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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARMINE MIRABELLI - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


               CARMINE MIRABELLI

       (Carlo Mirabelli ou Carlos Mirabelli)

                          1889 – 1951

Nasce em Botucatu, SP, em 2 de janeiro de 1889 e desencarnou também em São Paulo, SP, em 30 de abril de 1951, foi um médium de efeitos físicos brasileiro.
Filho primogênito de Luigi Mirabelli, um pastor protestante italiano e de Christina Scaccioto Mirabelli. O casal teve um outro filho, uma menina, Tereza Mirabelli Eugenio, nascida em1891. Em poucos anos, entretanto, a mãe viria a falecer, fato de que Carmine viria a se ressentir, e que se acreditava que teria aumentado a sua sensibilidade.
Fez os seus primeiros estudos no Grupo Escolar Cardoso de Almeida, em Botucatu, no Colégio São Luiz, em Itu, e no Colégio Cristóvão Colombo, em São Paulo. Nesta fase, certa feita, impressionou muito os seus professores e colegas ao dissertar sobre o tema "Evolução e Involução" em perfeito latim, embora não tivesse conhecimento do idioma.
Em 22 de fevereiro de 1914, logo após a morte de seu pai, mergulhando a família em sérias dificuldades financeiras, Carmine ficou doente, aflorando uma extraordinária paranormalidade. Embora não fosse espiritualista, alegava ver os espíritos dos pais, de um tio, de sua sogra e de uma filha.
Naquele mesmo ano, empregado da Companhia de Calçados Villaça, foi colhido de surpresa por estranhos fenômenos, hoje classificados como “poltergeist”. Apenas na sua presença, com freqüência, sapatos saltavam por si mesmos das prateleiras ou moviam-se como se fossem animados. Carmine não compreendia porque isso acontecia, mas muitos clientes assustados atribuíam os fenômenos ao “diabo”. Mirabelli foi acusado por populares de estar “possuído’ pelo “demônio”, tendo sido vítima de agressões nas ruas. A sua casa chegou a ser apedrejada por fanáticos religiosos.
Em consequência desses fenômenos chegou a ser internado por dezenove dias no Asilo de Alienados do Juqueri, tendo sido constatado pelos Drs. Francisco Franco da Rocha e Felipe Ache que o paranormal tinha uma “energia nervosa” acima do normal. Com a ajuda de pesquisadores renomados dos fenômenos psíquicos, como o médico Dr. Alberto de Melo Seabra, Mirabelli se conscientizou da importância de seus dons psíquicos e decidiu se submeter a sessões espíritas experimentais.
Carmine Mirabelli podia manifestar uma ampla gama de fenômenos, entre os quais a levitação, materialização e desmaterialização de objetos. Acredita-se que muitos deles resultavam de suas próprias forças psíquicas, sem o envolvimento de entidades espirituais. Mas também é sabido que Mirabelli conhecia alguns truques simples de prestidigitação.
Embora na juventude o médium não conseguisse controlar os fenômenos - objetos voavam ao seu redor, atingindo-o e aos circunstantes em muitas ocasiões - quando ficou mais velho conseguia refrear o fluxo de suas energias psicobiofísicas, reduzindo os riscos.
Em 1916, a imprensa de São Paulo voltou a sua atenção para os estranhos feitos do "Homem Misterioso". Em uma série de reportagens, com ampla repercussão popular, destacaram-se o Correio Paulistano (em defesa dos fenômenos) e A Gazeta (contra).
Mirabelli fundou o Centro Espírita São Luiz, em 25 de agosto de 1917.
Mirabelli atravessou quatro casamentos: com Carmem Guerreiro, tiveram dois filhos, Diva Cristina Mirabelli e Luiz Mirabelli; com Edméa de Paiva Magalhães, não tiveram filhos; com Maria do Carmo Pinto Pacca, tiveram Regene Pacca Mirabelli; e com a Prof. Amélia Loureiro, tiveram César Augusto Mirabelli.
O médium foi encarcerado várias vezes acusado de exercício ilegal da Medicina, furto e também por perseguições políticas, mas mesmo detido, envolvia as pessoas com seus dons e sua generosidade. Era considerado muito eloqüente e comunicativo, apreciava a natureza e gostava de fumar charutos e cachimbos.
Mirabelli era portador de diabetes. Por muitos anos, só conseguiu dormir em quartos iluminados, uma vez que temia a ocorrência de fenômenos desagradáveis enquanto dormia.
Por certa fase de sua vida Mirabelli chegou a cobrar por seus serviços mediúnicos, desagradando aos espíritas. Entretanto, Mirabelli não perdeu os seus dons com o avançar da idade. Existem relatos de que os seus fenômenos foram observados até 1950, poucos meses antes de sua morte.
Faleceu vítima de acidente de trânsito, por atropelamento. Conduzido ao Hospital das Clínicas de São Paulo, veio a falecer sendo atestada a fratura do seu crânio como "causa-mortis". O corpo foi sepultado na tarde de 1º de maio de 1951 na campa 155 da quadra 27, no Cemitério São Paulo.
O periódico O Estado de São Paulo, em 18 de maio de 1916 cobriu a materialização, pelo médium, do espírito do ex-bispo da Diocese de São Paulo, D. José de Camargo Barros, em sessão ocorrida na cidade de Santos. Estiveram presentes médicos e oficiais da Força Pública de São Paulo.
O Vanguarda, de fevereiro de 1933, abordou a materialização, pelo médium, do espírito de São Francisco de Assis.
Outras materializações que chamaram a atenção à época, foram as dos espíritos de Giuseppe Parini e de Harun al-Rashid.

Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTENET.

           RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 1 de outubro de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. CARMEN CINIRA. - GRANDE GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNEN.


