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terça-feira, 23 de julho de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - SEM SOMBRA. - ORMANDO CANDELÁRIA. (CHICO XAVIER.)


                    SEM SOMBRA.

                        Mágoa envolvendo a pessoa
                        É teia que se avoluma,
                        Quem tudo entende e perdoa
                        Não encontra sombra alguma.

                                             ORMANDO CANDELÁRIA.        

            Fonte: - Livro Chão de Flores, - Autores Diversos, Francisco C. Xavier, - 3 ª. edição, - Editora Instituto Divulgação Editora André Luiz, - São Paulo, SP, - 1978. –

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

- POEMAS ESPÍRITAS. PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - SEM SOMBRAS. - LUCINDO FILHO. (CHICO XAVIER.)

                   SEM SOMBRAS.

Junto ao sepulcro onde a saudade chora
E onde o sonho das lágrimas termina,
Abre-se a porta da mansão divina
Entalhada em reflexos de aurora.

Não mais a noite; vive em tudo, agora,
A beleza profunda e peregrina,
Envolvida na luz esmeraldina
Da esperança que vibra e resplendora.

Sem as sombras das lutas desumanas,
A alma vitoriosa entoa hosanas,
Ébria de paz e de imortalidade.

Não lamenteis quem parta ao fim do dia,
Que a sepultura em cinza escura e fria.
É a nova porta para a eternidade.

Lucindo Filho

NASCIDO em Minas Gerais a 16 de agosto de 1847 e falecido em Vassouras a 10 de junho de 1896. Médico, jornalista, compositor musicista e tradutor renomado. Latinista de prol, conta em sua bibliografia Poemetos, Virgilianas, Flores Exóticas, etc.

Esta produção surgiu de improviso no curso de uma reunião familiar em que se não cogitava de assuntos espíritas. O poeta desencarnou no século passado e o médium é deste século; e conquanto fosse intelectual de prol, a seu tempo, é hoje um nome esquecido, fora dos meios culturais.
Ninguém ali o conhecera nem dele se lembraria, exceto uma senhora que, em menina, lhe assistira aos funerais, em Vassouras, onde ele tem precioso jazigo, oferecido pela população local.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

- MENSAGEM SOBRE A CRIANÇA. - N º. 274. - CRIANÇA SEM LAR. - BATUÍRA. (CHICO XAVIER.)

                CRIANÇA SEM LAR.

      Crianças de condição normal, sem apoio doméstico, são quase fronteiras da delinqüência infantil, e auxilia-lãs a tempo é frustrar a perturbação e anular o crime no nascedouro.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N . 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 271. - HUMILDADE SEM PRETENSÃO. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


  HUMILDADE SEM PRETENSÃO.

