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sábado, 22 de dezembro de 2018

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - BARÃO DE GULDENSTUBBÉ - O GRANDE MÉDIUM PNEUMATÓGRFO. - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


Barão de Guldenstubbé

O Grande Médium Pneumatógrafo

(1820 - 1873)

       Este grande paladino do Espiritismo foi um grande trabalhador das primeiras horas do Espiritismo, um grande pesquisador da alma e que teve também as suas obras queimadas na Espanha pela Santa Inquisição no dia 9 de outubro de 1861 no conhecido AUTO-DE-FÉ EM BARCELONA.
O Barão Luis Guldenstubbé, que deixou a vida em 27 de maio de 1873, na sua residência, em Paris, 29 rua de Trévise, aos 53 anos de idade, foi conhecido principalmente por suas investigações e experiências em pneumatografia. De origem sueca, pertencia a antiga família escandinava, de nomeada histórica, tendo dois dos seus antepassados do mesmo nome sido queimados vivos, em 1309, na companhia de Jaques de Molav, por ordem do Papa Clemente IV.
O Barão passava uma vida retirada, em companhia de sua virtuosa irmã. Sua memória é afetuosamente respeitada por sua conduta nobre, urbana e benévola e por seus numerosos atos de modesta caridade. Dedicou-se mais às experiências da escrita direta, na França onde obteve em 13 de agosto de 1856, o primeiro sucesso nessa modalidade de comunicação espírita. Escreveu o livro intitulado "La Réalité des Spirites et de leurs Manifestations" (A Realidade dos Espíritos e de suas Manifestações). E também a obra Pensées d'outre-tombe (1858).
Em poucos anos de trabalhos experimentais, o Barão obteve um número considerável de escrita direta, algumas obtidas sem o auxílio de lápis, papel ou ardósia. Os próprios espíritos comunicantes transportavam o material necessário para a obtenção das mensagens.
- “Esses fenômenos”, diz ele “estão agora firmados sobre a base sólida dos fatos, permitindo que de ora em diante consideremos a imortalidade da alma como um fato científico, e o Espiritismo como uma ponte lançada entre este mundo e o Invisível.”

Escrita Direta

O Barão de Guldenstubbé foi o primeiro que obteve, na França, a escrita directa. Eis como ele relata o facto (“La Réalité des Esprits”, págs. 66 e 67):
“Em um belo dia (1.º de Agosto de 1856), veio-lhe o pensamento de experimentar se os Espíritos podiam escrever directamente, sem o auxílio de um médium. Conhecendo a escrita directa misteriosa do Decálogo, segundo Moisés, a escrita igualmente directa e misteriosa na sala do festim do Rei Baltasar, segundo Daniel, e tendo ouvido falar dos mistérios modernos de Straford, na América, onde se acharam certos caracteres ilegíveis e estranhos traçados num pedaço de papel e que não pareciam provir dos médiuns; o autor quis certificar-se da realidade de um fenómeno cujo alcance seria imenso, se fosse verdadeiro.
“Colocou, portanto, uma folha de papel em branco e um lápis aparado dentro de uma caixinha fechada a chave, guardando sempre essa chave consigo e a ninguém dando parte da sua experiência. Durante doze dias esperou inutilmente, sem observar o menor traço de lápis no papel; mas, a 13 de Agosto de 1856, o seu espanto foi grande quando notou certos caracteres misteriosos no papel; apenas sucedeu tal facto, e ele repetiu por dez vezes a experiência no mesmo dia, para sempre memorável, colocando, no fim de cada meia hora, uma nova folha de papel em branco na caixinha. A experiência foi coroada de êxito completo.
“No dia imediato, 14 de Agosto, fez de novo umas vinte experiências, deixando a caixinha aberta e não a perdendo de vista; viu, então, que caracteres e palavras na língua estónia formavam-se ou eram gravadas no papel, sem que o lápis se movesse. Desde então, vendo a inutilidade do lápis, cessou de pô-lo sobre o papel; e, colocando simplesmente uma folha de papel dentro de uma gaveta, em sua casa, obteve também comunicações.” (No fim da obra do Barão encontram-se fac-similes dessas escritas).
O Barão de Guldenstubbé repetiu a experiência em presença do Conde d’Ourches, e este obteve uma comunicação de sua mãe, cuja assinatura e letra foram reconhecidas como autênticas, quando comparadas com as dos autógrafos que o Conde possuía.
Esses primeiros ensaios foram seguidos de muitos outros, e o autor adquiriu a certeza de não ser ele quem escrevia em estado sonambúlico, como julgou a princípio.