                   Carmen Cinira

                            1902 – 1933

Há oito ou nove anos, ao entrar na Academia para a nossa honrada sessão das quintas-feiras, encontrei o átrio rumoroso e festivo. Não havia musica. Não havia flores. Mas havia mais do que isso, porque o sonorizavam e coloriam as alegrias da mocidade. Mulheres lindas, e poetas. Achavam-se, em suma, em visita à casa austera das letras, quatro ou cinco poetisas e declamadoras, que haviam sido recebidas à porta, com algazarra fraterna, por Olegário Mariano, Adelmar Tavares e Luiz Carlos, autores, no Brasil, dos mais belos versos líricos daquele tempo. À minha passagem de prosador desconfiado e soturno, Olegário me deteve, ruidoso e gentil:
- Vem cá... Eu quero apresentar-te uma pessoa que te admira muito...
Chamou:
- Cinira... Vem cá!
Era uma linda moça, quase menina. Morena, grandes e profundos olhos turcos, de veludo negro, trazia nos traços e, nessa tarde, no vestuário, todos os atributos de uma jovem princesa oriental. Um gorro da cor dos olhos, posto garridamente de lado sobre a cabeleira farta e escura, completava-lhe a graça boêmia, de cigana adolescente. Uma alegria estouvada de canário solto, assinalava-lhe os gestos, e lhe gorgeava no sorriso, que lhe vinha da boca fresca, e do marfim dos dentes miúdos. Toda ela era, enfim, graça infantil e atordoada, de borboleta que acaba de sair da crisálida e penetra num rosal, tonta de sol, em luta com o vento em manhã de primavera.
Carmen Cinira acabava de celebrar, parece, as suas núpcias com a liberdade, e sentia toda a volúpia da vida, vendo-se moça, inteligente, e formosa. E essa impressão contribuiu para que eu lhe apertasse a mão enluvada sem uma palavra de louvor, sem os gabos a que, de certo, se acostumara e que, efetivamente, merecia, pelos encantos da sua figura. Quando os homens começam a entrar na velhice, não compreendem mais as vozes da mocidade. Foi assim, calado, que atravessei o vestíbulo tumultuoso, deixando-o entregue às mulheres e aos poetas, que têm, na Terra, o dom da juventude perpétua.
Tempos depois, vim á saber que a linda moça de olhos turcos que eu vira à entrada da Academia era casada, e que se havia separado do esposo para dar maior liberdade ao coração e ao pensamento. Era uma das inumeráveis libélulas da sociedade moderna, que se não conformam com o ritmo da vida antiga, e querem beber, de asas livres, todo o ouro do sol e todo o perfume da Terra. Havia lido os romancistas e os poetas. E o lar lhe parecera pequeno. Ideára a felicidade descrita nos livros e, como não a encontrara na quietude da casa modesta, e na intimidade do homem escolhido, correra para a planície, procurando reter entre as mãos a sombra da nuvem que passa no céu. Ignorava ela, como centenas de outras ignoram hoje, e milhares ignorarão amanhã, que a mulher é frágil, demais, para afrontar, sozinha, as tempestades da vida, e que se faz mister a cada uma um preparo antecipado, para não naufragar no oceano.
Em um estudo publicado em 1931 registrava o escritor comunista Fedor Gladkov um fenômeno observado na Rússia soviética, entre os mineiros dos Urais. Não possuindo maquinismos com que retirasse das minas o carvão nelas acumulado, empregava o governo, para isso, o braço humano. Abertas em sentido horizontal, as galerias apresentavam, às vezes, inclinações consideráveis. E os homens, com o cesto à cabeça, viam-se na contingência de subir, às vezes, dois quilômetros de ladeiras subterrâneas para trazer à boca da mina a sua carga de combustível. Os mineiros antigos, embora mais vigorosos, não resistiam jamais a trabalho tão fatigante. Os adolescentes, porém, levavam a termo o sacrifício. Como não tinha conhecido as facilidades antigas não podiam estabelecer o confronto, e realizavam sem queixa a tarefa moderna. Os outros, no entanto, sucumbiam, porque haviam vivido em tempo melhor... Com a mulher tem sucedido o mesmo na sociedade contemporânea. As moças que se vêm criando em liberdade, olhando a vida face a face desde as primeiras horas da adolescência, sentem-se à vontade no ambiente tumultuoso que o mundo agora oferece. Vendo-as alegres, e felizes à sua maneira, as mulheres procedentes da sociedade que precedeu à Grande Guerra imaginam que poderão viver com a mesma facilidade. Esquecem-se que os seus pulmões foram formados com capacidade para outro clima. Olvidam que elas são peixes de outra água. E deixam o lar. E dissolvem a família. E vão tombar, lá fora, vencidas, sob os pés da multidão nova, que passa cantando... Vão em busca da felicidade, abandonando o único lugar em que ainda podiam encontrá-la.
Carmen Cinira era moça, mas procedia, parece, de família burguesa, e recatada, que a educara para a intimidade do lar, sem ambições de glória nem sonhos de liberdade... E pagou à vida, e ao mundo, o imposto que lhes devia. Não tendo tido seguimento entre nós o conhecimento por essa apresentação, não nos cumprimentamos sequer, durante três anos. Eu lhe parecera, talvez, orgulhoso demais, como pareço a alguns com a minha timidez, ou estúpido demais, como pareço aos restantes, pela minha taciturnidade. Até que, um dia, fomos apresentados de novo, na livraria Freitas Bastos. Conversamos. A moça que eu vira não era, porém, a mesma. As rosas da face, naturais, outrora, eram agora de papel. Havia alguma cousa de desânimo, de desencanto, na sua pessoa e nas suas palavras. O sorriso tornara-se, nos lábios, que o “rouge” coloria, forçado e triste. E outra vez nos separamos.
Até que há um ano, nos falamos pela terceira e última vez. Foi, ainda, na livraria. Nova apresentação. Mas a menina de há oito ou nove anos havia, nela, desaparecido. Aquela alma, agora em abandono, me despertou simpatia, me causou pena. Eu não nasci para amigo dos felizes, mas para confidente dos desgraçados. E foi quando Carmen Cinira descobriu que eu tinha uma alma, e eu compreendi que ela possuía um coração. Palestramos dez ou quinze minutos. A sua existência, que fora um roseiral, era, agora, um deserto. Uma desilusão profunda e irremediável devastava-lhe as profundidades do ser. A tuberculose minara-lhe os pulmões, envelhecendo-lhe o corpo jovem. Considerava-se traída pela Vida. E tinha rugidos de revolta contra si mesma, rugidos de leôazinha ferida, cujas garras não faziam mal a ninguém...
Há dias, noticiaram os jornais, em linhas ligeiras, a morte da poetisa Carmen Cinira. Duas ou três pequeninas crônicas vieram depois. E nada mais. Eu quero, porém, deixar-lhe aqui, por minha vez, estas palavras de respeito, de pena e de saudade. E deixo-as não como lisonja a ela que está morta, mas como lição às almas como a sua, que ainda se debatem no mundo.
O vento da primavera arrebatou a libélula, e partiu-lhe as asas coloridas e franzinas no espinho das roseiras agrestes. E a jóia voejante, caiu morta.
Chorem-na as rosas de que ela foi um pouco, vida breve e atormentada, a companheira e irmã.
Felizes os mortos que, uma semana depois de sepultados, ainda têm amigos na Terra! – foi a exclamação que me veio à boca, e nela permaneceu amortalhada em silêncio, há quatro dias, ao receber meia dúzia de cartas analisando a crônica ligeira, aqui publicada, sobre Carmen Cinira.
A linda e jovem poetisa possuía, na verdade, amigas numerosas, e dedicadas. E foram elas que correram a retificar, amavelmente, alguns dos traços biográficos da sua desventurada companheira, e a oferecer informações outras sobre a sua vida e a sua morte, mais interessantes, na realidade, uma e outra, do que a mim me pareciam.
Uma das retificações versava sobre o estado civil da morta. Carmen Cinira não era, como me haviam informado, divorciada, mas viúva, desde o segundo ano de casamento. O esposo, um atleta, notável jogador de futebol, morrera tuberculoso, quando contava ainda, e apenas, vinte anos. Moça e bonita, seu coração bateu, com certeza, novamente, como o pássaro que tombou da altura, quebrou as asas e ensaia inutilmente o vôo. Os seus olhos diziam, porém, já, aos homens experientes, o mal que lhe devorava os pulmões. E é de imaginar o que seria o seu tormento, a sua agonia moral, vendo estampada em todas as fisionomias o santo horror da sua intimidade. O seu beijo devia ser um fruto maravilhoso, com todo o gosto de pomo fresco. Mas esse fruto, de sabor incomparável, trazia, na polpa, o veneno fatal. Dentro dele estava a morte. À semelhança de Helena, filha de Tindaro, que, por onde ia, levava a destruição, ela sentia, talvez, que não podia amar, porque o seu amor lavraria, contra aquele a quem ela o consagrasse, a sentença irremediável. O seu carinho, leve como uma pluma, teria, si ela o dedicasse a alguém, o peso de uma condenação.
Já alguém imaginou, na verdade, o que seja o tormento moral de uma linda mulher tuberculosa? Já alguém calculou a tragédia de consciência da criatura moça que, não querendo sufocar no coração a chama do seu desejo, sabe que vai pagar com a semente da morte aquele que lhe trouxer a semente da vida? Carmen Cinira, viúva, aos vinte anos, enfermeira devotada do esposo tísico, sentiu que se achava condenada à morte na plena glória da juventude. E voltou-se, de repente, para a outra vida. Dedicando-se ao Espiritismo, procurou, nele, a consolação, o conforto. Caminhava para o túmulo, dizem-me os seus íntimos, quase feliz, e com uma grande doçura de coração. Dois meses antes de falecer era, já, e apenas, a sombra do que fora. Levada para São José dos Campos, em São Paulo, quis vir morrer na sua cidade natal, junto dos que lhe eram afeiçoados. Raro era, já, o dia em que uma papoula de sangue lhe não vinha desabotoar nos lábios pálidos, apresando o termo inevitável daquela vida. Na véspera da morte, pediu papel, e um lápis, e escreveu, então, este soneto, em que exprimiu toda a força da sua fé e da sua resignação:

VIDA
Vida, que és boa para tanta gente,
E a tanta gente embriagas de prazer:
Para mim foste má, foste inclemente,
E deixaste-me exausta de sofrer!
Quando, às vezes, recordo, tristemente,
As agonias do meu pobre ser,
Tu me causas pavor... De tão descrente,
Alegro-me, ao pensar que vou morrer!...
Caiba ao destino a culpa de ter sido
A minha mocidade um só gemido;
Mas, sei que o meu faminto coração,
Na morte, que, bem sinto, virá breve,
Há de achar o carinho, que não teve,
E a paz, que tanto mendigou em vão!...

A sua alma havia-se tornado, de há muito, profundamente religiosa. Para esquecer os sofrimentos que a Vida lhe oferecia no seu cálice, elevava-se até aos pés do seu Deus, e a ele se entregava neste...
No dia da morte, quis manifestar os seus últimos desejos na Terra. Chamou a velha mãe, e disse-lhe, tranqüilamente:
- A morte não tarda... Quando ela chegar, não quero mortalha fúnebre... Vistam-me um dos meus vestidos brancos... Si não encontrarem envolvam-me num lençol... O meu caixão deve ser pobre, de terceira classe... Não desejo lágrimas, nem missas, nem orações... Quero, apenas, que, os que me quiserem bem, se concentrem, e pensem em mim...
Horas depois, tendo piorado, pediu que mandassem chamar as suas irmãs. Despediu-se delas, serenamente, com palavras de consolo e resignação. Estava certa de que o espírito de seu pai, falecido há muitos anos, viria ao encontro do seu. De súbito, empalideceu mais. Todos sentiram, em torno, que era a morte que chegava. Os lábios da moribunda descerraram-se, porém, e ela exclamou, numa voz em que havia qualquer cousa de intenso júbilo:
- Meu pai chegou... Eu o estou vendo... Eu o estou vendo...
E quase num arrebatamento:
- A vida é um cárcere... A morte é a liberdade!...
Uma pequena rosa de sangue veio-lhe, mais uma vez, à boca miúda. Os presentes ajoelharam-se. Estava morta.
O obscuro homem de letras que escreve, hoje, esta nova crônica sobre a jovem e formosa poetisa que tanto sofreu, não a seguiu jamais, quando ela parecia feliz. Não foi do seu séqüito. Não era da sua amizade. A missão desse escritor, na Terra, é, porém, confortar os tristes e enfeitar a sepultura dos mortos.
Recebe, pois, ainda, Carmen Cinira, estas palavras de saudade e reparação. Elas são o pólen da flor que ele vem depositar, comovido, sobre a úmida areia do seu túmulo.

Nota do Editor:
Cinira do Carmo Bordini Cardoso é o nome completo da poetisa, que nasceu em 1902, tendo desencarnado em 30 de Agosto de 1933. O livro “Parnaso de Além-Túmulo” traz algumas de suas poesias, obtidas através da mediunidade de Chico Xavier, dentre as quais, destacamos:

O Viajor e a Fé
- “Donde vens, viajor triste e cansado?”
- “Venho da terra estéril da ilusão”.
- “Que trazes?”
- “A miséria do pecado,
De alma ferida e morto o coração.
Ah! Quem me dera a bênção da esperança,
Quem me dera consolo à desventura!”
Mas a fé generosa, humilde e mansa,
Deu-lhe o braço e falou-lhe com doçura:
- “Vem ao Mestre que ampara os pobrezinhos,
Que esclarece e conforta os sofredores!...
Pois com o mundo uma flor tem mil espinhos,
Mas com Jesus um espinho tem mil flores!”
(Carmen Cinira, Espírito)

         Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 18 de julho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARMELO GRISI. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


                       Carmelo Grisi

                         1893 – 1980

Carmelo Grisi nasceu na Província de Trecchina na Itália em 23 de novembro de 1893.
Chegou ao Brasil ainda adolescente junto aos seus irmãos, fixando residência em São José do Rio Preto, São Paulo.
Casou-se com Elvira Abrigatto Grisi, médium, que se dedicou ao tratamento de obsessão. Foi ela uma das pioneiras do Espiritismo naquela região.
Do matrimônio nasceram quatro filhos.
Com o desencarne de Elvira em 12 de fevereiro de 1954, companheira de todas as horas, a saudade era imorredoura. Cinco meses depois, foi procurar Francisco Cândido Xavier que, nessa época, residia em Pedro Leopoldo e trabalhava na Fazenda Modelo, onde se encontraram. Logo no início do diálogo Chico disse: "Carmelo, Elvira se encontra presente, em companhia de três entidades amigas" identificando os espíritos.
Na noite de 02 de julho de 1954, Chico recebia consoladora mensagem da querida esposa, cuja veracidade muito o emocionou. A partir dessa data, ele voltou sua atenção para a filantropia.
Sete meses após o seu retorno ao plano espiritual que se deu em 28 de março de 1980, escreveu a primeira mensagem, em 18 de outubro de 1980, pelo amigo Chico Xavier.
A partir daí seguiram-se novas mensagens que foram enfeixadas no livro Carmelo Grisi, Ele mesmo.

Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – NTERNET.

                    RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 4 de julho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARMELINA NUNES MAGALHÃES. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.

          Carmelina Nunes Magalhães

                       1940 – 2001

Desencarnou em 26 de abril de 2001, no Rio de Janeiro, tendo nascido em Cáceres, Mato Grosso, aos 06 de março de 1940.
Foi casada com o confrade Lybio Magalhães. Formou-se em Biologia e História Natural, pelas Universidades de Goiás e Nova Iguaçu.
Na sua cidade natal frequentou o Centro Espírita Mateus. No Movimento Espírita do Rio de Janeiro, foi muito atuante no ramal de Nova Iguaçu, pois lecionou, gratuitamente por mais de 15 anos na Escola Espírita Joana de Ângelis em Engenheiro Pedreira. Colaborou com Newton de Barros no Grupo Espírita Scheilla de Nova Iguaçu. Em muitas outras atividades marcou a sua presença, sempre com amor e dedicação.

Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

                    RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 28 de junho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARLOS LOMBA.- GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


                        Carlos Lomba

                          1886 – 1958

Desencarnou em 28 de agosto de 1958, no Rio de Janeiro, e nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 18 de dezembro de 1886.
Especializou-se em Farmácia e Odontologia.
Em 1933 deu início ao desenvolvimento mediúnico, ou sela à educação mediúnica de suas faculdades, na terra capixaba, onde residiu por muitos anos. Foi um dos fundadores do C. E. "Luz e Trabalho".
Em 1944, veio para o Rio de Janeiro, passando a colaborar no Departamento de Infância da F.E.B. onde, mais tarde, veio a ocupar o cargo de 1º secretário. Em sua tarefa de evangelizador das crianças era chamado, carinhosamente, de ‘Vovô Lomba".

         Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

                            RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 21 de junho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARLOS GOMES DE SOUZA SHALDERS. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.



     Carlos Gomes de Souza Shalders

                                 1863 – 1963

O professor Shalders fez seus estudos preliminares na Inglaterra, estudando mais tarde na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Formado, veio para S. Paulo, ingressando na Companhia Mojiana de Estradas de Ferro, da qual foi um dos pioneiros, dirigindo a construção do ramal de Moji-Mirim a Sapucaia.
 Contribuiu para a fundação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da qual foi catedrático de Complementos de Matemática e Álgebra Superior, lecionando nessa cadeira desde a fundação da Escola, a l5 de fevereiro de 1894, até a sua aposentadoria, em 1934. Foi também diretor dessa mesma Escola, nos anos de 1931-32, num período bastante difícil.
Pelos seus eminentes serviços, o Prof. Shalders foi distinguido com o título de doutor "Honoris Causa" e de "Professor Emérito", no dia 13 de maio de 1949, pela Universidade de S. Paulo.
Durante muitos anos foi vice-presidente e membro do Conselho Deliberativo da Federação Espírita do Estado de S. Paulo, dirigindo concomitantemente o seu departamento de pesquisas psíquicas. Foi o primeiro presidente da Associação Cristã de Moços, de S. Paulo.
Foi um dos mais autênticos espíritas dos nossos dias. Em matéria de fé racional e tranqüilidade de espírito, assemelhava-se a Caírbar Schutel e Militão Pacheco. Encarava o Espiritismo como doutrina para ser vivida e não apenas difundida. Foi um verdadeiro exemplificador dos deveres de cristão, encarando-os com absoluta seriedade. No tocante ao cumprimento das obrigações do homem, afirmava sempre: "Não há deveres pequenos, todos são iguais". Apesar de plenamente convicto, não se apaixonava pelos fenômenos e nem pelos Espíritos a ponto de lhes devotar fé cega; colocava-os na ordem das coisas naturais e sérias.
Grande conhecedor dos assuntos bíblicos, porém desde a sua militância no Protestantismo divergia de muitos deles. Procurando estudar esses problemas à luz do Espiritismo, nele encontrou soluções para velhas indagações.
Até aos 95 anos de idade, era sistemática a presença do Prof. Shalders, aos domingos, na Federação Espírita do Estado de S. Paulo, onde ia ouvir as palestras evangélicas, tendo ele próprio proferido diversas. Como era de uma pontualidade impecável, preocupava-se muito com as pessoas que entravam após o início da conferência. Algumas vezes, no instante de ser iniciada a palestra, subia à tribuna e fazia observações severas ao público com referência à observância do horário. Dedicava a máxima atenção às palestras e, quando o tema era controvertido, não muito do seu agrado, por encontrar nelas divergências doutrinárias, no dia seguinte estava ele na casa do conferencista com uma série de argumentos, mostrando incoerências e protestando evangelicamente contra aquilo que não aceitava. Por mais respeitável que fosse o expositor, por mais autoridade que desfrutasse na matéria, não escapava ao interrogatório, às deduções e ao crivo da razão, sempre clara, apresentadas de maneira evangélica e da mais apurada ética de educação.
Já ultrapassava a casa dos 90 anos de idade, quando ainda trabalhava na São Paulo Light. Nessa época publicou um livro intitulado "Uma Análise Crítica da Bíblia", no qual expôs com uma lucidez extraordinária, as suas idéias e o seu raciocínio tratando de um assunto tão árido. Com 96 anos de idade, para não ficar sem fazer nada, realizando o seu desejo de fazer o bem, empreendia, uma vez por semana, uma peregrinação juntamente com um grupo de confrades, visitando doentes, ministrando-lhes passes e proferindo palavras de conforto espiritual.
Era profundo respeitador de Jesus Cristo e não permitia que sua personalidade fosse mal entendida ou que alguém achasse nele motivos de piedade. Certa vez a Federação Espírita do Estado de S. Paulo recebeu, de presente, um enorme e artístico quadro do Mestre, com as chagas abertas nas mãos e nos pés. O quadro foi colocado no salão de conferências daquela instituição. Porém, dentro de poucos dias foi dali retirado devido aos insistentes protestos do Prof. Shalders, nessa época vice-presidente da Casa. O fato causou estranheza a muitos frequentadores, os quais não concordaram com a retirada do quadro. Mas prevaleceu o bom-senso.
O transcurso do seu centenário de existência (estando ele ainda entre nós), foi comemorado pela Escola Politécnica de S. Paulo, pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Politécnica e pelo Instituto de Engenharia de S. Paulo, tendo havido uma sessão solene da congregação, com a instalação do retrato do Prof. Shalders, procedendo também a uma cerimônia de inauguração do medalhão de bronze, com placa alusiva à data, no Departamento de Matemática da Escola Politécnica, na cidade Universitária, em S. Paulo, placa essa ofertada pelos ex-alunos da primeira escola superior criada pelo governo do Estado de S. Paulo, logo após a proclamação da Republica.
A passagem do Prof. Shalders, pela Terra, foi um centenário de exemplos vivos num preparo eficiente para o reencontro com os amigos do Plano Maior. A demonstração da sua humildade e submissão aos desígnios de Deus, eram fatores predominantes em sua inconfundível personalidade.
No Departamento de Metapsíquica da Federação Espírita do Estado de S. Paulo, exerceu atividades incomparáveis, interessando-se profundamente pelos fenômenos, sem contudo ficar a eles escravizado, porque sabia dar- lhes o valor e o apreço que mereciam, compreendendo que o aspecto mais importante da Doutrina Espírita é o de evangelizar o homem, conduzindo-o no roteiro da reforma interior.

Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA.- INTERNET.

           RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 18 de junho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARLOS CIOLA GAMBUS. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


                 Carlos Ciola Gambus

                        1898 – 1976

Nasceu no Rio de Janeiro em 21 de novembro de 1898 e desencarnou em 26 de dezembro de 1976 em Curitiba.
Ingressou na carreira militar e, como oficial do Exército chegou ao posto de Coronel.
Dentro do movimento espírita foi Conselheiro da Federação Espírita do Paraná durante vários anos, chegando a exercer, algumas vezes o cargo de Vice Presidente. Foi colaborador da Sociedade Espírita "Os Mensageiros", do Centro Espírita Leocádio José Corrêa, de onde foi Presidente por três períodos, e Cruzada dos Militares Espíritas, Núcleo de Curitiba.

         Fonte: - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

                            RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARL GUSTAV JUNG. - GRANDES GIGANTES D DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.

                 Carl Gustav Jung

                     (1875-1961)

Psicólogo e psiquiatra suíço, foi um dos principais discípulos de Freud, do qual se afastou para fundar sua própria escola e teoria, a psicologia analítica. Criou o conceito de inconsciente coletivo (arquétipos), o qual atuaria sobre o indivíduo ao lado do inconsciente individual
Segundo o Dr. José A. Gaiarsa, Jung foi o primeiro psicanalista do espírito, o que não concorda Carlos Imbassahy em "Hipóteses em Parapsicologia", ed. Eco, pp. 114 e 115: "Na segunda guerra viaja ele (Jung) de Bolingen para casa. Levava um livro que não podia ler, perseguido pela imagem de um homem que se afoga, obtida em sonho. Chegando a Erlenbach sabe que o mais moço de seus netos se afogara num ancoradouro. Conseguiram salvá-lo. E conclui: "O Inconsciente (e não o espírito) me dera o sinal. Por que não poderia informar-me também sobre outras coisas? - concluiu também que toda a vida aspira à eternidade" Vê-se que o sábio suíço desconhece toda a fenomenologia metapsíquica. Mas, como há sonhos também de desastres, cataclismos, lutas, guerras e mortes, dever-se-ia concluir que toda a vida aspira ao túmulo. Não ocorreu isso ao psicólogo, e essas idéias antagônicas deixam em má posição a sua psicologia".


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sábado, 8 de junho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARL DU PREL (BARÃO) - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


               Carl du Prel (Barão)

                     1839 – 1899

Nasceu em Landshut, Baviera (Alemanha), em 3 de abril de 1839.
O Barão Carl Du Prel foi destacado filósofo e um dos maiores pensadores modernos e também um dos mais sutis pesquisadores das coisas do Espírito.
Oficial do Exército e doutor em filosofia pela Universidade de Tubingen, participou, juntamente com Lombroso, Schiaparelli, Chiaia, Brofferio, Ermacora, Richet e Aksakof, das famosas experimentações mediúnicas, realizadas em Milão, no ano de 1892.
Ingressou no Exército, a fim de satisfazer as aspirações de seu pai. Promovido a tenente, tomou parte em várias batalhas na Baviera. Comandou o campo de concentração em Nemburg. Posteriormente abandonou a carreira militar, no posto de capitão, em 1872.
Passou o resto de sua vida em Munich, dedicando-se, primeiramente, aos estudos de filosofia e estética, interessando-se sobremaneira pelo estudo dos fenômenos espíritas.
Influenciado pela filosofia de Kant, inclinou-se, sob a orientação de Hartmann a uma aproximação entre Schopenhauer e o Darwinismo.
A primeira edição alemã da obra de Alexandre Aksakof "Animismo e Espiritismo", refutando a obra do Dr. Hartmann, foi publicada sob o título "A Hipótese dos Espíritos e seus Fantasmas". Aparentemente essa polêmica originou a conversão de Du Prel ao Espiritismo, pois tão logo Aksakof, por motivo de saúde, obrigou-se a cessar a controvérsia, Du Prel encarregou-se de sustentá-la, contra seu antigo mestre.
A produção bibliográfica de Carl Du Prel foi considerável (ultrapassa a duas dezenas). Entre elas destacamos "O Espiritismo", "Lucidez e Ação à Distância", "A Descoberta da Alma por Meio das Ciências Ocultas", etc.
Numa de suas obras escreveu: "Enquanto o homem permanecer na dúvida se é uma criatura física e mortal ou um ser metafísico imortal, não terá o direito de gabar-se da sua consciência pessoal, nem de limitar-se a ter a morte como um salto nas trevas. Isso não convém, sobretudo, a um filósofo, cujo primeiro dever, segundo Sócrates, é de conhecer-se a si mesmo."
Carl Du Prel desencarnou em Heiligkreuz (Tirol), no ano de 1899.

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Foi um dos grandes pensadores do século passado, tendo participado, em companhia dos professores Lombroso, Ermácora, Richet, Aksakof, Schiaparelli, Chiaia e outros, das experiências realizadas em Milão, em 1892.
No prefácio do seu livro "O Outro Lado da Vida", diz ele:
"Enquanto o homem permanecer na dúvida se é uma criatura física e imortal ou um ser metafísico imortal, não terá o direito de gabar-se da sua consciência pessoal, nem de limitar-se a ter a morte como um salto nas trevas. Isso não convém, sobretudo, a um filósofo, cujo primeiro dever, segundo Sócrates, é o de conhecer-se a si mesmo."
Como escritor eminente publicou "A Doutrina Monística da Alma", "A Psicologia Mágica", "O Espiritismo", "Lucidez e Ação à Distância", "A Descoberta da Alma", "História da Evolução do Universo", e outras.


