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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

- POEMAS ESPIRITAS. - PARANADO DE AALÉM TÚMULO. - NOUTRAS ERAS. - CRUZ E SOUZA.. (CHICO XAVIER.)

                        NOUTRAS ERAS.

Também marchei pelas estradas flóreas,
Cheias de risos e de pedrarias;
Onde todas as horas dos meus dias
Eram hinos de esplêndidas vitórias.

Tive um passado fúlgido de glórias,
De maravilhas de ouro e de alegrias,
Sem reparar, porém, noutras sombrias
Sendas tristes, das dores meritórias.

E abusei dos deveres soberanos
Sucumbindo aos terríveis desenganos
Do destino cruel, fatal e avaro;

Para encontrar-me a sós no mesmo horto
Que deixara, sem luz e sem conforto,
Sentindo as dores desse desamparo.

Cruz e Souza

CATARINENSE. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - NOUTRAS ERAS. - CRUZ e SOUZA. (CHICO XAVIER.)


                                               NOUTRAS ERAS.

                                   Também marchei pelas estradas flóreas,
                                   Cheios de risos e pedrarias;
                                   Onde todas as horas dos meus dias
                                   Eram hinos de esplêndidas vitórias.

                                   Tive um passado fúlgidos de glórias,
                                   De maravilhas de ouro e de alegrias,
                                   Sem reparar, porém, noutras sombrias
                                   Sendas tristes, das dores meritórias.

                                   E abusei dos deveres soberanos
                                   Sucumbindo aos terríveis desenganos
                                   Do destino cruel, fatal e avaro;

                                   Para encontrar-me a sós no mesmo horto
                                   Que deixara, sem luz e sem conforto,
                                   Sentindo as dores desse desamparo.

                                                                                  CRUZ E SOUZA.

                        Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda de dores.

Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.


                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)