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segunda-feira, 6 de maio de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - LIBERTE SUA ALMA. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)


               LIBERTE SUA ALMA.

            Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve.

            Não amontoe prosperidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.

            Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava de ser um cavalo.

            Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repletas de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram.

            Não perca a sua independ6encia construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente.

            Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio.

            Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os muses permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros “cadáveres de vantagens mortas”.

Fonte: Agenda Cristã - André Luiz - Francisco C. Xavier - Editora FEB - Rio de Janeiro RJ.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 18 de maio de 2018

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA E AMIGOS? - PROCURE O NAR-ANON! - / - N º 241.- APOIO FRATERNO. O VÍCIO DE FUMAR E SUAS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS XXVIII. - RAMATÍS. (HERCÍLIO MAES.)


                       APOIO FRATERNO.

O VÍCIO DE FUMAR E SUAS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS XXVIII.

Pergunta - Para que um fumante possa deixar aos poucos o vício do fumo quais as providências preliminares que ele deve tomar para lograr o êxito desejado?

Ramatís - Já vos dissemos que o mais importante para isso é esclarecer a mente e eliminar a idéia de que o cigarro possa causar prazer ou inspirar idéias. O fumante deve-se lembrar de que, assim como não apreciaria ingerir coisas repugnantes, também não deve sentir-se satisfeito em sugar fumaça acre e com ela encher os pulmões, que não foram feitos para isso. Convém que ele examine, à luz da razão severa e consciente, quais as vantagens de se fumar ou não fumar e o grau de inteligência ou de estultícia da pessoa que absorve tóxicos, sem proveito.
Aquele que não se pode livrar imediatamente do tabaco deve fazer um planejamento mental proveitoso, assim como o comando militar investiga as manhas e as vulnerabilidades do seu adversário, para depois dominá-lo de modo seguro e vencê-lo pela tenaz resistência. A vontade deve ser treinada constantemente sob reflexões sensatas e inteligentes, a fim de, pouco a pouco, exercer a sua ação modificadora no subconsciente e convencê-lo da realidade perniciosa do fumo. Para o tabagista inveterado e incapaz de uma libertação imediata do vício, não há outro recurso senão o de manter um estado de alerta incessante e luta heróica contra si mesmo. Há que conseguir viver com o cigarro no bolso, mas com força suficiente para protelar a satisfação do vício, como se desejasse humilhá-lo antes de atender-lhe à sugestão perniciosa. Muitas vezes atenderá até ao pedido de “fogo” do companheiro viciado mas, embora sentindo despertar em si o desejo de fumar, há que protelá-lo tanto quanto possível.
Malgrado o fato de o fumante ainda se ver obrigado a incinerar cigarros, já o deve fazer vigiando a extensão do vício e abandonando o cigarro bem antes de se sentir satisfeito. Então a força de vontade, que até então estava dominada pelo fumo, retorna aos poucos sob essa severa vigilância mental e recuperação psíquica, assim como o adversário belicoso recua ante a ação tenaz e vigorosa do general decidido. Junto de fumantes ou de odores de tabaco, o mais acertado não é fugir por medo de ceder à aparente delícia e tentação do cigarro; o importante será enfrentar a situação de modo calmo e vigilante, analisando sempre a estultícia e o ridículo que existe na absorção da fumaça de ervas fétidas. Há que se convencer de que as tabacarias são lugares onde se explora o bolso do infeliz viciado do fumo, representando um comércio mais próprio dos velhos bororós ou tupinambás, de costumes atrasados e entregues a vícios por vezes repelentes.
Naturalmente, cada criatura representa um temperamento e uma força psíquica à parte, pelo qual não se pode preceituar para todos os fumantes um módulo de libertação do vício do cigarro.
O próprio fumante deveria se sentir ferido em sua dignidade, ante a humilhação de se deixar vencer tão facilmente por um vício tão detestável. O tabaco é o cérebro indesejável que o domina a seu bel prazer, dirige-lhe a vontade e se intromete em todos os seus atos cotidianos; suja-lhe os dedos, os dentes e as roupas, lesa-lhe a dinâmica respiratória e intoxica-lhe o estômago e a circulação sanguínea, obrigando-o ainda a gastos inúteis. Infelizmente, aquele que ainda não pode exercer domínio sobre si mesmo ou recuperar-se de um vício tão pernicioso, também não conseguirá livrar-se de outras investidas nocivas à sua integridade psíquica. E, acima de tudo, não convém que o fumante esqueça a probabilidade de se tornar uma detestável “piteira viva” de outros espíritos delinquentes do Além, que espreitam continuamente toda a intimidade espiritual que se debilita no vício do fumo. Além disso, é depois da morte que advêm as piores consequências para o fumante, porque o desejo de fumar continua a atuar com mais veemência no seu perispírito, causando-lhe a mais terrível angústia ante a impossibilidade de satisfazer esse vício nocivo e tolo.