A humildade é uma virtude singular nas hostes da Doutrina Espírita, principalmente quando ela é intercalada com a função mediúnica, desde que não leve a marca da pretensão. Convém que todos nós, encarnados e desencarnados, estudemos com mais interesse os dons que Deus nos concedeu, para que possamos sentir na cidade da alma os objetivos dos trabalhos mediúnicos, na sua extensão infinita do amor.
Notamos que, na Terra, o anseio pelo alcance do céu é muito grande, sem que seja notado, pelos que buscam os planos superiores, que esse ambiente se encontra bem mais perto do que eles pensam: dentro das criaturas. No entanto, mesmo o céu existindo em nós, ele pode nos parecer longínquo, se não encontrarmos os caminhos que nos esperam sob a forma de vias de luz, que nos aprimoram e nos despertam em todas as nossas qualidades espirituais.
Uma dessas estradas que nos assegura o bem-estar e que nos dá segurança na senda da verdade é a humildade, sem ambição, sem pretender o que ela pode gerar. Em todos os casos, temos de esquecer sempre o eu, em benefício de todos os semelhantes. Podemos chamar a verdadeira humildade de humildade cristã e, dentro desta qualificação mais pura, procurar vivê-la em todas as suas nuances, sem esperar os frutos porque, quando plantamos uma semente, não é necessário ficarmos ansiosos pelo crescimento da árvore; disso se encarrega a natureza, sob as bênçãos de Deus, nosso Pai e Senhor.
Estamos falando de uma virtude extraordinária, capaz de elevar o homem às regiões sublimadas da vida. No entanto, a vaidade pode deturpá-la, se a vigilância esquecer a disciplina dos sentimentos.
O médium que desconhece a humildade cristã está à beira de um abismo, sem o perceber. Está se aproximando da morte na ilusão de vida, porque onde falta a modéstia, prolifera o orgulho, a prepotência e a dureza de coração.
A Doutrina Espírita está cada vez mais se agigantando; mas isso, por determinação dos planos superiores. É, pois, um movimento de luz para espancar as trevas do mundo e dos homens. Ela abrange todas as classes, nos seus fundamentos religiosos, abraça todos os humildes, pela força da posição que ocupam, assiste à classe média, na sua grandiosa filosofia e atinge com segurança a cúpula intelectual, pela sua força científica. Torna-se um rio grande no mundo, senão o próprio mar de idéias benfeitoras, onde todas as outras, por lei, haverão de desaguar, fundindo seus empenhos para que surja um só Pastor e um só rebanho.
A doutrina dos Espíritos não descobriu a mediunidade. Ela já estava descoberta e já era conhecida de todos os povos do mundo, mas carecia de educação, na regência da disciplina. Foi o que fez AIlan Kardec, buscando os recursos no Evangelho de Jesus, por indução dos Espíritos superiores, para a formação de uma escola, onde os médiuns pudessem compreender suas missões e cumprir seus deveres, como instrumentos de luz para o bem-estar dos homens. Todavia, essa mesma doutrina é progressiva. Por ordem superior, descem dos céus, constantemente, instruções novas e aprimoradas, de acordo com o despertar dos próprios homens.
Essa mesma humildade de que estamos falando e de que nos regozijamos, toma proporções maiores e atinge o estado de pureza, de acordo com o ambiente gerador. O cuidado que deves ter no cultivo da humildade é quando esse esforço encontra o suposto direito dos homens de praticarem certos hábitos e determinados vícios. E o perigo maior é quando o desculpismo forma sua área favorecendo o erro. A chave da portada humildade verdadeira é a conduta reta ou, pelo menos, o esforço constante dessa busca. Mas lembremo-nos de que nunca fazemos esse trabalho sozinho. Dependemos dos outros, como os outros dependem de nós. Somos uma grande corrente e os elos entrelaçados fornecem uns aos outros a vida que, circulando, forma o céu, onde Deus fica visível para todos os que manifestam esse amor.
O medianeiro enfatuado dos seus poderes lança em torno de si uma atmosfera de dúvida, comprometendo seu próprio ministério e se acomodando com as trevas. Quem respira ar poluído, dificilmente encontra oxigênio puro. Estamos nos aproximando do terceiro milênio, e devemos saudá-lo todos reformados em Cristo. Esse é o nosso grande desejo: o desejo de estar bem com a nossa consciência, de encontrar Deus, nos encontrando; de conhecera Cristo, conhecendo a nós mesmos.
Certamente que pregamos a submissão, mas aquela alimentada pelo Evangelho, onde nunca falta o equilíbrio de todas as atitudes enobrecedoras. E, para os médiuns, tornamos a lembrar que devem cultivar a humildade sem pretensão. Que as suas mãos de almas mansas se tornem luzes, onde os que sofrem achem guarida, os desesperados sintam alegria e os tristes, esperanças no futuro da própria vida.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 14 de maio de 2019

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA A MULHER. - N º. 272. - CELIBATO VOLUNTÁRIO SEM APROVEITAMENTO ESPIRITUAL. - WALTER BARCELOS.


ABSTINÊNCIA SEXUAL E APERFEIÇOAMENTO.
  
CELIBATO VOLUNTÁRIO SEM APROVEITAMENTO ESPIRITUAL.

