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quarta-feira, 26 de junho de 2013

-GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO III. - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. - DESTINAÇÃO DA TERRA. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - MUNDOS INFERIORES E MUNDOS SUPERIORES. - ITEM N º. 8. ALLAN KARDEC.


EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

CAPÍTULO III.

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

              DESTINAÇÃO DA TERRA.

            INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

MUNDOS INFERIORES E MUNDOS SUPERIORES.

                 Resumo do ensinamento de todos os Espíritos superiores.

8.      A qualificação dos mundos inferiores e mundos superiores é uma referência mais comparativa do que exata. Um mundo é inferior ou superior em relação aos que estão acima ou abaixo dele, na escala progressiva.
Tomando a Terra como ponto de comparação,pode-se fazer uma ideia do estado de um mundo inferior, supondo que lá o homem esteja no grau dos povos selvagens ou das nações bárbaras que ainda encontramos em nosso planeta, e que são os restos de seu estado primitivo. Nos mundos mais atrasados, os seres que os habitam são de algum modo rudimentares; tem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Os instintos não tem ainda nenhum sentimento de delicadeza ou de benevolência nem noções de justiça ou de injustiça. A força bruta é a única lei. Sem indústrias, sem invenções, seus habitantes passam a vida na conquista de alimentos. Porém, deus não abandona nenhuma de suas criaturas. No fundo das trevas da inteligência delas, habita adormecida a vaga intuição, ainda em desenvolvimento, de um Ser supremo, e esse sentir é suficiente para os tornar superiores uns aos outros e prepará-los para alcançar um estágio de vida mais evoluído. Não são seres condenados, são antes crianças que estão em crescimento.
      Entre os degraus evolutivos, dos mais inferiores aos mais elevados, percorre o homem incontáveis encarnações de tal forma que, nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, é difícil reconhecerem-se aqueles mesmos seres que um dia foram primitivos, do mesmo modo que é impossível reconhecer-se no homem adulto o embrião que o originou.

           Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – 3 a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                           RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 15 de junho de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO III. - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. - DESTINAÇÃO DA TERRA. - CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS. - ITEM N º. 7. - ALLAN KARDEC.


  EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

CAPÍTULO III.

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

                DESTINAÇÃO DA TERRA.

        CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS.

7.      Faríamos uma ideia muito falsa dos habitantes de uma grande cidade se apenas os julgássemos pela população dos bairros pobres e humildes. Num hospital Vêem-se somente doentes ou estropiados; numa prisão, vêem-se todas as torpezas e todos os vícios reunidos; nas regiões insalubres, a maior parte dos habitantes é pálida, fraca e enferma. Pois bem: que se considere a Terra como sendo um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, uma região doentia, pois ela é ao mesmo tempo tudo isso, e então se compreenderá por que as aflições superam as alegrias, já que não se enviam a um hospital pessoas que estão bem de saúde, nem às casas de correção os que não fizeram o mal. Acontece que nem os hospitais nem as casas de correção são lugares prazerosos.
Portanto, do mesmo modo que, numa cidade, toda a população não está nos hospitais ou nas prisões, também toda a Humanidade não está na Terra. Ora, assim como se sai do hospital quando se está curado e da prisão quando se cumpriu a pena, o homem deixa a Terra para mundos mais felizes quando está curado de suas enfermidades morais ou tenha resgatado as suas penas.

           Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – 3 a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO III. - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. - DESTINAÇÃO DA TERRA. - CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS. - ITEM N º. 6. - ALLAN KARDEC.


EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

CAPÍTULO III.

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

             DESTINAÇÃO DA TERRA.

   CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS.

6,      Muitos se surpreendem por encontrar na Terra tanta maldade e paixões terríveis, tantas misérias e doenças de todas as naturezas, e concluem disso que a espécie humana é algo muito mais triste. Este julgamento origina-se de um ponto de vista limitado e dá uma falsa idéia do conjunto. É preciso considerar que na Terra não se encontra toda a Humanidade, mas somente uma pequena fração dela. De fato, a espécie humana inclui todos os seres dotados de razão que povoam os incontáveis mundos do Universo. Pois bem, o que é a população da Terra comparada com a população total desses mundos? Bem menos do que um lugarejo em relação à uma grande nação. Portanto. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem de surpreendente, se levarmos em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.

           Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – 3 a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

domingo, 2 de junho de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO III. - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. - DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS. - ITEM N º 4. - ALLAN KARDEC.


     EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                                            CAPÍTULO III.

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS.

          4.     Nos planetas intermediários confundem-se o bem e o mal, predominando, um ou o outro, segundo grau de progresso. Conquanto não se possa fazer uma classificação absoluta dos diversos planetas, pode-se todavia, em face do seu estado e destino, e baseado nas variantes mais salientes, dividi-los de modo geram em mundos primitivos apropriados as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e de provas, onde o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda tenham que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem supera o mal; mundos celestes, ou divinos, morada dos Espíritos depurados, onde o bem impera exclusivamente. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, e eis aí por que o homem vive em luta contra tantos infortúnios.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO III. - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. - ITEM 1. - DIFERENTES SITUAÇÕES DA ALMA NA ERRATICIDADE. - ITEM - 2. - ALLAN KARDEC.


     EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                                            CAPÍTULO III.

  HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

1.      Que não se perturbe vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.
Há muitas moradas na casa de meu pai; se assim não fosse, eu já vos tinha dito,pois vou preparar o lugar. E após ter ido e vos preparado o lugar, eu voltarei, e vos retornarei para mim, a fim de que lá, onde eu estiver, vós estejais também.  (João, 14: 1 a 3).

DIFERENTES SITUAÇÕES DA ALMA NA ERRATICIDADE

2. A cada do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos que neles encarnam as moradas apropriadas ao seu adiantamento.
Independentemente da veracidade dos mundos, estas palavras também podem ser entendidas como estado feliz ou infeliz do Espírito na erraticidade, conforme seu grau de pureza e se ache liberto dos laços materiais, o ambiente onde se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que possua, podendo tudo variar ao infinito. Assim é que, se uns não podem se afastar dos locais onde viveram, outros se elevam e percorrem os espaços e os mundos. Enquanto alguns Espíritos culpados perambulam sem destino nas trevas, os felizes desfrutam de uma claridade resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Enfim, enquanto o mau, atormentado de remorsos e de lamentações, muitas vezes só, sem consolação, separado dos objetos de sua afeição, padece torturado pelos sofrimentos morais, o justo, reunido aos que ama, goza das doçuras de uma indescritível felicidade. Portanto, lá também há muitas moradas, embora não sejam nem delimitadas, nem localizadas.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - UMA REALEZA TERRENA. - Uma Rainha de França – Havre, 1863. - 8. - ALLAN KARDEC.


                                                CAPÍTULO II.

                  MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                           INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                                  UMA REALEZA TERRENA.

                                        Uma Rainha de França – Havre, 1863.

            8. Quem melhor do que eu pode entender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo! O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, entenderá a insignificância dos reinos da Terra, se eu não o entendi? O que levei comigo de minha riqueza terrena? Nada, absolutamente nada. E para tornar a lição mais terrível, a minha realeza nem sequer me seguiu até o túmulo!Rainha eu era entre os homens, rainha eu acreditava entrar no reino dos Céus. Que desilusão! Que humilhação quando, ao invés de ser recebida como soberana, vi acima de mim, mas bem acima, homens que acreditava serem insignificantes, a quem havia desprezado, pois não tinham sangue nobre! Então compreendi a inutilidade das honras e das grandezas que se procuram com tanto desejo na Terra!
            Para se preparar um lugar neste reino celeste, é preciso a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua prática cristã, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que foste, que posição ocupaste, mas o bem que fizeste, as lágrimas que enxugastes.
            Senhor, Jesus! Disseste que o teu reino não é deste mundo, pois é preciso sofrer para alcançar o Céu, e pelos degraus do trono não nos aproximamos dele. São os atalhos mais difíceis da vida que nos levam para lá. Procura, então, o caminho nas dificuldades e nos espinhos e não entre as flores.
             Atrás dos bens terrenos como se pudessem guardá-los para sempre; mas aqui não há mais ilusões. Logo percebemos que nos apoderamos de uma sombra e que desprezamos os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que nos seriam úteis na morada celeste, e os únicos que poderiam dar acesso a essa morada.
            Tem piedade dos que não ganharam o reino dos céus. Ajuda-os com tuas preces, pois a prece aproxima o homem do altíssimo. É o traço de união entre o Céu e a Terra. Não esqueças.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 30 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - O PONTO DE VISTA. - 7. - ALLAN KARDEC.


