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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA E AMIGOS? - PROCURE O NAR-ANON! - / - N º. 255. - APOIO FRATERNO. - INTRODUÇÃO - GRUPO APOIO FRATERNO.


                    APOIO FRATERNO.

        Auxiliando Almas a Vencer a Dependência Química.

                                 INTRODUÇÃO.

            Há alguns anos quando fazia uma exposição doutrinária sobre drogas em uma casa espírita de nossa cidade, senti a necessidade de fazer mais diretamente aos dirigentes da mesma, numa tentativa de sensibilizá-los e convocá-los a formar um grupo de autoajuda para dependentes e codependentes químicos, visto que as pessoas afligidas por este mal eram atendidas apenas individualmente no Atendimento Fraterno das várias casas espíritas e em grupos ecumênicos de Santo Ângelo e região.

            Pensei com fé, durante a exposição: “algum trabalhador experiente da casa há de ouvir e atender a este chamamento”. Mas surpreendentemente e com extrema intensidade, ouvi uma pergunta: “E por que não você?”. Depois de alguns dias de dúvida, (pois não acreditava ser a pessoa indicada para a missão), resolvi procurar o dirigente do Grupo Espírita Seara do Mestre, o qual incentivou-me e mostrou os primeiros passos a seguir.

            Convidamos os frequentadores de grupos de estudos e trabalhadores de casas espíritas e muitos aceitaram esse desafio e iniciaram empolgados. Todos foram extremamente importantes, pois conseguimos canalizar o que cada um trouxe de melhor e foi com este pensamento que, durante quase dois anos, junto a trabalhadores espíritas, grupos de voluntários como o Grupo Pacto, Associação dos Alcoólicos Anônimos Tiaraju, E AL-Anon de Santo Ângelo, Grupo Bom Pastor de Cruz Alta e associação Comunidade Terapêutica missionária de São Luiz Gonzaga, reunimos os subsídios necessários para a construção não só de um livro, mas de um grupo que sonhou, trocou experiências, cresceu em amor entre si, pela causa em questão e pelos seres humanos, procurando conhecer e vivenciar mais a doutrina Espírita.
            O caminho foi longo e difícil, devido à falta de uma literatura espírita voltada especificamente para a formação de grupos de autoajuda e também pela necessidade de conhecimento e amadurecimento científico e moral deste grupo. Mas com disciplina, dedicação, fé e o direcionamento da espiritualidade superior, que em várias oportunidades se fez evidente, foi possível tornar este trabalho uma realidade.
            Esta edição tem a intenção de ajudar codependentes, dependentes encarnados e desencarnados, bem como facilitar e difundir a formação de grupos de autoajuda dentro do Movimento Espírita. Com certeza, muito mais poderia ser contado sobre a elaboração deste livro e a formação do grupo de autoajuda Apoio Fraterno, das alegrias, emoções, ansiedades, aflições e lutas, mas esperamos que o conteúdo desta obra fale por si só.  

                                                                         Edson Cardoso.

                                               Coordenador do Apoio Fraterno,

            Fonte: Livro APOIO FRATERNO - Edson Luis dos Santos Cardozo e Autores Diversos - 3ª edição - Grupo Espírita Seara Do Mestre - Santo Ângelo, RS - Julho 2010. (apoiofraterno@searadomestre.com.br)

                        RHEDAM. mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA OU AMIGOS? - PROCURE O NAR-ANON! - / - APOIO FRATERNO. - N º. 156. - INTRODUÇÃO. - GRUPO APOIO FRATERNO.

                               APOIO FRATERNO.


                     Auxiliando Almas a Vencer a Dependência Química.

                                            INTRODUÇÃO.

            Há alguns anos quando fazia uma exposição doutrinária sobre drogas em uma casa espírita de nossa cidade, senti a necessidade de fazer mais diretamente aos dirigentes da mesma, numa tentativa de sensibilizá-los e convocá-los a formar um grupo de autoajuda para dependentes e codependentes químicos, visto que as pessoas afligidas por este mal eram atendidas apenas individualmente no Atendimento Fraterno das várias casas espíritas e em grupos ecumênicos de Santo Ângelo e região.

            Pensei com fé, durante a exposição: “algum trabalhador experiente da casa há de ouvir e atender a este chamamento”. Mas surpreendentemente e com extrema intensidade, ouvi uma pergunta: “E por que não você?”. Depois de alguns dias de dúvida, (pois não acreditava ser a pessoa indicada para a missão), resolvi procurar o dirigente do Grupo Espírita Seara do Mestre, o qual incentivou-me e mostrou os primeiros passos a seguir.