Entre os Espíritos que se encontram em vida celibatária servindo às diversas ordens religiosas do mundo, somente uma minoria é que já educou e sublimou realmente os seus impulsos sexuais, pois a maioria tem, nesta experiência difícil de silêncio afetivo, uma grande oportunidade a fim de educar suas emoções e desejos para a vida espiritual superior.
Os hábitos exteriores da convivência regulada, da disciplina planejada, do regime afetivo e da vida de ascetismo não determinam, por si só, as conquistas dos valores espirituais. Pode-se viver em pleno egoísmo e muito distante das virtudes cristãs. É o que vemos na pergunta de “O Livro dos Espíritos”, na Questão 698:

“O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus?
“Não, e os que assim vivem por egoísmo, desagradam a Deus e enganam o mundo.” 

Vida monástica, por si só, não é sinônimo de evolução espiritual. Podemos passar uma vida toda com disciplinas rígidas e não aproveitá-las para o aprimoramento dos sentimentos.
Num regime de abstenção sexual, sem desenvolver os valores do coração, através do serviço de amor desinteressado aos semelhantes, a alma continuará estacionária e sem sublimação das energias sexuais. O Espírito Emmanuel aprofunda esta análise sobre celibato e aperfeiçoamento espiritual:

“A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo. As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo.” 
     
                                                                                  WALTER BARCELOS.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO” - Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro 1995.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 12 de março de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - SEM TAIS ARMAS. - ANDRÉ LUIZ.(CHICO XAVIER.)

                      SEM TAIS ARMAS.

            Sem boas maneiras, você viverá desamparado da confiança dos outros.

            Sem fortaleza, sucumbirá aos primeiros obstáculos do caminho.

            Sem fé positiva, vagueará sem rumo.

            Sem devotar-se ao bem, experimentara terrível endurecimento.

            Sem exemplos nobres, passará inutilmente pelo mundo.

            Sem trabalho digno, o tédio apodrecerá suas energias.

            Sem esforço, próprio, jamais alcançará as portas do Alto.

            Sem esperança, suas noites terrestres serão mais escuras.

            Sem compreensão, dolorosa lhe será a jornada, através das sombras.

            Sem Espírito de renúncia, você não educará a ninguém.

Fonte: Agenda Cristã - André Luiz - Francisco C. Xavier - Editora FEB - Rio de Janeiro RJ.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - CRIANÇA SEM LAR. - BATUÍRA (CHICO XAVIER.)


                   CRIANÇA SEM LAR.

            Crianças de condição normal, sem apoio doméstico, são quase fronteiras da delinquência infantil, e auxiliá-las a tempo é frustrar a perturbação e anular o crime no nascedouro.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - NADA DE BOM SEM ESFORÇO. - BATUÍRA. (CHICO XAVIER.)


  NADA DE BOM SEM ESFORÇO.

            Empenhemos alma e coração na sementeira bendita da vida nova.
            À frente de um mundo atormentado, à face da carência de compreensão e do amor, saibamos servir  ao Senhor na reformulação dos valores da existência.
            Por vezes nos imaginamos à frente de uma casa incendiada, em contemplando a Terra de hoje.
            Não desconhecemos que tudo isso – dores, flagelações, problemas e dificuldades – vem a ser o preço do progresso.
            Nada construímos de bom sem esforço.
            Não existe luz sem fonte de combustível. 
            Ainda assim, somos no Planeta uma família só perante o Senhor.
            Conquanto cada um de nós permaneça no lugar que nos caracteriza a posição em serviço evolutivo, embora estejamos individualmente na colheita particular daquilo que plantamos no solo do destino, somo todos irmãos uns dos outros no intercâmbio incessante da vida.

            Fácil comentar os desastres em que tombam tantas esperanças na sombra da criminalidade ou da frustração, mas é preciso saber o que temos feito para as trevas se dissipem.
            Doar a precisa orientação no caminho será talvez o mais substancial  apoio que sejamos capazes de oferecer aos que partilham a marcha.
Auxiliemo-nos, pois, uns aos outros acendendo lâmpadas que nos clareiem a estrada – o coração humano é sempre uma lâmpada viva. Basta que se lhe comunique luz para que irradie de si mesmo a necessária claridade com que se ilumina, iluminando os que se lhe fazem companheiros no dia-a-dia.