              Gabriel Delanne. O Fenômeno Espírita.

     Fonte: GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.

                     RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)


segunda-feira, 16 de abril de 2018

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CAÍRBAL SCHUTEL.- - GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. - INTERNET.


                     CAÍRBAR SCHUTEL.

                           (1868-1938)
    
   Foi grande divulgador do Espiritismo. A sua missão na Terra foi das mais completas.    Ele atuou no campo da imprensa escrita e falada, escreveu e publicou livros, proferiu palestras e conferências e, acima de tudo, soube exemplificar tudo aquilo que ensinava, pois, a caridade presidia sempre seus atos. Aos 17 anos de idade trabalhou como prático de farmácia. Procurando emprego, ficou sabendo que em Matão não havia farmácia e nem outra infra-estrutura, tratou logo de montar uma, denominando-a Farmácia Schutel.
Adentrou no campo da política, fez de Matão um município, assumiu a prefeitura em 28/05/1899. Inaugurou um programa de desenvolvimento, fazendo com que a cidade progredisse. Era um administrador na verdadeira acepção da palavra. Era humanitário, probo, patriota.
Suspirou em conhecer algo novo, o espiritismo, possuía um amigo que fazia algumas sessões, mas que estava desanimado com as solicitações dos espíritos: queriam lhe pedir missas. Mas caírbar convenceu-o a realizar uma sessão para que ele pudesse conhecer. Seu amigo Calixto concordou e assim se comunicaram muitos espíritos e finalmente ocorreu uma importante e decisiva comunicação atribuída ao espírito de D. Pedro II, último imperador do Brasil. Tratava-se de mensagem de alto nível. Esse acontecimento fez com que caírbar no dia seguinte solicitasse urgente o Evangelho Segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Aprofundou-se nos estudos, analisou e comparou com outras religiões. Ele fez dos ensinamentos da Doutrina Espírita a sua norma de conduta, compreendia que essa doutrina é a caridade em ação. Foram inumeráveis os atos humanísticos que o apóstolo de Matão praticou, tornando-se um paradigma para os espíritas do futuro. Ele tornou-se a personificação da caridade para todos que buscavam, sequiosos de esclarecimentos para a alma e de alívio para os problemas do corpo. Fundou em 15/07/1905 o "Centro Espírita Amantes da Pobreza".
Foi perseguido pelo clero, mas não deixou-se abater, lutou para que seu Centro Espírita continuasse funcionando.
Caírbar Schutel era a caridade em ação. Em sua residência, na farmácia, no Centro Espírita, ou em outro lugar onde se achasse, praticava atos altruísticos sempre que necessários. Chegou a merecer o cognome de "pai da pobreza" ou "pai dos pobres de Matão". O preceito cristão "amai ao vosso próximo como a vós mesmos" havia sido assimilado por ele em toda a sua plenitude. Sua inteligência era grande, mas maior era seu coração. Os próprios adversários do espiritismo não tinham coragem de atacá-lo, tão grande era a sua projeção moral. E a grandeza da sua dedicação fazia que o estimassem, cheios de respeito.
Lançou em 15/08/1905, o primeiro número do jornal O Clarim, um cometimento arrojado na época. Abriu uma Editora onde passou a imprimir o Clarim, os próprios livros e de outros autores. Em 15/02/1925 lançou a Revista Internacional de Espiritismo. Em 1936 fez um programa radiofônico espírita pela Rádio Cultura de Araraquara, PRD-4. Agigantou-se e projetou-se como um dos mais lídimos missionários da Terceira Revelação.
