Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador Biográfico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biográfico. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de julho de 2017

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 205. - PERFIL BIOGRÁFICO. - UMA VIDA COM AMOR III - UBIRATAN MACHADO.

 CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

CHICO XAVIER PERFIL BIOGRÁFICO.

            UMA VIDA COM AMOR III
                                                          
                                                UBIRATAN MACHADO.

                      COM O DIABO NO CORPO.

              (...) “Quero ir embora daqui, mamãe. Só vivo apanhando...”
    A mãe recomendou-lhe paciência.
              “Quem não sofre não aprende lutar”.
              “Minha madrinha diz que estou com o Diabo no corpo...”
            “Não se importe. Tudo passará e, se você tiver paciência, Jesus nos ajudará para ficarmos sempre juntos.”
            Depois desse dia, Chico nunca mais reclamou. E nem chorava. Suportava tudo calado, de olhos secos. Ante essa reação, que considerava ofensiva, dona Rita mudou o refrão; Agora dizia: “Chico é tão cínico que n]ao chora nem mesmo a pescoção>”
            O menino defendia-se dessa acusação com argumento escandaloso. Contava que, toda vez que suportava uma surra sem chorar, via sua mãe. A partir daí, passaram a chamá-lo de menino aluado.
            Dona Rita criava também como filho adotivo um menino chamado Moacir, que nesta época andava lá pelos seus 12 anos de idade. Há muito ele tinha uma imensa ferida pustulenta e crônica na perna. Não havia remédio capaz de fazer sará-la.
            Um dia, dona Rita resolveu recorrer aos préstimos de Ana Batista, uma antiga curandeira da localidade denominada Matuto (hoje Santo Antônio da Barra), nos arredores de Pedro Leopoldo.
            Ana Batista examinou a ferida e, com sua sabença irretorquível, concluiu:
            “Aqui só uma simpatia vai dar resultado.”
            “Como é essa simpatia”, indagou dona Rita.
            Assumindo um ar ainda mais sério, a velha benzedeira ensinou:
            “A ferida precisa ser lambida por uma criança, em jejum, durante três sextas-feiras seguidas.”
            A princípio dona Rita achou a idéia meio absurda.
            Mas logo concordou:
            “Chico serve?”
            “Chico é aquele menino aluado, que mora em sua casa? Serve sim.”
            Esse diálogo ocorreu numa quinta-feira, pela manha. À tarde, Chico já sabia da estranha missão que lhe estava reservada para o dia seguinte. Ao se dirigir à sombra das bananeiras, onde costumava orar, encontrou o Espírito de sua mãe. Chorando, contou-lhe tudo.
            “Você deve obedecer, meu filho”.
            “Então devo lamber a ferida do Moacir?”
            “É melhor lamber feridas do que causar aborrecimentos aos outros. Obedeça à sua madrinha”.
            “E isso vai sarar a ferida do Moacir?”
            “Não, pois não é remédio. Mas seja humilde, meu filho. Se você ajudar a lamber a ferida, nós fazemos o remédio para a cura.”
            No dia seguinte, Chico iniciou a sua repgunante missão.
            “Durante três sextas-feiras seguidas, em jejum, tive que fazer aquela coisa horrível. Fechava os olhos, pedia forças ao Espírito de mamãe e começava a lamber a perna do menino. Foi duro. Na hora, tinha muita raiva da minha língua não ser maior, para com uma lambida só eu resolver o problema e acabar com o suplício. Felizmente a danada da ferida começou a sarar na terceira sexta-feira, e não precisei mais fazer aquilo. E pedi à minha mãe para dar um jeito de ninguém mais ter ferida, pelo menos em Pedro Leopoldo.”
            Quando viu a perna do filho adotivo melhorar, dona Rita, pela primeira vez em dois anos, dirigiu-se a Chico de maneira carinhosa:
            “Muito bem, Chico. Você obedeceu direitinho, Louvado seja Deus!”
            E durante uma semana o menino não apanhou. Mais alguns meses e ele estaria livre da tirania da madrinha.
            “Dona Rita foi minha educadora.”


            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 18 de julho de 2017

- A PRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 204. - CHICO XAVIER PERFIL BIOGRÁFICO. - UMA VIDA COM AMOR II - UBIRATAN MACHADO.



     CHICO XAVIER POR ELE MESMO.