            Fonte: Livro FISIOLOGIA DA ALMA. – RAMATIS. – Psicografado pelo Médium HERCILIO MAES. – 15 ª edição. – Editora do Conhecimento – Limeira, SP. – Ano 2010. 

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA MULHER. - N º. 240. - SEXO E MATERNIDADE. - O DESTINO DO ESPÍRITO REENCARNANTE ESTÁ NA SUA MENTE. - WALTER BARCELOS.


                - SEXO E EDUCAÇÃO

              SEXO E MATERNIDADE.

 - O DESTINO DO ESPÍRITO REENCARNANTE ESTÁ NA SUA MENTE.

Para que a Humanidade possa entender a realidade espiritual da maternidade, duas idéias básicas devem ser aceitas e compreendidas: primeiro, a presença atuante do Espírito imortal, que conserva a sua individualidade nos milênios incessantes, e, segundo, a Lei da Reencarnação, que traça o destino de cada criatura, dentro da Lei de Causa e Efeito. O mundo espiritual assim esclarece a lei do destino, em cada nova existência do Espírito reencarnante:

(...) o destino, ao principio de cada nova existência, está guardado na mente. (...) a alma humana é uma consciência formada, retratando em si as leis que governam a vida e, por isso, já dispõe, até certo ponto, de faculdades com que influir na genética, modificando-lhe a estrutura, porque a consciência responsável herda sempre de si mesma, ajustada às consciências que lhe são afins. Nossa mente guarda consigo, em germe, os acontecimentos agradáveis ou desagradáveis que a surpreenderão amanhã (...)“ (18.07)

A mente em cada Espírito é semelhante à semente minúscula: já traz em si, em estado latente, as energias misteriosas e diretoras para a formação da árvore-existência no futuro.

                                                                                  WALTER BARCELOS.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”- Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA E AMIGOS? - PROCURE NAR-ANON! - / - N º. 237. - APOIO FRATERNO. - O VÍCIO DE FUMAR E SUAS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS XXIV. - RAMATÍS. (HERCÍLIO MAES.)

                       APOIO FRATERNO.

O VÍCIO DE FUMAR E SUAS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS XXIV.

Pergunta — Supondo‐se o caso de um indivíduo de alma excelsa que, depois de desencarnado, merecesse até a visão de Jesus, que lhe aconteceria se ele houvesse sido um fumante inveterado, na Terra?
Ramatís - Seria semelhante a um balão cativo que, tendo-se livrado de noventa e nove amarras, ainda lutasse aflitivamente para se desprender da última e frágil corda de seda que o impedisse de se alar ao espaço! Essa alma santificada, embora pudesse ingressar imediatamente no seio de uma humanidade feliz e com ela gozar de todos os benefícios e alegrias de uma vida superior, sentiria de vez em quando turvar-se a sua ventura, ante o desejo insólito e condicionado, do cigarro, vibrando ainda na sua intimidade astral. Diante da Lei justa de ascensão espiritual, tanto usufruímos das glórias merecidas por uma vida humana santificada, como também teremos de sofrer o resultado de qualquer descuido ou imprudência, que tenhamos praticado na forma de vícios ou de paixões da carne.
Eis por que o sofrimento na vida futura pode atingir mesmo aqueles que já lograram desenvolver os bens superiores do espírito, mas que se hajam descuidado de extinguir algum vício ou hábito alimentado na carne. Algumas almas desencarnadas, de cujo perispírito já se desprendem refulgências de luzes, não se podem furtar, de vez em quando, ao fato de a sua mente ser perturbada pelo insofreável desejo, do fumo, do churrasco ou mesmo do uísque fidalgo ou da cachaça pobre. “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes sobre a Terra será ligado também no céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado também no céu” (Mateus 18:18). Como se vê, nesse admirável conceito de Jesus está implícito o ensinamento de que só habitaremos o céu no mais completo estado de paz, liberdade e alegria depois que nos desligarmos completamente de todas as coisas, desejos e vícios do mundo carnal. Então, o que na Terra foi desatado pela própria vontade e consciência do Espírito, também será desatado no Além. Aquele que fuma, bebe ou se alimenta descontroladamente na Terra fica ligado a esses prazeres terrenos, até que o próprio espírito se esqueça deles, visto que a morte não o obriga a deixar os vícios com o corpo físico no túmulo da matéria. O corpo de carne apenas revela as sensações do espírito no mundo físico; por isso, os desejos inferiores, que vivem na intimidade da alma, continuam a se manifestar mesmo ante as munificências dos ambientes celestiais.

