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sábado, 3 de março de 2018

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - HUMBERTO DE CAMPOS VERAS. - CELSO MARTINS. - O REFORMADOR.

        HUMBERTO DE CAMPOS VERAS.

Humberto de Campos Veras - (Como Espírito usou o Pseudonimo de Irmão X): grande literato e aplaudido jornalista. Nasceu em Miritiba MA, em 25 de Outubro de 1886, antes de completar sete anos, já órfão de pai seguiu para Parnaiba Piauí, fazendo ai os estudos primários. Seguindo as boas virtudes de sua mãe de resignação e muito amor ao trabalho, exerceu as atividades de caixeiro, (passou o século XIX para o XX numa firma de secos e molhados) e tipógrafo.
            Em sua época, a lengendária Amazonia atraia todos quantos desejassem fortuna ligeira, dirigiu-se para lá, fixando-se em Belém do Para, atuando logo em seus jornalismo, um dos melhores do País em sua época. Além do jornalismo cultivava a poesia e em 1911, publicou seus versos no livro título  Poeiras (1º Série). em 1912, aos 26 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, prosseguiu no jornalismo, iniciando-se no jornal O Imparcial. Em 1917 lança seu segundo livro de poesias ( Poeiras -2º Série), e dois anos depois ingressa a Academia Brasileira de Letras.
            Para suprir e vencer as necessidades de sua vida , empreendeu uma grande luta na capital Federal. escrevia para muitos jornais, dizia ele que vendia o miolo (da cabeça) a fim de comprar o miolo (do pão de cada dia) assim provendo o seu sustento e de sua família. Muitas vezes sentiu saúdades da sua terra natal, onde estava plantado um cajueiro , companheiro seu de infância de tão gratas recordações. Diante da aspereza da vida na cidade do Rio de Janeiro, dizia que na escola primária aprendera a fazer contas de somar. Adolescente, ia somando: Um e um, dois... Dois e um, três... Três e um, quatro... quando adulto, aprendera a faze-la diminuir: Quatro menos um, três... Três menos um, dois... Dois menos um, um ... Um menos um, zero! Nada! Quer dizer.Antes somava sonhos, esperanças, planos e iluzões... Agora, apenas tristezas, angústias, lutas, desilusão! Participou da política, como Deputado Federal pelo Maranhão. Na ocasião encontrou-se com uma professora da escola elementar. Ela lhe indaga que fazia na cidade grande. E ele responde a sorrir: - Nada. Sou político! ...
            Escreveu vários livros, podemos citar alguns: Críticas (3 séries),  Os PáriasSombras que sofremOs gansos do Capitólio Um Sonho de PobreSepultando os meus mortosLagartos e LibélulasDestinos , etc. A maior repercursão foi com as suas Memórias ( parte I e II em dois volumes), segundo Moreira Lélis encontamos a sinceridade de um grande desabafo e aternura de uma sentida confissão, porque está o relato à altura de todas as inteligências na simplicidade muito cativante de um autor que se coloca irmão de todas as almas pelo sentimento humano de todos os episódios ali relatados.
