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sexta-feira, 14 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. -MÉDIUM E MEDIUNIDADE. ANEXO N º.277.- O MÉDIUM E A ORAÇÃO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


        O MÉDIUM E A ORAÇÃO.

Não pode existir mediunidade que desconheça a oração, força viva que desabrocha o celeiro das faculdades mediúnicas. A prece consubstancia recursos em variados pontos do suprimento maior, dotando o médium de capacidades benfeitoras, que podem e devem ser usadas em favor da coletividade. A oração acorda, em quem ora, energias sublimadas, desatando fontes de grandes poderes, que poderão ser dirigidas pela mente, na educação que a própria mediunidade com Jesus favoreceu, por misericórdia.
O médium que se esquece da oração está sujeito a envolver-se com as trevas, e as conseqüências dessa aliança serão desastrosas. A prece deve ser para o mediador como a higiene e a alimentação para o corpo: imprescindíveis. Se o corpo físico precisa das vestes para se compor, a alma carece das vestes tecidas pela oração, coadjuvante indispensável para todas as tarefas do Espírito. A súplica tem várias dimensões e uma das mais importantes
O iniciado aprende a falar sem concurso do verbo e aprende a ouvir sem usar os ouvidos da carne. A vida espiritual é a perfeição de todos os métodos que os anjos compreendem. Eles trabalham para nos ensinar pelo processo das virtudes, que usam sem constrangimento, dentro da maior simplicidade, como ação natural das suas vidas. Ao contrário, nós outros, para conquistarmos algumas delas, haveremos de fazer um esforço descomunal, sofrendo a rejeição de todos os corpos que usamos, por nos faltar afinidade com esse modo de vida. Todas as mudanças nos trazem desarmonia, pelo menos a princípio: o preparo do terreno para o plantio, a remoção de uma casa velha para construir uma nova, as mudanças de canalizações em ruas, etc.
O homem que deseja elevar-se em todos os cambiantes da evolução, deve entregar-se às lutas na mesma correspondência das necessidades, e ele encontra contrastes dentro de si em maior quantidade do que em todas as guerras e infortúnios externos.
O médium deve ser um desses homens que precisam e devem lutar para o seu progresso e, para tanto, não podem se esquecer da oração, mecanismo poderoso que os ajuda a vencer as tempestades externas e as revoltas internas, que certamente surgirão. Não estamos, encarnados e desencarnados, na atmosfera da Terra para cruzarmos os braços sem tomar decisões. Nossa meta é avançarmos em todas as direções da vida e conquistarmos todo o bem que a vida nos propõe. Pedimos a Deus e a Jesus que nos ajudem a nos ajudar a nós mesmos porque, depois desse preparo, poderemos auxiliar os outros com maior segurança.
Vamos pedir aos benfeitores da espiritualidade maior que nos assistam, a fim de despertarmos para o bem e que a caridade cristã nos desperte para o amor.
Pedimos ao médium para não se esquecer da oração cotidiana, como alimento indispensável aos segredos da alma.
Se quiseres comunicar-te com os que já passaram para a espiritualidade, exercita a prece, nos moldes que Jesus te ensinou, e que todos nós usamos como fonte de forças e combustível cósmico em todos os tipos de andanças no Universo, porque o Pai Celestial ora constantemente na feição da harmonia estabelecida na criação. Ele usa a palavra em todas as dimensões: é o verbo de luz na criação permanente de todas as coisas.
Podes ver e sentir os poderes da prece, pelo que abaixo se segue:
A prece é o empenho da alma em ascensão.
Não existe alegria pura sem oração.
Toda súplica manifesta em si algo de superior.
Quem ora está saindo de si para entrar em Deus.
A prece é o socorro que Deus nos ensinou a pedir nas dificuldades.
Orar é penetrar no desconhecido, dentro de nós.
A prece é um jeito divino de nos mostrar o céu na alma.
Quem ora e confia na prece, encontra forças para lutar.
A prece é um modo de encontrar as soluções dos problemas.
Orar é acender uma luz maior no coração da vida.
Quem ora, orienta a si mesmo.
O ato de orar é gratidão e reverência ao fato de viver.
A prece e uma fonte de luz que alimenta e supre as necessidades do Espírito.
Quem não ora, desconhece as belezas da vida.
A oração conforta e abre os caminhos de esclarecimentos para o Espírito.
*
A súplica é forca de Deus, que pode nascer na força do homem.
Se a prece é luz, por que não a acendemos em nós?
Quem costuma orar com eficiência faz nascer o Cristo no coração.
A oração com Cristo é uma usina onde não faltam energias para a vida.
Quem ora em favor dos outros, cria paz para si mesmo.
Quem tem o hábito de orar, sente a felicidade em sorrir.
Pedimos e aconselhamos a todos os médiuns para não se esquecerem da prece antes de qualquer trabalho espiritual, pois ela é uma segurança mediúnica que nos conforta e nos dá vida na vida do Cristo, sob as bênçãos de Deus.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 8 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO.- AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 276. - O MÉDIUM E O ESPIRITISMO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  O MÉDIUM E O ESPIRITISMO.