                                               CAPÍTULO II.

                        MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                   O PONTO DE VISTA.

            7. O Espiritismo alarga o pensamento do homem e abre-lhe novos horizontes, mostra-nos que esta vida é apenas um elo do conjunto de grandiosidade e harmonia da obra do Criador, ao invés da visão estreita e mesquinha que faz com que o homem se concentre na vida presente, como se ela fosse o único e frágil eixo do seu futuro para eternidade. Mostra os laços que unem todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Dá, assim, uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma no momento do nascimento de um corpo torna todos os seres estranhos uns aos outros, Essa solidariedade das partes de um mesmo todo explica o que parecia ser inexplicável, se apenas considerarmos um único ponto de vista. É esse conjunto de conhecimentos que os homens no tempo de Cristo não podiam entender, e foi por isso que reservou o seu conhecimento para mais tarde.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - O PONTO DE VISTA. - ITEM 6. - ALLAN KARDEC


                                               CAPÍTULO II.

               MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                   O PONTO DE VISTA.

            6. Se for desse modo, for desse modo, ninguém mais se ocupando das coisas da Terra, tudo correrá perigo, é o que se pode pensar. Mas não é assim. Instintivamente, o homem procura o seu bem-estar e, mesmo tendo a certeza de só ficar num lugar por pouco tempo, ele ainda quererá estar o melhor ou o menos mal possível. Não há ninguém que, achando um espinho debaixo da sua mão, não a tire para não se picar. Portanto, a procura do bem estar força o homem a melhorar todas as coisas, impulsionando que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis naturais. Ele trabalha, portanto, por necessidade, por gosto e por dever, e com isso realiza os planos da Providência, que o colocou na Terra com esse objetivo. Só aquele que considera a vida futura pode atribuir ao presente uma importância relativa e se consolar facilmente com seus insucessos, pensando na sorte que o aguarda.
            Deus não condena, portanto, os prazeres terrenos, mas, sim o abuso que deles se façam em prejuízos das coisas da alma. É contra esse abuso que se devem acautelar-se os que ouvem estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.
            Aquele que concentra seus pensamentos na vida terrena é como um homem pobre que perde tudo o que possui e se desespera, ao passo que aquele que crê na vida futura é semelhante a um homem rico que perde uma pequena soma sem se perturbar.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - O PONTO DE VISTA. - ITEM Nº. 5. - ALLAN KARDEC.


                                CAPÍTULO II.

                        MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                       O PONTO DE VISTA.