São muitos os livros publicados: "Espiritismo e Protestantismo (1911)"; "Histeria e Fenômenos Psíquicos (1911)"; "O Diabo e a Igreja (1914)"; "Espiritismo para as Crianças (1918)"; "Interpretação Sintética do Apocalipse (1918)"; "Médiuns e Mediunidade (1923)"; "Gênese da Alma (1924)"; "Materialismo e Espiritismo (1925)"; "Fatos Espíritas e as Forças X... (1926)”; Parábolas e Ensinos de Jesus (1928)"; "O Espírito do Cristianismo (1930)"; "A Vida no Outro Mundo (1932)"; "Vida e Atos dos Apóstolos (1933)"; "Livro de Preces (1936)"; "Conferência Radiofônicas (1937)", além de Cartas a Esmo e uma obra intitulada "O Batismo".
Era homem de fé, contou um amigo o seguinte caso: "Estando o Sr. Schutel atendendo a uma criança pobre, já com aspecto cadavérico, tal o estado de desidratação, pediu-me um vidro com água destilada e nele pingou gotas de homeopatia, entregando depois o vidro à mãe e dando-lhe instruções sobre a alimentação do bebê. Eu então perguntei ao Sr. caírbar: - Mas esse remédio vai curar essa criança? E ele respondeu: Esse remédio vai ajudar muito, mas o que cura virá lá de cima, por isso, quando você manipular qualquer medicamento, tenha o pensamento voltado para o Pai celestial, pois é de lá que vem a cura".
Divulgava o espiritismo e promovia intenso e persistente combate aos falsos cristãos.
Leopoldo Machado, em seu livro "Uma Grande Vida", discorre a personalidade de Schutel: "Irradiava simpatias. Sua presença era um dínamo de animação e entusiasmo. Dir-se-ia que perto dele, amava-se o trabalho não pelo próprio trabalho, mas pelos exemplos de caírbar; que se amava o sofrimento para imitá-lo. Amava-se a verdade e a sabedoria para seguí-lo. É que ele, sempre animadoramente, dava, como os recursos materiais de que dispunha, o coração, a inteligência, mandava-se a seu contacto. Os pobres sentiam-se menos pobres, perante seu grande amigo. Os ignorantes sempre tinham o que aprender. Os deserdados da sorte podiam contar com um inimigo. Os indecisos com a decisão firme, com exemplos fortes de perseverança e fé".
Aos 69 anos já era conhecido como um dos mais respeitáveis espíritas do Brasil e internacionalmente.
Já acamado em 1938 e com muita confiança num espírito conhecido por "pai João", e este havia-lhe assegurado que até o último Domingo de janeiro ele ficaria curado. O velho seareiro, no entanto, estava mais propenso a acreditar que a tal prometida cura seria o seu desenlace. E assim aconteceu.
O corpo do seareiro já estava na urna funerária, quando o Espírito Cairbar fez o médium sentir suas influências de modo muito mais intenso. Nova hesitação, mas o Espírito impediu-o com veemência e de forma irresistível, e deste modo, diante de seu próprio corpo, o Espírito desencarnado teceu belíssima dissertação sobre a imortalidade da alma, deixando bem claro que a alma não se encerra no túmulo. A comunicação espiritual representou verdadeiro bálsamo suavizador para todos os presentes.
Cairbar colocava acima de tudo os superiores interesses da Doutrina Espírita, por isso chegou a dizer certa vez a José da Costa Filho, referindo-se aos seus bens materiais. "Se for preciso venderei tudo isto para dar continuidade ao trabalho de divulgação do Espiritismo".
Foi na realidade UMA GRANDE VIDA.


Fonte:  OS GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)


sexta-feira, 23 de março de 2018

- TEMAS SOBRE A FAMÍLIA. - N º. 233. - EDUCAÇÃO NO LAR A GRANDE DEFESA. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

                 EDUCAÇÃO E TELEVISÃO.

EDUCAÇÃO NO LAR A GRANDE DEFESA.

