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quinta-feira, 27 de junho de 2019

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

 REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            “Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos obstrusos que envenenam a alma”.

                                   Emmanuel - Livro: Caminho, Verdade e Vida - FEB.

            O culto cristão no lar é uma reunião singela e fraterna em que os membros da família, juntos em torno de uma mesa, consagram minutos importantes para falar no Cristo, dedicar-se à oração e alimentar a alma, fugindo ao burburinho e correria que diariamente enfrentam pela sobrevivência material, cheios de afazeres w obrigações.
            Nele começa a grande obra da família, pois, quando sabemos dedicar energia e tempo para fins superiores, demonstramos boa vontade e fé para recebermos do Mais alto incumbências e obrigações.
            Nossa semeadura, mesmo que em breves dedicados aos valores espirituais, reverterá amanha em fortuna real incorrosível dos sentimentos e virtudes a se aquilatarem em nossos corações.
            O culto no lar não é uma reunião eminentemente espírita; os adeptos de qualquer religião podem e devem realizá-lo, pois se fundamenta No Evangelho do Cristo, cuja linguagem de amor e sabedoria é universal.
            O que não podemos é deixar a preguiça e as preocupações materiais absorverem-nos, de tal modo, que não sobrem sequer alguns minutos por semana para imergimos no mar da lição cristã. Temos nossas necessidades espirituais, que somente serão sanadas trabalhando-se a alma, como bem explicou Allan Kardec: “há um elemento que não se ponderou bastante e sem o que a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral”.
            Essa reunião é tão importante, que é utilizada pela Espiritualidade como instante de socorro a espíritos sofredores, como grupo de estudos, de comunhão com as entidades que nos amparam e assistem no dia a dia e até mesmo, como posto avançado de trabalho de colônias espirituais, logicamente que tudo isso em lares onde há disciplina evangélica e equilíbrio cristão, o que equivale a dizer onde há sinceridade, esforço e amor ao Cristo.
            Para os pais, representa extraordinário recurso educativo, por possibilitar o aconselhamento, a discussão de temas de interesse de toda a família à luz do Espiritismo, a implantação de serenidade no instituto doméstico. E, tendo em vista a responsabilidade dos pais, é excelente, já que se trata de grande dever, conforme inferimos nas palavras de Allan Kardec: “O espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para ele uma tarefa. Se nada falhar, será culpado”.
            E nos lares baldos de tranqüilidade e paz, precisando de assistência moral e espiritual, o culto no lar abre as portas da serenidade e espiritualidade, pois lhe franqueia conhecer Jesus, sem o qual não há pouso seguro. Thereza de Brito adverte: “O lar sofre a carência do Cristo, vivo e ativo, em suas engrenagens, em processo de emperramento”.


            Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Joamar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

- EVANGELHO NO LAR. - O CULTO CRISTÃO NO LAR. - NEIO LÚCIO. (CHICO XAVIER.)


    O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
            - Simão, que fez o pescador quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia?
            O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
            - Mestre, naturalmente escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
            - Jesus sorriu e perguntou, de novo:
            - E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?
            - Certamente, Senhor - redarguiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
            O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
            - E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
            O interlocutor, muito simples, informou sem cavilar:
            - Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
            Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
            - Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
            Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuo:
            - Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar do teu pão. Nela, recebes do senhor o alimento para cada dia. Porque não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conservação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
            Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
            - Mestre, seja feito como desejas.
            Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

                        Pelo Espírito - Neio Lúcio.

            Fonte: Luz no Lar - Espírito - Neio Lúcio - Francisco Candido Xavier - Cap. 60 - 11.ed. 1 reimpressão. Rio de Janeiro. RJ - FEB, 2008.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

- EVANGELHO NO LAR. - O CULTO CRISTÃO NO LAR. - NEIO LUCIO. (CHICO XAVIER.)