 CHICO XAVIER PERFIL BIOGRÁFICO.

                   UMA VIDA COM AMOR II
                                                          
                                                    UBIRATAN MACHADO.

                           COM O DIABO NO CORPO.

             (...) Na diáspora da família Xavier, Chico vai para a casa da madrinha, dona Maria Rita de Cássia, velha amiga de sua mãe. Ali começariam as atribulações do menino, que mais parecia um daqueles pequenos heróis de Dickens, cuja infância é curtida com os mais atrozes castigos e humilhações. Mas havia uma diferença. Ao contrario dos personagens do grande romancista inglês, em geral com um destino adulto medíocre, Chico estava destinado a altos vôos: tornar-se um professor de humildade e demonstrar as manifestações do maravilhoso não são travessuras do capeta. Mas, para chegar até La, precisava passar no vestibular do sofrimento. E dona Rita seria uma professora intransigente.
         A qualquer pretexto, a vara de marmelo cantava no lombo do menino. Para pescoções, taponas e beliscões dispensavam-se pretextos. E, em sua crueldade, dona Rita inventava requintes dignos de um inquisidor. Um de seus caprichos consistia em enfiar garfos no ventre do garoto. O Suplício durava horas. O sangue começava a escorrer. Chico soluçava, berrava, chorava, implorava. Mas a madrinha não lhe permitia tirar os garfos. Aos poucos abriu-se uma imensa chaga na barriga. A dor impedia-o às vezes até de caminhar ate o fundo do quintal, único lugar que encontrava um pouco de paz. Além disso, via-se obrigado a usar uma camisola comprida de menina, chamada de mandrião, feita com pano de saco de farinha pintado de azul.
         “Ao me levantar, pela manha, eu não me animava a tomar café; fica esperando a primeira surra do dia. Depois, sim, tomava meu café com aquela alegria de já haver pago uma parcela.”
         E as surras vinham sempre acompanhadas do mesmos refrão:
         “Esse menino está com o diabo no corpo”.
         Talvez para exorcizá-lo, dona Rita obrigava-o a longos jejuns. O Sofrimento ia polindo o menino. Mas a capacidade de resistência de uma criança é limitada.
         Um dia, angustiado e com o corpo marcado de vergões, Chico correu para o fundo do quintal. Ia refugiar-se à sombra amiga de velhas bananeiras. Ali, começou a rezar. Pouco depois, viu dona Maria João a seu lado. Lembrou-se das palavras da mãe, de que não ia morrer. E, com lógica de seus cinco anos, não se surpreendeu.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

- APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 203. - CHICO XAVIER PERFIL BIOGRÁFICO. - UMA VIDA COM AMOR I - UBIRATAN MACHADO..


CHICO XAVIER PERFIL BIOGRÁFICO.

                 UMA VIDA COM AMOR I
                                                          
                                                     UBIRATAN MACHADO.

                        COM O DIABO NO CORPO.