A mediunidade está ligada, de certa maneira, à doutrina dos Espíritos, por ser o instrumento pelo qual se sustenta essa filosofia religiosa, de conseqüências científicas. Quando se fala em Espiritismo, lembra-se imediatamente da mediunidade. São duas forças inseparáveis. A doutrina dos Espíritos surgiu pelos fenômenos dos dons espirituais, analisados e testados, e colocados à luz pelos mais cultos Espíritos da época, fazendo com que se cumprisse a profecia de Jesus, citada em João, capítulo catorze, versículo dezesseis:
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. De fato, enviou o Consolador, sob a forma de uma doutrina, por um dos seus discípulos mais lúcidos no entendimento das leis espirituais. E esse Consolador não veio somente na forma de consolar, mas trouxe a misericórdia de instruir também, mostrando à humanidade o mesmo cristianismo primitivo, com o mesmo perfume espiritual do Cristo de Deus.
A doutrina dos Espíritos veio igualmente valorizar a mediunidade, colocá-la no mais alto esplendor da função de um ministério: o de fazer materializar-se junto aos homens as mais belas páginas de moral filosófica e mesmo científica, que antes estavam ocultas pela ignorância dos próprios homens. Podemos considerar que, com o advento do Espiritismo no mundo, registraram-se chuvas e mais chuvas de livros mediunicos, que ora percorrem muitas nações levando a palavra de vida, senão a palavra de Deus, a todas as criaturas, como o Evangelho manifestado na mais intensa luz de amor e de caridade.
O médium desligado da Doutrina Espírita está sujeito ao desvio da sua missão, por não encontrar as bases da sua formação mediunica e ser influenciado pelas sutilezas das trevas, como já aconteceu com vários deles. Mesmo sendo animados por bons sentimentos, faltava-lhes o conhecimento das obras que se estenderam, por favor do Cristo, como escola dos primeiros saberes, onde poderiam formar o caráter dos intermediários dos Espíritos. O Espiritismo é, pois, a árvore e os médiuns são os seus galhos. Por lei, não devem estar separados, para que os frutos se consolidem na eternidade do amor. E desses galhos poderão nascer outros, sob o empuxo do progresso. As lições da doutrina são contínuas; não pode haver interrupção nelas, por serem de caráter evolutivo, trazendo luz para os homens, de acordo com o progresso dos mesmos.
Se és médium, deves escutar e atender os convites dessa doutrina, que reuniu várias experiências em livros e aprendeu através do tempo a consolidar múltiplos conselhos em favor dos seus profitentes. E os Espíritos encarregados desse Consolador prometido pelo Cristo cumprem a vontade do Senhor, mandando lições imortais por intermédio dos dons mediúnicos, para consolação e instrução da humanidade.
O pastor nunca abandona suas ovelhas. Jesus está à frente do Evangelho redivivo, que deverá ser restaurado em toda a parte para todas as criaturas, manifestando o reino de Deus, a terra da promissão, vista e visualizada por Moisés.
A Doutrina Espírita, tornamos a dizer, é um gigante de luz, como um sol magnético que deverá absorver todos os sistemas filosóficos e religiosos, selecionar suas diretrizes, limpar suas metas e, fundindo todos, transformará tudo em um mar de sabedoria, um só campo onde todas as ovelhas poderão pastar juntas o alimento do amor, e todos os pastores entregarão seus bastões a Cristo, como o único Pastor de todo o rebanho.
Eis o fim das provações humanas e o princípio da felicidade na Terra. O Espiritismo é uma doutrina diferente, porque não impõe seus conhecimentos. Ele espera a maturidade dos companheiros, nada teme, por saber que a verdade não é temerosa e quem está no leme dos destinos da humanidade é Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca falhou, nem sairá dos caminhos de Deus. Toda agremiação espírita deve ser uma escola onde não faltem livros e aulas, esclarecimentos e trabalhos, o cultivo da prece e a cura dos enfermos. Cristo nos pede que nos demos as mãos, fracos e fortes, doentes e sadios, pobres e ricos, intelectuais e ignorantes, santos e párias, na manifestação do amor, para que a fraternidade se estenda por toda a parte, provando, assim, que aprendemos o que Ele nos ensinou.
E bom que o médium escute: se tens o dom da palavra, ajuda aos que sofrem, falando com eles da bondade de Deus e da misericórdia de Jesus, da intervenção dos Espíritos e da manifestação dos mesmos em todas as atividades humanas. Se tens o dom da alegria pura, faze com que ela seja uma fonte onde todos os desesperados bebam, sem que a exigência atrapalhe suas faculdades. Se te compadeces dos que sofrem a fome e a nudez, trabalha por eles, com o dom da caridade, porque ela sempre se manifesta através do amor. Se a tua mediunidade é escrevente, escreve em nome de Deus, consolando e instruindo as criaturas e, nesse seguimento, não deves parar. Avança com todas as faculdades que possuíres para a paz e a saúde de todos os seres, que é assim que podemos registrar a volta do Senhor nas nuvens dos corações, a nos dizer:
Estou feliz por amar eles a todos como eu vos amei.
E o instrumento dessa renovação espiritual pode será mediunidade, mas ligada ao Espiritismo, dirigido por Cristo.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º 275. - A MEDIUNIDADE E O HOMEM. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  A MEDIUNIDADE E O HOMEM.

A mediunidade no homem é uma oportunidade de servir, principalmente no campo espiritual. A comunicação entre encarnado e desencarnado, ou vice-versa, proporciona meios diversos de restaurar os sentimentos em desacerto, quando essa faculdade se firma nos princípios do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Podemos dizer que a mediunidade cristã se alimenta na alvorada do amor. Se buscas o desenvolvimento dos teus dons mediúnicos, não te esqueças de fazer uma revisão interior, vê e sente o que vens fazendo da vida. E se não estiveres dentro dos princípios da moral evangélica, trabalha em ti mesmo, acertando pensamentos e corrigindo idéias, aprimorando sentimentos e educando a fala, no sentido de que a tua vida trilhe as linhas do amor, e de que esse amor inspire a caridade, que te possa levar a paz ao coração. Começa atenuando os inconvenientes dos teus impulsos inferiores e passa a dominar os instintos em desencontro com a moralidade, cauterizando as chagas abertas pelo ódio, abençoando os ofensores com a força do amor, expurgando os inimigos do ciúme e da inveja, alimentando a confiança e o desprendimento dentro da moderação, que nasce sempre da humildade.
Toda mediunidade em exercício cria sensibilidade maior, que poderá ser desviada, recepcionando forças das trevas. Para evitar isso, não deves esquecer da segurança mediúnica, da vigilância dos teus dons que mencionamos nestas páginas. Este livro servirá de inspiração para o que deves fazer quando agredido pelas forças inferiores. Intenta, quantas vezes for preciso, reformas de todos os tipos. Regenera-te em todos os sentidos, fundindo e refundindo os valores da alma na alma do Mestre, porque quem anda com Ele, está seguro nas suas caminhadas e jamais perde a direção da vida.
O médium inteligente e que valoriza as virtudes, cultiva-as, deixa morrer nele o homem velho e renascer o homem novo, diante de todas as idéias, atualizando sempre suas atitudes referentes ao bem. Não perde tempo; onde estiver, procura ajudar, servindo sempre de canal para a verdadeira paz.
Em tudo o que fizeres, não te esqueças do aperfeiçoamento e da formação das idéias. Seleciona todas elas, para que a boca não sirva de motivo de escândalo.Que a tua presença a ninguém incomode.
O homem, quando começa a esforçar-se para melhorar, inicia o despertar dos dons e os dons despertados, abrem a senda do companheiro para novas luzes da espiritualidade.
O homem encarnado, mesmo o intelectual, ou o que se ligou à ciência, ou aquele que já considera o amor como caminho da libertação, ainda desconhece a função mediúnica. Ela escapa às deduções humanas, por ser sutil às pesquisas físicas. Apóia-se no físico, mas está radicada no Espírito, avançando para o infinito, integrando-se nele como filho do incognoscível. A mediunidade liga os dois mundos e vive nas duas dimensões, em pleno vigor.
As criaturas espiritualistas estão começando a compreender as primeiras letras dos dons espirituais, enraizadas na consciência.
Com o que já leste deste livro, das nossas simples anotações sobre a mediunidade, que queres fazer das tuas faculdades? Vê que todas elas estão ligadas aos centros mais sensíveis do teu ser, sob certo comando da vontade, que surge na mente. Aproveita a liberdade que tens e usa-a com discernimento, para no amanhã não vires a arrepender-te do que fizeste dos talentos que o Senhor da Vida te deu. Aprende a ser um bom semeador, por ser a colheita nas mesmas nuanças da semeadura.
Ninguém engana a verdade. Ela vibra qual o sol ao meio-dia, para as criaturas de Deus. A justiça é uma lei e existe qual o vento e a água que nos protegem e nos castigam, quando não respeitamos seus direitos de nos ajudar. O preguiçoso é castigado pelas próprias necessidades e o que trabalha em demasia sofre as conseqüências da própria desarmonia. A moderação é o caminho mais acertado, em todos os trabalhos que encetamos para viver e o discernimento nos leva à amplitude da alegria e do bem-estar. O homem recebeu os dons mediúnicos, não para abuso de poderes, mas para refazer suas forças, ajudando os semelhantes com assistência espiritual. Ajuda, mas aprende a ajudar. Serve, mas aprende a servir, porque quem dá o que não tem fica devendo a própria dádiva.
Quando exercitas a mediunidade, muitas estações de energias se movimentam em teu corpo físico, e muitos centros espirituais se encadeiam sob o comando da tua vontade. Pensa bem no que estás fazendo com esses dons e se duvidas onde está o caminho certo, ora e procura o Mestre dos mestres, que Ele, mesmo aparentemente distante de ti, tem recursos para orientar-te com segurança, porque ninguém fica órfão do Seu amor.
O homem com a mediunidade em Cristo sentirá a glória de Deus.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 3 de junho de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 274. - O CRISTO E OS DONS. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