            Convidamos os frequentadores de grupos de estudos e trabalhadores de casas espíritas e muitos aceitaram esse desafio e iniciaram empolgados. Todos foram extremamente importantes, pois conseguimos canalizar o que cada um trouxe de melhor e foi com este pensamento que, durante quase dois anos, junto a trabalhadores espíritas, grupos de voluntários como o Grupo Pacto, Associação dos alcoólicos Anônimos Tiaraju, E AL-Anon de Santo Ângelo, Grupo Bom Pastor de Cruz Alta e associação Comunidade Terapêutica missionária de São Luiz Gonzaga, reunimos os subsídios necessários para a construção não só de um livro, mas de um grupo que sonhou, trocou experiências, cresceu em amor entre si, pela causa em questão e pelos seres humanos, procurando conhecer e vivenciar mais a doutrina Espírita.
            O caminho foi longo e difícil, devido à falta de uma literatura espírita voltada especificamente para a formação de grupos de autoajuda e também pela necessidade de conhecimento e amadurecimento científico e moral deste grupo. Mas com disciplina, dedicação, fé e o direcionamento da espiritualidade superior, que em várias oportunidades se fez evidente, foi possível tornar este trabalho uma realidade.
            Esta edição tem a intenção de ajudar codependentes, dependentes encarnados e desencarnados, bem como facilitar e difundir a formação de grupos de autoajuda dentro do Movimento Espírita. Com certeza, muito mais poderia ser contado sobre a elaboração deste livro e a formação do grupo de autoajuda Apoio Fraterno, das alegrias, emoções, ansiedades, aflições e lutas, mas esperamos que o conteúdo desta obra fale por si só.  

                                                                         Edson Cardoso.

                                               Coordenador do Apoio Fraterno,

            Fonte: Livro APOIO FRATERNO - Edson Luis dos Santos Cardozo e Autores Diversos - 3ª edição - Grupo Espírita Seara Do Mestre - Santo Ângelo, RS - Julho 2010. (apoiofraterno@searadomestre.com.br)


                        RHEDAM. mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. INTRODUÇÃO. - 4. - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - QUESTÕES. Nºs. 20 e 21.


                                               INTRODUÇÃO.

                                                                4

     RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            20. “Todos os homens, desde a infância, fazem mais o mal do que o bem”.

            Estas palavras de Sócrates tocam a grave questão da predominância do mal da Terra, questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e da destinação da Terra, onde apenas habita uma pequena fração da Humanidade. Somente o Espiritismo lhe dá a solução, que aqui será desenvolvida nos capítulos do Evangelho 2,3 e 5.

            21. “Todos os homens, desde a infância, fazem mais o mal do que o bem”.

            Isto se dirige aos que criticam as coisas que muitas vezes desconhecem. Platão completa este pensamento de Sócrates dizendo:

            “Tentemos torná-los inicialmente, se for possível, mais honestos nas palavras; caso contrário, não nos preocupemos com eles e procuremos com eles e procuremos apenas a verdade. Esforcemo-nos em nos instruir, mas não nos aborrecemos”.

            É desse modo que devem agir os espíritas em relação aos seus críticos de boa ou de má-fé. Se Platão vivesse nos dias de hoje, encontraria as coisas parecidas com as de seu tempo e poderia usar a mesma linguagem, e Sócrates encontraria pessoas que ririam de sua crença nos Espíritos e que o chamariam de louco, bem como a seu discípulo, Platão.

            Foi por adotar e defender esses princípios que Sócrates foi inicialmente ridicularizado, depois acusado de incrédulo e condenado a beber um veneno chamado cicuta. Ocorre assim com as grandes verdades que, quando novas, contrariam, além dos homens que elas atingem, os sistemas e preconceitos, e só se firmam com lutas e mártires.
           
            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO 4. - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - QUESTÕES. Nº. 18 e 19.


                                                      INTRODUÇÃO.

                                                                     4

   RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            18. “Notar bem menos os nossos defeitos que os dos outros é uma disposição natural de cada um de nós”.

            O evangelho diz: Vês o argueiro no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu. (Veja também no Evangelho cap. 10: 9 e10.)
           
            19. “Se os médicos não obtêm resultados na maior parte das doenças, é porque eles tratam do corpo, sem a alma, e o todo não estando em bom estado, é impossível que a parte se apresente bem”.

            O Espiritismo dá a chave das relações que existem entre a alma e o corpo e prova que um reage incessantemente sobre o outro. Lança também uma nova visão sobre a ciência, mostrando-lhe a verdadeira causa de certas doenças, dando-lhe meios de combatê-las. Quando a Ciência se der conta da ação do elemento espiritual na constituição orgânica, alcançará melhores resultados.      

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

domingo, 14 de outubro de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.- ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO 4. - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - QUESTÕES Nºs. 16 e 17.


                                                     INTRODUÇÃO.

                                                                       4

            RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            16. “Chamo de homem vicioso aquele vulgarmente ama mais ao corpo do que à alma. O amor está por toda a Natureza e nos convida a exercitar nossa inteligência. É encontrado até mesmo no movimento dos astros. É o amor que enfeita a Natureza com seus ricos tapetes. Ele se enfeita e fixa sua morada onde encontra flores e perfumes. É ainda o amor que dá a paz aos homens, a calma ao mar, o silêncio aos ventos e o descanso à dor”.

            O amor, que deve unir os homens por um sentimento fraternal, está de acordo com esta teoria de Platão sobre o amor universal, como lei da Natureza. Sócrates, tendo dito que “o amor ao é nenhum deus nem um mortal e, sim,um grande demônio”, ou seja, um grande Espírito dirigindo o amor universal, fez com que essa afirmação lhe fosse, sobretudo, atribuída como crime.
           
            17. “A virtude não pode ser ensinada; ela vem por uma dádiva de Deus àqueles que a possuem”.