            O povo era cordial e conservador. E alheio às imensas mudanças éticas e sociais que aceleravam em todo o mundo. Comia seu feijão tropeiro, seu angu com couve, pitava, procriava e ia à missa. Que todos eram católicos, reverentes ao senhor vigário, rebanho dócil, que encarava qualquer manifestação do maravilhoso como travessura do capeta.
            Alguma coisa aconteceria com a chegada do trem, saudado com foguetório, cachaçada e banda de música, ao melhor estilo do interior; Era a velha maria-fumaça, então literalmente a todo vapor. O fato era tão importante que em 1901 Cachoeira das Três Moças trocava seu nome por Pedro Leopoldo. Homenagem justa, se bem que de péssimo gosto poético, ao engenheiro que estenderia a linha da Central do Brasil até aquela zona metalúrgica, boca do sertão mineiro.
            Nesta época, morava ali um casal humilde, como tantos outros casais do interior. Ele, João Cândido Xavier, operário de profissão, vendedor de bilhetes nos momentos de aperto. Isto é, durante o ano inteiro,. Sua mulher, dona Maria João de Deus, de prendas domésticas. Mãe de família na velha tradição mineira. Dedicada ao lar, paparicando os filhos, ensinando-os a rezar de mãos postas. Ambos católicos. Por educação e fé. Viviam cheios de filhos, de pobreza e harmonia, numa pequena casa térrea. Foi ali que, em dois de abril de 1910, nasceu um menino, que na pia batismal recebeu o nome de Francisco. Na certa em homenagem ao humílimo e pobrezinho santo de Assis.
            A vida Ada família seguia serena. Os filhos, agora, já eram nove. Chico crescia como qualquer moleque do interior. Corria pelo quintal, brincava e subia em árvores, de pés descalços, peito nu, aguçando os ouvidos quando o apito estridente da maria-fumaça ecoava por aquelas lonjuras. Livre como os pássaros. Estava com cinco anos e como qualquer criança normal dessa idade, sentia-se irresponsavelmente feliz.
            Então, surgiu o inesperado: dona Maria João de Deus adoece. A princípio, parecia coisa passageira. A doença, porém, progrediu rapidamente, e ela já pressentia o toque frio da foice da morte. Como a família viveria? João Cândido, inveterado sonhador, achava-se desempregado. Sobrevivia apenas as custas dos bilhetes de loteria. A praça era pobre e ele arriscou-se pelas cidades maiores da redondeza. Sabará, Conceição do Mato Dentro, Curvelo.
            Preocupada, dona Maria João decidiu distribuir os filhos por parentes e amigos, que se dispuseram a criá-los.
            “Eu estava de pé, no pé da cama, e o queixo encostado na madeira. Na cabeceira do leito, minha mãe me olhava. E eu lhe disse palavras muito duras para um menino. Por que a senhora, mamãe, esta dando seus filhos para os outros? Não quer mais seus filhos, é isso?”(Chico Xavier)
            Dona Maria respondeu que ia para o hospital. E disse uma frase que impressionou o menino: “Se qualquer pessoa falar que morri, é mentira. Não acredite. Vou ficar quieta, dormindo, não responderei a ninguém, mas não vou morrer”. E no dia seguinte a este diabólico, em 29 de setembro de 1915, ela morreu.

            Fonte: - “CHICO XAVIER Por Ele Mesmo. – Autores Diversos, - 1 ª. edição, - Editora Martin Claret Ltda, - São Paulo, SP, - Outubro de 1994.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

- VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. - Nº. 12. - ENSAIO BIOGRÁFICO. - PREÂMBULO.


                                               ENSAIO BIOGRÁFICO.

 (Nota: Devido a extensão do conteúdo dividiremos em nove partes.)

                                                     PREÂMBULO        (Nona Parte)

            Humberto de Campos, espírito de imaginação fecunda, príncipe da palavra escrita e, agora perscrutador incansável dos vastíssimos arquivos do Além, reproduziu, através da mediunidade singular de Francisco Candido Xavier, com o colorido delicado de seu estilo primoroso, o quadro emocionante assumido por um Espírito, numa das memoráveis assembléias havidas nas regiões etéreas, sob a presidência do grande Ismael, por Cristo constituído o zelador dos patrimônios imortais da Terra do Cruzeiro.
            Melhor será reproduzir esse quadro, com as próprias palavras do Espírito de Humberto de Campos: - “Há mais de um século, brilhante assembleia de Espíritos se reuniu no Espaço, sob a direção do Anjo Ismael. Foi então exposta à missão futura do Brasil na divulgação do Evangelho, que seria iluminado por uma nova Revelação. Em dado instante, o Mensageiro do Senhor se aproxima de um de seus discípulos e fala-lhe mais ou menos assim: - Descerás às lutas terrestres, com o objetivo de concentrar as nossas energias no País do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado dos nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as declarações do teu espírito, a fim de que possamos criar nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elementos dispersos, com as dedicações do teu espírito, a fim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração. – E Ismael, ao finalizar, acrescentou: - Se a luta vai ser grande, considera que não será menor a compreensão do Senhor, que é o caminho a verdade e ávida. – E o discípulo escolhido, imóvel e reverente diante de Ismael, não pode articular palavra alguma: a emoção dominava-o inteiramente".
            “Mas, as lágrimas que rolaram copiosamente de seus olhos diziam, com grande eloquência, que ele tudo faria para bem cumprir a missão que lhe fora confiada”.
            “Tempos depois, a 29 de agosto de 1831, esse missionário nascia no Riacho do Sangue, na então Província do Ceará, recebendo o nome de Adolfo Bezerra de Menezes”.
            E segundo informa o Barão de Studart, em seu Dicionário Biográfico Cearense, foram seus pais: Antonio Bezerra de Menezes, que desencarnou em Maranguape, em outubro de 1851, vitimada pela febre amarela, e de dona Fabiana de Jesus Maria Bezerra, nascida também em Riacho do Sangue, em 1791, desencarnando em Fortaleza em 5 de agosto de 1882.
            Antes, porém, de soar a hora em que Bezerra de Menezes deveria assumir o posto que lhe fora indicado nessa memorável reunião, era necessário que ele se impusesse, na Corte de então, pela força de seu trabalho, pelos seus dotes culturais, pelo seu caráter, pelas suas atitudes largas, nobres e dignificantes, pelos rasgos maravilhosos de seu coração de ouro. Tinha de firmar-se, no seio da sociedade, como patriota, médico, homem de cultura e de ação; como jornalista, político e escritor.