Fonte: Livro “MAIS LUZ” - ANTONIO GONÇALVES DA SILVA - BATUÍRA, psicografado por Francisco Cândido Xavier - 4a. Edição - Editora GEEM - São Bernardo do Campo, SP - 1976.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 250. - MEDIUNIDADE SEM ALARDE. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)





MEDIUNIDADE SEM ALARDE.

O coração nos convida para o trabalho sem alardear o que estamos fazendo, principalmente quando se trata da caridade cristã. Estejamos convictos de que o Bem, onde quer que seja, já mostra o seu próprio valor, sem precisar das nossas ostentações, comandadas pela vaidade.
A Doutrina Espírita nasceu do cristianismo, depois dele percorrer muitas nações, esperando muitos séculos. A espera não era para a sua maturidade e sim para a dos homens, de modo que pudessem suportar os conceitos na limpidez dessa filosofia extraordinária, que oferece às criaturas humanas os meios seguros para sua própria libertação. Jesus volta à Terra sob a forma de uma doutrina para relembrar-nos tudo o que havia dito há quase dois mil anos sobre o amor.
Não nos causa admiração o fato de encontrarmos um médium que sinta prazer de vangloriar-se pelo que faz de bom aos outros. É preferível assim do que fazer o mal. No entanto, é bom que se aprenda a trabalhar na ordem do Bem sem os estigmas da exibição, para que não se perca a afinidade com a verdadeira educação dos sentimentos. Estamos em uma escola que se divide em vários cursos de aperfeiçoamento. Existem alunos que nunca alardeiam o que fazem em favor do próximo, no entanto, sentem prazer quando alguém fala sobre o que fizeram, estimulam os companheiros para falarem das suas obras de caridade e não gostam quando se fala que o Bem é um dever moral de quem o faz. São reações de inferioridade, são conflitos causados pelos condicionamentos anteriores.
A presunção é um mal que tem a capacidade de desvalorizar o amor que começa a nascer no coração. O Espírito deve lutar para extirpá-la do seu mundo interno, convidando as virtudes para o grande acampamento na consciência. Sejamos vigorosos na luta de cada dia, aquela luta que marca a nossa renovação em Cristo. O alardeador engana a si mesmo, porque se ele entregasse as suas boas ações no silêncio, seria melhor conhecido e nunca antipatizado.
Confere o que estás fazendo com a tua vida e torna a conferir. Examina teus pensamentos e torna a examinar; policia a tua fala e torna a vigiar, para não acontecer contigo qual os escribas e fariseus, cantando e orando em praça pública, para serem vistos pelos outros.
Sejamos discretos em tudo o que devemos fazer, mostrando uma mediunidade cheia de discernimento na atividade do amor. O devaneio das nossas faculdades interrompe os valores espirituais que nos foram entregues por misericórdia, como instrumentos na lavoura da benevolência. Esperamos que os sensitivos não ingressem no fanatismo, fato que encontramos com freqüência nos primeiros passos dos aprendizes ao desenvolvimento mediúnico. O exagero, em todas as atividades, é extremo que se incompatibiliza com o bom senso e não deixa de estragar os trabalhos que devem expressar a nobreza de qualidades e firmeza de caráter. A sensatez nos recomenda o caminho do meio, onde mora a vigilância e existe a harmonia.
Quando queremos mostrar o pouco que fazemos em favor dos outros, é prova de que não estamos acostumados aos trabalhos que ajudam o próximo. A maturidade mostra-nos que toda a vivência no Bem é dever das criaturas, e todo dever cumprido é força granjeada para o próprio coração que o pratica. Chegamos à conclusão, por experiência nos serviços sociais, que onde existe o amor, não existem palavras anunciando o Bem que se faz.
Quando tratamos da mediunidade, a responsabilidade para com os nossos irmãos carentes é bem maior, porque eles passam a ser a nossa própria carne, o nosso próprio mundo, onde respiramos. O que estiver ao nosso alcance, façamo-lhes, sem tocar o gazofilácio da ilusão, companheiro da soberba. É muito triste, e para nós a tristeza é maior, quando notamos que os medianeiros que nos servem assentam-se nos bancos dos seus feitos, à espera de gratidão. A caridade atrofia-se nas suas primeiras expressões de amor e entra na área do comércio, onde as trocas são indispensáveis e satisfazem ao comerciante. Vamos lembrar-nos, meus irmãos, do destino do Evangelho nesta pátria de redenção. Nenhuma modificação podemos tentar , enquanto vigorarem as nossas inferioridades.
O Evangelho é luz que brilha na eternidade, capaz de iluminar e modificar as trevas dos nossos sentimentos. Cuidemos de semear, vigiando o nosso plantio, porque a colheita é feita consoante as sementes que lançamos nos solos das consciências. Tudo, na verdade, pertence a Deus. No entanto, Ele deixou sob os nossos cuidados o que nos compete conquistar. Podemos modificar muita coisa em nossos caminhos e mudar a direção dos nossos destinos, esvaziando os nossos fardos de vidas passadas. A nossa mente é criadora, e trabalha co-criando. O nosso futuro será reflexo do nosso presente, como o presente o é do passado.
Convidamos os médiuns para que aproveitem as oportunidades de servir sem reclamar, de sofrer sem blasfemar, de ajudar sem pedir ajuda, de compreender sem exigir compreensão, de amar sem pedir amor em troca, porque o tempo que passa sem proveito é tesouro abandonado. O banco universal nos pedirá contas dos valores que foram postos sob a nossa vigilância, se não tivermos o cuidado de multiplicá-los na seqüência que as necessidades nos pedem. Faltando-nos o interesse de ajudar por amor, fracassamos e, no fracasso, as trevas se aproximam e nos convidam para o seu reino de desespero. Teremos então perdido a oportunidade de sentir as primeiras chamas da felicidade, que dimanam do dever cumprido na caridade e no amor.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 17 de julho de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XIII. - NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA. - FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO. - ITEM Nº. 3.- ALLAN KARDEC.


EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                        CAPÍTULO XIII.

NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA.

    FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO.

3. Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda!
Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.
E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.
As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram
Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.
A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 2 de julho de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XIII. - NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA. - FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO. - ITEM N º. 2. - ALLAN KARDEC


EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                CAPÍTULO XIII.

NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA.

FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO.

2. Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. Ao mesmo tempo, um leproso  veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: “Senhor, se quiseres, poderás curar-me.” — Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: “Quero-o, fica curado” — no mesmo instante desapareceu a lepra. Disse-lhe então Jesus:
- “Abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova.” (Mateus, 8:1 a 4.)

 N.E.: Na época em que esta obra foi escrita, esse termo era comum, mas atualmente é considerado pejorativo e/ou preconceituoso. Hanseníase morfeia, mal de Hansen ou mal de Lázaro é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae (também conhecida como bacilo de hansen) que afeta os nervos e a pele, podendo provocar danos severos.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XIII. - NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA. - FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO. - ITEM N º. 1. - ALLAN KARDEC.

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                CAPÍTULO XIII.

NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA.

    FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO.

1.  Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. Assim, quando derdes esmola, não façais tocar a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (Mateus, 6:1 a 4.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 2 de maio de 2018

- EVANGELHO NO LAR. - ENCARNAÇÕES SEM FRONTEIRAS DEFINIDAS. - MEIMEI. _ MILTES CARVALHO BONNA.)

              EVANGELHO NO LAR.

ENCARNAÇÕES SEM FRONTEIRAS DEFINIDAS.

               PARA CRIANÇAS DE 8 A 80 ANOS.

 Do Espírito Meimei. - Psicografado pela médium Miltes Carvalho Bonna.

            “Portanto, depende do próprio Espírito libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando por sua purificação.” (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. 4, Item n º. 24)

