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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 265. - CONFIANÇA MEDIÚNICA. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


       CONFIANÇA MEDIÚNICA.

Não pode existir mediunidade reta sem confiança no grande poder do amor. Essa certeza deve avançar em todos os rumos, na seqüência harmoniosa da verdade. A mediunidade medrou por todo o Brasil. Não se pode negar, todavia, que esse dom, sem a educação cristã, perde seu poder de ajudar com segurança e de servir com acerto.
Médiuns existem em abundância, em todos os movimentos religiosos. E a misericórdia dos benfeitores espirituais é tão grande, que trabalha com todos, incentivando-os para o bem e a verdade, mesmo que esses irmãos levantem polêmicas uns com os outros, atrofiando seus próprios destinos.
A paciência divina ultrapassa a nossa compreensão e manda todos os meios possíveis em nosso socorro, para que despertemos e compreendamos que somos todos filhos de Deus, com os mesmos direitos. Haveremos de ler o Evangelho, compreendê-lo na sua essência e confiar nas suas diretrizes, porque todo ser humano que levanta discórdias com os que não pensam na mesma faixa do seu entendimento, desconhece a luz e sua ignorância empana os poderes que já granjeou. Às vezes, usa da força esclarecedora da oração, mas não sabe orar, além das repetições.
Convidamos aos que não atingiram a força da prece, para a meditação e, se mesmo isso escapa à sua busca, que procurem com humildade quem já a conhece e usem essa magia divina, de sorte a compreender e receber os benefícios desses meios divinos, de maneira a facilitar-lhes os caminhos humanos.
Quando admiramos o sábio e o santo, não devemos ficar somente na admiração. Procuremos observar o que os levou a isso e, antes das pesquisas, podemos dizer que foram as duas forças superiores que confluíram para os seus corações: o amor e a caridade - os caminhos de luz que iluminam quem por eles passar.
A própria Doutrina Espírita te diz que "a fé verdadeira é aquela que encara frente a frente a razão". A confiança medíúnica não pode existir sem a compreensão do dever da mediunidade. Aquele que usa a mediunidade sem atinar sobre os seus objetivos, não pode dela fazer um uso leal. Além das observações que te cabem fazer todos os dias sobre os dons, é um dever comum a todos os médiuns estudar todas as obras que se referem às faculdades, para que o intercâmbio favoreça a certeza do que está fazendo. Deves, é certo, confiar e esperar, mas não esperar com os braços cruzados. A espera deve ser no clima do trabalho edificante, alicerçando os ideais que o coração escreveu com o amor em Cristo.
Nada podemos realizar sem fé e, principalmente, o que toca às coisas espirituais. Todos aqueles que operam fenômenos transcendentais, de curas e de exemplos que transformam corações, é porque conhecem a fé e confiam em Deus e em seus poderes, que convergem pela sua boca e pelas suas mãos. O médium não pode desconhecer os caminhos da fé. Se ele deseja servir, porém, antes que esteja imantado pela confiança, que aprenda primeiro a se educar, a disciplinar os sentimentos, a adotar os caminhos de Jesus na grande área do desprendimento, a trabalhar com as suas faculdades em favor da coletividade, sem dela exigir nada, nem a própria retribuição da confiança.
Se serves como instrumento das inteligências superiores e não respeitas as devidas instruções a que a verdade te induz, elas poderão deixar de falar por teu intermédio, procurando outro mais apropriado. E tu perderás a oportunidade de ser útil aos que sofrem, anulando assim o teu despertar espiritual.
A caridade maior recebe quem a faz. Confia na tua faculdade, mas usa-a como faz o justo com os seus poderes que desenvolveu com a justiça. Confia na tua mediunidade, porém, usa-a como faz o sábio que aprendeu os segredos da vida usando o bom senso. Tem fé, como instrumento dos Espíritos, entretanto, não te esqueças dos santos que, em todos os seus passos, demonstram o amor que aprenderam na escola da vida. Tira, de todos e de tudo, a essência, aprimorando sempre a tua conduta, porque antes de te comunicares com os desencarnados, deves dar o exemplo de homem justo e reto, em tudo o que pensas e fazes.
Aqui falamos e devemos falar muito da confiança mediúnica, porque o médium, onde estiver, deve favorecer a mudança do ambiente para melhor. Se os homens em geral estão condicionados ao mal, condicionemo-nos ao bem, e trabalhemos sempre nessas mudanças. Esses esforços são sementes de luz que devemos lançar nas trevas do mundo, porque se Jesus veio à Terra, pode voltar de novo por esses meios a que nos referimos e fazer morada em nossos corações, mas corações reformados, onde ninguém perde a confiança. Por esse motivo, é que dizemos, mudando um pouco o que o Mestre disse, guardando o fundo educativo: confiemos em Deus sobre todas as coisas e no próximo como em nós mesmos, que a vida começa a sorrir para os nossos destinos; e no nosso caminhar, somente encontraremos confiança a nos sustentar para o bem que desejamos fazer.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 263. - CARGA MEDIÚNICA. - MIRAMEZ.(JOÃO NUNES MAIA.)


               CARGA MEDIÚNICA.

