Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador Noite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Noite. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de março de 2018

- MENSAGEM ESPECIAL. - DIA E NOITE.- EMMANUEL. ( CHICO XAVIER.)


                                     DIA E NOITE.

            Recorda que a tua noite é a continuação do teu dia.
                                                           0
            Repousando o veículo denso – o corpo a que te junges -, o viajor, que és tu mesmo, prossegue na romagem constante das horas
            E não te faltarão companheiros na sombra, a copiarem perfeitamente os companheiros que preferes perante a luz.
                                                           0
            Se malbaratas o tempo em conversações infelizes, decerto avançaras, treva a dentro, intoxicando a ti mesmo com o verbo envenenador.
                                                           0
            Se te comprazes no vício, cerradas as janelas da visão na carruagem carnal, identificarás, junto de ti, quantos se alimentam à mesa do vampirismo.
                                                           0
            Se te confia à cólera e à agressividade, tão logo te retires do campo físico partilharás o pesadelo dos que se nutrem de ódio e perseguição.
                                                           0
            Se te agrada a idéia de enfermidades, em cujas teias te conformas, sem qualquer resistência, em favor do trabalho que te redimira a imaginação, assim que te afastas do corpo, à influência do sono, entrarás na companhia deplorável de doentes do espírito, que te fazem da inércia a sua razão de ser.
                                                           0
            Vale-te do dia para criar valores novos e substâncias que te enriquecem a vida.
                                                           0
            Lembra-te de que nossos laços inferior e com o passado não jazem de todo extintos e numerosos desafetos de ontem nos espreitam a invigilância de hoje para reconduzir-nos a novas flagelações amanha e quase todos aguardam a escuridão para multiplicar apelos delituosos e sugestões infelizes;
                                                           0
            Saibamos conquistar a noite, aproveitando os recursos do dia para estender o bem, porque no símbolo do sol e da sombra temos a imagem de vida e da morte, dependendo de nós mesmos fazer da existência um cântico de beleza e harmonia, fraternidade e trabalho, para que o término de nossas tarefas representante abençoada renovação.
                                                                                              Emmanuel.

            Fonte: Livro – CARIDADE – Espíritos Diversos. – Francisco Cândido Xavier. – 2 ª. edição. – Editora: Instituto de Difusão Espírita. – Araras, SP. – abril de 1980.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 15 de março de 2016

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - NA NOITE DE NATAL. - CARMEM CINIRA. (CHICO XAVIER.)

                       NA NOITE DE NATAL.

Noite de paz e amor! Repicam sinos,
Doces, harmoniosos, cristalinos,
Cantando a excelsitude do Natal!...
A estrela de Belém volta, de novo,
A brilhar, ante os júbilos do povo,
Sob a crença imortal.

De cada lar ditoso se irradia
A glória da amizade e da harmonia,
Em festiva oração;
Une-se o noivo à noiva bem-amada,
Beija o filho a mãezinha idolatrada,
O irmão abraça o irmão.

Dentro da noite, há corações ao lume
E há sempre um bolo, em vagas de perfume,
Sob claro dossel...
Nascem canções e flores de mansinho,
Em édenes fechados de carinho,
De esperança e de mel.

Mas, lá fora, a tristeza continua...
Há quem chora sozinho, em plena rua,
Ao pé da multidão;
Há quem clama piedade e passa ao vento,
Ralado de tortura e sofrimento,
Sem a graça de um pão.

Há quem contempla o céu maravilhoso,
Rogando à morte a bênção do repouso
Em terrível pesar!
Ah! como é triste a imensa caravana,
Que segue, aflita, sob a treva humana
Sem consolo e sem lar...

Tu, que aceitaste a luz renovadora.
Do Rei que se humilhou na manjedoura
Para amar e servir,
Volve o olhar compassivo à senda escura,
Vem amparar os filhos da amargura,
Que não podem sorrir.

Desce do pedestal que te levanta
E estende a mão miraculosa e santa
Ao desalento atroz;
Para unir-nos no Amor, fraternalmente,
Desceu Jesus do Céu Resplandecente
E imolou-se por nós.

Vem medicar quem geme na calçada!...
Oferece à criança abandonada
Um velho cobertor;
Traze a quem sofre a lúcida fatia
Do teu prato de sonho e de alegria,
Temperado de amor.

