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sábado, 2 de junho de 2018

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - REDIVIVO. - IGNÁCIO JOSÉ DE ALVARENGA PEIXOTO. (CHICO XAVIER.)


                          REDIVIVO.

Divina lira,
Musa que inspira
Meu coração
A relembrar...
Celebra, amena,
A vida plena,
A paz sublime,
A luz sem par.

Volta, de novo
Ao grande povo
Que não me canso
De estremecer;
Revela, ainda,
A Pátria linda
Que faz vibrar
Todo o meu ser.

Exalça agora
A nova aurora
Que brilha cheia
De amor cristão.
O mundo em prova
Que se renova
Espera o dia
De redenção.

Une-te ao canto
Formoso e santo
Que flui soberbo,
Sepulcro além...
Lira divina,
Louva a doutrina
Da liberdade
No eterno bem.

Dize a grandeza
Da glória acesa
Na vida excelsa
Que a dor produz,
Proclama à Terra
Que além da guerra
E além da noite
Floresce a luz.

Não mais procures,
Chorando alhures,
Enfraquecer-te
Nas lutas mil.
Canta somente,
Ditosa e crente,
A nova era
Do meu Brasil.

Ignácio José de Alvarenga Peixoto

IGNÁCIO José de Alvarenga Peixoto, um dos malogrados poetas da Conjuração Mineira”, ao qual foi imposta a pena de degredo perpétuo na África, onde veio a falecer em 1793, “minado pela nostalgia”.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - AUTORES DIVERSOS. - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                   RHEDAM. (mzgcar@gmail.com)

quarta-feira, 27 de março de 2013

- POEMAS ESPÍRITAS. - PARNASO DE ALÉM TÚMULO. - REDIVIVO. - ALPHONSUS DE GUIMARAENS. (CHICO XAVIER.)



                                               REDIVIVO.

                                   Sou o cantor da místicas baladas
                                   Que em volutas de flores e de incenso,
                                    Achou, no Espaço luminoso e imenso,
                                   O perfume das hóstias consagradas.

                                   Almas que andais gemendo nas estradas
                                   Da amargura e da dor, eu vos pertenço,
                                   Atravessai o nevoeiro denso
                                   Em que viveis no mundo, amortalhadas.

                                   Almas tristes de freiras e sorores,
                                   Sobre quem a saudade despetala
                                   Os seus lírios de pálidos fulgores;

                                   Eu ressurjo nos místicos prazeres,
                                   De vos cantar, na sombra onde exala
                                   Um perfume de altar e misereres...


            - ALPHONSUS DE GUIMARAENS. Pág. 43.

                        Afonso Henrique da Costa Guimaraens, poeta mineiro, natural de Ouro Preto. Nasceu aos 24 de Julho de 1870 e desencarnou em 15 de julho de 1921. Magistrado, jornalista e poeta, notabilizou-se principalmente pela tonalidade mística do seu estro, qual se afirma em suas obras: Dona Mistica, Septenário das Dores, Kiriale, Escada de Jacob, etc.

            Fonte: PARNASO DE ALÉM - TÚMULO - CÁRMEN CINIRA - Chico Xavier- Editora FEB. Rio de Janeiro RJ - 1935.

                                               RHEDAM. (rhedam@gmail.com)