         O CRISTO E OS DONS.

Jesus Cristo, na estrutura universal, age através de forças de duas naturezas: uma exterior e outra interior à consciência do Espírito. Exteriormente, identifica as necessidades humanas e propicia os recursos necessários, cabendo ao homem apenas a vontade de assimilá-los e usá-los. Interiormente, o Cristo é a consciência cósmica implodindo na consciência do Espírito de várias maneiras, para libertar a criatura e fazê-la conhecer-se a si própria internamente.
Nessa manifestação interior, o sol de dentro irmana-se com o de fora e inicia a alma no conhecimento do caminho, da verdade e da vida.
É nesse encontro que o céu aparece no coração do ser espiritual e ele passa a entender e a atender os chamados da divina voz do Senhor. Todos nascemos com essa força "crística" nas entranhas da alma, que somente é despertada pelos processos iniciados por Jesus, na seqüência do seu vivo evangelho de amor.
Todos nós possuímos dons, colocados por Deus na gênese da mônada com tanto amor, que nunca morrerão, capazes então de esperar no tempo, como a semente lançada pelo agricultor no seio da terra, como a palavra que semeamos nas mentes alheias, um dia nascerão, trazendo de volta para quem plantou o mesmo clima dos sentimentos que os fez nascer, que os fez gerar.
Nós fomos criados pela Paternidade Universal, e sendo a Sua semelhança, co-criamos na lavoura imensurável da vida. Foi-nos dada uma mente, que funciona como oficina do Espírito, para dali saírem feitos compatíveis com os nossos sentimentos. Esses talentos que possuímos ainda são de difícil entendimento para os homens. É por isso que, por vezes, usam mal as suas forças, pois desconhecem os seus frutos, que sempre buscam quem os semeou. Sofremos muito por ignorar os próprios caminhos, até encetarmos na alma novas atitudes e compreendermos que Jesus é o nosso caminho; inteiramo-nos dos valores propostos pela educação dos sentimentos e pela disciplina ofertada pela dor, quando nos descobrem como aluno da vida que perdeu o entusiasmo.
Nós criamos os problemas e choramos embaraçados neles. Mas Jesus Cristo, que se faz presente por dentro e por fora, acode-nos em todos os comandos da existência e nos ampara por todos os meios de que necessitamos. Às vezes blasfemamos, por desconhecermos os meios usados pela luz mas, quando iluminados, damos graças a Deus pelo anjo da dor, que nos visitou, reabastecendo as nossas forças.
Queremos avisar a todos os médiuns, onde quer que estejam, para se manterem presentes nos seus afazeres espirituais, sempre aprimorando seus exercícios mediúnicos, para a construção da cidade de luz, no terreno do coração.
Nós, que daqui falamos, não estamos isentos de esforços. Pelo contrário, fazemo-los todos os dias. Não estamos ainda libertos, pelo contrário, estamos ainda presos a compromissos maiores na senda do aperfeiçoamento. Não temos as consciências tranquilas no que tange aos fardos e aos jugos. Estamos caminhando para tal desempenho, como todos que também oram e trabalham com Jesus, na certeza de liberarmos o Cristo, como sol, no centro da vida.
O Cristo interno é que comanda todos os dons de ouro. Se desconhecermos os valores da influência do Evangelho em nossa vida, os nossos dons serão usados somente para satisfação pessoal, ordenados pelo egoísmo e dirigidos pelo orgulho. Dessa forma, fracassaremos nas nossas tarefas, arruinando os próprios passos.
Todos temos valores imortais, pois o céu existe dentro de nós, como nos afirmou o Mestre, mas mesmo com ele vibrando em nossos corações, se não tivermos amor, não o encontraremos.
Jesus inaugurou o marco da nossa iniciação com Sua vinda à Terra, e para não nos esquecermos das lições, deixou o Evangelho como sementes de luz e os Seus discípulos na qualidade de semeadores da vida. Para nós, Ele representa a grande árvore e nós, os galhos. Se nos separarmos, secaremos. Nós, sem Ele, ficamos sem a vida e sem caminhos para a grande fonte.
Apelemos para o Mestre e despertemos os nossos dons com Ele, para conhecermos mais de perto a caridade, que nos salva; o amor, que nos redime; o perdão, que nos conforta e o saber, que nos esclarece.
Os dons mediunicos, abençoados pelo Cristo, tornam-se sóis em profusão, a iluminarem todo o nosso céu e nos converter para a bondade divina. Não é suficiente sermos somente médiuns. Necessário se faz sermos também médiuns do amor e da caridade, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Nessa honradez de trabalho, poderemos consultar a consciência e sentir a voz interior do Cristo a dizer: A paz seja convosco.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE.- ANEXO N º. 273. - MEDIUNIDADE FORÇADA. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)

     MEDIUNIDADE FORÇADA.