            Esclarece-nos Emmanuel que “a melhor escola, ainda é o lar, onde criatura deve receber as bases do sentimento do caráter.
            A tarefa do conduzir os filhos ao caminho do bem e da virtude compete aos pais que precisam utilizar os recurso do diálogo evangelizado, da palavra instrutiva, da observação minuciosa, do exemplo nobre, das atitudes dignas nas mais variadas situações no lar.
            O psicanalista Bruno Berelheim observa: “Televisão não faz mal nenhum, desde que pais e filhos discutam algunsminutos sobre o conteúdo dos programas”.
            Não podemos isolar nossos filhos do contato com as coisas do mundo moderno. O importante não é fugir delas, mas sim prepará-los (os filhos) para a convivência com o mundo exterior e com o próprio mundo íntimo, que hoje se apresenta como um “caldeirão fervente” cujos ingredientes são as emoções, sentimentos e pensamentos trabalhados desde muito cedo com grande intensidade.
            E, sem dúvida, o melhor local de preparação de nossos filhos é o Lar, que no dizer de nosso companheiro Walter Barcelos, “é o mais importante instituto de educação que temos na Terra”.

                        Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor JoamarZanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

- MENSAGEM SOBRE A CRIANÇA. N º. 214. - EDUCAÇÃO E TELEVISÃO. EDUCAÇÃO NO LAR A GRANDE DEFESA.- JOAMAR ZANELINI NAZARETH.



          EDUCAÇÃO E TELEVISÃO.

EDUCAÇÃO NO LAR A GRANDE DEFESA.
            Esclarece-nos Emmanuel que “a melhor escola, ainda é o lar, onde criatura deve receber as bases do sentimento do caráter.
            A tarefa do conduzir os filhos ao caminho do bem e da virtude compete aos pais que precisam utilizar os recurso do diálogo evangelizado, da palavra instrutiva, da observação minuciosa, do exemplo nobre, das atitudes dignas nas mais variadas situações no lar.
            O psicanalista Bruno Berelheim observa: “Televisão não faz mal nenhum, desde que pais e filhos discutam algunsminutos sobre o conteúdo dos programas”.
            Não podemos isolar nossos filhos do contato com as coisas do mundo moderno. O importante não é fugir delas, mas sim prepará-los (os filhos) para a convivência com o mundo exterior e com o próprio mundo íntimo, que hoje se apresenta como um “caldeirão fervente” cujos ingredientes são as emoções, sentimentos e pensamentos trabalhados desde muito cedo com grande intensidade.
            E, sem dúvida, o melhor local de preparação de nossos filhos é o Lar, que no dizer de nosso companheiro Walter Barcelos, “é o mais importante instituto de educação que temos na Terra”.

                        Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor JoamarZanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA A MULHER. - N º. 187. -UM GRANDE EXEMPLO DE REEDUCAÇÃO SEXUAL: MARIA DE MAGDALA, - WALTER BARCELOS.



                                          SEXO E EDUCAÇÃO

                                                                                  WALTER BARCELOS.

            -  UM GRANDE EXEMPLO DE REEDUCAÇÃO SEXUAL: MARIA DE MAGDALA,

Não há melhor exemplo de reeducação sexual, nos tempos do Cristianismo nascente, do que o da personalidade corajosa e resoluta de Maria de Magdala, que abandonou a vida fácil dos prazeres carnais para seguir Jesus, em busca de uma modificação em seu coração, como nos mostra com profundidade o Espírito Emmanuel:

“Madalena, porém, conhecera o fundo amargo dos hábitos difíceis de serem extirpados, amolecera-se ao contacto de entidades perversas, permanecia ‘morta’ nas sensações que operam a paralisia da alma; entretanto, bastou o encontro com o Cristo para abandonar tudo e seguir-lhe os passos, fiel até ao fim, nos atos de negação de si própria e na firme resolução de tomar a cruz que lhe competia no calvário redentor de sua existência angustiosa.”

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”- Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CESAR LOMBROSO. - Fonte: OS GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.