            No ano de 1932 a FEB lança o Livro Parnaso de Além Túmulo livro de poesias ditados por poetas brasileiros e portugueses psicografado por Francisco Candido Xavier, jovem, médium mineiro de Pedro Leopoldo. Causou sensação tal livro. Humberto de Campos , na época, era presidente da Academia Brasileira de Letras, através do Diário Carioca de julho do mesmo ano, reconhece publicamente a veracidade das mensagens mediúnicas ali expressas: Eu faltaria cao dever que me é imposto pela consciência, se não confessasse que, fazendo versos pela pena do Sr. Francisco Candido Xavier, os poetas de que ele é intérpetre apresentam as mesmas caracteristicas de inspiração e de expressão que os identificam neste planeta - são palavras do crítico literário, do poeta e do jornalista H de Campos.
            Vítima de uma atroz acromegalia (hipertrofia das extremidades por hiperfunção da glândula hipófise) desncarna  no dia 4 de dezembro de 1934 com câncer na lingua. O Brasil entristeceu-se, pois ele era muito conhecido e querido.
            O sofrimento do seu mal, ao que tudo indica, somado ao patrimonio espiritual, deu-lhe condições para refazer-se da crise da morte. Pouco tempo depois, em 27 de março de 1935 ( três meses e meio depois da morte), através de Chivo Xavier, manda a sua primeira mensagem do Grande Além. Com o prefácio datado de 1937, é lançado Cronicas de Além Túmulo. Inicia-se uma nova forma de divulgação da Doutrina Espírita, pois, ele, se vale das mesmas formas que fazia como homem, da crônica, do conto, do apólogo, da carta a fim de espalhar as bases espíritas em estilo claro, objetivo, atraente, atual, capaz de ser entendido, assimilado por todas as inteligências. Outros livros vieram: Lázaro RedivivoReportagens de Além TúmuloNovas Mensagens, Brasil Coração do Mundo, Pátria do EvangelhoBoa Nova . Esses livros despertaram grande interesse junto ao público leitor. Em 1944, surgiu um questão judicial contra o médium e a editora. A viúva e alguns familiares desejavam cobrar indenização da FEB por usar o nome do escritor morto, à guisa de direitos autorais, se possivel tentando impedir a edição de novos livros, já que todos ali reconheciam sem duvida alguma a presença de Humberto de campos.
            O Dr Miguel Triponi, defendeu o Médium e a FEB, foi ajudado anonimamente pelo Dr. Carlos Imbassahy. E por fim pelo jurista Dr Nélson Hungria, pos fim ao caso alegando que o caso estava fora da justiça pois enveredava pelo terreno do Espírito. O incidente ajudou em muito a divulgação para os livros de Humberto de Campos com isso a propaganda do Espiritismo. Como sempre,  a perseguição representa propaganda.
            Para evitar problemas futuros o Espírito resolveu adotar um pseudonimo, Irmão X. Pois, quando em vida carnal usava o pseudonimo de Conselheiro XX. Como Irmão X, escreveu os seguintes livros: Luz Acima Cartas e Crônicas Contos Desta e de Outras Vidas, e Estante da Vida, etc.