            Isto é quase a doutrina cristã sobre o auxilio divino. Se a virtude é uma dádiva de Deus, se é um favor, podemos nos perguntar por que não é concedida a todas as pessoas; por outro lado, se a virtude é dom, não tem o menor mérito para aquele que a possui. O Espiritismo é mais claro: diz que aquele que possui a virtude a adquire por seus esforços em suas existências sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas imperfeições. O auxílio divino é a força que Deus dá a todo homem de boa vontade, para se despojar do mal e fazer o bem.  

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. 4 - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - QUESTÕES. Nºs. 13, 14 E 15.


                                                              INTRODUÇÃO.

                                                                                4

             RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            13. “É pelos frutos que se conhece a árvore. É preciso qualificar cada ação segundo o que ela produz: chamá-la má quando causar o mal e boa quando produzir o bem”.

            Este ensinamento: É pelos frutos que se reconhece a árvore encontra-se repetido textualmente diversas vezes no Evangelho.

            14. A riqueza é um grande perigo. Todo o homem que ama a riqueza não ama nem a si mesmo, nem aquilo que possui; ama a uma coisa, que lhe é ainda mais estranha do que o que lhe pertence”. (Veja também no Evangelho cap. 16.)

            15. As mais belas preces e os mais belos sacrifícios agradam menos à Divindade do que uma alma virtuosa que se esforça por assemelhar-se a ela. Seria muito grave se os deuses se interessassem mais pelas nossas oferendas do que nossa alma; dessa maneira, os mais culpados poderiam conquistar os seus favores. Mas não, pois só são verdadeiramente justos e sábios os que, pelas suas palavras e seus atos, resgatam o que devem aos deuses e os homens”, (Veja também no Evangelho cap. 10: 7 e 8.)

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. 4 - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - QUESTÕES Nºs. 11 e 12.


                                                    INTRODUÇÃO.

                                                                 4

               RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            11. “De duas coisas uma: ou a morte é uma destruição completa, ou é a passagem da alma para outro lugar. Se tudo deve se extinguir, a morte será como uma dessas raras noites que possamos sem sonhar e sem nenhuma consciência de nós mesmos, ma se a morte é apenas uma mudança de morada, a passagem para um lugar onde os mortos devem se reunir, torna-se para nós uma felicidade encontrar aqueles a quem conhecemos! Meu maior prazer seria o de examinar de perto os habitantes dessa morada e de distinguir, como aqui, os que são sábios daqueles que acreditam ser e que não são. Mas, é tempo de ns despedirmos, eu para morrer, vós para viverdes”. (Sócrates a seus juízes.)

            Sócrates disse: os homens que viveram na Terra se encontram após a morte e se reconhecem. O Espiritismo nos mostra os Espíritos desses homens continuando as relações que tiveram, de tal modo que a morte não é uma interrupção, nem uma cessação da vida e, sim uma continua transformação.

            Se Sócrates e Platão tivessem conhecido os ensinamentos que Cristo daria quinhentos anos mais tarde e os que o Espiritismo nos dá agora, falariam da mesma maneira. Não há nisso nada de surpreendente, se considerarmos que as grandes verdades são eternas e que os espíritos avançados delas tomaram conhecimento antes de se encarnarem na Terra, para onde as trazem. Sócrates, Platão e os grandes filósofos do seu tempo puderam, mais tarde, fazer parte daqueles que ajudaram o Cristo em sua divina missão e foram escolhidos porque precisamente já compreendiam, mais do que outros, os seus sublimes ensinamentos. Finalmente, podem fazer parte agora da grande plêiade de Espíritos encarregados de vir a ensinar aos homens as mesmas virtudes.    
           
            12. “Nunca se deve retribuir injustiça com injustiça, nem fazer o mal a ninguém, seja qual for o mal que nos tenha feito. Poucas pessoas, entretanto, admitem este princípio, e as que discordam a esse respeito só podem desprezar-se umas as outras.”

            Não esta aí o princípio da caridade que nos ensina nunca retribuir o mal com o mal e perdoar aos nossos inimigos?

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 4 - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - Nºs. 9 e 10.


                                                      INTRODUÇÃO.

                                                                       4
   
       RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            9. “Se a morte fosse a dissolução do homem por completo, seria uma grande vantagem para as pessoas más, após a sua morte, porque se libertariam, ao mesmo tempo, de seu corpo, de sua alma e de seus vícios. Aquele que adornou sua alma, não com enfeites estranhos, mas com os que lhe são próprios, este, sim, poderá esperar tranquilamente o momento de partida para o outro mundo”.

            Equivale isto a dizer que o materialismo, que proclama o nada após a morte, seria anulação de toda responsabilidade moral posterior e, consequentemente, um estímulo ao mal; que a pessoa má tem tudo a ganhar com o nada; que somente o homem que se libertou dos seus vícios e se enriqueceu de virtudes pode esperar tranquilamente o despertar na outra vida. O Espiritismo nos mostra, mediante os exemplos que nos põe diariamente perante os olhos, o quanto é aflitiva para uma pessoa má a passagem de uma vida para a outra, a entrada na vida futura. (Veja também em O Céu e o Inferno, 2ª parte. Cap. 1.)
           