A mediunidade se posta em escalas variáveis no que tange aos seus valores. Os dons mediúnicos são inúmeros, senão incontáveis para os analistas humanos, e existem muitos companheiros, na carne, que têm muitos dons aflorados. Não deixa de ser um perigo o exercício de todos eles. Quase sempre esses médiuns sucumbem, por despertarem em seus sentimentos a vaidade, o orgulho e a auto-admiração.
A observação inteligente segreda-nos a razão por que devemos escolher com determinação a faculdade mais proveitosa, ou a que mais se afina com o nosso modo de vida, colocando-a em expansão na certeza de alcançar mais pureza ao que se dedica.
Não deves pensar que uma mediunidade não usada se atrofia. Não é isso o que se processa. Ela fica escondida nas dobras dos sentimentos, à espera do momento de ser convocada para os trabalhos, condicionados na consciência em nome d'Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Quando uma está sendo posta em atividade na égide do amor, as outras alimentam-se com as bênçãos das atividades enobrecedoras. O entorpecimento de alguns dons dá-se quando a faculdade em evidência é mal dirigida, o fluido divino, na inferência humana, toma as qualidades dos sentimentos inferiores que vibram no coração que desconhece Jesus. O ser humano ainda não atingiu as qualidades para tomar vários caminhos com a perfeição com que pode desenvolver um só trabalho. Assim se processa igualmente nas profissões. Por esta razão é que a própria ciência se dividiu, para melhorar. As igrejas se diversificaram para entender melhor o Evangelho, multiplicaram-se as escolas para melhores ensinamentos, a Terra foi dividida em países, estes em estados e os estados em municípios, até chegar à família, para se encontrar mais depressa a harmonia da vida.
O médium não pode fugir a essa regra, para alcançar o objetivo da mediunidade com bom senso, com equilíbrio da faculdade, capaz de levá-lo à libertação. Se queres fazer as coisas certas, não queiras conquistar o mundo de uma vez. Faze uma coisa de cada vez. Também podes usar essa regra na concentração, quando os pensamentos divagam, criam perturbações no ambiente e quebram a sintonia com as forças benfeitoras da vida. Ao conversares no meio de companheiros, a boa ética indica que fale um de cada vez, como se processa ao telefone, caso contrário o entendimento é impossível. E é por isso que temos vidas sucessivas: por ser grande o aprendizado e, de cada vez, iluminamo-nos, despertando um dom do nosso celeiro. As múltiplas mediunidades são uma carga possível apenas para os Espíritos nobres, preparados por milênios. Para nós outros, o caminho deve ser feito passo a passo. Ate estes escritos, que no momento fazemos, processam-se letra a letra, para que a ordem se estabeleça. Sabemos que os extremos são perigosos, a não ser para os Espíritos puros, que vivem e têm a capacidade de viver dentro e sob a influência do amor e da fraternidade sem mescla.
Jesus pede-nos dedicação em nossas tarefas, para não fazermos, mesmo no exercício do bem, como o glutão. Se o teu organismo físico somente assimila o que lhe convém, o espiritual é mais inteligente ainda. O desperdício corre por nossa conta, cai no livro da ignorância e respondemos, assim, pelo que não devíamos fazer.
Os nossos poderes são infinitos e as cargas deles são enormes, devendo ser usadas aos poucos, nos lugares certos, estabelecendo no nosso mundo interno a paz, que se transforma em felicidade.
Tu que estás lendo, escolhe o dom que deves desenvolver, mas escolhe com critério, e não queiras servir de instrumento de todos eles de uma só vez, porque a divisão das forças enfraquece os teus dons e não aprimora a faculdade que deveria ficar em evidência, ajudando com toda a segurança espiritual.
Não deves copiar os outros, pelo que os outros estão fazendo da vida, principalmente da vida mediúnica. Cada um tem missão diferente, que nos é revelada pela intuição, mas essa intuição não funciona no ambiente da ambição. Ela vem da entrega, da entrega do ser, das coisas divinas sem interesses mesquinhos e passageiros. Quantos médiuns nós conhecemos que trocaram seus deveres espirituais por miseráveis estados ilusórios de bem-estar? Quantos se compromissaram no mundo espiritual a dedicarem suas vidas à doutrina renovadora, sem as bênçãos de um lar, e depois fizeram o contrário, enaltecendo os sentidos físicos, ou se desculpando pela segurança do futuro da vida na Terra? Não estamos contra o lar e a família, não somos contra o bem-estar do corpo; estamos contra a falta dos compromissos que mais os serviriam na vida. Não devemos carregar uma carga que não suportamos, mas sim procurarmos ser fiéis à nossa consciência, porque ela é sempre fiel a nós, registrando tudo o que fazemos, mesmo às escondidas.
Procura aprimorar-te no teu dever, com honestidade, que Deus não te deixará a sós, e os Espíritos que te acompanham são aqueles do mesmo ideal teu. Podes conhecer tuas companhias invisíveis, analisando tua vida.
A carga mediúnica é uma realidade, mas não precisas agitar-te em usar todas as tuas faculdades de uma vez. Anda passo a passo, como a boca, de palavra em palavra, que serás atendido e entenderás a todos e, nesse programa, a tua vida se harmonizará pela bênção da escolha e pela atividade em exercício dos dons, etapa por etapa.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE.- ANEXO N º. 255. - CAPACIDADE MEDIÚNICA. - MIRAMEZ, (JOÃO NUNES MAIA.)


      CAPACIDADE MEDIÚNICA.

A capacidade mediúnica depende muito mais do que pensamos, da harmonia dos corpos espirituais que, de certa forma, estão acoplados uns aos outros. Todos os centros de forças transferem suas energias uns aos outros, chegando até às glândulas endócrinas que, por seu turno, enriquecem o sangue que mantém vivo todo o mundo celular, para que a vida se expresse no fulgor que lhe é próprio.
Esse mecanismo inteligente da vida do homem, senão do Espírito, é que faculta o exercício de atributos como a mediunidade na sua amplitude. Quando obedece às leis naturais, a capacidade mediúnica tem tal alcance que é capaz de motivar a esperança e a fé nos corações que intentam buscá-las. Muitos combatem a mediunidade, porque somente conhecem os seus rudimentos.
Os médiuns de alta capacidade, cujos dons vibram em alta expressão espiritual, trabalham em silêncio, onde o amor se faz presente pelo ambiente oferecido pelos que participam. Pedimos a quem não conhece a função da mediunidade evangélica, que estude conosco a mediunidade amadurecida, pois encontrará recursos grandiosos para a sua própria paz e verá se abrirem, à sua frente, caminhos diversos, onde há verdadeiramente a alegria de viver. Queiramos ou não, estamos constantemente servindo de instrumentos para comunicações do desconhecido, em diversas modalidades.
Mediunidade não existe somente na área espiritualista. Não, ela é força universal, que se expressa em todos os campos da vida, onde quer que seja, esperando que os homens dêem a ela a direção correspondente à sua natureza divina. O homem maduro, despertado na condição de instrumento da Divindade para a Terra, permanece na qualidade de medianeiro e recolhe no suprimento maior as intuições para beneficiar a humanidade. Uma vez despertados, devemos procurar entender o que podemos fazer da nossa força mediúnica em favor da paz de todas as criaturas.
A mediunidade é tão antiga quanto a humanidade, mas foi com Jesus que se abriu a escola de educação de todos os dons dos Espíritos e dos homens, pois Ele deixou o código da divina instrução para todos, estabelecendo a disciplina para todos os sentimentos. Mas não ficou somente aí; enviou depois o Consolador que prometera na figura grandiosa da doutrina dos Espíritos, na certeza de educar os poderes dos seres humanos, dando rumo certo às suas faculdades espirituais. Através dela, a capacidade mediúnica vem se transformando em um sol para beneficiar a todos, conseguindo despertar outras qualidades maiores para enfrentarmos as adversidades com o calibre das nossas forças.
A mediunidade desperta, igualmente, o entendimento entre as criaturas, na esfera que Jesus chama de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". O médium não pode esquecer a honestidade ante seus companheiros, o perdão frente aos que o ofendem e a caridade para com os que sofrem. Estamos procurando e trabalhando para que os homens entendam a mediunidade como ela é, na sua feição primorosa, qual é vista pela dignidade espiritual, e não como propalam os contraditores, que desconhecem as leis de Deus.
Os que combatem o intercâmbio dos Espíritos com os homens estão servindo de médiuns, sem notarem que, por eles, estão se comunicando as trevas. Negando o próprio exercício a que se servem de instrumentos, são cegos e surdos, pois sentem a luz do sol da verdade e negam sua claridade. No entanto, para todos eles devemos ofertar o perdão e compreendê-los na escala evolutiva em que se encontram. Todos caminhamos para a frente e, algum dia, eles haverão de compreender a lei de Deus que regula todas as faculdades humanas.
Meu irmão, usa o teu talento mediúnico na difusão da fraternidade, que se consubstancia na paz. Usa a proficiência das tuas faculdades no discernimento, para que a vida se mostre sempre formulando esperanças. Usa a tua honestidade mediúnica na linguagem do silêncio, para que os teus companheiros confiem nos valores espirituais que em ti apartaram. Usa tuas experiências confirmadas no amor às criaturas como fonte inesgotável do bem, para que esse bem mostre a todos que Deus e Jesus existem, sempre nos amparando e dando sem nada nos pedirem.
Cada um de nós tem a sua capacidade mediúnica, que pode expandir-se cada vez mais, infinitamente. Cabe a nós estimulá-la. Devemos abrir as nossas próprias veredas e, mesmo com os pés sangrando nos espinhos, com as mãos machucadas pelas farpas e encontrando contradições nos caminhos, jamais devemos esmorecer, pois os contrastes transformam-se em revigoramento, quando aprendemos a amar tudo e todos como filhos de Deus.
A mediunidade opera em todas as faixas da vida. Estamos esperando que a ciência do mundo descubra essa verdade, para usar esse instrumento esperançoso, que deve manter-se afastado do interesse exagerado pelo ouro e firmar-se no amor aos que sofrem. Se os pássaros e os peixes não plantam nem colhem e nenhum deles morre de fome, o Senhor não iria se esquecer dos homens - seus filhos mais velhos - pelo entendimento que já mostram.
Ainda estamos longe da verdadeira capacidade mediúnica e, para tanto, pedimos a Deus suas bênçãos, a fim de que sejamos ajustados nos caminhos de Jesus e na educação que o Evangelho nos propõe, para sermos médiuns da felicidade e da alegria, do amor e da caridade em favor de todas as criaturas.

Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº.. 254. DIREÇÃO MEDIÚNICA. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


           DIREÇÃO MEDIÚNICA.

A força mediúnica é fato natural em todas as criaturas humanas. Todos os aparelhos de alta sensibilidade criados pelos homens são cópias rudimentares daquilo que existe no universo da mente. De uma certa forma, a intuição vem de dentro com maior vigor e se ajusta na mente ativa com o que vem de fora. O ser humano é dotado de todos os dons. Eles são inerentes à alma e ela tem uma seqüência de despertar, na proporção que o tempo marca com toda a segurança terrena e divina.
Se tens essas faculdades em desenvolvimento, queira Deus que sejam educadas na proporção das próprias forças que podes suportar. Todos somos médiuns no impulso da vida. No entanto, é imprescindível que imprimamos direção adequada a essa mediunidade, para que ela nos assegure a tranqüilidade de consciência e a alegria no coração.
O médium deve revigorar-se em todas as direções do bem, para que surja o aprimoramento, pois a criatura aprimorada capacita-se para viver na esperança de, a qualquer hora, perceber e entrar no ambiente da felicidade espiritual. O céu, verdadeiramente, está dentro de nós. Quem conseguir a tranqüilidade imperturbável da consciência, já começa a adentrar os céus da divindade e é para isso que lutamos e pedimos a todos os companheiros encarnados para entrar nesse empenho de conquistará si mesmos em todos os rumos do rnundo interno. As guerras que temos de travar não estão fora de nós. Os nossos maiores inimigos se alojam no nosso mundo íntimo. Quem já descobriu isso, deu um grande passo na senda da libertação e principia a sentir e conhecer a verdade.
A Doutrina Espírita veio mostrar aos homens os seus próprios valores espirituais. A vida não se constitui apenas do corpo físico, como pensam os cegos. As coisas materiais são pálidos reflexos do que existe verdadeiramente. Quando deitarmos o corpo somático, passaremos a viver em outra dimensão e mudaremos de planos quantas vezes forem necessárias e, cada vez que subirmos mais, mais nos sentiremos perto da luz e livres das contingências terrenas.
A mediunidade precisa das bênçãos na direção certa. Ela poderá colocar-te a subir a escada de Jacó para contemplares o alvorecer de novos dias e a força que te impulsiona para cima é a energia interior, aquela que expressa a harmonia e vibra a paz no teu coração.
Sê denodado nos caminhos traçados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não percas a oportunidade de seres útil a ti mesmo e aos outros durante todos os momentos em que a vida te convidar a sentir e a viver a caridade. Tem prazer no bem, que esse bem florirá os teus roteiros. Quando alguém te ferir e a revolta der sinal na tua mente apontando desforra, e o raciocínio indicar e pedir justiça, é prova de que ainda não compreendeste o Cristo que deve nascer dentro do teu peito e iluminar teu coração. O perdão desceu do céu em uma carruagem que se chama misericórdia. Sem essa força de Deus em todos os segundos da nossa vida, não teremos paz. Quem não perdoa, desconhece totalmente as belezas do amor, do céu e de Deus. A mediunidade é um instrumento grandioso em todos os seus aspectos, em todas as suas divisões, mas necessário se faz saber o que é mediunidade. Todos nós devemos atentar em conjunto com o objetivo de aprender e somente juntos teremos bênçãos maiores para o nosso despertar.
O esforço próprio no bem comum é o que o Senhor espera de nós porque Ele nunca se esquece de nos ajudar permanentemente. Alguns espiritualistas condenam a mediunidade como sendo fonte de desequilíbrio psíquico e se esquecem de examinar seus valores e trabalhar ajudando no equilíbrio dessa força poderosa, capaz de estabelecer a paz e a esperança no mundo. Não negamos que ela, em desarmonia, traga problemas para os médiuns, pois cada um deve fazer a sua parte. Quem não faz, responde pelo desleixo das suas faculdades.
As casas de doentes mentais apresentam um quadro diferente do que pensam esses amigos que incriminam a mediunidade. Os espíritas constróem hospitais para tratamento de pessoas, incluindo o tratamento espiritual e, na maioria das vezes, os pacientes não espíritas obtêm respostas mais favoráveis. Durante todos os tempos, existiram desequilibrados mentais e muitos deles sofreram processos que muitos desconhecem, de empuxo evolutivo. É o aprimoramento do sistema nervoso, porque o corpo também caminha com a alma nas ondulações evolutivas. Conhecendo que o semelhante cura o semelhante, como se registra na homeopatia, ocupamos a mediunidade com Jesus, para curar os médiuns em desequilíbrio e os resultados são os fatos de todos os dias.
        Encaminha a tua mediunidade em boa direção, para que possas ser útil às criaturas. Mediunidade não é só psicofonia ou psicografia. A mediunidade divide-se ao infinito e todas as suas divisões devem ser educadas na amplitude do Evangelho de Nosso Senhor.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 252. - COMPOSTURA MEDIÚNICA. - MIRAMEZ. ( JOÃO NUNES MAIA.)


     COMPOSTURA MEDIÚNICA.