      O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
            - Simão, que fez o pescador quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia?
            O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
            - Mestre, naturalmente escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
            - Jesus sorriu e perguntou, de novo:
            - E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?
            - Certamente, Senhor - redarguiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
            O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
            - E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
            O interlocutor, muito simples, informou sem cavilar:
            - Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
            Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
            - Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
               Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuo:
            - Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar do teu pão. Nela, recebes do senhor o alimento para cada dia. Porque não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conservação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
            Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
            - Mestre, seja feito como desejas.
            Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

                        Pelo Espírito - Neio Lúcio.

            Fonte: Luz no Lar - Espírito - Neio Lúcio - Francisco Candido Xavier - Cap. 60 - 11.ed. 1 reimpressão. Rio de Janeiro. RJ - FEB, 2008.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 18 de julho de 2017

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.


REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            “Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos obstrusos que envenenam a alma”.

                                   Emmanuel - Livro: Caminho, Verdade e Vida - FEB.

            O culto cristão no lar é uma reunião singela e fraterna em que os membros da família, juntos em torno de uma mesa, consagram minutos importantes para falar no Cristo, dedicar-se à oração e alimentar a alma, fugindo ao burburinho e correria que diariamente enfrentam pela sobrevivência material, cheios de afazeres w obrigações.
            Nele começa a grande obra da família, pois, quando sabemos dedicar energia e tempo para fins superiores, demonstramos boa vontade e fé para recebermos do Mais alto incumbências e obrigações.
            Nossa semeadura, mesmo que em breves dedicados aos valores espirituais, reverterá amanha em fortuna real incorrosível dos sentimentos e virtudes a se aquilatarem em nossos corações.
            O culto no lar não é uma reunião eminentemente espírita; os adeptos de qualquer religião podem e devem realizá-lo, pois se fundamenta No Evangelho do Cristo, cuja linguagem de amor e sabedoria é universal.
            O que não podemos é deixar a preguiça e as preocupações materiais absorverem-nos, de tal modo, que não sobrem sequer alguns minutos por semana para imergimos no mar da lição cristã. Temos nossas necessidades espirituais, que somente serão sanadas trabalhando-se a alma, como bem explicou Allan Kardec: “há um elemento que não se ponderou bastante e sem o que a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral”.
            Essa reunião é tão importante, que é utilizada pela Espiritualidade como instante de socorro a espíritos sofredores, como grupo de estudos, de comunhão com as entidades que nos amparam e assistem no dia a dia e até mesmo, como posto avançado de trabalho de colônias espirituais, logicamente que tudo isso em lares onde há disciplina evangélica e equilíbrio cristão, o que equivale a dizer onde há sinceridade, esforço e amor ao Cristo.
            Para os pais, representa extraordinário recurso educativo, por possibilitar o aconselhamento, a discussão de temas de interesse de toda a família à luz do Espiritismo, a implantação de serenidade no instituto doméstico. E, tendo em vista a responsabilidade dos pais, é excelente, já que se trata de grande dever, conforme inferimos nas palavras de Allan Kardec: “O espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para ele uma tarefa. Se nada falhar, será culpado”.
            E nos lares baldos de tranqüilidade e paz, precisando de assistência moral e espiritual, o culto no lar abre as portas da serenidade e espiritualidade, pois lhe franqueia conhecer Jesus, sem o qual não há pouso seguro. Thereza de Brito adverte: “O lar sofre a carência do Cristo, vivo e ativo, em suas engrenagens, em processo de emperramento”.


            Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Joamar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

- EVANGELHO NO LAR. - O CULTO CRISTÃO NO LAR. - NEIO LUCIO. (CHICO XAVIER.)

           O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
            - Simão, que fez o pescador quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia?
            O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
            - Mestre, naturalmente escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
            - Jesus sorriu e perguntou, de novo:
            - E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?
            - Certamente, Senhor - redarguiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
            O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
            - E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
            O interlocutor, muito simples, informou sem cavilar:
            - Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
            Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
            - Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
            Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuo:
            - Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar do teu pão. Nela, recebes do senhor o alimento para cada dia. Porque não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conservação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
            Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
            - Mestre, seja feito como desejas.
            Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

                        Pelo Espírito - Neio Lúcio.

