Pai, como nós aprendemos a tratá-lo de nosso Pai. É o Filho bem-amado de Deus, porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus a criatura, possui toda a confiança e toda a afeição de Deus. Ele se diz Filho único, não porque seja o único ser que haja chegado à perfeição, mas porque era o único predestinado a desempenhar aquela missão na Terra.
Se pode parecer que a qualificação de Filho de Deus apóia a doutrina da divindade, o mesmo já não se dá com a de Filho do homem, que também Jesus deu a si mesmo, em sua missão, e que constituiu objeto de muitos comentários.
Para lhe compreendermos o verdadeiro sentido, temos que remontar à Bíblia, onde a encontramos dada pelo próprio Deus ao profeta Ezequiel.
“Tal a imagem do Senhor, que me foi apresentada. Ao ver aquelas coisas, caí de rosto em terra e ouvi uma voz que me falou assim: Filho do homem, tem-te de pé e eu falarei contigo. — E, tendo-me falado dessa maneira, o Espírito entrou em mim e me firmou nos pés e ouvi que me falava, dizendo: Filho do homem, envio-te aos filhos de Israel, a um povo apóstata, que se retirou de mim. Violaram até hoje, eles e seus pais, a aliança que eu com eles fizera.” (Ezequiel, 2:1 a 3.)
“Filho do homem, eis que eles te prepararam grilhões; acorrentar-te-ão e dali não sairás.” (Idem, 3:25.)
“O Senhor me dirigiu então a palavra, dizendo: — E tu, Filho do homem, ouve o que diz o Senhor Deus à terra de Israel: o fim vem; vem esse fim nos quatro cantos da terra.” (Idem, 7:1 e 2.)
“No décimo dia do décimo mês do nono ano, o Senhor me dirigiu a palavra, dizendo: — Filho do homem, marca bem este dia em que o rei de Babilônia reuniu suas tropas diante de Jerusalém.” (Idem, 24:1 e 2.)
“Disse-me ainda o Senhor estas palavras: — Filho do homem, vou ferir-vos com uma chaga e tirar-vos o que há de mais agradável aos vossos olhos; mas, não me fareis lamentações fúnebres; não chorareis e lágrimas não vos correrão pelas faces. - Gemereis em segredo e não vos enlutareis, como se faz pelos mortos; a vossa coroa se conservará presa à vossa cabeça e tereis nos pés as vossas sandálias; não cobrireis o vosso rosto e não comereis as viandas que se dão aos que se acham de luto. - Falei então pela manhã ao povo e à tarde minha mulher morreu. No dia seguinte, fiz o que Deus me ordenara.” (Idem, 24:15 a 18.)
“O Senhor ainda me falou e disse: — Filho do homem, profetiza com referência aos pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Eis o que diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos; os pastores não apascentam seus rebanhos?” (Idem, 34:1 e 2.)
 “Então, eu o ouvi que me falava, dentro da casa; e o homem que me estava próximo disse: — Filho do homem, está aqui o lugar do meu trono, o lugar onde porei meus pés e onde ficarei para sempre no meio dos filhos de Israel e a casa de Israel não profanará mais o meu santo nome no futuro, nem eles, nem seus reis, com as suas idolatrias, com os sepulcros de seus reis, nem com as nobres descendências.” (Idem, 43:6 e 7.)
“Porque, Deus não ameaça como o homem e não entra em furor como o Filho do homem.” (Judith, 8:15.)
É evidente que a qualificação de Filho do homem quer aqui dizer: que nasceu do homem, por oposição ao que está fora da Humanidade. A última citação, tirada do livro de Judith, não permite dúvida quanto ao significado da expressão, usada em sentido muito literal. Deus somente assim designa a Ezequiel, certamente para lhe lembrar que, malgrado ao dom de profecia que lhe fora concedido, ele não deixava de pertencer à Humanidade e a fim de que não se considerasse de natureza excepcional.
Jesus dá a si mesmo essa qualificação com persistência notável, pois só em circunstâncias muito raras ele se diz Filho de Deus. Em sua boca, não pode ter ela outra significação, que não lembrar que também ele pertence à Humanidade, identificando-se desse modo aos profetas que o precederam e aos quais se comparou, aludindo à sua morte, quando disse: Jerusalém, que matas os profetas! A insistência com que ele se designa por filho do homem parece um protesto antecipado contra a qualidade que, segundo previa, lhe seria dada mais tarde, a fim de ficar bem determinado que essa qualidade não saíra de seus lábios.
É de notar-se que, durante essa interminável polêmica que apaixonou os homens por longa série de séculos e que ainda continua, que acendeu fogueiras e fez correr rios de sangue, o que se discutia era uma abstração, a natureza de Jesus, da qual se fizera a pedra angular do edifício, embora deste não falassem e hajam olvidado uma coisa, a que o Cristo disse ser toda a lei e os profetas: o amor de Deus e do próximo e a caridade, que ele estabeleceu como condição expressa da salvação. Aferraram-se à questão da afinidade de Jesus com Deus e emudeceram com relação às virtudes que ele recomendou e exemplificou.
O próprio Deus ficou apagado, ante a exaltação da personalidade do Cristo. No símbolo de Nicéia, diz-se apenas: Cremos num só Deus, etc. Mas, como é esse Deus? Nenhuma menção ali há dos seus atributos essenciais: a soberana bondade e a soberana justiça. É que estas palavras teriam sido a condenação dos dogmas que consagram a sua parcialidade para com certas criaturas, a sua inexorabilidade, o seu ciúme, a sua cólera, o seu espírito de vindita, e com que justificaram as crueldades cometidas em seu nome.
Se o símbolo de Nicéia, que se tornou o fundamento da fé católica, estava conforme ao espírito do Cristo, por que o anátema com que ele termina? Não está aí uma prova de que ele é obra da paixão dos homens? A que se deve, aliás, a sua adoção? À pressão do imperador Constantino, que dele fez uma questão mais política, do que religiosa. Sem sua ordem, o concílio de Nicéia não se houvera realizado; sem a intimidação que ele exerceu, é mais que provável que o arianismo levasse a melhor. Tudo, pois, dependeu da autoridade soberana de um homem, que não pertence à Igreja, que reconheceu, mais tarde, o erro político que cometera e que inutilmente procurou voltar atrás, conciliando os partidos. Unicamente daquela autoridade dependeu não haver arianos em vez de católicos e de não ser hoje o arianismo a ortodoxia e o catolicismo a heresia.
Após dezoito séculos de lutas e disputas vãs, no curso das quais foi posta inteiramente de lado a parte mais essencial do ensino do Cristo, a única que podia garantir paz para a Humanidade, toda gente se acha cansada dessas discussões estéreis, que só a perturbações conduziram, gerando a incredulidade, e cujo objeto já não satisfaz à razão.
A opinião geral manifesta hoje uma tendência acentuada a voltar às idéias fundamentais da Igreja primitiva e à parte moral dos ensinamentos do Cristo, por ser a única que pode tornar melhores os homens. Essa é clara, positiva e não pode abrir ensejo a nenhuma controvérsia. Se, desde o princípio, a Igreja houvesse tomado esse caminho, seria agora onipotente em vez de estar em declínio. Houvera congregado a imensa maioria dos homens, em lugar de ter sido esfacelada pelas facções.
Quando marcharem sob essa bandeira, os homens se darão as mãos fraternalmente, em vez de se anatematizarem e amaldiçoarem, por questões que quase nunca compreendem.
Aquela tendência da opinião é sinal de que chegou o momento de ser levada a questão para o verdadeiro terreno..