Fonte : Celso Martins - O Reformador 1865 - Páginas 9,10,e 11- Ano 102 - Agosto de 1984.

                        RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - HUMBERTO DE CAMPOS VERAS. - AGENDA RENASCER. - EDITORA EME.



  HUMBERTO DE CAMPOS VERAS.

            Escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras, nascido em Miritiba (hoje Humberto de Campos), MA, em 1886, e desencarnou no Rio de Janeiro em 1934. Foi Jornalista e Deputado Federal. Produção literária variada quão vultuosos. Conheceu em vida física a 1o. Edição do Parnaso de Além-Túmulo, manifestando-se a respeito dela pelo “Diário Carioca” edições de 10 e 12 de julho de 1932, com os artigos intitulados “poetas de outro mundo” e “como cantam os mortos” (apud  “A Psicografia ante os Tribunais”, de Miguel Timponi, pp60/64. 4o. Ed. FEB. ). Liberto dos liames da carne, dois anos depois passou ele a valer-se, como Espírito, das faculdades mediúnicas de Francisco Candido Xavier para a transmissão de importantes mensagens, ... Além túmulo por ele tenuemente vislumbrado, entre o assombro e a esperança. Ditou-nos 12 livros, sendo 7 sob o pseudônimo de Irmão X, editados pela FEB. Vale destacar “BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”, já com muitas edições, o livro confirmador da missão espiritual do Brasil, que é a de levar as luzes do Evangelho do Cristo a todos os quadrantes do Mundo, visando à cristianização da Humanidade, sob a orientação do Anjo Ismael, o Legado de Governador Espiritual do Planeta em Terras de Santa Cruz (Brasil). (2)
            .
            No período de 1956 a 1961 uma equipe de espíritos liderados por Bezerra de Menezes, André Luiz, Cairbar Schutel, Eurípedes Barsanulfo e outros, em reuniões públicas e privadas, em Uberaba - MG, utilizando da faculdade mediúnica de dois médiuns: Francisco Candido Xavier e Waldo Vieira organizaram o livro “O Espírito de Verdade”, no qual o espírito de Humberto de Campos também comparece e assina uma linda mensagem “História de Um Pão” que finaliza assim: decorrido um ano Jonakim, o carpinteiro, ostentada, sorridente, nos braços, mais um filinho, cujos cabelos louros emolduravam lindos olhos azuis. Coma bênção de um pão dado a um menino triste, por espírito de puro coração Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se”. interessante notar que Humberto quando no corpo usou o pseudônimo de Conselheiro XX; desta vez, no Além, Irmão X. (1)

