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terça-feira, 16 de junho de 2015

- ESTUDANDO O LIVRO DOS MÉDIUNS. - SEGUNDA PARTE. - CAPÍTULO VI. - MANIFESTAÇÕES VISUAIS. - ITEM N º. 100. - 13, 14 e 15. - ALLAN KARDEC.


O LIVRO DOS MÉDIUNS.

                                   SEGUNDA PARTE.

                                        CAPÍTULO VI.

                     MANIFESTAÇÕES VISUAIS.

100.     De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Damos, primeiro as respostas que, a esse respeito, foram dadas pelos Espíritos.
            13. As pessoas que se vêem em sonho, são sempre aquelas das quais tem o aspecto?  

            São, quase sempre, essas mesmas pessoas que o vosso Espírito vai encontrar ou que vêm vos encontrar.

            14. Os Espíritos zombeteiros não poderiam tomar aparência de pessoas que nos são caras, para nos induzir ao erro?  

            Não tomam aparências fantásticas senão para se divertirem às vossas custas; mas há coisas com as quais não lhes é permitido brincar.

            15. Sendo o pensamento uma espécie de evocação, compreende-se que provoque a presença do Espírito; mas como acontece que, freqüentemente, as pessoas nas quais pensa, que se deseja ardentemente rever, não se apresentam jamais em sonho, enquanto que se vêem pessoas indiferentes e ás quais não se pensa de nenhum modo?
 
            Os Espíritos não têm sempre a possibilidade de se manifestarem à visão, mesmo em sonho, e malgrado o desejo que se tem de vê-los; causas independente das sua vontade podem impedi-lo. É, freqüentemente, uma prova da qual o mais ardente desejo não pode isentar. Quanto às pessoas indiferentes, se não pensais nelas, é possível que pensem em vós. De outra parte, não podeis fazer uma idéia das relações do mundo dos Espíritos; aí reencontrareis uma multidão de conhecimentos íntimos, antigos e novos, dos quais não tendes nenhuma ideia no estado de vigília.

            Nota. Quando não há nenhum meio de controlar as visões e as aparições, pode-se, sem dúvida, colocá-las à conta das alucinações; mas quando são confirmada pelos acontecimentos, não se poderia atribuí-las à imaginação; tais são, por exemplo, as aparições no momento da morte, em sonho ou estado de vigília, de pessoas às quais não se pensa de nenhum modo, e que, por diversos sinais, vem revelar as circunstâncias de todo inesperadas de seu fim. Viram-se, muitas vezes, cavalos empinarem-se e recusar avançar diante de aparições que amedrontam aqueles que a conduzem. Se a imaginação produz coisa entre os homens, seguramente ela em nada afeta os animais.. alem de que, se as imagens que se vêem em sonho fossem sempre um efeito das preocupações da vigília, nada explicaria por que, freqüentemente, não se sonha jamais comas coisas em que mais se pensa.
  
             Fonte, Livro dos Médiuns, Allan Kardec, da 18º. edição, abril de 1991, do Instituto de Difusão Espírita de Araras, SP.                     

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

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