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sexta-feira, 27 de abril de 2018

- MENSAGEM PARA MEDITAR. N º. 278. - PROFISSÃO DE FÉ ESPÍRITA RACIOCINADA. - II — A ALMA - 5. As doutrinas materialistas são incompatíveis com a moral e subversivas da ordem social. - ALLAN KARDEC.


PROFISSÃO DE FÉ ESPÍRITA RACIOCINADA.

                                II — A ALMA

5. As doutrinas materialistas são incompatíveis com a moral e subversivas da ordem social.

Se, conforme pretendem os materialistas, o pensamento fosse segregado pelo cérebro, como a bílis o é pelo fígado, seguir-se-ia que, morto o corpo, a inteligência do homem e todas as suas qualidades morais recairiam no nada; que os nossos parentes, os amigos e todos quantos houvessem tido a nossa afeição estariam irremissivelmente perdidos; que o homem de gênio careceria de mérito, pois que somente ao acaso da sua organização seria devedor das faculdades transcendentes que revela; que entre o imbecil e o sábio apenas haveria a diferença de mais ou menos substância cerebral.
As conseqüências dessa doutrina seriam que, nada podendo esperar para depois desta vida, nenhum interesse teria o homem em fazer o bem; que muito natural seria procurasse ele a maior soma possível de gozos, mesmo à custa dos outros; que o sentimento mais racional seria o egoísmo; que aquele que fosse persistentemente desgraçado na Terra, nada de melhor teria a fazer, do que se matar, porquanto, destinado a mergulhar no nada, isso não lhe seria nem pior, nem melhor, ao passo que de tal forma abreviaria seus sofrimentos.
A doutrina materialista é, pois, a sanção do egoísmo, origem de todos os vícios; a negação da caridade — origem de todas as virtudes e base da ordem social — e seria ainda, a justificação do suicídio.

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

- MENSAGEM PARA MEDITAR. - N º. 260. - AS CINCO ALTERNATIVAS DA HUMANIDADE II. - I - DOUTRINA MATERIALISTA. - ALLAN KARDEC.

AS CINCO ALTERNATIVAS DA HUMANIDADE II.

            I - DOUTRINA MATERIALISTA.

A inteligência do homem é uma propriedade da matéria; nasce e morre com o organismo. O homem nada é antes, nem depois da vida corporal.
Conseqüências. Sendo o homem apenas matéria, os gozos materiais são as únicas coisas reais e desejáveis; as afeições morais carecem de futuro; os laços morais a morte os quebra sem remissão e para as misérias da vida não há compensação; o suicídio vem a ser o fim racional e lógico da existência, quando não se pode esperar atenuação para os sofrimentos; inútil qualquer constrangimento para vencer os maus pendores; viver cada um para si o melhor possível, enquanto aqui estiver; estupidez vexar-se e sacrificar o repouso, o bem-estar por causa de outros, isto é, por causa de seres que a seu turno serão aniquilados e que ninguém tornará a ver; deveres sociais sem fundamento, o bem e o mal meras convenções; por freio social unicamente a força material da lei civil.

NOTA — Não será talvez inútil lembrar aqui, aos nossos leitores, algumas passagens de um artigo que publicamos sobre o materialismo, na Revista de agosto de 1868.

