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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - GLÓRIA AOS HUMILDES. - CRUZ E SOUZA. (CHICO XAVIER.)




          GLÓRIA AOS HUMILDES.

 Ai da. ambição do mundo, ai da vaidade
Que se mergulham sob a noite escura,
Noite de dor que além da sepultura
Nos afasta da vida e da verdade.

Só o caminho divino da humildade
Pode ofertar a luz radiosa e pura,
Que vem salvar a mísera criatura
Confundida no abismo da impiedade.

Pobres da Terra, seres infelizes,
Cheios de prantos e de cicatrizes,
Levantai vosso olhar sereno e forte.

Não maldigais a ulceração da algema,
E esperai a vitória alta e suprema,
Que Jesus vos prepara além da morte.

Cruz e Souza

CATARINENSE. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - GLÓRIA DA DOR. - CRUZ E SAOUZA. (CHICO XAVIER.)



                   GLÓRIA DA DOR.

Para aquém dessas cruzes esquecidas
Nas sepulturas ermas e desertas,
Há o turbilhão frenético das vidas
Sobre as estradas ásperas, incertas...

Inda há sânie das úlceras abertas
No coração das almas combalidas,
Gozadores de outrora entre as refertas
Das ilusões que tombam fenecidas.

Só uma glória mirífica perdura
Concretizando os sonhos da criatura
Cheia de crenças e de cicatrizes:

É a vitória da Dor que aperfeiçoa,
Luminosa e divina, humilde e boa,
Glória da Dor, que é pão dos infelizes.

Cruz e Souza

CATARINENSE. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - “GLORIA VICTIS” - CRUZ E SOUZA. (CHICO XAVIER.)

                     GLORIA VICTIS”
 
Glória a todas as almas obscuras
Que caíram exânimes na estrada,
Onde a pobre esperança abandonada
Morre chorando sob as desventuras.

Glória à pobre criatura desprezada,
Glória aos milhões de todas as criaturas,
Sob a noite das grandes amarguras,
Sem conhecer a luz de uma alvorada.

Glória Victis! Hosana aos desgraçados
Que tombaram sem vida, aniquilados,
Nos sofrimentos purificadores;

Que o Céu é a pátria eterna dos vencidos,
Onde aportam ditosos, redimidos,
Como heróis dos deveres e das dores!

Cruz e Souza

CATARINENSE. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

- MENSAGEM DE NATAL. - NA GLÓRIA DO NATAL. - IRMÃO X. (CHICO XAVIER.)

                        NA GLÓRIA DO NATAL.