O Espírito, antes de reencarnar, traz consigo os dons mais ou menos aflorados desta ou daquela mediunidade, de acordo com a sua missão na Terra. Somos preparados no mundo espiritual para o desempenho do ministério mediúnico, e esses compromissos nos darão uma abertura muito grande se forem todos bem cumpridos na seqüência que os ensinos do Cristo nos orientam.
Nem sempre desempenhamos nosso papel de médium na urdidura dos compromissos com os benfeitores que nos assistem. Depois que nos envolvemos nos fluidos da carne, esquecemo-nos, ou nos fazemos de esquecidos, por nos ser exigido muito esforço e sacrifícios sem conta, no sentido de termos uma vida reta, na retidão dos próprios deveres.
Acontece que muitas criaturas que nasceram no mundo com determinada faculdade, a caminho de maior ascensão, rejeitam-na, forçando outras que ainda não possuem. Essa determinação é um desastre para a vida psíquica. É o que chamamos de mediunidade forçada, fato que ocorre com muitas pessoas. Ela traz um cunho de vaidade, por querer copiar um dom de que outros são portadores, na sua mais intensa simplicidade.
Todos nós possuímos todos os dons mediúnicos que conhecemos e outros mais que escapam aos nossos conhecimentos. Todavia, quando a missão marca determinada tarefa para desempenharmos e nos esquecemos disso, procurando outra que não nos cabe conduzir, sofremos as conseqüências desse desacerto. Tudo aquilo que não nos convém fazer e que fazemos acarreta violência da própria consciência, trazendo para os nossos caminhos muitos desenganos. Mediunidade forçada é estrada sem saída e ficamos sujeitos a não fazer o que poderíamos para o bem da coletividade.
Encontramos muitos médiuns que abandonaram suas missões mediúnicas, querendo ser mais do que deveriam, não se satisfazendo com a missão que lhes foi dada por misericórdia, no resgate de dívidas pretéritas e no aumento do celeiro do bem que deviam acumular no mundo da consciência. E no passarem a desejar ser o que não poderiam alcançar, perderam-se, por não encontrarem forças para suportar os problemas que sempre vêm ao encontro daqueles que acompanham Jesus.
Disse o Mestre:
Não é dado fardo pesado a ombros frágeis.
Não é dado, mas temos o livre arbítrio de fazer ou deixar de fazer o que nos foi entregue para realizar. E se nós mesmos aumentamos esse fardo, certamente que caímos no meio do caminho, por não suportarmos o peso da tarefa que escolhemos por vaidade. O orgulhoso é compelido à cegueira, e sempre falta em seu caminho uma companheira de grande valia que se chama humildade.
         O médium que imagina, visualiza e começa a criar uma auto-admiração, não se lembrou de orar e vigiar. É levado pela falsa superioridade que desemboca na areia movediça. A vaidade orgulhosa faz-nos perder a sensibilidade, como nos desvia a audição e apaga a nossa visão de sorte a não sentirmos, não ouvirmos e não vermos os avisos de vigilância, que vêm de todos os lados.
Estamos conversando com todos os médiuns na mais pura fraternidade, sem a intenção de desanimar os companheiros, mas alertando-os para o cumprimento dos deveres.
Nada deves forçar no tocante ao que fazes. Devemos ter uma conduta reta em tudo o que fazemos, desde,a formação dos pensamentos, até as grandes realizações. E se queres avaliar melhor de que estamos falando, podes buscar exemplos na história de grandes personagens. Alguns, quando forçaram o que não deveriam ser, caíram por terra como folha seca na ventania. Todos nós somos instrumentos da vontade soberana do Senhor, que nos dirige a todos.
Humildade cristã é o que aconselhamos com mais segurança, para todas as fases dos nossos trabalhos. Quem desconhece a humildade, mesmo conhecendo a rota pelas estrelas, mesmo confiando nos aparelhos mais sofisticados feitos pelos homens, está sujeito a perder a direção do barco que o conduz pela vida.
Se nada devemos fazer forçados, muito menos o exercício da mediunidade. Sabemos que ela carece de desenvolvimento. No entanto, devemos crer que ela é faculdade que desabrocha como a flor ao beijo dos raios solares. Querer exercitar um dom que se encontra no fundo da consciência, esperando outras reencamações, como oportunidade para se expressar, é violentar a engrenagem da própria vida, a fazer da pessoa o que ela não pode ser.
Se não sabes e queres descobrir qual o teu dom aflorado, começa aprimorando-te intimamente, trabalha na caridade e procura amar do modo que ensinou Jesus, que tal dom irá crescendo e crescendo. Quem não percebe uma flor que se destaca em algum galho? Até as crianças observam. E serás feliz, portrilhar no caminho determinado por Deus, porque quem faz a vontade d'Ele, nunca contraria a consciência. Procura ser honesto contigo mesmo e justo com as tuas diretrizes.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 28 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º.17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º 272. - MEDIUNIDADE VAIDOSA. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


       MEDIUNIDADE VAIDOSA.

O maior cuidado que possas ter com tuas faculdades mediúnicas ainda será pouco, já que elas estão sujeitas a diversos desvios, se não forem orientadas pelo mais puro senso de honestidade e vibrantes num amor que ultrapasse todas as exigências.
A mediunidade cheia de ostentação carrega consigo o ambiente pernicioso do engano e alimenta-se sempre na fonte do desespero e da hipocrisia. O dom mediúnico é um tesouro que não foi achado por acaso nos escaninhos da alma, mas conquistado, passo a passo, nos duros processos da evolução do Espírito, onde as mãos de Deus semearam os princípios vivos do amor. Cristo é o jardineiro desses bens imperecíveis, que nos acompanham eternidade afora. É nesse entender que declaramos que a mediunidade não precisa de subterfúgios, de acessórios, de coisas perecíveis para a sua sustentação em todos os campos da vida imortal. O que convém a esse exercício divino é a divina presença do amor, com todas as suas divisões do bem.
Meu filho, se estás desenvolvendo os teus talentos, não podes esquecer-te de que eles estão, de certa forma, ligados às maiores sensibilidades da natureza divina e humana. Estás mexendo em áreas onde a vida se irradia com grande expressão e é necessário que os teus sentimentos sejam educados na escola do bom senso evangélico. Se te dispuseste a caminhar com o Cristo, a princípio encontrarás somente espinhos. Os inimigos te cercarão por todas as estradas e as ofensas serão muitas, no sentido de fazer-te desistir das reformas que deverão converter o teu proceder. São testes, testemunhos, que deverão passar como marcas de Jesus em teu coração desejoso de melhorar e se engrandecer no aprendizado.
A senda da iniciação corresponde a fardos pesados que o aprendiz deve transportar com coragem e fé. Muitos dos nossos companheiros, quando já estão no final das provas, desistem, entregando-se às hostes do mal e deixando para depois a caminhada nas estradas estreitas.
Deves ter cuidado com a vaidade. Ela é sutil, nos caminhos do iniciado e, muito mais, no iniciando. Mais ainda, ela tem o poder de transformação, para não ser reconhecida como tal. Foge do alarde do que fazes de bom. Não há necessidade de seres reconhecido como bom, como caridoso. A nossa obrigação dispensa toda espécie de vangloria, principalmente a autovalorização. Nós somos o que somos e nada mais. O presunçoso morre antes do tempo e é desmoralizado pelos seus próprios enganos.
Todos somos iguais perante Deus, e só Ele precisa saber o que fazemos com nossas faculdades. O Todo Poderoso nos vê e nos escuta fora e dentro de nós, sem que O percebamos. Fora, pelos processos do eter cósmico, que tudo registra e, dentro, pela sensível câmara da consciência, onde fica bem guardado pela vigilância do coração.
Conhecendo essas verdades, o que devemos fazer da vida? Somente o que Jesus nos ensinou:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Estamos juntos com os homens trabalhando há muito tempo, desejosos da restauração de todos nós, encarnados e desencarnados.
Falamos dos perigos da mediunidade, mostrando os caminhos que deves palmilhar, tirando esses convites de experiências vividas. Mas também mostramos as glórias advindas delas, quando o seu portador acompanha Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o preceptor divino que não nos deixa perder os caminhos da felicidade.
O homem está começando a sentir a luz. Não te é mostrado mais porque podes perder a visão, diante da exuberância das claridades. A evolução é gradativa, como os degraus de uma escada. Lembremo-nos de Paulo de Tarso, no deserto, reconsiderando as nossas necessidades de caminhar passo a passo, para sentirmos um aprendizado seguro.
A vida insiste em nos ensinar, por milhares de meios e métodos variados, sem esmorecimento nem cansaço e não deseja que violentemos os nossos próprios direitos. O período da vaidade já passou; os aprendizes de Cristo não precisam mais dela, porque ela tende a mudar as nossas intenções e a distorcer os nossos sentimentos.
Podes estar conversando com alguém e exercitando a mediunidade da palavra, semeando na mente de quem te ouve o que desejas. Mas e bom que penses que as sementes são de responsabilidade do semeador, que colherá, com justiça, o devido plantio.
Se ainda não aprendeste a conversar com amor, fala somente o necessário, porque a boca é uma arma poderosa, mas pode ser uma força do bem incomparável, onde o Cristo poderá estar presente em todas as modulações do verbo. E não te esqueças de banir do teu trabalho mediúnico o agente corrosivo da vaidade.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N . 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 271. - HUMILDADE SEM PRETENSÃO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  HUMILDADE SEM PRETENSÃO.