            A encarnação não tem limites traçados. Pode-se reduzir a quantidade pelo esforço e pela compreensão dos problemas ou ampliá-la, pela teimosia de se permanecer com vícios e caprichos, que tornam o homem sujeito a repetir as provas por não saber desempenhá-las bem.
            À medida que o Espírito se purifica, o envoltório material também se aperfeiçoa. Nos mundos mais elevados do que a Terra, esse envoltório é mais perfeito e menos sujeito às vicissitudes do meio.
            Em cada mundo, o envoltório material, para a encarnação do espírito, está sujeito à natureza desse mesmo mundo.
            O corpo espiritual, que chamamos de perispírito, também vai se aperfeiçoando conforme o espírito evolui.
            A encarnação num corpo mais denso, mais pesado, limita-se aos mundos inferiores, como ainda é o planeta Terra.
            Todo aquele que trabalha pela sua purificação está se libertando mais rapidamente da encarnação em que as provas são mais difíceis e dolorosas.
            É como se olhássemos uma encruzilhada. De um lado, caminho tortuoso, largo, convidativo. De outro lado, caminho reto, estreito e com obstáculos difíceis de serem superados.
            Quando se estagia na fase de conhecer Jesus, analisando o seu evangelho, ainda se vive sem programa definido.
            Uma fase seguinte apresenta-se: a de seguir Jesus. Vislumbrando-se o esforço e o estudo.
            Ao se atingir a fase de sentir Jesus, há uma remodelação total dos conceitos. Há capacidade de renúncia e sacrifício.
            Depende, portanto, do livre-arbítrio de cada um. A escolha é individual, mas a misericórdia de Deus é coletiva.
            Como somos espíritos matriculados no planeta Terra, acompanhamos pelos séculos afora a sua evolução, evoluindo ou estacionando de acordo com o nosso esforço e nossa vontade.

            Fonte: Livro Evangelho no Lar, - autor espiritual Meimei, - Psicografia de Miltes Carvalho Bonna, - 1ª. edição – editora PETIT, - São Paulo, SP. – Verão de 2009.

                                   RHEDAM. (mzgcar@Gmail.com)

sábado, 31 de março de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - SEM CARIDADE. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)


                                   SEM CARIDADE.

            Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso pode transformar-se em preguiça.
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            Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.
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            Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.
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            Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.
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            Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.
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            Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.
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            Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa pode descer ao isolamento enfermiço.
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            Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe dará petrificado na própria alma.
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            Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.
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            Sem a caridade do entendimento amigo, a sua fraqueza será crueldade.
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            Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.
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            Sem a caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento. Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho – “fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação”.

                                                                                              André Luiz.

            Fonte: Livro – CARIDADE – Espíritos Diversos. – Francisco Cândido Xavier. – 2 ª. edição. – Editora: Instituto de Difusão Espírita. – Araras, SP. – abril de 1980.
           
                                    RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - SEM DESÂNIMO. - ANDRÉ LUIZ. (CHICO XAVIER.)



                         SEM DESÂNIMO.

            Se você deixou de trabalhar, entrando em desânimo, examine o tráfego numa rua simples.
            Ônibus, automóveis, caminhões, ambulâncias e viaturas diversas passam em graus de velocidades diferente, cumprindo as tarefas que lhes foram assinaladas.
            Nenhum veículo segue sem objetivo e sem direção.
            Observe, porém, o carro parado, fora da pista.
            Além de construir uma tentação para malfeitores e um perigo no trânsito, e também um peso morto na economia geral, porquanto foge do bem que lhe cabe fazer.
            Entretanto, se o dono resolve recuperá-lo, aparecem, de pronto, motoristas abnegados, que se empenham a socorrê-lo.
            Considera a lição e não gaste seu tempo, acalentando enguiços na própria alma, que farão de você um trambolho para os corações queridos que lhe partilham a marcha.
            Qual acontece ao veículo mais singelo, você pode perfeitamente auxiliar nos caminhos da vida, arrancar um companheiro dessa ou daquela dificuldade, carregar um doente, transportar uma carta confortadora, entregar um remédio ou distribuir alimento.
            Se você quiser, realmente, largar o cantinho da inércia, rogue amparo aos Espíritos Benevolentes e Sábios que funcionam, caridosamente, na condição de mecânicos da Providência Divina, e eles colocarão você, mas para que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, que você pense em servir, a dispondo-se a começar.

                                                                                  ANDRÉ LUIZ.

            Fonte: Livro “PAZ E RENOVAÇÃO”, - autores Espíritos Diversos, - Psicografia Francisco Cândido Xavier, - 3 ª. edição, - Editora CEC, UBERABA, MG. – 1972.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)