            Senhor - rei divino projetado às sombras da manjedoura -, diante do teu berço de palha recordo-me de todos os conquistadores que te antecederam na Terra.
            Em rápida digressão, vejo Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio, e Cambises, o rei dos persas, ocupando o vale do Nilo, antes poderoso e dominador.
            Recordo as lutas sanguinolentas dos assírios, disputando a hegemonia do seu império dividido e infeliz.
            Nabopolassar e Nbucodonosor reapareceram à minha frente, arrasando Nínive e atacando Jerusalém, cercados de súditos a se banquetearem sobre presas misérrimas para desaparecerem, depois num sudário de cinza.
            Não observo, contudo, apenas o gentio, na pilhagem e na discórdia, expandindo a própria ambição; o povo escolhido, apesar dos desígnios celestes que lhes fulguram na Lei, entrega-se, de quando em quando, à sementeira de miséria e ruína; revoluções e conflitos ceifam as doze tribos e o orgulho desvairado compele irmãos ao extermínio de irmãos.
            Revejo os medas açoitados pelos siberianos e citas.
            Dario surge, ao meu olhar assombrado, envolvido nos esplendores de Persépolis para mergulhar-se, em seguida, nos labirintos do túmulo.
            Esparta e Atenas, entre os códigos e espadas, se estraçalham mutuamente, no impulso de predomínio; numerosos tiranos, dentro de seus muros, manobram o cetro da governança, fomentando a humilhação e o luto.
            Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões, deixando um cortejo de lágrimas, atrás da fanfarra guerreira que lhe abre caminho à morte, em plena mocidade.
            E os romanos Senhor? Desde as alucinações dos descendentes de Príamo ao último dos imperadores, deposto por Odoacro, jamais esconderam a vocação do poder, arrojando povos livres ao despenhadeiro da destruição...
            Todos os conquistadores vieram e dominaram, surgindo na condição de pirilampos barulhentos, confundidos, à pressa, num turbilhão de desencanto e poeira. Tu, porém, Soberano Senhor, Te contentaste com o berço da estrebaria!
            Ministros e sábios não te contemplaram, na hora primeira, mas olvides pastores ajoelharam, sorridentes, diante de Ti, buscando a luz de Teus olhos angelicais...
            Hinos de guerra não fizeram ouvir à tua chegada libertadora; todavia, em sinal de reconhecimento, cânticos abençoados de louvor subiram ao Céu, dos corações singelos que te exaltavam a Estrela Gloriosa, a resplandecer nos constelados caminhos.
            Os outros, Senhor, conquistaram à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exércitos e prisões, assassínio e tortura, traição e vingança, aviltamento e escravidão, títulos fantasiosos e arcas de ouro...
            Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro.
            Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular...
            E por fim, Mestre, longe de escolheres um trono de púrpura a fim de administrares o Reino Divino de que te fizeste embaixador e ordenador, preferiste o sólio da cruz, de cujos braços duros e tristes ainda nos envias compassivos olhar, convidando-nos à caridade e à harmonia, ao entendimento e ao perdão...
            Conquistador das almas e governador do mundo, agora que os teus tutelados afiam as armas para novos duelos sangrentos, neste século de esperanças e desilusões, ajuda-nos a dobrar a cerviz orgulhosa, diante do teu singelo berço de palha!...
            Mestre da Verdade e do Bem, da Humildade e do Amor, permite que o astro sublime de teu Natal brilhe, ainda, na noite de nossas almas e estende-nos caridosas mãos para que nos livremos de velhas feridas, marchando no teu encontro na verdadeira senda de redenção.

                                                                                              IRMÃO X.

Fonte: Livro “Pontos e Contos”, - Irmão X, - Francisco C. Xavier, - 10 a. Edição, - Editora FEB, - Rio de Janeiro, RJ, Abril de 1999.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

- ROTEIRO DE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO ESPIRITISMO. - AULA N º. 17. - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE. - ANEXO N º. 152. - NA GLÓRIA DO CRISTO. - EMMANUEL. (CHICO XAVIER.)

                     SEARA DOS MÉDIUNS.
                       
                   NA GLÓRIA DO CRISTO.
                       
Reunião pública de 29-02-1960. – L. M. Questão n º. 46. - $ 7 º.