A humildade é uma virtude singular nas hostes da Doutrina Espírita, principalmente quando ela é intercalada com a função mediúnica, desde que não leve a marca da pretensão. Convém que todos nós, encarnados e desencarnados, estudemos com mais interesse os dons que Deus nos concedeu, para que possamos sentir na cidade da alma os objetivos dos trabalhos mediúnicos, na sua extensão infinita do amor.
Notamos que, na Terra, o anseio pelo alcance do céu é muito grande, sem que seja notado, pelos que buscam os planos superiores, que esse ambiente se encontra bem mais perto do que eles pensam: dentro das criaturas. No entanto, mesmo o céu existindo em nós, ele pode nos parecer longínquo, se não encontrarmos os caminhos que nos esperam sob a forma de vias de luz, que nos aprimoram e nos despertam em todas as nossas qualidades espirituais.
Uma dessas estradas que nos assegura o bem-estar e que nos dá segurança na senda da verdade é a humildade, sem ambição, sem pretender o que ela pode gerar. Em todos os casos, temos de esquecer sempre o eu, em benefício de todos os semelhantes. Podemos chamar a verdadeira humildade de humildade cristã e, dentro desta qualificação mais pura, procurar vivê-la em todas as suas nuances, sem esperar os frutos porque, quando plantamos uma semente, não é necessário ficarmos ansiosos pelo crescimento da árvore; disso se encarrega a natureza, sob as bênçãos de Deus, nosso Pai e Senhor.
Estamos falando de uma virtude extraordinária, capaz de elevar o homem às regiões sublimadas da vida. No entanto, a vaidade pode deturpá-la, se a vigilância esquecer a disciplina dos sentimentos.
O médium que desconhece a humildade cristã está à beira de um abismo, sem o perceber. Está se aproximando da morte na ilusão de vida, porque onde falta a modéstia, prolifera o orgulho, a prepotência e a dureza de coração.
A Doutrina Espírita está cada vez mais se agigantando; mas isso, por determinação dos planos superiores. É, pois, um movimento de luz para espancar as trevas do mundo e dos homens. Ela abrange todas as classes, nos seus fundamentos religiosos, abraça todos os humildes, pela força da posição que ocupam, assiste à classe média, na sua grandiosa filosofia e atinge com segurança a cúpula intelectual, pela sua força científica. Torna-se um rio grande no mundo, senão o próprio mar de idéias benfeitoras, onde todas as outras, por lei, haverão de desaguar, fundindo seus empenhos para que surja um só Pastor e um só rebanho.
A doutrina dos Espíritos não descobriu a mediunidade. Ela já estava descoberta e já era conhecida de todos os povos do mundo, mas carecia de educação, na regência da disciplina. Foi o que fez AIlan Kardec, buscando os recursos no Evangelho de Jesus, por indução dos Espíritos superiores, para a formação de uma escola, onde os médiuns pudessem compreender suas missões e cumprir seus deveres, como instrumentos de luz para o bem-estar dos homens. Todavia, essa mesma doutrina é progressiva. Por ordem superior, descem dos céus, constantemente, instruções novas e aprimoradas, de acordo com o despertar dos próprios homens.
Essa mesma humildade de que estamos falando e de que nos regozijamos, toma proporções maiores e atinge o estado de pureza, de acordo com o ambiente gerador. O cuidado que deves ter no cultivo da humildade é quando esse esforço encontra o suposto direito dos homens de praticarem certos hábitos e determinados vícios. E o perigo maior é quando o desculpismo forma sua área favorecendo o erro. A chave da portada humildade verdadeira é a conduta reta ou, pelo menos, o esforço constante dessa busca. Mas lembremo-nos de que nunca fazemos esse trabalho sozinho. Dependemos dos outros, como os outros dependem de nós. Somos uma grande corrente e os elos entrelaçados fornecem uns aos outros a vida que, circulando, forma o céu, onde Deus fica visível para todos os que manifestam esse amor.
O medianeiro enfatuado dos seus poderes lança em torno de si uma atmosfera de dúvida, comprometendo seu próprio ministério e se acomodando com as trevas. Quem respira ar poluído, dificilmente encontra oxigênio puro. Estamos nos aproximando do terceiro milênio, e devemos saudá-lo todos reformados em Cristo. Esse é o nosso grande desejo: o desejo de estar bem com a nossa consciência, de encontrar Deus, nos encontrando; de conhecera Cristo, conhecendo a nós mesmos.
Certamente que pregamos a submissão, mas aquela alimentada pelo Evangelho, onde nunca falta o equilíbrio de todas as atitudes enobrecedoras. E, para os médiuns, tornamos a lembrar que devem cultivar a humildade sem pretensão. Que as suas mãos de almas mansas se tornem luzes, onde os que sofrem achem guarida, os desesperados sintam alegria e os tristes, esperanças no futuro da própria vida.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 18 de maio de 2019

- ROTEINO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 270. - DESCUIDO MEDIÚNICO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


       DESCUIDO MEDIÚNICO.