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 19 de março de 2018

- MENSAGEM PARA OS JOVENS. - N º. 232. - ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS! - Como saber, na comunicação, o que é de natureza anímica ou mediúnica? - REVISTA INFORMAÇÃO.

ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS!

Como saber, na comunicação, o que é de natureza anímica ou mediúnica?

            Como sabemos, a mediunidade implica numa predisposição do indivíduo para receber e transmitir a vontade dos espíritos. Mas, o médium não é um aparelho eletrônico – como o radio, a televisão, o telefone, o telefone celular, o tablat, computador – que apenas veiculam aquilo que é previamente preparado. Os aparelhos eletrônicos podem, muitas vezes, por alguma falha no seu mecanismo ou por falta de condições atmosféricas ideais, transmitir mala comunicação, com interferência no som, na imagem ou na grafia. Mas o ser humano é dotado de uma mente ativa, onde operam continuadamente sentimentos e emoções, onde há vontade e, o que é mais importante, onde existe oculto um campo interminável conhecido por inconsciente. De forma que, toda vez que o espírito se propõe a se comunicar pelo médium, ele encontra as dificuldades naturais de ter que passar seu recado por intermédio de outra pessoas. Assim como nós, os encarnados, se quisermos nos valer de um mensageiro para levar um recado – que não seja gravado ou escrito pelas nossas próprias mãos – temos que confiar na sua capacidade de retransmissão, da mesma forma os espíritos quando se utilizam do médium psicofônico ou psicográfico. É natural, portanto, que conteúdos conscientes e inconscientes do médium se misturem às idéias que lhe estão sendo transmitidas, formando um campo mais ou menos confuso entre as duas mentes em ação, dependendo, é claro, do grau de preparação do médium. Assim, é impossível estabelecer um limite preciso entre a personalidade do médium, razão pela qual muitos preferem denominar as comunicações medianímicas. Diante dessa problemática, é necessário que o Centro Espírita dê toda atenção ao preparo do médium, para que ele mesmo tome consciência desse mecanismo e atue de forma a minimizar sua influência nas comunicações. Esse preparo deve ter por base as obras espíritas, mas deve se assentar sobretudo no desenvolvimento moral do médium, porque os problemas morais são os mais graves. Num grupo bem formado, com pessoas idôneas, estudiosas da Doutrina, ao mesmo tempo cautelosas e bem intencionadas, é possível constatar-se com maior ou menor grau de precisão o que é do médium e o que é do espírito.

Pergunta elaborada por: Claudia Maria Franco. – Duartina SP.