            Se entre as vidas magnificentes da Terra uma existe, na qual a mediunidade aparece em todas as características, essa foi a vida gloriosa do Cristo.
            Surge o Evangelho do contacto com os dois mundos.
            Zacarias,o sacerdote, faz-se clarividente de um instante para outro e vê um mensageiro espiritual que se identifica pelo nome de Gabriel, anunciando o nascimento de João Batista.
            O mesmo Gabriel, na condição de embaixador celestial, visita Maria de Nazaré e saúda-lhe o coração lirial, notificando-lhe a maternidade sublime.
            Nasce, então, Jesus sob luzes e vozes dos Espíritos Superiores.
            Usando o magnetismo divino que lhe é próprio, o Excelso Benfeitor transforma a água em vinho, nas bodas de Canaá.
Intervém nos fenômenos obsessivos de variada espécie, nos quais as entidades inferiores provocam desajustes diversos, seja na alienação mental de do obsidiado de Gadara ou na exaltação febril da sogra de Pedro.
            Levanta corpos cadaverizados e regenera as forças vitais dos enfermos de todas as procedências.
            Apazigua elementos desordenados da Natureza e multiplica alimentos para as necessidades do povo.
            Sonda os ideais mais íntimos da filha de Magdala, quanto lê na samaritana os pensamentos ocultos.
            Conversa, ele mesmo, com desencarnados ilustres, no elmo do Tabor, ante os discípulos espantados.
            Avisa Pedro que espíritos infelizes procurarão induzi-lo à queda moral, e faz sentir a Judas que não desconhece a trama das sombras de que o apóstolo desditoso está sendo vítima.
            Ora no horto, antes da crucificação, assinalando a presença de enviados divinos.
            E, depois da morte, volta a confabular com os amigos, fornecendo-lhes instruções quanto ao destino da Boa-Nova.
            Reaparece, plenamente materializado, diante dos aprendizes, no caminho de Emáus, e, mais tarde, em Espírito, procura Saulo de Tarso, nas vizinhanças de Damasco, para confiar-lhe elevada missão entre os homens.
            E porque o jovem perseguidor do Evangelho nascente se mostre traumatizado, ante o encontro imprevisto, busca ele próprio a cooperação de Ananias para socorrer o novo companheiro dominado de assombro.
            É inútil, assim, que cristãos distintos, neste ou naquele setor da fé, se reúnam para confundir respeitosamente a mediunidade em nome da metapsíquica ou da parapsicologia – que mais se assemelham a requintados processos de dúvida e negação -, porque ninguém consegue empanar os fatos mediúnicos da vida de Jesus, que diante de todas as religiões da Terra, permanece por Sol indiscutível, a brilhar para sempre.

            Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, - Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.


                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

- MENSAGEM ESPECIAL. - NA GLÓRIA DO NATAL. - IRMÃO X. (CHICO XAVIER.)

                       NA GLÓRIA DO NATAL.

            Senhor - rei divino projetado às sombras da manjedoura -, diante do teu berço de palha recordo-me de todos os conquistadores que te antecederam na Terra.
            Em rápida digressão, vejo Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio, e Cambises, o rei dos persas, ocupando o vale do Nilo, antes poderoso e dominador.
            Recordo as lutas sanguinolentas dos assírios, disputando a hegemonia do seu império dividido e infeliz.
            Nabopolassar e Nbucodonosor reapareceram à minha frente, arrasando Nínive e atacando Jerusalém, cercados de súditos a se banquetearem sobre presas misérrimas para desaparecerem, depois num sudário de cinza.
            Não observo, contudo, apenas o gentio, na pilhagem e na discórdia, expandindo a própria ambição; o povo escolhido, apesar dos desígnios celestes que lhes fulguram na Lei, entrega-se, de quando em quando, à sementeira de miséria e ruína; revoluções e conflitos ceifam as doze tribos e o orgulho desvairado compele irmãos ao extermínio de irmãos.
            Revejo os medas açoitados pelos siberianos e citas.
            Dario surge, ao meu olhar assombrado, envolvido nos esplendores de Persépolis para mergulhar-se, em seguida, nos labirintos do túmulo.
            Esparta e Atenas, entre os códigos e espadas, se estraçalham mutuamente, no impulso de predomínio; numerosos tiranos, dentro de seus muros, manobram o cetro da governança, fomentando a humilhação e o luto.
            Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões, deixando um cortejo de lágrimas, atrás da fanfarra guerreira que lhe abre caminho à morte, em plena mocidade.
            E os romanos Senhor? Desde as alucinações dos descendentes de Príamo ao último dos imperadores, deposto por Odoacro, jamais esconderam a vocação do poder, arrojando povos livres ao despenhadeiro da destruição...
            Todos os conquistadores vieram e dominaram, surgindo na condição de pirilampos barulhentos, confundidos, à pressa, num turbilhão de desencanto e poeira. Tu, porém, Soberano Senhor, Te contentaste com o berço da estrebaria!
            Ministros e sábios não te contemplaram, na hora primeira, mas olvides pastores ajoelharam, sorridentes, diante de Ti, buscando a luz de Teus olhos angelicais...
            Hinos de guerra não fizeram ouvir à tua chegada libertadora; todavia, em sinal de reconhecimento, cânticos abençoados de louvor subiram ao Céu, dos corações singelos que te exaltavam a Estrela Gloriosa, a resplandecer nos constelados caminhos.
            Os outros, Senhor, conquistaram à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exércitos e prisões, assassínio e tortura, traição e vingança, aviltamento e escravidão, títulos fantasiosos e arcas de ouro...
            Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro.
            Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular...
            E por fim, Mestre, longe de escolheres um trono de púrpura a fim de administrares o Reino Divino de que te fizeste embaixador e ordenador, preferiste o sólio da cruz, de cujos braços duros e tristes ainda nos envias compassivos olhar, convidando-nos à caridade e à harmonia, ao entendimento e ao perdão...
            Conquistador das almas e governador do mundo, agora que os teus tutelados afiam as armas para novos duelos sangrentos, neste século de esperanças e desilusões, ajuda-nos a dobrar a cerviz orgulhosa, diante do teu singelo berço de palha!...
            Mestre da Verdade e do Bem, da Humildade e do Amor, permite que o astro sublime de teu Natal brilhe, ainda, na noite de nossas almas e estende-nos caridosas mãos para que nos livremos de velhas feridas, marchando no teu encontro na verdadeira senda de redenção.