César Lombroso

(1836 - 1909)

              Lombroso foi um dos maiores médicos criminalistas do século passado. Nasceu em Verona no dia 18 de novembro. Graduou-se em Medicina em Pavia, em 1858, onde recebeu grande influência do anatomista Panizza. Um ano depois de graduar-se em medicina obtém o diploma de cirurgia em Gênova. Aprimou seus conhecimentos em Viena com o clínico Skoda, e em Pádua com o médico Paolo Marzolo, cuja formação positivista haveria de exercer uma profunda influência sobre ele.
Aos vinte anos, com "A Loucura de Cardano", Lombroso já delineia os assuntos que vão torná-lo famoso: o contraste entre o gênio do homem e as teorias sobre a natureza degenerativa. Como oficial-médico escreve, em 1859, "Memória sobre as Feridas e as Amputações por Armas de Fogo", ainda hoje considerado um dos trabalhos mais originais da literatura médica italiana. A seguir é atraído, na Calábria, pelos problemas antropológicos e étnicos da região.
Em 1862, em Pavia, inicia um curso de psiquiatria e no ano seguinte transforma-o em curso de "clínica das doenças mentais e de antropologia". Suas freqüentes visitas ao hospital de doentes mentais, onde assiste gratuitamente pacientes, permitem-lhe aprofundar o estudo das relações entre gênio e neurose. "As idéias dos maiores pensadores arrebentam de improviso, desenrolam-se involuntariamente como os atos compulsivos dos maníacos", escreveu. No Congresso Internacional de Antropologia realizado em Milão, várias críticas foram levantadas contra a posição de Lombroso, mas foi reconhecido o seu pioneirismo na terapia com os doentes mentais: abrandamento racional do tratamento (até então intolerante), introdução de trabalho manual, conversações com gente de fora, diversões coletivas, diários escritos e impressos pelos próprios pacientes. Era um método novo, hoje empregado pela psicoterapia.
Em 1864, Lombroso ficou internacionalmente conhecido graças ao seu comentadíssimo livro "Gênio e Loucura", traduzido em vários idiomas e que exerce influência até hoje. Em 1867, escreve "Ações dos Astros e dos Cometas sobre a Mente Humana" e no ano seguinte "Relações entre a Idade, as Posições da Lua e os Acessos das Alienações Mentais", trabalhos recebidos com muitas reservas pelos demais cientistas do ramo. Psiquiatra e diretor do manicômio de Pádua nos anos de 1871 a 1876, Lombroso coleta dados suficientes para suas teorias. Do exame de centenas de doentes mentais e criminosos, ele chega à conclusão de que o criminoso é formado por alguma tendência básica inerente ao seu destino, e que as "sementes de uma natureza criminal" podem ser muitas vezes identificadas na criança. Acreditava, ainda, que o meio social, aliado às influências astrais, preparasse para a ação criminosa indivíduos cuja natureza fosse anti-social. Em 1876, ele vence o concurso para a cátedra de Higiene e Medicina Legal da Universidade de Turim e neste mesmo ano publica "O Homem Delinqüente", obra muito discutida na época.
Em 1882, em seu opúsculo "Estudo sobre o Hipnotismo", ele ridicularizava as manifestações espíritas mas, convidado pelo prof. Morselli a estudar melhor o assunto, participou de sessões com a médium Eusápia Palladino, convencendo-se da veracidade incontestável dos fatos. As pesquisas que fez com essa médium encontram-se no livro da sua autoria "Hipnotismo e Mediunidade".
As obras de César Lombroso trouxeram-lhe fama, acenderam polêmicas e influenciaram muitos legisladores e escritores. Quando vai a Moscou, é em 1897, como participante do Congresso Psiquiátrico, conhece Tolstói, que sabia muito bem das suas idéias acerca do gênio e da loucura. Escritores como Emile Zola e Anatole France também sofreram sua influência. Entre os médicos, merece destaque Kraepelin, um dos maiores classificadores de doenças mentais, que sob a influência de Lombroso escreve acerca da abolição das penas. Legisladores de muitos países, inspirados em suas obras, propõem reformas das leis penais.
Lombroso, sempre fiel ao método experimental, legou aos espíritas um excelente acervo de esclarecimentos sobre a mediunidade e o vasto campo fenomenológico. Homem profundamente honesto defendeu a veracidade do Espiritismo até a sua morte, noticiada com destaque em todo mundo, no dia 19 de outubro de 1909.
Era o final da missão, que no seu caso, iniciada pelo avesso, da posição de ridículo para a de defensor sincero, haveria de fortalecer o movimento espírita pela sua própria inclusão em meio a seus pesquisadores e defensores.