            Fonte: Livro FISIOLOGIA DA ALMA. – RAMATIS. – Psicografado pelo Médium HERCILIO MAES. – 15 ª edição. – Editora do Conhecimento – Limeira, SP. – Ano 2010. 

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 268. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IV. - IV PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DE SUA MORTE - ALLAN KARDEC.


O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO IV.

IV — PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DE SUA MORTE

“Jesus lhe respondeu: Não me toques, porquanto ainda não subi a meu Pai; vai, porém, ter com meus irmãos e dize-lhes de minha parte: Subo a meu Pai e vosso Pai, a MEU DEUS e vosso Deus.” (S. João, 20:17. Aparição a Maria Madalena.)
“Mas, aproximando-se, Jesus lhes falou assim: Todo o poder me foi dado no céu e na terra.” (S. Mateus, 28:18. Aparição aos Apóstolos.)
 “Ora, sois testemunhas destas coisas. — Vou enviar-vos o dom de meu Pai, que vos foi prometido.” (S. Lucas, 24: 48 e 49. Aparição aos Apóstolos.)
Tudo, pois, nas palavras de Jesus, quer as que ele disse em vida, quer as de depois de sua morte, acusa uma dualidade de entidades perfeitamente distintas, assim como o profundo sentimento da sua inferioridade e da sua subordinação em face do Ente supremo. Pela sua insistência em afirmá-lo espontaneamente, sem a isso ser constrangido ou provocado por quem quer que fosse, parece ter querido protestar de antemão contra o papel que, segundo a sua previsão, lhe seria atribuído. Se houvesse guardado silêncio sobre a sua personalidade, o campo teria ficado aberto a todas as suposições, como a todos os sistemas. A precisão, porém, da sua linguagem afasta todas as incertezas.
Que autoridade maior se pode pretender, do que a das suas próprias palavras? Quando ele diz categoricamente: eu sou ou não sou isto ou aquilo, quem ousaria arrogar-se o direito de desmenti-lo, embora para colocá-lo mais alto do que ele a si mesmo se coloca? Quem pode racionalmente pretender estar mais esclarecido do que ele sobre a sua própria natureza? Que interpretações podem prevalecer contra afirmações tão formais e multiplicadas como estas: “Não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é o único Deus verdadeiro. — Foi de sua parte que vim. — Digo o que vi junto a meu Pai. — Não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o preparou. — Vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu. — Por que me chamas bom? Bom não há senão somente Deus. — Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer. — A doutrina que prego não é minha, mas daquele que me enviou. — A palavra que tendes ouvido não é minha, mas de meu Pai que me enviou. — Nada faço de mim mesmo; digo unicamente o que meu Pai me ensinou. — Nada posso fazer de mim mesmo. — Não cuido de fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. — Tenho-vos dito a verdade que aprendi de Deus. — Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou. — Tu que és o único Deus verdadeiro e Jesus-Cristo a quem enviaste. — Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma. — Meu Pai, se for possível, faze que de mim se afaste este cálice. — Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”.
Quando se lêem tais palavras, fica-se a perguntar como há podido vir, sequer, à mente de alguém a idéia de atribuir-lhes sentido diametralmente oposto ao que elas exprimem tão claramente, de conceber uma identificação completa, de natureza e de poder, entre o Senhor e aquele que se declara seu servidor. Neste grande processo, que dura há quase quinze séculos, quais as peças de convicção? Os Evangelhos — não há outras —, os quais, no ponto em litígio, não dão lugar a qualquer equívoco. A documentos autênticos, que não se podem contestar, sem argüir de falsa a veracidade dos evangelistas e do próprio Jesus, documentos que se apóiam em testemunhos oculares, que é que contrapõem? Uma doutrina teórica puramente especulativa, nascida, três séculos mais tarde, de uma polêmica travada sobre a natureza abstrata do Verbo, doutrina essa rigorosamente combatida durante muitos séculos e que só prevaleceu pela pressão de um poder civil absoluto.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 267. - O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO III. - III - AS PALAVRAS DE JESUS PROVAM A SUA DIVINDADE? - ALLAN KARDEC.



O ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO III.

III — AS PALAVRAS DE JESUS PROVAM A SUA DIVINDADE?

Dirigindo-se a alguns de seus discípulos que disputavam para saber qual dentre eles era o maior, disse-lhes ele, chamando para junto de si uma criança:
“Quem quer que me receba, recebe aquele que me enviou, porquanto aquele que for o menor entre todos vós será o maior de todos.” (S. Lucas, 9:48.)
“Quem quer que receba em meu nome a uma criancinha como esta, a mim me recebe; e aquele que me recebe não me recebe a mim, mas recebe aquele que me enviou.” (S. Marcos, 9:37.)
“Jesus lhes disse então: Se Deus fosse vosso Pai, vós me amaríeis, porque foi de Deus que saí e foi de sua parte que vim; pois, não vim de mim mesmo, foi ele que me enviou.” (S. João, 8:42.)
“Jesus então lhes disse: Ainda estou convosco por um pouco de tempo e vou em seguida para aquele que me enviou.” (S. João, 7:33.)

1 Para completo desenvolvimento da questão dos milagres, veja-se A Gênese segundo o Espiritismo, caps. XIII e seguintes, onde se acham explicados, por meio das leis naturais, todos os milagres do Evangelho.

 “Aquele que vos ouve a mim me ouve; aquele que vos despreza a mim me despreza; e aquele que me despreza, despreza aquele que me enviou.” (S. Lucas, 10:16.)
O dogma da divindade de Jesus se baseou na igualdade absoluta entre a sua pessoa e Deus, pois que ele próprio é Deus. É este um artigo de fé. Ora, estas palavras, que Jesus tantas vezes repetiu: Aquele que me enviou, não só comprovam uma dualidade de pessoas, mas também, como já o dissemos, excluem a igualdade absoluta entre elas, porquanto aquele que é enviado necessariamente está subordinado ao que envia. Com o obedecer, aquele pratica um ato de submissão. Um embaixador, falando do seu soberano, dirá: Meu senhor, aquele que me envia; mas, se quem vem é o soberano em pessoa, falará em seu próprio nome e não dirá: Aquele que me enviou, visto que ele não pode enviar-se a si mesmo. Jesus o disse em termos categóricos: Não vim de mim mesmo; foi ele quem me enviou.
Estas palavras: Aquele que me despreza, despreza aquele que me enviou, não implicam absolutamente a igualdade, nem, ainda menos, a identidade. Em todos os tempos, o insulto a um embaixador foi considerado como feito ao próprio soberano. Os apóstolos tinham a palavra de Jesus, como este a de Deus. Quando ele lhes diz: Aquele que vos ouve a mim me ouve, certamente não queria dizer que seus apóstolos e ele fossem uma só e a mesma pessoa, igual em todas as coisas.
A dualidade das pessoas, assim como o estado secundário e de subordinação de Jesus com relação a Deus, ressaltam, ao demais, sem equívoco possível, das seguintes passagens:
 “Fostes vós que permanecestes sempre firmes comigo nas minhas tentações. — Eis por que vos preparo o Reino, como meu Pai mo preparou, a fim de que comais e bebais à minha mesa no meu reino e que estejais sentados em tronos, para julgar as doze tribos de Israel.” (S. Lucas, 22:28 a 30.)
“De mim digo o que vi junto de meu Pai; e vós, vós fazeis o que ouvistes de vosso pai.” (S. João, 8:38.)
“Ao mesmo tempo, apareceu uma nuvem que os cobriu e dessa nuvem saiu uma voz que fez se ouvissem estas palavras: Este é meu filho bem-amado; escutai-o.” (Transfiguração: S. Marcos, 9:7.)
“Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á no trono de sua glória; - e, achando-se reunidas todas as nações, separará umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos bodes; — colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. — Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, vós que fostes abençoados por meu Pai, possuir o reino que vos foi preparado desde o começo do mundo.” (S. Mateus, 25:31 a 34.)
“Aquele que me confessar e me reconhecer diante dos homens, eu também o reconhecerei e confessarei diante de meu Pai que está nos céus; — aquele que me renunciar diante dos homens, também eu mesmo o renunciarei diante de meu Pai que está nos céus.” (S. Mateus, 10:32 e 33.)
