Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador Emílio de Menezes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emílio de Menezes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de março de 2018

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - AOS MEUS AMIGOS DA TERRA. - EMÍLIO DE MENEZES. ( CHICO XAVIER.)




AOS MEUS AMIGOS DA TERRA.

Amigos, tolerai o meu assunto,
(Sempre vivi do sofrimento alheio)
Relevai, que as promessas de um defunto
São coisa inda invulgar no vosso meio.

Apesar do meu cérebro bestunto,
O elo que nos unia, conservei-o,
Como a quase saudade do presunto,
Que nutre um corpo empanturrado e feio.

Espero-vos aqui com as minhas festas,
Nas quais, porém, o vinho não explode,
Nem há cheiro de carnes ou cebolas.

Evitai as comidas indigestas,
Pois na hora do “salva-se quem pode”,
Muita gente nem fica de ceroulas...

Emílio de Menezes

POETA brasileiro, nascido em Curitiba, em 1866, e desencarnado no Rio de Janeiro em 1918. Musa vivacíssima e fulgurante, sem deixar de ser profunda, era sobretudo ativamente humorística.
Legou-nos Poemas da Morte, 1901, e Poesias, 1909, além de Mortalhas, versos satíricos postumamente colecionados. Distinguiu- se pela altaneza dos temas, quanto pela opulência das rimas.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sábado, 3 de março de 2018

- POEMAS ESPÍRITAS. -PARNASO DE ALÉM TUMULO. - EU MESMO. - EMÍLIO DE MENEZES. (CHICO XAVIER.)


                                        EU MESMO.

Eu mesmo estou a ignorar se posso
Chamar-me ainda o Emilio de Menezes,
Procurando tomar o tempo vosso,
Recitando epigramas descorteses.

Como hei de versejar? Rimas em osso
São difíceis... contudo, de outras vezes,
Eu sabia rezar o Padre-Nosso
E unir meus versos como irmãos siameses.

Como hei de aparecer? O que é impossível
É ser um santarrão inconcebível,
Trazendo as luzes do Evangelho às gentes...

Sou o Emilio, distante da garrafa,
Mas que não se entristece e nem se abafa,
Longe das anedotas indecentes.

Emílio de Menezes

POETA brasileiro, nascido em Curitiba, em 1866, e desencarnado no Rio de Janeiro em 1918. Musa vivacíssima e fulgurante, sem deixar de ser profunda, era sobretudo ativamente humorística.
Legou-nos Poemas da Morte, 1901, e Poesias, 1909, além de Mortalhas, versos satíricos postumamente colecionados. Distinguiu- se pela altaneza dos temas, quanto pela opulência das rimas.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - AOS MEUS AMIGOS DA TERRA. - EMÍLIO DE MENEZES. (CHICO XAVIER.)


                                   AOS MEUS AMIGOS DA TERRA.

                        Amigos, tolerai o meu assunto,
                        (Sempre vivi do sofrimento alheio)
                        Relevai, que as promessas de defunto
                        São coisa inda vulgar no vosso meio.

                        Apesar do meu cérebro bestunto,
                        O elo que nos unia, conservei-o,
                        Como a quase saudade do presunto,
                        Que nutre um corpo empanturrado e feio.

                        Espero-vos aqui com as minhas festas,
                        Nas quais, porém, o vinho não explode,
                        Nem há cheiro de carnes e cebolas.

                        Evitai as comidas indigestas,
                        Pois na hora do “salva-se quem pode”,
                        Muita gente nem fica de ceroulas...

                                                                                  EMÍLIO DE MENEZES.

                        Poeta brasileiro, nascido em Curitiba, em 1866, e desencarnado no Rio de Janeiro em 1918. Musa vivacíssima e fulgurante, sem deixar de ser profunda, era sobretudo ativamente humorística. Legou-nos Poemas de Morte, 1901,e Poesias, 1909, além de Mortalhas, versos satíricos postumamente colecionados. Distinguiu-se pela altaneza dos temas, quanto pela opulência das rimas.


Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - EU MESMO,. - EMÍLIO DE MENEZES. (CHICO XAVIER.)


                                               EU MESMO.

                        Eu mesmo estou a ignorar se posso
                        Chamar-me ainda Emílio de Menezes,
                        Procurando tomar o tempo vosso,
                        Recitando epigramas descorteses.

                        Como hei de versejar? Imas em osso
                        São difíceis... contudo, de outras vezes,
                        Eu sabia rezar o Padre-Nosso
                        E unir meus versos como irmãos siameses.

                        Como hei de aparecer? O que é impossível
                        É ser um santarrão inconcebível,
                        Trazendo as luzes do Evangelho às gentes...

                        Sou o Emílio, distante da garrafa,
                        Mas que não se entristece e nem se abafa,
                        Longe das anedotas indecentes.

                                                                                  EMÍLIO DE MENEZES.

                        Poeta brasileiro, nascido em Curitiba, em 1866, e desencarnado no Rio de Janeiro em 1918. Musa vivacíssima e fulgurante, sem deixar de ser profunda, era sobretudo ativamente humorística. Legou-nos Poemas de Morte, 1901,e Poesias, 1909, além de Mortalhas, versos satíricos postumamente colecionados. Distinguiu-se pela altaneza dos temas, quanto pela opulência das rimas.

Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (rhedam@gmail.com)