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terça-feira, 5 de junho de 2012

- ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPÊNDECIA DO BRASIL. - TERCEIRA PARTE. - HERMÍNIO C. MIRANDA.


            ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

            Para completarmos a transcrição da magnífica exposição do autor Hermínio C. Miranda, do capítulo um, do seu livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE”, da Editora FEB, denominado de “ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, vamos completar o seu estudo, que muito nos elucidou sobre o assunto em questão, ou seja: - “Brasil, Coração do Mundo, Pátria de Evangelho“.

            Hermínio C. Miranda, nos descreve desse modo:

            A proclamação, no entanto, era apenas o começo da obra gigantesca que se impunha aos seres encarnados e desencarnados incumbidos da formação da nacionalidade brasileira. Era preciso, agora, consolidar a obra, dar uma estrutura política ao país, contornar as tendências separatistas, estabelecer relações internacionais, criar, enfim, as bases da jovem nação. Foi inestimável, nesse momento, a experiência e a clarividência do velho Andrada. Ele também voltaria em outra vida, como Ruy Barbosa, para consolidar a República, como consolidara o Império. As paixões, porém, estavam exaltadas e curto seria o reinado de D. Pedro I, que continuava a experimentar a experimentar as pressões da Corte Portuguesa.
            Ismael sonda o futuro e busca novamente apoio na sabedoria infinita de Jesus. Era preciso encontrar um espírito sábio, tranquilo e esclarecido para prestar os serviços de que necessitava a nova Nação. A tarefa é difícil e de imensa responsabilidade, porque muita coisa no futuro haveria de depender daquele começo de vida. Jesus manda chamar à sua presença Um espírito muito chegado ao seu: Longinus. Expõe-lhe o problema e lhe pergunta:
            - Sente-se o teu coração com a necessária fortaleza para cumprir uma grande missão na Pátria do Evangelho?
            Longinus, mergulhado em “expectativa angustiosa e refletida esperança”, declara-se disposto a servir e acrescenta:
            - Muitas existências de dor tenho voluntariamente experimentado, para gravar no íntimo do meu espírito a compreensão do vosso amor infinito, que não pude entender ao pé da cruz dos vossos martírios no Calvário, em razão dos espinhos da vaidade e da impenitência, que sufocavam, naquele tempo, a minha alma.
            Era, pois, um companheiro da primeira hora, mas sentia que havia falhado no seu testemunho e estava ansioso por compor-se perante o Grande Amigo. Está pronto. Jesus lhe assegura que se a missão for bem cumprida “constituirá a tua última romagem pelo planeta escura da dor e do esquecimento”. Sem dúvida alguma, a tarefa é dura, mas o premio é enorme. “a autoridade, como a riqueza - diz lhe o Cristo -, é um patrimônio terrível para os espíritos inconscientes dos seus grandes deveres”. Renasceu Longinus a 2 de dezembro de 1825, para um longo reinado e uma longa existência. Tomou o título de D. Pedro II, mas gostava de assinar-se apenas Pedro de Alcântara, como qualquer cidadão do seu país.
            Assim, poderia ele sair-se bem do encargo ou falhar. Mas, quem era Longinus? A Britânica informa que Cassius Longinus viveu entre os anos 213 e 273 da nossa era. Era retórico e crítico da filosofia. Não se sabe ao certo a origem do nome Cassius que acrescentou ao nome: supõe-se que o adotou de algum patrono romano. Nasceu, provavelmente, em Emesa (Homs), na Síria, terra do seu tio Fronto, um retórico. Estudou em Alexandria com Orígenes, o pagão, e lecionou durante trinta anos em Atenas. Gozou de enorme reputação pelo seu saber. Porfírio dizia que ele era “o primeiro dos críticos” e Eunapius chamou-lhe “biblioteca viva e museu ambulante”. Numa visita ao Oriente, lecionou grego e tornou-se conselheiro de estado de Zenóbia, rainha de Palmira. Foi graças à sua orientação que Zenóbia articulou a recuperação da independência de seu país, mas o movimento foi esmagado por Aureliano. Zenóbia, que seria levada a Roma para a humilhação do desfile no triunfo de Aureliano, foi resgatada pelo seu Conselheiro. Longinus deixou obra extensa e variada, mas qual da pouca sobreviveu, Um dos livros a ele atribuído é umas espécies de manual prático para estudantes: sugestões para inventos, arranjos de frases, estudos sobre estilo, teste de motorização, etc. como D. Pedro II, fundou o Colégio Pedro II, sementeiras de homens ilustres há mais de século. Gostava mesmo de ir lá, às vezes, arguir os alunos, como simples mestre-escola visitante, reproduzindo inconscientemente seu antigo trabalho de professor na velha e lendária Atenas.
            Seu reinado foi longo e pacífico. Apenas uma vez deixou-se envolver em conflitos sérios, com a Argentina e o Paraguai. É, por isso, advertido docemente pelo próprio Mestre. Após uma prece no seu oratório particular, o Imperador parece adormecer e em espírito é levado à presença de Jesus, “Que lhe fala como nos maravilhosos dias da ressurreição, após os martírios indizíveis do Calvário“. O senhor o adverte com brandura e amor.
             - Pedro, guarda atua espada na bainha, pois quem como ferro fere, com ferro será feridos. A tua indecisão e a tua incerteza lançaram a Pátria do Evangelho numa sinistra aventura.
            Parece Jesus falando novamente a Pedro, que acaba de decepar a orelha de Malcus...