Fonte: Revista Informação – Ano XVI – Nº. 192. - Novembro de 1992.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 14 de março de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 272. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VIII. - VIII — O VERBO SE FEZ CARNE - ALLAN KARDEC


 O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VIII

              VIII — O VERBO SE FEZ CARNE

“No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. — Ele estava no princípio com Deus. — Todas as coisas foram feitas por ele e nada do que foi feito o foi sem ele. - Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. - E a luz brilhou nas trevas e as trevas não a compreenderam.
“Houve um homem enviado de Deus, que se chamava João. -  Ele veio para servir de testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por ele. — Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho daquele que era a luz.
“Aquele era a verdadeira luz que ilumina todo homem que vem a este mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. — Ele veio à sua casa e os seus não o receberam. - Mas, ele deu a todos que o receberam o poder de se tornarem filhos de Deus, àqueles que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo.
“E o Verbo foi feito carne e habitou entre nós e vimos a sua glória, qual a que o Filho único havia de receber do Pai; e ele, digo, habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.” (S. João, 1:1 a 14.)
Esta passagem dos Evangelhos é a única que, à primeira vista, parece encerrar implicitamente uma idéia de identificação entre Deus e a pessoa de Jesus; é também a que serviu de base, mais tarde, à controvérsia a tal respeito.
A questão da divindade de Jesus surgiu gradativamente; nasceu das discussões levantadas a propósito das interpretações que alguns deram às palavras Verbo e Filho. Só no quarto século uma parte da Igreja a adotou, em princípio. Semelhante dogma resultou, pois, de decisão dos homens e não de uma revelação divina.
É de notar-se, antes de tudo, que as palavras acima citadas são de João e não de Jesus e que, ainda quando se admita que não tenham sido alteradas, elas não exprimem, na realidade, mais que uma opinião pessoal, uma indução, em que se depara com o misticismo habitual da sua linguagem; não poderiam, pois, prevalecer contra as reiteradas afirmações do próprio Jesus.
Mesmo, porém, aceitando-as tais quais são, elas não resolvem de modo algum a questão no sentido da divindade, porquanto se aplicariam igualmente a Jesus, criatura de Deus.
Com efeito, o Verbo é Deus, porque é a palavra de Deus.
Tendo recebido diretamente de Deus a palavra, com a missão de a revelar aos homens, ele a assimilou. A palavra divina, de que se penetrara, encarnou nele; ele a trouxe consigo ao nascer e assim é que João pôde com razão dizer: O Verbo foi feito carne e habitou entre nós. Jesus podia, pois, ter sido encarregado de transmitir a palavra de Deus, sem ser o próprio Deus, como um embaixador transmite as palavras do seu soberano, sem ser o soberano. Segundo o dogma da divindade, é Deus quem fala; na outra hipótese, ele fala pela boca do seu enviado, o que nada tira à autoridade das suas palavras.
Mas, quem autoriza esta suposição, de preferência a outra? A única autoridade competente para decidir a questão é a das próprias palavras de Jesus, quando diz: “Não tenho falado por mim mesmo; aquele que me enviou foi quem me prescreveu, por seu mandamento, o que tenho de dizer. — A doutrina que prego não é minha, mas daquele que me enviou; a palavra que tendes ouvido não é palavra minha, mas de meu Pai que me enviou.” A ninguém fora possível exprimir-se com mais clareza e precisão.
A qualidade de Messias ou enviado, que lhe é atribuída em todo o curso dos Evangelhos, implica uma posição subordinada com relação àquele que ordena; o que obedece não pode ser igual ao que manda. João caracteriza esta posição secundária e, por conseguinte, estabelece a dualidade de entidades, quando diz: E vimos a sua glória, tal como o Filho único devia recebê-la do Pai, visto que aquele que recebe não pode ser o que dá e aquele que dá a glória não pode ser o igual daquele que a recebe. Se Jesus é Deus, possui a glória por si mesmo e não a espera de ninguém; se Deus e Jesus são um único ser sob dois nomes diferentes, entre eles não poderia existir supremacia, nem subordinação. Ora, não havendo paridade absoluta de posições, segue-se que são dois seres distintos.
A qualificação de Messias divino não exprime que haja mais igualdade entre o mandatário e o mandante, do que a de enviado real entre um rei e seu representante.
Jesus era um messias divino pelo duplo motivo de que de Deus é que tinha a sua missão e de que suas perfeições o punham em relação direta com Deus.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 13 de março de 2018

- EVANGELHO NO LAR. EVANGELHO NO LAR. - NATUREZA NÃO DÁ SALTOS. - MEIMEI. ( MILTES CARVALHO BONNA.)

                      EVANGELHO NO LAR.

               NATUREZA NÃO DÁ SALTOS.
                        
                         PARA CRIANÇAS DE 8 A 80 ANOS.

    Do Espírito Meimei. - Psicografado pela médium Miltes Carvalho Bonna.