            10. “O corpo conserva os vestígios bem marcados dos cuidados que se teve com ele ou dos acidentes que sofreu. Acontece o mesmo com a alma. Quando ela se liberta do corpo, leva consigo os traços evidentes de seu caráter, de suas afeições e das impressões que cada um dos atos de sua vida lhe deixou. Desse modo, o maior mal que pode acontecer ao homem é ir para o outro mundo com uma alma carregada de culpas. Tu vês, Cálices, que nem tu, nem Pólus, nem Górgias, saberíeis provar que devemos seguir uma outra vida que nos será útil quando estivermos lá. De tantas opiniões diferentes, a única que permanece inabalável é a de que é melhor sofrer do que cometer uma injustiça e que, antes de mais nada, não se deve parecer, mas, sim, ser um homem do bem”. (Diálogos de Sócrates com seus discípulos na prisão.)

            Encontramos aqui este outro ponto fundamental, confirmado hoje pela experiência, segundo o qual a alma ainda impura conserva as ideias as tendências, o caráter e as paixões que tinha na Terra. Este ensinamento: è melhor sofrer do que cometer uma injustiça não é totalmente cristão? È o mesmo pensamento que Jesus revela neste ensinamento: Se alguém vos bater em uma face oferece também a outra. Veja, nesta obra, Cap. 12:7 e 8.)
 
            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 4 - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - Nºs. 7 e 8;



                                                         
INTRODUÇÃO.

                                                                          4

             RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            7. “A preocupação constante do filósofo (tal como entendiam Sócrates e Platão) é a de dar mais atenção à alma e menos a está vida, que não passa de um um instante perante a eternidade. Se a alma é imortal, não é sábio viver em função da eternidade?”

             O cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa.
           
            8. “Se a alma é imaterial, deve passar, após esta vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, assim como o corpo, ao se decompor, retorna a matéria. O que realmente importa é distinguir a alma pura, verdadeiramente matéria. O que realmente importa é distinguir a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se nutre, como Deus, de ciências e de pensamentos, da alma mais ou menos corrompida por impurezas materiais, que a impedem de se elevar ao divino e a ret~em nos lugares de sua morada terrena”.

            Como vimos, Sócrates e Platão compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização da alma. Insistem sobre a diferença de situação que resulta para ela, de sua maior ou menor pureza. O que eles diziam por intuição o Espiritismo prova por meio dos numerosos exemplos que nos põe diante dos olhos.  (Consulte O Céu e o Inferno, 2ª parte.)

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 4. - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.- Nºs. 5 e 6.


                                                   INTRODUÇÃO.
      
                                                                     4

       RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            5. Após nossa morte, o gênio (daimon, demônio), que nos havia sido designado durante nossa vida, nos leva a um lugar onde se reúnem todos aqueles que devem ser conduzidos ao Hades (inferno), para ai serem julgados. As almas, após viverem no Hades o tempo necessário, voltam a esta vida por numerosos e longos períodos.

            Esta é a doutrina dos anjos guardiães ou Espíritos protetores e das reencarnações sucessivas, após intervalos mais ou menos longos de erraticidade. 

            6. Os demônios ocupam o espaço que separa o céu da Terra, são o laço que une o Grande Todo consigo mesmo. "A divindade nunca entra em comunicação direta com o homem, mas é por intermédio dos demônios que os deuses se relacionam e falam com ele, seja durante o estado de vigília, seja durante o sono”.

            A palavra daimon, da qual se derivou demônio, não era tomada no mau sentido na antiguidade tal como é nos tempos modernos. Não se aplicava exclusivamente aos seres malfazejos, mas a todos os Espíritos em geral, entre os quais se distinguiam os Espíritos superiores chamados de deuses, e os Espíritos menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que se comunicam diretamente com os homens por intermédio dos Espíritos puros encarregados de transmitir as vontades Dele; que os Espíritos se comunicam com os homens durante o estado de vigília e durante o sono. Se substituirmos a palavra demônio pela palavra Espírito teremos a doutrina espírita; coloquemos a palavra anjo e teremos a doutrina cristã.     

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA A MULHER. - Nº. 47. - SEXO E EVOLUÇÃO. - INTRODUÇÃO. - WALTER BARCELOS.


                                             SEXO E EVOLUÇÃO.

                        INTRODUÇÃO (AO ESTUDO DA OBRA).

            Em virtude da grande necessidade de estudos mais vastos e aprofundados sobre o tema sexo, que as experiências dolorosas do instinto sexual desorientado nos dias de hoje estão a exigir, e estimulado pelas lições esclarecedoras que os Espíritos Superiores nos oferecem, na atualidade, é que resolvemos grafar alguns estudos em torno deste fascinante e maravilhoso assunto.
            O tema Sexo não é assunto fácil para estudar e muito menos para escrever – primeiro, pela dificuldade de interpretar o que os Espíritos nos querem transmitir; segundo, porque precisamos escrever buscando a Luz maior em Espírito e Verdade, abandonando preconceitos, superando tabus e vencendo também o falso receio de aprofundar o entendimento da sexualidade à luz da Doutrina Espírita.
            Analisemos as palavras bastante elucidativas do respeitável e sábio médium Chico Xavier, respondendo a questão nº 43 do “Entrevista”; Pergunta: “O Espiritismo não deverá contribuir para que o problema sexo deixe de ser tabu?" Resposta: Os Benfeitores da Vida superior esclarecem que o Espiritismo contribuirá, decisivamente, para que OS TEMAS DO SEXO SEJAM TRATADOS NO MUNDO COM O DEVIDO RESPEITO, sem tabus que patrocinem a hipocrisia e sem a irresponsabilidade que impele à devassidão.
           