            Para encerrar, o autor nos elucida a ação da Espiritualidade para que a história se realize.
            É assim que os poderes espirituais fazem a História, escrevendo-a primeiro na memória e no coração dos seres que devem, por assim dizer, materializá-la no plano humano. Há falhas, às vezes, porque os espíritos não são constrangidos; são convidados. Fica-lhes o livre-arbítrio e, por isso, estão sujeitos a deslize que podem retardar o programa, mas nunca invalidar o objetivo superior traçado no mundo espiritual. No Brasil, a tarefa tem sido realizada com inexcedível carinho e sucesso. O país permaneceu unido na geografia, na língua, nos costumes, nas tendências de seu povo generoso. As tentativas de assalto desfechadas pelos poderes estrangeiros sempre encontraram aquela barreira de luz de que falou o Cristo. As grandes transformações políticas realizam-se tradicionalmente sem sangue, indicando o seguro poder orientador que tudo supervisiona e prevê. A grande meta continua a ser a educação do povo, insistentemente lembrada pelos Guias da nossa nacionalidade. “O maior problema é o da educação nacional, para que os filhos das outras terras, necessários e indispensáveis ao progresso econômico da nação, não se sintam dispostos a reviver, no Brasil, as taras de suas antigas organizações e sim absorvidos no círculo espiritual do Evangelho, e possam integrar as suas fileiras de fraternidade e evolução”. É o que diz Humberto na página 235 do seu notável livro. E mais adiante: “No Brasil a chamada contribuição estrangeira é indispensável; e o único recurso contra a incursão do elemento nocivo e ameaçador da estabilidade das instituições brasileiras é a educação ampla do povo, em cujos labores sagrados deveriam viver todos os programas do bom nacionalismo”.
            Temos, portanto, excelente matéria-prima humana. Não precisamos importar cultura, pois aqui mesmo estão aqueles que podem e devem e querem criar uma cultura nova, matriz genial de que outros povos se utilizarão no futuro. As novas estruturas do pensamento, já planejadas para o Brasil, serão sínteses de conhecimento e moral, realizando, afinal, o ideal da ciência iluminada pelas doces claridades do Evangelho de Jesus.

            Aqui finda a última parte do trabalho do autor Hermínio C. Miranda, da filosofia da História do Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

            Esperamos que essa contribuição possa elucidar duvidas e acrescentar conhecimentos.

            Luz, Paz e Harmonia Para Todos.