                        “Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.”  
                                                           Jesus (João, 3:3)
                    (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. 4, ITEM 1 a 3)

            Que recado cheio de esperança Jesus nos trouxe ao responder a Nicodemos, mestre em Israel, à sua pergunta “como pode um homem nascer sendo velho?”
            Jesus explica nitidamente é preciso nascer de novo, em novo corpo de carne.
            Essa passagem nos á certeza da reencarnação sucessiva – nascer e renascer sempre, para podermos atingir o crescimento espiritual.
            “O que nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito.” Essa afirmação mostra claramente que para a formação do corpo será preciso, a união das sementinhas dos pais que determinarão todas as suas características: sexo, cor dos olhos, dos cabelos... Assim, o corpo gerado recebe a doação dos pais, mas o espírito não é criado no mesmo instante que o corpo. A ele se ligará o espírito desde o momento da sua concepção.
            O espírito já existia e, provavelmente, deve ter tido muitas outras existências. Por isso, Jesus coloca com muita sabedoria: “O espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde ele vai”.
            Nicodemos não entendeu bem no momento. E Jesus lhe disse: “Tu és mestre em Israel e não sabes essas coisas? ...nós dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, e vós, com tudo isso, não recebeis o nosso testemunho”.
            Com a chegada a Doutrina Espírita, foi mais fácil entender as palavras de Jesus analisando-as por meio da fé raciocinada.
            As perguntas feitas ao Espírito de Verdade trouxeram respostas que levaram os estudiosos a conclusões claras diante dos problemas do mundo.
            “Aquele que não nascer da água e do espírito não pode entrar no Reino de Deus”.
            Ora, é fácil compreender que todo bebê é gerado dentro da proteção de uma bolsa d’água (líquido aminiótico). No nascimento de uma criança, de forma normal, primeiramente, tem de ser rompida a bolsa d’água. E de fato, todo indivíduo tem o se corpo nascido da água.
            O espírito foi criado por Deus, Pai Misericordioso, justo e bom. Portanto, é impossível alguém na Terra poder criar o espírito – daí a colocação de Jesus.
            O Mestre afirma-nos o princípio da preexistência da alma, ensinado-nos que ela já existia antes de se ligar ao corpo físico.
            Confirma também a pluralidade das existências, segundo a qual o mesmo espírito passa por mais de ma existência, vivida em variados corpos de carne, até conseguir atingir o reino dos Céus, fruto do merecimento conquistado por meio do trabalho, esforço e valores intelectuais e morais.

            Fonte: Livro Evangelho no Lar, - autor espiritual Meimei, - Psicografia de Miltes Carvalho Bonna, - 1ª. edição – editora PETIT, - São Paulo, SP. – Verão de 2009.

                                   RHEDAM. (mzgcar@Gmail.com)

quinta-feira, 8 de março de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 271. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VII. - VII — PREDIÇÃO DOS PROFETAS, COM RELAÇÃO A JESUS. - ALLAN KARDEC.


O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VII. 

VII — PREDIÇÃO DOS PROFETAS, COM RELAÇÃO A JESUS.

Além das afirmações de Jesus e da opinião dos apóstolos, há um testemunho cujo valor os crentes mais ortodoxos não poderiam contestar, pois que o apontam constantemente como artigo de fé: é o do próprio Deus, isto é, o dos profetas falando por inspiração e anunciando a vinda do Messias. Ora, aqui vão as passagens da Bíblia consideradas como predição desse grande acontecimento.
“Eu o vejo, porém não agora; olho-o, porém não de perto; uma estrela proveio de Jacob e um cetro se elevou de Israel e traspassará os chefes de Moab e destruirá todos os filhos de Seth.” (Números, 24:17.)
“Eu lhes suscitarei um profeta, como tu, dentre seus irmãos e porei na sua boca as minhas palavras e ele dirá o que eu lhe houver ordenado. E dar-se-á que àquele que não escutar as palavras que ele houver dito em meu nome, a esse pedirei contas.” (Deuteronômio, 18:18 e 19.)
 “Acontecerá, pois, quando chegarem os dias de te ires com teus pais, que farei levantar-se a tua posteridade depois de ti, um de teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Ele me construirá uma casa e eu firmarei o seu trono para sempre. Ser-lhe-ei pai e ele me será filho e dele não retirarei a minha misericórdia, como a retirei daquele que foi antes de ti, e o estabelecerei na minha casa e no meu reino para sempre e seu trono se afirmará para sempre.” (Paralipômenos, 17:11 a 14.)
“Eis por que o Senhor mesmo vos dará um sinal: uma virgem ficará grávida e parirá um filho e ele se chamará Emmanuel.” (Isaías, 7:14.)
“Pois o menino nos nasceu, o Filho nos foi dado e o império foi posto sobre seus ombros e chamar-se-lhe-á, seu nome, o Admirável, o Conselheiro, o Deus forte, o Poderoso, o Pai da Eternidade, o Príncipe da paz.” (Isaías, 9:5.)
“Aqui está meu servidor, eu o sustentarei; é meu eleito, minha alma pôs nele sua afeição; nele pus o meu Espírito; ele exercerá a justiça entre as nações.
“Ele absolutamente não se retirará, nem se precipitará, até que eu haja estabelecido a justiça na terra e os seres se submeterão à sua lei.” (Isaías, 42:1 a 4.)
“Ele gozará do trabalho de sua alma e dele se fartará; e meu servo justo a muitos justificará, pelo conhecimento que terão dele e ele próprio lhes arrebatará as iniqüidades.” (Isaías, 53:11.)
“Rejubila-te ao extremo, filha de Sião; solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei a ti virá, justo e salvador humilde e montado num jumento, sobre o potro de uma jumenta.
E eu farei desaparecer os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém e o arco do combate também desaparecerá e o rei falará de paz às nações. E sua dominação se estenderá de um mar a outro mar e do rio aos extremos da terra.” (Zacarias, 9:9 e 10.)
“E ele (o Cristo) se manterá e governará pela força do Eterno e com a magnificência do nome do Eterno seu Deus. E eles voltarão e agora ele será glorificado até às extremidades da terra e será ele quem fará a paz.” (Miquéias, 5:4.)
A distinção entre Deus e seu futuro enviado se acha aí caracterizada do modo mais formal. Deus o designa por seu servidor, conseguintemente por seu subordinado. Nada há, em suas palavras, que implique a idéia de igualdade de poder, nem de consubstancialidade entre os dois seres.
Ter-se-ia Deus enganado e teriam visto com mais exatidão do que ele os homens que vieram três séculos depois de Jesus-Cristo? Tal parece ser a pretensão deles.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 6 de março de 2018