            5. A ideia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem enormes conseqüências sobre a moralização dos homens, uma vez que muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram a vida terrena. Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que uma passagem, uma curta permanência em um pais ingrato. Os reveses e as amarguras da vida terrena não são mais do que incidentes que recebe com paciência, pois sabe que são de curta duração e devem ser seguidos por um estado mais feliz. A morte não tem mais nada de assustador; não é mais a porta do nada, mas a da felicidade e da paz. Sabendo que está num lugar temporário e não definitivo, recebe as precauções da vida com mais tolerância, resultando daí, para ele, uma calma de espírito que suaviza a amargura.
            Sem certeza da vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto quanto ao futuro, dedica tudo ao presente. Não enxergando bens mais preciosos do que os da Terra, faz como a criança que não vê outra coisa além de seus brinquedos. Eis porque tudo faz para conseguir os únicos bens que para ele tem valor. A perda do menor de seus bens é um doloroso desgosto. Um descontentamento, uma esperança frustrada, uma ambição não satisfeita,uma injustiça de que é vítima, a vaidade ou orgulho feridos constituem os tormentos que fazem de sua vida eterna angústia, entregando-se assim, voluntariamente, a uma verdadeira tortura todos os instantes. Sob o ponto de vista terrena, no centro do qual o homem está colocado, tudo toma, ao seu redor, enormes proporções. O mal que atinja, assim como o bem que toque aos outros, tudo adquire aos seus olhos uma grande importância, tal como para aquele que está no interior de uma cidade, tudo parece grande: os homens que ocupam altos cargos e também os monumentos; mas, ao subir uma montanha, homens e coisas vão lhe parecer bem pequenos.
            Assim ocorre com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da futura; a Humanidade, como as estrelas do firmamento, perde-se na imensidão. Parece, então, que grandes e pequenos se confundem como formigas sobre um monte de terra; que proletários e soberanos são da mesma estrutura, e lamenta que essas criaturas frágeis e transitórias se preocupem tanto para conseguir um lugar que os eleve tão pouco e que por tão pouco tempo conservarão. Assim é que a importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé na vida futura.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - A REALEZA DE JESUS. - ITEM Nº. 4. - ALLAN KARDEC.



                                                         CAPÍTULO II.

                                   MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                               A REALEZA DE JESUS.

            4. O Reino de Jesus não é deste mundo, é o que todos entendem. Mas, na Terra, não será Jesus uma realeza? O título de rei nem sempre implica o exercício do poder provisório. Ele é dado por meio de uma concordância de todos aos que, por sua genialidade, colocam-se em primeiro plano numa atividade qualquer, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da Humanidade. È nesse sentido que se diz: O rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, nascida do mérito pessoal, consagrada no tempo, não tem, muitas vezes maior valor e importância do que aquele que leva a coroa? Ela é imortal e sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é jogo de oportunidades e, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena termina com a vida; a realeza moral ainda governa, sobrepondo-se além da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso do que todos os soberanos? Foi, pois, com razão que disse a Pilatos: Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 2 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - A VIDA FUTURA. - ITEM Nº. 3. - ALLAN KARDEC.



                                                         CAPÍTULO II.

                                   MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                                       A VIDA FUTURA.

            3. Os Judeus não tinham senão idéias muito incertas quanto à vida futura; acreditavam nos anjos, que consideravam como seres privilegiados da Criação, mas não sabiam que os homens pudessem vir a ser, um dia anjos e partilhar sua felicidade. Segundo eles, a observação das leis de Deus era recompensada pelos bens da Terra, pela supremacia da sua nação, pelas vitórias sobre seus inimigos; as calamidades públicas e as derrotas eram o castigo de sua desobediência. Moisés, sobre isso, não poderia dizer mais a um povo pastor, ignorante, que devia ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo. Mais tarde Jesus veio lhes revelar que há um outro mundo onde a justiça de Deus se segue seu curso; é esse mundo que ele promete àqueles que observam os mandamentos de Deus, e onde os bons encontrarão sua recompensa; esse mundo é o seu reino; é ai que ele está em toda a sua glória, e para onde vai retornar ao deixar à Terra.
            Entretanto, Jesus, conformando seu ensinamento ao estado dos homens de sua época, não acreditou dever lhes dar uma luz completa, que os teria ofuscado sem esclarecê-los, porque não o teriam compreendido; ele se limitou a colocar, de alguma sorte, a vida futura em princípio, como uma lei natural à qual ninguém pode escapar. Todo cristão crê, pois, forçosamente na vida futura, mas a idéia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em vários pontos; para um grande número não é senão uma crença sem certeza absoluta; daí as dúvidas e mesmo a incredulidade.
            O Espiritismo veio completar, nesse ponto como em muitos outros, o ensinamento do Cristo, quando os homens estavam amadurecidos para compreenderem a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura não é mais um simples artigo de fé, uma hipótese; é uma realidade material demonstrada pelos fatos, porque são as testemunhas oculares que vêm descrevê-la em todas as suas fases e em todas as suas peripécias, de tal sorte que não somente a dúvida não é mais possível, mas a inteligência mais vulgar pode fazer idéia do seu verdadeiro aspecto, como se imaginasse um país do qual se leu uma descrição. Ora, essa descrição da vida futura é tão circunstanciada, as condições de existência feliz ou infeliz daqueles que ai se encontram são tão racionais, que podemos dizer, apesar disso, que ela não pode ser de outra forma, e que está la a verdadeira justiça de Deus.
.          
            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - ALLAN KARDEC.