Fonte:  1. - Agenda Renascer - 2002 - Editora EME.
2. - Livro Parnaso de Além-Túmulo - Autores Diversos - Francisco C. Xavier - 12a. Edição - Editora FEB - 1983.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

- DIVULGAÇÃO DO LIVRO ESPÍRITA. - LEIA - O LIVRO: BOA NOVA. - HUMBERTO DE CAMPOS. (CHICO XAVIER.)

               LEIA - O LIVRO: BOA NOVA.

                         Pelo Espírito de Humberto de Campos.

                     Psicografado por Francisco Cândido Xavier.

            Esta obra focaliza passagens evangélicas de expressiva beleza, onde Jesus com seus discípulos e outras conhecidas personagens, trazem lições de sabedoria do homem atual.
            Reúne trinta episódios onde o leitor será envolvido pela ternura e encanto de situações relacionadas com a presença do Cristo de Deus.
            Neste livro Humberto de Campos nos lembra que “todas as expressões evangélicas têm em nós, a sua história viva. Nenhuma delas é símbolo superficial”.

Fonte: Livro “BOA NOVA” - Humberto de Campos - Francisco Candido Xavier - 32a. Edição - Editora FEB - Rio de Janeiro, RJ. - Julho de 2004.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - HUMBERTO DE CAMPOS VERAS. - CELSO MARTINS.




                                                             HUMBERTO de CAMPOS VERAS.

