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sábado, 13 de outubro de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XIII. - NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS - A CARIDADE MATERIAL E CARIDADE MORAL. - ITEM N º. 9. - ALLAN KARDEC.


EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                  CAPÍTULO XIII.

NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A VOSSA MÃO DIREITA.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

A CARIDADE MATERIAL E CARIDADE MORAL.

9. “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.
Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes.
Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.
Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...
Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!
Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.
A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso.
Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral.
Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante.
Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxílio.
Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai. – Irmã Rosália. (Paris, 1860.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XII. - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - A VINGANÇA. - ITEM N º. 9. - ALLAN KARDEC.

 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO XII.

                        AMAI OS VOSSOS INIMIGOS.    

                   INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

A VINGANÇA.

9.      A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. É, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da Era Cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem. Portanto, meus amigos, nunca esse sentimento deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e proclame espírita. Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: “Perdoai aos vossos inimigos”, que aquele que se nega a perdoar não somente não é espírita como também não é cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta, quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza. Com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão quase nunca se vinga a céu aberto. Quando é ele o mais forte, cai qual fera sobre o outro a quem chama seu inimigo, desde que a presença deste último lhe inflame a paixão, a cólera, o ódio. Porém, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento azado
Amai os vossos inimigos para sem perigo feri-lo. Esconde-se do outro, espreitando-o de contínuo, prepara-lhe odiosas armadilhas e, sendo propícia a ocasião, derrama-lhe no copo o veneno. Quando seu ódio não chega a tais extremos, ataca-o então na honra e nas afeições; não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, se vão avolumando pelo caminho. Em conseqüência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde passou o sopro do perseguidor, espanta-se de dar com semblantes frios, em vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam. Fica estupefato quando mãos que se lhe estendiam, agora se recusam a apertar as suas. Enfim, sente-se aniquilado, ao verificar que os seus mais caros amigos e parentes se afastam e o evitam. Ah! o covarde que se vinga assim é cem vezes mais culpado do que o que enfrenta o seu inimigo e o insulta em plena face.
Fora, pois, com esses costumes selvagens! Fora com esses processos de outros tempos! Todo espírita que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa: Sem caridade não há salvação! Mas não, não posso deter-me a pensar que um membro da grande família espírita ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar. – Júlio Olivier. (Paris, 1862.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

- ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS. - LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. III. - RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL. - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO. - Questão. Nº. 160. - ALLAN KARDEC.




             O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                       LIVRO SEGUNDO.

                            CAPÍTULO. III.

RETORNO DO ESPÍRITO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL.

    SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO.

Questão. Nº. 160.       O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele?

“Sim, conforme à afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar.”


Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

- ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS. LIVRO SEGUNDO. - CAPÍTULO. II. - ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS. - A ALMA. - Questão. Nº. 143. - ALLAN KARDEC.



                 O LIVRO DOS ESPÍRITOS.                    

                              LIVRO SEGUNDO.
           
                                    CAPÍTULO. II.

       ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS.

                                               A ALMA.

            Questão. Nº. 143. Por que todos os Espíritos não definem do mesmo modo
a alma?

“Os Espíritos não se acham todos esclarecidos igualmente sobre estes assuntos. Há Espíritos de inteligência ainda limitada, que não compreendem as coisas abstratas.
São como as crianças entre vós. Também há Espíritos pseudo-sábios, que fazem alarde de palavras, para se imporem, ainda como sucede entre vós. Depois, os próprios Espíritos esclarecidos podem exprimir-se em termos diferentes, cujo valor, entretanto, é, substancialmente, o mesmo, sobretudo quando se trata de coisas que a vossa linguagem se mostra impotente para traduzir com clareza. Recorrem então a figuras, a comparações, que tomais como realidade.”

Fonte: “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - Allan Kardec - 54a. Edição - Editora LAKE - São Paulo, SP - 1994.

                       RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

- MENSAGEM PARA OS JOVENS. - N º. 181. - ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS! - EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO DESENCARNADO. - REVISTA INFORMAÇÃO.


ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS!

EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO DESENCARNADO.

            Na condição de desencarnado um espírito pode promover-se a planos mais elevados em termos de evolução?

            - Buscamos a questão número 230 de “O Livro dos Espíritos”: “O espírito progride no estado errante? Ele pode melhorar-se muito, sempre segundo a sua vontade e seu desejo; mas é na existência corporal que ele põe em prática as novas idéias que adquiriu”. Daí a necessidade da encarnação“.

Fonte: Revista Informação - No. 84. - Novembro de 1983.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO V. - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS. - CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES. - ITEM N º. 8. - ALLAN KARDEC

   EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                         CAPÍTULO V.

         BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS.

   CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES.


   8. CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES.

            As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, isto é, teimosos no mal ou muito ignorantes, ainda incapazes de fazer uma escolha consciente, mas são livremente escolhidas e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer o bem, a exemplo daquele que, tendo feito mal sua tarefa, pede para recomeçá-la, para não perder o fruto do seu trabalho. Essas aflições são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que nos castigam, e as provas que nos preparam para o futuro . Rendamos graças a Deus que, em sua bondade, dá ao homem a oportunidade de reparação e não o condena irremediavelmente pela primeira falta.

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 3a. Edição - Editora Petit - São Paulo, SP - 2000.


                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

- CONHECENDO OS ANIMAIS A LUZ DO ESPIRITISMO. - CHICO XAVIER E OS ANIMAIS. - BRINQUINHO E OS ESPÍRITOS. -FOLHA ESPÍRITA.

                  CHICO XAVIER E OS ANIMAIS.

                   BRINQUINHO E OS ESPÍRITOS.

            A reunião na cozinha para o gostoso cafezinho preparado com especial cuidado por tia Elith - Elith vilela, irmã de nosso benfeitor Eurípedes Barsanulfo, companheira muito querida dos trabalhos na Comunhão - é para nós lembrança das mais tenras.
            Vivemos momentos de muita fraternidade, naqueles primeiros tempos de nossas atividades, quando o Chico ainda podia nos fazer companhia ao café, após o longo e estafante trabalho com o receituário.
            O assunto naquela noite de 26 de fevereiro de 1962 foi o Brinquinho, o cachorro amigo da casa (o cão de estimação do Chico). Ele esta doente. Chico muito apegado ao animal pediu a colaboração do Dr. Cássio, nosso bondoso inesquecível amigo Dr. Cássio Noronha, falecido há poucos meses, em Uberaba, de forma tão violenta, e em nada condizente com a vida de paz e amor por ele exemplificada juntamente com sua abnegada esposa, senhora Altiva Noronha.
            Dr. Cássio constatou que se tratava de uma contusão, provavelmente uma pedrada.
            O assunto ensejou ao Chico a oportunidade de nos contar as façanhas do Brinquinho. As quartas-feiras quando o médium ia receber mensagens no recinto do receituário, o Brinquinho aparecia por lá. Batia à porta, esperava o Chico abrir e deitava-se quietinho, enquanto o trabalho de psicografia se processava. Assim que o espírito comunicante se afastava, Brinquinho levantava-se e aguardava o Chico à porta, pois sabia que o trabalho estava findo e que o médium deixaria o recinto.
            Na mesma noite o Chico contou-nos também que o espírito de André Luiz levou-o a um mundo mais adiantado que a Terra, onde os habitantes reúnem os macacóides mais inteligentes e treinam os mesmos para os trabalhos mais rudes. Lá os macacos são pedreiros, constroem casas, etc. desse modo, não há muita disparidade de profissão entre os homens propriamente ditos. Estes podem dedicar-se mais ao estudo e aprofundar-se nas pesquisas do Cosmos.

Fonte: Folha Espírita em Revista - Editora Folha Espírita - São Paulo, SP. - 1977.


                                   RHEDAM. (rhedam@Gmail.com)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

- DIVULGAÇÃO DO LIVRO ESPÍRITA. - RESUMO DE LIVROS ESPIRITAS. - O ESPÍRITO DE VERDADE. - ESPÍRITOS DIVERSOS. (CHICO XAVIER E WALDO VIEIRA.)

        RESUMO DE LIVROS ESPIRITAS.

                 O ESPÍRITO DE VERDADE.            
                                  
                                               Por Espíritos Diversos.
                        Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo vieira.

   Cap. 1 – PROBLEMAS DO MUNDO.

                O mundo está repleto de ouro.
                Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
                Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

                O mundo está repleto de Espaço.
                Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.

                O mundo está repleto de cultura.
                Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
                Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

                O mundo está repleto de teorias.
                Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teoria nas religiões.
                Mas elas não resolvem o problema do desespero.

                O mundo está repleto de organizações.
                Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
                Mas elas não resolvem o problema do crime.
                Para  extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria, para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão, para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra, para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para vencer o charco do crime é o Evangelho de Jesus no coração humano.
                Sejamos, assim, valorosos , estendendo a doutrina espírita que o desentranha de letra, na construção da humanidade nova, irradiando a influência e inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo. Parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec  em torno da caridade, proclamamos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.”