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quarta-feira, 5 de junho de 2019

VULTOS DO ESPIRITISMO. - CÂNDIDA AUGUSTA BEZERRA DE MENEZES. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


  
     Cândida Augusta Bezerra de Menezes

                           1851 - 1909

No dia 20 de março de 1909, desencarnou, na cidade do Rio de Janeiro, Cândida Augusta de Lacerda Machado, a segunda esposa de Bezerra de Menezes.
Filha de Mariano José Machado e Maria Cândida de Lacerda, casara-se com Bezerra de Menezes, em 21 de janeiro de 1865, dois anos após a desencarnação de Maria Cândida, a primeira esposa do Médico dos Pobres e irmã materna de Cândida Augusta. Cândida, após o matrimônio, colheu os dois sobrinhos que ficaram como filhos do coração, dando-lhes novos irmãos.
Cândida Augusta Bezerra de Menezes, nome que passou a utilizar depois do casamento, nasceu, provavelmente, em 1851, pois que desencarnou aos 58 anos.
O fato de ser 20 anos mais nova que o marido, nascido em 1831, era algo comum no Brasil do século XIX. Por uma questão cultural das famílias, à época, as filhas também se casavam bastante cedo. Curiosamente, Cândida Augusta nasceu no ano da chegada de Bezerra ao Rio de Janeiro.
Meigo espírito veio, certamente, com a missão precípua de dar o suporte familiar e afetuoso necessário ao esposo, quando este, no futuro, iniciasse suas atividades na seara espírita.
Cândida era conhecida pelos familiares e, provavelmente, pelo próprio marido através do terno apelido de Dodoca. Levou uma existência de virtudes, de trabalho e de provações, ao lado do amado companheiro.
Bezerra de Menezes, depois de ter perdido na política do Império a fortuna que adquirira como empresário, viveu os últimos anos de sua existência, pobre, cercado de embaraços e dificuldades. Para isso contribuiu, também, a magnanimidade do seu coração, o seu espírito despojado, que o levava frequentemente a repartir tudo quanto possuía com os necessitados que a ele recorriam.
Em meio às privações daí resultantes, dos dissabores e vicissitudes tão comuns à vida do homem público de seu tempo, a Misericórdia Divina lhe ensejou o amparo carinhoso de sua querida Dodoca, com quem partilhava as alegrias e as amarguras do coração.
Foram 35 anos de afetuosa convivência, até a separação física de Bezerra, ocorrida em 11 de abril de 1900. O desenlace do marido converteu-se numa dolorosa provação na sua vida, até aí tão tranquila e feliz, não obstante as intempéries existenciais anteriormente experimentadas.
Entretanto, conforme testemunham aqueles que a conheceram, Dodoca era uma alma de criança, duplicada de meiguice e singeleza, que nem os anos nem as vicissitudes e decepções do mundo conseguiram modificar.
Apesar de seu desejo em se reunir, brevemente, ao esposo amado no mundo espiritual, era para ela angustiante essa possibilidade,em face da situação dos filhos menores que deixaria. Ao desencarnar, Bezerra deixou seis filhos: Ernestina, Otávio, José Rodrigues, Francisco da Cruz, Hilda e Maria da Conceição. Estes três últimos tinham, respectivamente, 16, 14 e 9 anos.
Dodoca era espírita, absolutamente convencida da imortalidade e da sobrevivência da alma. Quando a enfermidade, que há longos anos lhe minava o organismo, a prostrou definitivamente no leito, ela foi, aos poucos, preparada para a desencarnação, através da ação de amigos espirituais e particularmente de Bezerra de Menezes, que via frequentemente à cabeceira do leito.
Sob essa influência suave e amorosa, manteve-se resignada e confiante de tal forma que, poucas semanas antes de desencarnar, fez suas últimas disposições, indicando até as roupas com as quais gostaria de ser amortalhada.
Conversava sobre o próximo desfecho com a mesma tranquilidade como se tratasse de uma viagem ou de um passeio.
Assim lúcida, confortada se conservou Dodoca, tendo apenas intermitências de angústias físicas que a enfermidade lhe provocava, e durante as quais só se lhe ouviam sair dos lábios os nomes de Jesus e de Bezerra, até que o seu débil corpo sucumbiu, aos 58 anos, e o seu espírito feliz partiu para as regiões da luz.

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domingo, 2 de junho de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CAMILO RODRIGUES CHAVES. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


            Camilo Rodrigues Chaves.

                      1884 – 1955

Nascido em 18 de julho de 1884 e desencarnado em 03 de fevereiro de 1955, em Belo Horizonte.
Foi Presidente da União Espírita Mineira, cujas tarefas, as desempenhou com muito amor. Tinha o coração sempre derramando carinho e compreensão no trato com os companheiros de jornada.
Sua humildade não permitia que o jornal "O Espirita Mineiro" fizesse qualquer referência elogiosa à sua gestão na U.E.M. embora unanimemente o apontassem como o melhor Presidente que passou pela Casa Máter de Minas Gerais.
Foi fundador do Centro Espírita "Tiago Maior", Presidente do "Abrigo Jesus". Foi um grande empreendedor nas obras por onde passava.

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - BRUNO HERMELINDO BRAVO GARCIA. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


        Bruno Hermelindo Bravo Garcia

                          1938 - 1976

Nasceu em 6 de outubro de 1938 em San Pedro Sacatépeques, San Marcos, Guatemala, C. A. Filho de Genaro Bravo Rabanales e de Maria Garcia de Bravo, excelente pai e esposo.
Realizou estudos em Instituições católicas e evangélicas a pedido dele mesmo, destacando-se em ambas religiões, com honras. Graduou-se Bacharel em Ciências e Letras; trabalhou por 14 anos como Segundo Oficial do Governo departamental da Guatemala.
Suas atividades espíritas, ao longo de 15 anos, foram: fundador do Primeiro Grupo Juvenil e Presidente do 1º Congresso Espírita Juvenil, Secretário da Escola "Luz y Caridad" e de Relações Exteriores da "Cadena Heliosóphica Guatemalteca", as quais representou no México, Honduras e em Salvador.
Desencarnou em 4 de fevereiro de 1976, aos 38 anos, em conseqüência do terremoto que assolou o país com mais de 28.000 vítimas.

