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segunda-feira, 6 de maio de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - UMA REALEZA TERRENA. - Uma Rainha de França – Havre, 1863. - 8. - ALLAN KARDEC.


                                                CAPÍTULO II.

                  MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                           INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

                                  UMA REALEZA TERRENA.

                                        Uma Rainha de França – Havre, 1863.

            8. Quem melhor do que eu pode entender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo! O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, entenderá a insignificância dos reinos da Terra, se eu não o entendi? O que levei comigo de minha riqueza terrena? Nada, absolutamente nada. E para tornar a lição mais terrível, a minha realeza nem sequer me seguiu até o túmulo!Rainha eu era entre os homens, rainha eu acreditava entrar no reino dos Céus. Que desilusão! Que humilhação quando, ao invés de ser recebida como soberana, vi acima de mim, mas bem acima, homens que acreditava serem insignificantes, a quem havia desprezado, pois não tinham sangue nobre! Então compreendi a inutilidade das honras e das grandezas que se procuram com tanto desejo na Terra!
            Para se preparar um lugar neste reino celeste, é preciso a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua prática cristã, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que foste, que posição ocupaste, mas o bem que fizeste, as lágrimas que enxugastes.
            Senhor, Jesus! Disseste que o teu reino não é deste mundo, pois é preciso sofrer para alcançar o Céu, e pelos degraus do trono não nos aproximamos dele. São os atalhos mais difíceis da vida que nos levam para lá. Procura, então, o caminho nas dificuldades e nos espinhos e não entre as flores.
             Atrás dos bens terrenos como se pudessem guardá-los para sempre; mas aqui não há mais ilusões. Logo percebemos que nos apoderamos de uma sombra e que desprezamos os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que nos seriam úteis na morada celeste, e os únicos que poderiam dar acesso a essa morada.
            Tem piedade dos que não ganharam o reino dos céus. Ajuda-os com tuas preces, pois a prece aproxima o homem do altíssimo. É o traço de união entre o Céu e a Terra. Não esqueças.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 30 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - O PONTO DE VISTA. - 7. - ALLAN KARDEC.


                                               CAPÍTULO II.

                        MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                   O PONTO DE VISTA.

            7. O Espiritismo alarga o pensamento do homem e abre-lhe novos horizontes, mostra-nos que esta vida é apenas um elo do conjunto de grandiosidade e harmonia da obra do Criador, ao invés da visão estreita e mesquinha que faz com que o homem se concentre na vida presente, como se ela fosse o único e frágil eixo do seu futuro para eternidade. Mostra os laços que unem todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Dá, assim, uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma no momento do nascimento de um corpo torna todos os seres estranhos uns aos outros, Essa solidariedade das partes de um mesmo todo explica o que parecia ser inexplicável, se apenas considerarmos um único ponto de vista. É esse conjunto de conhecimentos que os homens no tempo de Cristo não podiam entender, e foi por isso que reservou o seu conhecimento para mais tarde.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - O PONTO DE VISTA. - ITEM 6. - ALLAN KARDEC


                                               CAPÍTULO II.

               MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                   O PONTO DE VISTA.

            6. Se for desse modo, for desse modo, ninguém mais se ocupando das coisas da Terra, tudo correrá perigo, é o que se pode pensar. Mas não é assim. Instintivamente, o homem procura o seu bem-estar e, mesmo tendo a certeza de só ficar num lugar por pouco tempo, ele ainda quererá estar o melhor ou o menos mal possível. Não há ninguém que, achando um espinho debaixo da sua mão, não a tire para não se picar. Portanto, a procura do bem estar força o homem a melhorar todas as coisas, impulsionando que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis naturais. Ele trabalha, portanto, por necessidade, por gosto e por dever, e com isso realiza os planos da Providência, que o colocou na Terra com esse objetivo. Só aquele que considera a vida futura pode atribuir ao presente uma importância relativa e se consolar facilmente com seus insucessos, pensando na sorte que o aguarda.
            Deus não condena, portanto, os prazeres terrenos, mas, sim o abuso que deles se façam em prejuízos das coisas da alma. É contra esse abuso que se devem acautelar-se os que ouvem estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.
            Aquele que concentra seus pensamentos na vida terrena é como um homem pobre que perde tudo o que possui e se desespera, ao passo que aquele que crê na vida futura é semelhante a um homem rico que perde uma pequena soma sem se perturbar.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - O PONTO DE VISTA. - ITEM Nº. 5. - ALLAN KARDEC.


                                CAPÍTULO II.

                        MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                       O PONTO DE VISTA.