O exercício mediúnico deve considerar o Evangelho como o guia mais capaz de inspirar orientação nos tortuosos caminhos da vida. Quando sentimos o afloramento da mediunidade, as nossas idéias nos convidam a extravagantes comportamentos. Mesmo que seja em um ser já por natureza equilibrado, ele não deixa de pensar em algumas vantagens ou mesmo em glórias humanas. Quando o bom senso não deixa anunciar seus pensamentos, estes, ainda assim, se desprendem pelas vibrações da alma em todas as direções da casa do Senhor. Somos, portanto, conhecidos intimamente pelos benfeitores que nos assistem e nos acompanham. Quando nos conscientizamos disso, começamos a cortar os pensamentos que sabemos impróprios.
O dever nos chama para a compostura mediúnica. Se falamos muito sobre a mediunidade, cabe-nos descrever todas as experiências dos caminhos já trilhados pelos primeiros médiuns desta doutrina abençoada. Os que estão, no momento, na Terra são agraciados por grande profusão de valores, através de mensagens e mais mensagens sobre o assunto, e livros e mais livros na pauta da educação da mediunidade. Ainda assim, alguns medianeiros não conseguem viver nas trilhas do Divino Amigo como servos fiéis da Boa Nova de Deus.
Não insistimos para que sigas homens, mas somente os seus bons exemplos. Quando eles conseguirem dar-te isso, acompanha-os, enquanto eles estiverem direcionados pelo Bem, aquele Bem que visa a coletividade. Sê organizado em todas as tuas atividades com os Espíritos, com as crianças e com os idosos, com o mundo e com os homens que, por vezes, não participam dos teus ideais.
A harmonia faz bem a todas as criaturas, mais ainda ao médium, pois é através dela que os bons companheiros da espiritualidade maior se comunicam com os seres da Terra. Desfaze-te dos pensamentos fixos, principalmente aqueles alimentados pela vaidade e pelo orgulho. Não queiras mostrar que tudo o que fazes é o certo; para isso tens uma razão. Analisa e compara, investiga e vê as idéias dos outros com carinho. Às vezes elas são melhores do que as nossas e só porque não nasceram nas nossas mentes, costumamos desprezá-las.
Cada criatura vive em uma determinada faixa e pode perceber a lei melhor que nós, ajudando-nos no aperfeiçoamento. Os nossos melhores instrutores, quase sempre, são os que não nos suportam.
Médium algum é infalível, tampouco o são os sábios e os santos. Todos estão à cata do saber maior. Queira Deus possamos ter a humildade de aprender até com os animais, com as plantas, com a natureza. Sejamos comedidos em todos os nossos atos, sem deixar a desconfiança invadir nossos corações. Crer é muito bom para todos nós e melhor ainda é saber crer.
Se ainda não aprendeste a conter os teus pensamentos desencontrados, pelo menos exerce uma vigilância sobre o que deves falar aos outros. Eis a grande importância que tem a palavra e a tua ação para os olhos e ouvidos alheios. Podes construir com ela ou com ela também destruir muitas esperanças. A responsabilidade é de quem fala. Todos - inclusive nós que escrevemos -carecemos de educara palavra, bem perto do Evangelho, para que o nosso verbo seja de paz, na lua do amor. Confiemos em Deus e em nós, sem perdermos as pegadas do Cristo.
O médium não pode esquecer-se da decência nas suas lides mediúnicas, nem no meio dos homens, seus companheiros de trabalhos do dia a dia. A mediunidade com Jesus é uma escola onde o aprendizado não falta em nenhum momento. De acordo com o nosso ideal, recebemos aquilo que pensamos ser, colhemos os frutos na conjunção das sementes plantadas.
Estamos procurando a segurança mediúnica e, para tal, é de nosso dever buscar a Jesus em todas as nossas dificuldades de educação, para que Ele nos ensine a disciplina, pelos caminhos que nos levam ao amor.
Para muitos pode parecer que a mediunidade é coisa fácil e que, para o seu desenvolvimento, basta fechar os olhos, concentrar-se, e alguém, ao nosso lado, invocar os espíritos. O engano de muitos tem levado outros a recomeçarem em novas reencamações. Quando surgir no teu íntimo o interesse pela Doutrina Espírita, procura saber como ela começou, e começa pelo início. Deves entender primeiro seus objetivos, o porquê estamos nos comunicando com os Espíritos e qual é a mensagem de Jesus a todas as criaturas. Não deves brincar com fogo sem as devidas prudências de como lidar com ele. Quem não se interessa pelas boas maneiras espirituais, com certas renúncias, é bom que não se apresente para o desenvolvimento mediúnico, porque Deus ligou as faculdades do Espírito à harmonia do coração e o dom da mediunidade não pode ser comercializado, como fazem os novos fariseus com a política e mesmo com certas religiões.
O Cristo fundamentou novos rumos para os entendimentos dos homens. Não tinha onde reclinar a cabeça e foi quem mais doou à humanidade inteira. E ainda continua a despejar o Seu amor, simplesmente por amor, em todas as atividades humanas e espirituais.
Podemos considerar o médium como um discípulo de Jesus e como tal, não precisa dizer o que deve ser feito para a sua própria felicidade. A compostura mediúnica deve ser a primeira idéia dos que buscam o desenvolvimento das suas faculdades, de modo que o exemplo nobre de uma vida seja uma fonte inesgotável, igual àquela que encontrou a samaritana, quando ia buscar água para saciar a sede do corpo.
Confiemos no Evangelho e demos as mãos ao Cristo, para que possamos viver com Deus.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 5 de maio de 2018

- ROTEIRO INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 240. O PASSE COLETIVO. - MIRAMEZ. ( JOÃO NUNES MAIA)





     SEGURANÇA MEDIÚNICA.

               O PASSE COLETIVO.