A negligência para com a mediunidade traz ao médium dias amargos, senão na Terra, no mundo espiritual, por faltar-lhe o cumprimento dos deveres ante Deus e frente à própria consciência.
Ninguém engana as leis estabelecidas pelo Senhor em toda a estrutura universal. Cumpre-nos entendê-las, aceitá-las e praticá-las, para que não venhamos a nos arrepender pelo grilhão da dor. O descuido mediúnico nasce, por vezes, de simples distração, daí passa ao hábito e, em pouco tempo, transforma-se em vício, do qual passamos a depender para viver.
Quando estás dirigindo um veículo, a atenção tem que ser constante; qualquer fração de invigilância poderá fazer o carro cair no abismo, com perda de grandes oportunidades. Assim é o Espírito dirigindo o corpo. Não pode haver desatenção no que estás empenhado a fazer, principalmente nos trabalhos espirituais, porque o desacerto é sorrateiro, aproxima-se de modo a não ser percebido e cresce de jeito que a mente não controla. Eis então a queda, de difícil reparo.
Não basta que o médium seja um bom instrumento dos Espíritos. A essa faculdade, ele deve aliar a educação. É preciso que o médium seja humilde. Para enriquecer a humildade, é indispensável a sinceridade. Não deves ser somente médium de efeitos físicos; é imprescindível que materializes o amor, junto aos que te seguem e te cercam.
O medianeiro expositor deve exemplificar o que de bom transmite aos outros. O médium da bondade deve irradiar a disciplina. O psicógrafo não pode se esquecer da vivência que anota para os seus semelhantes.
Faculdades mediúnicas, todos as temos, desenvolvidas e desabrochando, em estado de inércia e esperando o toque do Senhor. Não obstante, isto não basta. Para completar, devemos fazer a nossa parte no que se refere à harmonia dos nossos talentos, à disciplina das nossas forças e à educação dos nossos sentimentos. Quem não conhece, se descuida. Qual é o caminho para conhecer? É pedir a quem sabe para nos ensinar, é observar o exemplo dos benfeitores da humanidade. E um dos guias que pode nos levar à escola é a prece, quando ela nasce da sinceridade do coração. "Pedi e obtereis", ensinou-nos o maior de todos os mestres.
O desatento certamente não pediu da maneira correta e, por vezes, não acreditou na oração. Deixou-se envolver com os enganos do mundo, com as facilidades que existem em cada centímetro da vida, com as estradas largas.
A obra basilar da Doutrina Espírita surgiu para a educação e instrução dos seus componentes e, principalmente, para os médiuns. Os poderes de que são dotados devem ser bem dirigidos para que a luz se faça por onde eles passarem. Se ofendidos, não ofendam, perdoem. Se maltratados, não maltratem, abençoem. Se caluniados, não sejam envolvidos pela maledicência; que amem o quanto puderem.
O desmazelo mediúnico pode desajustar uma força poderosa no término da tua espinha, interligando todo o teu sistema nervoso, e este a todos os centros de forças; é como um gigante que dorme, que deve ser acordado pelo amor. Ele poderá causar desastres inesperados em todo o teu corpo, e as conseqüências são terríveis.
O corpo físico guarda segredos para o futuro e quando a ciência os descobrir, irá ter mais respeito para com ele. O trato para com essa peça divina haverá de mudar, porque onde a lei é desrespeitada, surge a desarmonia.
Se ficamos encantados com os céus estrelados à noite e com o milagre dos fenômenos elétricos, é porque ignoramos as belezas do corpo somático. Nele existem estrelas e sóis muito mais bonitos que os observados nos céus; fenômenos etéricos de maior beleza que aqueles que a eletrônica moderna pode formar. E ainda mais, tudo isso com o objetivo sagrado de engrandecer a alma e fazê-la conhecer o seu Criador.
Todos os computadores do mundo, juntos, são uma pálida imagem do cérebro físico. Eles todos são filhos deste, que ainda está distante da perfeição. O corpo físico, mesmo sendo humano, obedecendo ainda ao progresso, é a maravilha das maravilhas da Terra, tendo sua gênese nos céus. Cuida dele com segurança; faze dele um instrumento do bem, porque não é somente o Espírito que é filho de Deus. O corpo também surgiu das mãos abençoadas do Senhor, por intermédio de Jesus Cristo.
Não abandones teus dons mediúnicos. Eles são um tesouro divino que, sob o comando de uma inteligência em Cristo, se transformarão em sóis e estrelas do teu coração. E te farão compreender o porquê da vida e qual a função da morte.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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terça-feira, 14 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 269. - AS MÃOS DE UM MÉDIUM. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)

     AS MÃOS DE UM MÉDIUM.