              - (Como Espírito usou o Pseudonimo de Irmão X): grande literato e aplaudido jornalista. Nasceu em Miritiba MA, em 25 de Outubro de 1886, antes de completar sete anos, já órfão de pai seguiu para Parnaíba Piauí, fazendo ai os estudos primários. Seguindo as boas virtudes de sua mãe de resignação e muito amor ao trabalho, exerceu as atividades de caixeiro, (passou o século XIX para o XX numa firma de secos e molhados) e tipógrafo.
            Em sua época, a legendária Amazonía atraia todos quantos desejassem fortuna ligeira, dirigiu-se para lá, fixando-se em Belém do PA, atuando logo em seus jornalismo, um dos melhores do País em sua época. Além do jornalismo cultivava a poesia e em 1911, publicou seus versos no livro título  Poeiras (1º Série). em 1912, aos 26 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, prosseguiu no jornalismo, iniciando-se no jornal O Imparcial. Em 1917 lança seu segundo livro de poesias ( Poeiras -2º Série), e dois anos depois ingressa a Academia Brasileira de Letras.
            Para suprir e vencer as necessidades de sua vida , empreendeu uma grande luta na capital Federal. escrevia para muitos jornais, dizia ele que vendia o miolo (da cabeça) a fim de comprar o miolo (do pão de cada dia) assim provendo o seu sustento e de sua família. Muitas vezes sentiu saudades da sua terra natal, onde estava plantado um cajueiro , companheiro seu de infância de tão gratas recordações. Diante da aspereza da vida na cidade do Rio de Janeiro, dizia que na escola primária aprendera a fazer contas de somar. Adolescente, ia somando: Um e um, dois... Dois e um, três... Três e um, quatro... quando adulto, aprendera a faze-la diminuir: Quatro menos um, três... Três menos um, dois... Dois menos um, um ... Um menos um, zero! Nada! Quer dizer.Antes somava sonhos, esperanças, planos e ilusões... Agora, apenas tristezas, angústias, lutas, desilusão! Participou da política, como Deputado Federal pelo Maranhão. Na ocasião encontrou-se com uma professora da escola elementar. Ela lhe indaga que fazia na cidade grande. E ele responde a sorrir: - Nada. Sou político! ...
            Escreveu vários livros, podemos citar alguns: Críticas (3 séries),  Os PáriasSombras que sofremOs gansos do Capitólio Um Sonho de PobreSepultando os meus mortosLagartos e LibélulasDestinos , etc. A maior repercussão foi com as suas Memórias ( parte I e II em dois volumes), segundo Moreira Lélis encontramos a sinceridade de um grande desabafo e a ternura de uma sentida confissão, porque está o relato à altura de todas as inteligências na simplicidade muito cativante de um autor que se coloca irmão de todas as almas pelo sentimento humano de todos os episódios ali relatados.
            No ano de 1932 a FEB lança o Livro Parnaso de Além Túmulo livro de poesias ditados por poetas brasileiros e portugueses psicografado por Francisco Cândido Xavier, jovem, médium mineiro de Pedro Leopoldo. Causou sensação tal livro. Humberto de Campos , na época, era presidente da Academia Brasileira de Letras, através do Diário Carioca de julho do mesmo ano, reconhece publicamente a veracidade das mensagens mediúnicas ali expressas: Eu faltaria com o dever que me é imposto pela consciência, se não confessasse que, fazendo versos pela pena do Sr. Francisco Cândido Xavier, os poetas de que ele é interprete apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificam neste planeta - são palavras do crítico literário, do poeta e do jornalista H de Campos.
            Vítima de uma atroz acromegalia (hipertrofia das extremidades por hiperfunção da glândula hipófise) desencarna  no dia 4 de dezembro de 1934 com câncer na língua. O Brasil entristeceu-se, pois ele era muito conhecido e querido.
            O sofrimento do seu mal, ao que tudo indica, somado ao patrimonio espiritual, deu-lhe condições para refazer-se da crise da morte. Pouco tempo depois, em 27 de março de 1935 ( três meses e meio depois da morte), através de Chico Xavier, manda a sua primeira mensagem do Grande Além. Com o prefácio datado de 1937, é lançado Cronicas de Além Túmulo. Inicia-se uma nova forma de divulgação da Doutrina Espírita, pois, ele, se vale das mesmas formas que fazia como homem, da crônica, do conto, do apólogo, da carta a fim de espalhar as bases espíritas em estilo claro, objetivo, atraente, atual, capaz de ser entendido, assimilado por todas as inteligências. Outros livros vieram: Lázaro RedivivoReportagens de Além TúmuloNovas Mensagens, Brasil Coração do Mundo, Pátria do EvangelhoBoa Nova . Esses livros despertaram grande interesse junto ao público leitor. Em 1944, surgiu um questão judicial contra o médium e a editora. A viúva e alguns familiares desejavam cobrar indenização da FEB por usar o nome do escritor morto, à guisa de direitos autorais, se possível tentando impedir a edição de novos livros, já que todos ali reconheciam sem duvida alguma a presença de Humberto de campos.
            O Dr Miguel Triponi, defendeu o Médium e a FEB, foi ajudado anonimamente pelo Dr. Carlos Imbassahy. E por fim pelo jurista Dr Nélson Hungria, pôs fim ao caso alegando que o caso estava fora da justiça pois enveredava pelo terreno do Espírito. O incidente ajudou em muito a divulgação para os livros de Humberto de Campos com isso a propaganda do Espiritismo. Como sempre,  a perseguição representa propaganda.
            Para evitar problemas futuros o Espírito resolveu adotar um pseudonimo, Irmão X. Pois, quando em vida carnal usava o pseudonimo de Conselheiro XX. Como Irmão X, escreveu os seguintes livros: Luz Acima Cartas e Crônicas Contos Desta e de Outras Vidas, e Estante da Vida, etc.