                                                                                              IRMÃO X.

Fonte: Livro “Pontos e Contos”, - Irmão X, - Francisco C. Xavier, - 10 a. Edição, - Editora FEB, - Rio de Janeiro, RJ, Abril de 1999.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 29 de dezembro de 2012

- MENSAGEM ESPECIAL. - NA GLÓRIA DO NATAL. - IRMÃO X. (CHICO XAVIER.)


                                                NA GLÓRIA DO NATAL.

                   Senhor - rei divino projetado às sombras da manjedoura -, diante do teu berço de palha recordo-me de todos os conquistadores que te antecederam na Terra.
                        Em rápida digressão, vejo Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio, e Cambises, o rei dos persas, ocupando o vale do Nilo, antes poderoso e dominador.
                        Recordo as lutas sanguinolentas dos assírios, disputando a hegemonia do seu império dividido e infeliz.
                        Nabopolassar e Nbucodonosor reapareceram à minha frente, arrasando Nínive e atacando Jerusalém, cercados de súditos a se banquetearem sobre presas misérrimas para desaparecerem, depois num sudário de cinza.
                        Não observo, contudo, apenas o gentio, na pilhagem e na discórdia, expandindo a própria ambição; o povo escolhido, apesar dos desígnios celestes que lhes fulguram na Lei, entrega-se, de quando em quando, à sementeira de miséria e ruína; revoluções e conflitos ceifam as doze tribos e o orgulho desvairado compele irmãos ao extermínio de irmãos.
                          Revejo os medas açoitados pelos siberianos e citas.
                 Dario surge, ao meu olhar assombrado, envolvido nos esplendores de Persépolis para mergulhar-se, em seguida, nos labirintos do túmulo.
                        Esparta e Atenas, entre os códigos e espadas, se estraçalham mutuamente, no impulso de predomínio; numerosos tiranos, dentro de seus muros, manobram o cetro da governança, fomentando a humilhação e o luto.
                        Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões, deixando um cortejo de lágrimas, atrás da fanfarra guerreira que lhe abre caminho à morte, em plena mocidade.
                       E os romanos Senhor? Desde as alucinações dos descendentes de Príamo ao último dos imperadores, deposto por Odoacro, jamais esconderam a vocação do poder, arrojando povos livres ao despenhadeiro da destruição...
                    Todos os conquistadores vieram e dominaram, surgindo na condição de pirilampos barulhentos, confundidos, à pressa, num turbilhão de desencanto e poeira. Tu, porém, Soberano Senhor, Te contentaste com o berço da estrebaria!
                        Ministros e sábios não te contemplaram, na hora primeira, mas olvides pastores ajoelharam, sorridentes, diante de Ti, buscando a luz de Teus olhos angelicais...
                 Hinos de guerra não fizeram ouvir à tua chegada libertadora; todavia, em sinal de reconhecimento, cânticos abençoados de louvor subiram ao Céu, dos corações singelos que te exaltavam a Estrela Gloriosa, a resplandecer nos constelados caminhos.
                        Os outros, Senhor, conquistaram à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exércitos e prisões, assassínio e tortura, traição e vingança, aviltamento e escravidão, títulos fantasiosos e arcas de ouro...
                        Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro.
                        Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular...
                        E por fim, Mestre, longe de escolheres um trono de púrpura a fim de administrares o Reino Divino de que te fizeste embaixador e ordenador, preferiste o sólio da cruz, de cujos braços duros e tristes ainda nos envias compassivos olhar, convidando-nos à caridade e à harmonia, ao entendimento e ao perdão...
                        Conquistador das almas e governador do mundo, agora que os teus tutelados afiam as armas para novos duelos sangrentos, neste século de esperanças e desilusões, ajuda-nos a dobrar a cerviz orgulhosa, diante do teu singelo berço de palha!...
                        Mestre da Verdade e do Bem, da Humildade e do Amor, permite que o astro sublime de teu Natal brilhe, ainda, na noite de nossas almas e estende-nos caridosas mãos para que nos livremos de velhas feridas, marchando no teu encontro na verdadeira senda de redenção.