            Fonte: - Livro “VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES”  - SILVIO BRITO SOARES – 4 ª. Edição – Editora FEB. – Rio de Janeiro, RJ. – Agosto de 1978.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 18 de agosto de 2012

- VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. - Nº. 11. -ENSAIO BIOGRÁFICO. - PREÂMBULO. - (Oitava Parte.) - SILVIO BRITO SOARES.


                                                   ENSAIO BIOGRÁFICO.


     (Nota: Devido a extensão do conteúdo dividiremos em nove partes.)
                 
                                             PREÂMBULO        (Oitava Parte)

            Vox populi, Vox Dei – As vozes de milhares de consulentes pobres, a quem ele, Bezerra, fornecia os remédios e até dinheiro para o alimento, anunciando as curas feitas, chegaram aos ouvidos da alta sociedade. E apesar de suas consultas serem dadas em modesta farmácia de subúrbio, a ela diariamente afluíam centenas de pessoas de bolsas recheadas que disputavam ser atendidas por esse médico realizador de milagres. Bezerra de Menezes, no entanto, não era um privilegiado por Deus; as curas que realizava podiam ser feitas também por outros facultativo desde que soubessem conjugar o verbo amar, como Bezerra o conjugava.
            Mas, por que o cognominaram de “Allan Kardec” brasileiro.

            Fonte: - Livro “VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES”  - SILVIO BRITO SOARES – 4 ª. Edição – Editora FEB. – Rio de Janeiro, RJ. – Agosto de 1978..

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

- VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. - Nº. 10. - ENSAIO BIOGRÁFICO. - PREÂMBULO. (SÉTIMA PARTE).


                                               ENSAIO BIOGRÁFICO.

(Nota: Devido a extensão do conteúdo dividiremos em nove partes.)

                                                     PREÂMBULO        (Sétima Parte)