Fonte : Celso Martins - O Reformador 1865 - Páginas 9,10,e 11- Ano 102 - Agosto de 1984.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - HUMBERTO DE CAMPOS VERAS. - CELSO MARTINS.


            

HUMBERTO de CAMPOS VERAS.

- (Como Espírito usou o Pseudônimo de Irmão X): grande literato e aplaudido jornalista. Nasceu em Miritiba MA, em 25 de Outubro de 1886, antes de completar sete anos, já órfão de pai seguiu para Parnaíba Piauí, fazendo ai os estudos primários. Seguindo as boas virtudes de sua mãe de resignação e muito amor ao trabalho, exerceu as atividades de caixeiro, (passou o século XIX para o XX numa firma de secos e molhados) e tipógrafo.
            Em sua época, a legendaria Amazônia atraia todos quantos desejassem fortuna ligeira, dirigiu-se para lá, fixando-se em Belém do PA, atuando logo em seus jornalismo, um dos melhores do País em sua época. Além do jornalismo cultivava a poesia e em 1911, publicou seus versos no livro título Poeiras (1º Série). em 1912, aos 26 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, prosseguiu no jornalismo, iniciando-se no jornal O Imparcial. Em 1917 lança seu segundo livro de poesias (Poeiras -2 º Série), e dois anos depois ingressa a Academia Brasileira de Letras.
            Para suprir e vencer as necessidades de sua vida , empreendeu uma grande luta na capital Federal. escrevia para muitos jornais, dizia ele que vendia o miolo (da cabeça) a fim de comprar o miolo (do pão de cada dia) assim provendo o seu sustento e de sua família. Muitas vezes sentiu saudades da sua terra natal, onde estava plantado um cajueiro , companheiro seu de infância de tão gratas recordações. Diante da aspereza da vida na cidade do Rio de Janeiro, dizia que na escola primária aprendera a fazer contas de somar. Adolescente, ia somando: Um e um, dois... Dois e um, três... Três e um, quatro... quando adulto, aprendera a faze-la diminuir: Quatro menos um, três... Três menos um, dois... Dois menos um, um ... Um menos um, zero! Nada! Quer dizer.Antes somava sonhos, esperanças, planos e ilusões... Agora, apenas tristezas, angústias, lutas, desilusão! Participou da política, como Deputado Federal pelo Maranhão. Na ocasião encontrou-se com uma professora da escola elementar. Ela lhe indaga que fazia na cidade grande. E ele responde a sorrir: - Nada. Sou político! ...
            Escreveu vários livros, podemos citar alguns: Críticas (3 séries),  Os Párias, Sombras que sofrem, Os gansos do Capitólio, Um Sonho de Pobre, Sepultando os meus mortos, Lagartos e Libélulas, Destinos , etc. A maior repercussão foi com as suas Memórias ( parte I e II em dois volumes), segundo Moreira Lélis encontramos a sinceridade de um grande desabafo e a ternura de uma sentida confissão, porque está o relato à altura de todas as inteligências na simplicidade muito cativante de um autor que se coloca irmão de todas as almas pelo sentimento humano de todos os episódios ali relatados.
            No ano de 1932 a FEB lança o Livro Parnaso de Além Túmulo livro de poesias ditados por poetas brasileiros e portugueses psicografado por Francisco Cândido Xavier, jovem, médium mineiro de Pedro Leopoldo. Causou sensação tal livro. Humberto de Campos , na época, era presidente da Academia Brasileira de Letras, através do Diário Carioca de julho do mesmo ano, reconhece publicamente a veracidade das mensagens mediúnicas ali expressas: Eu faltaria com o dever que me é imposto pela consciência, se não confessasse que, fazendo versos pela pena do Sr. Francisco Cândido Xavier, os poetas de que ele é intérprete apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificam neste planeta - são palavras do crítico literário, do poeta e do jornalista H de Campos.
            Vítima de uma atroz acromegalia (hipertrofia das extremidades por hiperfunção da glândula hipófise) desencarna  no dia 4 de dezembro de 1934 com câncer na língua. O Brasil entristeceu-se, pois ele era muito conhecido e querido.
            O sofrimento do seu mal, ao que tudo indica, somado ao patrimônio espiritual, deu-lhe condições para refazer-se da crise da morte. Pouco tempo depois, em 27 de março de 1935 ( três meses e meio depois da morte), através de Chico Xavier, manda a sua primeira mensagem do Grande Além. Com o prefácio datado de 1937, é lançado Cronicas de Além Túmulo. Inicia-se uma nova forma de divulgação da Doutrina Espírita, pois, ele, se vale das mesmas formas que fazia como homem, da crônica, do conto, do apólogo, da carta a fim de espalhar as bases espíritas em estilo claro, objetivo, atraente, atual, capaz de ser entendido, assimilado por todas as inteligências. Outros livros vieram: Lázaro Redivivo, Reportagens de Além Túmulo, Novas Mensagens, Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, Boa Nova . Esses livros despertaram grande interesse junto ao público leitor. Em 1944, surgiu um questão judicial contra o médium e a editora. A viúva e alguns familiares desejavam cobrar indenização da FEB por usar o nome do escritor morto, à guisa de direitos autorais, se possível tentando impedir a edição de novos livros, já que todos ali reconheciam sem duvida alguma a presença de Humberto de campos.
            O Dr Miguel Triponi, defendeu o Médium e a FEB, foi ajudado anonimamente pelo Dr. Carlos Imbassahy. E por fim pelo jurista Dr Nélson Hungria, pôs fim ao caso alegando que o caso estava fora da justiça pois enveredava pelo terreno do Espírito. O incidente ajudou em muito a divulgação para os livros de Humberto de Campos com isso a propaganda do Espiritismo. Como sempre,  a perseguição representa propaganda.
            Para evitar problemas futuros o Espírito resolveu adotar um pseudônimo, Irmão X. Pois, quando em vida carnal usava o pseudônimo de Conselheiro XX. Como Irmão X, escreveu os seguintes livros: Luz Acima, Cartas e Crônicas, Contos Desta e de Outras Vidas, e Estante da Vida, etc.