Existe uma energia divina liberada pelo Criador, que busca toda a criação, sob a forma de um passe universal, onde todos e tudo recebem o que têm necessidade de receber. No que tange aos grupos que se reúnem por ideal, na igreja católica e nas evangélicas, budistas, espiritistas, etc, tal energia é representada por um passe coletivo, naqueles que ali se congregam, por sintonia, marcada pela crença, não deixando de ser a mesma energia soberana, transmutada em magnetismo humano pela alma que comanda os trabalhos da reunião. Pode-se mudar o nome desses fluidos abençoados pelo amor, mas nunca deixarão de ser o mesmo alimento divino para o bem-estar da coletividade. Compete a nós, conhecedores de algumas verdades espirituais, aproximarmo-nos mais da realidade, alimentando a nossa fé com os valores da razão.
Aquele que dirige os trabalhos de um passe coletivo, servindo de instrumento coletor de fluidos imponderados, deve transforma-los e transmiti-los aos mais necessitados, com o seu magnetismo purificado com os sentimentos altruísticos. Quem dá, tem a responsabilidade do que oferta aos semelhantes. É, pois, uma mediunidade sublimada, quando o médium é senhor das suas qualidades espirituais e as exercita, conhecendo os caminhos que os seus pés buscam direcionar.
Para que o religioso possa ficar ativado, na qualidade de doador coletivo, é aconselhada a prece, feita com a mais pura sinceridade, nos moldes ensinados pelo nosso Guia de todos os tempos: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Estamos querendo dizer a todos os companheiros que, se o céu existe dentro de nós, como nos disse o Cristo, os recursos da felicidade não podem estar em outro lugar. É preciso entender como buscá-los. Conhecer a si mesmo é a chave da vida, para o encontro da paz. Quando o Evangelho nos fala que "fora da caridade não há salvação", é porque todo ato de amor é uma caridade e, nesse ambiente de harmonia, despertar-se-á, em nossos corações, um manancial indescritível de luzes, até então desconhecidas para nós, que podemos usá-las, na medida em que o bem nos chame a servir. É preciso que compreendamos o valor da educação e da disciplina de todos os nossos pensamentos, para que, nos fios dos sentimentos, o magnetismo animal que se desprende do medianeiro tome-se em bênçãos de Deus, para o bem-estar coletivo. Não podemos nos esquecer de que cada um recebe o que se dispõe a receber, pelas linhas da conduta que marcam a sua personalidade.
Podes receber um passe, chamado coletivo, como um xarope divino, se estiveres predisposto à verdadeira fraternidade. O batraquio sente-se bem na lagoa, mas o pássaro se dá melhor voando nas alturas. Existe de tudo, para que possas escolher o melhor, desde que consigas a necessária sintonia. O universo está sendo cruzado por forças de todas as qualidades, por ondas de todos os tamanhos, por impulsos de todos os valores.
Permanentemente, busca o que desejas, que o encontrarás, pela lei dos semelhantes. Não precisas buscar passes especiais em lugar algum. Especializa a tua conduta, especializa a tua sabedoria, dinamiza a tua fé e libera o teu amor para com todas as criaturas, que terás o melhor para a tua vida.
Três recursos podem ser usados para um passe coletivo: uma boa música, orações e estudos, sem que as repetições enfadem a quem ouve. A natureza mostra-nos a diversidade das coisas. Todos os dias muda algo no que vemos, sentimos e vivemos. Os responsáveis por uma reunião evangélica, que caracteriza a Doutrina Espírita, não podem dar vazão a contrariedades, a discussões, a críticas. O ambiente tisnado pelas contradições faz esquecer o amor, luz de frente para o passe coletivo e veículo da serenidade para os que sofrem e choram, que devem ser os bem-aventurados da nossa compreensão.
Há duas escolas que haveremos de freqüentar, durante as vinte e quatro horas, acordados ou dormindo, trabalhando ou no descanso, que se chamam: educação e sabedoria. Quem esquece o saber está morrendo; e quem não se educa, já morreu. A Doutrina Espírita é uma força ativa que agita a alma para todas as direções da vida, para que ela se aprimore, em todos os ângulos. Podes receber um passe coletivo e doar o que tiveres de bom em teu coração. Não te esqueças de que isso é muito importante no teu desempenho das tarefas da vida. Faze isso sem interesse, pois é dando que recebemos. Faze tudo por amor aos que caminham contigo. Deus faz tudo com abundância, no universo. A abundância é a tônica da vida. A soberania do Senhor se nos mostra pela quantidade e grandeza da criação. Combatamos, em nós, o orgulho e o egoísmo, que restringem os nossos poderes de co-doadores, cujas fontes são inesgotáveis dentro de nós.
Vê o que está faltando, analisa o que vens fazendo da vida e dos teus dons e, se ainda te encontras embaraçado, procura um companheiro que já está livre do que estás passando, pois as experiências de outrem nos ajudam muito, em nosso caminho. Se te encontras enfermo da mente ou do corpo, é porque alguma coisa não está certa contigo. Procura encontrar a harmonia, e trabalha para estabelecer a paz, que o tempo se encarregará do resto, em nome d'Aquele que tudo fez certo. Liberta-te, o quanto antes, da ignorância, e não sejas escravo da inferioridade. Quebra os grilhões que a prepotência colocou em ti e nunca cedas aos vícios somente porque estás na Terra, pois é pisando nela que devemos conhecer o Céu.
Sê um sol onde quer que estejas, sem precisar de templos para beneficiar os homens, ou ajudar os reinos que te acompanham, por lei universal, por todos os lados. Se te esforçares mais um pouco, no amanhã, em compartiIhares do passe coletivo, onde somente trocas energias com os teus afins, serás um centro de irradiações do universo e, aos olhos de Deus, uma estrela que viaja no infinito, com destino certo: o amor.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 236. - ADESTRAMENTO MEDIÚNICO.- MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


                         SEGURANÇA MEDIÚNICA

        ADESTRAMENTO MEDIÚNICO.

A mediunidade é uma flor, na árvore humana, configurando-se um dom depositado por Deus nos segredos da vida. A flor, na árvore, é também um dom, avisando e mostrando as belezas que o Senhor guarda nos reinos da Natureza. A flor é portadora de perfume, que é uma essência da vida em movimento.
Entretanto, podemos usar as fragrâncias mais próprias para o desequilíbrio, dentro de uma perturbação a que os instintos possam chegar.
A faculdade mediúnica desabrocha como a flor da esperança, a nos alegrar, porque, em si, ela nos mostra que ninguém morre. A mediunidade, no entanto, quando não é orientada para os caminhos do bom senso, pode turvar a vida e ser instrumento de perturbação geral. Eis porque devemos falar do adestramento mediúnico, necessário para o proveito das qualidades espirituais, que todos temos, vibrando no coração da alma. Se podemos dizer que a mediunidade é a flor do Espírito, podemos também afirmar que o Brasil é um jardim florido capaz de perfumar o mundo inteiro.
A responsabilidade de cada um e de todos, em conjunto, é muito grande, para que se restabeleça, na Terra, a maior glória de todos os tempos: a glória da caridade e do amor. Estão encarnados, e continuam a reencarnar, centenas de Espíritos com a missão da mediunidade de maior evidência, para reviver as mesmas lições do Cristo, noticiadas pelo Evangelho.
Assim como todo trabalho digno tem obstrução no começo, a mediunidade, com o nosso Divino Mestre, já teve e continua a ter muitos obstáculos, para que venha a se firmar, mais tarde, em valorosas experiências, com a vitória já idealizada e firmada no tempo e no espaço, pelo Cristo cósmico.
Os dons mediúnicos estão ainda sendo experimentados, com o ajustamento de sentimentos e qualidades, para que a luz venha a abastecer de puro amor a Terra e os homens, de forma que a caridade mais elevada seja um dever de cada criatura e, .mais que um dever, um prazer manifestado no coração de quem ama.
Os companheiros que se reúnem nos serões evangélicos, procurando firmar as qualidades nobres, para, em seguida, atraírem a nobreza espiritual, não podem esquecer a vigilância constante, em todos os momentos da vida, nem o "orar e vigiar", lembrado por Jesus a todos os Seus discípulos.
A mente dos que seguem as qualificações da Boa Nova deve se ocupar com pensamentos elevados, para que a boca sirva de instrumento de paz aos tribulados e de orientação luminosa aos que permanecem nas trevas. Ela deve falar, com proveito, onde quer que seja, sem esquecer da esperança, do incentivo do Bem e do exercício da caridade, como um sol de vida.
O médium não pode exercer suas faculdades sem o clima da harmonia que a disciplina imprime no seu caráteç, No entanto, a ordem, com exagero, endurece ps sentimentos; o policiamento, em demasia, tira toda a liberdade do vigiado. É comum observarmos médiuns
em completo desleixo das suas faculdades, com as portas todas abertas e a casa em abandono, como também medianeiros fortes, fechando sistematicamente as portas, negando a própria luz que os orienta. Os extremos são perigosos, em quaisquer circunstâncias.
A exemplo do Cristo, e como Seus verdadeiros seguidores, devemos buscar o povo, se entendermos o "Sermão da Montanha". Jesus abriu as portas das escolas de iniciação, que existiam em todo o mundo, com o equilíbrio correspondente às necessidades humanas. Não deixou de limitar o que se deveria dizer às massas, pedindo aos Seus discípulos para não jogarem pérolas aos porcos. As virtudes celestiais brilham no meio dos extremos, conjugando o verbo divino e estendendo a misericórdia através do amor, presente até no ar que respiramos, beneficiando tanto o corpo, como a alma.
A mediunidade é, pois, uma candeia que deve ser posta em cima da mesa, no momento em que a claridade for útil, para que não sejam esperdiçadas as bênçãos de Deus.
Se a natureza nos ensina lições de moderação, o Espírito, já brindado pela inteligência, como primor de sua conquista, haverá de fazer o mesmo. Ensinamentos e que não faltam em todas as manifestações da vida. A mediunidade, nos homens e nos Espíritos desencarnados, está se aprimorando cada vez mais. O progresso é uma lei, pois outras leis estimulam o progresso, e quem não deseja aceitar o próprio melhoramento, fica às margens do caminho, até acordar para novas oportunidades.
As organizações espiritistas que não se ajustarem, nas linhas educativas da doutrina dos Espíritos, irão perder o sentido de ser e deixarão escapar, do seu organismo doutrinário, a própria vida. O médium é como um galho que pode dar muitas flores e propiciar, a muitos, o perfume da esperança e da saúde. No entanto, se ele se apartar do tronco, que é o Evangelho educador, morre, sem saber que já está morto. Toda escola, por bem aparelhada que seja, quando se esquece do amor, passa a nada significar para a vida do estudante, porque o amor é a essência da vida. Se tratas bem a quem te admira, estás apenas trocando cortesias. Mas se amas a quem te odeia, proporcionas ao ofensor meios para fazer o mesmo, e sais do dever para alcançar o plano da caridade.
Estamos escrevendo este livro sem imposição alguma. Porém, se te interessarem os conceitos nele expostos, observa, igualmente, as outras lições, porque em cada uma delas há uma conversa diferente, que registra caminhos idênticos, para o adestramento da mediunidade. A faculdade mediúnica, em harmonia com o universo, pode fazer grandes coisas e revelar tantas outras, para a felicidade dos que anseiam a paz. Todos, juntos, constituímos uma força maior e, quando nos reunimos com Jesus, nunca somos vencidos, porque vencemos a nós mesmos.
A educação da mediunidade pode começar no simples modo de falar aos outros, transmitindo brandura e alegria, amor e caridade, em todos os atos da vida.
Que Deus e Cristo Se façam mais presentes nesses momentos, por intermédio dos Espíritos nobres.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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sábado, 10 de março de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 232. - ENERGIA MEDIÚNICA. - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


