SEARA DOS MÉDIUNS.
PEQUENINOS,
MAS ÚTEIS.
Reunião pública de 14-03-1960.
– L. M. Questão n º. 227.
Educa-te, e assimilarás a influência
das forças espirituais que iluminam.
Serve e atraíras as forças
espirituais que abençoam.
Diante da grandeza do Universo e
perante a extensão de nossos próprios erros no passado culposo, todos somos
pequeninos, mas, podemos ser úteis.
Com vistas, assim, ao trabalho do
bem, recorramos a imagens simples da vida para compreendermos, sem qualquer
dúvida, a obrigação de servir.
A restauração do enfermo está
dependendo de exame decisivo.
O diagnóstico está feito.
Os sintomas são evidentes.
Mas é necessário que esse ou aquele
aparelho de análise, muitas vezes aparentemente de pouca monta, estabeleça a
prova monta, estabeleça a prova conclusiva para a assistência segura.
Para isso, no entanto, é
indispensável que o recurso instrumental esteja em perfeitas condições.
O salão, à noite, está lotado por
assembléia numerosa, reunida com objetivo de estudar importantes problemas de
enorme comunidade.
O temário está pronto.
Os planos são preciosos.
Mas antes foi necessário se valesse
alguém de humilde tomada elétrica, a fim de que a luz se fizesse.
Para isso, no entanto, foi
indispensável que a instalação satisfizesse às exigências de sintonia.
O comboio está repleto de personalidades
respeitáveis para importante excursão.
O programa é correto.
O horário está previsto.
Mas é necessário que a pequena
alavanca de controle seja acionada para que a locomotiva se ponha em movimento.
Para isso, no entanto, é
indispensável que a engrenagem permaneça na harmonia ideal.
Ninguém perderá tempo perguntando se
a pipeta do laboratório pertenceu a algum malfeitor, se os fios da
eletricidade, alguma vez, passaram inadvertidamente pelo cano de esgoto, ou se
o ferro da máquina terá servido, algum dia, em conflitos de sangue e ódio.
Desse modo, sabendo que todos somos
instrumentos chamados à execução do melhor, e cientes de que a mediunidade,
nesse ou naquele grau, é patrimônio comum a todos, ponhamo-nos a cooperar na
obra do Cristo, Nosso Divino Mestre e Senhor.
Ninguém despreze a bênção das horas,
cultivando tristezas inconseqüentes ou sombras imaginárias, porque, muito acima
dessa ou daquela deficiência que tenha perdurado conosco até ontem, importa
hoje a nossa renovação para atender ao bem no lugar exato e no instante certo,
porquanto, somente nas atividades do bem para o bem dos outros é que nos
garantiremos a vida e a continuidade de nosso próprio bem.
Livro: “SEARA DOS MÉDIUNS”, -
Emmanuel, - Psicografado por Francisco Cândido Xavier, - 12 ª edição, - Editora
F E B, - Rio de Janeiro, RJ, - Abril de 2000.

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