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sábado, 9 de setembro de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS. - LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. III. - RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPOREA À VIDA ESPIRITUAL. - PERTURBAÇÃO ESPÍRITA. - Questão. Nº. 165. - ALLAN KARDEC.

            O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                      LIVRO SEGUNDO.

                          CAPÍTULO. III.

RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL.

                PERTURBAÇÃO ESPÍRITA.

Questão. Nº. 165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?

“Influência muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas, a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.”
Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso.
De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma.
Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos.
Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.
Aquela perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até ao completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece como tal e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica facilmente.
Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento.
Ora, porque pensa, vê, ouve, tem a sensação de não estar morto.
Mais lhe aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira- se de não poder palpá-lo. Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir.
É que têm o sono por sinônimo de suspensão das faculdades.
Ora, como pensam livremente e vêem, julgam naturalmente que não dormem. Certos Espíritos revelam essa particularidade, se bem que a morte não lhes tenha sobrevindo inopinadamente.
Todavia, sempre mais generalizada se apresenta entre os que, embora doentes, não pensavam em morrer. Observa-se então o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterramento como se fora o de um estranho, falando desse ato como de coisa que lhe não diz respeito, até ao momento em que compreende a verdade.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranqüilo despertar. Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele da sua situação se compenetra.
Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que todos os que perecem ao mesmo tempo nem sempre tornam a ver-se logo.
Presas da perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado, ou só se preocupa com os que lhe interessam.

Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O O LIVRO DOS ESPÍRITOS. - LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. III. - RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL. - PERTURBAÇÃO ESPÍRITA. - Questão. Nº. 164. - ALLAN KARDEC.

          O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                      LIVRO SEGUNDO.

                           CAPÍTULO. III.

RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL.

                  PERTURBAÇÃO ESPÍRITA.

Questão. Nº. 164. A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os Espíritos?

 “Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.”

Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS. - LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. III. - RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL. - PERTURBAÇÃO ESPÍRITA. - Questão. Nº. 163. - ALLAN KARDEC.



            O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                      LIVRO SEGUNDO.

                           CAPÍTULO. III.

RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL.

                PERTURBAÇÃO ESPÍRITA.

Questão. Nº. 163. A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?

“Imediatamente não é bem o termo. A alma passa algum tempo em estado de perturbação.”

Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO XIII. - PSICOGRAFIA - PSICOGRAFIA INDIRETA: CESTAS E PRANCHETAS - PSICOGRAFIA DIRETA OU MANUAL. - ITEM N º. 156. - ALLAN KARDEC.


           O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                      SEGUNDA PARTE.

                           CAPÍTULO XIII.

                        PSICOGRAFIA

PSICOGRAFIA INDIRETA: CESTAS E PRANCHETAS

        PSICOGRAFIA DIRETA OU MANUAL.

156. Em vez de cesta, algumas pessoas se servem de uma espécie de mesa pequenina, feita de propósito, tendo de doze a quinze centímetros de comprimento, por cinco a seis de altura, e três pés a um dos quais se adapta um lápis. Os dois outros são arredondados, ou munidos de uma bola de marfim, para deslizar mais facilmente sobre o papel. Outros se utilizam apenas de uma prancheta de quinze a vinte centímetros quadrados, triangular, oblonga, ou oval. Num dos bordos, há um furo oblíquo para introduzir-se o lápis.
Colocada em posição de escrever, ela fica inclinada e se apóia por um dos lados no papel. Algumas trazem desse lado rodízios para lhe facilitarem o movimento. É de ver-se, em suma, que todos esses dispositivos nada têm de absoluto.
O melhor é o que for mais cômodo.
Com qualquer desses aparelhos, quase sempre é preciso que os operadores sejam dois; mas, não é necessário que ambos sejam dotados de faculdades mediúnicas. Um serve unicamente para manter o equilíbrio e poupar ao médium excesso de fadiga.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS. - LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. III. - RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL. - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO. - Questão. Nº. 162. - ALLAN KARDEC.



            O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                      LIVRO SEGUNDO.

                          CAPÍTULO. III.

RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL.

      SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO.

Questão. Nº. 162. Após a decapitação, por exemplo, conserva o homem por alguns instantes a consciência de si mesmo?

“Não raro a conserva durante alguns minutos, até que a vida orgânica se tenha extinguido completamente. Mas, também, quase sempre a apreensão da morte lhe faz perder aquela consciência antes do momento do suplício.”
Trata-se aqui da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, como homem e por intermédio dos órgãos, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplício, pode conservá-la por alguns breves instantes. Ela, porém, cessa necessariamente com a vida orgânica do cérebro, o que não quer dizer que o perispírito esteja inteiramente separado do corpo. Ao contrário: em todos os casos de morte violenta, quando a morte não resulta da extinção gradual das forças vitais, mais tenazes os laços que prendem o corpo ao perispírito e, portanto, mais lento o desprendimento completo.


Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS. - LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. III. - RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPOREA À VIDA ESPIRITUAL - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO. - Questão. Nº. 161.- ALLAN KARDEC.

          O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                      LIVRO SEGUNDO.

                            CAPÍTULO. III.

RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL.

           SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO.

Questão. Nº. 161.  Em caso de morte violenta e acidental, quando os órgãos ainda se não enfraqueceram em conseqüência da idade ou das moléstias, a separação da alma e a cessação da vida ocorrem simultaneamente?

“Geralmente assim é; mas, em todos os casos, muito breve é o instante que medeia entre uma e outra.”

Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

domingo, 6 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO XIII. - PSICOGRAFIA PSICOGRAFIA INDIRETA: CESTAS E PRANCHETAS - PSICOGRAFIA DIRETA OU MANUAL.- ITEM N º. 154. - ALLAN KARDEC.


           O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                      SEGUNDA PARTE.

                          CAPÍTULO XIII.

                        PSICOGRAFIA

PSICOGRAFIA INDIRETA: CESTAS E PRANCHETAS

      PSICOGRAFIA DIRETA OU MANUAL.

154. Muitos outros dispositivos se têm imaginado para a obtenção do mesmo resultado. O mais cômodo é o a que chamaremos cesta de bico e que consiste em adaptar-se à cesta uma haste inclinada, de madeira, prolongando-se dez a quinze centímetros para o lado de fora, na posição do mastro de gurupés, numa embarcação. Por um buraco aberto na extremidade dessa haste, ou bico, passa-se um lápis bastante comprido para que sua ponta assente no papel.
Pondo o médium os dedos na borda da cesta, o aparelho todo se agita e o lápis escreve, como no caso anterior, com a diferença, porém, de que, em geral, a escrita é mais legível, com as palavras separadas e as linhas sucedendo-se paralelas, como na escrita comum, por poder o médium levar facilmente o lápis de uma linha a outra. Obtêm-se assim dissertações de muitas páginas, tão rapidamente como se se escrevesse com a mão.

                        Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)