                                                               CAPÍTULO II.

                                   MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

1.      Tornou a entra Pilatos no palácio, e chamou a Jesus, e
disse: Tu és o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: O meu
reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo,
certo que os meus ministros haveriam de pelejar para que eu
não fosse entregue aos judeus; mas por agora o meu reino é
daqui. Disse então Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus:
Tu o dizes. E sou rei. Eu não nasci nem vim a este mundo
senão para dar testemunho da verdade; todo aquele que é da
verdade ouve a minha voz. (João, 18:33, 36 e 37)

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - A ERA NOVA. - Nº. 11. ALLAN KARDEC.



                                                         Capítulo I.

                                   NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                                        AS TRÊS REVELAÇÕES.

                                  INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                                                       A ERA NOVA.

            11. Santo Agostinho é um dos maiores divulgadores do Espiritismo, ele se manifesta quase que por toda parte; a razão disso encontramos na vida desse grande filósofo cristão, que pertence a essa vigorosa falange dos Pais da Igreja, aos quais a cristandade deve seus mais sólidos alicerces. Como muitos, foi arrancado do paganismo, dizemos melhor, à impiedade mais profunda, pelo esplendor da verdade. Quando, em meio aos seus excessos, sentiu em sua alma essa vibração
Estranha que o chamava para si mesmo, e lhe fez compreender que a felicidade estava alhures e não nos prazeres enervantes e fugidios; quando, enfim, sobre sua estrada de Damasco também ouviu a voz santa lhe exclamar: Saulo, Saulo, porque me persegues? Ele exclamou: Meu Deus! Meu Deus! Perdoai-me, eu creio, eu sou cristão! Depois, então, tornou-se um dos mais firmes sustentáculos do Evangelho. Podem-se ler, nas confissões notáveis que nos deixou esse eminente Espírito, as palavras, ao mesmo tempo, características e proféticas, que pronunciou depois de ter perdido Santa Mônica: “Eu estou persuadido de que minha mãe voltará a me visitar e me dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura”. Que ensinamentos nessas palavras, e que previsão brilhante da futura doutrina! É por isso que, hoje, vendo chegada a hora para a divulgação da verdade que ele havia pressentido outrora, se fez dela o ardente propagador, e se multiplica, por assim dizer, para responder a todos aqueles que o chamam. (Erasto, discípulo de São Paulo, Paris, 1863).

            Nota: Santo Agostinho vem, pois, destruir aquilo que edificou? Seguramente que não; mas, como tantos outros, ele vê com os olhos do espírito o que não via como homem; sua alma liberta entrevê novas claridades e compreende o que não compreendia antes; novas idéias lhe revelaram o verdadeiro sentido de certas palavras sobre a Terra, julgava as coisas segundo os conhecimentos que possuía, mas, quando uma nova luz se fez para ele, pode julgá-las mais judiciosamente. Foi assim que mudou de idéia sobre sua crença concernente aos Espíritos íncubos e súcubos, sobre o anátema que havia lançado contra a teoria dos antípodas. Agora que o Cristianismo lhe aparece em toda a sua pureza, pode ele, sobre certos pontos, pensar diferentemente do que quando vivo, sem deixar de ser apóstolo cristão. Pode, sem renegar sua fé fazer-se o propagador do Espiritismo, porque nele Vê o cumprimento das coisas preditas. Proclamando-o, hoje, não faz senão nos conduzir a uma interpretação mais sã e mais lógica dos textos. Assim ocorre com outros Espíritos que se encontram em posição análoga.  

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - A ERA NOVA. - FÉNELON – POITIERS, 1861. - N º. 10. ALLAN KARDEC.


                                                 Capítulo I.

                      NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                         AS TRÊS REVELAÇÕES.

