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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

- MENSAGEM PARA OS JOVENS. - Nº. 265. - ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS! - OS CORRUPTOS DIANTE DA LEI DE DEUS... - REVISTA INFORMAÇÃO.


 ESCLARECENDO AS DÚVIDAS DOS JOVENS!
           
  OS CORRUPTOS DIANTE DA LEI DE DEUS...

            Como ficam diante da Lei de Deus esses indivíduos que roubam o dinheiro público, como nos mais variados casos de corrupção e outros que conhecemos, prejudicando uma população inteira?

            Não há dúvida que terão de responder, mais cedo ou mais tarde, pelo dano que estão causando.
            Quando prejudicamos uma pessoa, responderemos diante dela e somos levados à reparação. Quando o prejuízo atinge toda uma sociedade que teremos que responder se não nesta, em outras reencarnações.
            As grandes expiações coletivas são consideradas como uma das formas pelas quais os espíritos que cometeram crimes de lesa-sociedade acabam encontrando o destino que eles próprios traçaram.
            O maior cobrador de nossos erros não é Deus, é a nossa própria consciência que, na sua escalada moral, se defronte consigo mesma, caindo invariavelmente em processos degenerativos de remorso e sentimentos de culpa. Se nos cientificarmos dos intrincados problemas que estamos entrando quando cometemos algum crime social, avaliando a produtividade dos sofrimentos que atraímos, certamente fugiremos de qualquer intento nesse sentido. Todos nós, cidadãos de uma sociedade, temos sempre algum grau de culpa nos problemas existentes, mas quando assumimos algum lugar de alta responsabilidade - como é o caso dos homens que atuam nos serviços públicos - então a nossa carga moral se agiganta, porque um erro cometido acarretará prejuízos coletivos.

Fonte: Revista Informação No. 185- Abril de 1992.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

- MENSAGEM ESPECIAL. - LEI DIVINA.- MARIA DOLORES. (CHICO XAVIER.)

                                      LEI DIVINA.

            Alma querida, às vezes, no caminho,
            Indaga a chorar, de coração sozinho,
            Como atingir, por fim, O Lar Celeste.
            Pelas ásperas sendas do dever...
            Também isso mesmo interroguei à vida
            Em caminhada longa e indefinida,
            E hoje posso afirmar-te,
            De alma fortalecida,
            Que a vida me informou, em toda parte:
            - Se quiseres vencer
            Eleva-te, louvando as pedras da subida,
            Procurando servir, ajudar e esquecer.

            Por isso, perguntei ao coração da rosa
            Como aguentar, tão linda e cetinosa,
            Os espinhos cruéis em que vira nascer
            E a rosa me explicou que Deus a estruturara
            Num misto de perfume, brilho e cores
            Para mostrar que as dores,
            Quando bem suportadas,
            São lâminas e pontas aguçadas,
            Lembrando espinhos produzindo flores;
            E, portanto, devia,
            Desabrochar e agradecer,
            Deixar-se decepar, entregar-se e esquecer...

            Fui ao campo e indaguei de uma enorme pedreir
            Como tolera sem que grite
            Assaltos de martelo e dinamite
            Sem jamais se ofender...
            Ela disse que a fim de oferecer aos homens
            Moradia segura, forte e alegre,
            É indispensável que se desintegre,
            E, por esta razão, lhe compete saber
            Aceitar o progresso, ajudar a esquecer.

            Fui consultar os rios, fui às fontes
            E perguntar por que motivo,
            Sendo as águas sustento do homem vivo,
            Tão-somente no cão poderiam correr...
            E todos responderam, com bondade
            Que na missão do auxilio ao mundo todo,
            Precisam abraçar o anonimato e o lodo,
            Aceitando viver, em baixo nível
            Para estender na Terra o conforto possível,
            Cabendo-lhes assim, compreender,
            Perdoar e servir, ajudar e esquecer...

            Desse modo, igualmente, alma fraterna e boa...
            Por mais que o mal nos fira e a provação nos doa,
            Qual se um punhal de fel nos arrasasse o ser,
            Não te percas do amor, na aflição que te invade...
            A lei divina da felicidade
            Será sempre servir, amparar e esquecer.

                                                                       MARIA DOLORES.

            Fonte: Livro “TEMPOS DE LUZ”, autores Espíritos Diversos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, 1 º. edição,  Editora Fundação Marieta Gaio, - Rio de Janeiro, RJ.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 23 de março de 2018

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA A MULHER. - N ]. 236. - SEXO E MATERNIDADE. - MATERNIDADE e LEI EVOLUÇÃO.

                     - SEXO E EDUCAÇÃO

                  SEXO E MATERNIDADE.
                                  
      “(...) a maternidade é a plenitude do coração feminino que norteia o progresso. Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam estações difíceis e belas de um ministério divino...— Emmanuel (37.207)

       –  MATERNIDADE e LEI EVOLUÇÃO.