Fonte: Livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE” - Autor Hermínio C. Miranda - 1 a. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro, RJ - 1976..


                                   RHEDAM.(rhedam@gmail.com)

terça-feira, 29 de maio de 2012

- ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. - No. 2. - HERMÍNIO C. MIRANDA.


                ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

            Continuando com a transcrição da magnífica exposição do autor Hermínio C. Miranda, do capítulo um, do seu livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE”, da Editora FEB, denominado de “ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

            Hermínio C. Miranda, nos elucida brilhantemente dizendo:
            - Chegou, afinal, o momento em que a terra brasileira deveria adquirir maioridade política. O país estava maduro e a opressão se tornará insuportável. Era grande a miséria do povo, esmagado ao peso de impostos desumanos, numa terra em que tanta riqueza podia dar para todos. A fim de lançar a trágica semente, a ser regadas com sangue e lágrimas muitas, é convocado o espírito valoroso de um antigo inquisidor arrependido e desejoso de resgatar suas faltas. Esse homem foi Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder de um grupo de intelectuais que, reunidos em Vila Rica, atual Ouro Preto, sonharam com a libertação do Brasil, não só dos laços políticos que o prendiam à Corte Portuguesa, mas de suas dores e angústias, de sua pobreza no meio da opulência, da tristeza de seu povo na imensa paisagem de belezas indescritíveis. O movimento aparentemente fracassou, com a “liquidação” dos sonhadores pela denúncia de Silvério dos Reis. Tiradentes, enforcado e esquartejado, regressou à pátria espiritual redimido, não antes de passar pela minuciosa devassa inquisitorial que em tempos passados ele dirigia, sentado na cadeira imponente de inquisidor.
            Ismael recebe-o de braços abertos, declarando que ele acabará de redimir suas antigas faltas e que passaria a ser “um símbolo para a posteridade, com o seu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores”. Qual novo gênio - diz-lhe Ismael - surge para espargir bênçãos sobre a Terra do Cruzeiro em todos os séculos do seu futuro”.
            É por isso que, vimos nos cartazes comemorativos do Sesquicentenário da Independência a frase que a intuição ditou: “Tudo começou com ele...” E continua com ele, poderíamos acrescentar.
            Para o crescimento da jovem nação, tudo é aproveitado sabiamente pelo atento mundo espiritual. Quando Napoleão invade Portugal, por intermédio de Junot, D. João VI traz, na fuga para o Brasil, preciosos impulsos políticos, culturais e econômicos. Ainda na Bahia, abre os portos brasileiros ao comércio mundial. No Rio, mais tarde, fundaria a Escola de Medicina, o Real Teatro São João, o Banco do Brasil. Organizam-se instituições que se tornariam respeitáveis e tradicionais, como a Academia da Marinha, o conselho Militar, a Biblioteca Real. Com D. João veio também à imprensa e, portanto, o livro, terreno fértil onde tanta sementeira é realizada. Até mesmo esboços de indústrias, hoje poderosas, como a siderurgia, surgiram naqueles recuados tempos.
            Mas D. João VI tinha que retornar a Europa, porque assim o exigia a inquietação dos súditos portugueses. E voltou, embora muito a contragosto. Deixou seu filho Pedro no Brasil, para viver missão histórica das mais importantes, que a sua acuidade política pressentiu claramente. Chegou mesmo a aconselhar ao filho que, se surgisse, como esperava qualquer movimento separatista, ele, Pedro, tomasse logo a coroa para si, evitando que o país caísse em mãos de aventureiros.
            Os trabalhadores invisíveis reconhecem as fraquezas do jovem regente, mas se utilizam prudentemente do lado positivo da sua personalidade ainda imatura. Para contrabalançar muitas de suas imprudências, está ao lado do Príncipe a figura serena de Leopoldina, a quem o autor espiritual do livro dedica às expressões de maior carinho e grande admiração, dado que foi “trazida ao Brasil de acordo com as determinações do mundo invisível, para colaborar na realização dos elevados projetos de Ismael e dos seus mensageiros”. “Somente o seu coração doce e submisso - prossegue Humberto - poderia suportar resignadamente as estroinices do esposo, em um dos períodos mais delicados da sua vida, sem provocar escândalos que acarretariam atraso na marcha dos acontecimentos previstos”.