“Ora, eu vos declaro que aquele que me confessar e me reconhecer perante os homens, o filho do homem também o reconhecerá perante os anjos de Deus; — mas, se algum me repudiar perante os homens, eu também o repudiarei perante os anjos de Deus.” (S. Lucas, 12:8 e 9.)
 “Pois, se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, desse também se envergonhará o Filho do homem, quando estiver na sua glória e na de seu Pai e dos santos anjos.” (S. Lucas, 9:26.)
Nestas duas últimas passagens parece mesmo que Jesus coloca acima de si os santos anjos componentes do tribunal celeste, perante o qual seria ele o defensor dos bons e o acusador dos maus.
“Mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me compete a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tenha preparado.” (S. Mateus, 20:23.)
“Ora, estando reunidos os fariseus, Jesus lhes fez esta pergunta: Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Eles responderam: De David. - Como é então, retrucou ele, que David lhe chama em espírito seu senhor, nestes termos: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu reduza teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — Ora, se David lhe chama seu senhor, como é ele seu filho? (S. Mateus, 22:41 a 45.)
“Mas, ensinando no templo, Jesus lhes disse: Como é, que os escribas dizem que o Cristo é filho de David, uma vez que o próprio David diz a seu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu haja reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? - Pois, se o próprio David lhe chama seu Senhor, como é ele seu filho?” (S. Marcos, 12:35 a 37; S. Lucas, 20:41 a 44.)
Por essas palavras, Jesus consagra o princípio da diferença hierárquica que existe entre o Pai e o Filho. Ele podia ser filho de David por filiação corporal, como descendente de sua raça e foi por isso que teve o cuidado de acrescentar: Como lhe chama ele em espírito seu Senhor? Se há uma diferença hierárquica entre o pai e o filho, Jesus, como filho de Deus, não pode ser igual a Deus.
Ele confirma esta interpretação e reconhece a sua inferioridade com relação a Deus, em termos que não deixam lugar a dúvidas.
“Ouvistes o que foi dito: ‘Eu me vou e volto a vós. Se me amásseis, rejubilaríeis, pois que vou para meu Pai, porque meu Pai É MAIOR DO QUE EU’.” (S. João, 14:28.)
“Aproxima-se então um mancebo e lhe diz: Bom Mestre, que bem devo fazer para alcançar a vida eterna?” Jesus lhe respondeu:
“Por que me chamas bom? “Não há senão somente Deus que é bom. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos.” (S. Mateus, 19:16 e 17; S. Marcos, 10:17 e 18; S. Lucas, 18:18 e 19.)
Não só Jesus não se deu, em nenhuma circunstância, por igual a Deus, como, neste passo, afirma positivamente o contrário: considera-se inferior a Deus em bondade. Ora, declarar que Deus lhe está acima, pelo poder e pelas qualidades morais, é dizer que ele não é Deus. As passagens que seguem apóiam as que citamos e também são bastante explícitas.
“Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer e como devo falar; — e sei que o seu mandamento é a vida eterna; o que, pois, eu digo é segundo o que meu Pai me ordenou que o diga.” (S. João, 12:49 e 50.)
“Jesus lhes respondeu: Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. — Aquele que quiser fazer a vontade de Deus reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou se falo por mim mesmo. — Aquele que fala por impulso próprio procura a sua própria glória, mas o que, procura a glória daquele que o enviou é veraz, não há nele injustiça.” (S. João, 7:16 a 18.)
“Aquele que não me ama não guarda a minha palavra, e a palavra que tendes ouvido não é minha, mas de meu Pai que me enviou.” (S. João, 14:24.)