“O materialismo, dizíamos, estadeando-se, como jamais o fizera em época nenhuma, apresentando-se como regulador supremo dos destinos morais da Humanidade, teve por efeito aterrorizar as massas pelas conseqüências inevitáveis das suas doutrinas com relação à ordem social. Por isso mesmo, provocou, em favor das idéias espiritualistas, enérgica reação, que lhe há de provar quão longe ele está de possuir simpatias tão gerais quanto supõe e que singularmente se ilude se espera impor um dia suas leis ao mundo.
“Certamente as crenças espiritualistas do passado não satisfazem a este século: já não estão ao nível intelectual da nossa geração; por muitos pontos, acham-se em contradição com os dados positivos da Ciência; deixam no espírito idéias incompatíveis com a necessidade do positivo que predomina na sociedade moderna; cometem, além disso, o erro de se imporem por meio da fé cega e de proscreverem o livre-exame; daí, sem nenhuma dúvida, o desenvolvimento da incredulidade na maioria das criaturas. É de toda a evidência que, se os homens fossem alimentados, desde a infância, com idéias de natureza a serem mais tarde confirmadas pela razão, não haveria incrédulos. Quantos, reconduzidos pelo Espiritismo à crença, nos hão dito: “Se sempre nos houvessem apresentado Deus, a alma e a vida futura de maneira racional, jamais houvéramos duvidado.”
         “Do fato de a um princípio dar-se má ou falsa aplicação, seguir-se-á que se deva rejeitá-lo? Ocorre com as coisas espirituais o que se verifica com a legislação e com todas as instituições sociais. Faz-se mister apropriá-las aos tempos, sob pena de sucumbirem. Mas, em vez de apresentar alguma coisa melhor que o velho espiritualismo, o materialismo preferiu suprimir tudo, o que o dispensava de pesquisar e lhe parecia mais cômodo àqueles a quem a idéia de Deus e do futuro importuna. Que se deveria pensar de um médico que, achando não ser bastante substancioso o regime de um convalescente, lhe prescrevesse não comer absolutamente nada?
“O que causa espanto na maioria dos materialistas da escola moderna é o espírito de intolerância levado aos últimos limites, quando ao mesmo tempo reclamam incessantemente o direito à liberdade de consciência!...
“...Há, neste momento, em certo partido, um levantar de broquéis contra as idéias espiritualistas em geral, nas quais, naturalmente, as do Espiritismo se acham envolvidas. O que esse partido quer não é um Deus melhor e mais justo, é o Deus matéria, menos embaraçoso, porque não se lhe tem de prestar contas. Ninguém contesta ao mencionado partido o direito de ter sua opinião, de discutir as opiniões contrárias; mas, o que não se lhe poderia conceder é a pretensão, singular, pelo menos, em homens que se dão como apóstolos da liberdade, de impedirem que os outros creiam a seu modo e discutam as doutrinas de que eles não partilham. Intolerância por intolerância, uma não vale mais do que a outra...”

                                                                                  ALLAN KARDEC.

            Fonte: O Livro “OBRAS PÓSTUMAS”, - Allan Kardec –27 a. Edição. –Instituto de Difusão Espírita , - Araras, SP. – Maio 2012.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

domingo, 31 de maio de 2015

- POEMAS ESPIRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - A UM OBSERVADOR MATERIALISTA. - AUGUSTO DOS ANJOS. (CHICO XAVIER.)

 A UM OBSERVADOR MATERIALISTA.

                        Busca o talão dos velhos calendários.
                        Desde o instante infeliz de Adão e Eva,
                        Encontrarás teus gritos solitários,
                        Enfrentando o pavor da mesma treva.

                        Sempre a dúvida estranha que se ceva
                        De terríveis problemas multifários,
                        O mistério da célula primeva,
                        Os impulsos dos sonhos embrionários.

                        Pára, amigo... Não sigas na consulta:
                        O detalhe anatômico te insulta,
                        A molécula morta desafia.

                        Se não tens coração que aceite a crença,
                        Espera a mão da morte excelsa, e pensa,
                        Que a carne volve ao pó, exangue e fria.

                                                           AUGUSTO DOS ANJOS.

                        PARAIBANO. Nasceu em 1884 e desencarnou em 1914, na Cidade de Leopoldina, Minas. Era professor no Colégio Pedro II. Inconfundível pela bizarria da técnica, bem como dos assuntos de sua predileção, deixou um só livro – Eu – que foi, aliás, suficiente para lhe dar personalidade original.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA e outros autores - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)