            (...) Somente iniciamos estes trabalhos de redação, por aquele periódico, depois que concluímos a pesquisa e catalogação de vasto material doutrinário sobre a sexualidade, principalmente nas obras de Allan Kardec e nas psicografadas pelo médium Francisco Candido Xavier.
            (...) nos diversos capítulos deste livro buscamos focalizar mais os esclarecimentos de ordem moral e espiritual do que propriamente o aspecto fisiológico, (...)

            (...) o principal objetivo é interpretar os ensinamentos dos Espíritos sobre esse assunto.
            (... ) o tema Sexo é um dos mais necessário assuntos que devem ser estudados pelos Espíritas, na atualidade. Há de chegar uma época em que estudaremos com mais amor e carinho este assunto, sob as luzes da doutrina Espírita, que ilumina e disciplina nossas manifestações afetivas e sexuais, realizando estudos sistematizados em nossas casas Espíritas, buscando o entendimento da Verdade e da ECOLUÇÃO de nossas vidas, para manifestações afetivas mais elevadas.
            Muito antes de empreendermos a elaboração deste programa de estudos, foi recebida uma mensagem do amigo espiritual que se denominou “caminheiro de Agostinho”, através do médium psicógrafo Celso de Almeida Afonso, no Centro Espírita “Aurélio Agostinho”, onde militamos, a qual incentivava a equipe a estudar o tema SEXO à luz da doutrina Espírita, da qual extraímos o seguinte trecho: “Vamos escolher a melhor escola para o sexo, que é a Casa Espírita, onde, com o Evangelho de Jesus, poderemos educar-nos neste mecanismo de reprodução, que ainda é o maior projeto obsessivo devido às suas dificuldades”.
            O SEXO é à força da própria Vida, e os temas CRIAÇÃO, VIDA E SEXO se conjugam no mesmo processo divino de luz, progresso, felicidade e evolução. A energia sexual nos acompanhará em toda a nossa trajetória de ascensão espiritual para a Vida Superior, até alcançarmos a angelitude, porque por que o sexo faz parte da essência da vida no Universo.
            O objetivo maior dessas páginas humildes, mas sinceras, é buscar uma compreensão mais vasta do instinto sexual e também do roteiro de educação e aperfeiçoamento à luz da Doutrina Espírita, em benefício de nossas almas imensamente endividadas nas manifestações afetiva, ante as Leis Divinas.
            Que o Divino Mestre e Senhor Jesus Cristo nos abençoe.

                                                                                  WALTER BARCELOS.

                                                                       Uberaba, MG, abril de 1988.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”  - Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 18 de agosto de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 4. - RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO. - Nºs. 3 e 4.


                                                         INTRODUÇÃO.

                                                                           4

            RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO.

            3. ”Enquanto tivermos o nosso corpo e a alma estiver mergulhada nessa corrupção, nunca possuiremos o objeto de nossos desejos: a verdade. De fato o corpo nos oferece mil obstáculos pela necessidades que temos de cuidar dele; além disso, nos enche de desejos, vontades, temores, mil quimeras e mil tolices, de maneira que, com ele, é impossível ser sábio em algum momento. Mas, se não for tão possível conhecer com pureza coisa alguma, enquanto a alma estiver unida ao corpo, conclui-se, de duas coisas, uma: ou que nunca se conhecerá a verdade, ou que só a conhecemos por nós mesmos a essência das coisas. Eis porque os verdadeiros filósofos se preparam para morrer, e a morte não lhes parece de nenhum modo terrível”. (consulte o céu e o Inferno, 1ª parte, cap. 2; 2ª parte, Cap.1.)

            Temos aqui o princípio das aptidões, dos dons da alma, obscurecidos pelas sensações do corpo físico, e da expansão dessas faculdades após a morte. Mas trata-se apenas de almas evoluídas, já depuradas; não acontece o mesmo com as almas impuras.
           
            4.”A alma impura, nesse estado, encontra-se atordoada e é arrastada para o mundo invisível e imaterial; podemos dizer, portanto, que ela permanece, ao redor dos monumentos e dos túmulos, junto aos quais foram vistos as vezes fantasmas tenebrosos,  como devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estar inteiramente depuradas e que ainda mantém algo da forma material, o que faz com que nós passamos percebê-las. Não são as almas dos bons, mas sim as dos maus, que são forçadas a vagar, errantes, nesses lugares, onde sofrem as penas de sua vida passada e onde continuam a vagar, até que os desejos inerentes à forma material, que as atraem, as conduzam a um outro corpo. Então elas retomam, sem dúvida, os mesmos costumes que durante à vida anterior, eram objeto de suas predileções”

 Não é apenas o princípio da reencarnação que está aqui claramente expresso, mas também o do estado das almas que ainda estão sob o domínio da matéria, descrito como o Espiritismo o mostra, nas evocações. Diz mais: que a reencarnação em um corpo material é uma consequência da impureza da alma, mas que as almas purificadas estão livres dela. O Espiritismo não diz outra coisa, apenas acrescenta que a alma que tomou boas resoluções na erraticidade e que tem conhecimentos adquiridos trará, ao renascer, menos defeitos, mais virtudes e mais ideias intuitivas que não possuía em sua existência anterior, e que, assim, cada existência marca para ela um progresso intelectual e moral.   (Consulte O Céu e o Inferno, 2ª parte: Exemplos.) .