- EVANGELHO NO LAR: - EVANGELHO NO LAR. - A NATUREZA NÃO DA SALTOS. - MEIMEI. (MILTES CARVALHO BONNA.)

                     EVANGELHO NO LAR.

            A NATUREZA NÃO DA SALTOS.

                       PARA CRIANÇAS DE 8 A 80 ANOS.

Do Espírito Meimei. - Psicografado pela médium Miltes Carvalho Bonna.

                                  “O progresso é uma das leis da Natureza”.  
                  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. 3, ITEM 19)

            Imaginemos a Terra, o planeta foi criado sob a proteção de Jesus – o Cristo.
            O nosso orbe foi criado em sete dias. A palavra “dias”, nesse caso, representa períodos longos de sua criação.
            Cada período constitui-se de milhões de anos, quando tudo se foi desenvolvendo fase por fase.
            A formação dos continentes, bem como das grandes massas oceânicas, requisitou muito trabalho dos mensageiros do Senhor.
            Vagarosamente, foram surgindo os reinos da natureza, obedecendo à Lei do Progresso.
            Assim surgiram os reinos mineral, vegetal e animal.
            Não feito sem um objetivo pela bondade de nosso Criador.
            Mesmo não havendo condição de aqui habitarem seres vivos, o planeta já era habitado por seres espirituais em estagio de aprendizado.
À medida que os espíritos progridem moralmente, o mundo em que se encontram aperfeiçoa-se materialmente também, pois nada fica estacionado.
É como se observasse um terreno árido, abandonado, transformou-se num logradouro mais agradável, como um lindo parque arborizado, revestido de canteiros floridos e fontes luminosas.
A Terra está destinada à progressão material e moral. Os homens encontrarão nela a felicidade quando esta passar de mundo expiatório a mundo regenerado..

            Fonte: Livro Evangelho no Lar, - autor espiritual Meimei, - Psicografia de Miltes Carvalho Bonna, - 1ª. edição – editora PETIT, - São Paulo, SP. – Verão de 2009.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

- - MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 269. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VI. - VI — OPINIÃO DOS APÓSTOLOS - ALLAN KARDEC.

 O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO VI.
.
                      VI — OPINIÃO DOS APÓSTOLOS