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quarta-feira, 22 de maio de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - BOANERGES VIEIRA. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


                      Boanerges Vieira

                          1920 - 2006

Nasceu em 14 de maio de 1920, na cidade de Campinas, em São Paulo. Sua família era de origem católica, por isso sua formação religiosa deu-se na infância e adolescência também dentro do catolicismo.
Chegando à idade adulta, engajou-se no serviço militar, de onde só saiu para a reserva, como 1º Tenente. Nas idas e vindas que a vida militar proporciona, o Tenente Boanerges foi transferido para a cidade da Lapa-PR. Em 1948, sem ainda conhecer o Espiritismo, foi vítima de obsessão que, intensificada, provocava-lhe idéias de suicídio.
Foi dentro desse tormento mental que um amigo, também militar, lhe indicou o Centro Espírita. Ele, então, procurou o recurso do passe, que lhe aliviou a angústia momentaneamente, para recomeçar em seguida. Procurou novamente o passe e mais uma vez identificou a melhora.
Então, os livros de Allan Kardec chegaram a suas mãos. Estudou com afinco. Mais tarde, recebeu uma mensagem do plano espiritual de que precisava se preparar, pois Jesus lhe enviaria tarefas. Foi o suficiente para mergulhar com maior afinco no estudo da Codificação Espírita e se tornar espírita.
Transferido pelo Exército, para a cidade de Castro, logo procurou o Centro Espírita da cidade. Encontrou um ambiente simples, com companheiros também muito simples e sem conhecimento. O grupo estava se desfazendo mas, com a sua participação, novos ânimos nasceram, e o Presidente da época resolveu, depois de alguns meses, entregar a Direção da Casa a Boanerges, confiante no potencial daquele jovem de apenas 29 anos.
Desde 1954 até 2006, quando desencarnou, Boanerges esteve no trabalho no Centro Espírita Jesus Perante a Cristandade, de Castro. Fundou, em 1972, em Castro, o Lar Mariliana Barbosa, para senhoras em risco social e, em 1996, a Casa da Esperança, instituição com oficinas profissionalizantes.
Era disciplinado, dedicado. Viu gerações nascerem, crescerem e, para muitos foi mestre, mentor, conselheiro, muitas vezes o Pai, o Irmão. Era carinhosamente chamado de Avô Boanerges pelas crianças da evangelização e de Paizão pelos que com ele conviveram por tanto tempo.
Boanerges partiu para a vida espiritual, no dia 1º de agosto de 2006.

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - BLANDINA PHILIPPINI FERREIRA. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


           Blandina Philippini Ferreira

                      1903 – 1974

Nasceu em 02 de junho de 1903, no bairro da Casa Amarela em Recife, e desencarnou no dia 23 de maio de 1974, em Recife, Pernambuco.
Era filha de Xavier Alexandre Philippini, de nacionalidade francesa e Dona Maria Germana Gomes Philippini, brasileira. Era viúva do grande líder espírita pernambucano Fernando Gomes Ferreira, de cujo matrimônio teve apenas uma filha, criando no entanto seis enteados do primeiro casamento de seu esposo; todos os seus descendentes são simpatizantes da Doutrina Espírita.
De família tradicionalmente católica, Blandina Philippini tomou contato com a Doutrina em 1921, pela leitura de “O Livro dos Espíritos”. Consciente das verdades contidas na magistral obra, resolveu aprofundar-se no conhecimento doutrinário, lendo os demais livros da Codificação e de vários autores e, ao mesmo tempo, iniciou-se na prática, freqüentando o Grupo Espírita Bittencourt Sampaio, revelando tanto interesse pela causa, que logo foi chamada a fazer parte da sua diretoria sendo eleita Vice-Presidente e no ano seguinte Presidente do Grupo.
Iniciou-se no serviço de palestras, impondo-se por seu verbo encantador, dominando auditórios, com sua voz vibrante e ao mesmo tempo comovedora; falava das belezas do Evangelho de Jesus ou de temas doutrinários com a mesma candura. A Federação Espírita Pernambucana foi buscá-la para o seu quadro de oradores, confiando-lhe o setor evangélico, tarefa que exerceu por mais de 40 anos consecutivos.
Fundou inúmeras instituições, entre as quais a Sociedade Espírita “Mensageiros do Bem”, da qual foi Presidente até a data da sua desencarnação. Foi uma das fundadoras a “Casa dos Espíritas de Pernambuco”, sendo a sua primeira Secretária no Conselho Deliberativo. Fundou também a “União Espírita da Torre”. Teve grande atuação na “Comissão Estadual de Espiritismo”, onde ocupou vários cargos, sendo a primeira Presidente da Ala Feminina, eleita em 1º de setembro de 1950 e, quando da sua desencarnação, ocupava a 1ª Vice-Presidência.
Foi uma das grandes animadoras do movimento espírita pernambucano, participando de acontecimentos de relevo entre os quais a “Semana da Mulher Espírita Pernambucana”, com encerramento no Teatro Santa Isabel e presença de autoridades civis e militares, confrades de todo o Estado e Estados vizinhos, tomando parte ativa nessas semanas, seareiras como Elisabeth Dantas (Niná), Nércia Tavares, Judith Siqueira Braz e tantos outros valores femininos de Recife, onde a mulher caminha no Espiritismo passo a passo com os homens. Integrou a equipe de colaboradores de vários cursos intensivos de Espiritismo, promovidos pela “”Comissão Estadual de Espiritismo”, que tem a adesão de mais de uma centena de Instituições Espíritas em todo o Estado de Pernambuco.
Em entrevista para o Museu Espírita do Estado do Rio de Janeiro, declarou que entre todos os acontecimentos espíritas do Estado, sua melhor recordação era a comemoração do Primeiro Centenário do Espiritismo, realizado no parque Treze de Maio, em 18 de abril de 1957, promovido pela “Comissão Estadual de Espiritismo”.
Colaborou muito na imprensa espírita pernambucana e de todo o Nordeste, dentre eles “Raios de Luz”, “A Verdade”, “Paraíba Espírita”, e outros.
Gostava imensamente de poesias e de declamar em reuniões festivas. Sua inspiração surgia quase sempre no silêncio das madrugadas, deixando em sua bagagem belos poemas e sonetos. Em sua juventude trabalhou em Teatro Estudantil, adorava música clássica, apesar de Ter apenas noções teóricas de música.
Tornou-se oradora muito solicitada para Congressos, Semanas Espíritas, Simpósios e reuniões festivas. Foi grande animadora da Mocidade Espírita e da Escola Espírita de Evangelização para Crianças. Declarou que a Mocidade Espírita, que tantos frutos tem produzido por esse Brasil imenso deve ser incentivada ao máximo, porque é a esperança de um mundo mais dos moços. Centenas de Instituições Espíritas estão hoje sob a direção dos moços de ontem. A Mocidade Espírita criada pela visão extraordinária do professor Leopoldo Machado, que teve a sua fase áurea em 1948, quando da realização no Rio de Janeiro, do Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, no qual estava representado todo o País, abriu as portas da Doutrina aos jovens, integrando-os nos trabalhos do Centro Espírita, proporcionando-lhes o gosto pelo estudo doutrinário e o incentivo pela tribuna espírita, ombro a ombro, lado a lado, com os mais experimentados, sobretudo no campo assistencial.
Médium inspirada, se transfigurava na tribuna, ao distribuir as blandícias do Evangelho de Jesus. No contato com os menos felizes, exerceu moderadamente a beneficência num terreno muito difícil que é o da pobreza envergonhada, levando a fé, a coragem e o desejo de viver, a muitos que se julgavam abandonados pela sorte, e que encontravam nela o apoio seguro.
Blandina Philippini, pela sua cultura doutrinária, e pelo seu grande amor à Doutrina sobretudo pela sua humildade, deu causa a muitas conversões ao Espiritismo. No transcurso de sua existência terrena, de quase três quartos de século distribuiu luz e amor aos seus semelhantes.