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 4. - PRECURSORES DA DOUTRINA CRISTÃ E DO ESPIRITISMO. - SÓCRATES E PLATÃO.


                                                        INTRODUÇÃO.

                                                                         4

    PRECURSORES DA DOUTRINA CRISTÃ E DO ESPIRITISMO.

SÓCRATES E PLATÃO.

            Em relação ao fato de Jesus ter conhecido a seita dos essênios, cometeríamos um erro ao concluir que dela tirou algum ensinamento, e que, se tivesse vivido em outro lugar, teria adotado outros princípios. As grandes ideias nunca surgem subitamente;aquelas que têm por base a verdade sempre possuem precursores que lhes preparam parcialmente o caminho. Mais tarde, quando o tempo é chegado, Deus envia um homem com a missão de resumir, coordenar e completar esses elementos esparsos, e de criar um corpo para a doutrina. Desta maneira, não surgindo bruscamente, encontra, quando de sua aparição, espíritos dispostos a aceitá-la. Assim aconteceu com a doutrina cristã, que foi pressentida muitos séculos antes de Jesus e dos essênios, e da qual Sócrates e Platão foram os principais precursores.
Sócrates, assim como o Cristo, não escreveu nada, ou pelo menos não deixou nada escrito, e também, como Ele, padeceu a morte dos criminosos, vitimado pelo fanatismo, por ter atacado as crenças tradicionais e colocado a verdadeira virtude acima da hipocrisia e da ilusão dos formalismos, ou seja, por ter combatido os preconceitos religiosos.   Assim como Jesus foi acusado pelos fariseus de corromper o povo com seus ensinamentos, Também Sócrates foi acusado pelos “fariseus“ de seu tempo – já que eles sempre existiram – de corromper a juventude, proclamando a crença num Deus único, a imortalidade da alma e a vida futura. Da mesma maneira que a doutrina de Jesus apenas pelos escritos de seus discípulos, conhecemos a de Sócrates pelos escritos de seu discípulo Platão. Acreditamos ser útil resumir aqui os seus pontos mais importantes para mostrar sua concordância com os princíos do Cristianismo.
Àqueles que julgarem essa comparação uma profanação e que afirmam não poder haver uma semelhança entre a doutrina de um pagão e a do Cristo, reponderemos que a Doutrina de Sócrates não era pagã, visto que tinha por objetivo combater o paganismo, e que a doutrina Jesus, mais completa e mais depurada do que a de Sócrates, nada tem a perder com a comparação, que a grandeza da missão divina do Cristo não será diminuída e, além de tudo , é a própria história que não pode ficar sufocada. O homem chegou a um tempo em que a luz surge por si mesma, debaixo do alqueire. Ele está maduro para encará-la de frente. Pior para aqueles que temem abrir os olhos. Chegou o tempo de encarar amplamente as coisas do alto e não mai sobre o ponto de vista mesquinho e acanhado dos interesse das seita e das raças.
Estas citações provarão, além disso, que, como Sócrates e Platão pressentiram as ideias cristãs, encontram-se igualmente ma sua doutrina os princípios fundamentais do Espiritismo.                                                                                                                                                        

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 3. - NOTAS HISTÓRICAS. TERAPEUTAS.


                                               INTRODUÇÃO.

                                                                3

                                       NOTAS HISTÓRICAS.

                        TERAPEUTAS:
            (do grego therapeutai, derivado do verbo therapeuein, servir, cuidar; ou seja, servidor de Deus ou curador) seguidores judeus contemporâneos do Cristo, estabelecidos principalmente em Alexandria, no Egito. Tinham uma grande afinidade com essênios, dos quais professavam os princípios. Assim como estes últimos, dedicavam-se à prática de todas as virtudes. Sua alimentação era simples e moderada. Não se casavam, dedicavam-se à contemplação e à vida solitária e formavam uma verdadeira ordem religiosa. Filon filósofo judeu platônico de Alexandria foi o primeiro a referir-se aos terapeutas, considerando-os como uma seita judaica. Eusébio, São Jerônimo e outros Pais da Igreja pensavam que eram cristãos. Sendo judeus ou cristãos, era evidente que do mesmo modo que os essênios formavam um traço de união entre o judaísmo e o Cristianismo.
           
            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 21 de julho de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 3 - NOTAS HISTÓRICAS. - SADUCEUS. - ESSÊNIOS. - ESSEUS.


                                               INTRODUÇÃO.

                                                                 3

                                        NOTAS HISTÓRICAS.