“Não credes que estou em meu Pai e que meu Pai está em mim? O que vos digo não o digo de mim mesmo; meu Pai que mora em mim, faz ele próprio as obras que eu faço.” (S. João, 14:10.)
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. - Pelo que respeita ao dia e à hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem mesmo o Filho, mas somente o Pai.” (S. Marcos, 13:32; S. Mateus, 24:35 e 36.)
“Jesus então lhes disse: Quando houverdes elevado ao alto o Filho do homem, conhecereis o que eu sou, porquanto nada faço de mim mesmo; mas, digo o que meu Pai me ensinou; e aquele que me enviou está comigo e não, me deixou só, porque faço sempre o que lhe é agradável.” (S. João, 8:28 e 29.)
“Desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou.” (S. João, 6:38.)
“Nada posso fazer de mim mesmo. Julgo segundo ouço e o meu juízo é justo, porque não procuro satisfazer à minha vontade, mas à vontade daquele que me enviou.” (S. João, 5:30.)
“Mas, de mim, tenho um testemunho maior que o de João, porquanto as obras que meu Pai me deu o poder de fazer, as obras, digo, que eu faço dão testemunho de mim, que foi meu Pai que me enviou.” (S. João, 5:36.)
 “Mas, agora procurais dar-me morte, a mim que vos tenho dito a verdade que aprendi de Deus; é o que Abraão não fez.” (S. João, 8:40.)
Desde que ele nada diz de si mesmo; que a doutrina que prega não é sua, que ela lhe veio de Deus, que lhe ordenou viesse dá-la a conhecer; que não faz senão o que Deus lhe deu o poder de fazer; que a verdade que ensina ele a aprendeu de Deus, a cuja vontade se acha sujeito, é que ele não é Deus, mas, apenas, seu enviado, seu messias e seu subordinado.
Fora-lhe impossível recusar, de maneira mais positiva, qualquer assimilação sua a Deus, nem determinar o seu papel principal em termos mais precisos. Não há nos trechos acima pensamentos ocultos sob o véu da alegoria, que só à força de interpretações se possam descobrir. São pensamentos expressos em seu sentido próprio, sem ambigüidade.
Se objetarem que Deus, por não ter querido dar-se a conhecer na pessoa de Jesus, provocou uma ilusão acerca da sua individualidade, poder-se-ia perguntar em que se funda semelhante opinião, quem tem autoridade para lhe sondar o fundo do pensamento e para lhe dar às palavras um sentido contrário ao que elas exprimem. Pois que, em vida de Jesus, ninguém o considerava como sendo Deus; que todos, ao contrário, o consideravam um messias, se ele não quisesse que o conhecessem qual era, bastar-lhe-ia nada dizer. Das suas afirmações espontâneas, deve-se concluir que ele não era Deus, ou que, se o era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmação falsa.
É de notar-se que S. João, o Evangelista sobre cuja autoridade mais buscaram apoiar-se os instituidores do dogma da divindade do Cristo, é precisamente o que oferece os mais numerosos e mais positivos argumentos em contrário.
É do que pode convencer-se qualquer pessoa, lendo as passagens seguintes, que nada acrescentam, é certo, às provas já citadas, mas as corroboram porque de tais passagens ressalta evidente a dualidade e a desigualdade das duas entidades:
“Por esse motivo, os judeus perseguiam a Jesus e queriam matá-lo, isto é, porque fizera tais coisas em dia de sábado. - Mas, Jesus lhes disse: ‘Meu Pai obra até ao presente e eu também obro’.” (S. João, 5:16 e 17.)
“Porquanto o Pai a ninguém julga; mas deu ao Filho todo o poder de julgar, a fim de que todos honrem ao Filho, como honram ao Pai. Aquele que não honra ao Filho, não honra ao Pai que o enviou.”
“Em verdade, em verdade, digo-vos que aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não cai na condenação; antes, já passou da morte à vida.”
“Em verdade, em verdade, digo-vos que a hora vem, e ela já veio, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a escutarem viverão; pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho ter a vida em si mesmo — e lhe deu o poder de julgar, porque ele é o Filho do homem.” (S. João, 5:22 a 27.)