Até aqui, apoiamo-nos exclusivamente nas palavras do Cristo, como único elemento peremptório de convicção, porque, fora daí, somente há opiniões pessoais.
De todas essas opiniões, as de maior valor são, incontestavelmente, as dos apóstolos, uma vez que estes o assistiram em sua missão e uma vez também que, se ele lhes houvesse dado instruções secretas, respeito à sua natureza, alguns traços dessas instruções se descobririam nos escritos deles. Tendo vivido na sua intimidade, melhor do que ninguém haviam eles de conhecê-lo. Vejamos, pois, de que maneira o consideraram.
“Oh! israelitas, escutai as palavras que vos vou dizer: Sabeis que Jesus de Nazaré foi um homem que Deus tornou célebre entre vós, pelas maravilhas, prodígios e milagres que o mesmo Deus fez por seu intermédio no meio de vós. — Entretanto, vós o crucificastes e lhe destes morte pelas mãos dos maus, tendo-vos ele sido entregue por ordem expressa da vontade de Deus e por decreto da sua presciência. — Mas, Deus o ressuscitou, detendo as dores do inferno, por impossível que ele aí permanecesse. — Porque David disse em seu nome: Eu tinha o Senhor presente sempre diante de mim, a fim de que eu não fosse abalado. — É por isso que o meu coração se rejubilou, que a minha língua cantou cânticos de alegria e que a minha carne mesma repousará em esperança; — porque não deixareis minha alma no inferno e não permitireis que o vosso Santo experimente a corrupção. — Vós me fizestes conhecer o caminho da vida e me enchereis da alegria que dá a vista do vosso semblante.” (Atos dos Apóstolos, 2:22 a 28. Prédica de S. Pedro.)
“Depois então que foi elevado pelo poder de Deus e que recebeu o cumprimento da promessa que o Pai lhe fizera de enviar o Santo Espírito, ele espalhou esse Espírito Santo que agora vedes e ouvis; — porquanto David não subiu ao céu. — Ora, ele próprio disse: O Senhor disse a meu Senhor: senta-te à minha direita — até que eu haja reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo. — Que, pois, toda a Casa de Israel saiba, com absoluta certeza, que Deus fez Senhor e Cristo a esse Jesus que vós crucificastes.” (Atos dos Apóstolos, 2:33 a 36. Prédica de S. Pedro.)
“Moisés disse a nossos pais: o Senhor vosso Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta como eu. Escutai-o em tudo o que ele disser. — Quem não escutar esse profeta será exterminado do meio do povo.
“Foi por vós primeiramente que Deus suscitou seu Filho e vo-lo enviou para vos abençoar, a fim de que cada um se convertesse da sua má vida.” (Atos dos Apóstolos, 3:22, 23 e 26. Prédica de S. Pedro.)
“Declaramos a todos vós e a todo o povo de Israel que é pelo nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo de Nazaré, a quem crucificastes e que Deus ressuscitou dentre os mortos; é por ele que este homem está agora curado, como o vedes, diante de vós.” (Atos dos Apóstolos, 4:10. Prédica de S. Pedro.)
 “Os reis da terra se levantaram e os príncipes se uniram contra o Senhor e contra o seu Cristo. — Herodes e Pôncio Pilatos com os Gentios e o povo de Israel verdadeiramente se conluiaram contra o vosso santo Filho Jesus, a quem consagrastes por vossa unção, para fazer tudo o que o vosso poder e o vosso conselho haviam ordenado que fosse feito.” (Atos dos Apóstolos, 4:26 a 28. Prece dos Apóstolos.)
“Pedro e os outros apóstolos responderam: Cumpre obedecer antes a Deus do que aos homens. — O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus que vós fizestes morrer pendurando-o no madeiro. — Foi a ele que Deus elevou pela sua destra, como sendo o príncipe e o salvador, para dar a Israel a graça da penitência e a remissão dos pecados.” (Atos dos Apóstolos, 5:29 a 31. Resposta dos Apóstolos ao sumo-sacerdote.)
“Foi esse Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta como eu, escutai-o.
“Mas, o Altíssimo não habita em templos feitos pelas mãos dos homens, segundo esta palavra do profeta: — O céu é meu trono e a terra meu escabelo. Que casa me edificareis, diz o Senhor? e qual poderia ser o lugar de meu repouso?” (Atos dos Apóstolos, 7:37, 48 e 49. Discurso de Estêvão.)
“Mas, estando Estêvão cheio do Espírito Santo e elevando os olhos ao céu, viu a glória de Deus e a Jesus que estava de pé à direita de Deus, e disse: Vejo abertos os céus e o Filho do homem que está de pé à direita de Deus.
“Então, lançando grandes brados e tapando os ouvidos, todos juntos se lançaram sobre ele; e, tendo-o arrastado para fora dos muros da cidade, o lapidaram; e as testemunhas, tomando-lhe as vestes, as puseram aos pés de um mancebo chamado Saulo (mais tarde Paulo). — Enquanto o lapidavam, Estêvão invocava a Jesus, dizendo: Senhor Jesus, recebe meu Espírito.” (Atos dos Apóstolos, 7:55 a 58. Martírio de Estêvão.)
Estas citações comprovam claramente o caráter que os apóstolos atribuíam a Jesus. A idéia exclusiva que ressalta desses textos é a da sua subordinação a Deus, da constante supremacia de Deus, sem que coisa alguma aí revele um pensamento de assimilação qualquer, de natureza e de poder. Para eles, Jesus era um homem profeta, escolhido e abençoado por Deus. Não foi, pois, entre os apóstolos que teve origem a crença na divindade de Jesus. S. Paulo, que não conheceu a Jesus, mas que, de ardoroso perseguidor, se tornou o mais zeloso e o mais eloqüente discípulo da nova fé e cujos escritos prepararam os primeiros formulários da religião cristã, não é menos explícito a respeito. Há nele o mesmo sentimento de dois seres distintos e da supremacia do Pai sobre o Filho.
“Paulo, servidor de Jesus-Cristo, apóstolo da vocação divina, escolhido e destinado a anunciar o evangelho de Deus — que ele antes prometera por seus profetas nas escrituras santas — no tocante a seu filho, que lhe nasceu, segundo a carne, do sangue e da raça de David; — que foi predestinado a ser filho de Deus, num soberano poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos; no tocante, digo, a Jesus-Cristo, nosso Senhor; — por quem recebemos a graça do apostolado, para fazer que obedeçam à fé todas as nações pela virtude do seu nome; — no rol das quais também estais vós, como tendo sido chamados por Jesus-Cristo; — a vós que estais em Roma, que sois queridos de Deus e chamados a ser santos; que Deus, nosso Pai, e Jesus-Cristo, nosso Senhor, vos dêem a graça e a paz.” (Aos Romanos, 1:1 a 7.)
“Estando assim justificados pela fé, tenhamos a paz com Deus por Jesus-Cristo, nosso Senhor.
“Porque, quando ainda estávamos nos langores do pecado, Jesus-Cristo morreu por ímpios como nós, no tempo destinado por Deus.
“Jesus-Cristo não deixou de morrer por nós no tempo destinado por Deus. Assim, estando agora justificados pelo seu sangue, seremos, com mais forte razão, isentados por ele da cólera de Deus.
“E não somente fomos reconciliados, como até nos glorificamos em Deus por Jesus-Cristo, nosso Senhor, por quem obtivemos essa reconciliação.
“Se muitos morreram pelo pecado de um só, a misericórdia e o dom de Deus se derramaram, com mais forte razão, mais abundantemente sobre muitos pela graça de um só homem, que é Jesus-Cristo.” (Aos Romanos, 5:1, 6, 9, 11, 15, 17.)
“Se somos filhos, somos também herdeiros, HERDEIROS de Deus e CO-HERDEIROS de Jesus-Cristo, contanto, porém, que soframos com ele.” (Aos Romanos, 8:17.)
“Se confessais de boca que Jesus-Cristo é o Senhor e se credes de coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, sereis salvos.” (Aos Romanos, 10:9.)
“Em seguida virá a consumação de todas as coisas, quando ele houver entregue o seu reino a Deus e Pai e houver destruído todo império, toda dominação, todo poder — porquanto Jesus-Cristo tem de reinar, até que seu Pai haja posto sob seus pés todos os seus inimigos. — Ora, a morte será o último inimigo a ser destruído, pois a Escritura diz que Deus tudo lhe pôs debaixo dos pés e tudo lhe sujeitou, sendo indubitável que daí se deve excetuar aquele que submeteu todas as coisas. — Quando, pois, todas as coisas estiverem submetidas ao Filho, então o Filho estará, ele mesmo, submetido àquele que lhe terá submetido todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos.” (I aos Coríntios, 15:24 a 28.)
“Mas, vemos que Jesus, que fora tornado, por um pouco de tempo, inferior aos anjos, foi coroado de glória e de honras, devido à morte que ele sofreu; Deus em sua bondade, tendo querido que ele morresse por todos — por ser ele bem digno de Deus, para quem e por quem são todas as coisas, quis que, por querer conduzir à glória muitos filhos, ele consumasse e aperfeiçoasse pelo sofrimento aquele que havia de ser o chefe e o autor da salvação deles.
“Assim, o que santifica e os que são santificados vêm todos de um mesmo princípio; por isso é que ele não se vexa de lhes chamar irmãos — dizendo: Anunciarei o teu nome aos meus irmãos; entoar-te-ei louvores no meio da assembléia do teu povo. — E, algures: porei nele a minha confiança. E, noutro lugar: eis-me aqui com os filhos que Deus me deu.
“Eis por que necessário se tornou que ele fosse em tudo semelhante a seus irmãos, para ser, diante de Deus, um pontífice compassivo e fiel em seu ministério, a fim de expiar os pecados do povo. — Pois, é das penas e dos sofrimentos mesmos, pelos quais foi tentado e experimentado, que ele tira a virtude e a força de socorrer os que também são tentados.” (Aos Hebreus, 2:9 a 13, 17 e 18.)
 “Portanto, meus santos irmãos, vós que tendes parte na vocação celeste, considerai a Jesus, que é o apóstolo e o pontífice da religião que professamos; — que é fiel àquele que o estabeleceu nesse cargo, como Moisés lhe foi fiel em toda a sua casa; — porquanto ele foi julgado digno de uma glória tanto maior do que a de Moisés, quanto aquele que edificou a casa é mais estimável do que a própria casa; visto não haver casa que não tenha sido construída por alguém. Ora, aquele que é o arquiteto e o criador de todas as coisas é Deus.” (Aos Hebreus, 3:1 a 4.)