            O texto evidencia que Leopoldina foi o poder moderador, arauto do mundo espiritual junto ao Príncipe. Amou o Brasil à primeira vista e a Historia registra, fielmente, o seu admirável trabalho em favor da Independência. Dá testemunho disso o grande José Bonifácio de Andrade e silva, o Patriarca. O momento era de extrema tensão e fortes paixões estavam desatadas. Para as tropas portuguesas aqui residentes, aqueles que a História consagrou como heróis da Independência eram simples rebeldes, inclusive o Senhor Regente. No mundo invisível, Tiradentes trabalha ativamente. A certa altura, consulta Ismael sobre senão teria chegado o momento decisivo. Sentia que era preciso aproveitar a exaltação patriótica dos ânimos. “As possibilidades estão dispersas, mas poderíamos reunir todas as forças, para o fim de derrubar as últimas muralhas que se opõem à liberdade da Pátria do Evangelho”, diz ele.
            Ismael aconselha a prudência e moderação, assegurando, não obstante, que a libertação do Brasil não vinha longe. Achava ele que era preciso “difundir a educação individual e coletiva, dentro das nossas possibilidades, formando os espíritos antes das obras”. Além do mais, era preciso servir-se da autoridade do Príncipe - elemento de que dispunha o mundo espiritual. Para isso, D. Pedro seria envolvido nas “claridades fraternas da nossa assistência espiritual. Povoemos suas noites de sonhos de amor à liberdade, desenvolvendo-lhe no espírito as noções da solidariedade humana”.
             A independência tinha que ser obtida sem sangue. A 9 de janeiro, já no ano da emancipação, “D. Pedro, diante da massa de povo, sente a assistência espiritual dos companheiros de Ismael, que o incitam a completar a obra da emancipação política da Pátria do Evangelho, recordando-lhe, simultaneamente, as palavras do pai no instante das despedidas”. Foi assim o dia do “Fico”.
            Houve depois um momento de extrema tensão, a 11 de janeiro, quando as tropas fiéis à Corte Portuguesa passaram a considerar a próprio D. Pedro como rebelde, desobediente á ordem de regressar à Europa. O povo brasileiro juntou-se aos soldados que apoiavam D. Pedro, dispositivos a enfrentar os portugueses no Campo de Santana. A inflação é grande no mundo espiritual. Ismael mais uma vez interfere e, “sem um tiro, o chefe português obedeceu, com humildade, à intimação do Príncipe D. Pedro, capitulando a 13 de janeiro e retirando-se com as suas tropas para a outra margem da Guanabara, até que pudesse regressar com elas para Lisboa”.
            Há lutas, porém, inevitáveis, na Bahia. Num desses episódios dolorosos, sacrificou-se a valorosa e querida Joana de Angélica, que hoje, do mundo espiritual, derrama sobre todos nós a ternura do seu coração afetuoso em mensagens repassadas de amor ao Mestre.
            Nesse ínterim, o centro nevrálgico do movimento desloca-se para São Paulo, onde também se reúnem os trabalhadores invisíveis, no Colégio Piratininga, sob a direção de Ismael. Ultimavam-se as providências para formalizar a separação. Entende Ismael que a independência do Brasil já se encontrava definitivamente proclamada, e que desde 1808 “ninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade”. Mas eram precisos um gesto heroico e uma data. Tiradentes é mais uma vez chamado à ação direta, com a incumbência de acompanhar D. Pedro no seu regresso ao Rio. De São Paulo devia partir o brado libertador. “O grito da emancipação - diz Ismael - partiu das montanhas e deverá encontrar aqui o seu eco realizador”.
            Em seguida a vasta assembleia entra em prece “pelo bem do Brasil”.
             Tiradentes segue atentamente a figura do Príncipe, até o ponto em que “ele deixa escapar o grito de “Independência ou Morte”, sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria”.
            “Eis pó que - prossegue Humberto - o 7 de setembro, com escassos comentários da história oficial que considerava a independência já realizadas nas proclamações de 1o. De agosto de 1822, passou a memória da nacionalidade inteira. Como o Dia da pátria e data inolvidável da sua liberdade. Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual”.
            Era, pois, o toque pessoal de Tiradentes na formalização da Independência do Brasil.