                    INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                                  A ERA NOVA.

                       FÉNELON – POITIERS, 1861.

            10. Um dia, Deus, em sua caridade inesgotável, permitiu ao homem ver a verdade a varara as trevas. Este dia foi a chegada do Cristo.  Depois da luz viva as trevas voltaram. O mundo, entre as alternativas do conhecimento da verdade e obscuridade da ignorância, perdeu-as novamente. Então, tal como os profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a fala e a vos advertir; O mundo esta abalado em suas bases, o trovão provocará estrondo. Sede firmes
            O Espiritismo é de ordem divina, visto que repousa nas próprias leis da Natureza, e acreditar que tudo que é de origem divina tem um objetivo grande e útil. Vosso mundo se perdia. A Ciência desenvolvendo-se, a custa dos valores de ordem moral, estava vos conduzindo ao bem estar material em proveito do Espírito das trevas,Vós o sabeis, cristãos: o coração e o amor devem estar unidos a Ciência. O reino do Cristo, infelizmente, após dezoito séculos, e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não chegou. Cristãos, voltai ao Mestre que vos quer salvar. Tudo é fácil para aquele que crê e ama. O amor o enche de uma alegria indestrutível. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vos dizem sempre; curvai-vos sob o sopro que anuncia a tempestade a fim de não serdes derrubados, isto é, preparai-vos e não vos assemelheis às virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo.
            A revolução que se prepara é mais moral que material; os Espíritos, mensageiros do Senhor, inspiram a fé para que todos vós,companheiros da Doutrina, iluminados e ardentes, façais ouvir a vossa voz humilde. Sois o grão de areia, mas, sem grão de areia, mas, sem grãos de areia, não haveria montanhas, portanto, que estas palavras: “Somos pequenos”, não tem mais sentido para vós. Cada um tem sua missão, cada um tem seu trabalho. A formiga não constrói seu formigueiro, e os animaizinhos insignificantes não erguem continentes? A nova cruzada começou: apóstolos da paz universal e não da guerra. São Bernardos modernos, olhai e andai para frente! A lei dos mundos é a lei do progresso.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - A ERA NOVA. - QUESTÃO. N º. 9. - ALLAN KARDEC.



                                                     Capítulo I.

                        NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                            AS TRÊS REVELAÇÕES.

                      INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                                     A ERA NOVA.

            9. Deus é único, e Moisés, o Espírito que Deus enviou em missão para fazer conhecer, não somente aos hebreus, mas ainda aos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que deus se serviu para fazer uma revelação por Moisés e os profetas, e as vicissitudes desse povo eram destinadas a impressionar os olhos e fazer cair o véu que escondia a divindade aos homens.
            Os mandamentos de Deus dados a Moisés trazem o germe da mais ampla moral cristã; os comentários da Bíblia limitavam-lhe o sentido, porque, postos em prática em toda a sua pureza, ela não teria sido, então compreendida; mas nem por isso, os dez mandamentos de Deus deixaram de permanecer como frontispício brilhante, como o farol que deveria iluminar a Humanidade no caminho que haveria de percorrer.
            A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento no qual se encontravam os povos que ela foi chamada a regenerar, e esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento de sua alma, não teriam compreendido que se pode adorar a Deus de outro modo que pelos holocaustos, nem que se precisasse perdoar a um inimigo. Sua inteligência, notável do ponto de vista da matéria, e mesmo sob o das artes e das ciências, era muito atrasada em moralidade, e não se teriam convertido sob o império de uma religião inteiramente espiritual; era-lhes preciso uma representação semi-material, tal qual lhe oferecia, então à religião hebraica. Assim, os holocaustos falavam aos seus sentidos, enquanto que a idéia de Deus falava ao seu espírito.
            O Cristo foi o iniciador da moral mais pura e mais sublime; a moral evangélico-cristã que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos, que deve fazer jorrar de todos os corações humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que deve transformar a Terra, e dela fazer uma morada para os Espíritos superiores àqueles que a habitam hoje. É a lei do progresso, à qual a Natureza está submetida, que se cumpre, e o espiritismo é a alavanca da qual deus se serve para fazer avançara Humanidade.
            São chegados os tempos que as idéias morais devem se desenvolver para cumprir os progressos que estão no desígnios de Deus; elas devem seguir o mesmo caminho que as idéias de liberdade percorreram, e que delas eram precursoras. Mas não é preciso crer que esse desenvolvimento se fará sem lutas; não, elas têm necessidade, para atingir a maturidade, de abalos e de discussões, afim de que atraíam a atenção das massas; uma vez fixada a atenção, a beleza e a santidade da moral impressionaram os espíritos, e eles se interessarão por uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e lhes abre as portas da felicidade eterna. Foi Moisés quem abriu o caminho, Jesus continuou a obra o Espiritismo arrematará. (Um Espírito Israelita, Mulhouse, 1861).