                        SADUCEUS:
            Seita judia que se formou por volta do ano de 248 a.C.; assim foi chamada devido a Sadoc, seu fundador. Os saduceus não acreditavam nem na imortalidade da alma, nem na ressurreição, nem nos bons e maus anjos. Contudo, acreditavam em Deus, mas não esperavam nada depois da morte, apenas O serviam tendo em vista recompensas temporais, ao que acreditavam se limitar sua Providência. A satisfação dos sentidos era para ele o objetivo essencial da vida. Quanto às escrituras, baseavam-se no texto da antiga lei, não admitindo nem a tradição, nem qualquer outra interpretação. Colocavam as boas obras e a execução pura e simples da lei acima das práticas exteriores do culto. Eram, como podemos ver, os materialistas os deístas e os sensualistas da época. Esta seita era pouco numerosa, mas contavas com personagens importantes e tornou-se um partido político constantemente em oposição aos fariseus.

                        ESSÊNIOS OU ESSEUS:
            Seita judia fundada por volta do ano 150 a.C., nos tempos do Macabeus, e cujos habitavam uma espécie de mosteiro, formando uma associação moral e religiosa. Ensinavam-se o amor a Deus e ao próximo, a imortalidade da alma, e acreditavam na ressurreição. Não se casavam, condenavam a escravidão e a guerra, tinham bens e comuns e se dedicavam à agricultura. Ao contrário dos saduceus sensuais, que negavam a imortalidade, e dos fariseus, enrijecidos com as práticas exteriores, e para os quais a virtude era apenas aparências, não tiravam nem um partido nas disputas que dividiam essas duas seitas. Seu tipo de vida se parecia com os dos primeiros, e os princípios morais que professavam fizeram algumas pessoas pensar que Jesus tivesse feito parte dessa seita antes de começar a sua missão pública. O que se tem certeza é de que Jesus pode tê-la conhecido, mas não há nada que prove que Ele a tenha adotado, e tudo o que se escreveu sobre este assunto não tem comprovação

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 14 de julho de 2012

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO. - 3. - NOTAS HISTÓRICAS. - ESCRIBAS e SINAGOGA. -


                                                          INTRODUÇÃO.

                                                                             3

                                                   NOTAS HISTÓRICAS.
           
                        ESCRIBAS:

            Nome dado, a princípio, aos sacerdotes dos reis de Judá e a certos encarregados, gerenciadores dos exércitos judeus. Mais tarde essa designação foi aplicada especialmente aos doutores que ensinavam a lei de Moisés e a interpretaram para o povo. Eles tinham ideias comuns com os fariseus, com os quais compartilhavam os mesmos princípios e a antipatia contra os inovadores. Eis porque Jesus os coloca na mesma reprodução.

                        SINAGOGA:

            (Do grego sunagoguê, reunião, congregação) havia apenas um único templo na Judéia, o de Salomão, Em Jerusalém, onde se celebravam as grandes cerimônias do culto. Os judeus se dirigiam a ele todos os anos em peregrinação para as principais festas, como a da Páscoa, a da consagração e a dos Tabernáculos. Foi nessas ocasiões que Jesus fez diversas viagens a Jerusalém. As outras cidades não possuíam um único templo, mas sim sinagogas, edifícios onde os judeus se recolhiam nos dias de sábado para fazerem orações públicas, sob a direção dos anciões, dos escribas ou dos doutores da lei. Ali também se faziam as leituras dos livros sagrados, seguidas das exposições e comentários, cuja participação era aberta a todos. Foi por isso que Jesus, sem ser sacerdote, ensinava nas sinagogas nos dias de sábado.
            Depois da ruína de Jerusalém e da dispersão dos judeus, as sinagogas, nas cidades em que passaram a habitar, serviram-lhes de templos para a celebração do culto.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

- PROBLEMAS DE DROGAS EM SUA FAMÍLIA OU AMIGOS? - PROCURE O NAR-ANON! - / - Nº 40. APOIO FRATERNO. - INTRODUÇÃO. - EQUIPE APOIO FRATERNO.


                                             APOIO FRATERNO.

                               Auxiliando Almas a Vencer a Dependência Química.

                                                      INTRODUÇÃO.

            Há alguns anos quando fazia uma exposição doutrinária sobre drogas em uma casa espírita de nossa cidade, senti a necessidade de fazer mais diretamente aos dirigentes da mesma, numa tentativa de sensibilizá-los e convocá-los a formar um grupo de autoajuda para dependentes e codependentes químicos, visto que as pessoas afligidas por este mal eram atendidas apenas individualmente no Atendimento Fraterno das várias casas espíritas e em grupos ecumênicos de Santo Ângelo e região.

            Pensei com fé, durante a exposição: “algum trabalhador experiente da casa há de ouvir e atender a este chamamento”. Mas surpreendentemente e com extrema intensidade, ouvi uma pergunta: “E por que não você?”. Depois de alguns dias de dúvida, (pois não acreditava ser a pessoa indicada para a missão), resolvi procurar o dirigente do Grupo Espírita Seara do Mestre, o qual incentivou-me e mostrou os primeiros passos a seguir.