            Aqui finda a segunda parte do trabalho do Hermínio C. Miranda, da filosofia da História do Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

          Fonte: Livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE” - Autor Hermínio C. Miranda - 1 a. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro, RJ - 1976..


                                 RHEDAM. (rhedam@gmail.com)
                                         

terça-feira, 22 de maio de 2012

- ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. - No. 1. HERMÍNIO C. DE MIRANDA.


            ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

            Há algumas semanas, todas as quartas feiras escrevemos e transcrevemos fatos históricos de autores espíritas e de espíritos desencarnados, sobre a “HISTÓRIA ESPIRITUAL DO BRASIL”, nesse blog: “A ARTE DE VIVER COM...”.
            “Todos os fatos que foram aqui relatados, foram retirados dos escritos do livro BRASIL CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO” Editora “FEB“, sendo o autor espiritual HUMBERTO DE CAMPOS, que nos legou esses conhecimentos através da psicografia do médium FRANCISCO CANDIDO XAVIER, e aqui expressamos nosso preito de gratidão a ambos.

            Porém, hoje e nas próximas semanas vamos abrir um parêntese, e expor a magnífica exposição do autor Hermínio C. Miranda, no capítulo um, do seu livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE”, da Editora FEB, denominado de “ARQUIVOS ESPIRITUAIS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

            O autor exprime os seus conhecimentos conceituando sobre “HISTORIOGRAFIA” e “HISTORIOLOGIA”.
            A primeira, “HISTORIOGRAFIA”, nos diz ele: - É A ARTE de escrever a história, descrever os acontecimentos que se desenrolaram ao longo do tempo no plano humano.
            A segunda, “HISTORIOLOGIA” é a filosofia da História, isto é, à maneira de analisar e interpretar os acontecimentos.
            Segundo o autor, existem duas correntes distintas dos historiadores, quanto à posição particular em relação à origem dos fatos na historiologia, conforme adotam os seus princípios a filosofia da História.
            A corrente materialista, que nega a interferência divina na História, e do outro lado os historiadores que vêem no traçado geral da História, a marca sutil e poderosa de Deus. Ainda nos informa que, entre esses dois extremos, há muitas nuanças pessoais de caráter misto.
            Como o autor pertence ao segundo grupo, vamos expor aqui o resultado do seu estudo e pesquisa na filosofia da História descrita no livro de Humberto de Campos “BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PATRIA DO EVANGELHO”.