            5. A ideia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem enormes conseqüências sobre a moralização dos homens, uma vez que muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram a vida terrena. Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que uma passagem, uma curta permanência em um pais ingrato. Os reveses e as amarguras da vida terrena não são mais do que incidentes que recebe com paciência, pois sabe que são de curta duração e devem ser seguidos por um estado mais feliz. A morte não tem mais nada de assustador; não é mais a porta do nada, mas a da felicidade e da paz. Sabendo que está num lugar temporário e não definitivo, recebe as precauções da vida com mais tolerância, resultando daí, para ele, uma calma de espírito que suaviza a amargura.
            Sem certeza da vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto quanto ao futuro, dedica tudo ao presente. Não enxergando bens mais preciosos do que os da Terra, faz como a criança que não vê outra coisa além de seus brinquedos. Eis porque tudo faz para conseguir os únicos bens que para ele tem valor. A perda do menor de seus bens é um doloroso desgosto. Um descontentamento, uma esperança frustrada, uma ambição não satisfeita,uma injustiça de que é vítima, a vaidade ou orgulho feridos constituem os tormentos que fazem de sua vida eterna angústia, entregando-se assim, voluntariamente, a uma verdadeira tortura todos os instantes. Sob o ponto de vista terrena, no centro do qual o homem está colocado, tudo toma, ao seu redor, enormes proporções. O mal que atinja, assim como o bem que toque aos outros, tudo adquire aos seus olhos uma grande importância, tal como para aquele que está no interior de uma cidade, tudo parece grande: os homens que ocupam altos cargos e também os monumentos; mas, ao subir uma montanha, homens e coisas vão lhe parecer bem pequenos.
            Assim ocorre com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da futura; a Humanidade, como as estrelas do firmamento, perde-se na imensidão. Parece, então, que grandes e pequenos se confundem como formigas sobre um monte de terra; que proletários e soberanos são da mesma estrutura, e lamenta que essas criaturas frágeis e transitórias se preocupem tanto para conseguir um lugar que os eleve tão pouco e que por tão pouco tempo conservarão. Assim é que a importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé na vida futura.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - A REALEZA DE JESUS. - ITEM Nº. 4. - ALLAN KARDEC.



                                                         CAPÍTULO II.

                                   MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                               A REALEZA DE JESUS.

            4. O Reino de Jesus não é deste mundo, é o que todos entendem. Mas, na Terra, não será Jesus uma realeza? O título de rei nem sempre implica o exercício do poder provisório. Ele é dado por meio de uma concordância de todos aos que, por sua genialidade, colocam-se em primeiro plano numa atividade qualquer, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da Humanidade. È nesse sentido que se diz: O rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, nascida do mérito pessoal, consagrada no tempo, não tem, muitas vezes maior valor e importância do que aquele que leva a coroa? Ela é imortal e sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é jogo de oportunidades e, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena termina com a vida; a realeza moral ainda governa, sobrepondo-se além da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso do que todos os soberanos? Foi, pois, com razão que disse a Pilatos: Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo.

            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 2 de abril de 2013

- GOTAS EVANGÉLICAS. - ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - A VIDA FUTURA. - ITEM Nº. 3. - ALLAN KARDEC.



                                                         CAPÍTULO II.

                                   MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                                       A VIDA FUTURA.

            3. Os Judeus não tinham senão idéias muito incertas quanto à vida futura; acreditavam nos anjos, que consideravam como seres privilegiados da Criação, mas não sabiam que os homens pudessem vir a ser, um dia anjos e partilhar sua felicidade. Segundo eles, a observação das leis de Deus era recompensada pelos bens da Terra, pela supremacia da sua nação, pelas vitórias sobre seus inimigos; as calamidades públicas e as derrotas eram o castigo de sua desobediência. Moisés, sobre isso, não poderia dizer mais a um povo pastor, ignorante, que devia ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo. Mais tarde Jesus veio lhes revelar que há um outro mundo onde a justiça de Deus se segue seu curso; é esse mundo que ele promete àqueles que observam os mandamentos de Deus, e onde os bons encontrarão sua recompensa; esse mundo é o seu reino; é ai que ele está em toda a sua glória, e para onde vai retornar ao deixar à Terra.
            Entretanto, Jesus, conformando seu ensinamento ao estado dos homens de sua época, não acreditou dever lhes dar uma luz completa, que os teria ofuscado sem esclarecê-los, porque não o teriam compreendido; ele se limitou a colocar, de alguma sorte, a vida futura em princípio, como uma lei natural à qual ninguém pode escapar. Todo cristão crê, pois, forçosamente na vida futura, mas a idéia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em vários pontos; para um grande número não é senão uma crença sem certeza absoluta; daí as dúvidas e mesmo a incredulidade.
            O Espiritismo veio completar, nesse ponto como em muitos outros, o ensinamento do Cristo, quando os homens estavam amadurecidos para compreenderem a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura não é mais um simples artigo de fé, uma hipótese; é uma realidade material demonstrada pelos fatos, porque são as testemunhas oculares que vêm descrevê-la em todas as suas fases e em todas as suas peripécias, de tal sorte que não somente a dúvida não é mais possível, mas a inteligência mais vulgar pode fazer idéia do seu verdadeiro aspecto, como se imaginasse um país do qual se leu uma descrição. Ora, essa descrição da vida futura é tão circunstanciada, as condições de existência feliz ou infeliz daqueles que ai se encontram são tão racionais, que podemos dizer, apesar disso, que ela não pode ser de outra forma, e que está la a verdadeira justiça de Deus.
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            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 11 de março de 2013

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO II. - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO. - A VIDA FUTURA. - ITEM Nº. 2. - ALLAN KARDEC.


                                                     CAPÍTULO II.

                      MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

                                                 A VIDA FUTURA.

2. Por essas palavras, Jesus designa claramente a vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como o termo para onde tende a Humanidade, e como sendo o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra; todas as suas máximas se dirigem a esse grande princípio. Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teria nenhuma razão de ser; por isso aqueles que não creem na vida futura, imaginando que ele não fala senão da vida presente, não os compreendem ou se acham pueris.
Esse dogma pode, ser considerado como ponto central do ensinamento do Cristo, por isso está colocado como um dos primeiros nesta obra, porque deve ser o alvo de todos os homens; só ele pode justificar as anomalias da vida terrestre e concordar com a justiça de Deus.


            Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)