            Todo espiritista, compenetrado da crença que o faz sentir Deus em toda a sua expressão de Pai de infinita bondade e justiça, que mostra Jesus, em toda a sua grandeza espiritual, que faz descortinar um horizonte de resplendente beleza, de luz e de vida eternas, tem, necessariamente, de encarar o Espiritismo, em qualquer circunstância, com todo o respeito e devotamento que merece.
            Já Allan Kardec, em discurso de abertura da sessão anual comemorativa dos mortos, na Sociedade Parisiense, em 1º de novembro de 1868, dizia:
            “Todas as reuniões religiosas, a qualquer culto que perteçam, são fundadas sobre a comunhão de pensamentos; e com efeito é nas reuniões religiosas que ele deve e pode exercer todo o seu poder, porque o alvo tem que ser o desprendimento do pensamento das estreitezas da matéria. Infelizmente, a maior parte delas se tem desviado desse princípio, à medida que fazem da religião uma questão de forma. Disso resulta que cada um, fazendo consistir seu dever no cumprir as formas, crê-se quite com Deus e co os homens, quando haja praticado a fórmula. Resulta ainda que cada um vai aos lugares de reuniões religiosas com pensamento pessoal, de seu próprio interesse e o mais frequentemente sem sentimento algum de fraternidade para com os outros assistentes; fica isolado no meio da multidão, e não pensa no céu senão para si mesmo.
            “Certamente não é assim que o entendia Jesus quando disse: Quando estiverdes reunidos em meu nome, isto é, com pensamento comum; mas não podem estar reunidos em nome de Jesus sem lhe assimilarem os princípios, sua doutrina de Jesus? A caridade em pensamento, palavras e atos. Os egopistas e os orgulhosos, mentem quando se dizem reunidos em nome de Jesus, porque Jesus os recusa para seus discípulos”.
            Pois bem, Bezerra de Menezes, com seu alto descortino e verdadeira compreensão relativamente ao respeito que devemos ter, em qualquer terreno e em qualquer oportunidade, para com a nossa Doutrina, escreveu em o Reformador de 15 de agosto de 1896:
            “Pensem como quiserem os que entendem dever fazer a propaganda espírita por todos os modos, mesmo nas praças, sujeitando a divina Doutrina à galhofa do público, mesmo nos teatros em meio do ridículo dos espectadores, e até nos alcouces, por entre os esgares desprezíveis de seres infelizes, seus frequentadores.
            “Nem Jesus, o santíssimo modelo, nem os apóstolos, seus autorizados imitadores, expuseram jamais à galhofa, ao ridículo e aos esgares da corrupção os ensinos da salvação.
            “Quer uns quer outros levaram a palavra da Verdade a todos os meios, é certo, porque o doente é que precisa do médico; porém, fizeram-no sempre guardando a compostura, severamente moralizadora, de ministros da mais pura, santa e veneranda Doutrina: ergueram a luz à altura de ser vista por toda a Humanidade, mas não a levaram aos antros.
            “De que serve pregar o Espiritismo, que é o Evangelho segundo o espírito e a verdade, dando aqueles que o pregam o exemplo do seu desrespeito pelo modo irreverente de pregá-lo?
“Sancta sancte tractanda sunt: as coisas sagradas devem ser com todo o respeito tratadas.
“Por este modo, um que seja, que se colha para o redil bendito, vem convencido da santidade da Doutrina será um convencido digno e dignificador da Santa Lei.
“Pelo contrário, os que são trazidos como em folia, por milhares que sejam, virão crentes, pelo modo por que viram obrar os propagandistas, de que o Espiritismo é meio de distração, senão de brincadeira, e esses milhares nem aproveitam para si, nem concorrem de leve para o triunfo da boa Lei.
“Propagar o Espiritismo por toda a parte, sim; mas propagá-lo com o respeito e o acatamento que requer o ensino da divina Revelação”.

            Fonte: - Livro “VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES”  - SILVIO BRITO SOARES – 4 ª. Edição – Editora FEB. – Rio de Janeiro, RJ. – Agosto de 1978.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

- VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. - Nº. 9. - ENSAIO BIOGRÁFICO. - PREÂMBULO. (SEXTA PARTE.) - SILVIO BRITO SOARES.


                                               ENSAIO BIOGRÁFICO.

  (Nota: Devido a extensão do conteúdo dividiremos em nove partes.)

                                                PREÂMBULO   ( Sexta Parte)

            Não obstante, os filiados à escola positivista, diante da realidade berrante de algo que escapa ao domínio da matéria, produzindo fenômenos incontestáveis, afirmam, para contornarem a questão e não serem vencidos pela força da verdade, tal como o Dr. G Audiffrent, em Moléstias do Cérebro e da inervação, dizendo que a “medicina psíquica” não passa de fenômenos compreendidos no da atenção fortemente despertada e longamente mantida, geralmente conhecidos, e como tais utilizados na cura ou modificações de fenômeno patológicos quaisquer. Sob os dispersivos nomes de – fascinação, magnetismo animal, hipnotismo, espiritismo, halo ou autossugestão, etc. – em todas as suas nuanças e modificações: seguindo-se Eugéne Sémerie, doutor em medicina que, em seu livro Os Sintomas Intelectuais da Loucura, afirma que o “magnetismo animal”, o espiritismo, o hipnotismo, que fazem sequencia à possessão, à feitiçaria, ainda não receberam, na minha opinião – diz ele – uma explicação suficientemente positiva. Elas aparecerão, cedo ou tarde, no domínio da ciência, que tudo explicará, sem fluido nem vontade, sem metapsíquica nem teologia”.

            Fonte: - Livro “VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES”  - SILVIO BRITO SOARES – 4 ª. Edição – Editora FEB. – Rio de Janeiro, RJ. – Agosto de 1978.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

- VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. - Nº. 8. PREÂMBULO. - QUINTA PARTE. - SILVIO BRITO SOARES.