Deus tem muitos caminhos para os homens. Para Lombroso, o caminho foi refazer o próprio caminho, ou seja, sedimentar aquilo que ele, por desconhecimento da realidade agredira, ao formular conceitos equivocados sobre o Espiritismo, retratando-se intimamente e publicamente a posteriori através do imenso trabalho que realizou.

Fonte:  OS GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - CARLOS JULIANO TORRES PASTORINO. - OS GRANDES GIGANTES DO ESPIRITISMO.



Carlos Juliano Torres Pastorino
Professor
1910-1980

Nascido em 4 de novembro de 1910 e desencarnado em Brasília - DF em 13 de junho de 1980.
Era mais conhecido por Prof. Pastorino e era filho de José Pastorino e Eugênia Torres Pastorino. Desde criança demonstrou inusitada inteligência e vocação para a vida eclesiástica; com apenas 14 anos de idade, em 1924, recebeu os diplomas de Geografia, Corografia e Cosmografia, do Colégio D. Pedro II e, logo em seguida, ainda no mesmo ano, o diploma de Bacharel em Português, no mesmo colégio. Viajou para Roma a fim de cursar o Seminário, onde, em 1929, foi diplomado pelo Cardeal Basilio Pompili, para a Ordem Menor de Tonsura. Formou-se em Filosofia e Teologia em 1932, sendo ordenado sacerdote em 1934.
Abandonou a vida eclesiástica da Igreja Católica Romana, quando, em 1937, aguardava promoção para diácono. Surpreendeu-se com a recusa do Papa Pio XII, em receber o Mahatma Gandhi em seu tradicional traje branco. O Colégio Cardinalício exigia que o grande líder da Índia vestisse casaca, para não quebrar a tradição das entrevistas dos chefes de Estado. O Prof. Pastorino, diante dessa recusa, imaginou que se Jesus visitasse o Vaticano, não se entrevistaria com o Papa, pois vestia-se de forma similar a Gandhi, e jamais se sujeitaria ao rigor exigido pela Igreja.
Regressou de imediato ao Brasil e desenvolveu intensa atividade pedagógica. Ingressou no Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura, como professor de Latim e Grego, cargo que exerceu de 1937 a 1941. Em 1938, recebeu o registro de Professor de Psicologia, Lógica e História da Filosofia do Ensino Secundário. Foi também professor de Espanhol.
Em paralelo com o magistério, exercia atividades jornalísticas, como correspondente dos "Diários Associados". Foi Adido Cultural e Jornalístico da Academia Brasileira de Belas Artes. Sócio de inúmeras Sociedades Esperantistas, no Brasil e no exterior. Delegado especializado (Faka Delegito) da Universidade Esperanto Asocio, com sede na Holanda; foi fundador da Sociedade Brasileira de Esperanto, no Rio de Janeiro. Sua bibliografia é extensa, com mais de 50 livros publicados e outros tantos inéditos.
Escritor, jornalista, teatrólogo, radialista, historiador, filólogo, filósofo, professor, poliglota, poeta e compositor. Falava fluentemente vários idiomas, legando-nos inúmeros livros didáticos. Traduziu obras de vários autores ingleses, franceses, espanhóis, italianos, clássicos latinos e gregos.
No dia 31 de maio de 1950, terminava a leitura de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, que recebera por empréstimo de um seu colega do Colégio D. Pedro II. Nesse dia declarou-se espírita, data que guardava com muito carinho. Passou a freqüentar o Centro Espírita Júlio César, no Grajaú, o qual foi sua escola inicial de Espiritismo. No dia 8 de janeiro de 1951, com um grupo de abnegados companheiros, fundava o Grupo Espírita Boa Vontade, posteriormente mudado para Grupo de Estudos Spiritus, para não haver confusão com a Legião da Boa Vontade.
No Grupo de Estudos Spiritus, nasceu o Lar Fabiano de Cristo, o boletim "SEI" (Serviço Espírita de Informação). Fundou a Livraria e Editora Sabedoria e a revista com o mesmo nome, prestando relevantes serviços à Doutrina, no terreno cultural.
O professor Carlos Torres Pastorino realizou muitas palestras no Rio de Janeiro e em vários outros Estados. Participou ativamente de Congressos, Semanas Espíritas, Simpósios, Cursos e tantos outros eventos. Fez-se sócio de inúmeras instituições espíritas e colaborou com a imprensa espírita nacional e do exterior. De sua vasta bibliografia espírita, destaca-se "Minutos de Sabedoria", que bate todos os recordes de vendagem, já em várias edições; "Sabedoria do Evangelho", publicado em fascículos na revista "Sabedoria"; e "Técnicas da Mediunidade", excelente livro sobre o assunto.
O grande sonho do Prof. Pastorino era criar uma Universidade Livre, para ensinar Sabedoria. Em 1973 recebeu, por doação, do Dr. Miguel Luzz, famoso médico paulista, já desencarnado, magnífico terreno numa área suburbana de Brasília, denominada "Park Way", onde iniciou as obras da Universidade. Já com algumas dependências construídas, passou a residir no local, para administrá-la. Chegou a realizar vários cursos, estando a sua Biblioteca em pleno funcionamento, com o respeitável número de 8000 volumes, adquiridos ao longo de sua existência, toda voltada para a cultura geral e o bem-estar da Humanidade.
Foi casado com Da. Silvana de Santa M. Pastorino, deixando três filhos maiores e sete netos. Deixou também um casal de filhos menores do segundo casamento.

