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sexta-feira, 5 de junho de 2015

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 139. SEARA DOS MÉDIUNS. - ANTE A MEDIUNIDADE. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                                         SEARA DOS MÉDIUNS.

                              Reunião pública de 15-01-1960. – L. M. Questão n º.30.

                                          ANTE A MEDIUNIDADE.

            No trado da mediunidade, não andemos à cata de louros terrestres, nem mesmo esperemos pelo entendimento imediato das criaturas.
            Age e serve, ajuda e socorre sem recompensa.
            Recordemos Jesus e os fenômenos do espírito.
            Ainda criança, ele se submete, no Templo, ao exame de homens doutos que lhe ouvem o verbo com imensa admiração, mas a atitude dos sábios não passa de êxtase improdutivo.
            João Batista, o amigo eleito para organizar-lhe os caminhos, depois de vê-lo nimbado de luz, em plena consagração messiânica, ante as vozes do Plano Superior, envia mensageiros para lhe verificarem a idoneidade.
            Dos nazarenos que lhes desfrutam a convivência, apenas recebe zombaria e desprezo.
            Dos enfermos que lhe ouvem o sermão do monte, buscando tocá-lo, ansiosos, na expectativa da própria cura, não se destaca um só para segui-lo até à cruz.
            Dos setentas discípulos designados para misteres santificantes, não há lembrança de qualquer deles, na lealdade maior.
            Dos seguidores que comeram o pão multiplicados, ninguém surge perguntando pelo burilamento da alma.
            Dos numerosos doentes por eles reerguidos à bênção da saúde, nenhum aparece, nos instantes amargos, para testemunhar-lhe agradecimento.
            Nicodemos, que podia assimilar-lhe os princípios, procura-lhe a palavra, na sombra noturna, sem coragem de libertar-se dos preconceitos.
            Dos admiradores que o saúdam em regozijo, na entrada triunfal em Jerusalém, não emerge uma voz para defende-lo das falsas acusações, perante a justiça.
            Judas, que lhe conhece a intimidade, não hesita em comprometer-lhe a obra, diante dos interesses inferiores.
            Somente aqueles que modificaram as próprias vidas foram capazes de refleti-lo, na glória do apostolado.
            Pedro, fraco, fez-se forte na fé, e esquecendo a si mesmo, busca servi-lo até a morte.
            Maria de Magdala, tresmalhada na obsessão, recupera o próprio equilíbrio e, apagando-se na humildade, converte-se em mensageira de esperança e ressurreição.
            Joana de Cus, amolecida no conforto doméstico, olvida as conveniências humanas e acompanha-lhe os passos, sem vacilar no martírio.
            Paulo de Tarso, o perseguidor, aceita-lhe a palavra amorosa e estende-lhe a Boa-Nova em suprema renúncia.
            Não detenhas, assim, qualquer ilusão à frente dos fenômenos medianímicos.
            Encontrarás sempre, e por toda parte, muitas pessoas beneficiadas e crentes, como testemunhas convencidas e deslumbradas diante deles; mas, apenas aquelas que transfiguram a si mesmas, aperfeiçoando-se em bases de sacrifício pela felicidade dos outros, conseguem aproveitá-los no serviço constante em louvor do bem.

                                                                                  EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

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