            Fonte: FEB. Editora. – WWW.febrasil.org.br


domingo, 28 de abril de 2013

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA. Nº 1 -7. - MÉDIUM E MEDIUNIDADE. - ANEXO Nº. 71. - MEDIUNIDADE E EVANGELHO. CAPÍTULO I. OS ESPÍRITOS. - Dr. ODILON FERNANDES. (CARLOS A BACCELLI)


                        MEDIUNIDADE E EVANGELHO.

                                               CAPÍTULO I.

                                            OS ESPÍRITOS.

                        “Ora, essas almas que povoam o espaço são precisamente o que se chamam Espíritos; os Espíritos não são, pois, outra coisa senão as almas dos homens despojados do seu envoltório corporal.” (O Livro dos Médiuns – Primeira Parte – cap. I – item 2 – edição IDE) 


            Não sendo mais do que homens desencarnados, os Espíritos, a princípio, não possuem uma sabedoria maior do que a dos que ainda mourejam no corpo físico. Afirmaríamos mesmo que a maioria dos Espíritos vinculados à psicosfera do planeta encontra-se ainda em estágio primário de evolução intelectual e moral.
            A desencarnação não confere a ninguém a auréola de santidade sem esforço ou conhecimento que não se adquiriu à custa de ingentes sacrifícios.
            Em desencarnado, nem todo Espírito entra, por assim dizer, na posse do “patrimônio do passado”. Não raro, esse “passado”, para a maioria dos Espíritos, apresenta-se medíocre em matéria de conquistas espirituais. Muitos não tem a lembrar senão dissabores e grandes equívocos. Poucos são aqueles cujas experiências pretéritas, quando retomadas pela memória, acrescentam ao “presente” alguma coisa de útil.
            Não é porque o Espírito viveu muitas existências na Terra que ele necessariamente seja versado em diversos temas da vida. Tudo é uma questão de bom senso. O determina o aproveitamento do Espírito nas experiências vividas é o seu empenho em assimilar as lições. Existem Espíritos que, considerados mais “novos”, superam os que estagiam há mais tempo nas faixas da razão.
            Para que o Espírito retome, de forma consciente e produtiva, o chamado “patrimônio do passado”, arquivado em seu subconsciente,é indispensável que ele possua discernimento para saber o que fazer de si mesmo e um certo grau de maturidade espiritual.
            Estas considerações vêm a propósito da confiança cega que os médiuns, às vezes em interesse próprio, costuma depositar nos Espíritos.
            Os Espíritos carecem ser ouvidos sempre com cautela. Kardec, no serviço da Codificação, procurou ouvi-los reiteradas vezes através de médiuns diversos, em diferentes ocasiões.
            Existem Espíritos que, embora sinceros na opinião que externam, agem de forma equivocada; outros, intitulados pseudo-sábios, falam do que conhecem superficialmente como se fossem grandes mestres no assunto.
            Atualmente, grassa no meio espírita a delicada tarefa de cura, envolvendo cirurgias e receituários. Ora, nem todo Espírito – e nem todo médium – têm a obrigação de efetuar diagnósticos quando consultado a respeito. O médium espírita que é apto para a produção de um tipo de comunicado talvez não seja para outro. Aqui entra em ação o personalismo; o médium, não desejando confessar as suas limitações, envereda por um caminho perigoso, colocando em risco, de forma inescrupulosa, a vida de muita gente.
            O médium quando genuinamente “receitista” – e o temos em número bastante reduzido – deve estudar e pelo menos ter uma noção de para que serve este ou aquele medicamento que prescreve. Mesmo quando se trate de um receituário homeopático, o médium tem o dever de esclarecer-se para cooperar com o Espírito, não deixando à conta dele toda a responsabilidade.
            Os médiuns não podem desconsiderar a inspiração, mas também não devem descurar-se da vigilância.
            Em outras áreas da mediunidade, os cuidados carecem de ser os mesmos, tendo-se sempre em mente que entre transmissor e receptor deve haver uma perfeita sintonia para que a mensagem não sofra distorções prejudiciais.
            Levemos ainda em consideração que, com o passar do tempo, tanto o médium quanto o Espírito que habitualmente se comunica por seu intermédio podem modificar o seu ponto de vista sobre essa ou aquela questão. Isto é perfeitamente compreensível, de vez que a cada dia as nossas idéias vislumbram horizontes mais amplos. Médium ou Espírito que admite mudanças para melhor, confessando humildemente seus enganos, revela-se muito mais confiável do que aquele que se julga infalível.
                       
Fonte: Livro Mediunidade e Evangelho - Odilon Fernandes (Espírito) Psicografado por Carlos A. Baccelli - 6o. Edição - Editora Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP – Janeiro/2008..

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)