            Fonte: Luz no Lar - Espírito - Neio Lúcio - Francisco Cândido Xavier - Cap. 60 - 11.ed. 1 reimpressão. Rio de Janeiro. RJ - FEB, 2008.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            “Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos obstrusos que envenenam a alma”.

                                   Emmanuel - Livro: Caminho, Verdade e Vida - FEB.

            O culto cristão no lar é uma reunião singela e fraterna em que os membros da família, juntos em torno de uma mesa, consagram minutos importantes para falar no Cristo, dedicar-se à oração e alimentar a alma, fugindo ao burburinho e correria que diariamente enfrentam pela sobrevivência material, cheios de afazeres w obrigações.
            Nele começa a grande obra da família, pois, quando sabemos dedicar energia e tempo para fins superiores, demonstramos boa vontade e fé para recebermos do Mais alto incumbências e obrigações.
            Nossa semeadura, mesmo que em breves dedicados aos valores espirituais, reverterá amanha em fortuna real incorrosível dos sentimentos e virtudes a se aquilatarem em nossos corações.
            O culto no lar não é uma reunião eminentemente espírita; os adeptos de qualquer religião podem e devem realizá-lo, pois se fundamenta No Evangelho do Cristo, cuja linguagem de amor e sabedoria é universal.
            O que não podemos é deixar a preguiça e as preocupações materiais absorverem-nos, de tal modo, que não sobrem sequer alguns minutos por semana para imergimos no mar da lição cristã. Temos nossas necessidades espirituais, que somente serão sanadas trabalhando-se a alma, como bem explicou Allan Kardec: “há um elemento que não se ponderou bastante e sem o que a ci~encia econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral”.
            Essa reunião é tão importante, que é utilizada pela Espiritualidade como instante de socorro a espíritos sofredores, como grupo de estudos, de comunhão com as entidades que nos amparam e assistem no dia a dia e até mesmo, como posto avançado de trabalho de colônias espirituais, logicamente que tudo isso em lares onde há disciplina evangélica e equilíbrio cristão, o que equivale a dizer onde há sinceridade, esforço e amor ao Cristo.
            Para os pais, representa extraordinário recurso educativo, por possibilitar o aconselhamento, a discussão de temas de interesse de toda a família à luz do Espiritismo, a implantação de serenidade no instituto doméstico. E, tendo em vista a responsabilidade dos pais, é excelente, já que se trata de grande dever, conforme inferimos nas palavras de Allan Kardec: “O espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para ele uma tarefa. Se nada falhar, será culpado”.
            E nos lares baldos de tranqüilidade e paz, precisando de assistência moral e espiritual, o culto no lar abre as portas da serenidade e espiritualidade, pois lhe franqueia conhecer Jesus, sem o qual não há pouso seguro. Thereza de Brito adverte: “O lar sofre a carência do Cristo, vivo e ativo, em suas engrenagens, em processo de emperramento”.

            Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Joamar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - EFEITOS NA ROTINA NO LAR. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

 REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

          EFEITOS NA ROTINA NO LAR.

            Na realidade, o culto não acaba com a prece final. Seus efeitos são e deverão ser sentidos permanentemente não somente no lar quanto também acompanhando a cada um dos seus convivas.
            Aprenda a meditar nas palavras lidas para que penetrem fundo no coração e na mente.
            Procure seguir os ensinos apreendidos para acender luz em torno dos seus passos. Bezerra de Menezes ensina-nos que “trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer (...) O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante”. 
            Exercite-se a prática das virtudes exemplificadas pelo Cristo, para que não fique na palavra apenas escrita e não vivida, conforme nos convida Maria Nunes: “O lar que faz o Culto do Evangelho é sempre inspirado pela luz, mas não te esqueças de colocar em prática o que aprendes nesse exercício da verdade”.  
            Sirva constantemente à causa do bem sem desanimar ou estacionar na estrada.
            Mantenha no lar ambiente de harmonia, boa vontade, paciência, compreensão, serenidade, fraternidade e caridade.
            Emoldure a paz conquistada no dia do culto para que permaneça como quadro constante na parede da nossa casa moral.
            Recordando a parábola do semeador, comparemos nosso ninho doméstico à terra fértil que somente aguarda a boa semente para germinar, crescer e frutificar. Sejamos os semeadores dispostos a obter farta colheita junto àqueles que dividem conosco as experiências diárias, sofrem e choram, se alegram e sorriem, sobretudo cultivando a fé e a certeza de que quem caminha na seara do Cristo sempre obterá produção infinita.