Visita as chagas negras da mansarda
Onde a miséria súplice te aguarda
Em nome de Jesus.
Há muita crença enferma, quase morta,
Que só pede um sorriso brando à porta,
Para tornar à luz.

Natal!... Prossegue o Mestre, de viagem,
Em vão buscando um quarto de estalagem,
Um ninho pobre, em vão!...
E encontra sempre a cruz, ao fim da estrada,
Por não achar socorro, nem pousada
Em nosso coração.

                                                                                                          CÁRMEN CINIRA.

            Nome literário de Cinira do Carmo Bordini Cardoso: nasceu no Rio de Janeiro, em 1902, e faleceu em 30 de agosto de 1933. Sua espontaneidade poética era tão grande que ela própria acreditava serem os seus versos de origem mediúnica. Glorificou o Amor, a Renúncia, o Sacrifício e a Humildade, em obras como: Crisálida, Grinalda de Violetas, Sensibilidade.


            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - DENTRO DA NOITE. - AUGUSTO DOS ANJOS..(CHICO XAVIER.)

                             DENTRO DA NOITE.

                        É Noite A Terra volvo. E, lúcido, entro
                        Em relação com o mundo onde concentro
                        O Espírito na queixa atordoadora
                        Da prisioneira, da perpétua grade,
                        - A misérrimae pobre Humanidade,
                        Aterradoramente sofredora!

                        Ausculto a humana dor, que hórrida sinto,
                        Dalma quebrando o cárcere do instinto,
                        Buscando ávida a luz. Por mais que sonde,
                        Mais o enigma do mundo se He aviva,
                        Em diferenciação definitiva,
                        Mais a luz desejada se lhe esconde!

                        É o quadro mesológico, tremendo,
                        De tudo o que ficou no abismo horrendo
                        Da tenebrosa noite dos gemidos;
                        São uivos dos instintos jamais hartos,
                        As dores espasmódicas dos partos,
                        A desgraça dos úteros falidos.

                        É a ânsia afrodisíaca das bocas,
                        Que nas bestialidades se unem loucas,
                        As bactérias mais vis ambas trocando;
                        As dolorosas mágoas dos enfermos,
                        Sentindo-se em seus  leitos como em ermos,
                        Deplorando o destino miserando.

                        São os ais dos leprosos desprezados,
                        Tendo os seus organismos devastados
                        Pela fome insaciável dos micróbios,
                        Sentindo os próprios membros carcomidos,
                        Verminados, cruéis, apodrecidos,
                        Plantando a dor no chão dos seus cenóbios...

                        É o grito, o anseio, a lágrima do homem
                        Agrilhoado aos prantos que o consomem,
                        Preso às dores que se agrilhoaram;
                        É a imprecação de todos os lamentos
                        Dentro do mundo de padecimentos,
                        Dos desejos que não se realizaram.

                        Pábulo sou dessa hórrida agonia
                        E nos abismos de hiperestesia
                        Experimento, além das catacumbas,
                        Essa angústia indomável, atrocíssima,
                        Junto da emanação requintadíssima
                        Do ácido sulfídrico das tumbas,

                        Trazendo dentro dalma, envoltos na ânsia,
                        Asco e dó, piedade e repugnância
                        Pelo espírito e o corpo nauseabundo;
                        E com os meus pensamentos desconexos,
                        Vejo a guerra pestífera dos sexos,
                        Abominando as coisas deste mundo...

                        Terra!... e chegam-me fortes cheiros acres,
                        Como cheiro de sangue  dos massacres.
                        Fétido, coagulado, decomposto
                        Escorrendo num campo de batalhas
                        Onde as almas se vestem de mortalhas,
                        Desde o sol-posto, ao próximo sol-posto.

                        Apavora-me o horror dessa miséria
                        E fujo da imundície da matéria
                        Onde traguei meus grandes amargores;
                        Fujo... E ainda transpondo o Azul sereno,
                        Sinto em minhalma o tóxico, o veneno
                        E a desdita dos seres sofredores.

                                                           AUGUSTO DOS ANJOS.

            PARAIBANO. Nasceu em 1884 e desencarnou em 1914, na Cidade de Leopoldina, Minas. Era professor no Colégio Pedro II. Inconfundível pela bizarria da técnica, bem como dos assuntos de sua predileção, deixou um só livro – Eu – que foi, aliás, suficiente para lhe dar personalidade original.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA e outros autores - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)