                           SEGURANÇA MEDIÚNICA

                          ENERGIA MEDIÚNICA.

A mediunidade, em alta função evangélica, faz circular, em torno do medianeiro, uma energia divina, capaz de remover de qualquer pessoa muitas doenças e problemas vários, servindo como lição e despertar em quem recebe o calor da verdade, que sempre liberta.
A energia mediúnica, quando nascida de um coração bem formado no bem comum, computa outras forças similares e se transforma em magnetismo superior nas mãos dos benfeitores invisíveis, cuja disposição de servir faz com que muitos necessitados recebam o conforto e a paz, predispondo as criaturas à esperança e ao trabalho, avivando, igualmente, o interesse para os segredos da natureza.
Não estamos colocando o médium como anjo, nem qualificando-o de santo. O médium instruído e educado é apenas um homem que entendeu o chamado da vida para a sua própria felicidade. Ele é um devedor comum, com possibilidades de ressarcir suas velhas dívidas na casa bancária da consciência. A energia mediúnica flui das suas mãos, da mente e da boca, como fonte de vida e, dependendo da vida que leva, com um potencial inesgotável, quando o amor domina o seu coração.
Querer ser médium é o desejo ardente de mui-tos. No entanto, passar pelos caminhos que devem ser trilhados por um instrumento sensível ao bem, poucos suportam. Há muitas flores na roseira, mas os espinhos são incontáveis. O descortino da energia mediúnica, com Jesus, transcende a vasta literatura já escrita e ainda o que se possa escrever, por muito tempo. Comandada por mente adestrada, a mediunidade assegura o bem-estar em todas as suas modalidades e sustenta a esperança em todos aqueles que conhecem e confiam no seu mecanismo. É nesse empenho que trabalhamos, sem esmorecer, no preparo dos médiuns de boa vontade, para que o amor se estenda por toda parte, levando a confiança e a certeza de que a vida continua, consolando os que sofrem e choram, no ambiente da dúvida.
Médium nenhum está livre do guante da dor, nem dos arrochos dos problemas. Essas duas forças fazem com que eles caminhem para o verdadeiro sentido das suas missões, no ministério da vida. Eis aí a razão das sucessivas devassas na vida dos médiuns em evidência, nunca em busca da verdade, mas sempre à procura da mentira. Como os iguais sempre se atraem, por lei, aqueles que realizam tais devassas começam a identificar fatos, quase sempre distorcendo-os, colocando o medianeiro, mesmo o mais vigilante, como embusteiro.
O intermediário dos Espíritos, comprovado por muitos anos nas lides do amor, que não vende nem compra, que não fere nem altera a lei da caridade, é um verdadeiro laboratório onde transmutam todos os tipos de fluidos em luz benfeitora, enaltecendo a vida e estimulando corações para uma conduta reta, em todos os aspectos. O médium curador não precisa, em todas as horas em que se dedica às suas faculdades, receber os Espíritos amigos que o auxi Iiam nesse trabalho de luz. A sua presença já configura a presença deles, trabalhando nos dois planos, objetivando um só ideal: a harmonia de todas as criaturas. A doutrina dos Espíritos surgiu na face da Terra para disciplinar a mediunidade e, na seqüência, prover uma educação nos moldes dos preceitos de Jesus. Quem não se sujeita às modificações
necessárias, pode não se dar bem com a Lei, estabelecida pelo Criador em todas as linhas da Sua Criação. Cada pessoa pode ser uma fonte de magnetismo animal, de amor ou de discórdia. Quando procura e entende as leis naturais, serve sempre para ajudar, servindo de instrumento onde haja necessidade. Mas, se ignora o bem que pode fazer, cria embaraços para os seus próprios pés. O médium com os dons aflorados, como um terapeuta divino, sentir-se-á dotado de mil meios, providos pela espiritualidade, para a cura mais eficiente das criaturas enfermas.
Quando um grupo de criaturas afins se reúnem, com os sentimentos puros, no afã de ajudar, o ambiente torna-se qualificado e, havendo um médium curador nesse meio, ele se sentirá fortificado pela fé, que é manifestada em conjunto. A energia mediúnica desprende-se do médium, busca as forças compatíveis nos companheiros e se agiganta para restabelecer os enfermos e equilibrar os pensamentos dos sofredores. Se algum irmão manifestar desconfiança no mediador, ele estorvará as energias sublimadas em ação e isolará a força curativa e a disposição dos auxiliares invisíveis. A pessoa que não tem sintonia com o grupo, no trabalho da caridade, deve se afastar, para não atrapalhar.
Costumamos falar que o médium, no serviço da fraternidade, quando está rodeado de companheiros que com ele não simpatizam, apaga a luz que surge dos seus sentimentos, já que não existem, no ambiente, combustíveis para a propagação luminosa. É este assunto e muitos outros, de capital importância, que sempre pedimos a todos para estudar com mais profundidade, na vasta literatura espiritualista, porque, se cada um compreender a mecânica das leis, a harmonia se fará mais fácil e a felicidade mais duradoura.
Limpemo-nos, pois, do ciúme, e apaguemos os melindres do orgulho e da vaidade, se quisermos nos tornar livres, alcançando um estado de consciência tranqüila. A mediunidade é um dom que não altera nem apaga os outros sentidos físicos, mas é uma força poderosa para a educação de todas as nossas qualidades, porque reúne meios para nos fazer compreender e sentir o melhor para a nossa felicidade.
Todos conhecemos o bem e o mal, e sabemos o que devemos escolher mas, para isso, nos faltam desprendimento e método, que podem nos levar à consciência do equilíbrio e a compreender o tipo de vida que nos cabe viver bem.
Médium, lembra-te da energia mediúnica que se encontra à tua disposição, e usa-a com critério. Ela é virgem e, sem as bênçãos da razão, obedece cegamente aos teus sentimentos, tomando o caráter das tuas idéias. São sementes vivas e nascedouras, que sempre voltam para as mãos de quem plantou. Confere o que dizemos e faze o que a consciência em Cristo te inspirar. Que Deus te abençoe.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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segunda-feira, 5 de março de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO º. 231. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - - MIRAMEZ. (JOÃO NUNES MAIA.)