A maternidade é exercida, desde os primeiros dias da Humanidade, sob a supervisão amorosa de Espíritos sábios e benevolentes que sempre inspiraram, protegeram e assistiram o sentimento materno, dentro das necessidades e lutas evolutivas.
A personalidade feminina evoluiu no exercício da maternidade, no decorrer das vidas sucessivas, nos milênios incontáveis. Nada surgiu por acaso na organização perispiritual e na personalidade feminina, nem mesmo o automatismo da organização física foi ganho pronto de Deus.
Tudo foi adquirido através da Lei de Evolução, no espaço e no tempo, pela repetição infinita e crescente das experiências que foram sedimentando-se na organização espiritual do Espírito acentuadamente feminino.

                                                                                  WALTER BARCELOS.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”- Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

segunda-feira, 19 de março de 2018

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA MULHER. - N º. 235. - SEXO E MATRIMÔNIO. - NECESSIDADE FUNDAMENTAL. LEI DIVINA NO CORAÇÃO. - WALTER BARCELOS.


                          - SEXO E EDUCAÇÃO

                         SEXO E MATRIMÔNIO.

 - NECESSIDADE FUNDAMENTAL. LEI DIVINA NO CORAÇÃO.

Muito fácil é, pois, a união pelos laços da carne, pois basta-nos obedecer à força poderosa da atração do instinto sexual que existe em todas as criaturas e que tem orientado a maioria das uniões dos sexos, em todas as épocas da Humanidade. Agora, com Jesus e o Espiritismo, precisamos aprender a desenvolver, cada vez mais, a Lei Divina Moral no santuário do coração, para que as forças harmoniosas de amor venham fazer a fusão de luz entre as almas, na união matrimonial.

                                                                                  WALTER BARCELOS.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”- Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

- MENSAGEM E PENSAMENTOS PARA A MULHER. - N º. 231. - SEXO MATRIMÔNIAL. - LEI DIVINA MATERIAL E LEI DIVINA MORAL. INSTINTO SEXUAL E AMOR. - WALTER BARCELOS.

                  - SEXO E EDUCAÇÃO

                 SEXO E MATRIMÔNIO.

LEI DIVINA MATERIAL E LEI DIVINA MORAL. INSTINTO SEXUAL E AMOR.

Meditemos nas palavras esclarecedoras do Codificador Allan Kardec, quando nos instrui sobre as duas leis que devem reger a vida matrimonial:

“(...) na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres, há outra lei divina imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma (...)“.

Para a felicidade conjugal, é indispensável observar estas duas leis: a do instinto sexual e a do amor. A primeira é poderosa e muito forte em todas as pessoas, e, além disso, sua atividade é comum e fácil, pois rege a união dos corpos; a segunda já não está no corpo, não é instintiva e se encontra no Espírito. A primeira necessita da utilização dos órgãos genésicos, a segunda necessita do órgão da alma: o coração.
O cumprimento consciente, equilibrado e harmonioso dessas duas leis pelos cônjuges é que vai decretar uma vida matrimonial profunda, eficaz, ativa, produtiva, alegre, atuante e progressista, dentro e fora do lar.

                                                                                  WALTER BARCELOS.

Fonte: Livro “SEXO E EVOLUÇÃO”- Walter Barcelos - 4a. Edição - Editora FEB. - Rio de Janeiro, RJ. Setembro/1995.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XI. - AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO. - A LEI DO AMOR. - ITEM Nº. 10. - ALLAN KARDEC.



  EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO XI.

     AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO.
  
                                        A LEI DO AMOR.    