Fonte:  OS GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.na revista "Sabedoria"; e "Técnicas da Mediunidade", excelente livro sobre o assunto.
O grande sonho do Prof. Pastorino era criar uma Universidade Livre, para ensinar Sabedoria. Em 1973 recebeu, por doação, do Dr. Miguel Luzz, famoso médico paulista, já desencarnado, magnífico terreno numa área suburbana de Brasília, denominada "Park Way", onde iniciou as obras da Universidade. Já com algumas dependências construídas, passou a residir no local, para administrá-la. Chegou a realizar vários cursos, estando a sua Biblioteca em pleno funcionamento, com o respeitável número de 8000 volumes, adquiridos ao longo de sua existência, toda voltada para a cultura geral e o bem-estar da Humanidade.
Foi casado com Da. Silvana de Santa M. Pastorino, deixando três filhos maiores e sete netos. Deixou também um casal de filhos menores do segundo casamento.


Fonte:  OS GRANDES GIGANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA. – INTERNET.

domingo, 31 de maio de 2015

- TEMAS SOBRE A FAMÍLIA. - N º. 136. - EDUCAÇÃO E TELEVISÃO. - EDUCAÇÃO NO LAR A GRANDE DEFESA. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

                EDUCAÇÃO E TELEVISÃO.

 EDUCAÇÃO NO LAR A GRANDE DEFESA.

            Esclarece-nos Emmanuel que “a melhor escola, ainda é o lar, onde criatura deve receber as bases do sentimento do caráter.
            A tarefa do conduzir os filhos ao caminho do bem e da virtude compete aos pais que precisam utilizar os recurso do diálogo evangelizado, da palavra instrutiva, da observação minuciosa, do exemplo nobre, das atitudes dignas nas mais variadas situações no lar.
            O psicanalista Bruno Berelheim observa: “Televisão não faz mal nenhum, desde que pais e filhos discutam alguns  minutos sobre o conteúdo dos programas”.
            Não podemos isolar nossos filhos do contato com as coisas do mundo moderno. O importante não é fugir delas, mas sim prepará-los (os filhos) para a convivência com o mundo exterior e com o próprio mundo íntimo, que hoje se apresenta como um “caldeirão fervente” cujos ingredientes são as emoções, sentimentos e pensamentos trabalhados desde muito cedo com grande intensidade.
            E, sem dúvida, o melhor local de preparação de nossos filhos é o Lar, que no dizer de nosso companheiro Walter Barcelos, “é o mais importante instituto de educação que temos na Terra”.