            Hermínio C. Miranda, nos elucida brilhantemente dizendo:
            - Ao que nos informa Humberto - Espírito, as cruzadas haviam confundido as lições do Evangelho “ensangüentando todas as bandeiras do mundo cristão”. Era preciso começar tudo de novo. Assim, no último quartel do século XIV, decidiu Jesus confiar à gente que viria compor o poro brasileiro a tarefa do reerguimento da mensagem de amor que ele pregava na Palestina. Como nos parece longos e pacientes os caminhos e os métodos daqueles que, muito acima de nós, estão fora do alcance do tempo... O minucioso planejamento começa com a movimentação do primeiro tarefeiro. Jesus chama Helil, “encarregado dos problemas sociológicos da Terra”, e lhe atribui a primeira etapa do gigantesco trabalho. Já no fim do século, em 1394, renasce em Portugal, filho de D. João I e de D. Filipa de Lancaster. Chamou-se de Henrique, o infante de Sagres, e foi o primeiro a sonhar e pôr em prática os planos de expansão mundial do pequeno e valioso reinado português. Mas, quem foi Helil no Passado?
            Ao editar o livro de Humberto, a FEB esclarece, em nota ao pé da página 25, que o autor espiritual preferiu a forma árabe Helil em vez da hebraica Hilel, mais usada.
            A Enciclopédia Britânica informa que Hilel viveu entre o ano 70 antes do Cristo e o ano 10 de nossa era. Foi, assim, quase contemporâneo de Jesus e membro eminente do Sanhedrin. Seu espírito há muito devia estar ligado ao do Mestre, porque seus ensinamentos são notadamente coincidentes com os do Cristo: “O que for desagradável para ti, não faças ao teu próximo, nisto se resume toda a Lei; tudo o mais não passa de comentário”. “Não julgues o teu semelhante antes de te colocares em seu lugar”.
            Hilel foi um dos mais eminentes rabis do seu tempo, conhecido e amado pela sua tolerância, caridade e humildade. Tornou-se príncipe (“nasi”) do Sanhedrin. Atribui-se a ele a criação das sete regras que formaram a base da hermenêutica rabínica.
            Esse foi o homem que Jesus escolheu para o primeiro impulso à civilização brasileira. Lançadas as bases do programa de expansão mundial na Escola de Sagres, o antigo rabi recolheu-se novamente ao mundo espiritual e de lá continuou sua ativa colaboração, agora invisível, mas não menos ativa. Quando Cabral parte do Tejo em busca das Índias lendárias são aproveitados “todos os seus ascendentes mediúnicos. As noites de Cabral são povoadas de sonhos sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de uma orientação imperceptível”.
            Descoberto o Brasil, Helil se preocupa. A terra é grande e rica demais e pode despertar a cobiça das nações poderosas. Jesus o tranqüiliza, dizendo que “as injunções políticas terão nela atividades secundárias”, porque o sinal da fraternidade universal estaria presente na sua história. Quanto ao receio da conquista, “as potências imperialistas da Terra esbarrarão sempre nas suas claridades divinas e nas suas ciclópicas realizações”.
            E foi assim que o Brasil gigantesco, riquíssimo, presa aparentemente fácil para a pilhagem mundial, pois apenas tinha na sua defesa o minúsculo Portugal, atravessou os séculos sem perder uma fração do seu imenso território com oito mil quilômetros de costa aberta para o mar.
            Em seguida, Jesus atribui a Ismael a guarda “dos patrimônios imortais que constituem a Terra do Cruzeiro”. Alguns emissários de confiança das forças espirituais são enviados à reencarnação no Brasil: Anchieta, Nóbrega, Bartolomeu dos Mártires. O primeiro voltaria depois, na notável personalidade de frei Fabiano de Cristo, para trazer, mais uma vez, o clarão do seu espírito sereno, envolto nas doces luzes da humildade e do serviço ao próximo. É curioso observar que, tanto na primeira vez como na segunda, nasce em Portugal, mas seu espírito tem a irrestível intuição de servir o Brasil. Diz Humberto que a vida como Fabiano constitui “a última pedra que faltava na sua coroa de apostolo da imortalidade”.
            Muitos desses vultos se repetem na história do Brasil. Estácio de Sá, por exemplo, que fundou e defendeu a “muy heróica e leal” cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, como diziam as antigas crônicas, voltou aqui de outras vezes, como assegura Humberto. “Ainda há poucos anos - prossegue o autor espiritual - podia ser encontrada (a personalidade de Estácio de Sá) na figura do grande benemérito do Rio de Janeiro, que foi Osvaldo Cruz”. Talvez desejasse salvar muitas vidas humanas - e o conseguiu - para repor as que, nos combates pela defesa do Rio, teve de permitir que se eliminassem.

            Aqui finda a primeira parte do trabalho do Hermínio C. Miranda, da filosofia da História do Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.


            Fonte: Livro “REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE” - Autor Hermínio C. Miranda - 1 a. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro, RJ - 1976..


                                     RHEDAM.(rhedam@gmail.com)