Fonte : Celso Martins - O Reformador 1865 - Páginas 9,10,e 11- Ano 102 - Agosto de 1984.


                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

domingo, 30 de junho de 2013

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - HUMBERTO DE CAMPOS VERAS. - AGENDA RENASCER. EDITORA EME.

                       


             HUMBERTO DE CAMPOS VERAS.

            Escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras, nascido em Miritiba (hoje Humberto de Campos), MA, em 1886, e desencarnou no Rio de Janeiro em 1934. Foi Jornalista e Deputado Federal. Produção literária variada quão vultuosos. Conheceu em vida física a 1o. Edição do Parnaso de Além-Túmulo, manifestando-se a respeito dela pelo “Diário Carioca” edições de 10 e 12 de julho de 1932, com os artigos intitulados “poetas de outro mundo” e “como cantam os mortos” (apud  “A Psicografia ante os Tribunais”, de Miguel Timponi, pp60/64. 4o. Ed. FEB. ). Liberto dos liames da carne, dois anos depois passou ele a valer-se, como Espírito, das faculdades mediúnicas de Francisco Candido Xavier para a transmissão de importantes mensagens, ... Além túmulo por ele tenuemente vislumbrado, entre o assombro e a esperança. Ditou-nos 12 livros, sendo 7 sob o pseudônimo de Irmão X, editados pela FEB. Vale destacar “ BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”, já com muitas edições, o livro confirmador da missão espiritual do Brasil, que é a de levar as luzes do Evangelho do Cristo a todos os quadrantes do Mundo, visando à cristianização da Humanidade, sob a orientação do Anjo Ismael, o Legado de Governador Espiritual do Planeta em Terras de Santa Cruz (Brasil). (2)
            .
            No período de 1956 a 1961 uma equipe de espíritos liderados por Bezerra de Menezes, André Luiz, Cairbar Schutel, Eurípedes Barsanulfo e outros, em reuniões públicas e privadas, em Uberaba - MG, utilizando da faculdade mediúnica de dois médiuns: Francisco Candido Xavier e Waldo Vieira organizaram o livro “O Espírito de Verdade”, no qual o espírito de Humberto de Campos também comparece e assina uma linda mensagem “História de Um Pão” que finaliza assim: decorrido um ano Jonakim, o carpinteiro, ostentada, sorridente, nos braços, mais um filinho, cujos cabelos louros emolduravam lindos olhos azuis. Coma bênção de um pão dado a um menino triste, por espírito de puro coração Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se”. interessante notar que Humberto quando no corpo usou o pseudônimo de Conselheiro XX; desta vez, no Além, Irmão X. (1)

Fonte:

1. - Agenda Renascer - 2002 - Editora EME.
2. - Livro Parnaso de Além-Túmulo - Autores Diversos - Francisco C. Xavier – 12 a. Edição - Editora FEB - 1983.



                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

- VULTOS DO ESPIRITISMO. - HUMBERTO DE CAMPOS VERAS. - CELSO MARTINS. (O REFORMADOR. - FEB.)