As mãos de um médium tanto podem abençoar como perturbar as criaturas, dependendo do modo pelo qual ele se conduz na vida. Todos os dons são inerentes a todos os seres, encarnados e desencarnados. O que modifica a capacidade das pessoas para o bem ou para o mal é a decisão tomada, são as atitudes que acompanham seus passos.
No topo da cabeça de todos nós, posiciona-se um centro de força capaz de filtrar para o nosso mundo interno a energia divina, que podes chamar de éter cósmico ou hálito de Deus. Essa luz universal é despejada nas pétalas de luz do centro coronário e transmutada pela mente humana em magnetismo animal de variados teores, de conformidade com a capacidade de cada um, ou simplesmente da evolução da alma. A energia sublimada vem cândida do grande celeiro de Deus, como bênçãos para toda a criação e cada inteligência, ou coisa que a recebe, pode e deve fazer uso dessa misericórdia, nas suas necessidades e em favor dos outros, pela conquista dos seus próprios poderes.
Convém ao homem conscientizar-se dessas belezas do universo, que a natureza guarda em seu seio, na certeza de que, algum dia, a humanidade possa aproveitá-la, para sustentar e enriquecer o amor e a fraternidade.
Esse éter divino, ao penetrar a atmosfera da Terra, muda de composição para éter humano ou terreno, afeiçoando-se às nossas próprias vibrações, que não são tão boas como desejamos. Ele é, pois, de uma sensibilidade indescritível. Ao penetrar no nosso mundo coronário, em duas correntes, é distribuído para todas as estações de forças que existem em nós e consubstanciado em várias tonalidades e pulsações diferentes, armazenando-se e redistribuindo-se por canais ainda invisíveis aos olhos humanos. Tais canais escapam até à percepção dos sensitivos, exceção feita a alguns de mais apurada sensibilidade, que captam as suas vibrações circulantes nos meridianos humanos, que irrigam de energias de vida todo o sistema nervoso e favorecem o metabolismo nas cotas necessárias.
É aí que o médium pode participar com sua capacidade espiritual e mesmo intelectual. Concentrando-se no seu poder de visualização, atrai o quanto desejar e o quanto suas condições alcançarem em magnetismo de outras fontes, para projetá-lo onde seu interesse é mais forte. A energia é obediente à mente que a opera. É nesse sentido que nos empenhamos em educar os nossos pensamentos, na disciplina das nossas forças internas, para que possamos saber usar os nossos dons e usar bem essa energia divina, na divina seqüência das suas vibrações universais. É bom que saibamos que existe uma cota dessa força mantenedora da vida para cada pessoa e coisa.
No entanto, a razão despertada e a inteligência em ação podem aumentar essa manifestação energética, atraindo-a por processos mentais, avolumando as correntes para o centro coronário, enriquecendo-os, e vivendo por dentro e por fora, nesse mar de forças, como um campo de energias que se agita para o bem comum, de acordo com a vontade ampliada e determinada pela mente em ação.
Essa é a razão por que os grandes homens operavam milagres e sustentavam fenômenos indescritíveis, visando ao bem da humanidade, como igualmente a história registra grandes magos negros usando essas bênçãos de Deus e transformando-as para seus desejos mesquinhos, pagando, porém, pelos desvios das forças superiores que Deus lhes deu, por misericórdia, e por confiar em Seus filhos do coração.
Vamos aqui dizer que essas forças estão, com mais facilidade, nas mãos dos sensitivos, o que pode representar suas vitórias ou suas derrotas, dependendo do modo pelo qual são usadas. E é para tanto que estamos escrevendo aos leitores interessados no aprimoramento das suas faculdades. Em cada livro que escrevemos, deixamos passar alguns segredos que te ajudam a pegar o "fio da meada", perdido nas dobras dos evos e com os quais podes recompor as verdadeiras lições de como usar as bênçãos de Deus em benefício da humanidade toda.
Médium! Deves crer no suprimento maior, onde nada falta em matéria de luz e, para que sejas envolvido nesse mar de energias superiores, basta descobrires a porta de entrada, que pode começar pela leitura, pela caridade, pela confiança e pelo amor verdadeiro.
Aqui tratamos do valor das mãos do médium, que poderão ser dois focos de luz de Deus operando maravilhas em todos os rumos que a benevolência determinar. Recolhe-te, antes do passe que deves fazer no irmão enfermo, lembra-te de Deus sente-O na profundidade do teu relax e ora a Ele, com sinceridade, buscando, pela mente, encontrar esse mar de energias e nelas plasmar todo o bem que sentes no coração, pela humanidade. Cria em torno de ti um campo de força capaz de curar todas as enfermidades e de levar paz aos desesperados, que esse teu esforço apresenta ressonância nos altiplanos da vida maior, e serás assistido pelos benfeitores encarregados do bem em toda a face da Terra, porque serás um deles. Tuas mãos podem ser dois canais da luz do Senhor a curar os enfermos, levantar os caídos e dar vida aos que se encontram na morte. E aí pássaras a ser um médium de Jesus a serviço do amor.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 268. O MÉDIUM CONTRARIADO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)

             O MÉDIUM CONTRARIADO.

O campo mediúnico recebe energias de variados centros de força dos corpos espirituais, que podem circular em todo o seu âmbito de vida. Mas também podem perturbar todas as fontes fornecedoras, se não são usadas devidamente, nas linhas indicadas pelo bom senso, clareado pelo Evangelho de Jesus. Quantos médiuns se esforçam em muitos pontos inspirados pela perfeição, à procura da harmonia mental? Há um número razoável! Mas alguns se esquecem do bem-estar, intensificado pela alegria, da aceitação das coisas como elas são. E passam, com isso, a ser médiuns contrariados, insatisfeitos com tudo o que lhes ocorre, esquecendo-se ou se fazendo esquecer da advertência do Cristo, nessa fala de luz, manipulando os dons de Paulo na carta aos Tessalonisenses I, 5:18: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
Quando nos lembramos desse aviso do Evangelho, devemos esquecer-nos dos aborrecimentos, porque o médium contrariado fica sob a custódia da depressão. E nesse caso, o centro de força umbilical, que irradia um jato de luzes verde-cana vivo, passa a apresentar um terra-escuro, levando à melancolia, que por sua vez leva ao cansaço nas mínimas ocupações.
Estamos querendo, e é essa a nossa maior intenção, despertar os médiuns nas suas missões. O ministério da mediunidade é de soberba atividade na semeadura da luz, dependendo do seu posicionamento ante as promessas de Jesus e as necessidades da humanidade. Compete a cada instrumento da vida maior limpar suas mentes e corações, policiando todos os seus impulsos, cortando arestas e eliminando idéias que não sejam compatíveis com os ensinos purificados pela verdade. O médium tristonho imediatamente cria sementes com traços de heranças, na profundidade em que lhe foram plasmadas para a hereditariedade. E quem planta, colhe, por justiça, o que plantou; esta é uma lei imutável em todos os mundos, senão em todo o campo universal.
Se alguns infortúnios batem à tua porta, não vistas a roupa do tédio, para não dares guarida ao desânimo, nem deixes crescer no teu coração o desprezo pela vida, que avança e brilha nas luzes dos sóis, por toda a criação de Deus. A nossa mente está, por assim dizer, ligada a todos os centros energéticos de todos os corpos, por fios invisíveis, mas inquebrantáveis, recebendo e dando as impressões que lhes são próprias. As trocas são permanentes. Entretanto, se a mente, como comando central de todos os movimentos de luz, ficar molestada por alguns acontecimentos, ela fica impedida de receber a sustentação de todas as fontes que lhe chegam por acréscimo de misericórdia, para sua paz. E ainda perturba os canais que trabalham para ajudar a sua libertação.
As nossas atividades mentais não podem decrescer. Deve ser feito o expurgo das idéias negativas, antes que elas se formem e tomem autoridade sobre o sistema nervoso, agindo no metabolismo da criatura de Deus. Se vivermos em pleno conflito dentro de nós, na área da consciência profunda, que verte, com o passar dos tempos, para todas as consciências menores, teremos perturbações constantes com variados nomes de enfermidades e infortúnios diversos. Pensemos no dever; quando falamos no dever, ele nos traz a palavra equilíbrio em tudo o que fazemos, para que surja a harmonia em tudo o que almejamos ser feito.
A mediunidade não é um dom de cabide, nem instrumento de repouso. É uma ferramenta ativa e progressiva, que nos ajuda a conhecer a vida e a entender a morte, nos seus devidos limites. O médium que não corresponde ao pedido do Cristo, pelos canais da Boa Nova, está sujeito a diversas investidas das sombras, nas qualificações que já demos no texto acima.
Vigiar é o primeiro alerta e orar é o princípio da força que poderá surgir em teu coração para travar a guerra dentro de ti e vencê-la, no escopo de libertar todas as conseqüências do mal.
Convidamos a todos os médiuns para estudar todas as obras que trazem o cunho da honestidade e, no impulso desse estudo, trabalhar sob a direção da caridade, que ela não nos deixa errar o caminho para o Senhor. Não queiras ser mais do que és. Se cumprires a tua obrigação onde foste chamado a servir, verdadeiramente és grande no Senhor e farás parte do colégio apostolar de Jesus.
Cultiva a alegria no pensar e no falar, que essa alegria tomará corpo na tua vida, e passará a fazer parte da tua existência e tudo o que surgir em teu caminho irá mostrando que estás satisfeito com os teus feitos no mundo. Motiva alegria nos outros, que os outros farão o mesmo e se a corrente de alegria crescer, no amanhã, tudo sorrirá para todos, como o sorriso de Deus na natureza; é o sorriso do Cristo, pelo amor que desenvolvemos uns para com os outros.
E o médium contrariado passará a não existir, nem nas nossas lembranças. Aí consagraremos a vitória do bem sobre todas as coisas.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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quarta-feira, 13 de março de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 267. MEDIUNIDADE E VÍCIOS. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)

