ARQUIVOS
ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.
Há
algumas semanas, todas as quartas feiras escrevemos e transcrevemos fatos históricos
de autores espíritas e de espíritos desencarnados, sobre a “HISTÓRIA ESPIRITUAL
DO BRASIL”, nesse blog: “A ARTE DE VIVER COM...”.
“Todos
os fatos que foram aqui relatados, foram retirados dos escritos do livro BRASIL
CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO” Editora “FEB“, sendo o autor espiritual
HUMBERTO DE CAMPOS, que nos legou esses conhecimentos através da psicografia do
médium FRANCISCO CANDIDO XAVIER, e aqui expressamos nosso preito de gratidão a
ambos.
Porém,
hoje e nas próximas semanas vamos abrir um parêntese, e expor a magnífica
exposição do autor Hermínio C. Miranda, no capítulo um, do seu livro “REENCARNAÇÃO
E IMORTALIDADE”, da Editora FEB, denominado de “ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.
O
autor exprime os seus conhecimentos conceituando sobre “HISTORIOGRAFIA” e “HISTORIOLOGIA”.
A
primeira, “HISTORIOGRAFIA”, nos diz ele: - É A ARTE de escrever a história,
descrever os acontecimentos que se desenrolaram ao longo do tempo no plano
humano.
A
segunda, “HISTORIOLOGIA” é a filosofia da História, isto é, à maneira de
analisar e interpretar os acontecimentos.
Segundo
o autor, existem duas correntes distintas dos historiadores, quanto à posição
particular em relação à origem dos fatos na historiologia, conforme adotam os
seus princípios a filosofia da História.
A
corrente materialista, que nega a interferência divina na História, e do outro
lado os historiadores que vêem no traçado geral da História, a marca sutil e
poderosa de Deus. Ainda nos informa que, entre esses dois extremos, há muitas
nuanças pessoais de caráter misto.
Como
o autor pertence ao segundo grupo, vamos expor aqui o resultado do seu estudo e
pesquisa na filosofia da História descrita no livro de Humberto de Campos “BRASIL,
CORAÇÃO DO MUNDO PATRIA DO EVANGELHO”.
Hermínio
C. Miranda, nos elucida brilhantemente dizendo:
- Ao
que nos informa Humberto - Espírito, as cruzadas haviam confundido as lições do
Evangelho “ensangüentando todas as bandeiras do mundo cristão”. Era preciso
começar tudo de novo. Assim, no último quartel do século XIV, decidiu Jesus
confiar à gente que viria compor o poro brasileiro a tarefa do reerguimento da
mensagem de amor que ele pregava na Palestina. Como nos parece longos e
pacientes os caminhos e os métodos daqueles que, muito acima de nós, estão fora
do alcance do tempo... O minucioso planejamento começa com a movimentação do
primeiro tarefeiro. Jesus chama Helil, “encarregado dos problemas sociológicos
da Terra”, e lhe atribui a primeira etapa do gigantesco trabalho. Já no fim do
século, em 1394, renasce em Portugal, filho de D. João I e de D. Filipa de
Lancaster. Chamou-se de Henrique, o infante de Sagres, e foi o primeiro a
sonhar e pôr em prática os planos de expansão mundial do pequeno e valioso
reinado português. Mas, quem foi Helil no Passado?
Ao
editar o livro de Humberto, a FEB esclarece, em nota ao pé da página 25, que o
autor espiritual preferiu a forma árabe Helil em vez da hebraica Hilel, mais
usada.
A
Enciclopédia Britânica informa que Hilel viveu entre o ano 70 antes do Cristo e
o ano 10 de nossa era. Foi, assim, quase contemporâneo de Jesus e membro
eminente do Sanhedrin. Seu espírito há muito devia estar ligado ao do Mestre,
porque seus ensinamentos são notadamente coincidentes com os do Cristo: “O que
for desagradável para ti, não faças ao teu próximo, nisto se resume toda a Lei;
tudo o mais não passa de comentário”. “Não julgues o teu semelhante antes de te
colocares em seu lugar”.
Hilel
foi um dos mais eminentes rabis do seu tempo, conhecido e amado pela sua tolerância,
caridade e humildade. Tornou-se príncipe (“nasi”) do Sanhedrin. Atribui-se a
ele a criação das sete regras que formaram a base da hermenêutica rabínica.
Esse
foi o homem que Jesus escolheu para o primeiro impulso à civilização
brasileira. Lançadas as bases do programa de expansão mundial na Escola de
Sagres, o antigo rabi recolheu-se novamente ao mundo espiritual e de lá
continuou sua ativa colaboração, agora invisível, mas não menos ativa. Quando
Cabral parte do Tejo em busca das Índias lendárias são aproveitados “todos os
seus ascendentes mediúnicos. As noites de Cabral são povoadas de sonhos
sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de
uma orientação imperceptível”.
Descoberto
o Brasil, Helil se preocupa. A terra é grande e rica demais e pode despertar a
cobiça das nações poderosas. Jesus o tranqüiliza, dizendo que “as injunções políticas
terão nela atividades secundárias”, porque o sinal da fraternidade universal
estaria presente na sua história. Quanto ao receio da conquista, “as potências
imperialistas da Terra esbarrarão sempre nas suas claridades divinas e nas suas
ciclópicas realizações”.
E foi
assim que o Brasil gigantesco, riquíssimo, presa aparentemente fácil para a
pilhagem mundial, pois apenas tinha na sua defesa o minúsculo Portugal,
atravessou os séculos sem perder uma fração do seu imenso território com oito
mil quilômetros de costa aberta para o mar.
Em
seguida, Jesus atribui a Ismael a guarda “dos patrimônios imortais que
constituem a Terra do Cruzeiro”. Alguns emissários de confiança das forças
espirituais são enviados à reencarnação no Brasil: Anchieta, Nóbrega,
Bartolomeu dos Mártires. O primeiro voltaria depois, na notável personalidade
de frei Fabiano de Cristo, para trazer, mais uma vez, o clarão do seu espírito
sereno, envolto nas doces luzes da humildade e do serviço ao próximo. É curioso
observar que, tanto na primeira vez como na segunda, nasce em Portugal, mas seu
espírito tem a irrestível intuição de servir o Brasil. Diz Humberto que a vida
como Fabiano constitui “a última pedra que faltava na sua coroa de apostolo da
imortalidade”.
Muitos
desses vultos se repetem na história do Brasil. Estácio de Sá, por exemplo, que
fundou e defendeu a “muy heróica e leal” cidade de São Sebastião do Rio de
Janeiro, como diziam as antigas crônicas, voltou aqui de outras vezes, como
assegura Humberto. “Ainda há poucos anos - prossegue o autor espiritual - podia
ser encontrada (a personalidade de Estácio de Sá) na figura do grande benemérito
do Rio de Janeiro, que foi Osvaldo Cruz”. Talvez desejasse salvar muitas vidas
humanas - e o conseguiu - para repor as que, nos combates pela defesa do Rio,
teve de permitir que se eliminassem.
Aqui
finda a primeira parte do trabalho do Hermínio C. Miranda, da filosofia da História
do Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.
Fonte: Livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE” - Autor
Hermínio C. Miranda - 1 a. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro, RJ - 1976..
RHEDAM.(rhedam@gmail.com)
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