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO. - Nº. 8. - ALLAN KARDEC.


                                                              Capítulo I.

                                          NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                                             AS TRÊS REVELAÇÕES.

                              ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO.


            8. A ciência e a Religião são duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material a outra do mundo moral. Ambas as leis, tendo no entanto mesmo princípio que é Deus, não podem contradizer-se, visto que, se uma contradizer a outra, uma terá necessariamente a razão enquanto que a outra não aterá, já que Deus não destruiria sua própria obra. A falta de harmonia e coerência que se acreditou existir entre essas duas ordens de idéias baseia-se num erro de observação e nos princípios exclusivistas de uma e de outra parte. Daí resultou uma luta e uma colisão de idéias que deram origem à incredulidade e à intolerância.
            São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber seu complemento; em que o véu propositadamente deixado sobre algumas partes desses ensinamentos deve ser erguido. A Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; a Religião deve reconhecer as juntas, apoiando-se uma na outra, se ajudarão mutuamente. A Religião, não sendo mais desmentida pela Ciência, adquirirá um poder inabalável, estará de acordo com a razão, já não podendo mais se opor à irresistível lógica dos fatos.
            A ciência e a Religião não puderam se entender até os dias atuais pois, cada uma examinando as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Seria preciso alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as que regem o mundo espiritual e da sua afinidade e harmonia com o mundo corporal, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Estas afinidades, uma vez constatadas pela experiência, fazem surgir uma nova luz: a fé se dirigiu à razão, a razão não entrou nada de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam para trás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir ao invés de o acompanhar. É toda uma revolução moral que se opera neste momento e que trabalha e aperfeiçoa os espíritos. Após ser elaborada durante mais de dezoito séculos, ela chega à sua plena realização e vai marcar uma nova era da humanidade. As conseqüências dessa revolução são fáceis de se prever: deve trazer para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém poderá se opor, porque estão na vontade de Deus e resultam da lei do progresso, que é sua Lei.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - Nº. 6.


                                                            Capítulo I.

                                       NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                                           AS TRÊS REVELAÇÕES.

                                                       ESPIRITISMO

            6. A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés; a do novo Testamento está personificado no Cristo, o Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não está personificada em nenhum indivíduo, porque ele é produto de ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, sobre todos os pontos do céu, sobre todos os pontos da Terra, e por uma multidão inumerável de intermediários; é, de alguma sorte, um ser coletivo compreendendo o conjunto dos seres do mundo espiritual, vindo cada um trazer aos homens o tributo das suas luzes para fazê-los conhecer esse mundo e a sorte que nele os espera.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - ESPIRITISMO. - Nº. 5.



                                                            Capítulo I.

                                      NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                                            AS TRÊS REVELAÇÕES.

                                                          ESPIRITISMO

            5. O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal; ele no-lo mostra, não mais como uma coisa sobrenatural, mas, ao contrário, como uma das forças vivas e incessantemente ativas da Natureza, como fonte de uma multidão de fenômenos incompreendidos, até então atirados, por essa razão, ao domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo faz alusão, em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse permaneceram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave com a Judá da qual tudo se explica com facilidade.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - CAPÍTULO I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÃOES. - CRISTO. - Nºs. 3 e 4.


                                               Capítulo I.