                                                                       IRMÃO X. (CHICO XAVIER.)

Fonte: Livro Pontos e contos. – IRMÃO X. Médium Chico Xavier. - 10 ª. Edição. – Editora FEB. Rio de Janeiro. RJ. – Abril de 1999.
           
                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - GLÓRIA AOS HUMILDES. - CRUZ E SOUZA. (CHICO XAVIER.)


                                   GLÓRIA AOS HUMILDES.

                        Ai da ambição do mundo, aí da vaidade
                        Que se mergulham sob a noite escura,
                        Noite de dor que além da sepultura
                        Nos afasta da vida e da verdade.

                        Só o caminho divino da humildade
                        Pode ofertar a luz radiosa e pura,
                        Que vem salvar a mísera criatura
                        Confundida no abismo da impiedade.

                        Pobres da Terra, seres infelizes,
                        Cheios de Prantos e de cicatrizes,
                        Levantai vosso olhar sereno e forte.

                        Não maldigas a ulceração da algema,
                        E esperai a vitória alta e suprema,
                        Que Jesus vos prepara além da morte.

                                                                                  CRUZ E SOUZA.

                        Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda de dores.

Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - GLÓRIA DA DOR. - CRUZ E SOUZA. (CHICO XAVIER. )


                                                GLÓRIA DA DOR.
           
                                   Para aquém dessas cruzes esquecidas
                                   Nas sepulturas ermas e desertas,
                                   Há o turbilhão frenético das vidas
                                   Sobre as estradas ásperas, incertas...

                                   Inda há sânie das úlceras incertas
                                   No coração das almas combalidas,
                                   Gozadores de outrora entre as refertas
                                   Das ilusões que tombam fenecidas.

                                   Só uma glória mirífica perdura
                                   Concretizando os sonhos da criatura
                                   Cheia de crenças e de cicatrizes:

                                   É a vitória da Dor que aperfeiçoa,
                                   Luminosa e divina, humilde e boa,
                                   Gloria da Dor, que é pão dos infelizes.

                                                                                  CRUZ E SOUZA.

            Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda de dores.

Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                    RHEDAM. (rhedam@gmail.com)