                        Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Jeomar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM.     (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - FINALIDADE E BENEFÍCIO DO CULTO CRISTÃO NO LAR. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

      REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

FINALIDADE E BENEFÍCIO DO CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Realizar o culto do Evangelho é solidificar no lar a união, a vivência, a paz e a traquilidade, porque são momentos esclarecedores que ensinam à família a importância desses valores, estabelece-se conversas em tomo de questões preponderantes que afetam a rotina da família, ensinando como suportar e superar as dificuldades. Viver sem esses tesouros seria difícil em meio à luta material desgastante.
            Vamos abrir a análise com maravilhosa ilação de Emmanuel: “O culto do Evangelho no Lar aperfeiçoa o homem. O homem aperfeiçoado ilumina a família. A família iluminada melhora a comunidade. A comunidade melhorada eleva a nação. (...) do Evangelho no lar, depende o aprimoramento do homem. Do homem edificado em Jesus-Cristo dependem a melhoria e a redenção do mundo”.
            A prática da oração, o estimulo à vigilância, s convivência com lições cristãs de coragem e otimismo fortalecem os membros da família, incrementando o ideal de todos e preparando vitória nas batalhas da vida.
            Onde houver uma oficina de trabalho cristão na Terra haverá trabalhadores dedicados, haverá proteção àquele pouso, aumentar-se-á o amparo a todos os elementos que ali residem (encarnados e desencarnados), circularão no ambiente e nas mentes da idéias e forças da Esfera Superior, destacando-se este lar no Plano Espiritual onde não será esquecido pelos seareiros do bem, dedicados à causa do Cristo.
            Façamos o Culto Cristão no Lar e aprendamos a compreender e sentir o doce perfume do Evangelho espalhando-se por nossa morada e por nossos corações, cultivando em cada alma o hábito salutar de reuniões de cunho elevado em família, unindo sempre mais a cada instante os participantes da luta doméstica, tornando o encontro fonte de bênçãos e engrandecimento pelo esforço despendido para construir a trilha de acesso ao alto. Enlevamo-nos com Joanna de Ângelis: “Onde se acende uma lâmpada, coloca-se um impedimento à sombra e à desfaçatez... (...) O convite do Evangelho, portanto – lâmpada sublime e lei edificante -, têm caráter primeiro”. 
            No lar espírita representa o remédio salutar que surge em gotas semanais com reflexos diários, implantando o Cristo nas consciências, semeando harmonia, fraternidade, defesa contra o mal, melhoria moral, auxílio constante, cultivo do hábito do estudo elevado e da instrução cristã, enfim, tantos benefícios que ficaríamos aqui discursando por muito tempo. Podemos dizer que realizar o culto auxiliar a cristianizar a família, e cristianizar a família é aperfeiçoar a sociedade. E moral do Cristo é a moral divina que sustenta o Universo e com a qual construiremos o planeta do Terceiro Milênio, do qual inferimos das palavras de Allan Kardec: “ O Cristo foi iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos”.    
             
            Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Joamar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.

                                   RHEDAM.     (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - ROTEIRO. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

                                    ROTEIRO.