                                   NÃO VIM DESTRUIR A LEI.


                                    AS TRÊS REVELAÇÕES.

                                               CRISTO.

3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus, Ele veio cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la, dar-lhe seu sentido verdadeiro e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. É por isso que encontramos nessa lei os princípios dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base da doutrina. Quanto as leis de Moisés propriamente ditas, Jesus, ao contrário, modificou-as profundamente, tanto no conteúdo quanto na forma. Combateu constantemente os abusos das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não lhes podia ter dado uma reforma mais radical do que reduzindo-as a estas palavras: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, e acrescentando: Está aí toda a lei e os profetas.
            Por estas palavras, O Céu e a Terra não passarão antes que tudo seja cumprido até o último jota, Jesus quis dizer que era preciso que a lei de Deus fosse cumprida, ou seja, fosse praticada na Terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas conseqüências; pois de que serviria estabelecer essa lei, se fosse para o privilégio de alguns homens, ou mesmo de um único povo? Sendo todos os homens filhos de Deus, são todos, sem distinção, objeto da mesma dedicação.
            4. Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um logrador moralista, apenas com a autoridade de sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que tinham anunciado sua vinda. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não esta na Terra, mas no reino dos Céus; ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus e de preveni-los sobre a marcha das coisas que hão de vir, para o cumprimento dos destinos humanos. Entretanto, Jesus não podia dizer tudo e, em relação a muitos pontos, conforme Ele mesmo disse, limitou-se a lançar os germens das verdades que não podiam ainda ser comprometidas. Ao falar de tudo, o fez em termos às vezes mais, às vezes menos claros Para compreender o sentido oculto dessas palavras, seria preciso que npvas idéias e novos conhecimentos viessem nos dar a chave, e essas idéias não poderiam vir antes que o Espírito humano adquirisse um grau de maturidade. A Ciência deveria contribuir decididamente para que essas idéias viessem à luz e se desenvolvessem. Seria, portanto, preciso dar à Ciência o tempo de progredir.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - ALLAN KARDEC. - Capítulo I. - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. - AS TRÊS REVELAÇÕES. - MOISÉS. - N º. 2.


                                                       Capítulo I.

                              NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

                              AS TRÊS REVELAÇÕES.

                                            MOISÉS.

2.         A lei de Moisés é composta por duas partes distintas: a lei de Deus, rebeldia no Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida pelo próprio Moisés. A lei de Deus é inalterável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo.
A lei de Deus está formulada nos seguintes mandamentos:

1.         Eu sou Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses estrangeiros diante de mim. Não farás imagem talhada, nem figura nenhuma de tudo o que está nas águas e debaixo da terra. Não os adorarás cultos soberanos.
2.         Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus.
3.         Lembra-te de santificar o dia de sábado.
4.         Honra a teu pai e à tua mãe, a fim de viveres muito tempo na Terra que o Senhor teu Deus te dará.
5.         Não matarás.
6.         Não cometerás adultério.
7.         Não roubarás.
8.         Não prestarás falso testemunho contra o teu aproximo.
9.         Não desejarás a mulher do teu próximo.
10.       Não desejarás a casa do teu próximo, nem seu servo, ou serva, nem seu boi, seu asno, ou qualquer outra coisa que lhe pertença.

Esta é a lei de todos os tempos e de todos países e que, por isso mesmo, tem um caráter divino. Todas as outras são leis estabelecidas por Moisés, que se via obrigado a conter pelo temor de um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater os abusos e os preconceitos enraizados adquiridos durante a época da escravidão no Egito. Para dar autoridade às suas leis, ele atribuiu-lhes origem divina, assim como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos: a autoridade do homem precisava se apoiar sobre a autoridade de Deus. Mas apenas de uma ideia de um Deus terrível podia impressionar homens ignorantes, nos quais o sentido moral e o sentimento de uma delicada justiça ainda estavam poucos desenvolvidos. É evidente que aquele que tinha incluído entre os seus mandamentos: Não matarás; não farás mal a teu próximo, não poderia se contradizer fazendo do extermínio um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, tinham, portanto, um caráter essencialmente transitório.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)