10.    Meus caros condiscípulos, os Espíritos aqui presentes vos dizem, por meu intermédio: “Amai muito, a fim de serdes amados.” É tão justo esse pensamento, que nele encontrareis tudo o que consola e abranda as penas de cada dia; ou melhor: pondo em prática esse sábio conselho, elevar-vos-eis de tal modo acima da matéria que vos espiritualizareis antes de deixardes o invólucro terrestre. Havendo os estudos espíritas desenvolvido em vós a compreensão do futuro, uma certeza tendes: a de caminhardes para Deus, vendo realizadas todas as promessas que correspondem às aspirações de vossa alma. Por isso, deveis elevar-vos bem alto para julgardes sem as constrições da matéria, e não condenardes o vosso próximo sem terdes dirigido a Deus o pensamento.
Amar o próximo como a si mesmo Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontrareis, dentro de certo período, em mundos mais adiantados; e os Espíritos que a compõem são, como vós, filhos de Deus, destinados a se elevarem ao infinito. Assim, não podeis recusar aos vossos irmãos o que Deus liberalmente vos outorgou, porquanto, de vosso lado, muito vos alegraria que vossos irmãos vos dessem aquilo de que necessitais. Para todos os sofrimentos, tende, pois, sempre uma palavra de esperança e de conforto, a fim de que sejais inteiramente amor e justiça.
Crede que esta sábia exortação: “Amai bastante, para serdes amados”, abrirá caminho; revolucionária, ela segue sua rota, que é determinada, invariável. Mas já ganhastes muito, vós que me ouvis, pois que já sois infinitamente melhores do que éreis há cem anos. Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de ideias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro.
Hoje, quando o movimento espírita há dado tão grande passo, vede com que rapidez as ideias de justiça e de renovação, constantes nos ditados espíritas, são aceitas pela parte mediana do mundo inteligente. É que essas ideias correspondem a tudo o que há de divino em vós. É que estais preparados por uma sementeira fecunda: a do século passado, que implantou no seio da sociedade terrena as grandes ideias de progresso. E, como tudo se encadeia sob a direção do Altíssimo, todas as lições recebidas e aceitas virão a encerrar-se na permuta universal do amor ao próximo. Por aí, os Espíritos encarnados, melhor apreciando e sentindo, se estenderão as mãos, de todos os confins do vosso planeta. Uns e outros reunir-se-ão, para se entenderem e amarem, para destruírem todas as injustiças, todas as causas de desinteligências entre os povos. Grande conceito de renovação pelo Espiritismo, tão bem exposto em
O livro dos espíritos; tu produzirás o portentoso milagre do século vindouro, o da harmonização de todos os interesses materiais e espirituais dos homens, pela aplicação deste preceito bem compreendido: “Amai bastante, para serdes amados.” – Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XI. - AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO. - A LEI DO AMOR. - ITEM N º. 9. - ALLAN KARDEC.



    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO XI.

     AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

                                     A LEI DO AMOR.    

9.      O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. É fato, que já haveis podido comprovar muitas vezes, este: o homem, por mais abjeto, vil e criminoso que seja, vota a um ente ou a um objeto qualquer viva e ardente afeição à prova de tudo quanto tendesse a diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções.
A um ente ou um objeto qualquer, disse eu, porque há entre vós indivíduos que, com o coração a transbordar de amor, despendem tesouros desse sentimento com animais, plantas e, até, com coisas materiais: espécies de misantropos que, a se queixarem da Humanidade em geral e a resistirem ao pendor natural de suas almas, que buscam em torno de si a afeição e a simpatia, rebaixam a lei de amor à condição de instinto. Entretanto, por mais que façam, não logram sufocar o gérmen vivaz que Deus lhes depositou nos corações ao criá-los. Esse gérmen se desenvolve e cresce com a moralidade e a inteligência e, embora comprimido amiúde pelo egoísmo, torna-se a fonte das santas e doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho escarpado e árido da existência humana.
Há pessoas a quem repugna a reencarnação, com a ideia de que outros venham a partilhar das afetuosas simpatias de que são ciosas. Pobres irmãos! o vosso afeto vos torna egoístas; o vosso amor se restringe a um círculo íntimo de parentes e de amigos, sendo-vos indiferentes os demais.
Pois bem! para praticardes a lei de amor, tal como Deus o entende, preciso se faz chegueis passo a passo a amar a todos os vossos irmãos indistintamente.
A tarefa é longa e difícil, mas cumprir-se-á: Deus o quer e a lei de amor constitui o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que um dia matará o egoísmo, qualquer que seja a forma sob que se apresente, dado que, além do egoísmo pessoal, há também o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Disse Jesus: “Amai o vosso próximo como a vós mesmos.” Ora, qual o limite com relação ao próximo?
Será a família, a seita, a nação? Não; é a Humanidade inteira. Nos mundos superiores, o amor recíproco é que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam, e o vosso planeta, destinado a realizar em breve sensível progresso, verá seus habitantes, em virtude da transformação social por que passará, a praticar essa lei sublime, reflexo da Divindade.
Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam; fazei- lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes.
Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu mau grado, cede. É um ímã a que não lhe é possível resistir. O contato desse amor vivifica e fecunda os germens que dele existem, em estado latente, nos vossos corações. A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João, o Evangelista.
Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice o obrigaram a suspender o curso de suas prédicas, limitava-se a repetir estas suavíssimas palavras: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros.”
Amados irmãos, aproveitai dessas lições; é difícil o praticá-las, porém, a alma colhe delas imenso bem. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: “Amai-vos” e vereis a Terra em breve transformada num Paraíso onde as almas dos justos virão repousar. – Fénelon. (Bordeaux, 1861.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

- ESTUDANDO O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. - CAPÍTULO XI. - AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO. - INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. - A LEI DO AMOR.- ITEM N º. 8.- ALLAN KARDEC



    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

                           CAPÍTULO XI.

     AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

A LEI DO AMOR.    

8.      O amor resume a doutrina de Jesus inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra — amor —, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germens latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. É então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. – Lázaro. (Paris, 1862.)

         Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – Tradução Guillon Ribeiro – 131 a. Edição - Editora FEB – Rio de Janeiro, RJ – janeiro 2013.

                                   RHEDAM.(mzgcar@gmail.com)