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 269. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO V. - V - DUPLA NATUREZA DE JESUS. ALLAN KARDEC.


            O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO V.

§ V — DUPLA NATUREZA DE JESUS

Poder-se-ia objetar que, em virtude da dupla natureza de Jesus, suas palavras exprimiam seu sentir como homem e não como Deus. Sem, neste momento, examinarmos por que encadeamento de circunstâncias chegaram, muito mais tarde, à hipótese dessa dupla natureza, admitamo-la, por um instante, e vejamos se, em vez de elucidar a questão, ela não a complica ainda mais, ao ponto de torná-la insolúvel.
O que, em Jesus, haveria de humano era o corpo, a parte material. Deste ponto de vista, compreende-se que ele haja podido sofrer e tenha mesmo sofrido como homem.
A alma, o Espírito, a mente, numa palavra, a parte espiritual do Ser é o que haveria nele de divino. Se ele sentia e sofria como homem, como Deus é que pensaria e falaria.
Falava como homem ou como Deus? Eis uma questão importante, pela autoridade excepcional dos seus ensinamentos.
Se falava como homem, suas palavras são passíveis de controvérsia; se falava como Deus, são indiscutíveis e temos de aceitá-las e de com elas conformar-nos, sob pena de deserção e de heresia. O mais ortodoxo será aquele que mais se aproximar delas.
Dir-se-á que, sob o seu envoltório corporal, Jesus não tinha consciência da sua natureza divina? Mas, se fosse assim, ele não teria, sequer, pensado como Deus, sua natureza divina houvera permanecido em estado latente; só a natureza humana teria presidido à sua missão, aos seus atos morais, como aos seus atos materiais. É, pois, impossível abstrair-se da sua natureza divina durante a sua vida, sem se lhe enfraquecer a autoridade.
Mas, se ele falou como Deus, por que esse incessante protesto contra a sua natureza divina que, em tal caso, ele não podia ignorar? Ter-se-ia então enganado, o que seria pouco divino, ou teria cientemente enganado o mundo, o que ainda o seria menos. Parece-nos difícil sair desse dilema.
Se se admitir que falou ora como homem, ora como Deus, a questão se complica, pela impossibilidade de distinguir- se o que vinha do homem e o que procedia de Deus.
Dado que ele tivesse motivos para dissimular sua verdadeira natureza durante a missão que desempenhava, o meio mais simples teria sido não falar dela, ou exprimir-se, como o fez noutras circunstâncias, de modo vago e parabólico, sobre os pontos cujo conhecimento estava reservado ao futuro. Ora, este não é aqui o caso, pois que as palavras acima nenhuma ambigüidade apresentam.
Enfim, se, apesar de todas estas considerações, ainda se pudesse supor que, quando vivo, ele ignorava a sua verdadeira natureza, outro tanto já não se pode admitir se desse, depois da sua ressurreição, visto que, quando aparece a seus discípulos, já não é o homem quem fala, é o Espírito desprendido da matéria, que já havia de ter recobrado a plenitude de suas faculdades espirituais e a consciência do seu estado normal, da sua identificação com a divindade. Entretanto, foi então que disse: Subo para meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus!
A subordinação de Jesus é ainda indicada pela sua qualidade mesma de mediador, que implica a existência de uma pessoa distinta. É ele quem intercede junto a seu Pai; quem se oferece em sacrifício para remissão dos pecadores.
Ora, se ele é o próprio Deus, ou se fosse em tudo igual a este, não precisaria interceder, porquanto ninguém intercede junto a si mesmo.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 268. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IV. - IV PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DE SUA MORTE - ALLAN KARDEC.