            Convidamos os frequentadores de grupos de estudos e trabalhadores de casas espíritas e muitos aceitaram esse desafio e iniciaram empolgados. Todos foram extremamente importantes, pois conseguimos canalizar o que cada um trouxe de melhor e foi com este pensamento que, durante quase dois anos, junto a trabalhadores espíritas, grupos de voluntários como o Grupo Pacto, Associação dos alcoólicos Anônimos Tiaraju, E AL-Anon de Santo Ângelo, Grupo Bom Pastor de Cruz Alta e associação Comunidade Terapêutica missionária de São Luiz Gonzaga, reunimos os subsídios necessários para a construção não só de um livro, mas de um grupo que sonhou, trocou experiências, cresceu em amor entre si, pela causa em questão e pelos seres humanos, procurando conhecer e vivenciar mais a doutrina Espírita.
            O caminho foi longo e difícil, devido à falta de uma literatura espírita voltada especificamente para a formação de grupos de autoajuda e também pela necessidade de conhecimento e amadurecimento científico e moral deste grupo. Mas com disciplina, dedicação, fé e o direcionamento da espiritualidade superior, que em várias oportunidades se fez evidente, foi possível tornar este trabalho uma realidade.
            Esta edição tem a intenção de ajudar codependentes, dependentes encarnados e desencarnados, bem como facilitar e difundir a formação de grupos de autoajuda dentro do Movimento Espírita. Com certeza, muito mais poderia ser contado sobre a elaboração deste livro e a formação do grupo de autoajuda apoioFraterno, das alegrias, emoções, ansiedades, aflições e lutas, mas esperamos que o conteúdo desta obra fale por si só.   

                                                                         Edson Cardoso.

                                               Coordenador do Apoio Fraterno,

            Fonte: Livro APOIO FRATERNO - Edson Luis dos Santos Cardozo e Autores Diversos - 3ª edição - Grupo Espírita Seara Do Mestre - Santo Ângelo, RS - Julho 2010. (apoiofraterno@searadomestre.com.br)

                        RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

domingo, 8 de julho de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - INTRODUÇÃO 3. - NOTAS HISTÓRICAS. (PEAGEIROS. FARISEUS)


                                                   INTRODUÇÃO.

                                                                   3

                                                 NOTAS HISTÓRICAS.

                        PEAGEIROS:

            Eram os cobradores de baixa categoria encarregados principalmente da cobrança dos pedágios nas entradas das cidades. Suas funções assemelham-se às dos alfandegários e cobradores de taxas sobre as mercadorias. Sofriam a reprovação dirigida aos publicanos em geral. É por esta razão que, no Evangelho, encontra-se frequentemente o nome de publicano associado ao de pessoa de má vida. Esta classificação não se refere a pessoas devassas ou aos vagabundos; era um termo de menosprezo, sinônimo de pessoas de má companhia, indignas de se relacionar com pessoas de bem.

                        FARISEUS: (Do Hebraico parasch, divisão, separação.).
           
            A tradição constituía uma parte importante da teologia judaica consistia na reunião das sucessivas interpretações dadas sobre o significado das Escrituras e que haviam se tornados artigos de dogma. Entre os doutores, isso era motivo de intermináveis discussões, falando-se na maioria das vezes de simples questões de palavras ou de formas, parecida com as discussões teológicas e com a sutileza da escolástica da classe média. Surgiram das diferentes seitas, e cada uma pretendia ter a exclusividade da verdade e, como quase sempre acontece, detestando-se cordialmente umas às outras.
            Entre essas seitas, a mais influente era a dos fariseus, que teve por chefe Hilel, doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola célebre que se ensinava que a fé só era dada pelas escrituras. Sua origem remonta 180 ou 200 a.C. Os fariseus foram perseguidos em diversas épocas, notadamente sob os domínios de Hircano, sumo pontífice e rei dos judeus. Aristóbulo e Alexandre, reis da Síria. Entretanto, este último, tendo devolvido suas honras e seus bens, em com que eles retomassem o poder, conservando-o até a ruína Jerusalém, no ano de 70 da era cristã, época em que os fariseus desapareceram em consequência da dispersão do povo israelita.
            Os fariseus tinham um papel ativo nas discussões religiosas. Cumpridores rigorosos das práticas exteriores do culto e das cerimônias, cheios de um zelo ardente de partidarismo, inimigos dos inovadores, eles fingiam ter uma grande severidade de princípios, mas, sob as aparências de uma devoção miraculosa, escondiam costumes corruptos, muito orgulho e, acima de tudo, um desejo excessivo de dominação. Para eles, a religião era mais um meio de vencer na vida que um objeto de fé sincera. Possuíam apenas aparência e a orientação de virtude, mas, naquela época, exerciam uma grande influência sobre o povo, aos olhos do qual passavam por santos personagens. Eis porque eram muito poderosos em Jerusalém.
            Acreditavam, ou pelo menos diziam acreditar, na Providência, na imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos. (Ver Cap. Nº 4:4.) Jesus, que, acima de tudo, ensinava a simplicidade e as qualidades do coração, que preferia da lei o Espírito que vivifica à letra que mata, esforçou-se durante toda a sua missão em desmascarar essa hipocrisia e criou, consequentemente, inimigos enfurecidos entre eles, razão pela qual se uniram aos príncipes dos sacerdotes para amotinar o povo contra Ele e crucificá-lo.  

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)