                              SEGURANÇA MEDIÚNICA

                         MÉDIUM E MEDIUNIDADE.

Os sensitivos não deveriam ser chamados de médiuns. O vocábulo sensitivo apresenta-se como um sinônimo de médium, mas não se refere propriamente a um intercâmbio entre os dois mundos, representando apenas uma faculdade em andamento para a verdadeira comunicação com os Espíritos.
Mediunidade é um estado natural da criatura, um dom, um fruto maduro. O sensitivo é um fruto verde a caminho da maturidade. Este é encontrado com mais facilidade, por não precisar de certas disciplinas e não aceitar as renúncias indispensáveis à glória da faculdade mediúnica, com Jesus.
O sensitivo recebe as sensações através do corpo etérico, que se manifesta em todo o sistema nervoso. Isto faz com que os sentidos humanos sejam ampliados, de maneira a permitira percepção de certas coisas, chegando a sentir que existem Espíritos aqui ou acolá. Essa certeza se origina da alta sensibilidade de que é dotado pela energia cósmica. Muitos e muitos dos chamados médiuns estão nesse estágio, que não deixa de ser um caminho para o empenho grandioso da mediunidade evangélica. É fácil reconhecê-los pelas fracas interpretações das leis naturais e o pouco interesse pelo bem coletivo.
Notam-se, nas comunicações, através dos sensitivos, inclinações para a leviandade, respondendo a perguntas que não levam ao interesse elevado da vida, incentivando vícios e compactuando com difíceis processos primitivos, que visam a assegurar o bem-estar material das criaturas. Esquecem-se completamente do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, colocando a caridade sob uma visão muito pessoal.
Essa é a razão por que muitos estudiosos do espiritualismo combatem a mediunidade, generalizando os fenômenos, sem estudarem com profundidade o despertar da alma, no intercâmbio com os Espíritos desencarnados. Mediunidade é um estado natural do ser humano, é maturidade, e junto a ela há sempre um compromisso firmado no mundo espiritual com os luminares da eternidade e com a própria consciência. O Espírito reencarna já preparado para esse ministério, conhecendo os caminhos pelos quais deverá transitar e os processos que o levarão ao dever bem cumprido. Existem animais sensitivos, mas nunca animais médiuns. Através desta analogia, podereis melhor compreender nossas afirmativas.
Todo o combate à mediunidade real se faz por faltarem recursos de análise e compreensão do fato mediúnico. Estudar um sensitivo é uma coisa, e estudar um médium é outra, diferente. Quanto ao primeiro, é fácil detectar a fonte que o inspira, por estar próxima das coisas humanas. O segundo, porém, recebe influências que escapam aos sentidos físicos, por alcançarem outra dimensão de maiores valores espirituais. Quase que somente o médium é quem conhece o que é mediunidade e, mesmo com todo o recurso da palavra que ele possa dominar, ainda assim não expressa a realidade dessa faculdade transcendental.
Sensitivos, pelo que entendemos na acepção da palavra, há milhões deles, por toda a parte, anunciando, pelo que fazem, mesmo de maneira primitiva, que existe a comunicação com os Espíritos e que a vida eterna é, pois, a alegria de todos nós.
No assunto que ora abordamos, vemos que todo médium é sensitivo, mas nem sempre os sensitivos são médiuns. Temos exemplos de decadência de muitos medianeiros, que começaram bem e terminaram a existência no fracasso, com sua mediunidade. Não é fácil, como alguns pensam, manter essa faculdade espiritual no nível que é assumida, quando se desce a tomar um corpo físico.
A mediunidade que tem compromissos com o Cristo na Terra, não pode se esquecer de subir o calvário, com a cruz nos ombros, representando sacrifícios de várias espécies:
a renúncia é a característica de seus passos;
o perdão, uma norma diária em sua vida;
o trabalho, uma obrigação sem queixa.
a oração, um dever silencioso;
a alegria, uma manifestação de gratidão
por tudo o que vê e recebe da vida.
a língua deixa de ferir
e a cabeça passa a ser um ninho de pensamentos nobres.
Tudo o que faz, ela o faz por amor.
O médium deve esforçar-se para ser um exemplo vivo de paz e de esperança. Não estamos aqui desmerecendo os sensitivos, mas é justo que eles reconheçam a posição em que se encontram. Não podemos fugir às normas da boa conduta, porque atraímos o que somos na pauta da vida, e o que vibramos por dentro, manifestamos por fora. Nós mesmos usamos a palavra sensitivo como médium, como recurso de linguagem comum na literatura espiritualista. No entanto, na profundidade do assunto, o sensitivo é um futuro médium, com a capacidade que a sua evolução determinar.
O carvão é uma promessa do diamante, como o homem o é do anjo. Não estamos diminuindo quem quer que seja perante seus afazeres na face da Terra, mas apenas esclarecendo dúvidas e mostrando dimensões que devemos conhecer, para que possamos desempenhar as nossas atividades com a consciência tranqüila e o coração pulsando com a ordem do universo.
A Doutrina Espírita é um acervo de conhecimentos que nos ajuda a conhecer a verdade, e o espírita não pode esquecer o saber, porque o próprio amor depende muito da sabedoria, para brilhar como um sol dentro do coração.
Ninguém faz médiuns, a não ser Deus, no transcorrer do tempo. Entretanto, a misericórdia do Senhor foi tanta, que nos ofereceu escolas e mestres renomados, a nos mostrarem os caminhos da auto-educação e da disciplina, no sentido de despertara luz que já existia dentro da criatura. Forçar a mediunidade é ignorar leis que regulam a vida: a naturalidade é a expressão dos anjos, nas mínimas coisas da existência. Estamos entrando em uma época apocalíptica, onde há muita coisa boa e muita coisa ruim: escolhemos o que achamos melhor. O mundo está passando por transes difíceis, porque dificultamos as coisas fáceis. Procura viver na simplicidade, em tudo o que fazes, que entrarás na atmosfera do bem e ele te traçará os caminhos que te levarão ao amor.
Médium! Se exercitas tua mediunidade, lembra-te da tua parte, porque quem não conhece os caminhos por onde passa, poderá errar a estrada e, com maiores dificuldades, tentará chegar ao seu destino.
Devem brilhar na nossa mente e no nosso coração estas palavras da codificação do Espiritismo: amar e instruir.
           
Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO DO ESPIRITISMO. - AULA Nº. 17 MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 226. - SEGURANÇA MEDIÚNICA. - MIRAMEZ. - PREFÁCIO. - BEZERRA DE MENEZES. (JOÃO NUNES



                 SEGURANÇA MEDIÚNICA 

                              PREFÁCIO. 

A caridade tomou uma feição diferente, principalmente no Brasil, graças ao Espiritismo, que usa os canais da mediunidade para expressar o amor em várias modalidades. Com a Doutrina dos Espíritos, muitas coisas mudaram de rumo, despertando as claridades que se encontravam encobertas. A letra deixou de ser letra para ser luz, e a luz inspirou muitas criaturas para a disseminação do bem imortal.
Quanto tempo se passou de Jesus a Allan Kardec, enquanto Evangelho era escondido cada vez mais pela ignorância! No século dezesseis, ele eclodiu com Martinho Lutero, procurando ser difundido como a promessa do Divino Mestre. No entanto, foi logo distorcido nos seus mais puros fundamentos, porque a violência não pode conviver com o amor, e a caridade sem obras, oriunda do egoísmo, é morta. As guerras religiosas devastavam o planeta, a fome de esperança aniquilava todas as comunidades da Terra e a paz fugia dos corações humanos. A humanidade sofria e a dor começava a passar dos limites, transformando-se em oração. Como no mundo a situação era de desespero, a Terra agonizava pela brutalidade. Era necessário usar a lei dos semelhantes que curam os semelhantes, e foi aí que o remédio veio pelos processos da revolução francesa.
Vejamos como a mediunidade ocupa lugares variados. O filósofo Emmanuel Kant serviu de instrumento mediúnico, prevendo o nascimento do Consolador prometido pelo Cristo, quando afirmou, lembrando-se da figura histórica de Simeão no Evangelho:  "Agora, Senhor, despede-Te em paz do Teu servo, segundo a Tua palavra, porque os meus olhos já viram a salvação". E, de fato, quem libertou o pensamento das entranhas da prepotência para fazer surgir a Doutrina Espírita foi a revolução francesa, cujas aspirações deveriam ter sido consolidadas por Napoleão Bonaparte.
Kant despediu-se da Terra, com grande tranqüilidade, no ano de 1804 e, nesse mesmo ano, nasceu em Lyon o futuro instrumento das forças espirituais para consolidar as promessas de Jesus e fazer reviver o Cristianismo primitivo do Senhor, abrindo caminho na amplitude de Seu desejo, para educação dos povos.
A mediunidade passou a ser, então, canal de respeito entre os homens porque, por ela, surgiu a terceira revelação, que não é estática como as outras, mas progressiva, de modo a acompanhar a marcha de ascensão dos seres humanos.
A Doutrina dos Espíritos vem mostrando, em toda a sua volumosa literatura, que a função mediúnica se apresenta a todos os povos, como a todas as organizações humanas. Basta que prestemos atenção nos fatos, para encontrarmos essa verdade. O Espiritismo está empenhado em abrir escolas para a educação dessa faculdade inerente aos homens, de modo que ela seja dominada pelo amor e guiada pela caridade, porque dentro dessa atmosfera santificante, sempre falará o Cristo, como Pastor de todo o rebanho da Terra.
E, pelo que vemos na postura dos políticos modernos e no comportamento dos homens em geral, parece que a dor passa dos limites dos fardos a serem carregados e começa a se transformar em rogativa ao Senhor novamente. E, se acontecer o que estamos prevendo (e que não desejamos que aconteça), a revolução francesa e as grandes guerras não terão passado de simples avisos do que poderá advir pela imprudência dos povos.
Os demônios da devastação foram criados pelas mentes brutalizadas dos homens por lhes faltar o Cristo no coração. Mesmo assim, pedimos a Deus para abençoar a humanidade e não deixar acontecer o máximo merecido. Apelamos à misericórdia do Senhor para que deixe acontecer, se assim for preciso, o mínimo.
E é sempre a mediunidade que dará nascimento aos movimentos de paz e de guerra, dependendo da sintonia espiritual do médium-líder de um grupo social. Mas, como não devemos pensar em destruição, ocupemo-nos da mediunidade traçada por Allan Kardec, e ampliada pelos Espíritos superiores, para que possamos fazer nascer a paz dentro de nós mesmos, porque essa paz, com as mãos do tempo e a vontade de Deus, irá avançar e atingir toda a Terra, todas as criaturas.
Graças à Doutrina Espírita na Terra, principalmente no Brasil, será aliviado o apocalipse do fim dos tempos, pois ela é como um anjo de paz, com a força de Deus e sob o comando do Cristo. Rogamos a Deus que, depois dessa festa de fogo, os homens saiam livres da agressão cármica e os seus corações batam sob o ritmo do universo, onde o amor é a tônica da vida.
Estamos trabalhando - e somos uma legião - para que a mediunidade exerça uma posição de luz e desperte os seres humanos para o verdadeiro objetivo da vida, para que não se esqueçam de, passo a passo, se transformarem pela boa vontade para o empenho no Evangelho, porque o homem evangelizado constitui a promessa do reino de Deus, do paraíso perdido por esquecimento do amor.
Este livro - Segurança Mediúnica - vem dar-nos alguns toques de como proceder diante das faculdades afloradas. Eis que estão sendo tocados os últimos clarins da espiritualidade. Convém atendê-los, para que não aconteçam conosco coisas piores. Oremos juntos, meus irmãos, agradecendo a Deus por tantas bênçãos vindas no meio de tantas aflições. Usai vossos talentos, multiplicando as obras de beneficência e não enterreis os valores que Deus depositou em vossas mãos. Abençoai o tempo e aproveitai as horas, tirando as nuvens das incompreensões que possam empanar o sol da caridade, para que ele vos guie e vos salve das imprudências tramadas pelo orgulho e pelo egoísmo.
Saudemos este esforço desse irmão em Cristo neste trabalho, e que ele possa despertar alguém para a realidade. E que esse alguém veja o Mestre à sua frente chamando-o, nestes termos: "Segue-me, eu sou o caminho".

Bezerra Menezes,

Belo Horizonte, 23/11/83.

            Livro: “SEGURANÇA MEDIÚNICA”, - MIRAMEZ., - Psicografado por João Nunes Maia, - 12 ª edição, - Editora Fonte Viva, - BELO HORIZONTE, MG, - 1998..

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