“E o Pai que me enviou há dado, ele próprio, testemunho de mim. Nunca jamais lhe ouvistes a voz, nem vistes a face. - E a sua palavra não permanecerá em vós porque não credes no que ele enviou.” (S. João, 5:37 e 38.)
 “Quando eu julgasse, o meu julgamento seria digno de fé, porquanto não estou só; meu Pai que me enviou está, comigo.” (S. João, 8:16.)
“Havendo Jesus dito estas coisas, elevou os olhos ao céu e disse: ‘Meu Pai, a hora é vinda; glorifica a teu Filho, a fim de que teu Filho te glorifique. — Como lhe deste poder sobre todos os homens, a fim de que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste. — Ora a vida eterna consiste em te conhecer a ti que és O ÚNICO DEUS verdadeiro e a Jesus-Cristo que tu enviaste.
“Eu te tenho glorificado na terra; acabei a obra de que me encarregaste. — E tu, meu Pai, glorifica-me, pois, agora também em ti mesmo dessa glória que tive em ti antes que o mundo fosse.
“Dentro em pouco já não estarei no mundo; mas, quanto a eles, estão ainda no mundo, e eu regresso a ti. Pai santo, conservo em teu nome os que me deste, a fim de que eles sejam como nós’.”
“Dei-lhes a tua palavra e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu próprio não sou do mundo.”
“Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade mesma. - Assim como me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo — e me santifico a mim mesmo por eles, a fim de que também eles sejam santificados na verdade.”
“Não peço apenas por eles, mas também pelos que em mim hão de crer pela palavra deles; — a fim de que estejam todos unidos, como tu, meu Pai, estás em mim e eu em ti; que eles, do mesmo modo, sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.”
“Meu Pai, desejo que, lá onde eu estou, os que tu me deste também estejam comigo, a fim de que contemplem a minha glória, glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo.”
“Pai justo, o mundo não te há conhecido; eu, porém, te tenho conhecido; e estes conheceram que tu me enviaste. - Fiz que eles conhecessem o teu nome, e ainda farei que o conheçam, a fim de que o amor com que me tens amado esteja neles e eu próprio neles esteja.” (S. João, 17:1 a 5, 11 a 14, 17 a 26. Prece de Jesus.)
“É por isto que meu Pai me ama, porque deixo a vida para a retomar. - Ninguém ma arrebata; sou eu que a deixo de mim mesmo; tenho o poder de a deixar e tenho o poder de a retomar. É o mandamento que recebi do meu Pai.” (S. João, 10:17 e 18.)
“Tiraram a pedra e Jesus, erguendo os olhos para o céu, disse estas palavras: Meu Pai, rendo-te graças por me haveres exalçado. — Eu, de mim, sabia que tu me exalçarias sempre; mas, digo isto para esta gente que me cerca, a fim de que creia que foste tu que me enviaste.” (S. João, 11:41 e 42. Morte de Lázaro.)
“Não mais vos falarei, porquanto o príncipe do mundo vai vir, embora nada haja em mim que lhe pertença, mas para que o mundo conheça que amo a meu Pai e que faço o que meu Pai me ordena.” (S. João, 14:30 e 31.)
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, como eu, que tenho guardado os mandamentos de meu Pai, permaneço no seu amor.” (S. João, 15:10.)
“Então, soltando grande brado, Jesus disse: Meu Pai, às tuas mãos entrego o meu ser. E, tendo pronunciado essas palavras, expirou.” (S. Lucas, 23:46.)
Se Jesus, ao morrer, entrega sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus.
As palavras que se seguem indiciam, da parte de Jesus, certa fraqueza humana, certa apreensão quanto aos sofrimentos e à morte que lhe vão ser infligidos, o que contrasta com a natureza divina que lhe atribuem. Elas, porém, demonstram, ao mesmo tempo, uma submissão de inferior para superior.
“Então, chegou Jesus a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: ‘Sentai-vos aqui, enquanto vou ali orar.’