     MEDIUNIDADE E VÍCIOS.

A mediunidade a serviço do bem é incompatível com certos hábitos e com toda espécie de vícios. A mediunidade de cura carrega uma grande responsabilidade diante dos enfermos. O médium viciado, por meios que escapam até mesmo à sua sensibilidade, transfere para o doente o miasma oriundo dos vícios, aquele magnetismo inferior que representa uma doação imprestável.
O cigarro, adotado por certos homens como distração, passa a dominá-los como necessidade e avança ainda mais, ficando na escala dos vícios. O homem, esse grande ser dotado de inteligência e razão, que domina todas as coisas, é dominado, dependendo, para viver, desse ato inferior para o qual arruma mil desculpas sem fundamentos, que lhe permitam sustentar a sua inferioridade e desrespeitar os que não usam o fumo. O fumo não faz mal somente ao físico. Atinge, por meios sutis, outros corpos que o Espírito usa. Não estamos combatendo ; estamos apenas mostrando o que, por vezes, escapa ao entendimento de muitos.
A intriga, muito comum nos meios humanos e que pertence a variadas escalas, perturba a função mediúnica, distorcendo as forças do bem e impedindo que o fluido cósmico, na sua candidez, viaje por todos os centros de forças encravados no corpo espiritual, com o seu seguro desempenho.
O álcool em excesso, além de provocar ruptura em delicadas membranas protetoras que separam o mundo espiritual do mundo físico, desativa e retarda as vibrações do centro energético esplênico, interrompendo a distribuição de forças vitais a todo o organismo, impedindo as próprias glândulas endócrinas da fabricação adequada de hormônios, elementos indispensáveis à vida humana, além de outras responsabilidades que têm esses instrumentos louváveis do corpo humano.
O centro de força esplênico irradia uma luz rosa encantadora no homem dotado de equilíbrio, que já aprendeu a cultivar as virtudes mencionadas pelo Evangelho de Jesus. Tais virtudes devem ser cultivadas pelo médium consciente desses tesouros que Deus concedeu a todos. O desinteresse pelo bem, principalmente da comunidade que o cerca, trava as pétalas de luz de alta velocidade do centro coronário - que, nos Espíritos evoluídos, se manifestam com policromias indescritíveis - e este se escurece, pelo que recebe da mente viciada e sem disposição para a caridade e o amor.
O sexo em demasia, canalizado pela distorção da mente eivada de pensamentos inferiores, embrutece a área dos sentimentos e o centro cardíaco, que no homem de bem desprende luzes de um amarelo mesclado com azul celeste, no sexualista exagerado passa a soltar um vermelho de cor distonante, pela violência que recebeu dos impulsos inferiores.
A maledicência e o humor picante são vícios terríveis que igualmente modificam todo o sistema de irrigação vital, que acompanham o grande rio sangüíneo, na sua manifestação de vida em todo o complexo humano.
Não nos parece necessário falar mais dos desvios da mediunidade pois, pelo que já vimos, podes deduzir as conseqüências das outras no campo mediúnico. A iniqüidade é campo fértil para a desarmonia e a desarmonia é festa para as sombras. Se ainda não tens forças para te libertares dos hábitos incômodos e dos vícios perniciosos, não intentes, por enquanto, desenvolver teus dons espirituais, porque uma coisa não pode se misturar à outra, para que não advenham terremotos internos e conflitos incompreensíveis. Todavia, para tudo existe solução e esta se encontra no trabalho da caridade, desde que nada exijas em troca, pelo teu dever de ajudar aos teus irmãos carentes.
Faze-te companheiro do bom livro, que ele te orienta, e torna-te amigo de homens que se entregaram à reforma moral, que eles vão ajudar-te nos primeiros passos na senda da verdade. Tudo o que procuras existe dentro de ti, até o próprio céu.
Os vícios somente prendem e usam seu poder sobre os inferiores, que neles se deliciam das coisas transitórias, por desconhecerem as belezas eternas que as virtudes restabelecem nos corações.
Se és médium curador, procura analisar a tua vida. Mas faze isso todos os dias e exige de ti mesmo uma mudança, se for o caso: aquela que obedece à lei da harmonia, mas que nunca pára de modificar para melhor.
A missão da criatura que já se libertou das inferioridades morais é ajudar aos outros no silêncio dos exemplos, com o mesmo sorriso e a mesma dedicação dos discípulos do Mestre, quando chamados por Ele a servir de instrumentos de educação para a humanidade. Sê um deles na feição que te agrade trabalhar. Faze tudo com amor, que o amor tem a força de transportar todos os vícios, lançando-os para fora e instalando a luz no seu mundo interno, para que viceje a verdadeira felicidade no centro do teu coração e nele nasça o Cristo, convidando-o para o banquete de luz, na luz de Deus.
Longe de nós incentivar o fanatismo. Apenas procuramos irmãos de boa vontade para o equilíbrio das nossas forças espirituais, dominando os instintos animais que, porventura, queiram nos impedir na conquista da nossa liberdade. O médium que ainda não se esqueceu dos vícios, anda com passos largos para as casas de alienados mentais, onde vai aprender pela dor o que não se dispôs a conquistar pelo amor.
Àquele que quer se renovar interiormente não lhe faltarão as mãos benfeitoras da espiritualidade maior, amparando-o em todos os seus esforços, como bênçãos de Deus e como misericórdia de Jesus aos filhos que pedem a melhoria não só com palavras, mas com os próprios esforços.
Vamos dar-nos as mãos, Espíritos e homens, com lealdade, para melhor compreendermos o Evangelho do Mestre e, nessa sintonia dos nossos corações com Ele, nada mais teremos a esperar, senão a luz.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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