            - Precedendo a reunião, ler mensagem curta como preparação e chamando atenção de todos para início do culto;
            - Começar com uma prece sincera e simples, sem preocupações de vernávulo, sem gastar excessivo tempo. Preces demoradas desconcentram todos e não são o melhor para o culto. Melhor valorizar sentimentos do que palavras;
            - Proceder a leitura de um item de O Evangelho Segundo o Espiritismo em seqüência ao lido no culto anterior, de modo que, com o passar do tempo, todas as lições (sem exceção) do livro sejam estudadas no culto;
            - Uma segunda leitura de lição de livro doutrinário é bem-vinda e enriquece o encontro;
            - Não ler excessivamente, tirando o espaço de comentários que enriquecem;
            - Leitura subsidiária infantil se houver crianças na casa;
            - A cada leitura poderão ser feitos comentários breves e esclarecedores da lição exposta;
            - Poderá também ser feita vibração pelo lar, pelos familiares, outras pessoas e instituições;
            - - Encerrar com uma prece, que pode ser concluída com o Pai Nosso ou qualquer quer outra prece espontânea. Em Espiritismo o que importa na oração não é a forma: é a essência;
            - Musicas bem leves e sensíveis não atrapalham o culto, se for do gosto dos presentes, com volume baixo e sem vozes (somente instrumental);
            - Não transformar o culto em reunião mediúnica, com incorporação de espíritos ou sessão de passes. Reunião mediúnica, com incorporação é na casa espírita. Se houver algum doente que não possa se locomover, poderá ser ministrado um passe a ela, o que no caso será enriquecedor para o evento;
            - Todos devem expor suas dúvidas, temores, dificuldades sentimentais, visão da vida, opiniões, de modo a serem esclarecidos e fortalecidos no ideal cristão, bem como na esperança e vontade para as lutas do ambiente familiar. Debater com franqueza os temas, utilizar-se de assuntos da vida moderna, discutir dramas que tomamos conhecimento, examinar questões, tornam o colóquio mais agradável, com diálogos alegres e criativos;
            - Aos mais experientes, vale o dever de interpretar e transpor o ensino à compreensão de todos, usando de exemplos, estórias, metáforas e apólogos par melhor entendimento;
            - Diversificar sempre os assuntos, podendo ser levado à mesa artigo de jornal ou revista que mereça comentário à luz da Doutrina lembrando o lar de Isabel, no livro “Os Mensageiros”, de André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier, onde discutiam uma noticia de jornal na pauta dos comentários cristãos;
            - Distribuir tarefas mesmo que sozinho (a). Há famílias onde os membros não querem participar; o marido ou a esposa não tem o menor espírito de religiosidade; os filhos já adolescentes ou adultos criam problemas. Não importa; continue realizando mesmo que seja só, no quarto. Continue sempre convidado a todos. Mesmo nestas condições, os benefícios se estenderão a todos na casa. Onde haja uma alma sincera no dever do bem haverá luz e bondade espalhando-se-lhe em torno;

            - Perseverar sempre na realização do culto.

            Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Joamar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM.     (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - AS CONDIÇÕES PARA REALIZAÇÃO. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH

 REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

             AS CONDIÇÕES PARA REALIZAÇÃO.