                                         Humberto de Campos Veras 

             - (Como Espírito usou o Pseudônimo de Irmão X): grande literato e aplaudido jornalista. Nasceu em Mritiba MA, em 25 de Outubro de 1886, antes de completar sete anos, já órfão de pai seguiu para Parnaíba Piauí, fazendo ai os estudos primários. Seguindo as boas virtudes de sua mãe de e resignação e muito amor ao trabalho, exerceu as atividades de caixeiro, (passou o século XIX para o XX numa firma de secos e molhados) e tipógrafo.
            Em sua época, a legendaria Amazônia atraia todos quantos desejassem fortuna ligeira, dirigiu-se para lá, fixando-se em Belém do Para, atuando logo em seus jornalismo, um dos melhores do País em sua época. Além do jornalismo cultivava a poesia e em 1911, publicou seus versos no livro título Poeiras (1 º Série). em 1912, aos 26 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, prosseguiu no jornalismo, iniciando-se no jornal O Imparcial. Em 1917 lança seu segundo livro de poesias (Poeiras - 2 ª. Série), e dois anos depois ingressa a Academia Brasileira de Letras.
            Para suprir e vencer as necessidades de sua vida , empreendeu uma grande luta na capital Federal. escrevia para muitos jornais, dizia ele que vendia o miolo (da cabeça) a fim de comprar o miolo (do pão de cada dia) assim provendo o seu sustento e de sua família. Muitas vezes sentiu saudades da sua terra natal, onde estava plantado um cajueiro , companheiro seu de infância de tão gratas recordações. Diante da aspereza da vida na cidade do Rio de Janeiro, dizia que na escola primária aprendera a fazer contas de somar. Adolescente, ia somando: Um e um, dois... Dois e um, três... Três e um, quatro... quando adulto, aprendera a faze-la diminuir: Quatro menos um, três... Três menos um, dois... Dois menos um, um ... Um menos um, zero! Nada! Quer dizer.Antes somava sonhos, esperanças, planos e ilusões... Agora, apenas tristezas, angústias, lutas, desilusão! Participou da política, como Deputado Federal pelo Maranhão. Na ocasião encontrou-se com uma professora da escola elementar. Ela lhe indaga que fazia na cidade grande. E ele responde a sorrir: - Nada. Sou político! ...
           Escreveu vários livros, podemos citar alguns: Críticas (3 séries),  Os Párias, Sombras que sofrem, Os gansos do Capitólio, Um Sonho de Pobre, Sepultando os meus mortos, Lagartos e Libélulas, Destinos , etc. A maior repercussão foi com as suas Memórias ( parte I e II em dois volumes), segundo Moreira Lélis encontramos a sinceridade de um grande desabafo e a ternura de uma sentida confissão, porque está o relato à altura de todas as inteligências na simplicidade muito cativante de um autor que se coloca irmão de todas as almas pelo sentimento humano de todos os episódios ali relatados.
            No ano de 1932 a FEB lança o Livro Parnaso de Além Túmulo livro de poesias ditados por poetas brasileiros e portugueses psicografado por Francisco Cândido Xavier, jovem, médium mineiro de Pedro Leopoldo. Causou sensação tal livro. Humberto de Campos , na época, era presidente da Academia Brasileira de Letras, através do Diário Carioca de julho do mesmo ano, reconhece publicamente a veracidade das mensagens mediúnicas ali expressas: Eu faltaria caso dever que me é imposto pela consciência, se não confessasse que, fazendo versos pela pena do Sr. Francisco Cândido Xavier, os poetas de que ele é intérprete apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificam neste planeta - são palavras do crítico literário, do poeta e do jornalista H de Campos.
            Vítima de uma atroz acromegalia (hipertrofia das extremidades por hiperfunção da glândula hipófise) desencarna  no dia 4 de dezembro de 1934 com câncer na língua. O Brasil entristeceu-se, pois ele era muito conhecido e querido.
            O sofrimento do seu mal, ao que tudo indica, somado ao patrimônio espiritual, deu-lhe condições para refazer-se da crise da morte. Pouco tempo depois, em 27 de março de 1935 ( três meses e meio depois da morte), através de Chico Xavier, manda a sua primeira mensagem do Grande Além. Com o prefácio datado de 1937, é lançado Cronicas de Além Túmulo. Inicia-se uma nova forma de divulgação da Doutrina Espírita, pois, ele, se vale das mesmas formas que fazia como homem, da crônica, do conto, do apólogo, da carta a fim de espalhar as bases espíritas em estilo claro, objetivo, atraente, atual, capaz de ser entendido, assimilado por todas as inteligências. Outros livros vieram: Lázaro Redivivo, Reportagens de Além Túmulo, Novas Mensagens, Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, Boa Nova . Esses livros despertaram grande interesse junto ao público leitor. Em 1944, surgiu um questão judicial contra o médium e a editora. A viúva e alguns familiares desejavam cobrar indenização da FEB por usar o nome do escritor morto, à guisa de direitos autorais, se possível tentando impedir a edição de novos livros, já que todos ali reconheciam sem duvida alguma a presença de Humberto de campos.
            O Dr Miguel Triponi, defendeu o Médium e a FEB, foi ajudado anonimamente pelo Dr. Carlos Imbassahy. E por fim pelo jurista Dr Nélson Hungria, pôs fim ao caso alegando que o caso estava fora da justiça pois enveredava pelo terreno do Espírito. O incidente ajudou em muito a divulgação para os livros de Humberto de Campos com isso a propaganda do Espiritismo. Como sempre,  a perseguição representa propaganda.
            Para evitar problemas futuros o Espírito resolveu adotar um pseudônimo, Irmão X. Pois, quando em vida carnal usava o pseudônimo de Conselheiro XX. Como Irmão X, escreveu os seguintes livros: Luz Acima, Cartas e Crônicas , Contos Desta e de Outras Vidas, e Estante da Vida, etc.

Fonte : Celso Martins - O Reformador 1865 - Páginas 9,10,e 11- Ano 102 - Agosto de 1984.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)