                                                  ENSAIO BIOGRÁFICO.
   
           (Nota: Devido a extensão do conteúdo dividiremos em nove partes.)

                                                     PREÂMBULO. (Quinta Parte)

            Gustavo Geley, médico francês, fundador do Instituto Metapsíquico Internacional, em sua obra Resumo Da Doutrina Espírita, diz:
            “Não se ousam encarar todas as possíveis consequências da Doutrina Espírita, sobre tudo no campo da terapêutica, mas pode-se afirmar simplesmente que ela dissipará muitas obscuridades patogênicas”.
            Ainda recentemente o Dr. Vicente Lapiccirella, em entrevista concedida ao vespertino de Buenos Aires, La Razon, declarou que o somático e o psíquico estão entrelaçados e que, portanto, não seria possível curar a um sem se levar na devida conta o outro. “Os médicos – acrescentou ele – foram os primeiros a sentir que nas enfermidades do corpo existem, em grande extensão, alterações cujas gêneses se radicam no espírito”, e afirmou ainda mais: “que o médico deve atuar, orientando permanentemente sua investigação através destes dois fatores – corpo e espírito – sem o que não haverá cura total e efetiva”.

            Fonte: - Livro “VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES” - SILVIO BRITO SOARES – 4 ª. Edição – Editora FEB. – Rio de Janeiro, RJ. – Agosto de 1978.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sábado, 21 de julho de 2012

- VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. - Nº. 7. - ENSAIO BIOGRÁFICO. - PREÂMBULO. (QUARTA PARTE.) - SILVIO BRITO SOARES.


                                     ENSAIO BIOGRÁFICO.

    (Nota: Devido à extensão do conteúdo dividiremos em nove partes).

                                                     PREÂMBULO        (Quarta Parte)

            O Dr. Lauro Neiva, competente psiquiatra, com larga prática nos hospitais da América do Norte, e do Canadá, em seu interessante livro Aconteceu no Outro Mundo, fez está corajosa confissão:
            Pelo que aprendi em seis longos anos de Medicina, eu deveria ser, em questões religiosas, já não digo um ateu, porém no mínimo, um mentecapto em matéria espiritual. Felizmente, nem estando carente do razoável saber e da boa fé, nem estando carente do razoável saber e da boa-fé, nem estando preso a nenhum sistema religioso, filosófico, político ou literário, não fiquei inerte, e reagi às estreitas normas do formalismo acadêmico. "Pouco me importava que colegas ilustres comentassem a minha atividade nesses estudos, admirados de verem um psiquiatra tão conceituado metido no Espiritismo”. Huxley, Flammarion, Richet e Crookes não eram, ao que me consta, imbecis...
            “Não receio a crítica sadia, honesta e construtiva; mas rejeito, com o silêncio, a leviandade hostil dos sectários." Não gosto de polêmicas e, diante de certas matreirices, como a daqueles que, para invalidarem o trabalho dos mortos, afirmam ter feito, às escondidas, uma mão de parafina igual a dos Espíritos materializados – feita na água fervente! – só rindo...
            “A única autoridade científica de renome inatacável, ligada a mim por laços de amizade indestrutível, que me poderia censurar, uma vez que fui seu assistente durante quinze anos, agradecido, portanto, aos seus ensinamentos, seria o Prof. Henrique Roxo. O Mestre a amigo, entretanto, com mais de oitenta anos de idade, não deixou de continuar a respeitar as minhas preferências de estudioso, pois, com enorme honra para mim, me envia clientes seus e me faz, demonstrando especial modéstia, seu médico, às vezes!”
            E conta-nos, então, O Dr. Lauro Neiva, que “o Prof. Henrique roxo, ainda hoje considerado um ferrenho inimigo do Espiritismo, escreveu em sua monumental obra Manual de Psiquiatria, edição terceira, 1938, página 754: “O Espiritismo, que é praticado por grandes sábios e que motivou um excelente livro do justamente pranteado Prof. Charles Richet, deve ser estudado". Não provoca a loucura, aquele que pode ser causa, é o Espiritismo de Exploração, dos ignorantes, das classes populares”.   

            Fonte: - Livro “VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES”  - SILVIO BRITO SOARES – 4 ª. Edição – Editora FEB. – Rio de Janeiro, RJ. – Agosto de 1978.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)