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quarta-feira, 8 de maio de 2019

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - SONETO. - JOSÉ DURO(CHICO XAVIER.)


                         SONETO

Pouco tempo sofri na Terra ingrata e dura
Onde o mal prolifera, onde perece o amor,
Entre a sufocação de um sonho superior
E a esperança na morte, a triste senda escura.

Até que um dia a morte amiga e benfazeja
Apodreceu meu corpo em sua mão gelada,
E minhalma elevou-se à rutilante estrada
Onde o Espírito encontra a paz que tanto almeja.

Algum tempo eu sofri, ao pé do corpo imundo,
Escravizado ao pranto, agrilhoado ao mundo,
Prisioneiro da mágoa, amortalhado em dor!

Mas depois a oração libertou-me da pena,
E pude, então, voar para a mansão serena,
Onde fulgura o sol do verdadeiro amor.

José Duro

POETA português, nasceu em 1875 e desencarnou em 1899. Musa amargurada, deixou um livro – Fel – que apareceu poucos dias antes da sua morte e foi prefaciado por Forjaz de Sampaio. Henrique Perdigão classifica-o como o “Cantor da Tristeza”.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 7 de março de 2019

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - AOS HOMENS. - JOSÉ DURO.


                    AOS HOMENS

Volta ao pó dos mortais, homem que vens, depressa,
A chave procurar do enigma que encerra
A paragem da morte, o mais além da Terra,
Onde o sonho termina e a vida recomeça.

Volve ao sono cruel da tua carne obscura,
Amassa com o teu pranto o pão de cada dia,
Vai com o teu padecer sobre a estrada sombria,
Para depois ouvir a voz da sepultura.

Tomé, coloca as mãos na tua própria chaga,
Perambula na dor da tua noite aziaga,
Porque a treva e o sofrer sempre hão de acompanhar-te!

Reconhece o quanto és ignorante ainda.
A vida é vibração ilimitada, infinda,
E o seu grande mistério existe em toda parte...

José Duro

POETA português, nasceu em 1875 e desencarnou em 1899. Musa amargurada, deixou um livro – Fel – que apareceu poucos dias antes da sua morte e foi prefaciado por Forjaz de Sampaio. Henrique Perdigão classifica-o como o “Cantor da Tristeza”.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)