- E, tendo levado consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a estar em grande aflição. — Disse-lhes então: Minha alma se acha em mortal tristeza; ficai aqui e velai comigo. — E, indo para um pouco mais longe, prosternou-se com o rosto em terra e orou dizendo: Meu Pai, se for possível, faze de mim se afaste este cálice; entretanto, não seja como eu quero, mas como tu queiras. — Veio em seguida ter com os seus discípulos e, achando-os adormecidos, disse a Pedro: Pois quê! não pudestes velar uma hora comigo? — Vigiai e orai, a fim de não cairdes em tentação. O Espírito é pronto, mas a carne é fraca. — Foi-se de novo, para orar segunda vez, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar, sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.” (S. Mateus, 26:36 a 42. Jesus no Jardim das Oliveiras.)
“Então, disse-lhes: Minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e velai. — E, tendo-se afastado um pouco, prosternou-se em terra, rogando que, se fosse possível, aquela hora se afastasse dele. - Dizia: Abba, meu Pai, tudo te é possível, transporta para longe de mim este cálice; mas, que se faça a tua vontade e não a minha.” (S. Marcos, 14:34 a 36.)
“Em chegando àquele lugar, disse-lhes: Orai, a fim de não sucumbirdes à tentação. — E, tendo-se afastado deles cerca de um arremesso de pedra, ajoelhou-se, dizendo: Meu Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; entretanto, não se faça a minha vontade, mas a tua. — Então, apareceu-lhe um anjo do céu a fortalecê-lo. — Havendo entrado em agonia, redobrava suas preces. - Veio-lhe um suor de gotas de sangue, que corria até ao chão.” (S. Lucas, 22:40 a 44.)
“Pela hora nona, soltou Jesus um grande brado, dizendo: Eli! Eli! Lamma Sabachtani? que quer dizer: Meu Deus! Meu Deus! por que me abandonaste?” (S. Mateus, 27:46.)
“E, pela hora nona, lançou Jesus um grande brado, dizendo: Meu Deus, Meu Deus! por que me abandonaste?” (S. Marcos, 15:34.)
As passagens que vamos transcrever poderiam deixar alguma dúvida e dar ensejo a crer-se numa identificação de Deus com a pessoa de Jesus; mas, além de que não poderiam prevalecer contra os termos precisos das que precedem, trazem consigo a devida retificação.
“Perguntaram-lhe: Quem és tu então? Jesus lhes respondeu: Sou o princípio de todas as coisas, eu que vos falo. - Tenho muitas coisas a dizer-vos; mas, aquele que me enviou é verdadeiro e eu não digo senão o que dele aprendi.” (S. João, 8:25 e 26.)
“O que meu Pai me deu é maior do que todas as coisas e ninguém o pode arrebatar das mãos de meu Pai. Meu Pai e eu somos um.” (S. João, 10:29 e 30.)
Quer isto dizer que seu Pai e ele são um pelo pensamento, pois que ele exprime o pensamento de Deus, pois que tem a palavra de Deus.
“Então, os judeus tomaram de pedras para lapidá-lo. - Jesus lhes disse: Muitas obras boas tenho feito diante de vós, pelo poder de meu Pai. Por qual delas quereis lapidar-me? – Os judeus lhe responderam: Não é por nenhuma boa obra que te lapidamos; mas, por causa da tua blasfêmia, porque, sendo homem, tu te fazes Deus. — Jesus lhes replicou: Não está escrito na vossa lei: Tenho dito que sois Deuses? — Ora, se ela chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus era dirigida e não podendo a Escritura ser destruída, como dizeis que blasfemo, eu a quem meu Pai santificou e enviou ao mundo, porque disse que sou filho de Deus? — Se não faço as obras de meu Pai, não me creiais; se, porém, as faço, quando não queirais crer em mim, crede nas minhas obras, a fim de saberdes e crerdes que meu Pai está em mim e eu nele.” (S. João, 10:31 a 38.)
Noutro capítulo, dirigindo-se a seus discípulos, diz: “Nesse dia, reconhecereis que estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós.” (S. João, 14:20.)
Destas palavras, não há concluir-se que Deus e Jesus são uma única entidade, pois, de outro modo, também se teria de concluir, das mesmas palavras, que os apóstolos e Deus eram um.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)