                        Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Joamar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.



                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA A MULHER. - N º. 127. - PROSTITUIÇÃO E REEDUCAÇÃO ESPIRITUAL. - O MERCADO DOS PRAZERES SEXUAIS NOS SEUS PRIMÓRDIOS. A MULHER A GRANDE VÍTIMA. - WALTER BARCELOS

 PROSTITUIÇÃO E REEDUCAÇÃO ESPIRITUAL.
  
      - O MERCADO DOS PRAZERES SEXUAIS NOS SEUS PRIMÓRDIOS. A MULHER A GRANDE VÍTIMA.

            O mercado organizado dos prazeres sexuais não foi uma promoção originariamente das mulheres, mas sim, dos homens, como nos diz Emmanuel:

            “Note-se que o lenocínio de hoje, conquanto situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados por regulamentação oficial, em muitas regiões, como sucedia notadamente na Grécia e na Roma antigas, em que os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por  levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição alimárias, para misteres de aluguel”.

                                                                                  WALTER BARCELOS.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”  - Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

- NOTAS ESPIRITUAIS. - SE ÉS GRANDE. - VINICIUS.

                                 SE ÉS GRANDE...

                          Se és grande, lembra-te dos pequenos;
                          Se és forte, ampara os fracos;
                          Se és poderoso, defende de humildes;
                          Se és rico, pensa nos pobres e famintos;
                          Se és bom, compadece-te dos maus;
                          Se és justo, compadece-te dos iníquos;
                          Se és sábio, interessa-te pelos ignorantes;
                          Se és puro, apiada-te dos viciados;
                          Se és livre, condói-te dos escravos;
                  Se estás com Deus e o conheces, deplora e penaliza-te dos que o desconhecem e não percebem a sua presença.
                        Se porém não te lembras dos pequenos,nem amparas os fracos, nem defendes os humildes, nem pensas nos pobres, nem te compadeces dos maus, nem te compadeces dos viciados, nem te condóis dos escravos, nem deploras, nem te penalizas dos que desconhecem Deus - realmente não és grande, nem forte, nem poderoso, nem rico, nem bom, nem justo, nem sábio, nem puro, nem livre; e finalmente, não é verdade tão-pouco que conheces deus e sentes a sua divina presença.

                                   Vinícius - Em Torno do Mestre - FEB.


                                               RHEDAM .(rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

- NOTAS ESPIRITUAIS. - SE ÉS GRANDE. - VINÍCIUS.

                                               SE ÉS GRANDE...

                        Se és grande, lembra-te dos pequenos;
                        Se és forte, ampara os fracos;
                        Se és poderoso, defende de humildes;
                        Se és rico, pensa nos pobres e famintos;
                        Se és bom, compadece-te dos maus;
                        Se és justo, compadece-te dos iníquos;
                        Se és sábio, interessa-te pelos ignorantes;
                        Se és puro, apiada-te dos viciados;
                        Se és livre, condói-te dos escravos;
                  Se estás com Deus e o conheces, deplora e penaliza-te dos que o desconhecem e não percebem a sua presença.
                        Se porém não te lembras dos pequenos,nem amparas os fracos, nem defendes os humildes, nem pensas nos pobres, nem te compadeces dos maus, nem te compadeces dos viciados, nem te condóis dos escravos, nem deploras, nem te penalizas dos que desconhecem Deus - realmente não és grande, nem forte, nem poderoso, nem rico, nem bom, nem justo, nem sábio, nem puro, nem livre; e finalmente, não é verdade tão-pouco que conheces deus e sentes a sua divina presença.

                                   Vinícius - Em Torno do Mestre - FEB.


                                               RHEDAM .(rhedam@gmail.com)