            - Devemos escolher um dia e horário na semana que deverá ser respeitado doravante, com pontualidade. Esse horário será escolhido pela família, para permitir que todos participem. Somente mudar o dia e a hora se for realmente necessidade e daí por diante seja fixado no novo calendário. Há famílias que também fazem um culto diário mais curto (uma leitura e prece). É bom e interessante, mas mesmo assim deve-se realizar o culto semanal;
            - A duração ideal será aquela observada por cada lar. Recomenda-se um mínimo de 15 minutos, porque menos que isso seria insuficiente para prece e leituras em nível razoável. Mais de 45 minutos cansam e ocupam em demasia os membros da casa. A maioria realiza em um tempo médio de 30 minutos, suficiente para todos as atividades nele inclusas, sem cansar nem causar ansiedade, e possível de ser assistido pelas crianças;
            - Não suspender as reuniões em virtude visitas. Deve-se convidá-las para participarem. Como dissemos no início, a linguagem do culto é universal e não ferirá convicções daqueles que forem convidados;
            - Não deixar de realizá-lo em função de passeios ou eventos pouco importantes. Só se deve abrir exceções para fatos de maior relevância, tais como: aniversário de alguém da casa, visita rara e que mereça deferência especial, final de copa do mundo com o Brasil disputando o título (ao haveria clima para culto em tal situação), velório de alguém da família, viagens, etc. mesmo em Viagem, se for possível, realizar um culto relâmpago onde estiver a família, com prece e leitura rápida, em poucos minutos;
            - Deixar vasilhame com água (garrafa, copo, filtro da casa) para fluidificação e energização das águas, que comporão remédio salutar e utilizado no dia-a-dia;
            Se houver crianças pequenas e ficarem agitadas, pode-se levar à mesa algum brinquedo pequeno e silencioso, algumas bolachas, um livro que chame a atenção, para ficarem mais quietas. Mas não prescindir da energia se preciso, pois quando querem, ficam quietas (vendo um desenho na TV, por exemplo). Devem obedecer e ficar, por autoridade dos pais. Alguns instantes não cansam tanto uma criança e será bom para elas aprenderem a se concentrar em uma atividade espírita e mais intelectual.
            Realizar o culto é acima de tudo uma lição de esforço, perseverança e confiança no Alto. Emmanuel pede que jamais esqueçamos: “Escolhe alguns minutos por semana e reúne-te com os laços domésticos que te possam acompanhar no cultivo da lição do Jesus (...) Dizes-te amigo de Cristo, afirmas-te seguidor do Cristo e clamas, com razão, que Cristo é o caminho redentor da Terra, mas não te esqueças de erigir-lhe assento constante à mesa do próprio lar, para que a luz do Evangelho se te faça vida e alegria no coração”.

                        Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Jeomar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM.     (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

- EVANGELHO NO LAR. - REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR. - JOAMAR ZANELINI NAZARETH.

 REALIZANDO O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            “Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos obstrusos que envenenam a alma”.

                              Emmanuel - Livro: Caminho, Verdade e Vida - FEB.

             O culto cristão no lar é uma reunião singela e fraterna em que os membros da família, juntos em torno de uma mesa, consagram minutos importantes para falar no Cristo, dedicar-se à oração e alimentar a alma, fugindo ao burburinho e correria que diariamente enfrentam pela sobrevivência material, cheios de afazeres e obrigações.
             Nele começa a grande obra da família, pois, quando sabemos dedicar energia e tempo para fins superiores, demonstramos boa vontade e fé para recebermos do Mais alto incumbências e obrigações.
                Nossa semeadura, mesmo que em breves dedicados aos valores espirituais, reverterá amanha em fortuna real incorrosível dos sentimentos e virtudes a se aquilatarem em nossos corações.
                O culto no lar não é uma reunião eminentemente espírita; os adeptos de qualquer religião podem e devem realizá-lo, pois se fundamenta No Evangelho do Cristo, cuja linguagem de amor e sabedoria é universal.
              O que não podemos é deixar a preguiça e as preocupações materiais absorverem-nos, de tal modo, que não sobrem sequer alguns minutos por semana para imergimos no mar da lição cristã. Temos nossas necessidades espirituais, que somente serão sanadas trabalhando-se a alma, como bem explicou Allan Kardec: “há um elemento que não se ponderou bastante e sem o que a ci~encia econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral”.
              Essa reunião é tão importante, que é utilizada pela Espiritualidade como instante de socorro a espíritos sofredores, como grupo de estudos, de comunhão com as entidades que nos amparam e assistem no dia a dia e até mesmo, como posto avançado de trabalho de colônias espirituais, logicamente que tudo isso em lares onde há disciplina evangélica e equilíbrio cristão, o que equivale a dizer onde há sinceridade, esforço e amor ao Cristo.
                Para os pais, representa extraordinário recurso educativo, por possibilitar o aconselhamento, a discussão de temas de interesse de toda a família à luz do Espiritismo, a implantação de serenidade no instituto doméstico. E, tendo em vista a responsabilidade dos pais, é excelente, já que se trata de grande dever, conforme inferimos nas palavras de Allan Kardec: “O espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para ele uma tarefa. Se nada falhar, será culpado”.
                 E nos lares baldos de tranqüilidade e paz, precisando de assistência moral e espiritual, o culto no lar abre as portas da serenidade e espiritualidade, pois lhe franqueia conhecer Jesus, sem o qual não há pouso seguro. Thereza de Brito adverte: “O lar sofre a carência do Cristo, vivo e ativo, em suas engrenagens, em processo de emperramento”.