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - BLAISE PASCAL. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.

Blaise Pascal

1623 – 1662

Certo dia, um menino de 10 anos bateu com uma colher num prato e escutou atentamente o som, que continuou a vibrar por algum tempo, parando, no entanto, quando o pequeno pôs a mão sobre o prato.
Com certeza, em muitos lugares do mundo, outros tantos garotos terão feito o mesmo e observado o fenômeno. Mas, só um gênio como Blaise Pascal resolveu investigar o mistério e escreveu um tratado sobre o som: "Traité des sons".
Nascido aos 19 de junho de 1623, em Clermont Ferrand (Auvergne), cedo demonstrou a sua genialidade. Certo dia, o pai o encontrou a riscar, com um pedaço de giz, "rodas e barras" no soalho do seu quarto. Rodas e barras eram na verdade os círculos e as linhas retas da Geometria, traduzidos na linguagem infantil.
Logo mais provaria que a soma dos ângulos de um triângulo perfaz dois retos, resolvendo num passatempo, o 32º teorema de Euclides, cujo nome ignorava.
Na adolescência, aos 16 anos, escreveu um Tratado sobre as secções dos cones "Traité des sections coniques", um problema de alta Geometria, que assombrou o mundo profissional da época. O próprio Descartes, ao lê-lo, se recusou a acreditar tivesse sido escrito por um jovem dessa idade.
Dois anos mais tarde, construiu o jovem matemático uma máquina de contar, com o principal objetivo de aliviar seu pai dos complicados cálculos que necessitava fazer na sua lida com as finanças do Município.
Numa época em que não estavam aperfeiçoadas as tábuas logarítmicas, este engenho prestou grandes serviços aos que se ocupavam com a aritmética e mereceu numerosas reproduções.
Oportunamente, Pascal presenteou com uma dessas máquinas ao célebre Condé e a Rainha Cristina da Suécia, quando ela esteve na França. Mais tarde, entre seus 23 e 25 anos, interessou-se pelos estudos da Física, escrevendo sobre o "espaço vazio": "Nouvelles experiences touchant le vide".
Foi também nesta época que o pai de Blaise sofreu um acidente e, por permanecer longo período na cama, teve a lhe servir de enfermeiros dois fervorosos discípulos de Cornélio Jansênio que, ao se despedirem, deixando Etienne Pascal curado, deixaram toda a família Pascal profundamente impressionada com o ideal religioso.
Em outubro de 1654, estando Blaise Pascal a passear de carruagem por uma ponte, assustaram-se os cavalos, tendo dois deles se precipitado da ponte, após rompidos os arreios. Os outros, com a carruagem ficaram suspensos sobre o abismo, salvando a vida do cientista. Dizem alguns de seus biógrafos que este fato lhe teria produzido um violento abalo, fazendo-o se dedicar às questões religiosas.
Contudo, depois de sua morte foi encontrado, cosido no forro de sua vestimenta, um bilhete datado de 23 a 24 de novembro de 1654, em que ele relata uma espécie de êxtase que teria experimentado, e demonstra um desejo ardente de se consagrar às coisas espirituais.
Escrevendo suas "Cartas Provinciais", Pascal apresenta a verdadeira Igreja do Cristo não circunscrita a uma determinada organização eclesiástica, menos ainda a determinados homens de um certo período, representando casualmente a Igreja, mesmo porque, falíveis os homens, insegura seria a fé. Em 1657, suas "Cartas", dezoito ao todo, foram relacionadas no Index, da Igreja. São consideradas um dos maiores monumentos da literatura francesa e o atestado de uma grande sinceridade cristã.
A respeito, pronunciou-se Pascal: "Roma condenou as minhas Cartas; mas o que nelas condenei está condenado no céu - apelo para o teu tribunal, Senhor Jesus!"
Relata que pediu a Deus 10 anos de saúde para poder escrever sua apologia do Cristianismo, que o mundo viria a conhecer com o nome de "Pensées", contudo, confessa, Deus lhe deu quatro anos de enfermidade.
Nessa Apologia, ele apresenta Cristo não como o "Senhor morto" de tantos cristãos, mas o Cristo vivo, sempre-vivo, aquele Cristo que segue com os homens, todos os dias.
Amar era para ele a melhor forma de crer, a "razão do coração que a razão ignora". Deus é, antes de tudo o Sumo Bem, o alvo do amor, e ele afirmava não poder crer senão num Deus que pudesse amar sinceramente. A mensagem para a humanidade de sua época, para os melhores homens do século, foi uma mensagem de vasta, profunda e panorâmica espiritualidade cristã. Uma espiritualidade que brilha em todas as páginas do Evangelho, a espiritualidade do Cristo.
Tal espiritualidade transcende das suas mensagens, inseridas pelo Codificador em O Evangelho Segundo o Espiritismo: a primeira, datada de 1860, recebida em Genebra, que alude à verdadeira propriedade e a segunda, do ano 1862, de Sens, da qual destacamos especialmente: "(...) Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade; (...) " e , logo adiante, "(...) esforçai-vos por não atentar nos que vos olham com desdém e deixai a Deus o encargo de fazer toda a justiça, a Deus que todos os dias separa, no seu reino, o joio do trigo."
Não menos oportunas as observações em sua mensagem "Sobre os médiuns" (O Livro dos Médiuns, cap. XXXI, item XIII) de excelente atualidade para os dias que estamos vivendo, onde a mediunidade tem sido levada, muita vez, à conta de exclusiva projeção pessoal e destaque social: "Que, dentre vós, o médium que não se sinta com forças para perseverar no ensino espírita, se abstenha; porquanto, não fazendo proveitosa a luz que ilumina, será menos escusável do que outro qualquer e terá que expiar a sua cegueira."
Sua morte se deu a 19 de agosto de 1662, aos 39 anos, em Paris, sendo que os dois últimos anos de sua vida foram de intenso sofrimento. A enfermidade que o tomou lhe furtou qualquer possibilidade de esforços físicos e intelectuais.

Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.
          
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