O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IV.

IV — PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DE SUA MORTE

“Jesus lhe respondeu: Não me toques, porquanto ainda não subi a meu Pai; vai, porém, ter com meus irmãos e dize-lhes de minha parte: Subo a meu Pai e vosso Pai, a MEU DEUS e vosso Deus.” (S. João, 20:17. Aparição a Maria Madalena.)
“Mas, aproximando-se, Jesus lhes falou assim: Todo o poder me foi dado no céu e na terra.” (S. Mateus, 28:18. Aparição aos Apóstolos.)
 “Ora, sois testemunhas destas coisas. — Vou enviar-vos o dom de meu Pai, que vos foi prometido.” (S. Lucas, 24: 48 e 49. Aparição aos Apóstolos.)
Tudo, pois, nas palavras de Jesus, quer as que ele disse em vida, quer as de depois de sua morte, acusa uma dualidade de entidades perfeitamente distintas, assim como o profundo sentimento da sua inferioridade e da sua subordinação em face do Ente supremo. Pela sua insistência em afirmá-lo espontaneamente, sem a isso ser constrangido ou provocado por quem quer que fosse, parece ter querido protestar de antemão contra o papel que, segundo a sua previsão, lhe seria atribuído. Se houvesse guardado silêncio sobre a sua personalidade, o campo teria ficado aberto a todas as suposições, como a todos os sistemas. A precisão, porém, da sua linguagem afasta todas as incertezas.
Que autoridade maior se pode pretender, do que a das suas próprias palavras? Quando ele diz categoricamente: eu sou ou não sou isto ou aquilo, quem ousaria arrogar-se o direito de desmenti-lo, embora para colocá-lo mais alto do que ele a si mesmo se coloca? Quem pode racionalmente pretender estar mais esclarecido do que ele sobre a sua própria natureza? Que interpretações podem prevalecer contra afirmações tão formais e multiplicadas como estas: “Não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é o único Deus verdadeiro. — Foi de sua parte que vim. — Digo o que vi junto a meu Pai. — Não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o preparou. — Vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu. — Por que me chamas bom? Bom não há senão somente Deus. — Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer. — A doutrina que prego não é minha, mas daquele que me enviou. — A palavra que tendes ouvido não é minha, mas de meu Pai que me enviou. — Nada faço de mim mesmo; digo unicamente o que meu Pai me ensinou. — Nada posso fazer de mim mesmo. — Não cuido de fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. — Tenho-vos dito a verdade que aprendi de Deus. — Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou. — Tu que és o único Deus verdadeiro e Jesus-Cristo a quem enviaste. — Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma. — Meu Pai, se for possível, faze que de mim se afaste este cálice. — Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”.
Quando se lêem tais palavras, fica-se a perguntar como há podido vir, sequer, à mente de alguém a idéia de atribuir-lhes sentido diametralmente oposto ao que elas exprimem tão claramente, de conceber uma identificação completa, de natureza e de poder, entre o Senhor e aquele que se declara seu servidor. Neste grande processo, que dura há quase quinze séculos, quais as peças de convicção? Os Evangelhos — não há outras —, os quais, no ponto em litígio, não dão lugar a qualquer equívoco. A documentos autênticos, que não se podem contestar, sem argüir de falsa a veracidade dos evangelistas e do próprio Jesus, documentos que se apóiam em testemunhos oculares, que é que contrapõem? Uma doutrina teórica puramente especulativa, nascida, três séculos mais tarde, de uma polêmica travada sobre a natureza abstrata do Verbo, doutrina essa rigorosamente combatida durante muitos séculos e que só prevaleceu pela pressão de um poder civil absoluto.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)