                        Fonte: Livro “UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA” - autor Jeomar Zanelini Nazareth - 3 a. Edição - Minas Editora - Araguari, MG - 2000.


                                   RHEDAM.     (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

- - APRENDENDO COM CHICO XAVIER. - N º. 102. - CRIANÇAS NO CULTO CRISTÃO NO LAR. - CEZAR CARNEIRO DE SOUZA.

 CRIANÇAS NO CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Os casais espíritas tem filhos pequenos, geralmente encontram certas dificuldades para a participação dos mesmos nos cultos domésticos do Evangelho, que acreditamos ser-lhes de grande valia, iniciando-os desde cedo na educação da moral cristã.
            Em meu lar, os meninos, inquietos, assim que o culto era iniciado, começavam a pedir  água, bolachas, doces, brinquedos etc. E, com o riso solto, não nos permitiam fixar a atenção nas lições estudadas.  Energicamente, sempre procuramos repreendê-los, obrigando-os a ficarem quietos, todavia, ao contrário do que esperávamos, a situação piorava, pois, quando permaneciam na reunião,era emburrados ou choramingado que o faziam.
            Certa feita, encontrando-me com Earle e D. Maria, que vinham enfrentando as mesmas dificuldades, aquele nosso amigo assim me disse:
            - Olhe, o Chico resolveu o nosso problema!
            - Como?! – perguntei-lhe, curioso.
            - Simplesmente recomendou-me levar a lata de bolachas para a mesa e deixar os meninos mais à vontade!
            Com a prática e auxiliados pelo conselho do Chico, aprendemos que a melhor forma de retê-los era dedicar-lhes os dez ou quinze minutos iniciais com literatura infantil espírita. Assim fazendo, eles aproveitam o culto, e as dificuldades foram resolvidas...

Fonte: Livro “ENCONTROS COM CHICO XAVIER” - autor CESAR CARNEIRO DE SOUZA - 1a. Edição. - UBERABA, MG. - 1986.

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

- EVANGELHO NO LAR. - A IGREJA EM CASA. - O CULTO CRISTÃO NO LAR. - JOÃO DE DEUS. (CHICO XAVIER.)

                                   A IGREJA EM CASA.

                         O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Do culto cristão lar
            Nasce a fonte a cristalina
            De bênçãos da Paz Divina,
            De dons da Divina Luz!...

            Cultiva em teu doce abrigo
            A Sublime Sementeira
            Que te aguarda a vida inteira
            No amor, na consolação...

            Sentirás, então, contigo,
            Sobre a crença que te abrasa
            O Evangelho vivo em casa
            E o Mestre no coração.

                                               João de Deus. (Chico Xavier.)

Fonte: Livro “Nosso Livro” - Edição Lake. 


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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

- EVANGELHO NO LAR. - O CULTO CRISTÃO NO LAR. - NEIO LÚCIO. (CHICO XAVIER.)

                        O CULTO CRISTÃO NO LAR.

            Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
            - Simão, que fez o pescador quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia?
            O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
            - Mestre, naturalmente escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
            - Jesus sorriu e perguntou, de novo:
            - E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?
            - Certamente, Senhor - redarguiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
            O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
            - E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
            O interlocutor, muito simples, informou sem cavilar:
            - Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
            Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
            - Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
            Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuo:
            - Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar do teu pão. Nela, recebes do senhor o alimento para cada dia. Porque não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conservação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
            Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
            - Mestre, seja feito como desejas.
            Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

                        Pelo Espírito - Neio Lúcio.

            Fonte: Luz no Lar - Espírito - Neio Lúcio - Francisco Cândido Xavier - Cap. 60 - 11.ed. 1 reimpressão. Rio de Janeiro. RJ - FEB, 2008.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)